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domingo, 10 de maio de 2026

Os 'Pastores Sinodais' atacam as Ovelhas

A Igreja Católica está habituada a ataques contra o seu ensino. A história da heresia ao longo dos séculos revela os esforços incessantes daqueles que procuram substituir a doutrina católica por diversos erros. O que a Igreja só recentemente se habituou foi a ataques contra o seu ensino vindos de alguns dos seus pastores, especialmente das proclamações sem fim provenientes do gabinete do Sínodo dos Bispos.

A mais recente imposição do Sínodo é o pleno endosso do estilo de vida homossexual recentemente publicado no Relatório Final do Grupo de Estudo Número 9 «Critérios Teológicos e Metodologias Sinodais para o Discernimento Compartilhado de Questões Doutrinais, Pastorais e Éticas Emergentes».

Este relatório tenta descartar o ensino católico sobre a imoralidade inerente dos actos homossexuais – e a natureza desordenada da inclinação homossexual – estigmatizando esse ensino como a expressão de um «paradigma» obsoleto que já não pode ser invocado para comunicar a vontade de Deus ao Seu povo.

O Merriam-Webster define paradigma como «um quadro filosófico e teórico de uma escola ou disciplina científica no interior do qual são formuladas teorias, leis, generalizações e as experiências realizadas em seu apoio». Descrever o ensino católico através da analogia de um quadro sobre o qual se dispõem teorias e experiências é rebaixá-lo do domínio da verdade para apenas uma possível abordagem de apresentação da revelação de Deus. Jesus disse: «Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.» (João 14,6) Será isso um paradigma que precisa de melhoria?

O relatório inclui dois anexos, que são testemunhos na forma de entrevista. Dois homens católicos (o primeiro português, o segundo americano), cada um descrevendo-se orgulhosamente como casado com um homem, embora a Igreja Católica ensine que tal coisa é impossível. Porque publicaria o Sínodo dos Bispos entrevistas com homens que rejeitam o ensino católico sobre a natureza do matrimónio, inspirado como é pelo Espírito Santo, como parte do seu esforço para discernir as acções do Espírito Santo na Igreja de hoje?

O Relatório Número 9 dá-nos a resposta – o Sínodo considera o chamado matrimónio homossexual uma questão em aberto:
«Finalmente, ao escutar a Palavra de Deus vivida na Igreja, é necessário abordar com parresia a questão actualmente recorrente de se se pode falar de "matrimónio "em relação a pessoas com atracções do mesmo sexo, equiparando a sua relação à união conjugal heterossexual sem reconhecer as diferenças. Estas incluem, principalmente, a evidente impossibilidade de procriação em si ligada à diferença sexual, a respeito da qual as técnicas de procriação medicamente assistida colocam dificuldades adicionais.»

Mesmo pior, o Relatório Número 9 considera todo o ensino católico como sujeito a mudança:
«A missão da Igreja não é proclamar abstractamente e aplicar dedutivamente princípios expostos de modo imutável e rígido, mas fomentar um encontro vivo com a pessoa do Senhor Jesus ressuscitado, empenhando-se na experiência vivida da fé do Povo de Deus na sua relevância pessoal e social, em relação às diversas situações da vida e aos muitos contextos culturais. Só a tensão fecunda entre o que foi estabelecido na doutrina da Igreja e a sua prática pastoral e as práticas da vida em que o que foi estabelecido se verifica, no exercício da vida pessoal e comunitária à luz do Evangelho, exprime o dinamismo gerador da Tradição: contra a tentação da ossificação estéril e regressiva de princípios e afirmações, de normas e regras, independentemente da experiência dos indivíduos e das comunidades.»

A «experiência vivida da fé do Povo de Deus» pode prevalecer sobre a doutrina da Fé? Bem-vindos ao abraço eclesiástico da «modernidade líquida» na qual o realismo metafísico é posto de lado, e a ditadura do relativismo e do subjectivismo submete tudo a redefinição.

O que está em causa, como se compreende claramente, é a superação do modelo teórico que deriva a práxis de uma doutrina «pré-fabricada», «aplicando» princípios gerais e abstractos às situações concretas e pessoais da vida. A tarefa é, portanto, redescobrir uma circularidade fecunda entre teoria e práxis, entre pensamento e experiência, reconhecendo que a própria reflexão teológica procede das experiências de «bem» inscritas no sensus fidei fidelium.

O Sínodo tornou-se o agente oficialmente patrocinado pela Santa Sé de destruição da doutrina católica, que é menosprezada e descartada como princípios dedutivos expostos de modo imutável e rígido – afirmações estéreis, regressivas e ossificadas, como doutrinas «pré-fabricadas», que são meras abstracções e teorias.

Em vez disso, é preciso escutar as «situações concretas e pessoais da vida» porque «a própria reflexão teológica procede das experiências de “bem” inscritas no sensus fidei fidelium (sentido da fé dos fiéis)».

O testemunho do homem católico homossexual americano (Jason Steidl, autor de LGBTQ Catholic Ministry, Past and Present, cuja fotografia apareceu na primeira página do The New York Times com o seu «marido», sendo abençoado pelo Pe. James Martin, S.J., no dia seguinte à publicação de Fiducia supplicans) dá uma ideia clara de onde o Sínodo pensa que a reflexão teológica baseada na experiência pessoal levará a Igreja:
«A minha sexualidade não é uma perversão, desordem ou cruz; é um dom de Deus. Tenho um matrimónio feliz e saudável e floresço como católico gay assumido. Foram precisos anos de oração, terapia e comunidade afirmativa para chegar aqui, mas agradeço a Deus pela minha sexualidade e pela minha condição de vida. […] Ser católico LGBTQ não é fácil, e muitos dias lamento o mal que a Igreja causou. Mas também tenho esperança. Testemunhei conversão durante o pontificado do Papa Francisco nos níveis local e universal da Igreja, e aguardo com expectativa ajudar a construir o corpo de Cristo que reflecte o ministério de cura e inclusão de Jesus.»

O gabinete do Sínodo decidiu publicar a afirmação de um lobista do estilo de vida homossexual de que «conheço muitos sacerdotes que têm sido atacados por causa do seu apoio a pessoas LGBTQ […] são atingidos pelas flechas odiosas da homofobia». Será esta afirmação um exemplo do «sentido da fé dos fiéis»? Ou uma repudiação da Fé de Cristo em nome da imoralidade?

Esta subversão destrutiva patrocinada pelo Vaticano tem de acabar agora. As almas estão em perigo pelo escândalo dos falsos ensinamentos que estão a ser propagados pelo Sínodo. O Papa Leão XIV precisa de fortalecer os irmãos na Fé, pondo fim a esta traição venenosa da verdade de Deus.

Father Gerald Murray in 'The Catholic Thing'


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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Os Cardeais evitaram o assunto-chave no Consistório: a ajuda não vem a caminho

Ontem, num artigo cautelosamente optimista sobre a reunião desta semana do Colégio de Cardeais, observei que “é difícil imaginar como é que o consistório poderia discutir a liturgia sem imediatamente levantar o tema mais controverso dentro desse âmbito: a supressão da Missa Tradicional em Latim ao abrigo da Traditionis Custodes.
Pois bem, os Cardeais conseguiram desfazer as minhas esperanças imediatamente. Ainda antes de os meus comentários serem publicados, já tinham votado retirar o tema da liturgia da ordem de trabalhos do consistório. Em vez disso, a reunião de dois dias irá concentrar-se principalmente em… preparemo‑nos… sinodalidade.

Sinodalidade: o mesmo tema que foi discutido nas duas últimas assembleias do Sínodo dos Bispos. O mesmo tema que foi tratado num número sem precedentes de reuniões preparatórias, nas quais católicos que trabalham para a Igreja falaram entre si sobre como alargar as suas conversas. Sinodalidade: um tema que tem dominado por completo as conversas nos meios eclesiásticos há já vários anos, sem que daí tenha resultado qualquer compreensão clara do que a palavra significa.

Quando se encontra com os outros paroquianos depois da Missa de Domingo, dá por si a notar que a conversa deriva para a sinodalidade? Eu também não. Não é um tema de que os católicos comuns e fiéis falem. No entanto, tornou‑se o assunto preferido — quase obsessivo — nas conversas entre os responsáveis eclesiásticos.

Os leitores que acompanham os meus escritos há tempo suficiente hão‑de lembrar‑se de que, quando o Papa Francisco foi eleito, a minha primeira reacção foi entusiástica. Fiquei entusiasmado com a sua rejeição de um modelo “auto‑referencial” de Igreja — um modelo em que os responsáveis eclesiásticos dedicavam a sua atenção e energia a programas e problemas internos, em vez de à administração dos sacramentos e à difusão do Evangelho. Infelizmente, o seu pontificado foi uma traição a essa promessa, produzindo uma abordagem ainda mais “auto‑referencial”, que não se manifestou em parte alguma de modo tão evidente como na obstinada perseguição da sinodalidade.

De todos os temas que os Cardeais poderiam ter escolhido, ao procurarem aconselhar o Papa Leão na sua orientação da Igreja universal, como pôde a sinodalidade chegar ao topo da lista? Não se preocupam os Cardeais com a deserção generalizada dos jovens em relação à fé — ou, se adoptarem a atitude do “copo meio cheio”, não estão ansiosos por compreender os recentes sinais de um novo interesse pelo catolicismo nessa mesma geração emergente? Não se inquietam com o colapso das famílias, das sociedades e até dos próprios Estados‑nação? Com o desafio do Islão? Com a toxicodependência, o suicídio, o niilismo e o ressurgimento do paganismo? Mais importante ainda, não reconhecem a importância primordial da celebração da Eucaristia, “fonte e ápice da vida cristã”?

Aliás, o consistório também retirou da sua agenda uma proposta de discussão de 'Praedicate Evangelium' e da reforma da Cúria Romana. Na medida em que os Cardeais estão a aconselhar o Pontífice sobre o seu cuidado da Igreja Universal, e na medida em que a Cúria existe para servir as Igrejas locais, é evidente que os Cardeais — que interagem regularmente com os ofícios da Cúria, se é que não servem neles — hão‑de ter opiniões esclarecidas sobre o assunto. As mudanças iniciadas pelo Papa Francisco estão a produzir uma verdadeira reforma, ou apenas mais uma rearrumação do organograma? O consistório também escolheu não abordar essa questão.

Oh, os Cardeais podem ainda abordar esses outros temas, se assim o quiserem. “Um tema não exclui outro”, assegurou aos jornalistas Matteo Bruni, director da Sala de Imprensa da Santa Sé. “Pode encontrar‑se um modo de os abordar dentro dos outros.” Assim, um Cardeal determinado poderá ainda levantar questões sobre a liturgia. Mas o consistório já decidiu que não será um tema principal. Não mudem de assunto: sinodalidade!

No seu discurso à sessão de abertura, o Papa Leão disse aos Cardeais: “Não devemos chegar a um texto, mas continuar uma conversa.” Parece que a tradução vaticana do seu discurso não é exacta; talvez fosse melhor verter assim: “Não precisamos de chegar a um texto…” Mas o deslize na tradução é revelador; tal como está, a afirmação do Papa sugere que o objectivo do consistório não é chegar a qualquer conclusão clara, não é fixar uma orientação nítida. Se assim for, então este consistório não é uma reunião para resolver problemas, não é uma reunião orientada para a acção, mas uma reunião auto‑referencial.

E, no entanto, nesse mesmo discurso o Papa apontou para além dos limites do Salão do Sínodo, para além das trocas entre prelados, para lhes recordar:

«Além disso, não é a Igreja que atrai, mas Cristo; e, se um cristão ou uma comunidade eclesial atrai, é porque através desse “canal” corre a linfa vital da caridade que jorra do Coração do Salvador.»

Há uma esperança para o futuro da Igreja expressa de modo tão simples e claro nesta formulação da Fé cristã fundamental, centrada em Cristo. Esta é uma mensagem que o mundo precisa de ouvir, uma mensagem que o mundo pode compreender.

Quanto à “sinodalidade”, se depois de todos estes anos de palavreado os responsáveis da Igreja ainda não chegaram a uma compreensão comum do que ela significa — e, no entanto, persistem na discussão inflexível do tema — alguém poderia ser perdoado por concluir que afinal a tradução vaticana estava correcta e que o objectivo do consistório é não falar com clareza.

Phill Lawler in pflawler.substack.com


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sábado, 7 de setembro de 2024

Bispo suíço: A Missa em latim tem orações profundas, exprime melhor a centralidade de Cristo

Monsenhor Marian Eleganti, antigo bispo auxiliar de Chur, na Suíça, deu uma entrevista ao Kath.ch, o portal dos meios de comunicação social dos bispos suíços. Pontos principais.

- Sou muito crítico em relação ao processo sinodal. Vejo o perigo de que certas agendas, já estabelecidas, o determinem e controlem desde o início. Isto não é uma verdadeira escuta.

- Creio que em tais processos, os editores que formulam os documentos finais são o fator decisivo - não necessariamente o Espírito Santo.

- Hoje, a chamada ‘realidade da vida’ é usada como outra ‘fonte de revelação’.

- Embora o Papa Francisco tenha escrito sinodalidade na sua bandeira, ele tem um estilo de liderança muito autoritário.

- Intervém no processo sinodal e dirige-o, por exemplo, retirando questões importantes da assembleia plenária e delegando-as em comissões que trabalham de forma autónoma.

- Muitos vêem as acções do Papa como contraditórias.

- Quando era acólito, vim a conhecer a Missa Tridentina e, depois do Concílio, fui treinado no Novus Ordo. Por tal, o rito antigo não me é estranho. Quando era miúdo, aprendi todas as orações em latim e estava sempre nervoso para não cometer erros. Celebro a Missa em Novus Ordo”.

- A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP) aproximou-se de mim. O Padre Martin Ramm, de Thalwil, que eu respeito muito, procurava um bispo para administrar o Crisma em Rito Antigo. Aprendi de novo este rito. É por isso que agora estão a chegar mais pedidos. Porque é que os hei-de recusar?

- A liturgia tridentina não é um 'workshop' e exprime muito mais a centralidade de Deus e de Jesus Cristo. Tem orações muito profundas que eu gosto muito de rezar em termos de conteúdo. Gosto muito das orações que acompanham sacerdote enquanto reza.

- Não percebo porque é que as orações foram abandonadas na reforma litúrgica, porque ajudam o padre a sintonizar-se com este mistério, a entrar nele e a celebrá-lo.

in gloria.tv


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sábado, 24 de fevereiro de 2024

Cardeal Zen: Está à espreita uma divisão nunca antes vista na Igreja

O Cardeal Joseph Zen resumiu o Sínodo dos Bispos de 2023-2024 no seu blogue oldyosef.hkdavc.com

"Dizem-nos que a sinodalidade é um elemento constitutivo fundamental da vida da Igreja, mas ao mesmo tempo sublinham que a sinodalidade é o que o Senhor espera de nós hoje", o que significa que "é algo de novo". Zen observa que existem duas visões opostas da Igreja:

"Por um lado, a Igreja é apresentada como fundada por Jesus Cristo sobre os apóstolos e os seus sucessores, com uma hierarquia de ministros ordenados que guiam os fiéis no seu caminho para a Jerusalém celeste. Por outro lado, fala-se de uma sinodalidade indefinida, de uma 'democracia dos baptizados' (Que baptizados? Vão regularmente à igreja? Vão buscar a sua fé à Bíblia e a sua força aos sacramentos?)

Zen adverte que a segunda visão "pode mudar tudo: a doutrina da fé e a disciplina da vida moral. Há quem diga que o sínodo não tem agenda, mas isso insulta a nossa inteligência".

O Cardeal Zen não esqueceu a famosa "nota de rodapé" na Amoris Laetitia depois dos dois sínodos sobre a família, nem o facto de o caminho sinodal alemão ainda não ter sido rejeitado de forma decisiva.

Suspeita que os organizadores do Sínodo estejam particularmente interessados na 'homossexualidade' e critica o facto de, pela primeira vez, o termo de propaganda 'LGBTQ' aparecer num documento da Igreja. Vê o método do sínodo como uma manipulação para evitar uma verdadeira discussão baseada na Palavra de Deus. É "tudo uma questão de psicologia e sociologia, não de fé e teologia".

Para o Cardeal, o texto de propaganda 'homossexual' "Fiducia Supplicans" é uma surpresa "repugnante" no meio das duas sessões sinodais:

"Uma vez que o problema já tinha vindo à tona, era mais do que razoável esperar pela próxima reunião sinodal, depois de uma discussão séria, para o resolver. Impedir essa discussão é um acto de incrível arrogância e desrespeito pelos Padres Sinodais". O documento "ameaça uma grave divisão nunca antes vista na Igreja".

in gloria.tv


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sábado, 4 de novembro de 2023

A 'Sinodalidade' explicada por um perito

Depois destas várias experiências [nas comissões do Concílio Vaticano II], compreende-se que eu não tenha conservado muito do meu entusiasmo juvenil pela 'conciliaridade' em geral. E ainda menos por esta conciliaridade de trazer por casa, a que hoje se chama abusivamente 'colegialidade' [sinodalidade]; com a qual gente insidiosa, através de artimanhas, faz crer às pessoas, que compõem esses órgãos colegiais, que tomaram decisões quando, na realidade, foram outros que as tomaram.

Padre Louis Bouyer in 'Mémoires'


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segunda-feira, 23 de outubro de 2023

Cardeal Zen: Sínodo é dirigido por apoiantes de homossexuais que foram 'expulsos da Igreja'

O silêncio foi imposto sobre o que se fala no Sínodo porque "os que operam nas trevas têm medo da luz", disse o Cardeal Zen, 91 anos, ao LaNuovaBq.it.

Segundo o LaNuovaBq.it, os participantes do Sínodo tinham defendido a doutrina da Igreja sobre a homossexualidade, e, em resposta, não lhes foi dada a doutrina mas a descrição emocional de casos homossexuais "dramáticos", que a assembleia sinodal, irracionalmente, recebeu com aplausos.

O Cardeal Zen não conhecia esta história [também publicada pelo La-Croix.com] mas não ficou surpreendido: "Este não é um Sínodo de Bispos, mas de apoiantes, ou pelo menos de apoiantes de apoiantes de homossexuais - 'expulsos' da Igreja."

"Não é um Sínodo de discernimento da verdade", explicou, "mas apenas uma 'partilha' de emoções" e, portanto, não se trata da verdade da Fé, mas apenas de psicologia.

in gloria tv


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segunda-feira, 16 de outubro de 2023

Sacerdote português fala sobre a Máfia de St. Gallen e o Sínodo da Sinodalidade

O Pe. Jacinto Farias é Professor Catedrático da Universidade Católica Portuguesa


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quarta-feira, 11 de outubro de 2023

Como sabemos que é o Espírito Santo a conduzir o Sínodo?

Na Conferência de Imprensa do Sínodo sobre a Sinodalidade, no dia 6 de Outubro, a jornalista Diana Montagna fez uma pergunta que deixou o Dr. Paulo Ruffini, Prefeito do Dicastério para a Comunicação, visivelmente atrapalhado, tendo dando uma resposta que, arriscamos dizer, nem ele próprio percebeu:

Diane Montagna: "Uma pergunta fundamental sobre o Sínodo: Repetidamente, os responsáveis pelo Sínodo, incluindo V. Exa., falaram do Espírito Santo como o "protagonista" do Sínodo; ouvimos repetidamente falar do Espírito Santo. Tradicionalmente - e não apenas tradicionalmente - a Igreja Católica discerne a presença do Espírito Santo determinando se algo está de acordo com a Revelação Divina, o consenso unânime dos Padres e a Tradição Apostólica. Como é que esta assembleia discerne se algo vem do Espírito Santo ou de outro espírito?"

Paolo Ruffini: "Posso responder citando o Credo, que conheceis: 'Creio no Espírito Santo'. Quanto ao resto, é o Povo de Deus em caminho que se reúne para rezar e conversar. Na história acontecem momentos em que o Povo de Deus se reúne, reza, Deus está com ele e o Espírito Santo actua".

Diane Montagna: Mas como é que sabemos que é o Espírito Santo?

Christiane Murray (vice-directora da Sala de Imprensa da Santa Sé): Obrigada, obrigada Dr. Ruffini. Há outras perguntas? Não, então... amanhã há outro encontro aqui.


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sábado, 30 de setembro de 2023

D. Athanasius Schneider: Oração pelo “Sínodo sobre a Sinodalidade” de 2023

Senhor Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador, Vós sois a Cabeça da Igreja, Vossa Esposa Imaculada e Vosso Corpo Místico. Olhai com misericórdia para a profunda aflição a que foi submetida a nossa santa Mãe Igreja. A confusão doutrinária, a abominação moral e os abusos litúrgicos atingiram um inaudito auge nos nossos dias. “Os pagãos entraram na Vossa herança, profanaram o Vosso santo templo e deixaram Jerusalém em ruínas” (Sl 79:1). Clérigos que perderam a verdadeira Fé, e se tornaram promotores de uma agenda globalista mundial, tentam mudar as Vossas verdades e Vossos mandamentos, a constituição divina da Igreja e a tradição apostólica.

Ó Senhor, com espírito humilde e coração contrito, Vos nós imploramos, impedi que os inimigos da Igreja se regozijem numa vitória sobre a autêntica Igreja Católica através da imposição de uma igreja falsificada, disfarçada de “sinodalidade”. Despertai o Vosso poder, ó Senhor, e vinde em auxílio da Vossa Igreja com a Vossa força onipotente. Porque onde abundam o pecado e a apostasia na Igreja, a vitória da Vossa graça abundará mais.

Cremos firmemente que as portas do inferno não prevalecerão contra a Vossa Igreja. Nesta hora em que a nossa amada e santa Mãe Igreja sofre o seu Gólgota, prometemos permanecer com ela. Aceitai benignamente os nossos sofrimentos interiores e exteriores, que humildemente oferecemos em união com o Coração Imaculado de Maria, Mãe da Igreja, como reparação pelos nossos próprios pecados e pelos pecados de sacrilégio e apostasia dentro da Igreja.

Ó, Senhor, enviai os Vossos Santos Anjos, guiados por São Miguel Arcanjo, para trazer a luz celestial ao Papa e aos participantes do Sínodo, e para frustrar os planos dos Vossos inimigos dentro da assembleia sinodal. Ó, Senhor, olhai com misericórdia para os pequeninos da Igreja, olhai para as almas escondidas que se sacrificam pela Igreja, olhai para todas as lágrimas, suspiros e súplicas dos verdadeiros filhos da Igreja, e pelos méritos do Imaculado Coração de Vossa Santíssima Mãe, levantai-Vos, ó Senhor, e pela Vossa intervenção concede à Vossa Igreja santos pastores que, imitando o Vosso exemplo, dão a vida por Vós e por Vossas ovelhas. 

Ó, Senhor, nós Vos imploramos: através da Bem-Aventurada Virgem Maria, concedei-nos um Papa santo, zeloso na promoção e defesa da Fé Católica, nós Vos imploramos, concedei-o! Pela Bem-Aventurada Virgem Maria, concedei-nos bispos santos e destemidos, nós Vos imploramos, concedei-o! Através da Bem-Aventurada Virgem Maria, concedei-nos santos sacerdotes, que são homens de Deus, nós Vos imploramos, concedei-o! Em Vós, ó Senhor, esperamos, não seremos confundidos eternamente. A Vós, Senhor Jesus Cristo, seja dada toda honra e glória na Vossa Santa Igreja. Vós viveis e reinais com o Pai na unidade do Espírito Santo: Deus, pelos séculos dos séculos. Amém.

+ Athanasius Schneider


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terça-feira, 29 de agosto de 2023

Carta de Bispo Strickland reafirma a Fé Católica e deixa aviso sobre o Sínodo de Outubro

Meus queridos filhos e filhas em Cristo: Que o amor e a graça de Nosso Senhor Jesus Cristo estejam sempre convosco!

Neste tempo de grande turbulência na Igreja e no mundo, devo falar-vos com coração de pai para vos advertir dos males que nos ameaçam e para vos assegurar a alegria e a esperança que temos sempre em Nosso Senhor Jesus Cristo. A mensagem má e falsa que invadiu a Igreja, Esposa de Cristo, é que Jesus é apenas um entre muitos, e que não é necessário que a Sua mensagem seja partilhada com toda a Humanidade. Esta ideia deve ser rejeitada e refutada. Temos de partilhar a alegre boa nova de que Jesus é o nosso único Senhor e que Ele deseja que toda a Humanidade, para todo o sempre, possa abraçar a vida eterna n'Ele.

Quando compreendermos que Jesus Cristo, o Filho Divino de Deus, é a plenitude da revelação e o cumprimento do plano de salvação do Pai para toda a Humanidade e para todos os tempos, e O abraçarmos de todo o coração, então poderemos abordar os outros erros que assolam a nossa Igreja e o nosso mundo e que foram provocados por um afastamento da Verdade.

Na carta de S. Paulo aos Gálatas, ele escreve: "Admira-me que tão depressa abandoneis Aquele que vos chamou pela graça (de Cristo) por um evangelho diferente (não que haja outro). Mas há alguns que vos estão a perturbar e querem perverter o evangelho de Cristo. Mas mesmo que nós ou um Anjo do Céu vos pregasse um evangelho diferente daquele que vos pregamos, que esse seja amaldiçoado! Como já dissemos, e agora repito, se alguém vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema!" (Gal 1, 6-9)

Como vosso pai espiritual sinto que é importante reiterar as seguintes verdades básicas que sempre foram defendidas pela Igreja, desde tempos imemoriais, e sublinhar que a Igreja não existe para redefinir questões de Fé, mas sim para salvaguardar o Depósito da Fé tal como nos foi transmitido pelo próprio Nosso Senhor através dos apóstolos, dos santos e dos mártires. Mais uma vez, recordando o aviso de S. Paulo aos Gálatas, quaisquer tentativas de perverter a verdadeira mensagem do Evangelho devem ser categoricamente rejeitadas como prejudiciais à Noiva de Cristo e aos seus membros individuais.

1. Cristo estabeleceu uma Igreja - a Igreja Católica - e, portanto, só a Igreja Católica fornece a plenitude da verdade de Cristo e o caminho autêntico para a Sua salvação para todos nós. 

2. A Eucaristia e todos os sacramentos são divinamente instituídos, não desenvolvidos pelo Homem. A Eucaristia é verdadeiramente o Corpo e o Sangue de Cristo, a Alma e a Divindade, e recebê-Lo na Comunhão indignamente (isto é, num estado de pecado grave e impenitente) é um sacrilégio devastador para o indivíduo e para a Igreja. (1 Cor 11, 27-29)

3. O sacramento do Matrimónio foi instituído por Deus. Através da Lei Natural, Deus estabeleceu o matrimónio como sendo entre um homem e uma mulher fiéis um ao outro para toda a vida e abertos a ter filhos. A Humanidade não tem o direito ou a verdadeira capacidade de redefinir o matrimónio.

4. Cada pessoa humana é criada à imagem de Deus, homem ou mulher, e todas as pessoas devem ser ajudadas a descobrir as suas verdadeiras identidades como filhos de Deus, e não apoiadas numa tentativa desordenada de rejeitar a sua inegável identidade biológica e dada por Deus.

5. A actividade sexual fora do casamento é sempre gravemente pecaminosa e não pode ser tolerada, abençoada ou considerada permissível por qualquer autoridade dentro da Igreja.

6. A ideia de que todos os homens e mulheres serão salvos independentemente da forma como vivem as suas vidas (um conceito comummente designado por universalismo) é falsa e perigosa, pois contradiz o que Jesus nos diz repetidamente no Evangelho.  Jesus diz que devemos "negar-nos a nós próprios, tomar a nossa cruz e segui-Lo" (Mt 16, 24). Ele deu-nos o caminho, através da Sua graça, para a vitória sobre o pecado e a morte através do arrependimento e da confissão sacramental. É essencial abraçarmos a alegria e a esperança, bem como a liberdade, que advêm do arrependimento e da confissão humilde dos nossos pecados. Através do arrependimento e da confissão sacramental, cada batalha contra a tentação e o pecado pode ser uma pequena vitória que nos leva a abraçar a grande vitória que Cristo conquistou para nós.

7. Para seguir Jesus Cristo, temos de escolher voluntariamente tomar a nossa cruz em vez de tentar evitar a cruz e o sofrimento que Nosso Senhor oferece a cada um de nós individualmente na nossa vida quotidiana.  O mistério do sofrimento redentor - ou seja, o sofrimento que Nosso Senhor permite que experimentemos e aceitemos neste mundo e que depois Lhe devolvamos em união com o Seu sofrimento - humilha-nos, purifica-nos e leva-nos mais profundamente à alegria de uma vida vivida em Cristo. Isto não quer dizer que devamos gostar ou procurar o sofrimento, mas se estivermos unidos a Cristo, ao experimentarmos os nossos sofrimentos quotidianos, podemos encontrar a esperança e a alegria que existem no meio do sofrimento e perseverar até ao fim em todo o nosso sofrimento. (cf. 2 Tim 4, 6-8)

Nas próximas semanas e meses, muitas destas verdades serão examinadas no âmbito do Sínodo sobre a Sinodalidade. Devemos agarrar-nos a estas verdades e desconfiar de todas as tentativas de apresentar uma alternativa ao Evangelho de Jesus Cristo, ou de promover uma fé que fala de diálogo e de fraternidade, ao mesmo tempo que tenta eliminar a paternidade de Deus. Quando procuramos inovar sobre o que Deus, na sua grande misericórdia, nos deu, encontramo-nos em terreno traiçoeiro. A base mais segura que podemos encontrar é mantermo-nos firmes nos ensinamentos perenes da fé.

Lamentavelmente, é possível que alguns classifiquem como cismáticos aqueles que discordam das mudanças que estão a ser propostas. No entanto, pode ter a certeza de que ninguém que permaneça firmemente na linha de prumo da nossa Fé Católica é um cismático. Devemos permanecer sem pudor e verdadeiramente Católicos, independentemente do que possa ser apresentado. Devemos também estar conscientes de que não é abandonando a Igreja que nos mantemos firmes contra estas mudanças propostas. Como disse S. Pedro: "Senhor, a quem iremos nós?  Tu tens as palavras da vida eterna". (Jo 6,68) Por isso, mantermo-nos firmes não significa que estamos a tentar deixar a Igreja. Pelo contrário, aqueles que propõem mudanças naquilo que não pode ser mudado procuram apoderar-se da Igreja de Cristo, e são de facto os verdadeiros cismáticos.

Exorto-vos, meus filhos e filhas em Cristo, que agora é o momento de vos certificardes de que estais firmemente apoiados na fé católica dos tempos. Todos nós fomos criados para procurar o Caminho, a Verdade e a Vida, e nesta era moderna de confusão, o verdadeiro caminho é aquele que é iluminado pela luz de Jesus Cristo, pois a Verdade tem um rosto e, de facto, é o Seu rosto. Ficai certos de que Ele não abandonará a Sua Esposa.

Continuo a ser o vosso humilde pai e servo,
Reverendíssimo Joseph E. Strickland, Bispo de Tyler


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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

Cardeal Burke: O Sínodo alemão vai inundar a Igreja

"Sinodalidade" e "sinodal" tornaram-se slogans que escondem "uma revolução", escreveu o Cardeal Raymond Burke no prefácio de um livro intitulado "O processo sinodal é uma caixa de Pandora", de Julio Loredo e José Ureta.

Esta revolução tem como objetivo mudar radicalmente a auto-compreensão da Igreja, de acordo com uma ideologia que nega a maior parte dos ensinamentos da Igreja.

Burke considera a situação da Igreja "muito grave", porque esta ideologia perniciosa já foi posta em prática na Igreja alemã há muitos anos e espalhou amplamente a confusão e o erro. Burke identifica os seus frutos como "divisão e "cisma", que prejudicam muitas almas.

Ele avisa que a mesma confusão, erro e divisão se abaterão sobre a Igreja Universal. Isto "já começou a acontecer através da preparação do Sínodo a nível local".

in gloria.tv


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