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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Obras de Misericórdia Espirituais

Breve explicação das Obras de Misericórdia Espirituais:

1) Dar bons conselhos
Um dos dons do Espírito Santo é o dom de conselho. Por isso, quem pretenda dar um bom conselho deve, em primeiro lugar, estar em sintonia com Deus, já que não se trata de dar opiniões pessoais, mas de aconselhar bem quem esteja necessitado de orientação.

2) Ensinar os ignorantes
Consiste em ensinar os ignorantes em qualquer matéria; também sobre temas religiosos. Estes ensinamentos podem fazer-se através de escritos ou de palavra, por qualquer meio de comunicação ou directamente.
Como diz o livro de Daniel, "os que ensinam a justiça à multidão, brilharão como as estrelas na perpétua eternidade" (Dan. 12, 3b).

3) Corrigir os que erram
Esta obra de misericórdia refere-se sobretudo ao pecado. De facto, outra maneira de formular esta obra de misericórdia é “Corrigir o pecador”.
A correcção fraterna é explicada pelo próprio Jesus no evangelho de Mateus: “"Se o teu irmão peca, vai falar com ele a sós para o corrigir. Se te escuta, ganhaste o teu irmão". (Mt. 19, 15-17)
Devemos corrigir o nosso próximo com mansidão e humildade. Muitas vezes será difícil fazê-lo mas, nesses momentos, podemos recordar-nos do que diz o apóstolo Santiago no final da sua carta: “quem converte um pecador do seu extravio, salvará a sua alma da morte e cobrirá uma multidão de pecados"(St. 5, 20).

4) Consolar os tristes
O consolo para os tristes, para os que sofrem alguma dificuldade, é outra obra de misericórdia espiritual.
Muitas vezes, complementar-se-á com dar um bom conselho, que ajude a superar essas situações de dor ou de tristeza. Acompanhar os nossos irmãos em todos os momentos, mas sobretudo nos mais difíceis, é pôr em prática o comportamento de Jesus que se compadecia da dor alheia. Um exemplo está recolhido no evangelho de Lucas. Trata-se da ressurreição do filho da viúva de Naím: “Quando se aproximava da porta da cidade, levavam um morto a sepultar, filho único da sua mãe, que era viúva, que era acompanhada por muita gente da cidade. Ao vê-la o Senhor, teve compaixão dela, e disse-lhe: Não chores. E, aproximando-se, tocou no féretro. Os que o levavam pararam, e Ele disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. O morto levantou-se e começou a falar, e Ele entregou-o à sua mãe."

5) Perdoar as injúrias
No Pai-nosso dizemos: “Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido ""e o próprio Senhor esclarece: “se vós perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará. Mas, se não perdoardes aos homens, também o vosso Pai não perdoará as vossas ofensas (Mt. 6, 14-15).
Perdoar as ofensas significa superar a vingança e o ressentimento. Significa tratar amavelmente quem nos ofendeu.
O melhor exemplo de perdão no Antigo Testamento é o de José, que perdoou aos seus irmãos que tivessem procurado matá-lo e a seguir vendê-lo. “" Agora, pois, não vos entristeçais nem vos pese o ter-me vendido aqui; pois Deus enviou-me para preservar vidas diante de vós" (Gen. 45, 5).
E o maior perdão do Novo Testamento é o de Cristo na Cruz, que nos ensina que devemos perdoar tudo e sempre: “"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem". (Lc. 23, 34).

6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
A paciência diante dos defeitos alheios é virtude e é uma obra de misericórdia. No entanto, há um conselho muito útil: quando suportar esses defeitos causa mais dano do que bem, com muita caridade e suavidade, deve fazer-se a advertência.

7) Rezar por vivos e defuntos
São Paulo recomenda orar por todos, sem distinção, também pelos governantes e por pessoas com responsabilidades, pois “Ele quer que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade". (ver 1 Tim 2, 2-3).
Os defuntos que estão no Purgatório dependem das nossas orações. É uma boa obra rezar por eles para que fiquem livres dos seus pecados. (ver 2 Mac. 12, 46).

in pt.josemariaescriva.info

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Obras de Misericórdia Corporais

S. Mateus recolhe a narração do Juízo Final (Mt 25, 31-16): Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos: «Quando, pois, vier o Filho do Homem, na Sua majestade, e todos os anjos com Ele, então Se sentará sobre o trono de Sua Majestade. Todas as nações serão congregadas diante d’Ele, e separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos, e porá as ovelhas à sua direita e os cabritos à esquerda. 

Dirá então o Rei aos que estiverem à Sua direita: 'Vinde, benditos do Meu Pai, possuí o reino que vos está preparado desde a criação do mundo; porque tive fome e Me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e Me recolhestes; nu, e Me vestistes; enfermo e Me visitastes; estava na prisão e fostes ver-Me'. 

Então, os justos Lhe responderão: 'Senhor, quando Te vimos faminto e te demos de comer; com sede e Te demos de beber? Quando Te vimos peregrino e Te recolhemos; nu e Te vestimos? Ou quando Te vimos doente ou na prisão e fomos visitar-Te?' 

O Rei, respondendo lhes dirá: “Em verdade vos digo que, todas as vezes que fizestes isto a um dos Meus irmãos mais pequenos a Mim o fizestes”. 

Em seguida dirá aos que estiverem à esquerda: “Apartai-vos de Mim, malditos, para o fogo eterno, que foi preparado para o demónio e para os seus anjos; porque tive fome e não Me destes de comer; tive sede e não Me destes de beber; era peregrino e não Me recolhestes, estava nu e não Me vestistes; enfermo e na prisão, e não Me visitastes”. 

Então eles também Lhe responderão: “Senhor, quando é que nós Te vimos faminto ou com sede, ou peregrino, ou nu, ou enfermo, ou na prisão, e não Te assistimos?' 

E lhes responderá: “Em verdade vos digo: Todas as vezes que não fizestes a um destes mais pequeninos foi a Mim que não o fizestes”. E esses irão para o suplício eterno; e os justos para a vida eterna».

Breve explicação das Obras de Misericórdia Corporais:

1) Dar de comer a quem tem fome e 2) dar de beber a quem tem sede.
Estas duas primeiras complementam-se e referem-se à ajuda que devemos procurar em alimento e outros bens para os mais necessitados, para aqueles que não têm o indispensável para poder comer cada dia. Jesus, como recolhe o evangelho de São Lucas recomenda: «Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem que comer, faça o mesmo» (Lc 3, 11).

3) Vestir os nus. 
Esta obra de misericórdia é dirigida a satisfazer outra necessidade básica: o vestuário. Muitas vezes é-nos facilitada com as recolhas de roupa que se fazem nas Paróquias e outros centros. À hora de entregar a nossa roupa é bom pensar que podemos dar do que nos sobra ou já não nos serve, mas também podemos dar do que ainda é útil. 
A carta de Santiago anima- nos a sermos generosos: «Se um irmão ou uma irmã estão nus e carecem de sustento diário e algum de vós lhe diz: “Ide em paz, aquecei-vos ou fartai-vos", mas não lhes dais o necessário para o corpo, de que é que serve?» (St 2, 15-16).

4) Dar pousada aos peregrinos.
Na antiguidade dar pousada aos peregrinos era um assunto de vida ou de morte, pelo complicado e arriscado das travessias. Não é hoje o caso. Mas, ainda assim, poderá tocar-nos receber alguém na nossa casa, não por pura hospitalidade de amizade ou de família, mas por alguma verdadeira necessidade.

5) Visitar os enfermos
Trata-se de uma verdadeira atenção aos enfermos e idosos, tanto no aspecto físico, como em fazer-lhes um pouco de companhia. 
O melhor exemplo da Sagrada Escritura é o da Parábola do Bom Samaritano, que curou o ferido e, ao não poder continuar a tratá-lo directamente, confiou os cuidados de que necessitava a outro a quem ofereceu pagamento. (ver Lc. 10, 30-37).

6) Visitar os presos 
Consiste em visitar os presos e prestar-lhes não só ajuda material mas assistência espiritual que lhes sirva para melhorar como pessoas, para se emendarem, aprender a desenvolver um trabalho que lhes possa ser útil quando terminem de cumprir o tempo imposto pela justiça, etc...
Significa também resgatar os inocentes e sequestrados. Na antiguidade os cristãos pagavam para libertar escravos ou trocavam-se por prisioneiros inocentes.

7) Enterrar os mortos 
Cristo não tinha lugar para ser sepultado. Um amigo, José de Arimateia, cedeu-lhe o seu túmulo. Mas não só isso, teve a valentia de se apresentar diante de Pilatos e pedir-lhe o corpo de Jesus. Nicodemos também participou, ajudando a sepultá-lo (Jo 19, 38-42). 
Enterrar os mortos parece um mandato supérfluo, porque – de facto – todos são enterrados. Mas, por exemplo, em tempo de guerra, pode ser um mandato muito exigente. Porque é importante dar sepultura digna ao corpo humano? Porque o corpo humano foi alojamento do Espírito Santo. Somos “templos do Espírito Santo” (1 Cor 6, 19).



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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

O que são as Obras de Misericórdia?

"As obras de misericórdia são acções caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como também o são perdoar e sofrer com paciência. As obras de misericórdia corporais consistem especialmente em dar de comer a quem tem fome, albergar quem não tem tecto, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna e também uma prática de justiça que agrada a Deus." 
Catecismo da Igreja Católica, 2447

Quais são as obras de misericórdia?

Há catorze obras de misericórdia: sete corporais e sete espirituais.

Obras de misericórdia corporais:
1) Dar de comer a quem tem fome 
2) Dar de beber a quem tem sede
3) Vestir os nus
4) Dar pousada aos peregrinos
5) Visitar os enfermos
6) Visitar os presos
7) Enterrar os mortos

Obras de misericórdia espirituais:
1) Dar bons conselhos

2) Ensinar os ignorantes

3) Corrigir os que erram
4) Consolar os tristes
5) Perdoar as injúrias
6) Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo
7) Rezar a Deus por vivos e defuntos.


As obras de misericórdia corporais, na sua maioria, surgem de uma lista feita por Jesus Cristo na sua descrição do Juízo Final.

A lista das obras de misericórdia espirituais foi elaborada pela Igreja a partir de outros textos que se encontram ao longo da Bíblia e de atitudes e ensinamentos do próprio Cristo: o perdão, a correcção fraterna, o consolo, suportar o sofrimento, etc...

Qual é o efeito das obras de misericórdia em quem as pratica?

O exercício das obras de misericórdia comunica graças a quem as pratica. No evangelho de Lucas Jesus diz: “Dai, e dar-se-vos-á". Portanto, com as obras de misericórdia fazemos a Vontade de Deus, damos algo nosso aos outros e o Senhor promete-nos que nos dará também a nós o que necessitemos.

Por outro lado, uma maneira de ir apagando a pena que fica na alma pelos nossos pecados já perdoados é mediante boas obras. Boas obras são, obviamente, as Obras de Misericórdia. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia" (Mt 5, 7), é uma das Bem-aventuranças.

Além disso as Obras de Misericórdia vão-nos ajudando a avançar no caminho para o Céu, porque nos vão tornando parecidos com Jesus, nosso modelo, que nos ensinou como deve ser a nossa atitude para com os outros. “Em Mateus, recolhem-se as seguintes palavras de Cristo: “Não façais tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde os ladrões minam e furtam; fazei antes tesouros no Céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração". Ao seguir este ensinamento do Senhor trocamos os bens temporais pelos eternos, que são os que valem verdadeiramente.



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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A porta

Diante de uns milhares de padres, em Roma, o Papa Francisco reconheceu que era difícil acompanhar todo o magistério eclesiástico e que importa sobretudo captar os grandes temas de cada época. E, nos nossos dias – explicou-lhes Francisco –, sobressai o anúncio da misericórdia de Deus. Sempre foi central, mas agora mais.


Em Outubro de 1937, Deus confiou esta mensagem à freira Maria Faustina Kowalska. João Paulo II assumiu o conteúdo dessas revelações, canonizou esta freira, transformou o Domingo a seguir à Pascoa no Domingo da Misericórdia e deu um cunho especial ao pontificado, que se nota particularmente na Encíclica «Dives in misericordia» ([Deus] Rico em misericórdia). Bento XVI prosseguiu na mesma linha, logo desde a sua Encíclica programática «Deus caritas est» (Deus é amor) e Francisco comentou que se limita a seguir os seus predecessores.

Contrariando um pouco a humildade do Papa, parece-me que há mais do que uma herança maravilhosa recebida dos antecessores. Quando Deus foi buscar o Cardeal Bergoglio à longínqua cidade de Buenos Aires, ele já trazia este lema, como chave do seu ministério de bispo e agora de Papa: «Miserando atque eligendo». A frase (que se traduz por «olhando com misericórdia e escolhendo-o») significa que a vocação é um olhar de misericórdia. É um convite à conversão, a ser perdoado. Quatro dias depois da eleição, numa homilia sobre a conversão e o sacramento da Confissão, Francisco declarou: «A mensagem de Jesus é a misericórdia. Na minha opinião, digo-o humildemente, é a mensagem mais forte do Senhor».

Estas observações não se excluem. As revelações de Santa Faustina Kowalska são para levar a sério, os ensinamentos de João Paulo II e de Bento XVI têm grande valor e é evidente que a sensibilidade de Francisco joga um papel importante no programa da Igreja para o próximo ano: «Pensei muito em como a Igreja poderia tornar mais evidente a sua missão de testemunhar a misericórdia. Este caminho começa com a conversão espiritual. Por isso quis instituir um Jubileu extraordinário, centrado na misericórdia de Deus. Será um Ano Santo da Misericórdia».

Antiquado? Francisco encolhe os ombros: «Com convicção, ponhamos novamente o sacramento da Reconciliação no centro, porque permite tocar sensivelmente a grandeza da misericórdia».

João XXIII e Paulo VI confiaram o Concílio Vaticano II a Nossa Senhora e Francisco quer fazer exactamente o mesmo. O Concílio concluiu-se propositadamente na festa da Imaculada Conceição e o Ano da Misericórdia abrirá nessa mesma festa.

A Imaculada é o projecto inicial de Deus, que nos sonhou imaculados, puros, cheios de beleza, no corpo e na alma. O pecado de Adão e Eva e os nossos pecados mancharam essa beleza, mas o pecado nunca tem a última palavra. Ao escolher a festa da Imaculada Conceição, Francisco quer mostrar que cada um de nós tem de ir, como Nossa Senhora, ao encontro do sonho original de Deus. Ela leva-nos a ser perdoados, a recuperar a beleza.

Explica o Papa: «O Ano Santo abrir-se-á no dia 8 de Dezembro de 2015, solenidade da Imaculada Conceição. Deus não quis abandonar a humanidade à mercê do mal. Por isso, pensou e quis Maria santa e imaculada no amor, para que se tornasse a Mãe do Redentor do homem. Perante a gravidade do pecado, Deus responde com a plenitude do perdão».

Este ano vai ser a festa do perdão. Perdoar e ser perdoados. «Bem-aventurados os misericordiosos – disse Jesus –, porque alcançarão misericórdia». Cada um a alcança na medida em que perdoar e acompanhar os que precisam de apoio.

A partir desta terça-feira, 8 de Dezembro, na basílica de S. Pedro e em todo o mundo, a porta da misericórdia ficará escancarada o ano inteiro, convidando os homens a abrirem o coração. Nossa Senhora está nesse caminho, porque ela é a «porta do céu», como lhe chama a liturgia. 

José Maria C.S. André in Correio dos Açores


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quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Porta Santa da Basílica de S. Pedro foi reconhecida

Realizou-se a cerimónia de Reconhecimento da Porta Santa da Basílica de São Pedro, afirma um comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé.

Após uma oração feita pelo arcipreste da Basílica vaticana, Cardeal Angelo Comastri, que conduziu a procissão do Cabido da Basílica, e a monição de um membro do cerimonial. Funcionários da Fábrica de São Pedro perfuraram com uma picareta a parede que vedava a Porta Santa dentro da Basílica, extraindo a caixa metálica nela colocada desde o momento da conclusão do Grande Jubileu do Ano 2000. O objecto continha os “documentos” do último Ano Santo, a chave que permitirá abrir a Porta Santa, as manilhas, além do pergaminho notarial, tijolos e medalhas comemorativas.

Após ter rezado no altar da confissão – lê-se na nota –, a procissão chegou à Sala capitular, onde a caixa metálica extraída da porta foi aberta com um maçarico.

Além do Mestre das cerimónias litúrgicas do Santo Padre, Mons. Guido Marini, que recebeu “os documentos e os objectos do Reconhecimento", estava presente o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, conclui a nota.

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