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sexta-feira, 4 de junho de 2021

A Moda: vaidade ou decoro?

Mesmo seguindo a moda, a virtude está no meio. Aquilo que Deus pede é recordar sempre que a moda não é, nem pode ser, a regra suprema de conduta; que acima da moda e das suas exigências existem leis mais altas e imperiosas, princípios superiores e imutáveis, que em nenhum caso podem ser sacrificados ao talante do prazer ou do capricho, e diante dos quais o ídolo da moda deve saber inclinar a sua fugaz omnipotência. 

Estes princípios foram proclamados por Deus, pela Igreja, pelos santos e pelas santas, pela razão e pela moral cristãs, assinalados limites, além dos quais não florescem lírios e rosas, nem pairam nuvens de perfume da pureza, da modéstia, do decoro e da honra feminina, mas aspira-se e domina um ar malsão de leviandade, de linguagem dúbia, de vaidade audaz, de vanglória, não menos de espírito que de traje. 

São aqueles princípios que S. Tomás mostra para ornamento feminino e recorda, quando ensina qual deve ser a ordem de nossa caridade, de nossas afeições: o bem da própria alma deve preceder o do nosso corpo, e à vantagem de nosso próprio corpo devemos preferir o bem da alma de nosso próximo. Não se vê portanto que há um limite que nenhuma idealizadora de modas pode fazer ultrapassar, a saber, aquele além do qual a moda se torna mãe de ruína para a alma própria e dos outros?

Alguns jovens dirão talvez que uma determinada forma de vestido é mais cómoda, e também mais higiénica; mas, se constitui para a saúde da alma um perigo grave e próximo, não é certamente higiénica para o espírito: tem-se o dever de renunciar. A salvação da alma fez heroínas as mártires como Inês e Cecília, em meio dos tormentos e lacerações dos seus corpos virginais.

Se por um simples prazer próprio, não se tem o direito de colocar em perigo a saúde física dos outros, não é talvez ainda menos lícito comprometer a saúde, até a própria vida de suas almas? Se, como pretendem alguns, uma moda audaz não faz sobre elas impressão alguma, que sabem da impressão que os outros vão ter? Quem lhes assegura que os outros não tenham disto um incentivo mau? 

Não se conhece o fundo da fragilidade humana, nem de que sangue de corrupção sangram as feridas deixadas na natureza humana pela culpa de Adão com a ignorância no intelecto, com a malícia na vontade, com a ânsia do prazer e a debilidade para o bem, árduo nas paixões dos sentidos a tal ponto que o homem, como cera amoldável ao mal, ‘vê o melhor e o aprova, e ao pior se apega’, por causa daquele peso que sempre, como chumbo, o arrasta para o fundo. 

Sobre isso justamente se observou que, se algumas cristãs suspeitassem as tentações e quedas que causam em outros com vestes e familiaridade a que, em suas leviandades, dão tão pouca importância, teriam pavor de suas responsabilidades. Ao que Nós não duvidamos de acrescentar: ó mães cristãs, se soubésseis que futuro de perigos e íntimos desgostos, de dúvidas e irreprimível rubor preparais para vossas filhas e filhos, com imprudência em acostumá-los a viver apenas cobertos, fazendo deles desaparecer o sentido ingénuo da modéstia, vós mesmas enrubesceríeis, e vos horrorizaríeis pela vergonha que causareis a vós mesmas e o dano que ocasionareis aos filhos que vos foram confiados pelo Céu, para que crescessem cristãmente. 

E aquilo que dizemos para as mães, repetimo-lo a não poucas senhoras crentes, e mesmo piedosas, que aceitam seguir esta ou aquela moda arrojada, e com o seu exemplo, fazem cair as últimas hesitações que retêm uma turba das suas irmãs que estão longe daquela moda, a qual poderá tornar-se para elas fonte de ruína espiritual. Até certos provocadores ornamentos permanecem triste privilégio de mulheres de reputação duvidosa e quase sinal que as faz reconhecer; não se ousará, pois, usá-lo para si; mas no dia em que aparecerem como ornamentos de pessoas superiores a qualquer suspeitas, não se duvidará mais de seguir tal corrente, corrente que arrastará talvez para dolorosas quedas.

Papa Pio XII in Discurso às Delegações de Juventude Feminina da Acção Católica - 22 de Maio de 1941


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segunda-feira, 17 de julho de 2017

É errado usar bikini? -- Jason e Crystalina Evert explicam

Estudantes rapazes na Universidade de Princeton fizeram recentemente uns estudos sobre como o cérebro do homem reage ao ver pessoas a usar diferentes quantidades de roupas. Os sujeitos do teste foram colocados num scanner cerebral e durante uma fracção de segundo viram fotografias de mulheres em bikinis, assim como homens e mulheres vestidos de uma forma modesta.

Quando os jovens rapazes viram as mulheres seminuas, a parte do seu cérebro associada com ferramentas acendeu. Apesar de algumas das imagens serem mostradas por apenas duas décimas de segundo, as fotografias mais fáceis de lembrar foram as mulheres de biquíni cujas cabeças foram cortadas das fotos!

O objectivo da investigação, de acordo com Susan Fiske, uma professora de psicologia na Universidade de Princeton, era examinar as maneiras pelas quais as pessoas viam outras como um meio para atingir um fim. Os resultados da investigação foram apresentados no encontro anual da American Association for the Advancement of Science (Associação Americana para o Avanço da Ciência), em Chicago.

Os investigadores também descobriram que quando alguns dos homens viam mulheres seminuas, o seu córtex mediano pré-frontal era desactivado. Esta é a região do cérebro associada com a análise aos pensamentos de uma pessoa, as suas intenções e os seus sentimentos. Fiske lembrou, "é como se estivessem a reagir a estas mulheres como se não fossem totalmente humanas." Ela acrescentou, "É um estudo preliminar mas consistente com a ideia de que estão a responder a estas fotografias como se estivessem a responder a objectos em vez de pessoas."

Ela considerou esta descoberta chocante, porque "a falta de activação desta área de cognição social é verdadeiramente estranha, porque raramente acontece." Os investigadores testemunharam antes tal ausência deshumanizadora de actividade cerebral apenas uma vez, durante um estudo onde as pessoas observaram imagens de drogados e sem-abrigo.

Outro estudo feito em estudantes de licenciatura de Princeton descobriu que quando os homens vêem imagens de mulheres em biquíni associam as mulheres a verbos na primeira pessoa, tais como eu "empurro", "uso" e "agarro". Quando vêem imanges de mulheres vestidades de forma modesta, associam as imagens a verbos na terceira pessoa, tais como ela "empurra", "usa" e "agarra". Por outras palavras, as mulheres vestidas eram vistas como estando em controlo das suas próprias acções, enquanto que as mais despidas eram para ser controladas por outrem.

Apesar dos cientistas terem ficado surpreendidos com estas descobertas, não são assim tão chocantes para quem sabe as origens do bikini. O seu inventor foi um francês chamado Louis Reard, que pegou no lingerie da sua mãe para fazer negócio. Quando criou o seu fato de banho de duas peças em 1946, teve que contratar uma stripper para o apresentar, porque nenhuma modelo quis usá-lo na passadeira! Afinal de conta, que tipo de mulher quereria usar a sua roupa interior em público, só porque se tornou à prova de água? Há meio século, estas modelos francesas tinham como óbvio aquilo que surpreendeu os cientistas de Princeton.

A Dra. Alice Von Hildebrand disse uma vez que " se as raparigas conhecessem o grande mistério de lhes foi confiado, a sua pureza estaria garantida. A própria reverência que iam ter em relação aos seus corpos seria inevitavelmente ser percebida pelo outro sexo. Os homens são talentosos ao ler a linguagem corporal das mulheres e não querem arriscar ser humilhados quando a recusa é certa. Vendo a modéstia das mulheres, percebiam a deixa e, em troca, aproximavam-se do sexo feminino com reverência."

Tal como os bikinis fazem os cérebros dos homens passar por cima das intenções e pensamentos de uma mulher, a modéstia faz exactamente o contrário. Convida os homens a considerar o quanto uma mulher tem para oferecer. Se os bikinis tornam a mulher em objecto, a modéstia dá-lhes personalidade. Portanto, as mulheres que querem ser levadas a sério pelos homens deviam reconsiderar o poder da modéstia. O seu propósito não é esconder o corpo da mulher porque é mau. Antes pelo contrário! Uma mulher modesta não se está a esconder dos homens. Está a revelar-lhes a sua dignidade.

Nada na terra se assemelha à beleza da mulher. Por esta razão, tem que se fazer esta pergunta às mulheres, "Como é que vais usar a tua beleza?". O Papa João Paulo II disse que a dignidade e o equilíbrio da vida humana depende, em cada momento da história e em cada lugar, de quem o homem vai ser para a mulher e de quem a mulher vai ser para o homem. Portanto, quem é que vão ser para os homens?

Se as mulheres se tornaram objectos nas mentes de muitos homens, o que é que pode ser feito para restaurar os corações e as mentes de ambos? Se o mundo quiser ver um reaparecimento de valores, modéstia e cavalheirismo, vai precisar tanto dos homens como das mulheres para pegar no que está nos seus corações e examinar quem é que se tornaram um para o outro.

Jason & Crystalina Evert in ChastityProject.com

Nota Senza Pagare: Podem a ler a notícia sobre o artigo de Princeton em vários sites. A CNN, por exemplo, diz :"It may seem obvious that men perceive women in sexy bathing suits as objects, but now there's science to back it up."


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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Atraente e vestida com decoro

A jovem desenhadora inglesa Helena Machin aconselha: "Se queres ser tratada como uma senhora, veste-te como uma senhora"
Helena Machin é uma jovem desenhadora inglesa de 30 anos de idade que trabalha para clientes importantes em Londres. Depois da morte do irmão e no meio de uma cultura que facilmente coisifica a mulher, decidiu ajudá-las a vestir de modo atraente e com decoro.

Machin sofreu a perda do irmão James há 3 anos, vítima de cancro. Essa morte e a aproximação à Igreja motivaram-na a dar um novo rumo à trajectória profissional como desenhadora.

"Quero investir parte do meu tempo na nova geração. Quero ajudá-las a abraçar a feminidade com roupa decorosa e atraente, pois assim podem alcançar todo o potencial que Deus lhes deu", comenta. 

Sobre o irmão, Helena recorda-o como "alguém que serviu outros, mostrando-lhes o caminho para Cristo com o bom exemplo e o bom humor. Conseguiu, além do mais, que muitos voltassem à fé".

Uma das actividades recentes de Helena foi uma conferência em que explicou as diferentes silhuetas do corpo da mulher e a forma de vestir adequada a cada uma.

Na opinião de Amy Mulvenna, de 23 anos, estudante de crítica de arte, "a maneira como Helena se refere à feminidade procura a relação positiva entre o vestir e a personalidade pessoal".

"Acho que estamos tão esmagados pelas revistas mais famosas que é importante não esquecer cada uma de nós deve apresentar-se com respeito. Revalorizar esse equilíbrio dá mais consistência e mais credibilidade à mulher", acrescentou.

Para Emily Green, aluna da escola de gestão do King's College em Londres, o trabalho deHelena "redefine os papéis e a diferença entre homens e mulheres. As mulheres tornaram-se muito masculinas para se integrarem no mundo laboral. Isso confunde os homens e torna-os mais violentos, quando isso é precisamente uma coisa que as mulheres não querem nem esperam".

"Fascina-me o estilo de desenho da Helena", acrescenta e destaca que "todas queremos reconhecimento social e algumas vezes as mulheres vestem-se para agradar, e não se apercebem de que isso infunde menos respeito. Se uma pessoa não se respeita a si mesma não pode esperar respeito dos outros."

"Vim porque queria ter ideias para me vestir melhor", conta Vicky Weissmann, estudante de medicina. "Se estivermos confortáveis com o que usamos então teremos maior confiança. Além disso, acho que é uma cortesia para com os outros o vestir-se bem".

Helena, que se aproximou do Opus Dei e decidiu viver a sua vida cristã santificando o trabalho, começou uma série de projectos, entre os quais um curso intensivo no Baytree Centre de Londres para jovens dos 14 aos 18 anos. Tem programadas também um conjunto de conferências em universidades e escolas.

Helena deixa um conselho final: "Se queres ser tratada como uma senhora, veste-te como uma senhora".

in acidigital



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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Fato de banho é muito mais giro… e não só


Era eu um bebé e já a minha mãe me vestia fato de banho para ir à praia. E na minha infância não era só eu, mas todas as minhas primas, amigas e colegas do colégio usavam fatos de banho, coloridos e com padrões variados, para ir à praia ou à piscina. Mas à medida que fui crescendo e entrei na adolescência, reparei que quase todas as minhas amigas começavam a usar biquíni. Íamos à praia e já eram muito poucas as que usavam fato de banho: comentava-se, comparava-se, e havia tal “pressão” (éramos miúdas de 13, 14 anos na altura) para usar biquíni, que quem ainda usava fato de banho só o podia fazer por opção própria de não querer entrar na onda.

Claro que eu também me questionei e pensei se queria ou não comprar um biquíni. Conversei com a minha mãe, com amigas que usavam fato de banho e com amigas que usavam biquíni e formei eu própria uma opinião. A primeira conclusão estava à vista: a maior parte das minhas amigas não ficava favorecida com a mudança, notavam-se quilos a mais e imperfeições próprias da fase de crescimento. É claro que isto não acontecia com todas, mas no geral o fato de banho era, sem dúvida alguma, a opção mais elegante.

Um outro motivo, mais racional, foi pensar não pela negativa – o que não posso mostrar – mas pela positiva – o que posso e devo mostrar. Olhando para o corpo humano é fácil perceber que cada parte tem uma função: as pernas e os pés para andar, as mãos e os braços para trabalhar e certas partes mais íntimas para questões fisiológicas e sexuais.

Há também partes essenciais que servem para uma actividade básica do ser humano: a comunicação. Para comunicar precisamos da boca, dos olhos, dos ouvidos e essa é a primeira parte que deve estar à vista. Quando um ser humano é obrigado a tapar estas partes (até as burkas têm uma rede para se poder ver e respirar), isso é um abuso. As mãos, além de serem instrumento de trabalho, são também forma de comunicação, e por isso também devem estar à vista.

Agora, se olharmos para a maioria dos povos, a tradição é a de deixar a descoberto as partes com estas funções referidas e áreas circundantes, mas deixar resguardadas as partes mais íntimas e as zonas mais próximas destas partes. Um decote acentuado, a zona imediatamente por baixo do peito ou por baixo do umbigo remetem automaticamente, é inevitável, para a zona íntima que qualquer mulher quer resguardar. Assim, se eu tapar apenas as partes que não quero mostrar o mais provável é que vá chamar a atenção precisamente para essas partes.

Com a chegada de mais um Verão resolvi trocar ideias com algumas amigas e perguntei a cerca de 20 amigas que usam fato de banho (dos 16 aos 26 anos) o porquê de preferirem o fato de banho ao biquíni. As respostas foram muito interessantes e, pelo menos, dão que pensar. (A maioria destas amigas a quem perguntei são super elegantes, sem problemas de quilos a mais: usam fato de banho porque querem e não porque precisam.)

Há uma coisa com a qual todas concordam: é muito mais elegante. E além disso, muito mais confortável: várias dizem que se sentem mais à vontade consigo mesmas e com os outros. Uma delas diz: “É encantador sem ser revelador. Também é muito mais confortável (comparando com já ter usado biquíni). Uso fato de banho porque me sinto mais à vontade e sei que os outros à minha volta estão também mais à vontade, não vêem só pele.” Outra amiga diz que não quer abrir a sua intimidade a desconhecidos: “se não lhes conto muitas coisas porque são íntimas minhas, porque hei-de mostrar o meu corpo que revela tanto de mim?” Outra ainda (de 16 anos!) diz que tal como não é a mesma coisa estar em topless ou de biquíni, não é a mesma coisa estar de biquíni ou de fato de banho: “acho que é um sinal de respeito pelas pessoas com quem estou na praia ou na piscina”. Há quem justifique a sua preferência com três palavras apenas: “elegância, mistério, feminino”. E também há quem se alongue mais, começando na brincadeira… “Biquíni = soutien/cuecas. Não me imagino a sair à rua em soutien e cuecas! Fato de banho é muito mais elegante porque dá a ilusão de termos pernas maiores, diminui a curva na cintura fazendo com que a medida de peito e de anca sejam a mesma, ou seja, TOP MODELS!” mas revelando logo as suas verdadeiras razões… “o corpo é a manifestação exterior e do nosso interior (alma). (…) Devemos evitar qualquer peça que impeça que os outros nos vejam como pessoas e apenas como corpo. O que acontece é que o biquíni salienta, aliás pior, põe mesmo em relevo as duas partes que mais nos identificam como mulheres. E os homens e as mulheres têm maneiras muito distintas de pensar... É óbvio que não podemos impedir que as pessoas pensem o que quer que seja, mas podemos prevenir! O fato de banho, ao tapar a barriga, ajuda a combater imaginação e o desejo de alguns homens... porque grande parte do problema é esse: o que deixa a desejar. Como já dizia Santa Teresa, 'a imaginação é a louca da casa'!!!” Finalmente, a Maria que, com 18 anos acabados de fazer (giríssima e com 1,80 m de altura), acaba de ser convidada para ser modelo, diz-me “Eu uso fato de banho porque acho que fica mais elegante e porque expõe menos do meu corpo. E, para além disso, de biquíni sinto-me de roupa interior”.

Como é óbvio, tenho também muitas amigas que preferem usar biquíni: fazem-no com más intenções ou com malícia? Tenho a certeza que não e respeito perfeitamente a opção delas (não deixo de gostar ou admirá-las um milímetro a menos por causa disso). Não queria era deixar de expor estas ideias, nas quais se calhar nunca pensaram. Há consequências às quais nós, raparigas, não somos sensíveis (principalmente no que diz respeito aos rapazes) e que provavelmente nunca considerámos. Deixo aqui um vídeo do Jason Evert, que dá ideia de algumas dessas consequências: youtube.com/watch?v=WtzIcz7MOkc.

Para terminar, um último pensamento: tenho a certeza que todas as raparigas e mulheres, ou pelo menos a maioria, deseja ser vista e conhecida por aquilo que é: a sua personalidade, a sua inteligência, etc. A maneira como nos vestimos (cores, combinações) também dizem algo de nós e é normal que as pessoas olhem para a nossa roupa e juntem essas impressões à ideia que têm da nossa pessoa. Mas se a roupa que estou a usar se resume a três pequenos triângulos, é óbvio que as pessoas vão precisamente olhar para esses triângulos… e aí será difícil que reparem na nossa inteligência, simpatia ou personalidade.

Leonor CF

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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Modéstia: O que é isso?!

Happy shopping

Modéstia. Qual é a primeira imagem que vos vem à cabeça quando alguém fala em modéstia? Imaginam mulheres Amish [NT: ver aqui] e freiras a correr na vossa cabeça?
Se é assim, gostava de vos mostrar uma definição diferente de modéstia e porque é que é tão importante para as raparigas jovens e para esta geração.
A modéstia não está somente preocupada com "que quantidade de pele é que eu tenho que tapar." A modéstia é um estilo de vida exterior e interior.
A questão não devia ser "que quantidade de pele é que eu posso mostrar sem arranjar problemas?" ... devia antes ser, "ao usar isto, o que é que eu estou à procura ou que quero mostrar?" ou "embora esteja mesmo confortável a usar isto, será que vai fazer as cabeças de outras pessoas vaguear e pecar?"
Enquanto que fazer os homens não ter pensamentos impuros não seja uma responsabilidade única da mulher, nós temos sem dúvida o dever de nos certificarmos que não levamos os outros a pecar acidentalmente por causa das nossas escolhas sobre o que vestir. Na maior parte das vezes não procuramos vestir-nos luxuriosamente. Simplesmente não temos isso em consideração. Mas não chega evitar as más intenções. Temos que ter intenções puras. Isto pode ser um desafio quando desejamos alguma atenção.
Qual é a mulher que não quer ter atenção?
Se bem que, ao exibir o vosso corpo, garanto-vos que não vão ficar felizes com o tipo de atenção que recebem.
Sem tantas que nem vos consigo dizer quantas vezes ouvi uma rapariga a queixar-se sobre como os rapazes a tratam na escola, como agem à volta dela, como não a respeitam e como são "tão ordinários!". O que a maior parte destas raparigas não percebe é que pela maneira como se vestem, estão a baixar a fasquia para "esses rapazes".
Quer acreditem ou não, a maior parte dos bons rapazes que as raparigas querem realmente atrair impressionam-se mais pelo vosso esforço na modéstia do que no esforço por levar demasiada pele à mostra para um espaço público. Se as pessoas se distraem tanto com a quantidade de pele que mostram, quão difícil vai ser para eles aprenderem a amar-vos como uma pessoa?
Não me interpretem mal. Não estou a dizer que nós raparigas temos que começar a usar vestidos até ao chão e golas altas durante o Verão. Simplesmente tenham a certeza que o vosso giro sentido da moda não está a fazer os outros sentirem-se desconfortáveis.
Pelo contrário, vocês deviam levar os outros a Cristo... não só por palavras, mas através do vosso exemplo. A modéstia não se limita às escolhas da roupa. A modéstia aplica-se a vocês como pessoas inteiras. Seja isso a maneira como andam, a maneira como falam ou a forma como interagem com os outros.
Uma nota paralela sobre a moda: algumas roupa são tãoooooooo confortáveis mas simplesmente não são modestas. Eu tenho imensos calções que são super-confortáveis para usar em casa ou no jardim das traseiras, mas que não os quero usar em público. Porquê? Porque não quero levar os outros a pecar intencionalmente ou mesmo sem intenção e também não quero nunca ser tratada como um objecto... Quero ser sempre tratada com dignidade.
Ah e os vestidos. Há imensos vestidos giros nas lojas, mas a maior parte deles são ridiculamente curtos, justos e transparentes. E, embora pareçam perfeitos quando estamos de pé, nem sequer tentem dobrar-se e apanhar o que quer que seja do chão! Normalmente a solução para os vestidos curtos é vestir um par de leggings ou calções compridos por baixo, mas os vestidos justos e transparentes talvez seja bom evitar. Não só isto dá-vos mais à vontade em todos os sítios por onde andarem ao longo do dia, mas também tenho a certeza que muitos rapazes vos agradeceriam por também estarem a lutar pela sua pureza.
Lembrem-se: vocês não está só a representar-se a vós mesmas ao mundo... estão a representar Cristo.
Lauren Ramseyer (Franciscan University of Steubenville) in chastityproject.com
Tradução: senzapagare.blogspot.com


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terça-feira, 26 de novembro de 2013

“Acima do dinheiro e do meu sonho está o meu pudor”


María Luce Gamboni é uma cantora italiana de dezoito anos que teve a sorte de ser eleita para o papel de Julieta na obra musical “Romeu e Julieta. Ama e muda o mundo”, produzida por David Zard (talvez o maior produtor de musicais italiano). A estreia seria na Arena de Verona e depois nos maiores teatros.

À parte do Factor X, uma carreira garantida, um grande destaque, dinheiro, talvez o festival de San Remo e quem sabe o que mais. No entanto, poucos dias depois da sua estreia, a jovem despediu-se de todos e está de volta a sua casa em Pesaro, onde fez o último ano da escola secundária e o conservatório. Como foi que aconteceu esta grande rejeição no ultimo momento?

Entrevistada por Solidea Vitali Rosati para “Resto del Carlino” no dia 23 de Outubro, explicou que o canto é uma coisa, tirar a roupa, é outra. De facto, na cena de amor com Romeu teria que usar apenas uma camisa de noite transparente. A protagonista principal nem pediu ao director para poder usar pelo menos alguma roupa interior, preferiu dizer: telefonem a outra, “porque por cima do dinheiro e do meu sonho eu prefiro o meu pudor”.

Maria Luce é voluntária no hospital de Pesaro e frequenta a paróquia. Declarou abertamente que “aceitar usar apenas essa roupa seria negar os princípios em que acredito, firmemente enraizados na minha consciência de católica e de mulher. Não concordo com a ideia comum de que a mulher é apenas um corpo nú."

Esta é a grande lição que aos dezoito anos de idade, María Luce dá ás suas companheiras: “Acredito que é importante ter provado que não aceitar compromissos destes é possível e que nos dá uma grande satisfação. Não tenhamos medo de defender os nossos próprios ideais, pensar sempre com a nossa própria cabeça e não se deixar levar. Em resumo, ser capaz de saber renunciar à oportunidade que surge, se se percebe que a experiência não é adequada, que não é justa em si mesma”.

A verdade é que a recusa de María Luz não é de pouca importância. Faz pensar no que há de grotesco no mundo espectáculo: Contratam-te para cantar e encontras-te sem roupa à frente de uma plateia.

«Deu-nos um desgosto grande perdâ-la – diz agora Giulia Riccardi, que é a responsavel da promoção do musical, porque Maria Luce tem uma voz preciosa e é uma excelente pessoa, mas percebemos a sua escolha. Deixou uma produção que a poderia conduzie à fama e quem sabe teria demonstrado mais coragem assim do que a que precisava para sair numa cena de “transparências”».

De volta às aulas do Liceu, Maria Luce comunicou-se com os seus colegas através de uma carta. «Queria dirigir-me aos meus pares e às mulheres porque me senti um objecto nas mãos de quem me queria usar, a mim e à minha feminilidade para o seu próprio êxito. Perdi porque não consegui o que pedia mas ganhei comigo mesma porque em relação ao dinheiro e aos meus sonhos preferi o meu pudor»

O testemunho de María Luz Gamboni é um testemunho bonito, mas também triste, porque é isolado. Pense: falou de pudor. Alguma vez ouviu falar sobre desse tema em alguma homilia? in infovaticana


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domingo, 27 de janeiro de 2013

O Dress Code para o Vaticano: Devia ser universal?


O dress code de modéstia obrigatório para entrar na Basílica de S. Pedro proíbe:

  • chapéus para leigos dentro da basílica
  • calções/saias acima dos joelhos
  • camisas/camisolas sem mangas
  • camisas/camisolas que expõem o umbigo
  • camisas/camisolas para as mulheres que apresentem relevo
  • camisas/camisolas com coisas profanas
  • excesso de jóias
  • o uso de telemóveis também é proibido, assim como fumar.
Na minha humilde opinião de leigo, este mesmo dress code devia ser impresso e afixado na porta de todas a Igrejas Católicas na Terra... O vestuário imodesto que se vê  aos Domingos passa o limite.

O pior é que as pessoas (especialmente as mães) costumavam ter um sentido culto de decência. Hoje em dia isto perdeu-se de tal modo que os homens e mulheres crescidos não vêem nada de mal em entrar numa igreja meio vestidos. A solução não é julgar e envergonhar os outros, mas trazer uma reeducação sobre o que é modesto e apropriado.

PS: Palavras de Nossa Senhora de Fátima em 1917: "Certos estilos e modas estão a ser introduzidos que ofendem gravemente o Meu Divino Filho." by Taylor Marshall


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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O que vestir no local de trabalho - Bárbara Wong

À minha frente, duas estagiárias envergam os calções da moda. Curtos e de ganga. Acham que as vou mandar ao Palácio de Belém, à Assembleia da República, a um ministério, seja onde for? Não.

Uma delas responde: "Tá-se?", "na boa" e despede-se com um "vou bazar!" Tremo só de pensar que fale assim com as pessoas que deve contactar. É o nome do jornal que põe em causa.

Um colega que a ouve comenta: "A geração Morangos com Açúcar chegou às redacções!"

Chegou com 20/21 anos, graças à Declaração de Bolonha, com três anos de formação superior e sem a mínima noção do saber estar num local de trabalho.

Mas a culpa não é delas.

- É dos pais

Eu devo ter sido a última rapariga do planeta a usar combinações e saiotes, obrigada pela minha avó e pela minha mãe, a vesti-los por debaixo das saias mais transparentes. Gozada à grande pelas colegas que nunca tinham visto aquelas peças de roupa interior. Obrigada a despi-las mal saía a porta de casa e a guardá-las na mochila.

Não peço que as usem (já nem devem existir), mas peço que os pais as ensinem a vestir, tenham uma palavra a dizer quando as meninas vão às compras. "O umbigo é bonito para se ver na praia, não na escola, muito menos no local de trabalho."

- É da escola

As meninas/os meninos não têm de estar na sala de aula com o rabo de fora, com a barriga à mostra, com o boné na cabeça, com os chinelos nos pés.

Custa perder um bocadinho da aula a mandá-los vestir a bata de Ciências? Custa, mas pode ser que aprendam... Quem sabe, a funcionária da portaria pode fazer essa triagem antes que os alunos entrem na escola.

- É da faculdade

O ensino superior espera que os meninos cheguem lá bem formados e acredita que estes têm autonomia e são responsáveis, que são adultos. Mas não são. São uns miúdos de calções, literalmente.

Alguém - pode ser o professor responsável pelo estágio, se faz favor - tem de explicar como se deve estar num local de trabalho já que os pais e os professores do básico e do secundário não ensinaram.

Vá lá, alguém faça o seu trabalho para não ser eu, aqui e agora a explicar que estão numa empresa onde não vão servir umas cervejas, mas exercer funções de jornalistas estagiárias.

Ainda bem que chegou o Outono! (jornalista e editora do Público)


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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A imodéstia: o que tem de imprudente e ofensivo - Charles Pope

Um polícia de Toronto terá observado que «As mulheres podiam evitar ser violadas se não andassem vestidas como se fossem prostitutas».

O comentário suscitou protestos por parte de mulheres que organizaram aquilo a que elas próprias chamam «Slut Walks» [em Portugal «Marcha das Galdérias»], durante as quais se apresentam vestidas de forma provocatória e ostentam cartazes condenando a atitude do polícia, que acusam de transferir para a vítima a responsabilidade pelo crime. Mas a reacção passou para o extremo oposto, salientando que as mulheres não têm nada que ter em consideração a maneira como se vestem e o efeito que isso tem nos outros.

Um problema central. [Num debate televisivo] uma das intervenientes mulheres observou: «Quando se veste de forma provocatória, uma mulher está a pedir que olhem para ela como objecto sexual, e não como uma mulher digna de respeito.» Ao que a outra mulher responde: «E qual é o mal de ser um objecto sexual?», uma resposta que põe o dedo na ferida relativamente a muitos dos nossos contemporâneos.

Algumas jovens parecem não fazer a mínima ideia. Dito isto, cheguei à conclusão, depois de conversar com várias mulheres sobre a questão da modéstia, de que muitas delas (em especial as jovens) não têm ideia nenhuma do efeito que provocam nos homens. E confirmei esta impressão assistindo a debates com as adolescentes da catequese, em que reparei que muitas raparigas ainda não perceberam o que está em jogo. Quando uma mulher lhes pergunta: «Porque é que te vestes dessa maneira (provocatória)?», elas respondem quase sempre: «Não sei; é…tipo… tá a ver… confortável! É tipo… cool!»

É possível que algumas não estejam a ser sinceras, e que saibam perfeitamente porque se vestem daquela maneira, mas não duvido de que, até certo ponto, há em tudo aquilo uma inocência que tem de ser formada. Lembro-me de ter lido, aqui há uns anos, uma passagem notável de Wild at Heart, de John Eldridge, que descodificava uma realidade de que me tenho apercebido mesmo nas raparigas mais jovens: «Em última análise, todas as mulheres desejam ter uma beleza a revelar. A maioria das mulheres sente, desde muito cedo, a pressão de ser bela, mas não é a isso que me refiro.

Há também um desejo profundo de ser simples e verdadeiramente bela, e de gostar de o ser. A maior parte recordar-se-á de ter brincado aos vestidos, ao dia do casamento, de ter feito rodopiar o vestido no tempo em que as saias tinham roda e era uma maravilha fazê-las rodopiar: as pequenitas vestiam aqueles vestidos, vinham até à sala de estar e faziam-nos rodopiar.

Aquilo que uma mulher deseja é recuperar o encantamento com que o pai olhava para ela. A minha mulher lembra-se perfeitamente de a porem em cima da mesa de centro da sala, tinha ela uns cinco ou seis anos, a cantar a plenos pulmões. Estão a olhar para mim?, pergunta esta miúda. E gostam do que vêem?» (Kindle edition Loc 367-83).

Talvez seja esta inocência que teve maus resultados, porque não foi dominada; talvez seja por isso que algumas jovens são imodestas no vestir. E depois, muitas delas continuam a sê-lo quando chegam à idade adulta. Mas, mesmo que as suas intenções sejam inocentes, não nos custa nada explicar-lhes que nem toda a gente olha para elas com a mesma inocência e, mais ainda, que há quem se sinta profundamente perturbado pela tentação que ela suscita, em especial quando estas pequenitas já não são nada pequenitas, mas jovens vivazes.


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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Agricultor manda Rihanna vestir-se

"Achei que não era apropriado. Pedi para que parassem e eles fizeram-no. Ela escutou-me e no final demos um aperto de mão", relatou Alan Graham à BBC News, admitindo que não saber quem era Rihanna quando lhe pediram autorização para gravar nas suas terras.

O agricultor explicou, ainda, que as poses e falta de roupa da cantora vão contra as suas crenças. "Do meu ponto de vista, a terra é minha, eu tenho as minhas crenças e senti que aquilo não era apropriado. Não desejo mal nenhum a Rihanna, nem aos seus amigos, mas talvez eles pudessem descobrir um Deus maior".

Após este incidente, a equipa de produção terá de procurar um outro local para gravar o video que vai suportar o lançamento do primeiro single no novo álbum da cantora. in DN


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