segunda-feira, 22 de abril de 2019

A beleza da Vigília Pascal em Roma

Paróquia Trinità dei Pellegrini


blogger

15 razões lógicas para acreditar na Ressurreição

1. HAVIA UM TÚMULO VAZIO
Os fundadores de outras “fés” estão ainda enterrados ou foram cremados e as suas cinzas foram espalhadas por países estrangeiros. Jesus não. Os académicos modernos podem afirmar o que quiserem nos seus programas televisivos...a verdade é que o túmulo estava vazio.

2. O TÚMULO TINHA UM SELO ROMANO
Um pedaço de barro estava preso a uma corda (esticada à volta de uma pedra) e ao próprio túmulo. O selo romano estava estampado no barro. Quem quebra o selo, quebra a lei; e quem quebra a lei, morre.

3. O TÚMULO TINHA GUARDA ROMANA DE SERVIÇO
A guarda era constituída de pelo menos quatro homens (possivelmente mais), soldados altamente treinados. Estes soldados eram especialistas em tortura e combate, não se assustariam facilmente  por um bando de pescadores ou cobradores de impostos. Caso adormecessem ou abandonassem o seu posto, violariam a lei, o que resultaria na sua morte.

4. O TÚMULO TINHA UMA PEDRA À SUA FRENTE
A maior parte dos académicos afirma que a pedra pesaria pelo menos duas toneladas, com provavelmente dois metros e meio de altura. Seria claramente necessário uma equipa para a levantar ou arrastar, não seria trabalho para um ou dois homens.

5. HOUVE VÁRIAS APARIÇÕES PÓS-RESSURREIÇÃO, A CENTENAS DE PESSOAS
Durante seis semanas, Ele apareceu a diversos grupos de variados tamanhos em locais diferentes. Uma vez, apareceu a mais de quinhentas pessoas – um número grande demais para ser uma fraude. Já para não falar que as pessoas a quem Ele aparecia não o viam simplesmente, mas comiam com Ele, andavam com Ele, tocavam-Lhe…Jesus até um pequeno-almoço preparou (Jo 21, 9).

6. O MARTÍRIO DAS TESTEMUNHAS É PROVA
Deixariam as pessoas para trás o seu trabalho, família e vida, iriam até ao fim do mundo, seriam horrível e brutalmente mortas e abandonariam as suas crenças religiosas anteriores, acerca da salvação, só para espalhar uma mentira? Ninguém, enquanto era decapitado, entregue aos leões, queimado em óleo, ou na fogueira, ou até crucificado ao contrário, mudou a sua história. Pelo contrário, cantaram hinos de louvor e confiança, sabendo que o Senhor que derrotou a morte os elevaria também.

7. A IGREJA PERDURA
Se a Ressurreição fosse mentira, ter-se-ia apagado há anos. A Igreja é a maior e mais velha instituição de qualquer tipo, na história da humanidade. A Igreja surgiu com os Apóstolos, após o dia de Pentecostes, no ano em que Cristo ascendeu ao Céu. Ela conquistou impérios, defendeu-se de ataques (quer vindos de dentro quer de fora) e cresceu, apesar dos seus membros pecadores, porque foi fundada por Cristo, e é guiada e protegida pelo Espírito Santo. A Igreja, tal como Cristo, é tanto divina como humana.

8. JESUS PROFETIZOU QUE IA ACONTECER
Jesus anunciou às pessoas que ia acontecer. Para Ele não foi uma surpresa. E não disse apenas: “Eu serei morto” (que outros também poderiam ter previsto) mas também que “Ao fim de três dias se levantaria dos mortos.” Estes detalhes não são ironias, coincidências ou adivinhações — são profecias, e as verdadeiras profecias vêm de Deus.

9. ESTAVA PROFETIZADO NO ANTIGO TESTAMENTO
Já era anunciado séculos antes do próprio Cristo ter nascido ou ressuscitado. Centenas de profecias acerca do Messias, o que Ele diria, faria, como viveria e como morreria… foram anunciadas por pessoas escolhidas por Deus (a maioria sem nunca se ter conhecido, já agora). Isaías, Jeremias, Zacarias, Oseias, Miqueias, ou Elias (só para nomear alguns) todos apontavam para a morte e Ressurreição de Cristo, séculos antes de acontecer.

10. O DIA DO SENHOR MUDOU
Após a Ressurreição, milhares de judeus (quase de um dia para o outro) abandonaram os séculos de tradição de celebrar o Sábado (dia do Senhor) no último dia da semana e passaram a santificar o primeiro dia da semana, o dia em que o Senhor, Jesus Cristo, venceu a morte e selou a nova e eterna aliança com Deus.

11. AS PRÁTICAS DOS SACRIFÍCIOS MUDARAM
Os Judeus sempre foram ensinados (e ensinavam assim os seus filhos) que era necessário oferecer um sacrifício de carne (animal) uma vez por ano, para remissão dos seus pecados. Após a Ressurreição, os judeus convertidos na altura, grande parte deles, pararam estes sacrifícios.

12. É ÚNICA ENTRE TODAS AS RELIGIÕES
Nenhum outro líder religioso, em qualquer altura, afirmou ser Deus, excepto Cristo. Nenhum outro líder religioso alguma vez fez as coisas que Jesus fez. Nenhum outro líder religioso se provou com a Ressurreição. Confúcio morreu. Lao-zi morreu. Maomé morreu. Joseph Smith morreu. Sidarta Gautama (Buda) morreu. Cristo ressuscitou dos mortos.

13. A MENSAGEM VALIDA-SE POR SI MESMA
Um coração humilde é muito mais esclarecido e iluminado do que a lógica ou razão. Um verdadeiro crente não precisa de todos os factos para crer na Ressurreição, porque o Espírito Santo revela-nos Cristo, intima e poderosamente. S. Paulo fala disto. Corações duros e cegos nunca verão Deus, até aceitarem que não são Deus.

14. O MILAGROSO FIM ENCAIXA COM A VIDA MILAGROSA
Não se percebe a lógica? Jesus curou os cegos, os surdos e dos mudos. Alimentou as multidões, curou os leprosos e curou os pecadores. Fez com que os coxos andassem e trouxe outros de volta à vida. Multiplicou comida, andou sobre as águas e acalmou tempestades apenas com a Sua voz. O milagre da Sexta-Feira Santa é que Ele não fez nenhum milagre. Ele morreu. O milagre do Domingo de Páscoa é que Ele ressuscitou dos mortos – um fim miraculoso para uma vida miraculosa. O que mais poderíamos esperar?

15. (E A ÚNICA RESPOSTA QUE REALMENTE PRECISAMOS) . . .  JESUS CONTINUA A SER RESPOSTA
O mundo não pode oferecer nenhuma cura para o sofrimento. O mundo pode ignorá-lo, insultá-lo, debatê-lo, bombardeá-lo, medicá-lo…mas não existe nenhuma cura ou sentido para o sofrimento sem olhar para Jesus Cristo. N’Ele, o nosso sofrimento faz sentido e vale a pena. Longe d’Ele, o sofrimento não tem qualquer sentido e é estéril. A fonte da eterna juventude não existe. Não existe uma droga miraculosa. Não existe cura para a morte, excepto Jesus Cristo. O que é ilógico é pensar que o Deus da Vida não deseja que vivamos eternamente.

“Como é que alguns de entre vós dizem que não há ressurreição dos mortos? Se não há ressurreição dos mortos, também Cristo não ressuscitou. Mas se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação, e vã é também a vossa fé. E resulta até que acabamos por ser falsas testemunhas de Deus, porque daríamos testemunho contra Deus, afirmando que Ele ressuscitou a Cristo, quando não o teria ressuscitado, se é que, na verdade, os mortos não ressuscitam. Pois, se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. E, se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé e permaneceis ainda nos vossos pecados.” (1Cor 15, 12-18)

Irmãos e Irmãs, porque sabemos o que aconteceu na Última Ceia, na cruz e no sepulcro há 2000 anos, conhecemos Deus-Pai intimamente, caminhamos com o Filho diariamente e somos guiados pelo Espírito Santo eternamente. Esta é a verdade, e que bela verdade é.

Mark Hart in lifeteen.com


blogger

Páscoa em Nova Iorque: 3 cruzes nos aranha-céus

Em 1956 a Páscoa foi celebrada na zona financeira de Manhattan com 3 arranha-céus iluminados, representando as 3 cruzes do Calvário. Foi apenas há 60 anos, mas hoje em dia isto seria impensável, graças à perseguição que está a ser feita no Ocidente aos símbolos cristãos.

Rezemos pelos que consideram ofensiva a imagem de Deus que morre numa cruz para salvar os homens.




blogger

domingo, 21 de abril de 2019

Christus Resurrexit! Vere Resurrexit! Alleluia, Alleluia!

Santa Páscoa, caros amigos!

Ao raiar do terceiro dia, os amigos de Cristo quando chegaram ao local viram o sepulcro vazio e a pedra rolada para o lado. De várias formas eles aperceberam-se da nova maravilha; mas mesmo assim não se aperceberam bem que o mundo tinha morrido durante a noite. O que eles contemplavam era o primeiro dia de uma nova criação, um novo Céu e uma nova Terra.

E, no semblante de um jardineiro, Deus passeava de novo no jardim, na brisa, não da tarde, mas da madrugada.

G.K. Chesterton in 'O Homem Eterno' (1925)


blogger

quinta-feira, 18 de abril de 2019

O Sacerdote na celebração do Tríduo Pascal

A Carta aos Hebreus é o único texto do Novo Testamento que atribui a Nosso Senhor Jesus Cristo os títulos de “Sacerdote”, “Sumo Sacerdote” e “Mediador da Nova Aliança”, graças à oferenda do sacrifício do Seu corpo, antecipado na Ceia mística da Quinta-Feira Santa, consumado sobre a cruz e apresentado ao Pai com a ressurreição e a ascensão ao Céu (cf. Hb 9,11-15). Este texto é meditado na Liturgia das Horas da quinta semana da Quaresma – ou da Paixão, como no calendário litúrgico da forma extraordinária do Rito Romano – e na Semana Santa.


Nós, sacerdotes católicos, devemos contemplar sempre Cristo e ter os mesmos sentimentos d’Ele; esta ascese acontece com a conversão permanente. Como se realiza a conversão em nós, sacerdotes? No rito da ordenação é-nos pedido o ensino da fé católica, não das nossas ideias; “celebrar com devoção os mistérios de Cristo – isto é, a liturgia e os sacramentos – segundo a tradição da Igreja”, e não segundo o nosso gosto; sobretudo, “estar cada vez mais unidos a Cristo Sumo Sacerdote, que, como vítima pura, Se ofereceu ao Pai por nós”, isto é, conformar a nossa vida segundo o mistério da Cruz.


A Santa Igreja honra o sacerdote e o sacerdote deve honrar a Igreja com a santidade da sua vida – este foi o propósito de Santo Afonso Maria de Ligório no dia da sua ordenação –, com o zelo, com o trabalho e com o decoro. Ele oferece Jesus Cristo ao Pai Eterno e por isso deve estar revestido das virtudes de Jesus Cristo, para preparar-se para o encontro com o Santo dos Santos. Que importante é a preparação interior e exterior para a sagrada liturgia, para a Santa Missa! Trata-se de glorificar o Sumo e Eterno Sacerdote, Jesus Cristo. Pois bem, tudo isso se realiza em grau máximo na Semana Santa, a Grande e Santa Semana, como dizem os orientais. Vejamos alguns dos seus principais actos, com base no cerimonial dos bispos.

1. Com a Missa in Cena Domini, da Quinta-Feira Santa, o sacerdote entra nos principais mistérios – a instituição da Santíssima Eucaristia e do sacerdócio ministerial –, assim como no mandamento do amor fraterno, representado pelo lava-pés, gesto que a liturgia copta realiza ordinariamente cada Domingo. Nada melhor para expressá-lo do que o canto Ubi caritas. Após a comunhão, o sacerdote, usando o véu umeral, sobre ao altar, faz a genuflexão e, ajudado pelo diácono, segura a píxide com as mãos cobertas pelo véu umeral. É o símbolo da necessidade de mãos e corações puros para aproximar-se dos mistérios divinos e tocar o Senhor!

2. Na Sexta-Feira Santa in Passione Domini, o sacerdote é convidado a subir ao Calvário. Às três da tarde, às vezes um pouco mais tarde, acontece a celebração da Paixão do Senhor, em três momentos: a Palavra, a Cruz e a Comunhão. Dirige-se em procissão e em silêncio ao altar. Depois de ter reverenciado o altar, que representa Cristo na austera nudez do Calvário, ele prostra-se por terra: é a proskýnesis, como no dia da ordenação. Assim, expressa a convicção do seu nada diante da Majestade divina, e o arrependimento por se ter atrevido a medir-se, por meio do pecado, com o Omnipotente. Como o Filho que se anulou, o sacerdote reconhece o seu nada e assim tem início a sua mediação sacerdotal entre Deus e o povo, que culmina na oração universal solene.

Depois faz-se a ostensão e a adoração da Santa Cruz: o sacerdote dirige-se ao altar com os diáconos e lá, em pé, recebe-a e descobre-a em três momentos sucessivos – ou mostra-a já descoberta – e convida os fiéis à adoração, em cada momento, com as palavras: Eis o madeiro da cruz, no qual esteve suspenso o Salvador do mundo

O sacerdote, após ter depositado a casula, se possível descalço, aproxima-se da Cruz, ajoelha-se diante dela e beija-a. A teologia católica não teme em dar aqui à palavra “adoração” o seu verdadeiro significado. A verdadeira Cruz, banhada com o sangue do Redentor, torna-se, por assim dizer, uma só coisa com Cristo e recebe a adoração. Por isso, prostrando-nos diante do lenho sagrado, dirigimo-nos ao Senhor: “Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos, porque pela vossa Santa Cruz redimistes o mundo”.

3. A Páscoa do Reino de Deus realizou-se em Jesus: oferecida e consumida a Ceia, “na noite em que ia ser entregue”; imolada sobre o Calvário na Sexta-Feira Santa, quando “houve escuridão sobre toda a Terra”, mais uma vez a noite recebe a consagração da aprovação divina, na ressurreição de Cristo Senhor: por João, sabemos que Maria Madalena se aproximou do sepulcro “bem de madrugada”; portanto, aconteceu nas últimas horas da noite após o Sábado pascal.

No Novus Ordo, o sacerdote, desde o início da Vigília, está vestido de branco, como para a Missa. Ele abençoa o fogo e acende o círio pascal com o novo fogo, após ter aplicado, como na liturgia antiga, uma cruz. Depois grava sobre o lado vertical da cruz a letra grega alfa e, abaixo, a letra omega; entre os braços da cruz, faz a incisão de quatro algarismos para indicar o ano em curso, dizendo: Cristo ontem e hoje. Depois, feita a incisão da cruz e dos demais sinais, pode aplicar no círio cinco grãos de incenso, dizendo: Pelas suas santas chagas. Depois, cantando o Lumen Christi, guia a procissão rumo à igreja. O sacerdote está à cabeça do povo dos fiéis aqui na Terra, para poder guiá-lo ao céu.

É o sacerdote que entoa solenemente "Eis a luz de Cristo!". Ele canta-o três vezes, elevando gradualmente o tom da voz: o povo, depois de cada vez, repete-o no mesmo tom. Na liturgia baptismal, o sacerdote, estando de pé diante da fonte, abençoa a água, cantando a oração: Ó Deus, por meio dos sinais sacramentais; enquanto invoca: Desça, Pai, sobre esta água, pode introduzir nela o círio pascal, uma ou três vezes.

O significado é profundo: o sacerdote é o órgão fecundador do seio eclesial, simbolizado pela fonte baptismal. Verdadeiramente, na pessoa de Cristo Cabeça, ele gera filhos e, como pai, fortifica-os com o crisma e nutre-os com a Eucaristia. Também em razão destas funções maritais em relação à Igreja esposa, o sacerdote não pode senão ser um homem. Todo o sentido místico da Páscoa manifesta-se na identidade sacerdotal, chegando à plenitude, o plếroma, como diz o Oriente. Com ele, a iniciação sacramental chega ao cume e a vida cristã se torna o centro.

Portanto, o sacerdote, que subiu com Jesus à cruz na Sexta-Feira Santa e desceu ao sepulcro no Sábado Santo, no Domingo de Páscoa pode afirmar realmente: “Sabemos que Cristo verdadeiramente ressuscitou dentre os mortos”.

Mons. Nicola Bux, Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice


blogger

quarta-feira, 17 de abril de 2019

Participar na Santa Missa como os Santos - Parte #4

Do Pai Nosso à comunhão do Sacerdote
Imagens do filme 'A Paixão de Cristo'


blogger

Herói de Paris pertencia à Fraternidade Sacerdotal de São Pedro

O capelão dos bombeiros de Paris, o Padre Jean-Marc Fournier, arriscou a vida ao entrar na Catedral de Notre-Dame, enquanto esta ardia, para salvar o Santíssimo Sacramento e a Coroa de Espinhos com a qual Nosso Senhor Jesus Cristo foi coroado, uma das relíquias mais importantes do Mundo.

O Padre Fournier é um ex-membro da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP). De 2000 a 2006 foi Assistente do Superior Geral da FSSP.

Em 2006, tornou-se capelão militar em Sissonne, França, trabalhando durante vários anos para a diocese militar francesa. Durante a sua primeira missão no Afeganistão a sua companhia foi emboscada e 10 militares foram mortos, mas o Padre Fournier escapou incólume.

Não é a primeira vez que o sacerdote demonstra a sua coragem na cidade de Paris. Em 2015, após o ataque terrorista contra o Bataclan no qual 89 pessoas foram mortas, ele correu para dentro da sala de espectáculos para dar uma absolvição geral, permitida pela Igreja em situações limite como essa.

adaptado de Gloria Tv


blogger

Não é Notre-Dame que arde, é a Igreja Católica

Diante do horror de ver a Catedral de Notre-Dame ser devorada pelas chamas surge um sinal de esperança: um grupo que diante da tragédia reza o terço cantado, muitos deles de joelhos.

O incêndio que destruiu parte da Catedral de Paris é uma imagem quase perfeita do estado da Igreja em França e no Ocidente. No período pós-Concílio Vaticano II grande parte dos Bispos e sacerdotes traíram a sua missão. Deveriam ter entregado o que tinham recebido: um tesouro inestimável; a maior história de amor que o mundo alguma vez viu. Em vez disso fizeram da sua missão destruir o que podiam e ocultar o resto desse tesouro.

Aos fiéis que deles esperavam a verdade entregaram-lhes apenas meias-verdades, nada mais do que um presente envenenado. Em lugar de ser a Igreja a mudar o mundo, um dos três inimigos da nossa alma, passou a ser o mundo a mudar a Igreja, deformando-a. Muitos dos fiéis deixaram de o ser, porque a salvação passou a ser tão fácil como o pecado. Outros continuaram a ser “fiéis” mas de outra "fé"; não a que tinha sido guardada religiosamente durante vinte séculos depois do próprio Jesus Cristo, Deus feito homem, ter dito que sem aquela Fé ninguém se poderia salvar. E o propósito da nossa existência é a salvação da nossa alma, é ficar para sempre na presença de Deus, nosso Criador e Redentor. Nisso consiste a felicidade, e não em algo que o mundo nos possa prometer.

Com as portas escancaradas ao mundo, o Maio de 68 entrou e fez muitos estragos. A “homossexualidade” e a libertinagem sexual começaram a fazer parte da vida de muitos que deveriam viver como anjos. Não satisfeitos com a própria corrupção foram corromper os mais fracos, os que não se podiam defender. O escândalo dos abusos sexuais nas últimas décadas foi um dos maiores contra testemunhos que o Clero poderia dar. Os rapazes adolescentes deveriam olhar para um sacerdote e ver um homem, um exemplo a seguir, não um cobarde luxurioso pronto a aproveitar-se do seu corpo para ter um prazer efémero que na eternidade se vai traduzir em sofrimentos inenarráveis.

Hoje em dia muitas dioceses e muitas paróquias continuam a ser guiadas por pessoas com vergonha (e até ódio) do passado da Igreja. Muitos deles falam da História como se a Igreja tivesse começado verdadeiramente há 50 anos, e antes disso fosse apenas um bando de malfeitores. Uns fazem-no por ignorância, outros por má-fé. Os pecados que Deus nos disse que eram especialmente graves como a sodomia, o adultério e o aborto são nas suas igrejas tolerados, quando não incentivados.

Mas a Igreja não é deles, é de Jesus Cristo. E por isso vemos jovens como aqueles que ali rezaram - cheios de fé, esperança e caridade - o rosário enquanto o mal parecia vencer. Eles são a imagem dos jovens que muitos bispos e sacerdotes consideram tradicionalistas, fundamentalistas, extremistas. Constroem muros para se afastarem deles, enquanto se dedicam a construir pontes com os inimigos da Igreja, com os que a querem destruir. A estes tudo é permitido, àqueles tudo é proibido. A estes tudo é concedido, àqueles tudo é recusado. Fecham-lhes portas, declinam recebê-los, traem a cultura de diálogo que propagam a plenos pulmões à frente de qualquer microfone.  

A Igreja está a arder. Arde como ardeu ontem Notre-Dame. Somos muito menos do que éramos. Os fiéis são muito mais ignorantes em relação à Fé. Há uma apostasia silenciosa. As pessoas estão confusas. Já nada é certo, nada é garantido. Uma coisa é verdade hoje mas amanhã pode ser mentira. Uma Igreja sem Fé não pode ter caridade, ninguém pode amar o que não conhece.

Mas diante das chamas que parecem tudo destruir eis que aparece um sinal de esperança, uma nova geração que quer levar as coisas a sério. Esta geração quer aprender o que a Igreja sempre disse para poder ensinar o mundo, para poder salvar o mundo, e não perder-se no meio dele. Este “pequeno rebanho” estará disposto a dar a vida para que a Igreja volte a ser o que sempre foi. Deus vult!

João Silveira


blogger

terça-feira, 16 de abril de 2019

Católicos cantam o terço ajoelhados enquanto Notre-Dame arde

Um gesto de grande Fé mesmo no meio da desgraça

Vídeo: LeHuffPost


blogger

A profecia de Nossa Senhora de La Salette sobre França

O trágico incêndio na Catedral de Notre-Dame, em Paris, e a situação instável em França faz-nos lembrar uma profecia feita por Nossa Senhora: 

Paris será incendiada e Marselha submergida; muitas grandes cidades serão abaladas e soterradas por terramotos: acharão que tudo está perdido; não se verão a não ser homicídios, não se ouvirão senão ruídos de armas e blasfémias. 

Os justos sofrerão muito; as suas preces, a sua penitência e as suas lágrimas subirão até o Céu, e todo o povo de Deus pedirá perdão e misericórdia como também a minha ajuda e a minha intercessão.

Nossa Senhora de La Salette (1846)


blogger

segunda-feira, 15 de abril de 2019

A teoria do Big Bang foi proposta por um Padre Católico

Para muitos o pai da teoria do Big Bang chama-se George Gamov, físico russo nacionalizado americano; mas poucos sabem que anos antes já esta teoria, que procura explicar a origem do Universo, tinha sido proposta pelo sacerdote Georges Lemaître.

O Pe. Lemaître nasceu em Charleroi (Bélgica), em 1894. Era filho de um médico e já desde a sua infância se distinguiu pela sua habilidade para as matemáticas e o seu espírito curioso. Essa atracção pelas ciências enriquece com a sua vocação sacerdotal.

Graças aos seus estudos, na década de 1920, teve a intuição de que o universo tinha uma história e se encontrava em evolução; opondo-se assim à concepção de todos os cientistas da época, especialmente Albert Einstein.

Assim, em 1930 propôs um modelo de universo com o nome de universo Lemaître-Einstein ou hipótese do átomo primitivo, que mais tarde foi conhecido como Big Bang. A sua reflexão baseou-se nos dados obtidos pela observação dos espectros de certas galáxias, recentemente descobertas.

Segundo o sacerdote, a história do universo divide-se em três períodos.

O primeiro é chamado “a explosão do átomo primitivo”. Segundo ele, há cinco biliões de anos existia um núcleo de matéria hiper-densa e instável que explodiu sob a forma de uma super-radioactividade. Esta explosão propagou-se durante um bilião de anos e os astrónomos percebem os seus efeitos nos raios cósmicos e nas emissões X.

Depois vem o período de equilíbrio, ou o universo estático de Einstein. Afirma que finalizada a explosão estabelece-se um equilíbrio entre as forças de repulsão cósmicas, na origem do acontecimento, e as forças de gravitação. Durante esta fase de equilíbrio, que dura dois biliões de anos, nascem as estrelas e galáxias.

Finalmente seguem-se os períodos de expansão, iniciados há dois biliões de anos. Afirma que desde aí o Universo se encontra em expansão a uma velocidade de 170 km por segundo, de maneira indefinida.

A sua teoria foi rejeitada nos Estados Unidos, e também por Albert Einstein. O Pe. Lemaître, que nunca procurou honras nem reconhecimento, deixa os seus trabalhos de cosmologia.

Anos depois, em 1948, Gamov propõe uma nova descrição do início do Universo, cujas bases estavam nitidamente presentes na cosmologia do Pe. Lemaître, que foi presidente da Pontifícia Academia das Ciências entre 1960 e 1966.

in acidigital


blogger

domingo, 14 de abril de 2019

Cinco desafios para a Semana Santa

Entrámos na última etapa da Quaresma. Enquanto nos preparamos para gozar, festejar e celebrar a gloriosa ressureição de Jesus Cristo, aqui ficam alguns desafios finais para a Semana Santa:

1) Leiam o Evangelho de S. João inteiro. João é o Evangelho da Semana Santa por excelência. Leiam-no do início ao fim. São só 25 páginas. Leiam.

2) Participem em duas das três liturgias maiores desta semana: Lava-pés na Quinta à noite, Sexta-feira Santa ou Vigília Pascal no Sábado à noite.

3) Tragam um amigo não-Católico a uma destas liturgias. São liturgias poderosas... no Ano da Misericórdia. Preparem-se para conversões.

4) Na Sexta-feira Santa façam um jejum completo. Nenhuma comida (sem refeições, lanches a meio da manhã, sumos, calorias) desde Quinta à noite até Sábado de manhã. Experimentem tomar apenas chá ou café de manhã. Não vão morrer e será uma experiência espiritual profunda para entrarem na Paixão de Cristo na Sexta-feira Santa. Se tiverem problemas de saúde, não façam isto. Se estiverem relativamente saudáveis, experimentem. Qualquer pessoa devia passar pela experiência de ter fome um dia inteiro. Não digam a ninguém que estão a fazer esse jejum. Tornem-no privado e pessoal.

5) Dediquem o vosso jejum da Sexta-feira para a intenção nº. 1 da vossa vida. Que seja grande. Rezem por um milagre! Deus gosta imenso de responder a orações gigantes - porque revela a nossa humildade. Não podemos receber mérito por favores gigantes.

Tenham uma boa Semana Santa!

Taylor Marshall


blogger

Domingo de Ramos. Começou a Semana Maior

O Domingo II da Paixão, mais conhecido por Domingo de Ramos, abre a Semana Santa e marca o início da etapa final da Quaresma. Neste dia, a Igreja celebra a entrada triunfal de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém, cheio de glória e de humildade, pronto para cumprir o seu Mistério Pascal.

Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes: "Ide à aldeia que aí está diante de vós e logo achareis presa uma jumenta e com ela um jumentinho. Desprendei-a e trazei-los. E, se alguém vos disser alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles". – Isto aconteceu para que se cumprisse a Profecia de Zacarias: "Dizei à filha de Sião: 'Eis aí te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal de carga.'" (Zc 9,9).

Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes ordenara, trouxeram a jumenta e o jumentinho, e puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas Jesus montou. E o povo, tanto os que o precediam quanto os que o seguiam, o acolheram como Rei, agitando ramos de palmeira e clamando: "Hosana ao filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores alturas!". Com isso toda a cidade de Jerusalém se agitou, e perguntavam: "Quem é este?" E as multidões clamavam: "Este é o Profeta Jesus, de Nazaré da Galileia” (Mt 21,1-11).

A Procissão de Ramos

Vem de fora e tem como ponto de partida um lugar de reunião dos fiéis, fora da igreja. A proclamação do Evangelho conta a entrada de Jesus em Jerusalém, e assim se inicia a procissão até o interior do templo.

Nessa procissão, a Igreja não comemora apenas o santo evento do passado e celebra com louvor e acção de graças a realidade presente, mas também antecipa o seu glorioso cumprimento no fim dos tempos. Os ramos não devem ser postos no lixo depois da procissão, mas levados para casa e lá guardados com respeito, ou então queimados.

A cinzas, que são usadas na Quarta-Feira de Cinzas, são feitas com os ramos bentos deste dia, obedecendo a um costume que vem do século XII.

in 'O Fiel Católico'


blogger

sábado, 13 de abril de 2019

Participar na Santa Missa como os Santos - Parte #3

A Consagração
Imagens do filme 'A Paixão de Cristo'


blogger

Por que razão é importante a intervenção de Bento XVI sobre os abusos sexuais?

O que está na raiz da crise que afecta tanto a credibilidade da Fé? Estávamos todos à espera de uma resposta a esta pergunta. E eis que surge uma carta escrita por um bispo velhinho, que durante alguns anos se sentou na cadeira de Pedro. Mesmo oculto aos nossos olhos, a sua voz é inconfundível. É a voz de um pai. Bento XVI escreveu sobre a pergunta que fazíamos.

A sua resposta mais fundamental é tão simples que é desarmante: o Homem afastou-se de Deus.

No entanto, Bento XVI trata o modo como o Homem se afastou de Deus em detalhes morais, sexuais e culturais. Ele concentra-se principalmente no período em que os casos de abuso sexual atingiram o seu apogeu: nos “20 anos, de 1960 a 1980”, pois foi também durante o período mais intenso de abuso que “os padrões até então vinculantes da sexualidade entraram em colapso total e surgiu uma falta de normas."

A revolução cultural de 1968, ao contrário das revoluções anteriores a ela, introduziu uma nova permissividade sexual que desequilibrou o Mundo. Como uma ruptura maníaca pós-traumática da realidade, o colapso cultural teve como repercussões inovações destrutivas na teologia moral, tornando os seminários ainda mais mal preparados para enfrentar o desafio.

Os teólogos morais estavam numa longa missão exploratória para desestabilizar o lugar da lei natural e divina, e para “actualizar” a moralidade de maneiras mais adaptáveis ​​à revolução. Bento admite que esses teólogos eram sofisticados nos seus empreendimentos, mas o objectivo era simples: os inovadores ensinavam que todo acto moral era justificado se o agente tivesse as melhores intenções. Foi uma versão inicial do argumento: "amor é amor". 

Na visão de Bento XVI, a resposta fundamental veio, em 1993, com a Veritatis Splendor, que refutou decisivamente essa forma sofisticada de "ética da situação", também conhecida por “proporcionalismo”. O Papa João Paulo II interveio autoritariamente ensinando o realismo moral: “que há acções que devem ser, sempre e em todas as circunstâncias, classificadas como um mal”.

No que seguramente será uma das linhas mais citadas da carta de Bento XVI, ele observa como essa revolução moral e sexual infestou os seminários: “Em vários seminários foram criados clubes homossexuais, que agiram de forma mais ou menos pública e mudaram bastante o ambiente nos seminários”.

C C Pecknold in 'Catolic Herald'


blogger

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Quando uma mulher árabe beijou os pés de Bento XVI

Em Maio de 2009, o Papa Bento XVI fez uma peregrinação à Terra Santa. No dia 14 de Maio celebrou uma Missa em Nazaré, onde viver a Sagrada Família. Nesse local, uma católica que cantava aproximou-se do Papa, emocionada, ajoelhou-se e beijou-lhe os pés. O Santo Padre não se perturbou com o gesto, entendendo a grande humildade daquela mulher e o amor que ela demonstrava à santidade do seu ministério e não à sua pessoa.





blogger

As 7 Dores de Nossa Senhora e a Quaresma

Esta Sexta-Feira antes da Semana Santa é tradicionalmente dedicada a Nossa Senhora das Dores, que, nos acontecimentos que se aproximam, viu cumprida a profecia de Simeão quando disse que uma espada trespassaria o seu coração. Esta meditação nas 7 dores de Nossa Senhora é muito útil para rezar diariamente, especialmente nestes dias até à Páscoa.

Primeira Dor
Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada trespassaria o vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece.
Ave Maria...

Segunda Dor
Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egipto, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Terceira Dor
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Quarta Dor
Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do calvário, virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Quinta Dor
Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina graça, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Sexta Dor
Pela dor que sofrestes quando recebestes nos vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Sétima Dor
Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando vós, na mais triste solidão, Senhora de todos os povos, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...


blogger

"As tentações não te devem assustar" Padre Pio

As tentações não te devem assustar; por elas Deus quer testar e fortificar a tua alma e ao mesmo tempo dá-te a força de as vencer. Até aqui, a tua vida foi como a de uma criança; a partir de agora, o Senhor quer tratar-te como adulto. Ora, as provações de um adulto são muito superiores às duma criança, e é por isso que, a princípio, te sentes tão perturbado. Mas a vida da tua alma encontrará rapidamente a sua calma. Tem um pouco de paciência e tudo correrá pelo melhor.


Deixa, pois, de lado essas vãs preocupações. Lembra-te de que não é a sugestão do maligno que faz o mal, mas o consentimento dado às suas sugestões. Só uma vontade livre é capaz da fazer o bem ou o mal. Mas, quando a vontade geme sob a provação infligida pelo Tentador, se não quer o que lhe é proposto, isso não é falta mas virtude.

Guarda-te de cair na agitação ao lutar contra as tentações, pois isso só as fortalecerá. É preciso tratá-las com desprezo e não lhes ligar. Volta o teu pensamento para Jesus crucificado, para o seu corpo deposto nos teus braços e diz: «Eis a minha esperança, a fonte da minha alegria! Ligo-me a Ti com todo o meu ser, e não Te deixarei enquanto não me colocares em segurança.»

São (Padre) Pio de Pietrelcina in Ep 3, 626 e 570; CE 34


blogger

quarta-feira, 10 de abril de 2019

Exame de consciência antes de dormir - São Francisco de Sales

Escolhe alguns minutos antes de dormir e prostra-te diante do teu Deus aos pés do crucifixo, lembrando-te contigo mesmo da dissipação do dia. Reacende no teu coração o fogo da meditação da manhã por actos de profunda humilhação, por suspiros de ardente amor a Deus, e aprofunda-te, abrasado deste amor, nas chagas do amantíssimo Salvador, ou então vai repassando em teu espírito e no fundo do teu coração tudo quanto saboreaste na oração, a não ser que prefiras ocupar-te de um novo objeto.

Quanto ao exame de consciência, que devemos fazer antes de nos deitarmos, não há ninguém que ignore.

1. Devemos agradecer a Deus de nos ter conservado durante o dia.

2. Examinam-se todas as acções, uma a uma, e as suas circunstâncias.

3. Achando-se alguma coisa de bom, feita nesse dia, dá-se graças a Deus; se, ao contrário, se lhe tem ofendido por palavras, por pensamentos e por obras; pede-se-lhe perdão por um acto de contrição, que deve abranger a dor dos pecados cometidos, o bom propósito de corrigi-los e boa vontade de confessá-los na primeira ocasião.

4. Depois disso, recomenda-se a divina Providência o corpo e a alma, a Igreja, os parentes e amigos; invoca-se a Santíssima Virgem, os Santos e os Anjos da Guarda, pedindo-lhes de velar sobre nós. Feito isso, com a bênção de Deus, vamos tomar o repouso que ele quer que tomemos.

Nunca se deve omitir esta oração da noite, assim como a da manhã; pois como, pela oração da manhã se abrem as janelas da alma para o Sol da justiça, assim pela oração da noite elas se fecham para as trevas do inferno.

São Francisco de Sales in 'Filoteia ou a Introdução à Vida Devota'


blogger

Cardeal Sarah diz que a migração é uma nova forma de escravidão

O Cardeal guineense Robert Sarah deu uma entrevista à Valeurs Actuelles, na qual se mostrou crítico em relação ao uso da Palavra de Deus para justificar a migração descontrolada e preocupado com o futuro da sociedade ocidental:

«É uma falsa exegese aquela que usa a Palavra de Deus para valorizar a migração. Deus nunca quis estas separações. (...)

Todos os migrantes que chegam à Europa chegam amontoados, sem trabalho, sem dignidade ... É isso que a Igreja quer? A Igreja não pode cooperar com a nova forma de escravidão em que se tornou a migração em massa. 

Se o Ocidente continua por esta estrada fatal existe um grande risco - devido às baixa taxa de natalidade - de que o Ocidente desapareça, invadido por estrangeiros, como Roma foi invadida pelos bárbaros. Eu falo enquanto africano. O meu país é maioritariamente muçulmano.  Eu acho que sei do que estou a falar.»


blogger

terça-feira, 9 de abril de 2019

A Missa do Padre Donizetti juntava multidões

O Padre Donizetti Tavares de Lima será beatificado, depois de ter sido reconhecido um milagre por sua intercessão. O sacerdote tinha já fama de santidade em vida e operava muitos milagres. 

Neste vídeo vemos o Padre Donizetti a celebrar "de costas" para os fiéis, que não se importavam nada com isso e até rezavam durante a Missa, algo cada vez menos comum nas nossas igrejas.




blogger

Penitência nas coisas concretas do dia-a-dia

Penitência é o cumprimento exacto do horário que te fixaste, mesmo que o corpo resista ou a mente pretenda evadir-se com sonhos quiméricos. Penitência é levantares-te pontualmente. E também, não deixar para mais tarde, sem motivo justificado, essa tarefa que te é mais difícil ou custosa.

A penitência está em saber compaginar as tuas obrigações relativas a Deus, aos outros e a ti próprio, exigindo-te, de modo que consigas encontrar o tempo necessário para cada coisa. És penitente quando te submetes amorosamente ao teu plano de oração, apesar de estares cansado, sem vontade ou frio.

Penitência é tratar sempre os outros com a maior caridade, começando pelos teus. É atender com a maior delicadeza os que sofrem, os doentes e os que padecem. É responder com paciência aos maçadores e inoportunos. É interromper ou modificar os nossos programas, quando as circunstâncias – sobretudo os interesses bons e justos dos outros – assim o requerem.

A penitência consiste em suportar com bom humor as mil pequenas contrariedades do dia; em não abandonar o trabalho, mesmo que no momento te tenha passado o entusiasmo com que o começaste; em comer com agradecimento o que nos servem, sem caprichos importunos.

São Josémaria Escrivá in 'Amigos de Deus', 138


blogger

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Participar na Santa Missa como os Santos - Parte #2


Do Ofertório ao Prefácio
Imagens do filme 'A Paixão de Cristo'


blogger

Diocese do Porto aprova a comunhão dos "recasados"

O Bispo do Porto, D. Manuel Linda, foi o último de uma série de Bispos portugueses que aprovaram a comunhão de “recasados” nas suas dioceses. Esta permissão vai directamente contra a Lei da Igreja, contra dois mil anos de doutrina defendida por Papas e Santos e contra a Lei de Deus. Um Bispo não tem o poder para modificar a Lei Divina. É o Bispo que está ao serviço de Deus, não Deus que está ao serviço do Bispo.

Infelizmente D. Manuel Linda emite um documento no qual se faz superior aos mandamentos divinos, e emana uma série de procedimentos para que o sacrilégio possa ser “legalizado” na sua diocese. O primeiro ofendido é obviamente Nosso Senhor. Mas as primeiras vítimas são as pessoas que irão receber os sacramentos - com o aval do Bispo - sem que se encontrem em condições para os receber. 

Ninguém vai para o Céu por decreto; nem ninguém vai para o Inferno por decreto. Se a pessoa está em estado de graça quando morre irá para o Céu, ou para o Purgatório. Se não estiver em estado de graça vai para o Inferno, e ninguém pode fazer nada em relação a isso.

Quando alguém se une em matrimónio promete, com toda a sua liberdade, estar casado com aquela pessoa até que a morte os separe. E é isso mesmo que acontece, Deus cria um vínculo entre aquelas duas pessoas até que a morte os separe, mesmo mudem de ideias 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos ou 20 anos depois do casamento. Não é essa mudança de vontade que destrói o vínculo porque nada nem ninguém o pode destruir. Nem sequer o Papa. 

Quando alguma dessas pessoas vive como marido e mulher com outra pessoa está a ser infiel à pessoa com quem se casou, está a cometer adultério. Isto acontece mesmo com o consentimento dessa pessoa, porque o adultério não depende da permissão mas sim do acto de ter uma relação extra-conjugal.

Documentos como este do Bispo do Porto desprezam toda a doutrina católica sobre o matrimónio. O casamento verdadeiro não é o que foi ratificado por Deus mas sim o casamento que a pessoa acha que é verdadeiro, o que lhe é mais conveniente hoje. Amanhã pode ser outro. O casamento deixa de ser “até que a morte os separe” e passa a ser “até quando der” ou “enquanto se conseguirem aturar”.

O texto conta com dezenas de citações da Amoris Laetitia, a Exortação Apostólica do Papa Francisco, que foi um dos documentos mais polémicos da História da Igreja. Mas conta apenas com uma citação da Familiaris Consortio e outra da Sacramentum Caritatis, ambas Exortações Apostólicas dos Papas João Paulo II e Bento XVI, respectivamente. Certamente porque estes dois documentos negam com toda a clareza que a comunhão possa ser distribuída a quem vive como marido e mulher com alguém que não é seu marido ou sua mulher. 

Como seria de esperar, a palavra “misericórdia” percorre todo o texto. Sublinha-se a ideia de não fechar portas a ninguém, que todos têm direito a ter tudo e mais alguma coisa. No entanto, criando uma comissão para estudar cada um dos casais, forçosamente chegar-se-á à conclusão que apenas alguns cumprem os requisitos criados por D. Manuel Linda para poderem ter acesso aos sacramentos. Isto quer dizer que muitos casais serão “excluídos”, “discriminados”, “não acolhidos” porque lhes vão ser “negados” os sacramentos. Onde fica a “misericórdia” em todos esses casos? Primeiro cria-se a ideia de que todos têm direito a receber os sacramentos, façam o que fizerem, porque caso contrário seriam discriminados. Depois, cria-se um processo para perceber quem pode ou não receber os sacramentos. Não deixa de ser irónico.

É preciso dizer que não está em causa a dignidade de nenhuma dessas pessoas nem qualquer julgamento em relação a elas. Mas é o seu estado de vida, público e notório, que contradiz directamente a Lei de Deus, e, portanto, não permite que possam comungar. Aliás, comungar não ajudaria em nada à salvação da sua alma, muito pelo contrário.

Deus quis o casamento como uma união perpétua. Não fomos nós que quisemos, foi Ele, na Sua infinita Sabedoria e Bondade. Quem somos nós para nos julgarmos mais do que Deus?

João Silveira


blogger

domingo, 7 de abril de 2019

Vivo habitualmente na Graça de Deus?

Vivo habitualmente na graça de Deus?

E se alguma vez, por desgraça, cometi algum pecado grave, tive pressa em varrê-lo da minha alma com uma confissão sincera e dolorosa, e ainda antes com um acto de contrição perfeita?

Sou cuidadoso em evitar os pecados veniais, e em purificar-me dos que, por fragilidade, vou cometendo, empregando para isso os meios que a Igreja põe à minha disposição: o sinal da cruz com água benta, a bênção do sacerdote, o Pai-Nosso, um beijo num crucifixo, um acto de amor a Deus?

Mons. Eugénio Beccegato in 'Meditações'


blogger

Imagens e Crucifixos cobertos no 5º Domingo da Quaresma?

Por que razão se tapam as imagens a partir do quinto Domingo da Quaresma? 

Tradicionalmente, as duas semanas do tempo "da Paixão" começam no quinto Domingo da Quaresma. A primeira semana é a Semana da Paixão e a segunda semana é a Semana Santa.

A leitura tradicional do Evangelho para este Domingo foca-se no ódio crescente das autoridades judaicas contra Cristo. Acusam-nO de ser um samaritano, de fazer feitiços, de blasfémia e de estar possuído por Satanás. Não pensam em Cristo como "um bom mestre". Julgam que é um agente demoníaco.

A antiga leitura do Evangelho no Primeiro Domingo da Paixão (o quinto Domingo da Quaresma) do capítulo oitavo do Evangelho de S. João acaba com estas palavras Então pegaram em pedras para lhe atirarem; mas Jesus ocultou-se, e saiu do templo, passando pelo meio deles, e assim se retirou". (Jo 8, 59)

De acordo com Santo Agostinho, neste momento quando "Jesus se ocultou", Cristo ficou de facto invisível devido à Sua natureza divina. Santo Agostinho escreve:
"Ele não se esconde a Si mesmo num canto do templo, como se tivesse medo, ou a correr para uma casa, ou desviando-se para trás de uma parede ou coluna: mas pelo Seu Poder Divino, fazendo-se a Si mesmo invisível, passa pelo meio deles."
Para ajudar a exprimir este mistério, as estátuas e imagens Católicas são tapadas com véus roxos desde as Vésperas do fim de tarde antes do Domingo da Paixão. Jesus "esconde-Se a Si mesmo".

As estátuas permanecem cobertas até ao Glória de Sábado Santo. Este é o momento em que acaba o jejum da Quaresma e começa a glória da Páscoa. Este desvelar revela Cristo que se revelou a si mesmo como ressuscitado e vitorioso.

Também é um costume piedoso para os leigos Católicos cobrirem com véus roxos as imagens e estátuas de casa durante a época da Paixão.

A nossa Fé Católica é tão rica! Assegurem-se que ensinam aos vossos filhos e netos estas tradições antigas e bonitas!

Taylor Marshall


blogger