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terça-feira, 5 de setembro de 2023

A missão heróica de Madre Teresa no Líbano

Agosto de 1982. Em plena guerra do Líbano, a capital, Beirute, estava sob forte ataque das forças israelitas. Diante daquele cenário dramático encontra-se uma pequena freira, conhecida por Madre Teresa de Calcutá.

Madre Teresa conseguiu que fosse negociado um cessar fogo, quando todos diziam ser impossível. Ultrapassada essa "impossibilidade", foi pessoalmente resgatar as crianças de um orfanato que tinha sido abandonado por todos os trabalhadores, por causa dos bombardeamentos constantes na zona Oeste da cidade.

As crianças daquele orfanato eram "especiais", todas sofriam de alguma deficiência física ou mental. Aquela mulher deu-se ao trabalho de se deslocar a um país em guerra, arriscar a própria vida, e a dos que a acompanhavam, num contexto de guerra intensa para salvar crianças deficientes.

Hoje em dia grande parte dessas crianças são abortadas, por sugestão médica ou desejo dos pais, exactamente por serem "especiais". Madre Teresa deu a sua vida para proteger os mais frágeis, especialmente os bebés na barriga das suas mães. Com esta operação de salvação em Beirute mostrou, mais uma vez, que todas as vidas humanas têm dignidade, independentemente do que o mundo pensa delas.


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sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

O maior destruidor do amor e da paz é o aborto

Se nós aceitamos que uma mãe assassine o seu próprio filho, como podemos dizer às outras pessoas que não se matem? Então, como podemos convencer uma mulher que não faça um aborto? Como em tudo, devemos persuadi-la com amor e recordar que amar significa dar até que doa. Jesus deu a sua vida por nós porque nos amava. 

A mãe que está a pensar fazer um aborto deve ser ajudada a amar, ou seja, dar até que doam os seus planos, o seu tempo livre, para que respeite a vida do seu filho. O pai desta criança, quem quer que seja, deve também dar até que lhe doa. Com o aborto a mãe não aprende a amar, aprende antes a matar o seu próprio filho para resolver os seus problemas.

No aborto diz-se ao pai que não tem qualquer responsabilidade sobre a criança que trouxe à vida. O pai é capaz de colocar outras mulheres na mesma circunstância. Portanto, o aborto só conduz a mais abortos. Qualquer país que aceite o aborto não ensina a sua gente a amar, mas antes a utilizar a violência para receber o que querem. É por isto que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto.

Muita gente preocupa-se bastante com as crianças da Índia, com os miúdos de África, com os que morrem à fome, etc. Muita gente também se preocupa por toda a violência desta nação, os Estados Unidos. Essas preocupações são boas. Contudo, essas mesmas pessoas não se interessam pelos milhões que, intencionalmente, são assassinados por decisão das suas próprias mães. E este é o maior destruidor da paz dos nossos dias - o aborto cegou as pessoas.

Madre Teresa de Calcutá, discurso no 'National Prayer Breakfast' - Washington DC, 3 de Fevereiro de 1994


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domingo, 18 de julho de 2021

15 conselhos de Madre Teresa para alcançar a humildade

Estes 15 conselhos foram dados por Madre Teresa de Calcutá às Irmãs da Caridade:

1. Falar de si tão pouco quanto for possível.

2. Ocupar-se dos seus próprios assuntos.

3. Evitar a ociosidade.

4. Não querer resolver os assuntos dos outros.

5. Aceitar as contradições com bom humor.

6. Passar por alto as falhas dos outros.

7. Aceitar a censura mesmo quando se está inocente.

8. Ceder à vontade dos outros.

9. Aceitar insultos e injúrias.

10. Aceitar ser desconsiderado, esquecido e desprezado.

11. Ser gentil e amável mesmo quando nos provocam.

12. Não procurar ser admirado e amado.

13. Não se escudar atrás da própria dignidade.

14. Ceder nas discussões mesmo quando se tem razão.

15. Escolher sempre o mais difícil


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domingo, 6 de setembro de 2020

6 frases de Madre Teresa sobre o aborto

1) “Um país que aceita o aborto não está a ensinar os seus cidadãos a amar, mas a usar a violência para obter o que querem. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto.”

2) “Eis porque o aborto é um pecado tão grave. Não somente se mata a vida, mas nos colocamos mais alto do que Deus; os homens decidem quem deve viver e quem deve morrer.”

3) “Temos medo da guerra nuclear e dessa nova enfermidade que chamamos de SIDA, mas matar crianças inocentes não nos assusta. O aborto é pior do que a fome, pior do que a guerra.”

4) “Mas eu sinto que o maior destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança – um assassinato directo da criança inocente – assassinato pela própria mãe. E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo sua própria criança, como podemos dizer para outras pessoas que não se matem uns aos outros?”

5) ”A pior calamidade para a humanidade não é a guerra ou o terremoto. É viver sem Deus. Quando Deus não existe, admite-se tudo. Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra!”

6) “O aborto pode ser combatido mediante a adopção. Quem não quiser as crianças que vão nascer, que as dê a mim. Não rejeitarei uma só delas. Encontrarei uns pais para elas. Ninguém tem o direito de matar um ser humano que vai nascer: nem o pai, nem a mãe, nem o estado, nem o médico. Ninguém. Nunca, jamais, em nenhum caso. Se todo o dinheiro que se gasta para matar fosse gasto em fazer as pessoas viver, todos os seres humanos vivos e os que vêm ao mundo viveriam muito bem e muito felizes. Um país que permite o aborto é um país muito pobre, porque tem medo de uma criança, e o medo é sempre uma grande pobreza.”

in ChurchPop


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quarta-feira, 5 de setembro de 2018

O confessionário não é um local para conversas banais ou tagarelices

A confissão é um acto magnífico, um acto de grande amor. Só aí podemos entregar-nos enquanto pecadores, portadores de pecado, e só da confissão podemos sair como pecadores perdoados, sem pecado.

A confissão é esse momento em que eu permito a Cristo suprimir de mim tudo o que divide, tudo o que destrói. A realidade dos meus pecados deve vir primeiro. Quase todos nós corremos o perigo de nos esquecermos de que somos pecadores e de que nos devemos apresentar à confissão como tais. Devemos dirigir-nos a Deus para Lhe dizer quão pesarosos estamos de tudo o que possamos ter feito que O tenha magoado.

O confessionário não é um local para conversas banais ou para tagarelices. Aí preside um único tema – os meus pecados, o meu arrependimento, como vencer as minhas tentações, como praticar a virtude, como crescer no amor a Deus.

Madre Teresa de Calcutá in 'Não há maior amor'


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terça-feira, 5 de setembro de 2017

"Sem Deus somos demasiado pobres para ajudar os pobres"

Lembro-me das palavras fortes e avassaladoras que a Madre Teresa dirigiu a um jovem sacerdote, Angelo Comastri, que é hoje Cardeal arcipreste da Basílica de São Pedro, em Roma. No seu livro 'Dio scrive dritto', diz coisas magníficas. Eis o relato desse encontro impressionante com a santa, que transcrevo com grande emoção:

"Telefonei para a casa-mãe das Irmãs Missionárias da Caridade, para marcar um encontro com a Madre Teresa de Calcutá, mas a resposta foi categórica: 
- Não é possível encontrar-se com a Madre, por causa dos compromissos que ela já tem.
Ainda assim, fui até lá. A irmã que me abriu a porta perguntou-me educadamente:
- O que deseja?
- Gostaria apenas de me encontrar durante uns instantes com a Madre Teresa. Surpreendida, a irmã respondeu: 
- Lamento, não é possível...

Não arredei pé, dando a entender à irmã que não me iria embora sem ver a Madre Teresa. A irmã afastou-se e voltou na companhia da Madre... Tive um sobressalto e fiquei sem palavras.

A Madre levou-me a sentar numa pequena sala perto da capela. Entretanto, recompus-me um pouco e consegui dizer:
- Madre, sou um padre muito novo; estou a dar os primeiros passos. Vim pedir-lhe que me acompanhe com a sua oração.
A Madre olhou para mim com doçura e ternura e depois, sorrindo, respondeu:
- Rezo sempre pelos sacerdotes. Rezarei também por ti.
Depois deu-me uma medalha de "Maria Imaculada"; colocou-a na minha mão e disse:
- Durante quanto tempo rezas, por dia?
Fiquei espantado, um pouco embaraçado. Depois, procurando lembrar-me, respondi:
- Madre, celebro todos os dias a Santa Missa, e rezo todos os dias o breviário; sabe, na nossa época, é uma prova heróica [corria o ano de 1969]! Também rezo todos os dias o terço e faço-o de boa vontade, porque aprendi a fazê-lo com a minha mãe.

A Madre Teresa apertou com as suas mãos rugosas o terço que trazia sempre consigo. Depois, fixando em mim os seus olhos cheios de luz e de amor, disse-me: 
- Isso não chega, meu filho! Não chega, porque o amor não pode limitar-se ao mínimo indispensável; o amor exige o máximo!
Não compreendi logo aquelas palavras da Madre Teresa e, como que para me justificar, repliquei:
- Madre, estava à espera que me perguntasse que actos de caridade faço.
De repente, o rosto da Madre tornou-se muito sério e ela disse com voz firme: 
- Achas que eu conseguiria praticar a caridade se não pedisse todos os dias a Jesus que enchesse o meu coração com o seu amor? Achas que poderia percorrer as ruas à procura dos pobres se Jesus não comunicasse à minha alma o fogo da sua caridade?

Senti-me então muito pequenino... E olhei para a Madre Teresa com admiração profunda e o desejo sincero de entrar no mistério da sua alma tão cheia de presença de Deus. Destacando cada palavra, ela acrescentou:
- Lê atentamente o Evangelho, e verás que Jesus, pela oração, também sacrificava a caridade. E sabes porquê? Para nos ensinar que, sem Deus, somos demasiado pobres para ajudar os pobres!
Nessa altura, víamos tantos sacerdotes e religiosos a abandonarem a oração para mergulharem - como eles diziam - no domínio social. As palavras da Madre Teresa pareceram-me um raio de sol e repeti lentamente cá dentro: Sem Deus somos demasiado pobres para ajudar os pobres!
Cardeal Sarah in 'A Força do Silêncio'


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sábado, 5 de novembro de 2016

«Calcutá»: o meu testemunho

Há uns dias atrás tive a graça de assistir ao musical «Calcutá». Poupo os elogios à encenação, aos cantores e actores, ao modo como tudo estava feito. Por um lado porque suponho que já receberam os louvores mais do que merecidos e, por outro, porque «a minha área» não é bem essa, apesar de ser entusiasta de muitos dos grandes musicais.

Gostei imenso de «Calcutá». Reavivou na minha memória tantos valiosos episódios e ensinamentos da vida da Santa Madre Teresa. Lembrei o proveito que tirei ao ler «Vem, sê a minha luz» que, não duvido, entrará (já entrou) nos grandes clássicos de espiritualidade. 

No entanto, entre as mensagens de «Calcutá» fiquei com uma que, admito, poderá não ser a mais importante. Já na parte final, uma das «Irmãs» explica ao jornalista (ou talvez uma voluntária…) que, mesmo sendo muitos os que batiam à porta da Congregação à procura de auxílio, nunca lhes tinha faltado o que era necessário para darem a quem precisava. É certo, como ouvimos uma e outra vez em Calcutá, que a vida e obra da Madre é o «amor em acção», mas também se poderia acrescentar que é a fé na Providência divina em acção: Deus pode cuidar de tudo. 

Para mim, sacerdote, vieram-me à cabeça as ocasiões em que «mais uma pessoa» me pede que a escute  e parece já não haver tempo: não será melhor dizer  que não? Não, não é : o tempo para estar com as pessoas acaba sempre por aparecer. 

«Calcutá» relembrou-me que a Providência divina cuida dos mais pequenos pormenores e que, por isso, sempre posso e devo dizer a quem me procura: vem à vontade, tenho tempo para falarmos. Deus é Senhor do tempo… e dos alimentos… e do mundo! Tanto nas pessoas que as Irmãs devem cuidar como nos penitentes que recorrem ao sacerdote as matemáticas falham redondamente e a Providência «acerta» sempre.

Obrigado, Matilde Trocado e Companhia, por me terem recordado a necessidade de ter mais fé no «suave e forte cuidado de Deus pelo mundo» (i.e., na Sua Providência). 

Pe. João Paulo Pimentel


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segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A oração que levou à canonização de Madre Teresa

O milagre alcançado por um fiel brasileiro por intercessão de Madre Teresa de Calcutá, aprovado pelo Vaticano para a canonização da Beata, teve início com uma oração e a fé de uma família. O homem tinha múltiplos tumores no cérebro. Os seus familiares tiveram contacto com a Beata Teresa por intermédio de Padre Elmiran Ferreira, que os acompanhou na durante doença, tendo visitado o homem no hospital. 

O sacerdote deu-lhes uma oração a Madre Teresa para que a família rezasse de maneira intensa e assim o fizeram. Segundo ele, "a Madre Teresa tornou-se conforto e alento naquela longa jornada".

A oração que a família do miraculado rezou:

"Beata Teresa de Calcutá, tu permitiste ao sedento amor de Jesus na Cruz tornar-se uma chama viva dentro de ti. Chegaste a ser luz do Seu amor para todos. Obtém do coração de Jesus... (pedido). Ensina-me a deixar Jesus penetrar e possuir todo o meu ser, tão completamente, que a minha vida também possa irradiar a Sua luz e amor para os outros.
Amen."

in ACI Digital


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domingo, 4 de setembro de 2016

O director espiritual de Madre Teresa e S. Josemaria

O Fr. Brian Kolodiejchuck M.C. foi Director Espiritual de Madre Teresa de Calcutá. Depois dela morrer, tornou-se o postulador da Causa de Canonização de Madre Teresa e publicou o livro com a compilação das cartas privadas da futura Santa Teresa de Calcutá.

Com um conhecimento tão profundo da vida interior de uma Santa, vale a pena ler como ele compara a futura Sta. Teresa de Calcutá com S. Josemaria Escrivá:
"É surpreendente comprovar quão diferentes são os carismas e os caracteres dos santos na Igreja. Às vezes parece mesmo que se opõem entre si, mas quando se chega a conhecer com profundidade a vida e o espírito de cada um, acaba por se perceber o comum denominador que os une: ser reflexo do modo de ser de Cristo, o Santo por excelência. "
"Assim acontece no caso de duas das grandes personagens da Igreja católica do século XX: o Beato Josemaría Escrivá e a Madre Teresa, duas pessoas e dois carismas muito diferentes, e ao mesmo tempo com tantos pontos em comum."
"É casualidade a coincidência temporal: a Providência divina quis que nos mesmos dias em que a Madre Teresa chegasse a Dublin vinda de Skopje (Macedónia) para iniciar a sua vida religiosa, a finais de Setembro ou inícios de Outubro de 1928, o beato Josemaría, em Madrid, visse a Vontade de Deus acerca do que seria o Opus Dei. "
"Entre esses pontos em comum não posso deixar de assinalar o grande amor à Igreja, ao Papa, à confissão sacramental; ou a fé indiscutida no valor da oração como ponto de partida de toda a acção apostólica; e tantos outros aspectos, como a capacidade de empreender iniciativas ambiciosas ao serviço dos outros. "
"Até mesmo algumas facetas do carácter dos dois reflectem muitas vezes este denominador comum, e também a capacidade de resolver instantaneamente problemas que pareciam humanamente insolúveis. "
"Entre outros muitos pontos, gostava de me referir a um particularmente característico do carisma da Madre Teresa: o seu amor pelos pobres, pelos doentes, pelos moribundos, em última análise, pelos mais necessitados de ajuda. Neles, a Madre Teresa via o próprio Cristo. "
"Também na vida do Beato Josemaria encontramos um grande compromisso por ajudar Cristo presente nas pessoas que padecem necessidade. Não só por meio do grande esforço que o Opus Dei desenvolve para formar as pessoas, manifestado em tantos centros, colégios, universidades, etc. Existe também um grande esforço de compromisso social por melhorar as condições de todos os seres humanos e, mais importante ainda, e por ajudar a todos a ser capazes de entender o sentido verdadeiro e o valor sobrenatural destes sofrimentos. Vêmo-lo muito particularmente nos primeiros anos da história do Opus Dei, tal como se regista em vários dos testemunhos recolhidos neste livro, e sobretudo nas palavras daqueles que testemunharam o trabalho pastoral do beato Josemaría nos hospitais de Madrid, como a Irmã Maria Jesus Sanz, Asunción Muñoz e Irmã Isabel Martín. Os pobres, os doentes, os desenganados, foram as armas para vencer na sua batalha para que o Opus Dei abrisse caminho. "
"Em ambos os casos, tanto para o fundador do Opus Dei como para a Madre Teresa, na raiz deste compromisso reconhecia-se a fé, que lhes permitia descobrir Cristo em cada homem".


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segunda-feira, 7 de março de 2016

Beata Teresa de Calcutá escreve às suas Irmãs

Os pobres têm sede de água, mas também de paz, de verdade e de justiça. Os pobres estão nus e têm necessidade de roupas, mas também de dignidade humana e de compaixão para com os pecadores. Os pobres estão sem abrigo e têm necessidade de um abrigo feito de tijolos, mas também de um coração alegre, compassivo e cheio de amor. Eles estão doentes e têm necessidade de cuidados médicos, mas também de uma mão amiga e de um sorriso acolhedor.

Os excluídos, os que são rejeitados, os que não são amados, os prisioneiros, os alcoólicos, os moribundos, os que estão sós e abandonados, os marginalizados, os intocáveis e os leprosos [...], os que estão na dúvida e confusos, os que não foram tocados pela luz de Cristo, os que têm fome da palavra e da paz de Deus, as almas tristes e angustiadas [...], os que são um fardo para a sociedade, os que perderam toda a esperança e a fé na vida, os que se esqueceram como se sorri e os que já não sabem o que é receber um pouco de calor humano, um gesto de amor e de amizade – todos eles se voltam para nós para serem reconfortados. Se lhes viramos as costas, viramos as costas a Cristo.

in Carta às suas colaboradoras de 10/04/1974


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sábado, 5 de setembro de 2015

Em Harvard... quando Madre Teresa encontrou Tennessee Williams

Inesperadamente abençoado: Um encontro com Madre Teresa de Calcutá

Tennesse Williams, um dos maiores escritores de teatro americano e autor de Um Eléctrico Chamado Desejo e Gata em Telhado de Zinco Quente, fazia parte de um grupo de 11 pessoas a quem foram atribuídos doutoramentos honoris causa nas cerimónias de graduação em Harvard em 1982.
Tennessee Williams
Entre os distinguidos estava a Madre Teresa de Calcutá, vencedora do Prémio Nobel da paz. Robert Kiely, actualmente professor jubilado de inglês e durante 26 anos, até 1999, superior da Adams House de Harvard, estava encarregue de acompanhar Williams durante as cerimónias académicas.

Na segunda parte das memórias dos seus anos como Master de Adams, recentemente publicadas pela revista online The Gold Coaster dos antigos alunos da casa, Robert Kiely revela este episódio que testemunhou:
«No jantar de gala para os homenageados na véspera das cerimónias de graduação, Williams (um homem baixo e tímido) estava nervoso e um pouco impressionado com a formalidade de Harvard, mas depois da sobremesa e de algum vinho, quando um grupo de estudantes entrou para cantar, ele sorriu e, mais descontraído, pegou na minha mão e na da senhora de idade que estava ao lado dele, dizendo (ao jeito de uma das suas personagens): “Apenas quero estar rodeado de belas pessoas”. 

Na manhã seguinte, quando fui ter com ele à Johnston Gate para o cortejo académico, parecia outra vez ansioso, porque vestia um casaco desportivo, não tinha traje académico e sentia-se deslocado em Harvard. Tentei sossegá-lo mas ele ficou ainda mais tenso quando nos disseram para entrar no Massachusetts Hall onde os homenageados assinariam um livro de honra.

Dentro da sala de recepções, um verdadeiro rodopio de trajes vermelhos e gente “importante” em pé e a conversar, como se num cocktail académico. Pensei que Williams estaria a ponto de bater em retirada quando ele e eu vimos duas freiras muito pequenas (ignoradas por toda a gente) sentadas num sofá do outro lado da sala a rezar o Rosário. “Meu Deus!”, sussurrou Williams, agarrando o meu braço, “é a Madre Teresa!” 

Eu tinha feito parte da comissão dos graus honorários e sabia que ela viria, apesar de não ter estado presente no jantar. Tennesse (naquela fase já era “Tennessee” para mim) pediu-me: “Pode apresentar-nos?” Respondi-lhe que não a conhecia, mas “Sim, claro” isso é o que é suposto os Masters fazerem: apresentarem toda a gente a todos os outros. E assim atravessámos a multidão de cor encarnada e eu – na mais insólita apresentação que jamais fiz – disse respeitosamente à minúscula e enrugada freira, “Madre Teresa, este é Tennessee Williams”. Ela ergueu o olhar amavelmente, obviamente sem fazer ideia de quem fosse Tennessee Williams. E então algo extraordinário aconteceu que eu tenho quase a certeza absoluta de que mais ninguém naquela sala se apercebeu. Tennessee caíu de joelhos e pôs a cabeça no colo dela. E ela acariciou a cabeça dele e abençoou-o. Depois disso e durante todo o resto do dia, ele resplandecia.

Durante o cortejo, disse-me, “Agora sei por que vim a Harvard”. (E eu tenho para mim que isso foi um factor decisivo para ele deixar parte do seu espólio à Houghton Library)»

in Harvard Magazine


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quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Aprenderemos a servir - Beata Teresa de Calcutá

Seja o que for que fizeres, nem que seja ajudar alguém a atravessar a rua, é a Jesus que o fazes. Dás um copo de água, e é a Jesus que o dás (Mt 25, 35) – pequeno preceito de nada, mas crucial, sempre mais esclarecedor. Não devemos temer o amor de Cristo, amar como Ele amou. Pouco importa que o nosso trabalho seja modesto, humilde; façamo-lo com o amor do próprio Cristo.

Por mais belo que possa ser o teu trabalho, permanece desapegado, sempre pronto a renunciares a ele. O que tu fazes não é teu. Os talentos que Deus te deu não são teus; foram-te dados para os usares para a glória de Deus. Sê generoso e leva a efeito tudo o que tens em ti para agradar ao bom Mestre.

Que temos de aprender? A ser mansos e humildes (Mt 11,29); se nos tornarmos mansos e humildes, aprenderemos a rezar; e aprendendo-o, pertenceremos a Jesus; e pertencendo-Lhe, aprenderemos a acreditar; e acreditando, aprenderemos a amar; e amando, aprenderemos a servir.

in Não há amor maior ('No Greater Love')


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quarta-feira, 24 de junho de 2015

Morreu a primeira sucessora de Madre Teresa de Calcutá

Morreu ontem (23 de Junho) a irmã (ou Sister) Nirmala Joshi, a primeira sucessora de Madre Teresa de Calcutá à frente das Missionárias da Caridade. Serviu a Igreja como Superiora Geral das Missionárias entre 1997 e 2009. Nesse último ano deixou o cargo por causa da doença que já a afectava. 

O blog Senza sabe, por amigos que já ajudaram as próprias irmãs em Calcutá, que a Sr. Nirmala estava doente nos rins há algum tempo e tinha-se recusado a receber tratamentos, que só iriam prolongar uma morte inadiável. Estamos certos que a Sr. Nirmala ofereceu estes últimos anos pelas irmãs, pois os sacrifícios dos doentes era algo muito querido pelo carisma da Madre Teresa.

O Arcebispo de Calcutá, D. Thomas D'Souza, que visitara a Sr. Nirmala há 15 dias, quando ela recuperou a consciência, mostrou-se muito tocado pela sua morte, dizendo que "ela era uma grande alma" e louvando o seu trabalho. Disse  D. Thomas que "ela nunca falava sobre si mesma, estava muito mais preocupada sobre como promover a paz e ajudar os pobres... tinha uma união profunda com Jesus e foi uma gentil apóstola da paz até ao fim."

A Sr. Nirmala nasceu em 1934 na Índia oriental, numa família Hindu do Nepal, que servia o império britânico. Andou em escolas cristãs e, inspirada pelo trabalho da Madre Teresa, baptizou-se e deu a sua vida para ser missionária da Caridade. Ao fazer os votos mudou o seu nome para "Nirmala" que, em Sanskrit, significa "pureza". É normal, dada a insistência que a Madre Teresa dava à luta pela Santa Pureza, mesmo para os mais pobres que viviam em condições muito degradantes.

A Sr. Nirmala fez um mestrado em ciência política e também estudou direito e, nos anos 70, tornou-se superiora do ramo contemplativo das Missionárias. Só mais tarde, já em 1997, é que foi eleita Superiora Geral, pouco antes da morte de Madre Teresa. Foi graças a ela que o processo de beatificação de Madre Teresa avançou tão rápido. Já se fala que no próximo ano da misericórdia o Santo Padre pode canonizar Madre Teresa, concluindo o processo de canonização.

Em 2009 o lugar da Sr. Nirmala foi ocupado pela Sr. Mary Prema, que é hoje a Superiora Geral das Missionárias da Caridade.


Santa Missa na Forma Extraordinária celebrada numa casa das Missionárias da Caridade em Puerto Rico.


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domingo, 1 de março de 2015

Permaneçamos vazios para que Deus possa preencher-nos

As riquezas, quer sejam materiais ou espirituais, podem asfixiar-nos se não fizermos delas uma utilização adequada. Porque nem o próprio Deus consegue colocar coisa alguma num coração que já está cheio. Mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, reaparece o apetite pelo dinheiro e a avidez por tudo o que o dinheiro pode proporcionar – a procura do supérfluo, do luxo na comida, no vestuário e no entretenimento. 

As necessidades começam a aumentar, uma coisa atrai a outra. Mas no fim fica-se com um sentimento incontrolável de insatisfação. Permaneçamos tão vazios quanto possível para que Deus possa preencher-nos. 

Nosso Senhor é um exemplo vivo disto: logo no primeiro dia da sua existência humana, conheceu uma pobreza que nenhum ser humano alguma vez conhecerá porque, «sendo rico, tornou-Se pobre» (2Cor 8,9). Cristo esvaziou-Se de toda a sua riqueza. É aqui que surge a contradição: se eu quiser ser pobre como Cristo, que Se tornou pobre embora fosse rico, que devo fazer? Seria uma vergonha para nós sermos mais ricos do que Jesus que, por nossa causa, suportou a pobreza. 

Na cruz, Cristo foi privado de tudo. A própria cruz fora-Lhe dada por Pilatos; os pregos e a coroa, pelos soldados. Estava nu. Quando morreu, despojaram-no da cruz, retiraram-Lhe os pregos e a coroa. Foi envolto num pedaço de tecido dado por uma alma caridosa e foi enterrado num túmulo que não Lhe pertencia. E isto quando poderia ter morrido como um rei ou mesmo poupar-Se à morte. Mas Ele escolheu a pobreza porque sabia que ela é o verdadeiro meio de possuir Deus e de trazer o seu amor para a Terra.

Beata Teresa de Calcutá in No Greater Love 


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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

E os que são dispensáveis aos olhos da sociedade? - Madre Teresa

Uma vez que Cristo é invisível, não podemos mostrar-Lhe o nosso amor; mas o nosso próximo não é invisível, por isso podemos fazer por ele aquilo que gostaríamos de fazer por Cristo, se Ele fosse visível. 

Hoje em dia, o próprio Cristo está presente em todos aqueles que são dispensáveis, naqueles a quem não damos emprego, nos que deixamos de tratar, nos que têm fome, nos que não têm roupa ou habitação. Todos eles parecem inúteis aos olhos da sociedade e do Estado. Ninguém tem tempo para eles. É por isso a nós, cristãos como tu e eu, se o nosso amor for verdadeiro e digno do amor de Cristo, que cabe a tarefa de os encontrar e ajudar. Eles existem para que nós os encontremos. 

Trabalhar por trabalhar é o perigo que nos ameaça de todos os lados. É então que entram em campo o respeito, o amor, a devoção, para que possamos oferecer a Cristo, e por Ele a Deus, o fruto do nosso trabalho, que nos esforçamos por fazer da melhor maneira possível.

Beata Teresa de Calcutá  in Something Beautiful for God via EAQ



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quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

A Madre Teresa preferia a Comunhão na boca

Uma das irmãs mais velhas, espectadora diária dos actos da Madre Teresa, testemunha a enorme fé que ela tinha na Eucaristia:

"A Madre recebia diariamente a Sagrada Comunhão com enorme devoção. E se acontecesse celebrar-se segunda Missa na Casa-Mãe em determinado dia, tentava sempre assistir a ela, mesmo que tivesse muito que fazer. Nessas ocasiões, costumava dizer: ‹‹Que bonito que é receber Jesus duas vezes por dia.››

A profundíssima reverência que a Madre tinha pelo Santíssimo Sacramento era um sinal da fé profunda que tinha na Presença Real de Jesus sob as aparências de pão e de vinho. A atitude de adoração, gestos como as genuflexões - com ambos os joelhos na presença do Santíssimo Sacramento exposto, mesmo quando já era bem entrada em anos -, a postura que adoptava - de joelhos e de mãos postas - , a preferência por receber a Sagrada Comunhão na boca, tudo isso são provas da fé que tinha na Eucaristia."

in Madre Teresa, Vem, Sê a Minha Luz (Aletheia), p. 220
Pe. Jibon Gomes a distribuir a Sagrada Comunhão à Beata Teresa


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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Carta de Madre Teresa de Calcutá a uma irmã doente

Minha querida Filha,

Obrigada pela consoladora carta de dia 14. Continue a buscar o Sagrado Coração. Por que se preocupa com a possibilidade de ser ou não tuberculose? A Irmã é Dele e isso é um presente que Ele lhe dá, a si que é Sua esposa. A Madre não lhe ensinou a dizer na profissão: "Desejo tornar-me Esposa de Jesus Crucificado? Não é Jesus glorificado nem no presépio mas na Cruz, sozinho, despido, sangrando, sofrendo, morrendo na Cuz. 

Por isso se for a primeira da Sociedade que Ele escolhe para estar sozinha na cama da Cruz, pois minha filha temos de dar graças a Deus por tudo, por este amor especial que Ele demosntra ter po si, por mim e pela Sociedade. A Irmã ainda é uma criança e a vida é bela - mas o caminho que Ele escolheu para si é o caminho verdadeiro. Por isso sorria, sorria à Mão que lhe bate, beije a Mão que a prega na Cruz. 


Não me parece que a Irmã tenha tuberculose, mas deixe-os fazerem-lhe tudo o que quiserem. Seja como um cordeirinho, sorrindo a toda a gente. Não se preocupe que eu vou arranjar dinheiro e vou vê-la logo que tenha notícias mais concretas da Irmã.

"Que eles ergam os olhos e só vejam Jesus." Prometi a Nossa Senhora 25000 Memorare's pela sua cura e havemos de os dizer ao longo destes 9 dias. Por favor agradeça à M. Rose a simpatia que tem tido para consigo. Sinto-me muito feliz com o que Deus bem quiser fazer com todas vós, sois todas Dele.

Ame a Jesus e mantenha um coração sorridente para Ele. Todos esses pensamentos perturbadores vêm do demónio, ignore-os a todos. Deus a abençoe, minha filha.

Madre

in Madre Teresa, Vem, Sê a Minha Luz (Aletheia)


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