sábado, 31 de agosto de 2019

"Por fim o meu Imaculado Coração triunfará"


Nossa Senhora de Fátima


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Concílio Vaticano II: Os dogmas que não proclamou e erros que não condenou

Os Bispos italianos, que eram os mais numerosos, queriam que o Concílio proclamasse o dogma da «Mediação Universal da Bem-Aventurada Virgem Maria»; o segundo dogma cuja definição pediam era o da Realeza de Cristo, para ser contraposto ao laicismo dominante. 

Muitos pediam ainda ao Concílio a condenação de erros doutrinais: 

91 queriam ver reiterada a condenação do comunismo; 
57 exprimiam-se contra o existencialismo ateu; 
47 contra o relativismo moral; 
31 contra o materialismo;
24 contra o modernismo. 

«Nos milhares de cartas chegadas a Roma e enviadas de todo o mundo, o comunismo era referido como o erro mais grave que o Concilio deveria condenar. Eram 286 os bispos que a ele se referiam. Para além das numerosas referências ao socialismo, ao materialismo e ao ateísmo», refere Giovanni Turbanti. 

No Relatório sintetico, que enuncia os votos dos Bispos por nações, elaborado pela Secretaria-Geral das Comissões Preparatórias, o comunismo também figura como o primeiro erro que o Concilio deveria condenar.

Roberto de Mattei in 'Concílio Vaticano II - Uma história nunca escrita'


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sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Divórcio e quantidade de "parceiros" sexuais

Este estudo conduzido pela National Survey of Family Growth, nos Estados Unidos, demonstra a unidade da família após os primeiros cinco anos de casamento - dado o número de "parceiros" sexuais dos cônjuges que tiveram durante a sua vida. 

Usando números arredondados: 95% dos que são monogâmicos, que tiveram apenas um parceiro sexual na vida - ou seja, apenas o cônjuge - estão juntos após os primeiros cinco anos de casamento. Mas quando a mulher teve um "parceiro" sexual extra que não o marido (quase sempre antes do casamento) a percentagem cai para 62% e com dois "parceiros" cai quase para 50%. Para os homens, são necessárias cinco "parceiras" sexuais para atingir o mesmo nível de separação.

Este estudo demonstra o que ensina a doutrina católica: a virtude da castidade prepara as pessoas para o casamento e ajuda a que as pessoas se mantenham juntas depois de casarem, formando famílias unidas e estáveis.


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Santa Rosa de Lima, padroeira da América Latina

Rosa viveu uma infância serena e economicamente privilegiada. Mas, de repente, a família sofreu um revés financeiro. Arregaçou, então, as mangas, ajudando a família em todo género de actividades, desde trabalhos domésticos ao cultivo de uma horta e ao bordado, como forma de ganhar a vida. 

Desde pequena aspirou a consagrar-se a Deus na vida do claustro, mas o Senhor fez-lhe conhecer a Sua vontade, de que permanecesse virgem no mundo. Leu a vida de Santa Catarina de Sena, que se tornou o seu modelo de vida, aprendendo dela o amor por Cristo, pela Sua Igreja e pelo próximo, sobretudo os irmãos índios. Como a Santa de Sena, vestiu o hábito da Ordem Terceira Regular dos Pregadores. Tinha vinte anos de idade. 


Com a permissão da família, organizou numa sala da casa materna um tipo de abrigo para os necessitados, onde dava assistência a crianças e anciãos abandonados, em particular aos de origem índia. Ainda como Santa Catarina, foi tornada digna de sofrer a Paixão do Seu divino Esposo, mas também provou o sofrimento da "noite escura", que durou uns bons 15 anos. Recebeu também o extraordinário dom das núpcias místicas. Foi enriquecida também com outros carismas, como o de fazer milagres, da profecia e da bi-locação. 

A partir de 1609, encerrou-se em uma cela de apenas dois metros quadrados, construída no jardim da casa materna, fria no Inverno e quente e cheia de mosquitos no Verão para melhor rezar em união com o Senhor. Da cela saia apenas para a função religiosa, onde passava grande parte do seus dias de joelhos, a rezar e em estreita união com o Senhor e das suas visões místicas, que começaram a ocorrer com uma impressionante regularidade, todas as semanas, de Quinta-feira ao Sábado. À oração, Rosa juntava a auto-flagelação, vigílias e jejuns, e a sua vida ascética era cheia de visões, mas também de assédios demoníacos. 

Já em vida era grande a sua fama de santidade. O episódio mais marcante da sua existência terrena no-la apresenta abraçada ao Tabernáculo para defendê-lo dos calvinistas holandeses levados ao assalto da cidade de Lima pela frota do pirata Jorge Spitzberg. A inesperada libertação da cidade, por causa da repentina morte do comandante holandês, foi atribuída à sua intercessão. Em 1615, na “Ciudad de Los Reyes” (Lima), Rosa encabeçou uma "rogativa" (oração pública) numa igreja, diante do possível desembarque de piratas holandeses que já haviam assaltado o vizinho porto de El Callao. Sem prévio aviso, uma grande tormenta impediu que as embarcações se aproximassem à terra e a cidade ficou a salvo. 

Rosa, pressentindo a chegada da morte, confidenciou: "Este é o dia de minhas núpcias eternas". Era o dia 24 de agosto de 1617, festa de São Bartolomeu. Tinha trinta e um anos de idade. 

Foi beatificada em 1668 pelo Papa Clemente IX, e dois anos depois foi proclamada Patrona Principal das Américas, das Filipinas e das Índias Ocidentais, pelo Papa Clemente X. Tratava-se de um reconhecimento singular uma vez que um decreto do Papa Urbano VIII, de 1630, estabelecia que não poderiam ser dados como protectores de reinos e cidades pessoas que não haviam sido canonizadas. De qualquer forma, foi canonizada em 12 de Abril de 1671, pelo Papa Clemente X. Também é a padroeira dos jardineiros e dos floristas. É invocada em caso de feridas, contra as erupções vulcânicas e em caso de lutas na família. 

in farfalline.blogspot.pt

Fontes: 

http://www.santiebeati.it/dettaglio/28950 - Santi e Beati. Autor: Francesco Patruno (em italiano). 
https://it.wikipedia.org/wiki/Rosa_da_Lima - Wikipédia (em italiano). 
http://migre.me/qVDhx - Facebook. Com os relatos da invasão calvinista e um desenho dos navios holandeses (em espanhol).


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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Martírio de São João Baptista

Caravaggio (1607)
São João Baptista foi decapitado por defender a indissolubilidade do matrimónio, que é de direito divino, revelado por Deus aos homens. Esta doutrina perene e imutável foi sendo combatida na sociedade ocidental e hoje existe quem combata contra ela dentro da própria Igreja. Mas Deus não Se engana nem nos engana. João não pode ter morrido em vão.


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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Será possível amar os inimigos?

Ao amares o teu inimigo, desejas que ele seja para ti um irmão. Não amas o que ele é, mas aquilo em que queres que ele se torne. Imaginemos um pedaço de madeira de carvalho em bruto. Um artesão hábil vê essa madeira, cortada na floresta; a madeira agrada-lhe; não sei o que quer fazer dela, mas não é para a deixar como está que o artista gosta dela. A sua arte faz com que pense em que é que se pode transformar essa madeira; o seu amor não é dirigido à madeira em bruto: ele ama o que fará com ela e não a madeira em bruto. 


Foi assim que Deus nos amou quando éramos pecadores. Na verdade, Ele disse: «Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes». Ter-nos-á Ele amado pecadores para que permaneçamos pecadores? O Artesão viu-nos como um pedaço de madeira em bruto, vindo da floresta; porém, o que Ele tinha em vista era a obra que nela faria e não a madeira em si, nem a floresta. 

Contigo passa-se a mesma coisa: vês o teu inimigo opor-se a ti, encher-te de palavras mordazes, tornar-se rude nas afrontas que te faz, perseguir-te com o seu ódio. Mas tu sabes que ele é um homem. Vês tudo o que esse homem fez contra ti, mas também vês nele aquilo que foi feito por Deus. Aquilo que ele é, enquanto homem, é obra de Deus; o ódio que te tem é obra dele. 


E que dizes tu para contigo? «Senhor sê benevolente para com ele, perdoa-lhe os pecados, inspira-lhe o teu temor, converte-o.» Não amas nesse homem aquilo que ele é, mas aquilo que queres que ele venha a ser. Assim, quando amas um inimigo, amas nele um irmão.


Santo Agostinho (354-430), bispo de Hipona (norte de África), doutor da Igreja in 'Comentário sobre a primeira carta de João' (§ 8,10)


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3 tiradas de bom humor do Papa Bento XIV (Prospero Lambertini)

1. Ao superior dos jesuítas: "É de fé que terei um sucessor, sobre vocês isso não foi dito."

2. Falando sobre a graça de ser o Vigário de Cristo: "Apesar de ter toda a verdade no meu peito, devo confessar que não encontro a chave." 

3. No seu leito de morte: "Padeci sob Pôncio" (era o nome do médico que o assistia)


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terça-feira, 27 de agosto de 2019

A Inquisição exterminou 30 milhões de pessoas?

É comum vermos na literatura secular, em filmes e documentários, e pior ainda, nas escolas do ensino fundamental e médio e até em faculdades e universidades, a afirmação de que a Igreja “torturou e matou milhares”. Alguns dizem milhões de pessoas aniquiladas pela Inquisição. Há também diversos ambientes académicos em que é visível tal interpretação; são muitos autores e professores universitários a partilhar dessas objecções.

É inegável a actuação da Inquisição, assim como os julgamentos, qualquer contraposição é uma aberração, um erro grotesco de história. A crítica veiculada neste texto é dirigida aos números de mortes e incidentes referentes aos cerca de 386 anos de actuação deste tribunal eclesiástico.

Muitos podem até dizer que os números não importam, que o que importa é que ela “matou e torturou”. Mas a questão é que nesta situação os números representam o maior pretexto e fonte de contradições sobre esta temática, pois tendem a alimentar e propagar a ideia de uma tragédia histórica, sem controle, um crime, um perverso e criminoso acto, perpetrado pela Igreja contra a humanidade. Não levando em conta os factores, o contexto e as posições religiosas da época seria correcto colaborar com estas argumentações e afirmações? Teria sido uma ferramenta de perseguição e extermínio de quem ousava pensar diferente? Ou trata-se de posições subjectivas oriundas do homem contemporâneo?



Vale a pena salientar que estas sociedades estavam claramente ligadas ao bem e ‘alegria social’ (Pernoud, 1997) e à religião “em função da fé cristã” (Daniel Rops, Vol. III. p. 43). Tinham como ferramentas de prevenção a condenação de grupo ou do individuo, para evitar a contaminação de confusões e divisões que ruíam ‘todo o sistema e ordem social da época’ (Gonzaga, 1994) além de evitar a propagação de heresias e divisões entre os fieis na Cristandade. Sendo assim, os códigos penais abraçavam e previam comumente a tortura e a morte do réu. E o povo entendia que estes eram os princípios jurídicos e inquisidores (cf. Mt 18,6-7) que evitavam a expansão de cismas e heresias.

Mas seriam verdadeiros estes dados sobre a Inquisição? Ou é maquinação vinda dos inimigos da religião que tiram proveito não só da Inquisição ou das Cruzadas, centrando-se também nos erros e falhas morais de alguns filhos da Igreja e fazer disso um “cavalo de batalha na sua guerra contra a religião e para perpetuamente as lançar à cara da Igreja” como disse o historiador W. Devivier, S.J. Um facto é que "é da natureza da Igreja provocar ira e ataque do mundo" segundo Hilaire Belloc.

A principal finalidade do artigo não é amenizar os efeitos da Instituição ou fazê-la mais branda, mas trazer à tona os factos e verdadeiros números da referida instituição, cujos estudiosos sérios testemunham para que possamos construir uma justa interpretação do tema, sem nos veicularmos a nenhuma propaganda anti-católica.

Vamos tomar como referência as Actas do grande Simpósio Internacional sobre a Inquisição, em que participaram 30 grandes historiadores vindos de diversas confissões religiosas, para tratar historicamente da Inquisição, proposta motivada pela Igreja. O Papa João Paulo II afirmou certa vez: “Na opinião do público, a imagem da Inquisição representa praticamente o símbolo do escândalo”. E perguntou “Até que ponto essa imagem é fiel à realidade?”

O encontro realizou-se entre os dias 29 e 31 de Outubro de 1998. Com total abertura dos arquivos da Congregação do Santo Oficio e da Congregação do Índice. As Actas deste Simpósio, foram anos depois reunidas e apresentadas ao público, sob forma de livro contendo 783 paginas, intitulado originalmente de “L’Inquisione” pelo historiador Agostinho Borromeo, professor da Universidade de La Sapienza de Roma.

As actas documentais do Simpósio já foram utilizadas em várias obras de historiadores, e continuam a ser pois tais documentos resultaram duma profunda pesquisa sobre os dados de processos inquisitórias. As afirmações seguintes foram feitas pelo historiador Agostinho Borromeo.

Sobre a “famigerada e terrível” Inquisição Espanhola

“A Inquisição na Espanha emitiu, entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram apenas 1,8% (804) e, destes, 1,7% (13) foram condenados em “contumácia”, ou seja, pessoas de paradeiro desconhecido ou mortos que em seu lugar se queimavam ou enforcavam bonecos.”

Sobre as famosas “caças as bruxas”

“Dos 125.000 processos da sua história [tribunais eclesiásticos], a Inquisição espanhola condenou à morte 59 “bruxas”. Em Itália, 36 e em Portugal 4.”

E a propaganda de que “foram milhões”

Constatou-se que os tribunais religiosos eram mais brandos do que os tribunais civis, tiveram poucas participações nestes casos, o que não aconteceu com os tribunais civis que mataram milhares de pessoas.

Sentenças de uma famoso inquisidor

“Em 930 sentenças que o Inquisidor Bernardo Guy pronunciou em 15 anos, houve 139 absolvições, 132 penitências canónicas, 152 obrigações de peregrinações, 307 prisões e 42 “entregas ao braço secular” ([citado em] AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1 ed. Cleofas. Lorena. 2009, p. 23).

O Simpósio conclui que as penas de morte e os processos em que se usava a tortura, representam números pouco expressivos, ao contrario do se imaginava e foi propagado. Os dados são uma verdadeira demolição e extirpação de muitas ideias falsas e fantasiosas sobre a Inquisição.

“Hoje em dia, os historiadores já não utilizam o tema da Inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja. Diferentemente do que antes sucedia, o debate encaminhou-se para o ambiente histórico com estatísticas sérias.” (Historiador Agostinho Borromeo, presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos: AS, 1998).

É bom que tudo isto tenha mudado a forma de olhar para a Inquisição  é sinal de esperança. Tomara que haja uma nova reconstrução “hermenêutica”, é um necessidade histórica. Que com uma justa crítica acurada, se superem as ambiguidades historiográficas.

É pena que as correntes históricas se pendurem aos teóricos antigos. Os "conceituados” continuam a ser as referencias “fidelíssimas” na prática pedagógica e histórica; seja superior (académica) ou média e fundamental (ensinos públicos), continua a ritualista tradição a-histórica, não transparente sobre os acontecimentos e de tom alienado, incluindo dentre destes, muitos estudiosos, professores, e jornalistas. “Há milhões de pessoas que odeiam o que erradamente supõem que seja a Igreja Católica.” (John Fulton Sheen, Bispo americano).

Referências:

AQUINO, Felipe. Para entender a Inquisição. 1º ed. Cleofas. Lorena. 2009.

DEVEVIER, W. A Historia da Inquisição, curso de apologética cristã. Melhoramentos, São Paulo, 1925.

L’INQUISIONI. Atas do Simpósio sobre a Inquisição, 1998.

PERNOUD, Régine. A Idade Média: Que não nos ensinaram. Ed. Agir, SP, 1964.

ROPS. Henri-Daniel. A Igreja das Catedrais e das Cruzadas. Vol. III. Ed. Quadrante, São Paulo. 1993.

adaptado de veritatis.com.br


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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Seminaristas jogam Voleibol (Cidade do Vaticano, 1949)



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Cronologia de acontecimentos até à condenação do Cardeal Pell

Em Março de 2019 o Cardeal George Pell foi preso por supostos abusos sexuais de menores, num processo que tem sido acusado de ser uma farsa e uma autêntica caça ao homem. O Cardeal de 78 anos ficou confinado a uma cela em isolamento, durante 23 horas por dia, impedido de rezar Missa e rezar o Breviário. 

Há poucos dias soube-se que o apelo contra a sentença foi negado. Apresentamos aqui uma cronologia das acusações, juntamente com algumas descobertas "estranhas" feitas pelo Cardeal Pell enquanto chefe das finanças do Vaticano:

Março de 2013 - A polícia de Victoria organizou a “Operação Tethering”, uma investigação que atacou o Cardeal Pell antes de quaisquer alegações formais de delitos sexuais históricos terem sido feitas. A investigação transformou-se em “operação” em Abril de 2015 com base em alegações de “comportamento inadequado” por Pell, mas sem acusações de conduta criminosa.

Fevereiro de 2014 - O Papa Francisco nomeia o Cardeal Pell Prefeito da Secretaria da Economia, tornando-o chefe das finanças do Vaticano e a terceira figura mais importante da hierarquia da Igreja.

Março de 2014 - Pell compareceu perante a comissão real em Sydney, que afirmou que ele deveria ter exercido maior supervisão sobre a luta contra uma reivindicação legal da vítima de abuso, John Ellis. O litígio "foi muito disputado, talvez muito bem combatido pelos nossos representantes legais", disse ele.

Agosto de 2014 - Pell comparece diante da comissão real em Melbourne e defende o seu programa de resposta em Melbourne para vítimas de abuso sexual.

Dezembro de 2014 - O cardeal Pell diz que o seu departamento encontrou milhões de euros "escondidos" em Dicastérios vaticanos, fora dos balanços patrimoniais. O montante consistia em 94 milhões de euros na Secretaria de Estado, mais tarde seguido pela descoberta de quase mil milhões de euros em vários outros Dicastérios.

Junho de 2015 - A comissão real anuncia que o Cardeal Pell comparecerá num segundo conjunto de audiências na arquidiocese de Ballarat. O Cardeal diz que está preparado para voltar à Austrália para prestar depoimento, mas razões de saúde impedem-no de fazê-lo, e por isso ele testemunha por vídeo a partir de Roma.

Abril de 2016 - A Secretaria de Estado do Vaticano anuncia a suspensão da primeira auditoria externa do Vaticano sem consultar o Cardeal Pell. "Eles temem que a auditoria descubra informações que não querem descobrir e estão preocupados em perder o controle soberano sobre as finanças do Vaticano", disse uma fonte ao National Catholic Register. "O que eles querem é livrar-se do Cardeal Pell."

Julho de 2016 - O Papa Francisco emite um motu proprio, devolvendo a administração dos bens da Santa Sé à APSA, contrariando o processo de remoção de poderes que havia sido entregue à Secretaria da Economia quando foi criado, em 2014.

Outubro de 2016 - Detectives australianos voam para Roma para entrevistar Pell sobre alegações de abuso sexual infantil, incluindo abuso de dois coristas na catedral de Melbourne. Durante a entrevista, Pell rejeita as alegações como "uma carga de lixo absoluto e vergonhoso". 

10 de Maio de 2017 - A APSA instrui, unilateralmente, os departamentos do Vaticano a fornecer informações a um auditor externo, uma medida rejeitada pelo Cardeal Pell e pelo auditor geral do Vaticano, Libero Milone. Numa carta ao Papa obtida pelo National Catholic Register, o Cardeal Pell diz acreditar que "graves irregularidades" na APSA indicam que o Vaticano poderia estar a aproximar-se do "momento da verdade" nas reformas económicas.

29 de Junho de 2017 - O cardeal Pell é acusado de múltiplas ofensas sexuais e e intimado a comparecer na corte de magistrados de Melbourne a 26 de Julho. Ele protesta vigorosamente a sua inocência mas voluntaria-se para voar para a Austrália para limpar o seu nome, embora pudesse invocar imunidade diplomática.

1 de Maio de 2018 - A magistrada Belinda Wallington ordena que o Cardeal Pell seja julgado por um júri por alegações de múltiplas ofensas sexuais, embora muitas das alegações mais sérias sejam rejeitadas. O primeiro julgamento está relacionado a alegações de que Pell abusou sexualmente de dois meninos do coro na Catedral de St. Patrick, em 1996 e 1997, quando era Arcebispo de Melbourne. O segundo julgamento está relacionado a alegações de que o Padre Pell molestou meninos na piscina de Ballarat nos anos 70.

20 de Setembro de 2018 - O julgamento é declarado nulo, porque os jurados não conseguiram chegar a um veredicto de maioria. Alguns relatos dizem que o veredicto foi de 10 a 2 a favor de Pell, mas isso não foi totalmente provado.

11 de Dezembro de 2018 - Outro júri emite um veredicto unânime de culpa em todas as cinco acusações de abusar dos rapazes na Catedral de St. Patrick, depois de menos de quatro dias de deliberação. 

Edward Pentin in National Catholic Register 


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domingo, 25 de agosto de 2019

Brincando com o fogo



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Liturgia Tradicional no Mundo no final de 2018: Os Sacerdotes

A Carta de Paix Liturgique - Carta 97 de 25 Agosto 2019

Na anterior carta (96) apresentámos a situação da missa tradicional no mundo actual. Depois de termos sobrevoado os países do planeta onde se celebra regularmente a missa tradicional e constatado que, hoje em dia, ela está presente em mais de 80 países – sem contar as regiões dependentes de uma metrópole, como é o caso da Martinica ou da Nova Caledónia em relação à França, ou de Porto Rico para os Estados Unidos –, vamos hoje tratar da segunda página deste nosso inquérito de 2018, debruçando-nos desta feita sobre o número de sacerdotes que, em todo o mundo, celebram a missa tradicional. Fá-lo-emos, também desta vez, à conversa com Christian Marquant, que apresentou estas suas reflexões durante as quintas jornadas Summorum Pontificum, em Roma, a 29 de Outubro de 2018.

Paix Liturgique – Dispomos de uma ideia de quantos são os sacerdotes que celebram a missa tradicional no mundo inteiro?

Christian Marquant – Este é um tema ainda mais difícil de tratar do que o dos lugares do mundo em que se celebra a missa tradicional, e mesmo considerando apenas os sacerdotes associados a institutos tradicionais. Além disso, para este inquérito, apenas tivemos à disposição estatísticas algo flutuantes ou incompletas, além de informações muito superficiais no que respeita aos sacerdotes diocesanos, que, geralmente, não desejam fazer publicidade da sua ligação ao usus antiquior. É por isso que, da mesma maneira que já o havia feito para a primeira parte deste inquérito, quero agradecer desde já a todos quantos nos queiram ajudar a corrigir e melhorar estas informações.

Paix Liturgique – Mas, no que toca à Fraternidade São Pio X, dispomos de dados bastante precisos, não é verdade?

Christian Marquant – De facto, trata-se de uma instituição que publica estatísticas bastante exactas (1). Segundo tais dados, os sacerdotes ligados à FSSPX seriam cerca de 660 a finais de 2018. Já é mais difícil precisar o número de sacerdotes pertencentes aos grupos religiosos associados à FSSPX, como os capuchinhos de Morgon, os beneditinos de Bellaigue, a Fraternidadde da Transfiguração e muitos outros, dos quais se conhece a existência, mas nem sempre o número de sacerdotes. Com alguma prudência, poderíamos contudo avançar o número de 50 para os sacerdotes "aliados" à FSSPX. Mas a este grupo de cerca de 710 sacerdotes, há ainda que acrescentar os sacerdotes da assim dita "Resistência", que, pese embora já não pertencerem à FSSPX, continuam ainda a gravitar dentro do mesmo universo. Para estes, o número de 50 também parece ser a cifra razoável. Assim, parace ser correcto afirmar que o conjunto deste grupo reúne hoje um total de cerca de 760 sacerdotes.

Paix Liturgique – E no que respeita às comunidades que hoje chamamos "Ecclesia Dei"?

Christian Marquant – Também neste caso, há alguns elementos de fácil acesso, enquanto outros o são menos. De facto, se os grandes institutos "Ecclesia Dei" fornecem dados de bom grado, há outros grupos cujos números são mais difíceis de conhecer.
Por conseguinte, sabemos que a Fraternidade São Pedro juntava mais de 300 sacerdotes a finais de 2018, o Instituto de Cristo Rei contava com 112, o Insituto do Bom Pastor tinha 45 e a Administração São João Maria Vianney, 35. Isto dá-nos um primeiro total de 500 sacerdotes. Se estimarmos que o resto dos sacerdotes da nebulosa ED será de uma centena, número que creio ser avisado, teríamos então um total de cerca de 600 sacerdotes neste sector.

Paix Liturgique – Neste cálculo, já incluiu os religiosos tradicionais?

Christian Marquant – Os institutos "Ecclesia Dei" reentram, de facto, na categoria dos sacerdotes não diocesanos, isto é, o mesmo grupo que abrange as sociedades de vida apostólica e, claro, os "religiosos". Mas a sua questão visa, segundo creio, os mosteiros e, em especial, os beneditinos ligados à forma tradicional como os de Fontgombault, Clear Creek ou Norcia (e tantos outros!), que são de fundação anterior a 1988 (ou que são responsáveis por comunidades tradicionais criadas antes ou após essa data: penso, em particular, no caso de Riaumont), e que sempre ficaram independentes da ex-Comissão "Ecclesia Dei", excepto no que respeita à regulação de questões litúrgicas. Não será irrazoável estinar que possam reunir cerca de 130 sacerdotes em todo o mundo. Assim, o sector "oficial", reunindo os sacerdotes das comunidades ED e os religiosos de liturgia tradicional, contaria com cerca de 750 sacerdotes (600 ED 130 religiosos não ED).

Paix Liturgique – Estima então que o conjunto total do universo tradicional abrange 1.400 sacerdotes?

Christian Marquant – Sim, falando apenas de sacerdotes pertencentes a institutos "especializados" na missa tradicional e já não de sacerdotes diocesanos que também a celebrem. De facto, juntando os 760 sacerdotes do universo da FSSPX e os 730 do universo tradicional "oficial", chegamos a um total de quase 1.500 sacerdotes. E terá notado também que as duas "famílias" tradicionais reúnem hoje cada uma um número de sacerdotes equivalente.

Paix Liturgique – Acha que isso tem um significado especial?

Christian Marquant – O significado mais evidente é o da notável vitalidade demonstrada pelo mundo tradicional. Ela parece aliás muito considerável, se, pelo menos no Ocidente, compararmos a "fecundidade" do mundo da forma extraordinária com o da forma ordinária. "Fecundidade" que vai aqui entendida como relação entre o número de fiéis que praticam a liturgia e o número de sacerdotes que eles "engendram". No Ocidente, esta "taxa de fecundidade" é dramaticamente fraca no âmbito da forma ordinária, ao passo que, na forma extraordinária, ela se mantém muito parecida aos números de antes do Concílio. Em França, segundo as estimativas mais baixas: 1% dos lugares de culto franceses estão dedicados ao culto tradicional; o número dos praticantes é de, pelo menos, 5% do conjunto total dos católicos praticantes, mas com uma idade média consideravelmente mais baixa do que a média geral; e, todos os anos, eles "geram" entre 15 e 20% dos sacerdotes do universo assimilável ao dos sacerdotes diocesanos (em 2017: 22 ordenações sacerdotais para a missa tradicional e 84 para a missa nova).

Observa-se, além disso, que a dinâmica da FSSPX não afrouxou desde 1988 – data da criação da Comissão "Ecclesia Dei" e da erecção dos primeiros institutos ED. Já no que respeita ao desenvolvimento destes institutos ED e quejandos, ele tem vindo a crescer sem interrupção. Nota-se, assim, que não apenas ninguém se ressentiu da "concorrência", mas tudo se passou como se o desenvolvimento de uma "oferta" mais diversificada tivesse vindo incrementar a "procura", isto é, como se ela tivesse vindo estimular a manifestação das vocações. Perdoar-me-á o emprego desta terminologia algo trivial, quando estamos a tratar de uma realidade sobrenatural, o chamamento do Senhor, mas este incarna-se, como sucede com todas as coisas da Igreja, numa realidade de ordem sociológica.

Paix Liturgique – Seja como for, não é seu propósito reduzir o número dos sacerdotes ligados à liturgia tradicional aos institutos "especializados", não é assim?

Christian Marquant – Em absoluto. Bem pelo contrário, faço questão de insistir sobre o facto de que o nosso inquérito vem mostrar que, ao lado dos sacerdotes pertencentes aos instiutos tradicionais, existe um número considerável, e em franco crescimento, de sacerdotes diocesanos e religiosos que estão muito ligados à missa tradicional, que conhecem e celebram.

Paix Liturgique – Como se poderia radiografar numericamente esse universo?

Christian Marquant – Eis-nos aqui diante do busílis da dificuldade da nossa pesquisa. Ainda assim, não é impossível obter uma certa clareza, ainda que se possa não atingir uma visão precisa. Para este esforço, dispomos de várias pistas cruzadas:

A – Os celebrantes das missas Summorum Pontificum nas dioceses;
B – Os sacerdotes membros de associações sacerdotais;
C – Os sacerdotes que aprenderam a celebrar a missa tradicional;
D – Os numerosos contactos que a Paix Liturgique entabulou no terreno.

Paix Liturgique – O que entende por celebrantes das missas Summorum Pontificum?

Christian Marquant – O maior número das missas celebradas segundo o usus antiquior ao abrigo do motu proprio Summorum Pontificum não o são por sacerdotes "Ecclesia Dei", mas sim por sacerdotes diocesanos ou por religiosos que não pertencem a qualquer dos institutos tradicionais.

A título de exemplo, remeto-o para a nossa entrevista a Marco Sgroi (carta 680, em francês, de 29 de Janeiro de 2018), onde precisamente se indicou que, em Itália, 83% das missas SP são celebradas por diocesanos, o que nos diz muito sobre o aspecto escondido da tradição. Ora, como justamente refere Marco Sgroi, se, num primeiro tempo, eram muito numerosos os sacerdotes que tinham a seu cargo as celebrações sem o desejarem, ou que até aceitavam este encargo com o fito de torpedear a emergência das comunidades de fiéis, um tal fenómeno é hoje apenas marginal: os sacerdotes que dizem a missa tradicional fazem-no de muito bom grado.

E isto, podemos observá-lo em quase todas as regiões atingidas pelo fenómeno SP.
Podemos estimar que estes sacerdotes são mais de 200 em Itália, mais de 250 em França, mais de 150 na Inglaterra, etc.

Paix Liturgique – E o que entende por sociedades sacerdotais?

Christian Marquant – Penso, no caso francês, no Opus Sacerdotal, que, desde há muito tempo, reúne sacerdotes, sobretudo diocesanos, e a maioria associada à missa tradicional, aproveitando desta associação para revigorarem a vivência tradicional por ocasião de retiros ou de sessões diversas. No caso de Itália, posso também citar a Amicizia Sacerdotale Summorum Pontificum.

Os nossos contactos com estas associações ou com outros grupos mais discretos são para nós fonte de um segundo índice do número dos sacerdotes ligados em determinada região à missa tradicional, mesmo sendo evidente que esta segunda pista se entrecruza em grande medida com a primeira.

Paix Liturgique – Evocou também o caso dos sacerdotes não tradicionais que desejam e aprendem a celebrar a missa tradicional...

Christian Marquant – Com efeito. Trata-se de um fenómeno conhecido, mesmo sendo certo que as casas ligadas à FSSPX ou ao mundo tradicional "oficial" , que ajudam a esse processo, agem com toda a discrição. Mesmo assim, sabemos que, desde o motu proprio de 2007, vários milhares de sacerdotes seguiram este tipo de formação. Sabemos de uma casa nos Estados Unidos que declara ter ensinado a celebração do usus antiquior a mais de 1.000 sacerdotes americanos.

Paix Liturgique – Falou ainda de certos contactos de que dispõem?

Christian Marquant – Também temos contactos directos com sacerdotes europeus e outros contactos indirectos com amigos estrangeiros. Posso afirmar que ainda há hoje em dia muitos sacerdotes que não se sentem livres de anunciar a sua ligação à missa tradicional nas suas paróquias ou nas dioceses. Continuam a temer sanções ou, em todo o caso, aborrecimentos vários. Há ainda um número não negligenciável de sacerdotes "dissidentes", se me é permitido empregar esta analogia forte, cujas preferências litúrgicas são ignoradas pelos demais sacerdotes que os rodeiam, e eles vivem-nas no segredo!

Paix Liturgique – Conseguiria fazer-nos uma síntese a partir destas várias pistas de pesquisa?

Christian Marquant – É difícil. Vou limitar-me a fornecer um número, o mínimo, de 3.000 sacerdotes que no mundo inteiro estão hoje ligados ao usus antiquior, conquanto pense que eles ultrapassam os 5.000. O nosso "Balanço 2019", que publicaremos em Dezembro próximo, poderá demonstrá-lo sem qualquer dúvida.

Paix Liturgique – Mas este número de 3.000 é já muito importante!

Christian Marquant – E são números que avanço com prudência. Uma coisa é certa: se o universo tradicional organizado é essencial para a existência da liturgia tradicional, o dos sacerdotes, tanto seculares como religiosos, e estejam ou não visivelmente ligados ao usus antiquior, representa já um grupo considerável, pelo menos duas vez mais numeroso do que o universo de sacerdotes claramente indentificáveis dos universos FSSPX e ED. Estes últimos têm sido e continuam a ser os sustentáculos da liturgia tridentina, mantendo-a de modo habitual. Os outros representam o seu futuro, na perspectiva de um reerguer da Igreja, assim que a mesma saia da crise que agora a aflige.

Paix Liturgique – Mas qual o significado deste universo de sacerdotes se comparado com o conjunto de todos os sacerdotes da Igreja?

Christian Marquant – As últimas estatísticas atinentes ao número de sacerdotes fornecidas pelo Gabinete de estatísticas do Vaticano em 2018 (2) dizem respeito ao ano de 2016. Os números revelam que o conjunto dos sacerdotes latinos e orientais é de 414.467. Os nossos 4.500 sacerdotes ligados à missa tradicional (1.500 sacredotes "tradis" aos quais há que acrescer os 3.000 "diocesanos e regulares") representam por conseguinte, pelo menos, 1,1% do clero católico mundial (ou mais ainda, se apenas considerarmos os sacerdotes latinos, uma vez que se trata de uma liturgia latina, e mais ainda, se nos limitássemos a tomar em consideração os sacerdotes activos); 1,1% que poderia ter-se mantido ou tornado tridentino, o que está longe de ser ridículo, se levarmos em conta que esta identidade esteve por longo tempo interdita e ainda continua a ser largamente perseguida. E no entanto, ela está em manifesto crescimento...

(2) Annuaire statistique de l’Eglise 2016 , Libreria Editrice Vaticana , 2018, p. 80.


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sábado, 24 de agosto de 2019

Cartaz terrorista "corrigido" em Sintra


A organização holandesa 'The Great Decrease' achou por bem colocar um cartaz, em Portugal, para celebrar as baixas taxas de natalidade. Portugal tem uma das taxas de fecundidade mais baixas da Europa (e do Mundo), com apenas 1,2 filhos por mulher. Os holandeses queriam que os portugueses comemorassem esta desgraça como se de uma boa notícia se tratasse.

Felizmente ainda existem verdadeiros portugueses e o cartaz foi "corrigido". Neste momento celebra os nascimentos. Parabéns a quem teve a iniciativa e continuem! Há por aí muito lixo para limpar.


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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Resumo da Peregrinação Paris-Chartres 2019



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De judeu a monge cartuxo graças a um professor católico

Testemunho dado pela Drª. Alice von Hildebrand, casada com o Professor Dietrich von Hildebrand, a quem o Papa Pio XII chamou um dia Doutor da Igreja do séc. XX.

Em 1946, depois da II Grande Guerra, o meu marido ensinava na Universidade de Fordham, e apareceu nas suas aulas um estudante judeu que tinha sido oficial da Marinha durante a Guerra. Um dia confidenciou ao meu marido como era belo o pôr-do-sol no Oceano Pacífico e como isso o tinha levado à busca da verdade sobre Deus. 

Decidiu ir para a Universidade de Columbia (Estados Unidos da América) estudar filosofia, mas percebeu que não era isso que procurava. Um amigo sugeriu-lhe que fosse estudar filosofia para Fordham e mencionou o nome Dietrich von Hildebrand. 

Depois da primeira aula com o meu marido ele sabia que tinha encontrado o que procurava. Um dia, depois das aulas, o meu marido e o estudante foram dar um passeio a pé. Ele disse ao meu marido que estava surpreendido com o facto de que vários professores, depois de saberem que ele era judeu, lhe terem assegurado que não o tentariam converter ao Catolicismo.

O meu marido, estupefacto, parou, virou-se para ele e disse: "Eles disseram o quê?!" O estudante repetiu a história e o meu marido disse-lhe: "Eu iria até ao fim do mundo e regressaria para fazer-te católico." Resumindo, o jovem converteu-se ao Catolicismo, entrou na única Cartuxa nos Estados Unidos (em Vermont) e foi ordenado Padre cartuxo!

in latinmassmagazine (2001)


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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

7 Irmãos Dominicanos

John e Anne Hinnebusch tiveram 10 filhos, 7 dos quais se tornaram dominicanos. Aqui estão esses 7, em 1947, na casa de formação dos dominicanos em Washington, D.C.


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Missa, Exorcismo e Sacramentos em Latim esmagam a cabeça do Diabo

Os antigos Missais Católicos mostram-nos que o Cânone da Santa Missa em Latim se mantém praticamente inalterados desde o pontificado do Papa Gregório Magno (560-604). O Papa Pio V (1504-1572), modificou apenas ligeiramente este ancestral Missal Gregoriano, em conjunto com algumas das suas rubricas, mantendo no entanto inalterado o Cânone Romano. 

Após isto promulgou esta antiquíssima Missa Romana por todo o mundo cristão (exceptuando locais em que fosse feito uso de outro Rito com pelo menos 200 anos). Isto não incluiu os locais em que se fizesse uso do Rito Bizantino. Importa não esquecermos que a vastíssima maioria dos Católicos eram e são Católicos do Rito Romano.

Desde então foram feitas pequenas alterações, como a introdução de festas de novos Santos, mas em traços gerais o Missal Tridentino, ou Missal de de Pio V, tem sido usado por toda a Igreja do Rito Romano há mais de 400 anos.

Entretanto, em 1965, o Missal Tridentino foi traduzido para o vernáculo (no nosso caso, em Inglês) e desapareceu a obrigatoriedade de se celebrar a Missa apenas em latim. A Novus Ordo (nova missa), do Papa Paulo VI, foi promulgada em Dezembro de 1969 e passou a ser celebrada por todo o mundo Católico de Rito Romano. A partir desse momento a Missa Tridentina foi practicamente suprimida na Igreja (com a excepção de alguns locais específicos ou em paroquias em que os padres, já idosos, não a queriam celebrar ou não conseguiram aprender a nova Missa).

Exactamente na mesma altura em que o latim era erradicado dos Sacramentos da Igreja Católica, os portões do inferno abriram-se para o mundo. Muitos atribuem a desintegração da Fé e civilização Católica à revolução, caracterizada pelo trio “sexo, drogas e rock’n’roll”, ocorrida nos anos 60. Eu argumento que foi o diabo, e a sua companhia (os demónios) que despoletaram essa revolução.

Relembro que o diabo detesta o latim e em particular os antigos Sacramentos, Ritos e Orações da Igreja Católica em latim. Podemos constatar que foi precisamente na altura em que foi removido o latim da vida da Igreja (de 1965-1969), que os portões do infernos se abriram para o mundo.

Muitos perguntam o porquê do diabo odiar o latim e o porquê dessa língua ser aplicada nos exorcismos e exercer poder sobre o diabo. A resposta é que o Latim Eclesiástico foi reservado exclusivamente para o serviço da Igreja de Deus, nas suas orações e Sacramentos. (Paralelamente existe também o Latim Romano clássico, de Cícero, que ainda é estudado nos dias de hoje. Este tipo de latim difere significativamente do Latim Eclesiástico Sagrado)

A nossa língua profana é o inglês. A ela recorremos para insultar, praguejar, intrigar, mentir, enganar e corromper almas, a par com  as outras utilidades comuns de comunicação para as quais dela nos servimos.

Por sua vez, o Latim Eclesiástico é utilizado apenas para o sagrado, é uma língua morta que permanecerá inalterada e está consagrada, há séculos, em exclusivo para a oração (e em especial para a celebração da Missa em  Latim). E é por este motivo que o diabo odeia o latim.

É uma tristeza profunda quando um católico afirma odiar a Missa em Latim. Exprimem literalmente que não gostam ou, em alguns casos, até afirmam que a odeiam, única e exclusivamente por ser em latim. Afirmam  também não querer assistir por não entenderem o que é dito. Eu digo-lhes: Por favor, Deus sustenta-vos a semana inteira, 24 horas por dia 7 dias por semana, e não conseguem oferecer a Deus uma hora de oração sagrada, da maneira que Lhe aprouver? Porque odeiam o mesmo que o diabo odeia? Porque não amar o que Deus ama?

Perguntam, a prova do amor de Deus pela Missa em Latim, é o facto de ter sido por Sua vontade Sua que a Igreja, no mundo do Rito Romano, a tenha celebrado nessa língua durante os últimos 1800 anos? E a única resposta que conseguem encontrar é a de que Deus e a Sua Igreja andaram em erro todos estes anos mas agora, finalmente, nós conseguimos acertar? Que absurdo!

Proponho a teoria de que no momento em que os papas removeram o Latim da Igreja Católica Romana e suprimirem o Rito Tridentino, permitiram a abertura dos portões do inferno sobre a terra. Compete-nos voltar à Missa Tridentina ou a outros Ritos e Orações em Latim para combater o diabo.

Falei apenas do Rito Romano e da Igreja Católica Romana porque o Latim é a nossa língua sagrada. Outros ritos usam outras línguas sagradas como o Grego, Russo e Aramaico. A Maioria desses Ritos não viram alterações Às suas Divinas Liturgias com o advento do Concilio Vaticano II, e mantêm quase intacta a sua forma original.

Cumpramos todos o nosso papel na erradicação das manchas infernais sobre este mundo através do regresso à missa em latim, bem como todos os Sacramentos e Exorcismos em Latim. É uma enormíssima bênção ser defensor da Tradição e poder ter ao nosso alcance estas verdadeiras armas nucleares no combate contra o maligno.

Father Carota in http://www.traditionalcatholicpriest.com
Tradução: Miguel Sottomayor


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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

O significado do Barrete Eclesiástico

A Liturgia no Rito Romano Antigo tem uma dimensão simbólica e perfeitamente cuidada. Tudo tem uma referência mais além: o altar, os paramentos, o que porta o sacerdote.

O barrete, por exemplo, serve para que se entenda que o o sacerdote, quando o tira é para se inclinar humildemente diante do Senhor.

O barrete tem 4 ângulos para significar que o sacerdote deve pregar o Evangelhos nos 4 cantos da Terra. 

O barrete tem 3 palas que representam a Santíssima Trindade, que é o primeiro de todos os dogmas.

O clérigo deve pegar no barrete pela pala do meio que representa Cristo, Que nos deu a conhecer a Santíssima Trindade. 

A cor do tecido e da borla está de acordo com a dignidade eclesiástica de quem o usar, pois representa a autoridade de quem o usa. Os sacerdotes usam barrete todo preto; os monsenhores possuem barrete preto com a borla violeta; os bispos e arcebispos usam barrete todo violeta; já os cardeais usam barrete todo vermelho e sem a borla.

O barrete possui um significado especial quando usado pelo sacerdote na confissão porque demonstra que é um juiz quando ouve alguém em confissão, representando Cristo, o Bom Juiz. Este é o único tribunal em que a pessoa entre culpada e sai inocente.


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São João Eudes, precursor da devoção aos Sagrados Corações

Fundador de duas congregações religiosas e de seis seminários, foi grande pregador popular, realizando mais de cem missões. Deixou escritas inúmeras obras ascéticas e místicas.

São João Eudes nasceu na pequena cidade de Ry (diocese de Séez, na Baixa-Normandia, França), no dia 13 de Novembro de 1601. O seu pai, Isaac, havia tentado a carreira sacerdotal, mas fora obrigado a abandoná-la devido à morte de quase toda a família, vítima da peste. Dedicou-se então à agricultura, exercendo também as funções de médico rural. Rezava diariamente o breviário e rivalizava em virtude com a esposa, Marta. O primogénito dos sete filhos que tiveram, João Eudes, foi mais “fruto da oração que da natureza”. Por isso ofereceram-no a Nossa Senhora do Socorro, em acção de graças pelo seu nascimento.

O menino correspondeu ao desvelo dos pais, e aos 14 anos fez o voto de perpétua virgindade. Nessa época, foi enviado ao colégio dos padres jesuítas de Caen, onde estudou com brilho humanidades, retórica e filosofia. Desde muito pequeno, por inspiração do Divino Espírito Santo, João Eudes tinha profunda devoção aos Corações de Jesus e Maria. Em 1618 entrou para a Congregação Mariana do colégio, para incrementar ainda mais a sua devoção a Nossa Senhora. Recebeu então da Mãe de Deus inúmeras graças.

Em 1623, desejando tornar-se sacerdote, entrou para a Sociedade do Oratório de Jesus, fundada pouco antes pelo famoso Cardeal de Bérulle. O fundador concebeu por João Eudes uma estima tal, que o fazia pregar em público antes mesmo de sua ordenação sacerdotal. Esta deu-se em 1625. Apenas ordenado, foi cuidar de pessoas infectadas pela peste. Passou depois para o Oratório de Caen, tendo em vista preparar-se para a sua carreira missionária.

Recolhimento forçado por dois anos

Desde os 22 anos de idade, trabalhou incansavelmente no campo das missões populares. Pregador nato, tornou-se famoso como missionário. Dizia-se que, desde São Vicente Ferrer, a França não tivera um maior do que ele. Maravilhosamente bem dotado para a eloquência popular, entusiasmava as multidões e lograva copiosíssimos frutos de penitência. Impugnava com vigor todos os vícios, cortava na raiz os escândalos, e a todos pregava a verdade salvadora. A ardente caridade que manifestava no confessionário atraía os penitentes, porque ele, ao fulminar os vícios, sabia apiedar-se do pecador.

No ano de 1641, São João Eudes cumpria 40 anos de idade. Foi então atacado subitamente por grave enfermidade, que o levou a um repouso forçado, absoluto, durante dois anos. A Providência Divina queria que ele se preparasse no recolhimento para nova fase da sua vida, talvez a mais proveitosa: “Deus deu-me estes dois anos para empregá-los no retiro, para vagar na oração, na leitura de livros de piedade e em outros exercícios espirituais, a fim de preparar-me melhor para as missões.”

Ao recuperar a saúde, lançou-se novamente à vida missionária com novo fruto. Entretanto, afligia-se ao ver os resultados pouco duradouros das missões. Atribuía isso à falta de pastores cultos e piedosos que continuassem a acção dos missionários, mantendo aceso o fervor adquirido durante as missões. Para isso faltavam seminários nos quais os seminaristas recebessem, a par das virtudes próprias do seu sagrado estado, preparação para exercer os ofícios do seu ministério missionário. Se não havia seminários, por que não fundá-los? Muitos aconselhavam-no nesse sentido. Mas, devido às oposições, ele titubeava diante de tamanha responsabilidade.

Por outro lado, nas missões ele havia convertido um bom número de mulheres perdidas. Tocadas pela graça, elas queriam expiar, numa existência consagrada, a sua má vida. O missionário reuniu-as numa casa que alugara. Mas era difícil dirigi-las sem estarem ligadas por votos religiosos. O que fazer?

O encontro com Maria des Vallées

Foi então que, em meados de 1643, quando pregava na cidade de Coutances, recebeu um dos maiores favores da sua vida, como ele mesmo declara, ao encontrar-se com Maria des Vallées, uma virgem favorecida por fama de santidade. Filha de pobres agricultores, atraía os olhares de todos quando tratavam com ela das coisas da religião. Inteligente, bela, recusou diversas propostas de casamento, pois escolhera a Jesus Cristo como seu único Esposo. Ela havia se oferecido como vítima expiatória pelos pecados do mundo.

Um dos seus pretendentes recorreu à bruxaria para fazê-la mudar de ideias, e lançou sobre a jovem um malefício obtido de uma bruxa. Imediatamente Maria des Vallées foi possuída pelo demónio. O príncipe das trevas teve assim poder sobre o seu corpo, mas não podia penetrar na sua vontade. Frades e bispos exorcizaram-na sem sucesso.

Maria des Vallées aceitou com docilidade o facto, submetendo-se resignadamente à vontade de Deus. Assim, mesmo no meio das piores crises provocadas pelo pai da mentira, ela não perdia a sua admirável calma e fé invencível. Nos momentos em que o demónio a deixava, ela rezava, trabalhava e fazia penitência pela conversão dos pecadores.

Apesar das crises e das tentações, ela passou por quase todos os fenômenos da vida mística, inclusive o da troca de vontades com o supremo Senhor do Céu e da Terra. Durante dois anos sofreu em espírito os suplícios do inferno, e durante doze participou dos tormentos de Cristo.

Culto aos Sagrados Corações de Jesus e Maria

São João Eudes ficou sumamente cativado pela virtude dessa mulher heróica. Escutava-a com admiração e respeito, recebia os seus conselhos com avidez, e seguia-os escrupulosamente. Durante 15 anos, Maria des Vallées ofereceu-lhe a sua preciosa ajuda e poderoso apoio, tornando-se por vezes para o santo uma divina conselheira e inspiradora.

Foi ela quem incentivou São João Eudes a fundar uma ordem religiosa destinada à formação do clero nos seminários, e uma congregação de religiosas cuja missão seria a regeneração das mulheres arrependidas: “O projecto é sumamente agradável a Deus, e foi o próprio Deus Quem o inspirou”, disse-lhe, depois de muito rezar.

Assim incentivado, São João Eudes desligou-se da Congregação do Oratório e dedicou-se às novas fundações. Compôs um ofício em honra do Sagrado Coração de Maria, e começou a propagar o culto aos Sagrados Corações. Note-se que a sua pregação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus deu-se antes mesmo das revelações deste Coração divino a Santa Margarida Maria Alacoque.

Assim nasceram as Congregação de Jesus e Maria, ou dos Padres Eudistas, e a de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, ou Irmãs do Bom Pastor. O Instituto dos Padres Eudistas era secular, como o do Oratório, e tinha como fim principal a formação de sacerdotes zelosos, por meio de seminários e exercícios espirituais. Só após concluírem essa obra primordial, podiam seus membros pregar missões nas paróquias.

São João Eudes fundou também, para leigos que desejavam viver uma vida de perfeição, a Sociedade do Coração da Mãe Mais Admirável, que se assemelha às Ordens Terceiras de São Francisco e São Domingos, e dedicou as capelas dos seus seminários de Caen e Coutances aos Sagrados Corações. Neles estabeleceu confrarias em honra desses Sagrados Corações.

Persuadido de que não havia melhor modo de inspirar sólida piedade e de manter fervor durável do que a devoção aos Sagrados Corações, pregava por toda parte essa dupla devoção, que conhecia melhor do que ninguém. No fim das missões, ele estabelecia uma confraria, a do Santíssimo Coração de Maria.

São João Eudes fez celebrar a festa do Santíssimo Coração de Maria, pela primeira vez, em 1648. E mais tarde, em 1672, podia afirmar que essa comemoração se celebrava em toda a França. Nesse mesmo ano ele ordenou que, em todas as casas do seu Instituto, se celebrasse no dia 20 de Outubro a festa do Sagrado Coração de Jesus. O Ofício próprio e a Missa para essas solenidades foram compostos por ele, antecipando-se a Santa Margarida Maria no culto ao Sagrado Coração de Jesus. Com efeito, esta santa teve as suas revelações sobre o Sagrado Coração de Jesus em 1674, época na qual tal festa já se celebrava publicamente na família religiosa do Pe. Eudes, com os ofícios aprovados pelos bispos locais. Por isso, o Papa Leão XIII, ao proclamar em 1903 a heroicidade das suas virtudes, denominou-o “Autor do Culto Litúrgico do Sagrado Coração de Jesus e do Santo Coração de Maria”. 

São João Eudes pode ser considerado o doutor desses cultos, por ter exposto seu fundamento teológico, apresentado as fórmulas precisas de sua inovação, determinado o seu sentido prático e litúrgico, obtendo assim a aprovação da Hierarquia e os breves apostólicos destinados a propagar e perpetuar essa devoção.

Perseguido por inimigos internos

São João Eudes foi um inimigo declarado da heresia jansenista, essa espécie de protestantismo, que levava as pessoas a afastarem-se dos Sacramentos sob pretexto de indignidade. Os adeptos dessa heresia foram os que mais combateram as devoções pregadas pelo Santo. Se bem que não fosse partidário de disputas públicas e violentas, refutava esses inimigos disfarçados da Igreja, apoiando-se na doutrina tradicional católica e nas constituições pontifícias.

No ocaso de sua vida, São João Eudes teve que suportar muitas e pesadas cruzes, como enfermidades e lutos por amigos e benfeitores; murmurações e calúnias, não só da parte dos jansenistas, mas também de pessoas consagradas a Deus, que o acusavam de zelo indiscreto; manobras que visavam desacreditá-lo ante o Papa e o rei da França; e também a publicação de um libelo difamatório. Tudo isso perseguiu-o até o túmulo. 

Já no ano de 1680, tinha ele renunciado ao cargo de superior geral da sua congregação. Preparando-se com todos os tesouros espirituais que a Igreja possui para a última hora, rendeu o seu espírito no dia 19 de Agosto de 1680, aos 79 anos de idade.

Plinio Maria Solimeo in catolicismo.com.br

Obras utilizadas:

– Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, Bloud et Barral, Paris, 1882, tomo XV, pp. 542 e ss.
– Fr. Justo Perez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madri, 1945, tomo III, pp. 381 e ss.
– Edelvives, El Santo de Cada Dia, Editorial Luis Vives, S.A., Saragoça, 1948, tomo IV, pp. 503 e ss.
– Charles Lebrun, Saint John Eudes, The Catholic Encyclopedia, tomo V, online edition,www.NewAdvent.org


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