segunda-feira, 24 de junho de 2019

São João e as notas musicais

Nunca me tinha questionado sobre a origem do nome das notas musicais. O Dó sempre foi o Dó, e o Mi, o Mi, não tinha de haver uma razão lógica para estes nomes. Entretanto descobri uma história interessante na origem da escala musical.

Tudo começa com um monge beneditino, que viveu no Séc. XI (995-1050), de seu nome Guido d'Arezzo, que denotou uma particularidade num hino a São João Baptista, uma música bastante popular na época. Este hino era composto por 7 versos com notas diferentes; e o primeiro verso começava com uma nota a que chamaria posteriormente Ut, o segundo começava com outra a que chamaria posteriormente e aí por diante até ao último verso...

Ele teve a ideia de nomear as notas conforme o início de cada verso. Este é o hino:

Ut queant laxisPara que possam, de libertas
Resonare fibrisvozes, ressoar
Mira gestorumas maravilhas das tuas acções
Famuli tuorum,dos teus servos,
Solve pollutiapaga dos impuros
Labii reatum,lábios a culpa,
Sancte Ioannes.ó São João.

Como a sílaba Ut não era fácil de ser cantada foi substituída, por Giovanni Baptista Doni, em , por volta de 1640.


Não deixa de ser irónico que, não sendo o mundo musical em geral muito católico, seja usado um hino a São João Baptista - precursor de Jesus Cristo para compor todas as músicas. Deus é realmente Omnipresente!

João Silveira


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Hoje nasceu S. João Baptista, que vem anunciar a salvação

 
Hoje a Igreja celebra a Natividade de S. João Baptista, o precursor do Messias. Neste dia lembramos o maior dos profetas, como o próprio Jesus o chama em Mt 11,11: “Em verdade vos digo que, entre os nascidos de mulher, não surgiu outro maior do que João, o Baptista; mas aquele que é o menor no reino dos céus é maior do que ele.” Mas porque é que João Baptista foi tão importante? Neste dia a liturgia da Igreja coloca-nos frente a esta personagem que nos ensina, com a sua vida e palavras, a ser fiéis discípulos e missionários de Cristo.

João Baptista é uma voz, mas a palavra (o Verbo) é muito mais que a voz. 

Através do prefácio da Missa de hoje percebemos as principais dimensões da importância de S. João Baptista: 

"Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte: por Cristo nosso Senhor. 
Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue. 
Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz..."

Explica Santo Agostinho:

"Foi para ensinar o homem a humilhar-se que João nasceu no dia a partir do qual os dias começam a decrescer; para nos mostrar que Deus deve ser exaltado, Jesus Cristo nasceu no dia em que os dias começam a aumentar. Há aqui um ensinamento profundamente misterioso. Nós celebramos a natividade de João como celebramos a de Cristo, porque essa natividade está cheia de mistério. De que mistério? Do mistério da nossa grandeza. Diminuamo-nos em nós próprios para podermos crescer em Deus; humilhemo-nos na nossa baixeza, para sermos exaltados na Sua grandeza."

Diz o Evangelista, S. João, a propósito do Senhor, Jesus Cristo, que «Era a Luz verdadeira que ilumina todo o homem que vem a este mundo» (Jo 1,9). Foi no preciso momento em que a duração da noite ultrapassava a do dia que, de repente, a vinda do Senhor projectou todo o seu esplendor; e se o seu nascimento afastou dos homens as trevas do pecado, a sua vinda pôs fim à noite e trouxe-lhes a luz do dia claro.

S. João, no seu Evangelho (Jo, 1,6-7) diz-nos também: "Houve um homem enviado por Deus, cujo nome era João. Ele veio como testemunho, para dar testemunho da luz, a fim de que todos pudessem crer por seu intermédio." e ainda, "Este é aquele do qual eu disse: Após mim vem um homem que é antes de mim, porque foi primeiro do que eu." - (Jo, 1, 30)

João, foi o Precursor de Cristo. De tal maneira que celebramos hoje, por assim dizer, um segundo Natal. O nascimento do Baptista é um inseparável do nascimento do Filho do Deus Vivo. É um nascimento que participa do mistério da Encarnação que o próprio Santo anuncia. No calendário litúrgico romano é o único santo do qual celebramos o nascimento. João Baptista foi santificado desde o seu nascimento, tal como a Santíssima Virgem. Quando esta visita a sua prima Isabel, sabemos que o menino no ventre de Isabel encheu-se do Espírito Santo, nascendo portanto sem mácula do pecado original. Por esta razão é ele o maior entre os filhos dos homens.

S. João Baptista é também aquele que liga o Antigo e o Novo Testamento. O último dos profetas e aquele que mostra ao mundo o Cordeiro de Deus, o seu primo Jesus Cristo. Nosso Senhor aparece pela primeira vez em público, quando João, que pregava um baptismo de penitência, baptiza assim o Filho do Homem, que é ele mesmo o autor do Baptismo, como nos diz o prefácio. Baptismo pela água do lado de Cristo. Baptismo, também penitencial, que nos livra do pecado original.

Por fim, João configurou-se com a morte de Cristo na Cruz, e sofreu o martírio, mais uma vez prevendo a morte do Messias. O maior dos santos depois da Virgem e dos santos anjos, imola-se, para defender a verdade, diante do poder de Herodes.

Cantemos hoje, como fez Zacarias, o Benedictus, louvando a Deus pelo nascimento deste santo que veio anunciar a Salvação do mundo:

Em Latim:  

Benedictus Dominus Deus Israel; quia visitavit et fecit redemptionem plebi suaeet erexit cornu salutis nobis, in domo David pueri sui,sicut locutus est per os sanctorum, qui a saeculo sunt, prophetarum eius,salutem ex inimicis nostris, et de manu omnium, qui oderunt nos;ad faciendam misericordiam cum patribus nostris, et memorari testamenti sui sancti,iusiurandum, quod iuravit ad Abraham patrem nostrum, daturum se nobis,ut sine timore, de manu inimicorum liberati, serviamus illiin sanctitate et iustitia coram ipso omnibus diebus nostris

Et tu, puer, propheta Altissimi vocaberis: praeibis enim ante faciem Domini parare vias eius,ad dandam scientiam salutis plebi eius in remissionem peccatorum eorum,per viscera misericordiae Dei nostri, in quibus visitabit nos oriens ex alto,illuminare his, qui in tenebris et in umbra mortis sedent, ad dirigendos pedes nostros in viam pacis.


Em Português: 
Bendito o Senhor Deus de Israel que visitou e redimiu o seu povo e nos deu um Salvador poderoso na casa de David, seu servo, conforme prometeu pela boca dos seus santos, os profetas dos tempos antigos, para nos libertar dos nossos inimigos e das mãos daqueles que nos odeiam, para mostrar a sua misericórdia a favor dos nossos pais, recordando a sua sagrada aliança e o juramento que fizera a Abraão, nosso pai, que nos havia de conceder esta graça: de O servirmos um dia, sem temor, livres das mãos dos nossos inimigos, em santidade e justiça, na sua presença, todos os dias da nossa vida. 
E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque irás à sua frente a preparar os seus caminhos, para dar a conhecer ao seu povo a salvação pela remissão dos seus pecados, graças ao coração misericordioso do nosso Deus, que das alturas nos visita como sol nascente, para iluminar os que jazem nas trevas e na sombra da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz.

PF


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sábado, 22 de junho de 2019

140 anos de adoração eucarística ininterrupta

Em 1878 estas irmãs descobriram que eram chamadas por Deus à adoração perpétua. Comprometeram-se a ter, pelo menos, duas irmãs em oração diante da Santíssimo Sacramento durante 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano...acontecesse o que acontecesse. Decidiram passar a chamar-se Irmãs Franciscanas da Adoração Perpétua.

A adoração começou às 11 da manhã do dia 1 de Agosto de 1878...e não parou desde então.

Durante estes 140 anos já houve episódios de séria pressão para que parasse a adoração. Em 1923 um grande incêndio começou num prédio adjacente. A cidade foi inundada em 1965. Houve surtos de doenças e tempestades terríveis. Mas as irmãs continuaram sempre em adoração.

O número de vocações, infelizmente, diminuiu bastante nas últimas décadas, pelo que tiveram de procurar a ajuda da comunidade local. Agora, as irmãs e os leigos voluntários revezam-se para continuar a adoração eucarística. É muito provavelmente a oração contínua mais antiga nos Estados Unidos.

As irmãs rezem especialmente pelos doentes e pelos que sofrem. Estimam que, na última década, tenham rezado por 150000 pessoas. Quem tiver algum pedido pode fazê-lo através deste formulário: https://www.fspa.org/prayer-request.php


adaptado de churchpop.com


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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Cardeal Arinze celebra Missa Tradicional no dia de Corpus Christi

O Cardeal Francis Arinze, ex-Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramento, celebrou ontem uma Missa Pontifical na igreja de Corpus Christi, em Maiden Lane (Londres). A Missa foi celebrada em Rito Tradicional. 








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Carta de São Luís Gonzaga à sua Mãe antes de morrer

A graça e a consolação do Espírito Santo estejam sempre convosco. A vossa carta encontrou-me ainda vivo na região dos mortos; mas agora espero ir em breve louvar a Deus eternamente na região dos vivos. Pensava mesmo que a esta hora já teria dado esse passo.

Se a caridade, segundo São Paulo, ensina a chorar com os que choram e a alegrar-se com os que estão alegres, muito grande deve ser a alegria de Vossa Senhoria, pela graça que Deus Vos concede na minha pessoa, chamando-me à verdadeira alegria e dando-me a segurança de O não poder perder jamais.

Confesso-vos, ilustríssima Senhora, que me perco e arrebato na contemplação da divina bondade, mar sem praia e sem fundo, que me chama a um descanso eterno por um trabalho tão breve e pequeno; que me convida e chama ao Céu para aí me dar aquele soberano bem que tão negligentemente procurei, e que me promete o fruto daquelas lágrimas que tão parcamente derramei.

Por conseguinte, ilustríssima Senhora, considerai bem e ponde todo o cuidado em não ofender esta bondade de Deus, como certamente aconteceria se viésseis a chorar como morto aquele que vai viver na contemplação de Deus e que maiores serviços vos fará com as suas orações do que nesta terra vos prestava.

A nossa separação será breve; lá no Céu nos tornaremos a ver; lá seremos felizes e viveremos para sempre juntos, porque estaremos unidos ao nosso Redentor, louvando-O com todas as forças da nossa alma e cantando eternamente as suas misericórdias. Se Deus toma novamente o que nos tinha dado, não o faz senão para o colocar em lugar mais seguro e ao abrigo de qualquer perigo, e para nos dar aqueles bens que acima de tudo desejamos. 

Digo tudo isto para que Vós, Senhora minha Mãe, e toda a família, aceiteis a minha morte como um dom precioso da graça. A vossa bênção de mãe me assista e me ajude a alcançar com felicidade o porto dos meus desejos e esperanças. Escrevo-vos com tanto maior prazer quanto é certo que não me resta outra ocasião para vos testemunhar o respeito e o amor filial que vos devo.

Da Carta escrita por São Luís Gonzaga à sua mãe (Acta Sanctorum, Iuni, 5,578 - Séc.XVI)


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A devoção ao Sagrado Coração de Jesus em Portugal

A Rainha D. Maria I conheceu a mensagem de Santa Margarida Maria Alacoque e soube que o Senhor desejava "entrar com pompa e magnificência na casa dos príncipes e dos reis, para aí ser honrado tanto quanto foi ultrajado, desprezado e humilhado na sua Paixão". Procurou, pois, empenhadamente, cumprir e fazer cumprir, nos seus Reinos e Domínios, todos os pedidos que o Senhor dirigia, em vão, ao Rei de França. [...]

Mandou erigir em Lisboa uma grandiosa basílica, a primeira do mundo inteiro, dedicada ao culto do Sagrado Coração de Jesus, a fim de propagar em Portugal esta devoção. Colocou, pelas suas próprias mãos, a primeira pedra e inaugurou-a solenemente a 14.11.1789. Fundou pouco depois o primeiro convento português da Ordem da Visitação, a Ordem de Santa Margarida Maria.[...]

Anos antes, e como já se disse na introdução deste livro, a Rainha pedira ao Papa Pio VI que aprovasse para Portugal o Ofício e a Missa do Sagrado Coração, já concedidos à Polónia. O Papa aprovou o pedido, concedendo Ofício e Missa próprios para Portugal, além de particulares indulgências. [...]

Pediu ainda a Piedosa que o dia que a Igreja consagra ao Coração de Jesus fosse considerado santificado no calendário litúrgico português. O Papa também aprovou.

Finalmente, em 7 de Julho de 1779, a soberana obteve do Papa a autorização para consagrar os seus Reinos e Domínios ao Sagrado Coração de Jesus.

Espalhou-se por Portugal inteiro esta devoção. Fundam-se numerosas confrarias, erigem-se capelas, igrejas e santuários. Inicia-se um luminoso percurso, que iria levar a devoção ao Coração divino do Redentor a todas as terras que prosperavam, então, debaixo da sombra bendita da Bandeira das Cinco Chagas.

António Carlos de Azeredo in 'Santa Margarida Maria e a devoção em Portugal ao Sagrado Coração de Jesus'


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quinta-feira, 20 de junho de 2019

Graças e louvores se dêem a todo o momento ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento




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Missa de Corpus Christi: A doutrina revelada na Liturgia

A Festa de 'Corpus Christi' foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 11 de Agosto de 1264 com a bula 'Transiturus'. O Papa pediu a vários teólogos que escrevessem hinos de louvor ao Santíssimo Sacramento, para a festa do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor que ia começar a ser celebrada por toda a Igreja.

S. Tomás de Aquino foi o primeiro a apresentar os seus hinos. Isto foi o suficiente para que mais nenhum teólogo quisesse apresentar outros hinos, dada a enorme beleza dos hinos de S. Tomás. Entre estes textos estavam os famosos: Adoro Te Devote, Pange Lingua e também o hino Lauda Sion Salvatorem.

Este último é cantado na na Sequência (antes do Evangelho) da Santa Missa da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor.

Aqui fica o texto original de S. Tomás, bem como a sua tradução. Um verdadeiro exemplo de como a liturgia faz brilhar a doutrina Católica em todo o seu esplendor.

Texto Latino
Tradução em português
Lauda Sion Salvatórem
Lauda ducem et pastórem
In hymnis et cánticis.

Quantum potes, tantum aude:
Quia major omni laude,
Nec laudáre súfficis.

Laudis thema speciális,
Panis vivus et vitális,
Hódie propónitur.

Quem in sacræ mensa cœnæ,
Turbæ fratrum duodénæ
Datum non ambígitur.

Sit laus plena, sit sonóra,
Sit jucúnda, sit decóra
Mentis jubilátio.

Dies enim solémnis ágitur,
In qua mensæ prima recólitur
Hujus institútio.

In hac mensa novi Regis,
Novum Pascha novæ legis,
Phase vetus términat.

Vetustátem nóvitas,
Umbram fugat véritas,
Noctem lux elíminat.

Quod in cœna Christus gessit,
Faciéndum hoc expréssit
In sui memóriam.

Docti sacris institútis,
Panem, vinum, in salútis
Consecrámus hóstiam.

Dogma datur Christiánis,
Quod in carnem transit panis,
Et vinum in sánguinem.

Quod non capis, quod non vides,
Animósa firmat fides,
Præter rerum ordinem.

Sub divérsis speciébus,
Signis tantum, et non rebus,
Latent res exímiæ.

Caro cibus, sanguis potus:
Manet tamen Christus totus,
Sub utráque spécie.

A suménte non concísus,
Non confráctus, non divísus:
Integer accípitur.

Sumit unus, sumunt mille:
Quantum isti, tantum ille:
Nec sumptus consúmitur.

Sumunt boni, sumunt mali:
Sorte tamen inæquáli,
Vitæ vel intéritus.

Mors est malis, vita bonis:
Vide paris sumptiónis
Quam sit dispar éxitus.

Fracto demum Sacraménto,
Ne vacílles, sed memento,
Tantum esse sub fragménto,
Quantum toto tégitur.

Nulla rei fit scissúra:
Signi tantum fit fractúra:
Qua nec status nec statúra
Signáti minúitur.
Louva, Sião, o Salvador,
Louva o guia e o pastor
Com hinos e cânticos.

Quantos possas, tanto ouses,
Porque está acima de todo o louvor
E nunca o louvarás suficientemente.

É-nos hoje proposto um tema
Especial de louvor:
O pão vivo que dá a vida.

O pão que na mesa da sagrada ceia
Foi distribuído aos doze,
Como nos foi dado sem ambiguidades.

Ressoem pois os louvores, sonoros,
Cheios de amor. Seja formosa e jovial
A alegria das almas.

Porque celebramos o dia solene
Que nos recorda a instituição
Desde banquete.

Na mesa do novo Rei,
A Páscoa da Nova Lei
Põe fim à Páscoa antiga.

O rito novo rejeita o velho,
A realidade dissipa as sombras
Como o dia dissipa a noite.

O que o Senhor fez na ceia
Mandou-no-lo fazer
Em sua memória.

E nós intruídos pelo mandado divino
Consagramos o pão e o vinho
Em hóstia de salvação.

É dogma de fé para os cristãos
Que o pão se converte na carne
E o vinho no sangue do Salvador.

O que não compreendes nem vês,
Diz-to a fé viva; porque se opera
Fora das leis naturais.

Debaixo de espécies diferentes,
Que são apenas sinais exteriores,
Ocultam-se realides sublimes.

O pão é comida, e o vinho é bebida;
Mas debaixo de cada uma das espécies
Cristo está totalmente.

E quem o recebe não o parte
Nem divide, mas recebe-o
Todo inteiro.

Quer o recebam mil, quer um só,
Todos recebem o mesmo,
Nem recebendo-o podem consumi-lo.

Recebem-no os bons e os maus igualmente,
Porém com efeitos diversos:
Os bons para vida e maus para morte.

Morte para os maus e vidas para os bons:
Consideremos como são diferentes os efeitos
Que produz o mesmo alimento.

Quando a hóstia é dividida,
Não vacile a tua fé porque o Senhor
encontra-se sempre todo debaixo
do pequeno fragmento ou da hóstia inteira.

Nenhuma coisa a pode dividir:
apenas os sinais foram divididos
sem a menor alteração da realidade divina que esses mesmos sinais significam.

Quem estiver interessado em cantar:



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