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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Considerações sobre o Tempo

Não tenho tempo para nada, é lamento que inúmeras vezes me sai. No entanto não se pode dizer que não faça nada. Mas o que faço, faço-o sem tempo. E como, creio eu, o tempo acaba por ser a medida de todas as coisas, as coisas sem tempo não se podem medir. É como se não existissem.

É paradoxal que tenha sido no tempo finito que a Eternidade infinita Se revelou. Isso diz muito do tempo. O próprio tempo é resgatado da sua finitude, e como que enxertado naquele que não tem ocaso. Como o homem. Um homem sem tempo é um homem sem eternidade.

No Salmo 90 cantamos: "Senhor, Tu tens sido o nosso refúgio de geração em geração(…)Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos a sabedoria de coração".

O tempo da nossa vida precisa de voltar a tornar-se sagrado, de voltar ao ritmo das horas litúrgicas, de voltar a parar ao toque das Avé-Marias, de voltar a ser marcado pela passagem das estações e das festas populares e dos santos.

O nosso tempo tornou-se informe, a nossa vida por isso disforme.

Os avanços tecnológicos, longe de nos pouparem tempo para o ócio que é raiz da nossa civilização, transformaram-nos em máquinas insensíveis e insensatas que correm sem origem e sem destino, com uma única finalidade: a de não parar.

Há uma tendência no homem para a mudança; mas noutro tempo desejavam essa mudança para se aproximarem d’Aquele que não muda, ao passo que hoje querem mudar para se adaptar ao que muda continuamente.

Vamos assim perdendo os laços que o tempo foi construindo e que nos atavam ao nosso lugar e à nossa gente. Ao nosso Deus.

Sem tempo não há raiz que se afunde e que se estenda, perdendo-se o alimento austero mas amoroso que sempre dela corria. Vivemos numa época, como dizia Saint-Exupery, em que o homem morre de sede. E escreveu também: “É belo o movimento que nos leva a alcançar as nossas metas, mas também o é a imobilidade, a estabilidade do património, esse lento costume chamado religião que pouco a pouco dá cor a todas as coisas. É preciso repouso para que a alma se nutra, e o sermão da montanha seja escutado através dos séculos. A mobilidade não é outra coisa que ausência.”

As antigas formas da sociedade, ao impregnar de sagrado quase todas as manifestações da vida temporal, tornavam o tempo permeável ao eterno e a Deus presente na história (Gustave Thibon).Um homem com tempo contempla. E a contemplação leva-nos inevitavelmente a Deus, onde está a nossa origem, onde está o nosso fim.

John Senior– um Pai espiritual que aconselho vivamente nesta época em que tão órfão nos sentimos - deixou dito: “há qualquer coisa de destrutivo – destrutivo do próprio humano – no separar-nos da terra de onde provimos e das estrelas, dos anjos e do próprio Deus para onde vamos”.

Naquele tempo onde havia tempo, era possível que florescesse o amor pela pátria e pela família. Um amor que demorou e que durou séculos. Um amor com tempo que permitia ir fazendo uma casa para várias gerações, que fecundava uma terra onde as nossas raízes se podiam nutrir e espraiar.

Precisamos, meus amigos, de recriar pacientemente e de novo este tempo. Parece-me ser a principal missão de quem, com todo o tempo, tem a dita de participar nestes demorados e tão bem preparados almoços mensais.

Ante os conservadores que criam obstáculos ao futuro e aos progressistas que renegam o passado, devemos ser antes de mais homens do eterno – como mo revelou Gustave Thibon, um outro mestre que descobri neste ano que passou -, os homens que renovam, a partir duma fidelidade atenta e incessante, todos os dias posta à prova e todos os dias renascida, aquilo que há de melhor no passado.

Assim podemos viver no tempo todo, passado, presente e futuro, experimentando a Eternidade onde queremos chegar.

Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio

Pedro de Castro Pernas


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sábado, 11 de março de 2023

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Uma criança é um verdadeiro sinal da liberdade

Uma criança é um verdadeiro sinal da liberdade. Ela é um novo livre-arbítrio que se junta a todas as vontades deste mundo; ela é algo que os seus pais escolheram livremente tornar real; algo que livremente se propuseram proteger.
 
Eles têm a oportunidade de vivenciar que todo o desfrutar que ela proporciona (o que não é negligenciável) vem realmente dela e deles e de mais ninguém. Nasceu sem a intervenção de qualquer senhor ou aristocrata. Ela é uma criação e uma contribuição; ela é a contribuição deles para a Criação.

Ela também é muito mais bela, maravilhosa, divertida e fascinante do que todas as histórias fastidiosas ou ruídos cíclicos proporcionados pelas máquinas.
 
Quando os homens deixarem se sentir isto, perderam o seu apreço pelas coisas elementares, e por consequência, todo e qualquer sentido de proporção sobre o mundo. As pessoas que preferem os prazeres mecânicos a um tal milagre, estão entediadas e escravizadas. Preferem a escória às fontes mais elementares da vida.
 
G.K. Chesterton in 'The first fountains of life (The Well and the Shallows)'


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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Bebé Olivia: imagens nunca antes vistas da vida intrauterina

De um ser humano unicelular a um bebé com coração que bate, ondas cerebrais, dedos das mãos e dos pés, Olivia mostra a beleza notável de uma vida única dentro do útero.

Bebé Olivia foi criada pela Live Action e revista por profissionais médicos credenciados para mostrar ao público a vida espetacular de um bebé crescendo dentro do útero.

Com precisão científica, este vídeo retrata o momento em que a vida começa para mostrar a humanidade de crianças antes do nascimento, em cada estágio do desenvolvimento humano.


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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Miss Pensilvânia e candidata a Miss EUA: "Fui concebida por violação"

Valerie Gatto, Miss Pensilvânia e candidata ao concurso de beleza Miss Estados Unidos  da América 2014, revelou que foi concebida num estupro. No entanto, isso não tem prejudicado o seu caminho para o sucesso, pelo contrário, pretende ser uma fonte de inspiração para as pessoas saberem que "não podem deixar as circunstâncias definirem as suas vidas".

Entrevistada pela Today.com, Valerie, que ficou entre as 20 primeiras colocadas no concurso de beleza, afirmou: "Eu acredito que Deus me colocou aqui por um motivo: para inspirar as pessoas, para encorajá-las, dar-lhes esperança de que tudo é possível e não podes deixar que as circunstâncias definam a tua vida. Ser filha de um estupro, não saber quem é o meu pai, não saber se ele alguma vez será encontrado, a maioria das pessoas pensam que é uma situação muito negativa", disse ela.

No entanto, Valerie disse: "Eu cresci com a minha mãe e os meus avós. Eles nunca viram isso como algo negativo. Eu tenho uma família amorosa, que me apoia e me disse que eu poderia ser presidente dos Estados Unidos".

A jovem, que também é consultora de marketing, lembrou que quando era mais jovem e perguntou à sua mãe como ela foi concebida, a mãe lhe disse que "algo de mau me aconteceu. Um homem muito mau feriu-me, mas Deus deu-me um presente, tu".

"Infelizmente, temos que estar alerta para estes crimes", disse Valerie Gatto, que se tem esforçado para compartilhar a sua experiência com diversos grupos de pessoas para ajudar na prevenção contra casos de estupro.

"Espero mostrar a outras como ser pró-activa, o que fazer, estar presente, estar atenta à sua volta,... Eu estou a educar as mulheres sobre um assunto que é muito grave, mas é tão maravilhoso ver as suas respostas. Elas dizem que lhes muda a vida".

Valerie disse que não compartilhou a sua história "por publicidade", e sim que, "estou realmente fazendo isso para mudar o mundo e fazer a diferença."

Numa entrevista anterior, no final de 2013, quando foi recém-coroada Miss Pensilvânia, Valerie lembrou que a sua mãe "sempre me disse que eu era a sua luz", e observou que "a partir do momento da concepção tenho sido essa luz, em meio à escuridão".


in aciprensa


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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Obi-Wan Kenobi e o Aborto

Em 1914, Agnes Cuff, uma mulher instável e errática, com poucas perspectivas e pouco dinheiro, ficou grávida. O pai não se quis envolver. Ela estava sozinha, envergonhada, pobre e à espera de bebé. Nos dias de hoje ela seria encorajada a ir a uma clínica abortiva e terminar a gravidez indesejada. Em vez disso nasceu um rapaz.

O actor inglês Alec Guiness, famoso pelo seu papel de Obi-Wan Kenobi em Star Wars foi o único filho de Anges Cuff. No seu certificado de nascimento o seu nome é "Alec Guiness" mas são apenas os primeiros nomes. O espaço para o apelido está em branco, assim como o espaço para o nome do pai.

Nunca se confirmou quem foi o pai de Guiness. Alguns especularam que ele seria membro de uma família Guiness Anglo-Irlandesa. O próprio Alec Guiness pensou que o seu pai teria sido um banqueiro chamado Andrew Geddes.

Alec Guiness converteu-se à fé Católica em 1956 e foi um Católico fiel até ao fim da sua vida. A sua bela história de conversão é contada na autobiografia Blessings in Disguise. Ele fazia de Father Brown - o famoso personagem criado por G.K. Chesterton - e estava a filmar em França. No caminho de casa para o local das filmagens, já vestido de sacerdote, um jovem rapaz correu até ele e agarrou-lhe a mão, conversando animadamente cheio de alegria e despedindo-se com uma querida frase "Au revoir, mon père!". Tocado por esta exibição de confiança infantil, e estupefacto por uma resposta à oração, Alec Guiness encontrou a sua casa em Roma.

Se o aborto fosse fácil e legal em Inglaterra em 1914, o mundo nunca teria experimentado a arte graciosa, esperta e subtil e a testemunha quieta e calma de Alec Guiness... e o Star Wars teria sido um enorme vazio.

Tendo em conta que meio milhão de pessoas jovens se juntaram em Washington DC para a Marcha pela Vida deste ano, devíamos lembrar a grande perda que são para a nossa nação e para o mundo todos os homicídios dos não-nascidos.

Nunca saberemos que outros grandes talentos teriam vivido. Que outros Alec Guinesses haveria? Que avanços na ciência, medicina, tecnologia, negócios, nas artes e desporto teriam havido?

A Marcha pela Vida foi um acontecimento de alegria que celebra a vida, mas também há um aspecto melancólico na Marcha. Pode ser uma Marcha pela Vida, mas também foi uma Marcha de mágoa.

Fr. Dwight Longenecker in patheos.com


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sábado, 2 de novembro de 2019

A brevidade da vida - Santo Afonso Maria de Ligório

"Quae este vita vestra? Vapor modicum parens." (Jac 4, 15)
"O que é a vossa vida? Um fumo que aparece num momento" (Tg 4, 15)

I - Depressa Chega a Morte

Ó que é a vida humana! O Espírito Santo compara-a a um fumo que se dissipa ao menor sopro e que não volta. Ninguém ignora que há-de morrer, mas a ilusão dum grande número é imaginarem a morte tão afastada que quase se lhes afigura que não vem.

É um grande erro. Job nos adverte que a vida humana é curta: "O homem — diz ele — vive pouco tempo... é semelhante à flor que apenas desabrocha é calcada aos pés": Homo brevi vivens tempore, quasi flos egreditur et conteritur (Job 14, 1).

A Isaías mandou o Senhor que pregasse a mesma verdade: "Levanta a tua voz e clama; Toda a carne é erva... Em verdade a humanidade não é senão feno; seca-se a erva e cai a sua flor" : Clama... Omnis caro fenum... Vere fenum est populus; eacsiccatum est fenum, et cecídit fios (Is. 40, 6). Um pecíolo de erva, eis o que parece ser a vida do homem; vem a morte e faz secar essa erva, corta o fio da nossa vida, e lá cai a flor do alto de toda a grandeza e de todas as vantagens mundanas.

"Passaram os meus dias mais velozes que um correio": Dies mei veloctores ,fuerunt cursore (Job, 9, 25). Vem para nós a morte mais rápida que nenhum correio, e nós corremos sem parar ao encontro da morte. Cada um dos nossos passos, cada urna das nossas respirações nos aproxima dela. "O momento em que vos escrevo" - dizia S. Jerónimo - "é diminuído à minha vida", é mais um passo para a morte. "Todos morremos e corremos pela terra, como águas que não retrocedem mais": Ornnes morimur, et quasi aquae clilabimur ia terram, quae non revertuntur (2. Reg. 14, 14).

Vedes lá em baixo o rio que corre se lançar ao mar? Assim como as suas águas desligam sem parar e não voltam para trás, assina também, irmão meu, os vossos dias passam, encurtando cada vez mais a distância que vos separa da morte. Passam os prazeres, os divertimentos, as festas, os louvores, os aplausos, e que resta? "Uma sepultura - responde Job - e nada mais": Solum mihi superest sepulchrum (Job 17, 1). Despojados de tudo e lançados numa cova, seremos entregues à corrupção.

No momento da morte, a recordação de todos os prazeres passados, de todas as honras gozadas, só servirá para agravar as nossas ansiedades e afrouxar a nossa esperança da felicidade eterna. Então dirá o mundano de si para si : passados poucos instantes, a minha casa, os meus campos, os meus jardins, o meu mobiliário de tanto gosto, essas ricas pinturas, nada será meu! Uma sepultura é tudo quanto me resta.

Oh! então todos os bens terrenos enchem de amargura o coração que os amou desordenadamente, e essa mesma amargura é mais um perigo para a salvação. Com efeito a experiência nos mostra que as pessoas, assim presas às coisas temporais, só querem ouvir falar da sua moléstia, dos médicos a consultar e dos remédios a empregar.

Se lhe falardes da alma, mostrarão enfado, pedindo-vos que as deixeis, porque lhes dói a cabeça, e não podem ouvir-vos; se vos responderem, será dum modo confuso; fica-se a pensar que não sabem o que dizem. Muitas vezes os confessores absolvem-nas, não porque as julguem dispostas, mas porque não é possível demorar. Assim morrem os que pensam pouco na morte.


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quarta-feira, 26 de junho de 2019

12 curtas meditações para quem quer mudar de vida

1- “Essa palavra acertada, a 'piada' que não saiu da tua boca, o sorriso amável para quem te incomoda, aquele silêncio ante a acusação injusta, a tua conversa afável com os maçadores e com os importunos, não dar importância cada dia a um pormenor ou outro, aborrecido e impertinente, de pessoas que convivem contigo... Isto, com perseverança, é que é sólida mortificação interior.”

2 - “Não digas: essa pessoa aborrece-me. - Pensa: essa pessoa santifica-me.”

3 - “Procura mortificações que não mortifiquem os outros.”

4 - “Mortificação interior. - Não acredito na tua mortificação interior, se vejo que desprezas, que não praticas a mortificação dos sentidos.”

5 - “O mundo só admira o sacrifício com espectáculo, porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso.”

6 - “Tudo o que não te leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe.”

7 - “Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” 

8 - “Não sejas frouxo, mole. - Já é tempo de repelires essa estranha compaixão que sentes por ti mesmo.” 

9 - “Acertou quem disse que a alma e o corpo são dois inimigos que não se podem separar, e dois amigos que não se podem ver.” 

10 - “Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias.” 

11 - “Quantos, que se deixariam cravar numa Cruz, perante o olhar atónito de milhares de espectadores, não sabem sofrer cristãmente as alfinetadas de cada dia! - Pensa então no que será mais heróico.” 

12 - “O minuto heróico. - É a hora exacta de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza.” 

Estes 12 pontos, e muitos outros, foram escritos por S. Josemaria Escrivá no seu livro 'Caminho'


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quarta-feira, 15 de maio de 2019

O suicida e o herói

Para que um soldado rodeado de inimigos consiga escapar tem de combinar um forte desejo de viver com um estranho desprendimento pela morte. Não pode apenas agarrar-se à vida, pois seria um cobarde e não escaparia. Não pode apenas esperar pela morte, pois seria suicídio e não escaparia. Tem de encontrar um espirito de furiosa indiferença perante a sua vida. Tem de desejar a vida como se fosse água e beber a morte como vinho.


Nenhum filósofo, parece-me, terá expressado este enigma romântico com lucidez adequada, eu certamente não o fiz. Mas o Cristianismo fez ainda mais: marcou os seus limites nas campas do suicida e do herói, mostrando a distância entre aquele que morre em nome da vida, e aquele que morre em nome da morte.

G.K. Chesterton in 'Ortodoxia'


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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Morreu de cancro aos 16 anos e deixou uma forte mensagem aos jovens da sua geração

Jeremiah Thomas morreu de cancro aos 16 anos, no passado dia 26 de Agosto. Baptizou-se em 2017. Foi um grande lutador pró-vida e deixou uma forte mensagem aos jovens da sua geração, pouco antes de morrer:

Combatam a cultura de morte, o aborto, a luxúria; ponham para trás das costas o engano e o desespero! Somos uma geração sem pais, à procura da nossa identidade. Mas o nosso Pai do Céu está de braços aberto, e convida-nos a regressar a Ele. Mesmo que neste momento atravessem uma depressão, combatam contra uma doença, considerem o suicídio ou o aborto há uma vida abundante em Cristo à vossa espera.

Eis a carta completa, em inglês, lida pelo próprio Jeremiah: 


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segunda-feira, 23 de julho de 2018

Chiara, uma jovem mulher que soube amar

Foi aberta a causa de beatificação de Chiara Corbella Petrillo

Numa época em que se defende a ideia de que liberdade é poder fazer o que se quer; numa sociedade cada vez mais individualista e confusa diante dos reais valores da vida, surge um grande desafio aos cristãos: ser sinal de contradição para este mundo.

Neste contexto, o testemunho de Chiara Corbella deixa muitos impressionados. Logo na sua primeira gravidez, ela teve uma surpresa ao fazer a ecografia e descobrir que a sua filha, Maria, fora diagnosticada com anencefalia. O casal decidiu seguir a gravidez até o fim, o que já foi uma surpresa para muitos. Trinta minutos depois de nascer, Maria veio a falecer.

O segundo filho do casal, David, ainda no início da gestação, foi diagnosticado com uma deficiência: ele não possuía as pernas e tinha má-formação visceral. Como na vez anterior, contra a expectativa de muitos, os pais decidiram prosseguir. Ambos os filhos, Maria e David, chegaram a nascer e, mesmo vivendo poucos minutos, foram acompanhados pelos pais até o último minuto.

Chiara engravidou novamente, desta vez era um Francesco. Os exames mostravam que o menino era saudável, para a alegria do casal. Porém, no quinto mês de gravidez, Chiara descobriu uma lesão na língua e logo na primeira cirurgia os médicos diagnosticaram que se tratava de um cancro. Ela tinha duas opções: seguir com a gravidez ou interrompê-la por causa do tratamento do cancro. A escolha de Chiara foi pela vida de seu filho, o que colocou em risco a sua própria vida. Apenas depois do parto Chiara deu início ao tratamento com quimioterapia e radioterapia, que enfrentou com muita serenidade e total confiança na Providência.

Diante de cada uma das suas lutas, Chiara reagiu sempre  aceitando-as como provações que Deus lhe concedeu viver. Foi então que, no dia 13 de Junho de 2012, com 28 anos, Chiara não resistiu e morreu. Hoje, o pai Enrico cuida do filho Francesco e testemunha, por onde passa, a alegria de ter lutado pela vida dos seus filhos, e também a coragem e fé que a sua esposa teve durante a sua caminhada neste mundo.

A história de Chiara mostra-nos que podemos nos opor-nos à massiva ideologia que despreza vidas indefesas nos ventres maternos por tantos e quaisquer motivos. A capacidade e coragem de dizer “sim” à vida, mesmo em momentos de tribulação, é intrínseca nos cristãos.

in Aleteia



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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Médicos Católicos têm de dar a voz pela Vida disse o Papa

Os Médicos Católicos têm de levantar a voz para o direito pela vida, pediu o Papa Francisco.

Ao dirigir-se na Segunda-Feira a um grupo de médicos, o Papa pediu-lhes para resistir às ideologias que atentam contra a dignidade da vida humana.

"A Igreja está pela vida, e a sua preocupação é que nada esteja contra a vida no caso de uma existência concreta, independentemente do quão fraca ou indefesa possa ser, mesmo se não desenvolvida ou avançada", disse o Papa.

Ele reconheceu que os médicos encontram "dificuldades e obstáculos" quando são fiéis aos ensinamentos da Igreja. No entanto, os médicos não se podem esquecer que devem "afirmar a centralidade do paciente como uma pessoa e da sua dignidade com os seus direitos inalienáveis, em primeiro lugar o direito à vida".

"A tendencia para denegrir a pessoa doente como uma máquina que tem de ser arranjada, sem respeito por princípios morais, e para explorar os mais fracos descartando o que não encaixa numa ideologia de eficiência e lucro tem de ser resistida", acrescentou o Papa.

No seu discurso à delegação da Federação Mundial das Associações de Médicos Católicos, o Papa Francisco disse-lhes que "não é aceitável que o vosso papel seja reduzido ao de um simples cumpridor da vontade do paciente ou das necessidades do sistema de saúde onde trabalham".

Pelo contrário, os médicos devem resistir ao "paradigma cultural tecnocrático" que tomou conta da profissão ao trabalhar com médicos de outras religiões que também partilham a crença Católica na dignidade da vida humana.

"Sejam ministros não só dos cuidados de saúde mas também da caridade fraterna, transmitindo àqueles com quem lidam, além do vosso conhecimento, a riqueza da compaixão humana e evangélica" disse o Papa.



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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Polícia salvou homem que se queria suicidar

Este homem queria suicidar-se. Estava decidido a saltar da Golden Gate Bridge, em São Francisco. Depois de uma conversa de mais de uma hora, o polícia conseguiu convencê-lo que tinha motivos para viver. 

Oito anos depois, o homem que se queria suicidar está casado, tem dois filhos e é muito feliz. Encontrou-se com o polícia que lhe salvou a vida para agradecer o que fez por ele.

Que isto nos sirva de lição para estarmos atentos aos outros e ajudarmos quem anda mais triste e desanimado.

João Silveira


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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

sábado, 18 de novembro de 2017

Não é possível ver estas imagens e ser a favor do aborto livre

Estas imagens espantosas foram registradas pelo fotógrafo Lennart Nilsson em 1965. Convém relembrar que em 1965 o aborto era ilegal em quase todos os países do Mundo. Não obstante estas evidências que a vida humana começa na concepção os governantes iníquos legalizaram, e continuam a legalizar, o maior genocídio de todos os tempos: o aborto.

Uma semana depois da concepção, o embrião viaja pelas trompas em direcção ao útero

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Depois de mais uma semana, o embrião fixa-se nas paredes do útero

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O embrião com 22 dias. A área cinzenta será o cérebro da criança

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No 18º dia, o coração começa a bater.

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28 dias após a fecundação

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Com 5 semanas, o feto tem 9 milímetros. A boca e os olhos começam a ser formados.

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Feto com 40 dias. A placenta começa a tomar forma.

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Feto com 8 semanas.

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Agora o feto tem 10 semanas. As pálpebras estão quase formadas.

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Com dez semanas, o feto já mexe as mãos para testar os movimentos

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Feto com 16 semanas.

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As veias são visíveis através da pele

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Com 18 semanas, o feto já é capaz de ouvir sons externos.

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Unhas surgem às 19 semanas

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20 semanas. O feto agora tem 20 centímetros. Os cabelos começam a crescer.

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24 semanas

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6 meses

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36 semanas. Daqui a um mês, o bebê irá nascer.

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adaptado de Awebic


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