domingo, 31 de dezembro de 2017

A coisa mais extraordinária do mundo

"A coisa mais extraordinária do mundo é um homem comum, a sua mulher comum e os seus filhos comuns." G.K. Chesterton


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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

No Natal festejamos um triplo nascimento

No Natal festejamos um triplo nascimento. O primeiro e mais sublime nascimento é o do Filho único, gerado pelo Pai celeste na essência divina, na distinção de Pessoas. O segundo nascimento foi o que aconteceu de uma mãe que, na sua fecundidade, manteve a pureza absoluta da sua castidade virginal. O terceiro é aquele pelo qual, todos os dias e a toda a hora, Deus nasce em verdade, espiritualmente, pela graça do amor, numa alma boa.

Para este terceiro nascimento, não deve haver em nós senão uma procura simples e pura de Deus, sem mais nenhum desejo de ter como próprio seja o que for, com a vontade única de Lhe pertencer, de Lhe dar lugar da forma mais elevada e mais íntima, para que Ele possa realizar a Sua obra e nascer em nós sem Lhe colocarmos qualquer obstáculo. É por isso que Santo Agostinho nos diz: «Esvazia-te para que possas ser preenchido; sai para que possas entrar» e ainda: «Alma nobre, nobre criatura, porque procuras fora de ti o que está em ti todo inteiro, da maneira mais verdadeira e mais manifesta? E, uma vez que és participante da natureza divina, que te importam as coisas criadas e que fazes tu com elas?» 

Se o homem preparasse assim um lugar dentro de si mesmo, Deus ver-Se-ia, sem qualquer dúvida, obrigado a preenchê-lo completamente; se não, o céu romper-se-ia se fosse preciso para preencher esse vazio. Deus não pode deixar as coisas vazias; seria contrário à Sua natureza, à Sua justiça. 

É por isso que te deves calar; então o Verbo desse nascimento, a Palavra de Deus, poderá ser pronunciada em ti e tu poderás ouvi-la. Mas tens de compreender que, se tu queres falar, Ele tem de Se calar. A melhor maneira de servir o Verbo é calar e ouvir. Se, portanto, saíres completamente de ti mesmo, Deus entrará por inteiro em ti; na medida em que saíres, Ele entrará, nem mais nem menos.

Jean Tauler in Sermão para o Natal


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terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Missa do Galo em Roma

A Tradicional Missa na meia-noite de Natal, conhecida como Missa do Galo, foi celebrada com grande solenidade na igreja Trinità dei Pellegrini, em Roma.











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A história do Natal



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segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

História de um Natal diferente

O Natal, na sua versão comercial, é uma história muito sentimental, cheia de paz, de amor e de anjinhos rechonchudos, tocando harpa e cantando hossanas. Mas não foi assim há 2017 anos…

Quando ouvimos falar do Natal, é-nos sempre contada a mesma história romântica. Fala-se de Jesus bebé e do casal maravilha, Maria e José. Referem-se a vaquinha e o burrinho, com diminutivos que fazem ainda mais ternurenta a cena. Os misteriosos magos, vindos do Oriente, dão uma nota de fantasia, digna de uma megaprodução da Disney, enquanto a adoração dos pastores introduz uma nota ecológica, muito politicamente correcta, pois funde no mesmo amor o culto ao Deus-menino e a devoção pela natureza.

Esta é, por assim dizer, a versão comercial do Natal: uma história sentimental, cheia de paz, de amor e de anjinhos rechonchudos, tocando harpa e cantando hossanas. Mas esta não é toda a história do que aconteceu há aproximadamente 2017 anos …

De facto, quando Herodes soube do nascimento do Rei dos Judeus, título messiânico a que era inerente a realeza de Israel, decidiu eliminar o alegado usurpador. Ao não saber o seu paradeiro, mandou matar todos os recém-nascidos em Belém de Judá. Jesus não pereceu porque fugiu antes, com Maria e José, para o Egipto, onde ficaram algum tempo. Mas houve crianças que foram assassinadas nessa ocasião e, como morreram por Cristo, a Igreja venera-as como mártires.

Não se sabe ao certo o número das vítimas da fúria assassina do tirano, mas é de crer que foram bastantes: quase todos os que tinham nascido em Belém, naqueles dois últimos anos. José e Maria só salvaram Jesus, porque não souberam, nem puderam prevenir, a matança dos santos inocentes. A horrível morte daquelas crianças tingiu, com sangue infantil, o mistério do Natal.

Também agora, o Natal tem uma vertente dramática, muitas vezes ocultada nesta quadra festiva. O Evangelho, citando palavras de Jesus na iminência da sua paixão e morte na cruz, fala da alegria do nascimento de uma criança: “A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque chegou a sua hora; mas, quando deu à luz um filho, já não se lembra da sua aflição, com a alegria de ter vindo um homem ao mundo” (Jo 17, 21). Mas, que acontece quando essa criatura não é sã e escorreita?!

O hedonismo moderno apropriou-se do ódio de Herodes e, todos os anos, ceifa a vida de milhares de crianças deficientes. Há países em que esses bebés já não nascem, porque a sua morte é provocada antecipadamente, por via do aborto dito terapêutico. Nas nações em que a eutanásia foi aprovada, também se pratica a selectiva eliminação dos recém-nascidos com malformações. Talvez aqueles que, num momento de desespero, decidem pôr termo à vida inocente de uma criança descapacitada, antes ou depois do seu nascimento, tenham alguma atenuante, não obstante a gravidade desse acto homicida. Mas os pais que, cientes das anomalias do filho em gestação, o acolhem com amor são, por regra, verdadeiros heróis.

Há quem pense que há egoísmo nessa atitude, porque até para o próprio menor seria preferível abreviar a sua sofrível existência. Claro que, se assim fosse, todas as vidas concebidas seriam, em nome dessa suposição, também elimináveis, porque ninguém pode garantir, à partida, que uma nova vida, física e psiquicamente normal, vai ser sempre isenta de sofrimento. Na realidade, a única forma eficaz de evitar a dor é pela eliminação da pessoa porque, onde há vida, há sempre essa possibilidade.

Por outro lado, uma pessoa incapacitada não é, necessariamente, desgraçada. Não obstante as suas penosas circunstâncias, se for amada pelos seus pais e demais familiares, estas crianças também podem ser felizes nesta vida. Mas, mesmo que a sua infelicidade fosse pela própria sofrida e consciencializada, nada nem ninguém está legitimado para suprimir a sua existência. Com efeito, a morte provocada de um ser humano inocente, mesmo que doente, é sempre um assassinato, que gravemente ofende a Deus e fere um dos princípios mais sagrados da sã convivência social.

O meu amigo Paulo e a sua mulher sofreram um terrível abalo quando souberam, pela ecografia, que a sua última filha padecia a síndrome de Down. O nascimento da Gracinha foi, contudo, um momento de felicidade, ainda que toldado pela apreensão causada pela deficiência. Mais tarde, quando começou a manifestar-se a sua personalidade, evidenciou-se a sua extrema afectividade e, até, a sua alegria.

Os pais perceberam então que aquela filha não era uma maldição de Deus, nem um castigo, mas um dom e uma bênção: se Deus lhes tinha dado aquele ser particularmente carente, era porque neles depositava uma enorme confiança. Quando uns pais se ausentam durante uma temporada e, por isso, têm que distribuir a prole por famílias amigas, confiam o mais necessitado ao casal que mais prezam. Assim faz Deus também, distinguindo os pais a quem concede esta graça.

Por exigências profissionais, o Paulo teve que viver uns tempos no estrangeiro, para onde não pôde levar a família. No seu pequeno apartamento tinha, logo à entrada, uma só fotografia: a da sua filha mais nova. Ao fim do dia, ao chegar a casa, não lhe pesava o cansaço nem a solidão porque, ao olhar para aquele retrato, sentia-se acompanhado por aquela que era, sem exagero, a alegria da família. Aliás, quando vinha a Portugal, para estar com a mulher e os filhos, a Gracinha era sempre a que mais festa lhe fazia.

Não foi em vão que morreram os santos inocentes: a sua morte por Cristo foi o seu triunfo e, por isso, a Igreja festeja-os como protomártires do Cristianismo. Também eles são Natal porque, quando o Filho de Deus nasceu para o mundo, eles nasceram para a eternidade. Quero crer que, no Céu, há uma glória especial para estes filhos predilectos de Deus, mas também para os seus pais, irmãos e para quantos os acolheram com a mesma ternura e amor com que Maria e José receberam Jesus! Santo Natal!

Pe. Gonçalo Portocarrero in Observador


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sábado, 23 de dezembro de 2017

A prodigiosa Schola Cantorum de rapazes em Brompton Oratory



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Papa Francisco confirma Monsenhor Marini como mestre de cerimónias

Mons. Guido Marini foi confirmado como mestre de cerimónias pontifícias pelo Papa Francisco. A confirmação surgiu depois de alguns sites e vaticanistas terem avançado que o mandato de Mons. Marini não seria prolongado por mais 5 anos, depois de ter chegado ao fim em Outubro passado. 

Pelos vistos esses rumores não se confirmam e Mons. Marini continuará a fazer o trabalho que tão bem tem feito desde que foi nomeado pelo Papa Bento XVI, no dia 1 de Outubro de 2007, há mais de 10 anos.

Começou por colocar sempre uma cruz no altar onde o Papa celebrava. Isto fez com que algumas paróquias também o fizessem. Estabeleceu que antes das Missas do Papa se rezasse o Terço, para que as pessoas entrassem em ambiente de oração. O mesmo aconteceu na sacristia papal, onde impôs como obrigatório o silêncio e a oração.

Pessoalmente sempre foi um homem de uma grande humildade, isto é confirmado por todos os que tiveram a oportunidade se cruzar com ele. Obrigado, Mons. Marini!


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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Cardeal Burke celebra Missa Gaudete nos Estados Unidos

O Cardeal Raymond Burke foi convidado para celebrar a paróquia de Todos os Santos, em Minneapolis. Assistiram em coro o Arcebispo  Hebda e o Bispo Cozzens. A música litúrgica foi a Missae Papae Marcelli, de Palestrina.
















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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O casamento é um compromisso para a vida



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Fica muito bem ensinar desde que se pratique o que se ensina

Cuidai de vos reunirdes com mais frequência para oferecer a Deus a vossa eucaristia, as vossas acções de graças e os vossos louvores. Por vos reunirdes frequentemente, enfraqueceis as forças de Satanás e o seu poder pernicioso dissipa-se perante a unanimidade da vossa fé. Haverá algo melhor do que a paz, esta paz que desarma todos os nossos inimigos espirituais e carnais?

Não ignorareis nenhuma destas verdades, se tiverdes por Jesus Cristo uma fé e uma caridade perfeitas. Estas duas virtudes são o princípio e o fim da vida: a fé é o seu princípio, a caridade, a sua perfeição; a união das duas, o próprio Deus; todas as outras virtudes as seguem em procissão para conduzir o homem à perfeição. A profissão da fé é incompatível com o pecado e a caridade com o ódio. «É pelos frutos que se conhece a árvore» (Mt 12,33); da mesma forma, é pelas suas obras que se reconhecem os que fazem profissão de pertencer a Cristo. Pois, neste momento, não basta fazermos profissão da nossa fé, mas temos efectivamente de a pôr em prática com perseverança, até ao fim.

Mais vale ser cristão sem o dizer, do que dizê-lo sem o ser. Fica muito bem ensinar, desde que se pratique o que se ensina. Nós temos, portanto, um só Mestre (Mt 23,8), Aquele que «disse, e tudo foi feito» (Sl 32,9). Mesmo as obras que realizou em silêncio são dignas do Pai. Aquele que compreende verdadeiramente a palavra de Jesus também é capaz de ouvir o seu silêncio; será então perfeito: agirá através de sua palavra e manifestar-se-á pelo seu silêncio. Nada escapa ao Senhor; até os nossos segredos estão na sua mão. Façamos portanto todas as nossas acções com o pensamento de que Ele habita em nós; desse modo, seremos templos seus, e Ele será o nosso Deus, que habitará em nós. 

Santo Inácio de Antioquia in Carta aos Efésios, §§ 13-15 (trad. coll. Icthus, vol. 2, p. 80)


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terça-feira, 19 de dezembro de 2017

"Presépio" do Santuário de Fátima escandaliza fiéis

A reitoria do Santuário de Fátima decidiu colocar este "Presépio" na Basílica do Santuário, no ano do Centenário das Aparições. A evidente falta de beleza destas figuras gerou uma onda de protestos na página do Santuário e um pouco por toda a internet. Será muito difícil perceber que isto é horrível e uma ofensa à Sagrada Família? Quem dirige o Santuário de Fátima parece não conseguir ver o que todos nós vemos.

Estes objectos estranhos juntam-se à longa lista de obras de "arte sacra" desastrosas que têm preenchido o Santuário de Fátima, tornando-o cada vez mais num lugar feio e sem sinais do Sagrado. Gastar as doações dos peregrinos, muitos deles pobres, nestas coisas hediondas é uma ofensa grave e uma prova de gestão danosa no Santuário de Fátima. Até quando se prolongará este pesadelo sem qualquer acção da Conferência Episcopal Portuguesa ou da Santa Sé? 

João Silveira


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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Algumas Missas Rorate neste Advento

A Missa Rorate é uma Missa celebrada em honra de Nossa Senhora, exclusiva do Advento. É celebrada durante a noite, normalmente antes do nascer do sol, e com bastantes velas.

Minneapolis


Baltimore



Calgary


Lincoln







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domingo, 17 de dezembro de 2017

Parabéns Papa Francisco: 81 anos!

V. Orémus pro beatíssimo Papa nostro Francisco.
R. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum,
et beátum fáciat eum in terra,
et non tradat eum in ánimam inimicórum eius.

V. Oremos pelo nosso beatíssimo Papa Francisco.
R. Que o Senhor o conserve e vivifique, 
que o faça feliz na Terra, 
e não o entregue nas mãos dos seus inimigos.


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Château de Maintenon​ (França)



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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

A imagem de Nossa Senhora de Fátima visitou o Padre Pio

No ano de 1959 a imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima visitou várias cidades italianas. No dia 6 de Agosto essa graça coube a San Giovanni Rotondo, onde vivia o Padre Pio. A visita estava inicialmente marcada para Foggia, mas, não se sabe por quê, os planos mudaram e o destino foi a localidade onde se encontrava Padre Pio.  O santo estava bastante doente e temia-se que não conseguisse acolher a Virgem de Fátima. 

Porém, juntando todas as suas forças, Padre Pio conseguiu descer à igreja para dar um beijo emocionado à imagem da sua querida Mãe. O santo de Pietrelcina ofereceu ainda um Terço de ouro. Na fotografia podemos ver Padre Pio a colocar o Terço nas mãos de Nossa Senhora. A luva que usava para esconder os estigmas, as chagas de Nosso Senhor, é inconfundível. De reparar também que Padre Pio precisa que alguém lhe segure no braço, tal a sua debilidade física nesse momento.

Nossa Senhora de Fátima haveria de fazer ali mais um milagre, de tal modo que o Padre Pio, depois da visita, ficou completamente restabelecido, chegando a dizer que nunca se tinha sentido com tanta saúde.

Este ano, quase 50 anos depois, no ano de Centenário das Aparições de Fátima, a imagem peregrina voltou a San Giovanni Rotondo e visitou as relíquias do Santo franciscano. Podemos ver aqui as honras com que a imagem foi recebida no heliporto de San Giovanni Rotondo.


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"Ir à Missa é como ir ao Calvário" Papa Francisco




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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A primeira Missa Solene de um novo sacerdote

O Padre Nicolas Télisson foi ordenado sacerdote da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro no passado dia 18 de Novembro. Celebrou há poucos dias em Bourges a sua primeira Missa Solene.










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