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sexta-feira, 29 de maio de 2026

Bispo encerra paróquia que tinha voltado à vida com a Missa em Latim

A paróquia de São Josafat, em Detroit, havia sido revitalizada pela Missa no Rito Romano Tradicional. A Missa Tradicional começou a ser celebrada nessa igreja em 2004, quando a paróquia se encontrava em plena decadência. Essa liturgia conduziu a um rápido aumento da assistência, particularmente entre os católicos mais jovens.
No entanto, em 2012, surgiram tensões no seio da paróquia de São Josafat entre os paroquianos do Novus Ordo e os do Rito Antigo. Isto seguiu-se à nomeação de um novo pároco.
Alguns membros mais antigos manifestaram preocupações quanto ao nível de envolvimento e à contribuição financeira do grupo mais jovem. Contudo, segundo relatos dos envolvidos, a comunidade da Missa em Latim contribuía com aproximadamente dois terços da receita da paróquia. A disputa prolongou-se por vários anos.
Agora, a paróquia foi encerrada definitivamente.
Esta é de uma paróquia moribunda que, despois receber uma inesperada tábua de salvação por parte dos católicos de Missa Tradicional, preferiu morrer.
A Arquidiocese Prefere a Morte à Vida
Após a publicação do Summorum Pontificum (2007), o número de Missas em Latim na Arquidiocese de Detroit aumentou significativamente, atingindo 28 locais antes de 2021.
O então Arcebispo Allen Vigneron descreveu a política como um «sucesso notável» que ajudara a restaurar a paz eclesial e a produzir resultados positivos na vida dos fiéis.
Em Fevereiro de 2025, Monsenhor Edward Weisenburger foi nomeado Arcebispo de Detroit e aboliu duas dezenas de Missas. Deixou apenas quatro, em locais inconvenientes.
A Fraternidade Sacerdotal São Pio X estabeleceu a sua primeira presença nos Estados Unidos na área de Detroit em 1975, na igreja de São José. Esta capela continua a prosperar.
in gloria.tv


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quinta-feira, 7 de maio de 2026

A proibição da Missa Tradicional é um abuso de poder

A liturgia romana tradicional da Missa foi a liturgia dos nossos antepassados. Foi a forma da Missa com que a maioria das nações europeias (excepto alguns países da Europa de Leste e os ritos ambrosiano e moçárabe), todas as nações americanas e a maioria das nações africanas, asiáticas e oceânicas foram evangelizadas.

«O que as gerações anteriores consideraram sagrado, permanece sagrado e grande para nós também» (Papa Bento XVI).

«O problema do novo Missal está em ter sido abandonada uma história sempre contínua, antes e depois de São Pio V, e na criação de um livro totalmente novo (embora compilado a partir de material antigo)» (Cardeal Joseph Ratzinger).

A «publicação [do novo Missal] foi acompanhada por uma espécie de proibição de tudo o que a precedeu, o que é inédito na história da liturgia e do direito eclesiásticos» (Cardeal Joseph Ratzinger).

«Posso afirmar com certeza, com base no meu conhecimento dos debates conciliares e da minha leitura repetida dos discursos dos Padres Conciliares, que isto [ou seja, a reforma tal como está agora no novo Missal] não corresponde às intenções do Concílio Vaticano II» (Cardeal Joseph Ratzinger).

A liturgia romana tradicional da Missa foi a liturgia de todos os Santos do rito latino que conhecemos pelo menos durante todo o último milénio; daí a sua antiguidade milenar. Embora comumente chamada Missa «Tridentina», a forma exacta da Missa já estava em uso vários séculos antes do Concílio de Trento, e esse Concílio pediu apenas que se canonizasse essa forma venerável e doutrinalmente segura da liturgia da Igreja Romana.

A liturgia romana tradicional da Missa tem a maior afinidade com os ritos orientais ao dar testemunho da lei litúrgica universal e ininterrupta da Igreja: «No Missal Romano de São Pio V, como em várias liturgias orientais, há orações muito belas através das quais o sacerdote expressa o mais profundo sentido de humildade e reverência perante os Mistérios Sagrados: elas revelam a própria substância da Liturgia» (Papa João Paulo II).

O Papa e os Bispos não têm, portanto, autoridade para proibir ou limitar tal forma venerável da Santa Missa, oferecida pelos Santos durante mais de mil anos, da mesma forma que o Papa ou os Bispos não teriam autoridade para proibir ou reformar significativamente a forma venerável do Credo Apostólico ou Niceno-Constantinopolitano, precisamente por causa do seu uso venerável, contínuo e milenar.

Cumprir a proibição abusiva dessa forma venerável da Missa dos Santos, emitida infelizmente por eclesiásticos, neste tempo de crise eclesial sem precedentes, constituiria uma falsa obediência.

O incumprimento das proibições da Missa Tradicional não torna, por esse facto, alguém cismático, desde que se continue a reconhecer o Papa e os Bispos, a respeitá-los e a rezar por eles.

Ao desobedecer formalmente a tal proibição inédita de um património inalienável da Igreja Romana, obedece-se de facto à Igreja Católica de todos os tempos e a todos os Papas que celebraram diligentemente e ordenaram a preservação dessa forma venerável e canonizada da Missa.

A proibição actual do rito tradicional da Missa é um fenómeno temporário e cessará. A Igreja Romana vive hoje uma espécie de exílio litúrgico, i. é., a Missa Tradicional foi exilada de Roma; no entanto, o exílio terminará, com certeza, um dia.

Como a Missa Tradicional tem sido usada de forma ininterrupta há mais de um milénio, santificada pela recepção universal ao longo do tempo, pelos Santos e pelos Pontífices Romanos, pertence ao património inalienável da Igreja Romana. Consequentemente, no futuro, os Pontífices Romanos reconhecerão sem dúvida uma vez mais e restabelecerão o uso dessa liturgia tradicional da Missa.

Os futuros Papas agradecerão a todos os sacerdotes e fiéis que, em tempos difíceis, apesar de todas as pressões e falsas acusações de desobediência, e num espírito de sincero amor pela Igreja e pela honra da Santa Sé, mantiveram e transmitiram o grande tesouro litúrgico da Missa tradicional às gerações futuras.

D. Athanasius Schneider in One Peter Five


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sexta-feira, 17 de abril de 2026

"Todos os Bispos Holandeses estão de acordo com o Rito Romano Tradicional"

O Bispo Auxiliar Robert Mutsaerts, da diocese de ’s-Hertogenbosch, nos Países Baixos, falou com o LifeSiteNews.com sobre o colapso da Fé, a frequência na Missa e as vocações nos Países Baixos, bem como a lufada de ar fresco do Rito Romano. Pontos principais:

- Na sua cidade natal de Tilburg (população de 180.000 habitantes), no final da década de 1950 e início da de 1960, 97% das pessoas eram católicas e 96% frequentavam a Missa dominical.

- Depois do Concílio Vaticano II, os Países Baixos passaram de melhor aluno da turma a aluno mais rebelde, que queria reformar a Igreja Universal. Nessa altura, a taxa de confissão desceu de cerca de 90% para menos de 10% em um ou dois anos.

- Perdemos a nossa identidade católica porque queríamos ser tão agradáveis à sociedade secular. Isto é semelhante ao que está a acontecer agora na Alemanha com o Caminho Sinodal. São discutidos os mesmos temas e as mesmas opiniões. Não leva a nada… apenas ao colapso da Igreja.

- Quem fala de Deus, do Céu, do Inferno, do arrependimento e das outras coisas essenciais?

- No que diz respeito à Missa Tradicional, todos os bispos holandeses estão de acordo e são a favor dela.

- Os jovens sentem-se atraídos pelo Rito Antigo e vão a esse rito.

- Em Amesterdão, a Fraternidade Sacerdotal de São Pedro atrai grande número de jovens e de jovens famílias.

- Eu nunca celebrei a Missa Antiga porque não sei celebrar, mas sei que é bela. Como Bispo, assisti apenas uma vez a uma celebração, na Catholic Identity Conference, em Pittsburgh [2025].

in gloria.tv


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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Muitos jovens encontram Jesus Cristo por causa da Missa Tradicional

O Cardeal Willem Eijk, Arcebispo de Utrecht, celebrou a primeira Missa Pontifical pública, em Rito Romano Tradicional. Eis alguns pontos do que descreveu em entrevista ao Messa in Latino:

- Há alguns anos, a Fraternidade Sacerdotal São Pedro convidou-me para conferir uma ordenação diaconal no seu seminário em Wigratzbad, na Baviera, mas recusei porque não estava familiarizado com o Rito Tridentino. No início deste ano, durante uma curta estada num mosteiro do Instituto de Cristo Rei, na Alemanha, aprendi a celebrá-lo.

- Nos últimos dias, em Grote Kerk (Oss) celebrei a minha primeira Missa Pontifical, em Rito Antigo. Achei-a uma experiência muito impressionante e inesquecível.

- A igreja estava cheia de fiéis devotos – a maioria eram jovens e havia muitas famílias.

- O Rito Tridentino é muito solene e oferece muitos momentos de silêncio, proporcionando ampla oportunidade para a oração pessoal.

- O sacerdote não celebra a Missa "de costas para o povo", como frequentemente se afirma, mas voltado para o altar – e assim para Cristo –, ajudando os presentes a voltarem-se também para Ele.

- Estavam disponíveis três sacerdotes para ouvir confissões.

- Houve um considerável interesse espiritual nesta celebração – como o demonstra o grande número de participantes, incluindo alemães e belgas.

- Nos últimos anos, temos assistido a um número crescente de jovens que aderem à Igreja, incluindo aqueles que foram baptizados em crianças mas não foram educados na Fé e que mais tarde – muitas vezes através das redes sociais – a conhecem e a abraçam.

- É notável que muitos deles encontrem o caminho para Cristo e para a Sua Igreja através da liturgia tradicional.

in gloria.tv


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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Papa Leão, escute-nos! Estamos órfãos!

No livro-entrevista com Elise Ann Allen: "Léon XIV, ciudadano del mundo, misionero del siglo XXI (Penguin Peru, 2025)", o Papa Leão abordou o tema da liturgia tradicional, e dos seus defensores, dizendo que não nos conhece bem e que ainda não teve ocasião de encontrar fiéis da nossa sensibilidade.

Pedimos a Christian Marquant, presidente do Cœtus Internationalis Summorum Pontificum, que organiza todos os anos, em Outubro, uma peregrinação a Roma, que partilhasse connosco as suas reflexões e experiências no domínio do diálogo com as autoridades da Igreja, tanto no Vaticano como em França, com a CEF ou com os chamados “sínodos diocesanos”.

PAIX LITURGIQUE (PL) – Caro Christian, como compreende a observação do Santo Padre?
Christian Marquant (CM) – Antes de mais, devemos agradecer ao Papa Leão por se interessar por nós e por esta questão. Depois, se me permite, é preciso voltarmos à realidade actual.

PL – Qual é essa realidade?
CM – É muito simples: tudo é feito na Igreja para nos tornar inaudíveis e para fazer crer que não existimos... Infelizmente, os inimigos da paz fazem isso há muito tempo, mas especialmente há quatro anos, pois anteriormente, mesmo que a situação não fosse idílica, permitia-nos conservar um laço directo e real com as autoridades da Igreja.

PL – Pode precisar melhor?
CM – Tomemos um exemplo: desde 1988 e até 2021 existia em Roma a Comissão Ecclesia Dei. Teoricamente tinha por missão “facilitar a plena comunhão eclesial dos padres, seminaristas e comunidades religiosas que mantinham vínculos com a FSSPX”. Um objectivo algo estreito, o que levava a FSSPX a dizer que era uma máquina de “rallying”... Na realidade, era competente em matéria das comunidades tradicionais. Mas, concretamente, tornara-se também para nós, leigos, um verdadeiro lugar de encontro e de diálogo muito livre.

PL – De que modo?
CM – Os leigos podiam dirigir-se a ela por correio e, quando passavam por Roma, encontrar os seus responsáveis e membros para lhes expor as nossas dificuldades.

PL – Chegou a fazê-lo?
CM – Inúmeras vezes! Quer no tempo do Cardeal Mayer, que foi Presidente da Comissão, quer dos Secretários da mesma, Mons. Perl – que era um grande homem de escuta, sempre muito aberto – Mons. Pozzo, Mons. Descourtieux e, evidentemente, todas as suas equipas.

PL – Isso terminou?
CM – Desde 19 de Janeiro de 2019, a Comissão foi suprimida.

PL – Mas existem outros interlocutores possíveis em Roma?
CM – Outrora existia um costume bem católico e caritativo de receber nos Dicastérios, no nosso caso no do Culto Divino.

PL – Cujos responsáveis os acolhiam?
CM – Amistosamente, pode-se dizer. Assim, desde há trinta anos creio ter sido recebido por todos os Prefeitos do Culto Divino – os cardeais Medina, Arinze, Cañizares e Robert Sarah – para lhes expor as nossas dificuldades.

PL – E isso foi útil?
CM – Utilíssimo! Foi graças a esses contactos que pudemos ser recebidos pelo Cardeal Ratzinger e por muitos outros cardeais ou oficiais da Cúria. Foi também assim que pudemos, por exemplo, convidar o Cardeal Cañizares, Prefeito da Congregação para o Culto Divino, a celebrar Missa em São Pedro de Roma na primeira peregrinação Summorum Pontificum, em 2012, e que pudemos evocar uma multidão de outros assuntos.

PL – Mas isso já não é possível?
CM – Desde a partida do Cardeal Sarah do Dicastério do Culto Divino, já não me foi possível encontrar o seu sucessor, o Cardeal Roche.

PL – Tentou?
CM – Solicitei o cardeal por carta e por correio electrónico inúmeras vezes, passei mais vezes ainda pelos seus gabinetes... em vão. O Cardeal Roche está muito ocupado...

PL – É desagradável?
CM – É simplesmente dramático. Sentimo-nos como órfãos. Nos Dicastérios e nas repartições, fala-se da liturgia tradicional e daqueles que a ela estão ligados, mas sem nos conhecer, sem manter o mínimo contacto connosco.

PL – Nenhum diálogo?
CM – Não, nenhum diálogo, numa época em que este é diariamente apresentado como uma caridade indispensável.

PL – Mas existe o Sínodo dos Bispos e as suas assembleias…
CM – O Sínodo dos Bispos em Roma, como os sínodos diocesanos, multiplica as suas assembleias, mas ignora-nos como se não existíssemos.

PL – Não exagera um pouco?
CM – Poderia escrever um verdadeiro livro sobre o último sínodo da Diocese de Versalhes, ao qual muitos grupos quiseram participar, mas todos foram afastados. O diálogo só existe com aqueles que partilham aproximadamente os mesmos pontos de vista!

PL – E ao nível das Conferências Episcopais?
CM – A minha experiência limita-se à França, mas também aí enfrentamos um encerramento autístico. Embora numerosos grupos estejam representados junto da CEF, não existe qualquer representação, mesmo informal, dos fiéis tradicionais junto dos nossos bispos, nem um contacto estabelecido com eles. Não é por falta de o ter pedido muitas vezes. Nem sequer contactos oficiosos. Nada. Só na Igreja se vê isto – seria inimaginável no mundo político ou empresarial.

PL – Mas não existe um grupo de reflexão CEF/Tradição na Igreja de França?
CM – A CEF só conhece as comunidades ex-Ecclesia Dei, que falam apenas em nome próprio – e, aliás, é de ver a forma cavaleira como são tratadas. Ora, há numerosos padres diocesanos que celebram a Missa tradicional. E há sobretudo a massa dos fiéis leigos que, para a CEF, não existem.

PL – Porque os leigos constituem uma realidade particular?
CM – Pensava eu que isso era, teoricamente, o caso desde o Concílio Vaticano II. Mas parece que tal não concerne a todos os leigos, apenas àqueles que aderem às ideias novas.

PL – Sois, portanto, órfãos?
CM – Somos órfãos, ignorados e, digamo-lo, cuidadosamente afastados da vida eclesial. Pelo menos, as palavras do Papa deixam-nos esperar que as coisas possam mudar. Esse será o objecto das nossas orações durante a décima quarta peregrinação Summorum Pontificum a Roma, de 23 a 25 de Outubro próximo.

in Paix Liturgique


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domingo, 1 de fevereiro de 2026

Domingo de Septuagésima

No calendário tradicional, hoje, dia 1 de Fevereiro, é o Domingo de Septuagésima. É o nono Domingo antes da Páscoa, e o terceiro antes de Quarta-feira de Cinzas.

Apesar de se chamar Septuagésima, não é o 70º dia antes da Páscoa (assim como o Domingo seguinte, Sexagésima, não é o 60º dia antes da Páscoa), pelo que ainda se debate a origem da nomenclatura. Septuagésima tomou um sentido místico, relacionando-se com os 70 anos de cativeiro do povo judeu na Babilónia. 

Também se dá o nome de Septuagésima ao período de 17 dias que se estende até ao início da Quaresma, e é considerado como uma “pré-Quaresma”, ou seja, um período de preparação para a Quaresma. Este período de três semanas corresponde às três semanas da pré-Quaresma no rito bizantino, que começa com o Domingo do Publicano e do Fariseu; não existe no calendário novo do Rito Romano.

Crê-se que a sua observação deve-se à existência de dias de não-observação do jejum quaresmal, o que levava a que não se chegasse aos 40 dias de jejum. É muito provável que o período de Septuagésima seja um exemplo de “polinização” mútua de ritos, sendo uma prática adoptada da Igreja bizantina (não era costume nesta jejuar aos sábados; e a não-observação do jejum aos domingos era, e é, prática universal). 

Atribui-se a sua instituição na Igreja latina ao Papa S. Gregório Magno (+604), que compilou as orações e leituras para estes domingos pré-quaresmais. Todavia, enquanto que os bizantinos iniciam logo o período de jejum com o Triódion (embora faseado), o período de Septuagésima apenas afecta a liturgia.

Com o início deste período passam a existir algumas mudanças na liturgia. A partir das Completas do Domingo de Septuagésima deixa-se de incluir o “Aleluia” nas orações; e em certos lugares existe até uma cerimónia de “enterro do Aleluia”. A substituir o "Aleluia", a seguir ao “Gradual” aparece o “Tracto”. 

A doxologia maior, “Glória”, e o hino Ambrosiano, “Te Deum”, deixam de ser ditos com o começo deste período. Os paramentos litúrgicos passam a púrpura (a não ser em dias de festa), antecipando assim o período penitencial que se aproxima.

in unavoceportugal

  


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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Cardeal Roche criticou o Rito Tradicional. Joseph Shaw respondeu.

Durante o recente Consistório, a reunião de Cardeais em Roma, o Cardeal Arthur Roche, Prefeito do Dicastério para o Culto Divino, distribuiu aos presentes uma folha de papel, frente e verso, contendo algumas reflexões sobre a liturgia. A liturgia figurara entre os quatro temas inicialmente propostos para discussão na reunião, mas os Cardeais decidiram concentrar‑se apenas em dois, deixando de fora a liturgia. O texto do Cardeal Roche foi, portanto, distribuído sem ser formalmente debatido.

Existiam versões em italiano e em inglês. Esta última foi claramente traduzida a partir da primeira, e não de modo impecável: a palavra italiana "sintonia", que significa “harmonia”, foi vertida por “syntony” (parágrafo 4). É surpreendente que um Cardeal inglês não tenha dado por esta calinada, e isto sugere que não foi ele próprio a redigir o documento.

O argumento do texto não é difícil de resumir. Em primeiro lugar, apresenta um argumento histórico segundo o qual a liturgia se desenvolveu frequentemente: “A história da liturgia … é a história da sua contínua ‘reforma’ num processo de desenvolvimento orgânico.”

Isto é ligado, em segundo lugar, à autoridade do Concílio Vaticano II, a pedido do qual a liturgia foi reformada.

Em terceiro lugar, o texto repete, com ilustrações da época do Papa Pio V, do Concílio Vaticano II, do Papa Bento e do Papa Francisco, a afirmação de que a unidade litúrgica é necessária para a unidade da Igreja.

Como contribuição para o debate desencadeado pela Carta Apostólica do Papa Francisco que restringe a Missa Tradicional, Traditionis custodes, isto representa um reforço da linha já assumida, e não uma tentativa de dialogar com os críticos.

O ponto central do argumento é o terceiro ponto acima: como o texto cita o Papa Francisco, “Por este motivo escrevi o Traditionis custodes, para que a Igreja possa elevar, na variedade de tantas línguas, uma e a mesma oração capaz de exprimir a sua unidade.” As palavras “uma e a mesma oração” são tiradas da Constituição Apostólica Missale Romanum (1969) do Papa Paulo VI.

Esta afirmação tem sido constantemente confrontada com a questão da legítima diversidade de ritos na Igreja. E os Ritos Orientais? E os diferentes ritos ocidentais reformados depois do Vaticano II, como os Ritos Ambrosiano, Cartuxo e Mozárabe? E as formas litúrgicas mais recentes, como o Uso do Ordinariato, o Rito Congolês e o novo uso aprovado, tão recentemente como 2024, para um grupo de indígenas numa única diocese no México?

No texto citado, o Papa Francisco dá a entender que a Missa Tradicional impede de algum modo essa possibilidade de elevar uma e a mesma oração em toda a Igreja. Ao pé da letra percebe‑se porque é que isto poderia ser assim. Mas, se há uma explicação para o facto de isto ser verdade neste rito e não em todos os outros, essa explicação não nos é fornecida neste texto.

Não é, de facto, surpreendente que a Igreja pós‑conciliar tenha tolerado uma variedade de ritos e usos religiosos, uma vez que o Concílio ensinou que estes não comprometem, na realidade, a unidade da Igreja. Ele exortou as Igrejas Orientais em comunhão com a Santa Sé a “regressarem às suas tradições ancestrais”: por outras palavras, deveriam pôr em marcha atrás o processo de “latinização” que tinha levado a uma convergência gradual dos seus ritos com os do Ocidente (Orientalium Ecclesiarum, 6). Quanto ao próprio Ocidente, a Sacrosanctum Concilium insiste em que “a Igreja não deseja impor uma rígida uniformidade” (37).

Se as palavras do Papa Paulo VI sobre “uma e a mesma oração” parecem estranhas neste contexto, é porque foram ao mesmo tempo mal traduzidas e retiradas do contexto. A tradução da Constituição Apostólica no sítio do Vaticano dá a expressão mais exacta “uma oração única” (una eademque cunctorum precatio). Dado que o latim fora defendido por alguns como garantia de unidade, o Papa Paulo está a sublinhar que, apesar das diferentes línguas a serem doravante usadas, a Missa continua a ser a Missa: é uma oração única que une a Igreja apesar da variedade litúrgica. Na realidade, ele está a dizer precisamente o contrário daquilo que lhe é atribuído na citação feita pelo Papa Francisco.

O truque utilizado para fazer funcionar este argumento tem paralelos com as outras etapas do raciocínio. É‑nos dito que a reforma do Vaticano II teve precedente na “reforma parcial” do Concílio de Trento, e mesmo em anteriores “reformas franco‑germânicas” e outros casos, mas em nenhum destes exemplos houve uma reescrita total dos textos litúrgicos. Em vez disso, nessas “reformas”, os textos encontrados num missal antigo eram privilegiados em relação às versões encontradas noutros missais, que se consideravam menos fidedignos.

De modo semelhante, o argumento segundo o qual a autoridade do Concílio Vaticano II garante os resultados dos reformadores litúrgicos ignora o facto de o Concílio não ter mandado todas as coisas que os reformadores fizeram: tal coisa teria sido, evidentemente, impraticável. Há também o incómodo facto de os reformadores terem na prática contrariado alguns dos princípios estabelecidos pelo Concílio na Sacrosanctum Concilium. O caso mais conhecido é o do parágrafo 36.1: “o uso da língua latina deve ser conservado nos ritos latinos”. O parágrafo 23 é, porém, ainda mais devastador: “não haja inovações, a não ser que o bem da Igreja o exija de modo genuíno e certo”. É uma das ironias da história que os Padres conciliares tenham acrescentado a palavra “certo”, certa (no texto original em latim), a uma versão anterior deste parágrafo, tentando travar um processo que rapidamente haveria de sair seriamente fora de controlo.

O texto do Cardeal Roche não procura responder às objecções levantadas pelos críticos de Traditionis custodes. Este texto não é uma tentativa de entrar num debate, mas, por assim dizer, de afastar o debate simplesmente insistindo numa narrativa histórica e teológica que sustentaria a supressão da Missa Tradicional. Sobre aqueles cardeais, provavelmente a grande maioria, que não sabem muito sobre a história da liturgia, isto poderá muito bem produzir o efeito desejado. Cumpre esperar que, antes de os cardeais oferecerem o seu parecer sobre este assunto ao Papa Leão, tenham a oportunidade de ouvir uma resposta completa.

Joseph Shaw, Presidente da Federação Internacional Una Voce


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sábado, 3 de janeiro de 2026

Traditiones Custodes partiu o coração de Bento XVI

Mons. Georg Gänswein, secretário do Papa Bento, disse que o Papa sofreu um rude golpe com a publicação do motu proprio Traditiones Custodes, que veio limitar/perseguir a Missa Tradicional. Disse ainda que aquele documento, publicado em Julho de 2021, partiu o coração de Bento XVI.
 
Há décadas que o Papa Bento criticava a perseguição aos sacerdotes e fiéis que querem ter acesso à Liturgia Antiga. Quando foi eleito Papa publicou o motu proprio Summorum Pontificum, que procurou trazer alguma liberdade e acabar com a guerra litúrgica dentro da Igreja.

Apesar de ter sido desprezado por parte relevante do episcopado, aquele documento gerou muitos frutos espirituais, conversões, etc que continuam a fazer-se sentir.

Bento XVI será sempre o Papa do Summorum Pontificum. Deo gratias!


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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Católicos Franceses gostam da Missa Tradicional

Um relatório publicado a 14 de Dezembro pelo La-Croix.com descreve a ascensão, em França, de jovens católicos que assistem tanto ao Novus Ordo como à Missa em rito romano tradicional.

O artigo cita um inquérito Bayard–La Croix conduzido pelo Ifop:  
-  9% dos jovens que vão à Missa todos os Domingos dizem que preferem a Missa Tradicional;
-  25% apreciam-na tanto quanto a Missa nova em francês;  
-  67% dos que assistem semanalmente à Missa declaram não ter qualquer objeção ao rito tradicional.

O La Croix identifica uma geração de católicos que vão tanto à Missa Antiga como à Nova, na sua maioria com menos de 35 anos e residentes em grandes cidades. Rejeitam rótulos e não se consideram parte de uma “Igreja paralela” — expressão utilizada pelo Papa Francisco em 2021, ao restringir o rito romano tradicional.

Na paróquia de Saint-Georges, em Lyon, muitos jovens adultos e famílias assistem à Missa em latim. Grégoire, de 31 anos, diz que começou a frequentar há cinco anos com a esposa, já ligada à liturgia tradicional. Recorda ter tido “ideias preconcebidas sobre este mundo dos católicos tradicionais”, mas agora alterna facilmente entre os dois ritos. “Há o espaço do silêncio, que favorece a minha contemplação”, afirma, destacando também “a força do latim”.

O Padre Mathieu Grenier, capelão de Saint-Georges, observa que um número crescente de jovens adultos tem vindo a frequentar a paróquia.

Em Paris, Robin, 33 anos, convertida ao Catolicismo, assiste tanto à Missa Tradicional em Saint-Eugène–Sainte-Cécile como ao Novus Ordo em Saint-Roch, porque aprecia “a beleza da celebração”: “Precisamos de beleza, de latim, de música que toque a alma, e de estar de joelhos.”

Florence, de 27 anos, engenheira oriunda de uma família não praticante, descobriu o rito romano tradicional através da Internet. Ficou “interiormente comovida por uma versão do sagrado” centrada na oração.

O artigo aponta ainda para o crescimento da participação na peregrinação de Pentecostes a Chartres.

in gloria.tv


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quarta-feira, 29 de outubro de 2025

A ulterior importância da Missa do Cardeal Burke na Basílica de São Pedro

Este acontecimento possui uma importância—até simbólica—muito maior do que se poderia imaginar hoje; e a sua memória merece ser transmitida à reflexão dos historiadores do amanhã.

Eram cerca de 14h30 quando o canto do Credo ecoou sob as majestosas abóbadas da Basílica de São Pedro, entoado com vozes poderosas por uma procissão de mais de duzentos sacerdotes, avançando lentamente, seguidos por milhares de fiéis que participavam na 14.ª Peregrinação Internacional Ad Petri Sedem.

Após cruzarem a Porta Santa, a procissão chegou ao grandioso átrio da Basílica de São Pedro, onde se ergue a monumental Cátedra de Pedro, rodeada de mármore, bronze e raios de glória. O génio de Bernini esculpiu não apenas um triunfo artístico, mas um símbolo da Tradição da Igreja, fielmente preservada há dois milénios. Os sacerdotes dispuseram-se em duas filas à direita e à esquerda do altar, dominado pelo grande relicário de bronze contendo a Cátedra e as imponentes estátuas dos quatro Doutores da Igreja: os latinos, Santo Ambrósio e Santo Agostinho, e os gregos, Santo Atanásio e São João Crisóstomo. Sobre a cátedra, numa cascata de ouro e luz, a Pomba do Espírito Santo, colocada na célebre janela de alabastro, irradiava um cálido esplendor sobre todo o átrio.

De ambos os lados da tribuna, os monumentos funerários de Urbano VIII, também de Bernini, e Paulo III, o Papa que convocou o Concílio de Trento, parecem ainda velar sobre o coração do Primado petrino. No alto, na abóbada, a entrega das chaves a São Pedro narra a origem da autoridade papal, enquanto nas laterais, cenas do martírio de São Pedro e da decapitação de São Paulo compõem um drama sagrado que fala do sangue derramado pela fé.

Não poderia haver cenário mais eloquente para a cerimónia solene que se iniciou pouco depois das 15h, quando Sua Eminência o Cardeal Raymond Leo Burke, Patrono Emérito da Ordem Soberana Militar de Malta, ingressou e celebrou uma solene Missa Pontifical segundo o antigo Rito Romano, assistido por oficiais cerimoniais que contribuíram para dar à liturgia a magnificência que merece.

As novecentas cadeiras disponibilizadas revelaram-se exíguas para uma multidão três ou quatro vezes maior, composta por homens e mulheres, jovens e idosos, vindos de todas as partes do mundo. A ocasião tornou-se extraordinária pelo local onde se realizou: um cenário único no mundo, onde arquitetura, escultura, teologia e história se entrelaçam para tornar visível a missão da Igreja e do Papado: preservar a fé e transmiti-la ao longo dos séculos.

O Cardeal Burke, na sua apreciada homilia, recordou o centenário da aparição do Menino Jesus, acompanhado de Nossa Senhora de Fátima, à Venerável Serva de Deus Irmã Lúcia de Jesus, a 10 de dezembro de 1925, em que "o Senhor nos mostrou o Coração Doloroso e Imaculado de Nossa Senhora, coberto de muitos espinhos por causa da nossa indiferença e ingratidão, e por causa dos nossos pecados. Em particular, Nossa Senhora de Fátima deseja proteger-nos do mal do comunismo ateu, que afasta os corações do Coração de Jesus—única fonte de salvação—e os leva à rebelião contra Deus e contra a ordem que Ele estabeleceu na criação e inscreveu no coração de cada homem.

Pelas suas aparições e pela mensagem confiada aos pastorinhos, Santos Francisco e Jacinta Marto, e à Venerável Lúcia de Jesus—uma mensagem destinada à Igreja inteira—Nossa Senhora denunciou a influência da cultura ateia na própria Igreja, que levou muitos à apostasia e ao abandono das verdades da fé católica.

Ao mesmo tempo, Nossa Senhora ensinou-nos a praticar atos de amor e reparação pelas ofensas cometidas contra o Sacratíssimo Coração de Jesus e o seu Imaculado Coração através da Devoção dos Primeiros Sábados do mês. Essa consiste em confessar sacramentalmente os próprios pecados, receber dignamente a Sagrada Comunhão, rezar cinco dezenas do Santo Rosário, e fazer companhia a Nossa Senhora, meditando nos mistérios do Rosário (...). A Devoção dos Primeiros Sábados é a nossa resposta obediente à nossa Mãe celeste, que não deixará de interceder para obter todas as graças de que nós e o mundo inteiro tanto necessitamos."

O Cardeal lembrou então o 18.º aniversário da publicação do Motu Proprio Summorum Pontificum, com o qual o Papa Bento XVI possibilitou a celebração regular da Missa segundo esta forma, em uso desde o tempo de São Gregório Magno. “Demos graças a Deus”, disse, “porque, graças ao Summorum Pontificum, toda a Igreja amadurece numa compreensão e amor cada vez mais profundos pelo grande dom da Sagrada Liturgia, tal como nos foi transmitido numa linha ininterrupta desde a Tradição Apostólica, dos Apóstolos e dos seus sucessores.”

A cerimónia foi acompanhada pelas notas do canto gregoriano da Capela Musical do Panteão Romano, que se espalharam como vento sagrado, unindo as orações dos presentes às de incontáveis gerações de fiéis que, antes deles, haviam contemplado aquele átrio, buscando a verdade da doutrina e o conforto da fé.

Mártir desta fé foi o Cardeal albanês Ernest Simoni, que assistiu à cerimónia na primeira fila, juntamente com o Cardeal Walter Brandmüller. Preso pelo regime comunista em 1963, o Cardeal Simoni passou mais de vinte e cinco anos da sua vida em trabalhos forçados até à libertação em 1991. Hoje é conhecido pelo poder dos seus exorcismos e, no final da Missa, pronunciou do púlpito uma fórmula abreviada de exorcismo contra Satanás e os anjos rebeldes, composta em 1884 por Leão XIII, inspirada no arcanjo São Miguel, depois de ter tido uma terrível visão dos demónios reunidos para destruir a Igreja.

A celebração terminou, após o Salve Regina, com o solene canto do Christus vincit, enquanto uma intensa emoção tocava sacerdotes e fiéis. Os rostos de muitos deles mostravam o sofrimento daqueles que, para permanecerem fiéis à Missa de Sempre, tiveram de enfrentar incompreensões, provações e humilhações. Mas agora, em torno daquela antiga liturgia, os raios dourados do átrio, as figuras dos evangelistas e dos Padres da Igreja pareciam reunir passado e presente num só abraço perante a Cátedra de Pedro.

Pela primeira vez desde a entrada em vigor da Traditionis Custodes (2021), foi autorizada a celebração da Missa tradicional no altar da Cátedra na Basílica Vaticana. Durante as primeiras peregrinações à Petri Sedem, a Missa Tridentina era celebrada livremente em São Pedro, mas há alguns anos isso já não era permitido. Só a autorização do Papa reinante Leão XIV tornou possível este acontecimento, que para muitos apareceu como uma luz da aurora, enquanto no mundo tantas estrelas efémeras caíram ou se preparam para desaparecer na noite.

Professor Roberto de Mattei in Corrispondenza Romana


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segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Cardeal Japonês: Sim à Missa Tradicional, não ao activismo social

A Igreja no Japão tem tentado, há décadas, converter o país budista através do Novus Ordo, disse o Cardeal Tarcisio Isao Kikuchi, 66 anos, de Tóquio, que é também presidente da Caritas Internationalis, ao UcaNews.com (11 de Agosto): "E, apesar disso, ainda hoje, pouca coisa mudou. Continuamos a ser uma pequena minoria, talvez cerca de meio milhão de católicos japoneses."

"Temos numerosas instituições de ensino e programas de assistência social. Como resultado, temos vários simpatizantes, incluindo alguns no governo e entre pessoas abastadas. Mas são apenas isso — simpatizantes."

O Cardeal Kikuchi acrescenta que a maioria das pessoas no Japão tende a ser politicamente conservadora: "Os ensinamentos sociais da Igreja Católica são frequentemente vistos como pouco conservadores e, por vezes, até como esquerdistas ou, para alguns, 'comunistas'."

Uma nota lateral que é a sua frase chave: "Algumas pessoas no Japão preferem práticas católicas tradicionais, como a Missa em latim, com muito incenso e uma atmosfera mística, porque isso ajuda-as a desligar-se dos ensinamentos políticos ou sociais da Igreja. Dentro da própria Igreja, mesmo sendo pequena, há sempre tensão entre os que querem ser social e politicamente activos e os que favorecem uma espiritualidade mais tradicional."

O Cardeal Kikuchi também reconhece que a sociedade japonesa está a envelhecer. "Não é só a Igreja. Os jovens estão ausentes da sociedade em geral."

Os seus missionários são migrantes. "Há filipinas que casaram com japoneses. Em muitas comunidades rurais, os agricultores japoneses procuraram esposas. Por agências e outros meios, muitas mulheres vieram das Filipinas, Indonésia e China, mas a maioria era filipina."

O Cardeal prossegue: "Esses filipinos que vivem no Japão rural foram os que diziam aos seus maridos não católicos: 'Leva-me à igreja.'" E eles "evangelizam de forma discreta, pessoal e convicta".

Na sua Arquidiocese de Tóquio, há 90.000 católicos japoneses, mas outros 100.000 estrangeiros católicos, dos quais 40.000 são filipinos.

in gloria.tv


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sábado, 13 de setembro de 2025

Guerra contra a Missa Tradicional em Charlotte

O novo Bispo de Charlotte (Estados Unidos) encetou uma guerra contra a Missa Tradicional. Perante esta injusta, a 'Charlotte Latin Mass Community' emitiu este comunicado:

Rezamos pelos nossos sacerdotes. Em particular, estamos gratos aos quatro sacerdotes que lutaram tão valorosamente para preservar a Missa Tradicional nas nossas paróquias (Pe. Reid, Pe. Codd, Pe. Buettner e Pe. Coleman).

Rezamos pelo Pe. Jones, que foi incumbido, na qualidade de capelão, de orientar a nova capela a partir do próximo mês.

Rezamos pelo Pe. Bourbeau e pelos sacerdotes da FSSPX que assistem a comunidade católica de Santo António em Mount Holly.

Rezamos pelos nossos seminaristas diocesanos, assim como pelos que se encontram em formação noutras ordens tradicionais, como a FSSP.

Defendemos os direitos dos fiéis, tal como exposto nos Cânones 213-214, de seguirem a sua “própria forma de vida espiritual”, em consonância com a doutrina imutável da Igreja.

Sujeitamo-nos com plena docilidade à autoridade autêntica do nosso Bispo, Sua Ex.ª D. Michael Martin, e do Santo Padre, o Papa Leão XIV; cuja missão é proteger e defender a fé católica e o sagrado depósito da Tradição.

Após o dia 2 de Outubro, só haverá duas capelas na Diocese de Charlotte onde os fiéis poderão assistir à Missa Tradicional em Latim: a capela ainda sem nome, em Mooresville, e a capela de Santo António de Pádua em Mount Holly, assistida pela FSSPX.

Para os fiéis que têm assistido à Missa Tradicional nas quatro paróquias que serão encerradas, qualquer escolha que façam exigirá grande sacrifício. Ninguém reivindique para si um grau mais elevado de sofrimento (isto seria orgulho e não humildade), e ninguém questione estas decisões de discernimento que cada família deve tomar.

Para aqueles para quem a Missa em Latim é apenas uma questão de preferência e que escolhem permanecer nas suas paróquias assistindo ao Novus Ordo, aguardamos com alegria as ocasiões em que venham a Mooresville ou a Mount Holly para se unirem a nós.

Para aqueles que desejam continuar a vir à Missa Tradicional mas não o poderão fazer devido à distância, incapacidade ou outros impedimentos, estamos em solidariedade convosco, sustentamo-vos nas nossas orações e continuamos a lutar contra este abuso espiritual.

Para aqueles que continuarão a assistir semanalmente à Missa Tradicional porque é o vosso direito, e porque a Missa é “a coisa mais bela deste lado do Céu”, saibam que terão estas duas capelas à vossa disposição, e muitos rostos familiares à vossa espera.


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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Sinais da crise

A profunda crise em que se encontra a Igreja Católica pode resumir-se no seguinte: A Missa que foi celebrada durante mais de 1700 anos - desde o início do Rito Romano até 1970 - é hoje menosprezada, criticada, perseguida e proibida por grande parte da hierarquia da Igreja.

(Saint-Germain-en-Laye, Missa à porta da igreja)



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