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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Como receber e usar o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

No dia 16 de Julho de 1251, Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e disse:

"Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma protecção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno."

Qualquer pessoa pode usar o Escapulário, reduzido a um pequeno pedaço de pano. Deve, no entanto, rezar diariamente orações marianas, como por exemplo 3 Avé Marias antes de dormir, pela santa pureza.

Como receber e usar o Escapulário

1 - Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário.

2 - Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez.

3 - Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo.

4 - Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção.

5 - Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme.

6 - Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora.

7 - Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote.

Em 1910, São Pio X concedeu a permissão para se usar uma medalha de metal, devendo ter em uma das faces o Sagrado Coração e na outra a Santíssima Virgem. Deve ser levada ao pescoço ou de outra maneira conveniente, ganhando-se com o seu uso quase todas as indulgências e privilégios concedidos aos pequenos escapulários. O Santo Papa desse modo quis atender aos apelos dos missionários de zonas tórridas em favor dos nativos, porquanto os pedaços de lã dos escapulários ficavam logo em condições intoleráveis devido ao intenso calor, às vezes sendo ninho de vermes. 

Porém, para se gozar todos os privilégios, é necessário que se tenha recebido a bênção e a imposição do escapulário de lã. Ao contrário do que se dá com o escapulário de lã, no qual basta só o primeiro ser bento, cada medalha-escapulário que se troca precisa ser benta. A recepção deve ser feita com o escapulário de tecido. 

O Papa Pio XI, por decreto (1925), aprovou o escapulário protegido por plástico ou outro material qualquer; mas o escapulário tem que ser de lã.

in Pale Ideas


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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Quinta-Feira da Ascensão - Cante Alentejano

Moda alentejana dedicada a esta Quinta-Feira em que a Igreja sempre celebrou a Ascensão de Nosso Senhor aos Céus, 40 dias depois da Páscoa e 10 dias antes do Pentecostes.
Venho-lhe dar um raminho
Colhido da própria planta
Para me dares amêndoas
Quando for Sexta-Feira Santa

Quinta-Feira da Ascensão
Saem as moças pro campo
De vestido cor-de-rosa
No chapéu um laço branco

No chapéu um laço branco
Com um raminho na mão
Vêm as moças do campo
Quinta-Feira da Ascensão

Oliveira à luz divina
O trigo simboliza o pão
Alecrim: saúde e força
Paz e amor no coração

Quinta-Feira da Ascensão
Saem as moças pro campo
De vestido cor-de-rosa
No chapéu um laço branco

No chapéu um laço branco
Com um raminho na mão
Vêm as moças do campo
Quinta-Feira da Ascensão


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domingo, 4 de janeiro de 2026

Festa do Santíssimo Nome de Jesus

O próprio Deus revelou o Nome a ser imposto ao Verbo Encarnado, para significar a sua missão de Salvador do género humano. É um nome grande e eterno, poderoso e terrível, vitorioso e misericordioso, o único que nos pode salvar. É melodia para o ouvido, cântico para os lábios e alegria para o coração... “Ilumina, conforta e nutre; é luz, remédio e alimento” (São Bernardo).

A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, já arraigada na Igreja desde o seu início, foi pregada e inculcada de modo particular por São Bernardo, por São Bernardino de Sena (Franciscano) e pelos Franciscanos, os quais difundiram pequenos quadros trazendo as letras do Nome de Jesus.

História e significado do Santo Nome

No caminho para a capela na qual São Filipe orava, em Monte Spaccato, percebem-se algumas inscrições reproduzidas na pedra ao lado do atalho: círculos com a inscrição YHS. Elas foram reproduzidas pelo próprio São Bernardino, pois era sua missão proclamar o Nome de Jesus, e foi daquela forma que ele abreviou o Nome Santo, embora outros o tenham substituído pela forma mais familiar IHS. 

O nome “Jesus Cristo” foi-nos dado em grego, e pode ser escrito em letras maiúsculas gregas deste modo: IHCOYC XPICTOC Durante séculos, a forma padrão de abreviar este nome foi usar simplesmente a primeira e a última letras, IC XC, como se encontra na maioria dos ícones orientais. São Bernardino, no começo do século XV, mudou tudo, escolhendo usar as duas primeiras letras com a última, portanto IHC e XPC. A letra grega “c” é na verdade um “s”, então era natural escrever IHS XPS, forma na qual o Nome Santo se tornou muito familiar. 

Mas por que São Bernardino quis inserir o “h” (que é, na verdade, um “e”)? E por que mudar o “i” em “y”, uma letra não usada em italiano nem em latim? A resposta é que estudiosos cristãos cabalísticos deram atenção ao facto de que o Nome de Jesus, na sua forma original hebraica, contém as quatro letras no Nome Impronunciável de Deus revelado no Antigo Testamento. Com o acréscimo de duas letras hebraicas extras, torna-se pronunciável o Nome Impronunciável. O Nome revelado a Moisés no Êxodo (Ex 3) é apropriadamente escrito apenas com consoantes, YHWH. De acordo com uma tradição de 3.000 anos, não é permitido tentar pronunciá-lo, e ninguém realmente saberia como fazê-lo, mesmo se pudesse ser feito. Isso porque o Nome, YHWH, não é simplesmente um nome como outro qualquer: ele tem um significado, que é: o nosso Deus é Aquele que É, o único Ser essencial, o “fundamento do nosso ser”. 

Nós apenas existimos por causa Dele. O Nome Inefável expressa que: Ele É e Ele Será. Revelando o Seu Nome a Moisés, Deus revelou algo absolutamente essencial sobre Ele e sobre a Sua relação com o Seu povo. Os deuses de outras nações têm nomes comuns como qualquer pessoa, Moloch ou Astarte, Diana ou Baco. Estes nomes dizem-nos algo sobre as pessoas que os usam, mas não muito... São realmente nomes comuns que muitas pessoas poderiam usar, o próprio São Paulo mesmo enumerou um Apolo e um Dionísio entre seus amigos.

O Nome de Deus é diferente. Mas, o Nome tornou-se um nome humano, pelo acréscimo das letras hebraicas ‘shin’ e ‘ain’ às quatro originais, produzindo Yehoshuwah; a forma hebraica do nome que conhecemos por JESUS. Assim o Nome Divino se torna um nome humano, o inacessível e impronunciável se torna próximo e familiar. Assim Deus se torna um de nós, e o Nome realmente é “Emanuel – Deus connosco”.

A São José é dado o tremendo privilégio de Lhe dar o Nome: “Ela dará a luz um filho e tu lhe porás o nome de Jesus”. Assim fazendo, São José transfere para a criança a plenitude da rica herança de Israel, tornando Nosso Senhor o herdeiro de todos os nomes que lemos nas genealogias de Mateus e Lucas.

O Nome é dado novamente por Pôncio Pilatos, pela forma hebraica da inscrição na Cruz, usando as quatro letras do Nome Divino como as iniciais das quatro palavras: Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus: Yeshu Ha-Nozri, WaMelek Ha Yehudim. Não é de se admirar que os chefes dos sacerdotes tivessem ficado tão preocupados com tal inscrição! (Jo 19,19-22) Pois Pilatos, de improviso, escreveu – e para todo o mundo ver! – que o seu galileu crucificado é o Deus eterno, o Criador, assim como o Redentor do Mundo! A devoção Nós não podemos pronunciar o Nome do Êxodo, mas nós podemos, e devemos, pronunciar o Nome de Jesus, como São Paulo e todos os escritores espirituais subsequentes enfatizaram.

São Bernardino de Sena, como todos os grandes pregadores, não estavam a ensinar algo novo, mas lembrar aos seus ouvintes o que eles já deveriam ter plena consciência. Ao pregar, ele costumava segurar uma pequena prancheta de madeira, na qual o monograma IHS que ele privilegiava, era circundado por doze raios de luz, e ele encorajava “cada joelho a se dobrar” perante o monograma. A devoção ao Nome Santo espalhou-se pela Europa com rapidez surpreendente. Em 1432, o Papa Eugénio IV emitiu uma Bula promovendo a devoção ao símbolo IHS escrito.

A devoção popular levou à composição de um Ofício do Nome Santo, e ao estabelecimento de um dia comemorativo.

Em Camaiore di Luca (Itália) começou-se a celebrar a festa, depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530) e sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721), estendida a toda a Igreja.

O dia da festa variou através dos séculos, mas muitos o lembram como o domingo depois do Natal, até 1969, quando foi suprimido. O Santo Padre João Paulo II, na mais recente edição do Missal Romano, restabeleceu a Festa do Santíssimo Nome de Jesus no dia 3 de Janeiro.

Para os Franciscanos esta devoção continua muito forte. Em muitos conventos, pelo mundo fora, se vê nas portas das "celas" - quartos - cópias destas placas difundidas por s. Bernardinho de Sena e depois "aproveitadas" pela Companhia de Jesus na sua missão evangelizadora.

Termino com palavras, à guiza de oração - do próprio S. Bernardino de Sena:

"Ó nome glorioso, gracioso, amoroso e animoso! Por ti se perdoam todos os pecados, se vence o inimigo, se curam os enfermos e nas adversidades se encorajam e consolam os que sofrem. Tu és a glória dos que crêem, o mestre dos que pregam, a força dos que trabalham, o remédio dos que estão em necessidade.

Ao calor e fervor do teu fogo, os bons desejos encandescem; as orações que se fazem têm bom despacho; as almas contemplativas se arroubam; e sumamente se alegram os que já triunfam no paraíso. Com os quais, por este vosso santíssimo Nome, fazei que reinemos, ó dulcíssimo Jesus."

O mês de Janeiro é dedicado ao Santo Nome de Jesus. Através dessa devoção, a Igreja recorda-nos o poder do Nome de Cristo. A oração abaixo deve ser dita como uma devoção, e esperança de obter graças pelos méritos de Jesus, pode ser rezada enquanto executamos nossas tarefas automáticas, para evitar pensamentos inutéis é bom criar o habito da oração e adoração.

in Pale Ideas


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domingo, 5 de janeiro de 2025

Dia do Santíssimo Nome de Jesus

"Deram-lhe o nome de Jesus" (Lc 2, 21)

Ainda que seja inefável o nome santíssimo de Jesus que foi imposto na Circuncisão a Cristo Senhor, Redentor do género humano, todavia para não nos calarmos completamente em tão grande solenidade, alguma coisa apresentaremos em louvor e glória de tão grande nome, diante do qual "todo o joelho se dobra nos Céus, na Terra e nos Infernos" (Fil 2, 10). Porque tão grande é a consolação da alma que se alegra em Cristo, que a pobreza se torna como riquezas, a aspereza como delícias e a vileza como honras, e pelo seu nome todos os suplícios se fazem para eles doces.

Na verdade, diz-se por causa deste nome: "Saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do nome de Jesus" (Act 5, 41). Portanto, se mergulha na tua mente o negrume da tristeza, se está eminente uma grave e violenta tempestade, se as costas do mar ribombam com terrível e honroso mugido, se são batidas as praias do oceano, e se também a nau está invadida pelas ondas, invoca Jesus, que se julga estar a dormir nas navios, mas é um Jesus que nem dorme nem dormita; e com toda a fé diz-lhe: "Levanta-te, Senhor Jesus".

Oh nome de Jesus exaltado acima de todo o nome, oh gozo dos Anjos, oh alegria dos justos, oh pavor dos condenados: em Vós está a esperança de qualquer perdão, em Vós toda a esperança da indulgência, em Vós toda a expectativa de glória. 

Oh nome dulcíssimo, Vós dais o perdão aos pecadores, renovais os costumes, encheis os corações de doçura divina. Oh nome desejável, nome admirável, nome venerável, Vós, nome de rei Jesus, assim levantais ao mais alto dos céus os espíritos, que todos os que principiam a ter devoção a este nome, graças a ele encontram a glória e a salvação, por Jesus Cristo nosso Senhor.

São Bernardino de Sena (grande promotor da devoção ao Santíssimo Nome de Jesus)


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sexta-feira, 3 de janeiro de 2025

Homenagem dos pastores ao Menino Jesus: uma antiga tradição em Espanha

Não se sabe exactamente quando começou esta tradição, as primeiras referências escritas datam do século XV, embora se acredite que remonte ao século XIII. Na noite de Natal, os pastores dirigem-se à igreja para oferecer o melhor cordeiro do seu rebanho ao Menino Jesus.

Ao lado, os músicos com instrumentos rudimentares e artesanais: um tambor, pandeiretas, zambombas, o pilão e um xilofone de osso chamado carreñuelas.

Vídeo filmado em 1956 na igreja de São Vicente, em Braojos (Espanha).
Publicado no youtube por TradOrganist.


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segunda-feira, 12 de agosto de 2024

Cordão de Santa Filomena

Esta piedosa prática nasceu espontaneamente entre os devotos de Santa Filomena. Teve a aprovação da Sagrada Congregação dos Ritos, em 15 de Setembro de 1883, e depois do Papa Leão XIII, que a enriqueceu com numerosas indulgências a 4 de Abril de 1884.

Consiste em trazer junto ao corpo (cintura ou pulso) um cordão feito de lã, linho ou algodão de cores branca e encarnada, proporcionalmente, que indicam a pureza e o martírio de Santa Filomena. Nele deverão ser feitos 3 nós em honra da Santíssima Trindade e deverá ser benzido por um sacerdote antes de ser usado.

Esta devoção, muito usual entre os devotos de Santa Filomena, destina-se a pedir a protecção da Santa a favor da própria pessoa e dos seus familiares.

O uso do Cordão foi um dos vários meios pelos quais ela foi venerada e a sua protecção assegurada. Muitos devotos trazem-no na cintura ou, então e desde há vários anos, optam por usar um pequeno Cordão no pulso. Inúmeros milagres se têm operado e milhares de curas se alcançaram através do cordão Bento de Santa Filomena.

Os devotos que o trazem consigo devem recitar todos os dias a seguinte oração:

“SANTA FILOMENA, VIRGEM E MÁRTIR, ROGAI POR NÓS PARA QUE POSSAMOS OBTER ESSA PUREZA DE ESPÍRITO E DE CORAÇÃO QUE CONDUZ AO PERFEITO AMOR DE DEUS”. AMÉN.

Pe. Henrique Maçarico


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segunda-feira, 1 de julho de 2024

Solenidade do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo

Julho é o mês dedicado ao Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. O dia 1 de Julho é o dia da Solenidade do Sangue de Cristo. 

No decurso dos séculos, a piedade cristã para com Nosso Senhor Jesus Cristo tem-se manifestado através de três devoções aprovadas pela Igreja intimamente ligadas entre si: ao Seu Santo Nome, ao Seu Coração Sagrado e ao Seu Preciosíssimo Sangue, derramado para a remissão dos pecados de todo o género humano, por ocasião da Paixão e Morte de Jesus e atravessando a História até hoje com a Sua presença real no Sacramento da Eucaristia. 

Foi no XIX, que São Gaspar Del Búfalo empreendeu grande campanha na propagação dessa devoção, cujo reconhecimento pela Sé Apostólica permitiu a composição da Missa e ofício próprio por ordem do Papa Bento XIV. Posteriormente, por decreto do Papa Pio IX, a devoção foi estendida à toda Igreja. Por isso, até hoje São Gaspar é reconhecido pela Igreja Católica como o "Apóstolo do Preciosíssimo Sangue". 

Em 1848, o Papa Pio IX foi expulso de Roma pelas forças revolucionárias. No ano seguinte, os exércitos franceses permitiram-lhe voltar à Cidade Eterna a 1 de Julho. Invocando e dando graças pelo sangue derramado por Jesus por amor aos homens de todos os tempos, o Sumo Pontífice criou esta festa, situando-a no dia em que lhe foi possível voltar a Roma. São Pio X alargou a festa à Igreja Universal. Nos nossos dias é celebrada solenemente em algumas congregações religiosas. 

A devoção ao Preciosíssimo Sangue pode e deve manifestar-se: 

1- Venerando-O no Santíssimo Sacramento, principalmente no momento da Elevação do Sagrado Cálice, na Santa Missa. 

2- Recebendo-O na Sagrada Comunhão, mesmo só sob as espécies de pão, pois, o Sangue divino está indissoluvelmente unido ao Corpo de Cristo no Sacramento da Eucaristia. Desta maneira, os fiéis que dele se aproximarem dignamente receberão os mais abundantes frutos da redenção, da ressurreição e da vida eterna que o Sangue derramado por Cristo, sob o impulso do Espírito Santo, por todo o género humano. 

3- Honrando-O com especiais orações e com a Ladainha, principalmente durante o mês de Julho.

in Pale Ideas


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sexta-feira, 24 de maio de 2024

A Europa precisa novamente de Nossa Senhora Auxiliadora

Nossa Senhora Auxiliadora é uma das formas de devoção da Virgem Maria, que remonta à vitória da Armada Cristã em 1571, comandada por Dom João da Áustria, que, invocando o auxílio da Virgem, afastou o perigo maometano da Europa. Em agradecimento, o Papa Pio V incluiu na ladainha o título de "Auxiliadora dos Cristãos".

A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi promulgada por Pio VII, no ano de 1816, logo que foi libertado do cativeiro a ele imposto por Napoleão Bonaparte.  

A DEVOÇÃO A MARIA AUXILIADORA

A devoção a Nossa Senhora Auxiliadora, começou em datas muito remotas, nascida no coração de pessoas piedosas que espalharam ao seu redor a devoção mariana. Assim, a Mãe de Deus foi sempre conhecida como condutora da felicidade de todo o ser humano. E Maria, sempre esteve junto ao povo, sobretudo do povo simples que não sofre as complicações que contornam e desfazem, muitas vezes, a vida humana, mas que é levado pelas emoções e certezas apontadas pela simplicidade do coração.

Em 1476, o Papa Sisto IV deu o nome de “Nossa Senhora do Bom Auxílio” a uma imagem do século XIV-XV, que havia sido colocada numa Capelinha, onde ele se refugiou, surpreendido durante o caminho, com um perigoso temporal. A imagem tem um aspecto muito sereno, e o símbolo do ‘auxílio’ é representado pela meiguice do Menino segurando o manto da Mãe.

Com o correr dos anos, entre 1612 e 1620, a devoção mariana cresceu, graças aos Barnabitas, em torno de uma pequena tela de autoria de Scipione Pulzone, representando aspectos de doçura, de abandono confiante, de segurança entre o Menino e a sua santa Mãe. A imagem ficou conhecida como “Mãe da Divina Providência”. Esta imagem tornou-se como que meta para as peregrinações de muitos devotos e também para muitos Papas e até mesmo para João Paulo II. Devido ao movimento cristão em busca dos favores e bênçãos de Nossa Senhora e de seu Filho, o Papa Gregório XVI, em 1837, deu-lhe o nome de “AUXILIADORA DOS CRISTÃOS”. O Papa Pio IX, pouco depois de ter sido eleito, também se inscreveu no movimento e, diante desta bela imagem, celebrou a Missa de agradecimento pela seu regresso do exílio de Gaeta. 

Mais tarde também foi criada a ‘Pia União de Maria Auxiliadora’, com raízes num bonito quadro alemão.

E chega o ano de 1815: Nasce aquele que será o grande admirador, grande filho, grande devoto da Mãe de Deus e propagador da devoção a Maria Auxiliadora, o Santo dos jovens: SÃO JOÃO BOSCO. Neste ano era também celebrado o Congresso de Viena e foi a época em que, com a queda do Império Napoleónico, começa a Reestruturação Europeia com restabelecimento dos reinos nacionais e das suas monarquias dinásticas 

Em 1817, o Papa Pio VII benzeu uma tela de Santa Maria e conferiu-lhe o título de “MARIA AUXILIUM CHRISTIANORUM”.

Os anos passaram e o rei Carlo Alberto foi a cabeça do movimento em prol da unificação da Itália, e ao mesmo tempo, os atritos entre Igreja e Estado, deram lugar a uma forte sensibilização política, com atitudes suspeitas para com a Igreja. E como não podia deixar de ser, D. Bosco, lutador e defensor insigne da Igreja de Cristo, ficou sendo mira forte do governo e foi até obrigado a fugir de alguns atentados. Sim, tinha de fato inimigos que não viam bem sua postura positiva a favor da Igreja e nem tão pouco a emancipação da classe pobre, defendida tenazmente pelo Santo.

Pio IX, então cabeça da Igreja, manifestou-se logo a favor de uma devoção pessoal para com a Auxiliadora e quando este sofrido Pontífice esteve no exílio, o nosso Santo lhe enviou 35 francos, recolhidos entre os seus jovens do oratório. O Papa ficou profundamente comovido com esta atitude e conservou uma grande lembrança deste gesto de afecto de D. Bosco e da generosidade dos rapazes pobres.

E continuam muitas lutas políticas, desavenças, lutas e rixas entre Igreja e Estado. Mas a 24 de Maio, em Roma, o Papa Pio IX preside uma grandiosa celebração em honra de Maria Auxiliadora, na Igreja de Santa Maria. E em 1862, houve uma grandiosa organização especificamente para obter da Auxiliadora, a protecção para o Papa diante das perseguições políticas que ferviam cada vez mais, em detrimento para a Igreja de Jesus Cristo.

Nestes momentos particularmente críticos, entre 1860-1862 para a Igreja, vemos que D. Bosco toma uma opção definitiva pela AUXILIADORA, título este que decide concentrar a devoção mariana por ele oferecida ao povo. E justamente em 1862, D. Bosco tem o “Sonho das Duas Colunas” e no ano seguinte seus primeiros acenos para a construção do célebre e grandioso Santuário de Maria Auxiliadora. E esta devoção à Mãe de Deus, desde então se expandiu imediata e amplamente. 

D. Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de AUXILIADORA. Pode-se afirmar que a invocação de Maria como título de Auxiliadora teve um impulso enorme com D. Bosco. Ficou tão conhecido o amor do Santo pela Virgem Auxiliadora a ponto de ser conhecida também como a "Virgem de Dom Bosco".

Escreveu o Santo: “A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso".

in farfalline.blogspot.pt


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sábado, 20 de abril de 2024

Ajoelhar-se é um acto estranho para a cultura moderna

Ajoelhar-se é um acto estranho para a cultura moderna – enquanto cultura que se afastou da Fé, e já não conhece Aquele diante do qual o estar de joelhos é a postura justa e necessária.

Quem aprende a crer aprende também a ajoelhar-se. Uma Fé ou uma Liturgia que já não conhece o ajoelhar-se tem o seu núcleo (o seu coração) doente. Nos lugares onde se perdeu, o acto de se ajoelhar deve ser recuperado.

Cardeal Ratzinger (Papa Bento XVI) in 'Introdução ao Espírito da Liturgia'


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quinta-feira, 18 de abril de 2024

O Papa Bento distribuía normalmente a comunhão de joelhos e na boca

Em 2009, sendo Bento XVI o Papa reinante, o Ofício das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice emitiu um documento no qual defende a comunhão de joelhos e na boca. Publicamos aqui a tradução das partes mais relevantes desse texto:

Desde o tempo dos Padres da Igreja, existiu uma tendência que foi sendo consolidada: a preferência de distribuir a Sagrada Comunhão na língua ao invés de distribui-la na mão. São duas as motivações para esta prática: 1) para evitar, tanto quanto possível, que partículas Eucarísticas possam perder-se (por ex: ficarem na mão depois de comungar, e até mesmo caírem no chão); 2) aumentar a devoção entre os fiéis na Presença Real de Nosso Senhor no Sacramento da Eucaristia.

São Tomás de Aquino também se refere à prática de receber a Sagrada Comunhão apenas na língua. Ele afirma que tocar no Corpo do Senhor é próprio, apenas, para o sacerdote ordenado.

Portanto, por vários motivos, entre os quais o Doutor Angélico cita o respeito pelo sacramento, escreve: "...como forma de reverência para com este Sacramento, nada o toque, apenas o que é consagrado (o sacerdote), uma vez que o corpo e o cálice são consagrados, também as mãos do sacerdote (o foram) para que tocasse nesse Sacramento. Por isso, não é lícito a ninguém tocá-lo, excepto por necessidade, por exemplo, se fosse cair sobre o chão, ou então em algum outro caso de urgência."(Summa Theologiae, III, 82, 3).

Ao longo dos séculos, o momento da Santa Comunhão sempre foi marcado com sacralidade e respeito, esforçando-se constantemente para desenvolver os melhores sinais externos que poderiam promover a compreensão deste grande mistério sacramental. Na sua solicitude amorosa e pastoral, a Igreja tem a certeza que os fiéis recebem a Santa Comunhão tendo no seu interior correctas disposições, entre as quais se destacam a disposição e a necessidade dos fiéis compreenderem a Presença Real d'Aquele que estão para receber. (ver: Catecismo do Papa Pio X, nn. 628 e 636). 

A Igreja ocidental estabeleceu o sinal de ajoelhar-se como um dos sinais de devoção adequado para os que vão comungar. Um ditado célebre de Santo Agostinho, citado pelo Papa Bento XVI no n. 66 da sua Encíclica Sacramentum Caritatis, ("O Sacramento do Amor"), ensina: "Ninguém come desta Carne sem primeiro adorá-la, podemos até pecar se não a adoramos" (Enarrationes in Psalmos 98, 9). Ajoelhar-se mostra e promove a adoração necessárias antes de receber Cristo Eucarístico.

A partir desta perspectiva, o então Cardeal Ratzinger assegurou que: "A comunhão só atinge a sua verdadeira profundidade quando é apoiada e rodeada por adoração" [The Spirit of the Liturgy (Ignatius Press, 2000), p. 90]. 

Por esta razão, o Cardeal Ratzinger afirmou que "a prática de se ajoelhar para a Santa Comunhão tem em seu favor uma tradição já antiga, e é um sinal particularmente expressivo de adoração, completamente apropriado, à luz da presença verdadeira, real e substancial de Nosso Senhor Jesus Cristo sob as espécies consagradas "[citado na carta "This Congregation" of the Congregation for Divine Worship and the Discipline of the Sacraments, July 1, 2002].


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quarta-feira, 10 de maio de 2023

A devoção perdida ao Santíssimo Sacramento

Quebec (Canadá), 1942. Sacerdote leva a Sagrada Comunhão a um doente e toda a Família se ajoelha para receber Nosso Senhor em sua casa. 


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domingo, 16 de abril de 2023

Quarta-Feira na Oitava da Páscoa: Bênção dos Agnus Dei

Hoje, Domingo de Pascoela, era o dia de distribuição dos Agnus Dei. Estes tinham sido benzidos na Quarta-Feira anterior. O Papa fazia-o, habitualmente, no primeiro ano de pontificado e, depois, de 7 em 7 anos.

O Agnus Dei é um antiquíssimo sacramental (talvez o mais antigo da Igreja), com referências históricas até pelo menos o séc. VI, feito da cera de Círios Pascais passados, tendo de um lado a imagem do Cordeiro de Deus, donde lhe vem o nome, e no reverso uma imagem pia. Um dos conhecidos efeitos associados a esta devoção é a protecção contra doenças e contra pestes e epidemias (algo que até nos parece apropriado, hoje).

Não se trata dum qualquer amuleto ao qual associamos superstição. Trata-se dum sacramental, cuja primeira função é lembrar-nos de Deus e do Seu lugar nas nossas vidas, podendo assim ser veículo de Graça, através das bênçãos concedidas ao Agnus Dei e das orações do Papa que o consagrou.

Como no Círio Pascal, a cera tipifica a carne virginal do Senhor, o cordeiro com a cruz a ideia da vítima oferecida em sacrifício e, como o sangue do cordeiro pascal protegeu cada casa do anjo da morte, também o propósito deste sacramental é proteger quem o tem de toda a influência maligna. Nas orações de bênção encontramos referência directa ao perigo das tempestades, da peste, dos incêndios, das cheias e ainda dos perigos a que as mulheres estão expostas na gravidez e parto.

Na imagem, o meu Agnus Dei (oferecido por um caro amigo), consagrado pelo Papa Leão XIII (tanto quanto se consegue perceber) em 1894.

PF


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segunda-feira, 6 de março de 2023

Urge recuperar esta devoção ao Santíssimo Sacramento

Dois fiéis ajoelham imediatamente na lama quando passa o sacerdote com o Santíssimo Sacramento (provavelmente para dar a Sagrada Comunhão a uma pessoa doente).


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sábado, 25 de fevereiro de 2023

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

A importância da Festa das Cinco Chagas no mundo português

No dia 13 de Fevereiro, no calendário tradicional, a Igreja celebra o culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e instituições. Camões, n' Os Lusíadas sintetiza (I, 7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo:

"Vede-O no vosso escudo, que presente
Vos amostra a vitória já passada,
Na qual vos deu por armas e deixou
As que Ele para si na Cruz tomou." 
(Os Lusíadas I, 7)

Esta é uma festa litúrgica portuguesa e do mundo português, que nos foi concedida pelos Romanos Pontífices, a partir do Papa Bento XIV. Entre os factos históricos dignos de menção pelo que respeita às lutas contra os mouros, merece referência especial o Fossado de Ladera em 1139 e, no mesmo ano, o realce particular dado pela História, entremeada com a lenda, à Batalha de Ourique, travada em 25 de Julho.

O Livro da Noa de Santa Cruz, de Coimbra, o Crónicon Lamecense e outros, relatam que, num lugar chamado Haulic ou Oric ou Ouric, se travou uma batalha entre portugueses comandados por D. Afonso Henriques e um exército de mouros comandados por Ismar ou Esmar ou Examare e mais quatro reis, tendo sido desbaratados os infiéis com graves perdas, depois de Jesus Cristo crucificado ter milagrosamente aparecido no Céu a abençoar os portugueses.

AS CINCO CHAGAS DE NOSSO SENHOR

De acordo com uma antiquíssima tradição, o corpo de Jesus, depois de descido da Cruz, é cuidadosamente conduzido por Nicodemos, José de Arimatéia e São João até Maria Santíssima, sendo depositado no Seu virginalíssimo regaço. Sentada, Ela O acolhe, chorando de dor e O adora.

Enquanto as Santas Mulheres preparam os bálsamos com que em breve irão ungi-Lo, para ser depositado no sepulcro, Ela oscula, uma a uma, suas Chagas: a do peito rasgado, as dos divinos pés e mãos. Realiza- se ali o primeiro acto de devoção e adoração às Chagas do Redentor, que iria perpetuar-se por todas as gerações. A Bem-Aventurada por excelência rende o mais perfeito culto de latria às Fontes Sagradas de onde jorrou o Sangue que redimiu total e superabundantemente todo o género humano.

Por causa daquelas Santíssimas Chagas, Ela fora preservada do pecado original e aos homens de boa vontade abriram-se as portas do Céu. Cinco fontes de graças infinitas, plenas de formosura, saciando a santidade das almas contemplativas, missionárias e apostólicas, selando a coroa de glória dos mártires e as vitórias de todos os tempos.

Eis o manancial que nos purifica no Baptismo, nos revivifica na Eucaristia e dá fecundidade a toda a Santa Igreja, nos seus sacramentos! Eis a santa argamassa que, ligada aos sacrifícios dos homens, erguerá os mais belos monumentos e poemas da Civilização Cristã!

"Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos. Aproxima a tua mão e mete-a no meu lado". Poucos dias após a Ressurreição, é o próprio Redentor que convida o incrédulo Tomé a ter devoção às suas Santas Chagas. Já deslumbrado, ele respondeu-Lhe: "Meu Senhor e meu Deus!".

As tíbias almas que dificilmente se deixam convencer, a teimosia dos cépticos, a própria incredulidade, quase se diria, sucumbiram no instante mesmo em que aquele feliz e invejado Apóstolo introduziu seu dedo no lado de Jesus. São Francisco de Assis, Santa Gemma Galgani, São Pio de Pietrelcina - enfim, uma legião de santos e almas virtuosas - foram galardoados com os estigmas da Paixão de Cristo. É um modo maravilhoso de Ele condecorar alguns daqueles a quem mais ama, na face da terra. É seu invisível e puro amor tornado visível em seus predilectos, para perpetuar na memória dos homens a bem-aventurança daqueles que acreditam sem terem visto e tocado as Chagas do Senhor, como São Tomé.

A devoção às Santas Chagas não é privilégio apenas de algumas almas, mas o é também de nações. No nosso país, ela é muito antiga e marca profundamente a piedade dos fiéis, quase desde os alvores da nacionalidade.

A devoção às Chagas de Jesus Cristo, sinais amorosos de seu martírio e, posteriormente, de sua glorificação, aperfeiçoam em nós a gratidão, que leva a pagar amor com amor, até o holocausto total, por Deus e pelos irmãos.

in saudedalma.blogspot.com


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segunda-feira, 27 de junho de 2022

Fogos do Sagrado Coração no Tirol

Os Fogos do Sagrado Coração de Jesus estão ligados a uma tradição que nasceu em 1796 e ainda hoje, todos os anos, iluminam as montanhas do Trentino em meados de Junho.

Em 1796, Napoleão Bonaparte conduzia a sua campanha em Itália. Tendo derrotado o Reino de Piemonte, o Armistício de Cherasco abriu as portas da Lombardia, na época sob o domínio dos Habsburgos. Depois de Milão, o seguinte objetivo era o Principado de Trento e o condado do Tirol, que também eram possessões dos Habsburgos.

A Dieta do Tirol reuniu-se em Bolzano, de 30 de Maio a 3 de Junho de 1796, para encontrar uma possível solução para uma situação complicada para Trentino. O tiroleses, um exército de camponeses com pouca experiência e ferramentas agrícolas como armas, iria enfrentar o poderoso exército de Napoleão.

A conselho do Abade de Stams, Sebastian Stöckl, imploraram a ajuda de Deus, confiando o Tirol ao Sagrado Coração de Jesus, jurando que todos os anos acenderiam fogueiras em honra do Senhor se Ele os ajudasse naquele momento de grave perigo.

A promessa foi mantida por Andreas Hofer, lembrado como o campeão da liberdade tirolesa, em 1809, quando, tendo vencido a batalha de Berg-Isel contra as tropas franco-bavaras, organizou uma grande festa para agradecer a ajuda divina.

A ignição dos Fogos do Sagrado Coração de Jesus, também conhecido como Herz-Jesu-Feuer, tornou-se numa verdadeira tradição, como se fosse um aniversário religioso.

Todos os anos, no primeiro ou segundo Domingo após a festa de Corpus Domini, em meados de Junho, as montanhas de Trentino acendem-se com fogo em forma de coração ou recriam o sagrado nome de Jesus: INRI ou IHS.

Enquanto isso, as janelas são iluminadas por lanternas e imagens luminosas, alumiando a escuridão da noite.


Flaminia la Malga in Vaghis


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