domingo, 9 de maio de 2021

9 Diáconos ordenados em Wigraztabd








No Seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, em Wigratzbad, foram ordenados 9 diáconos, um deles pertencente à Fraternidade de São Vicente Ferrer (dominicanos). As ordenações foram feitas por Mons. Wolfgang Haas, Arcebispo de Vaduz (Liechtenstein).

Fotografias: https://fsspwigratzbad.blogspot.com 


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sábado, 8 de maio de 2021

D. Bosco recomendou aos jovens que queimassem os maus livros

Além do tempo destinado às orações da manhã e da noite, aconselho-vos a dedicar algum tempo à leitura de livros que tratem de coisas espirituais, como: A Imitação de Cristo; a Filoteia, de São Francisco de Sales; A Preparação para a Morte, de Santo Afonso Maria de Ligório; Jesus ao Coração do Jovem; vidas de Santos e outros livros semelhantes.

A vossa alma obterá grandes vantagens com a leitura desses livros; e crescerá o vosso merecimento aos olhos de Deus se contais a outros o que ledes, ou se fizerdes a leitura em sua presença, sobretudo se for para pessoas que não sabem ler.

Se vos recomendo a leitura dos bons livros, devo também vos recomendar encarecidamente que fujais, como da peste, dos maus livros e das más publicações.

Os livros, jornais ou impressos em que a religião e a moral são menosprezadas, lançai-os ao fogo como faríeis com o veneno. Imitai os cristãos de Éfeso, que logo que ouviram de São Paulo o mal que produziam tais livros, apressaram-se a levá-los à praça pública, e fizeram com eles uma fogueira, preferindo que antes caíssem os livros no fogo do que as suas almas no inferno.

Se não o alimentamos o nosso corpo enfraquece e morre; do mesmo modo a nossa alma perde o vigor se não lhe damos aquilo de que ela necessita: o alimento da alma é a palavra de Deus, quer dizer, a pregação e a explicação do Evangelho, o catecismo.'

São João Bosco in 'Carta aos jovens de todos os tempos'


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Hoje a Igreja celebra a Aparição de São Miguel no Monte Gargano

Nos fins do século V (490), sendo Papa São Gelásio, um pastor que apascentava uma manada de vacas no alto do Monte Gargano, província da Apúlia (Itália), querendo obrigar um novilho a sair de uma caverna onde se refugiara, desferiu lá dentro uma flecha, a qual voltou com a mesma velocidade, ferindo quem a lançara. Isto causou admiração nos que presenciaram o acontecimento, e a notícia correu longe e chegou também aos ouvidos do Bispo de Siponto, cidade que ficava no sopé da montanha.

O Bispo, julgando tratar-se de algum misterioso sinal da parte de Deus, ordenou um jejum de três dias em toda a Diocese, pedindo ao Senhor se dignasse revelar do que se tratava. Deus escutou as orações do Prelado e, passados três dias, apareceu-lhe o Arcanjo São Miguel, Anjo tutelar da Igreja, revelando-lhe o que Senhor queria que se edificasse naquela caverna, onde se manifestou o prodígio, uma igreja em sua honra, para reavivar a fé e a devoção dos fiéis no seu amor e protecção, como Anjo custódio da Igreja Católica. O Arcanjo apareceu-lhe diversas vezes. Estas foram as primeiras aparições do Arcanjo Miguel na Europa Ocidental. 

Tendo o Bispo comunicado ao povo a visão que tivera e o que lhe fora pedido, foi ele próprio, com muita gente, observar o local. Encontraram uma caverna espaçosa em forma de templo, cavada na rocha, com uma fenda natural na abóbada, de onde jorrava a luz que a iluminava. Nada mais era preciso que pôr um altar-mor para celebrar os Divinos Mistérios. Levantado o altar, o Bispo consagrou-o. Todos os povos vizinhos acudiram para a cerimónia cheios de alegria e a festa durou vários dias. 

Nunca mais até hoje se deixou de celebrar ali a Santa Missa, como também os outros ofícios litúrgicos. Deus consagra este lugar através dos séculos, com graças e milagres de toda a espécie, em favor dos que lá acorrem, doentes de corpo e alma, mostrando quanto Lhe é grata a devoção em honra do glorioso Arcanjo São Miguel, o qual defendeu, quando da revolta de Lúcifer, a fidelidade ao Deus Uno e Trino, soltando este grito: "QUEM É COMO DEUS?" De onde vem o seu nome: Miguel. 

O Santuário do glorioso São Miguel Arcanjo na gruta do Monte Gargano é considerado um dos mais antigos, célebres e devotos de todo o mundo. A Igreja, para atestar este acontecimento, marcou no Calendário Litúrgico Universal a festa comemorativa desta Aparição no dia 8 de Maio. 

O Monte Gargano fica perto do convento de Nossa Senhora da Graça, onde viveu e morreu o célebre estigmatizado Padre Pio de Pietrelcina.

in Pale ideas


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sexta-feira, 7 de maio de 2021

Morreu o Padre Aulagnier, conselheiro de Mons. Lefebvre e um dos fundadores do IBP

É com grande tristeza que anunciamos o falecimento do Rev. Pe. Paul Aulagnier. Braço direito de Mons. Lefebvre, superior do Distrito Francês da FSSPX durante muitos anos, cofundador do IBP e assistente do superior-geral do Instituto, o Pe. Aulagnier foi um grande guerreiro do Rito Romano Tradicional.

Rezemos por sua alma. Que Deus recompense tão fiel e aguerrido sacerdócio. RIP.

Instituto Bom Pastor - Brasil


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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Suplício de São João na Porta Latina

São João foi o único dos Apóstolos a morrer de morte natural (em Éfeso). Ainda assim, sofreu uma grave atentado contra a sua vida, ao qual sobreviveu apenas por milagre. Escapou ileso a um banho de azeite a ferver. A festa desse dia é celebrada hoje, dia 6 de Maio: São João diante da Porta Latina.

A permanência de João em Éfeso, onde escreve o Evangelho (segundo o mesmo Irineu afirma), é interrompida, como as fontes antigas nos dizem, pela perseguição sofrida sob Domiciano (imperador de 81 a 96), provavelmente por volta do ano de 95. É nesse ponto que se insere a tradição, registrada por muitos autores antigos, de sua viagem a Roma e da sua condenação à morte numa caldeira de argila cheia de óleo fervente, da qual saiu ileso por milagre. 

A fonte mais antiga a falar do martírio é Tertuliano, por volta do ano 200: “Se fores a Itália, encontrarás Roma, de onde podemos beber nós também a autoridade dos apóstolos. Como é feliz essa Igreja, à qual os apóstolos ofereceram a doutrina por completo, acrescentando-lhe o seu sangue, onde Pedro se identifica com o Senhor na paixão, onde Paulo é coroado com a mesma morte de João Batista, onde o apóstolo João, mergulhado sem se ferir em óleo fervente, é condenado ao exílio numa ilha” (A prescrição contra os hereges, 36). 

Outro testemunho é o de Jerónimo, que escreve no final do século IV: “João terminou sua vida com uma morte natural. Mas, se lermos as histórias eclesiásticas, aprenderemos que ele também foi posto, em razão do seu testemunho, numa caldeira de óleo fervente, da qual saiu, como atleta, para receber a coroa de Cristo, e que logo depois foi relegado à ilha de Patmos. Veremos ainda que não lhe faltou a coragem do martírio e que ele bebeu o cálice do testemunho, idêntico ao que beberam os três jovens na fornalha de fogo, embora o perseguidor não tenha derramado seu sangue” (Comentário ao Evangelho segundo Mateus, 20, 22). 

Às antigas fontes cristãs sobre o martírio de João em Roma, podemos hoje acrescentar com boa dose de credibilidade (graças a um estudo de Ilaria Ramelli) a alusão do pagão Juvenal (inícios do século II), que, na Sátira IV, critica Domiciano contando o episódio da convocação do Senado para decidir o que fazer com um enorme peixe, vindo de longe e trazido ao imperador, que é destinado a ser cozido numa panela muito funda. Em Roma, no lugar que a tradição aponta como do martírio, perto da Porta Latina, no interior do cinturão dos Muros Aurelianos, encontra-se o templo octogonal de São João em Óleo, cujas estruturas actuais remontam a 1509, mas que seguramente deve ter estado ali presente (não sabemos se na forma atual, nem se originariamente dedicado ao culto pagão de Diana) desde época anterior à construção da vizinha igreja de São João em Porta Latina, que vem da época do Papa Gelásio I (492-496).

Eusébio diz-nos que, por Domiciano, João “foi condenado ao confinamento na ilha de Patmos em razão do testemunho que deu do Verbo divino” (História eclesiástica, III, 18, 1), e toma essa notícia das palavras do próprio João no Apocalipse, em que o apóstolo diz de si mesmo que foi deportado “em razão da palavra de Deus e do testemunho de Jesus” (Ap 1, 9). Lá, nessa ilha das Espórades a cerca de setenta quilómetros de Éfeso, João escreve o Apocalipse.

Lorenzo Bianchi


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quarta-feira, 5 de maio de 2021

Há 81 anos Pio XII proclamava S. Francisco e S. Catarina Padroeiros de Itália

São Francisco de Assis e Santa Catarina de Sena foram proclamados Padroeiros de Itália no dia 5 de Maio de 1940 pelo Papa Pio XII na Basílica de Santa Maria sopra Minerva, em Roma. Nesta Basílica, entregue ao cuidado da Ordem dos Pregadores (Dominicanos), sob o altar-mor, está sepultada Santa Catarina de Sena.













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Apelo contra a destruição do Matrimónio por parte da Igreja Alemã


- APELO -
Contra a tentativa de destruição do Matrimónio
por parte do caminho sinodal alemão

5 de Maio de 2021
S. Pii V PapæetConf.

1.      O caminho sinodal alemão, apresentado em 2019, tem-se constituído, ao longo destes dois anos, um terreno fértil para a planificação e a consequente massificação de ideias e teorias claramente contrárias ao Magistério imutável e contínuo da Santa Igreja Católica, fundada pelo Divino Salvador sobre a rocha firme dos Apóstolos (Mt 16, 18). Entre os erros difundidos, constam o ataque declarado ao Sacerdócio, tanto por meio da tentativa de abolição do celibato eclesiástico quanto pela imposição da ordenação de mulheres, e ao Matrimónio, concretamente querendo atacar a união indissolúvel entre um homem e uma mulher, e impondo e equiparando as uniões sodomitas àquele amor que Nosso Senhor Jesus Cristo elevou a sacramento.     

2.      A esse respeito, oCatecismo da Igreja Católicaapresenta«o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si a comunhão íntima de toda a vida, ordenado pela sua índole natural ao bem dos cônjuges e à procriação e educação da prole»[1].    

3.      Pelo contrário, o clero alemão, a começar pela hierarquia, salvo raras excepções, afastando-se escandalosamente do ensinamento constante da Igreja, sugere, entre outras coisas, a demolição do Matrimónio, tendo sido convocado, para10 de Maio, um dia de “bênção” para todos os apaixonados, incluindo, como seria de esperar, as parelhas homossexuais, em claro desrespeito do responsumda Congregação para a Doutrina da Fé, de 22 de Fevereiro de 2021, a um dubium sobre a bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo. No documento vaticano, tornado público em várias línguas, lê-se que «não é lícito conceder uma bênção a relações, ou mesmo a parcerias estáveis, que implicam uma prática sexual fora do matrimónio (ou seja, fora da união indissolúvel de um homem e uma mulher, aberta por si à transmissão da vida), como é o caso das uniões entre pessoas do mesmo sexo»[2], sendo reiterado que «a Igreja (…) não abençoa nem pode abençoar o pecado»[3]. Segundo consta, são já mais de 2.500 os sacerdotes, diáconos e demais agentes pastorais associados a esta iniciativa, o que demonstra uma manifesta aversão à Tradição da Igreja e às normas por ela estipuladas.

4.      Segundo o Código de Direito Canónico, o cisma é «a recusa da sujeição ao Sumo Pontífice ou da comunhão com os membros da Igreja que lhe estão sujeitos»[4], incorrendo, desta forma, em excomunhão latæsententiæ todo aquele que o promover. Tudo leva a crer que o caminho sinodal alemão, a cada dia, tende a converter-se num passo para o cisma e a heresia declarada.   

5.      Preocupados com esta lastimável situação, nós Pastores da Igreja Católica e fiéis leigos empenhados na defesa da Verdade da Fé, apelamos ao Santo Padre que tome as devidas medidas para terminar com o caminho sinodal alemão e, se necessário, aplicar as respectivas sanções canónicas aos impulsionadores deste tremendo desvio doutrinal e de comunhão com as Chaves de Pedro.

6.      Por outro lado, convocamos, para o mesmo dia 10 de Maio, uma jornada internacional de oração e de reparação por todas as ofensas e sacrilégios cometidos pelos Pastores desviados da Igreja alemã, apelando a queseja recitada, em público ou em privado, a ladainha do Sagrado Coração de Jesus e, sempre que possível, que seja oferecidaa Santa Missa pro remissionepeccatorum e a Comunhão reparadora.      

 

PRELADOS      

1. Cardeal Joseph Zen, Bispo emérito de Hong Kong    
2. D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar deAstana, Cazaquistão     
3. D. Marian Eleganti, Bispo Auxiliar emérito de Coira, Suíça            

SACERDOTES 

4. P. Miguel Coelho, Arquidiocese de Évora, Portugal             
5. P. José Andrade, Arquidiocese de Braga, Portugal               
6. P. Duarte Sousa Lara, Diocese de Lamego, Portugal           
7. P. Manuel Vaz Patto, Diocese de Coimbra, Portugal           
8. P. Hélder Ruivo, Diocese de Aveiro, Portugal            
9. P. Armin Maria Kümin, Ordem da Santa Cruz, Portugal               
10. P. Manuel de Pina Pedro, Diocese de Leiria-Fátima, Portugal               
11. P. Gerald E. Murray, Arquidiocese de Nova Iorque, EUA  
12. P. Tiago Ribeiro e Pinto, Diocese de Setúbal, Portugal       
13. P. SamueleCecotti, Osservatorio Van ThuansullaDottrinaSocialedella Chiesa, Diocese de Trieste, Itália 
14. P. António Alexandre de Oliveira, Diocese de Campo Limpo, Brasil     
15. P. Alfredo Maria Morselli, Arquidiocese de Bolonha, Itália 

ADVOGADOS

16. Ives Gandra da Silva Martins, Advogado
, São Paulo, Brasil
17. Miguel da Costa Carvalho Vidigal, Advogado, São Paulo, Brasil   
18. Luís Filipe Esquível Freire de Andrade, Advogado, Coimbra, Portugal  
19. Carlos Vitor Santos Valiense, Advogado, Bahia, Brasil       

JORNALISTAS E EDITORES
    

20. Marco Tosatti, Jornalista, Roma, Itália   
21. FabioScaffardi, Jornalista, Florença, Itália                 
22. Eugene Rosenblum, Editor-Chefe de Trailway, Rússia       
23. António Carlos de Azeredo, Editor, Porto, Portugal 
24. José Barbosa Soares, Conselheiro Editorial, Porto, Portugal 

     

PROFISSIONAIS DE SAÚDE    


25. Teresa Kaufeler, Médica Psiquiatra, Österreich, Áustria      
26. Joana Luísa Nigra de Castro e Sousa de Noronha, Médica, Lisboa, Portugal
27. Nelson Machado da Silva Lima, Médico Neurocirurgião
, Belém do Pará, Brasil
28. Maria Cabral Martins, Enfermeira, Mestre em Saúde Mental e Psiquiátrica pela Escola Superior de Enfermagem do Porto, Porto, Portugal          
29. ElzbietaAgnieszka, Enfermeira, Roma, Itália   
30. Salvador Olazabal, Psicólogo,
Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto, Porto, Portugal               
31. Maria José Côrte-Real Freire de Andrade, Psicóloga, Coimbra, Portugal

PROFESSORESE PROFISSIONAIS   

32. Armando Alexandre dos Santos, Professor Universitário, Licenciado em História e em Filosofia, Doutor pela Universidad de Alicante, Piracicaba, Brasil
33. Michael Hesemann, Historiador e autor,Neuss, Alemanha           
34. StanislawStrutynski, Presidente da Una Voce Rússia, Rússia         
35. Elena Mancini, Docente, Linz, Áustria  
36. Ricardo Luiz Silveira da Costa, Professor Universitário
, Rio de Janeiro, Brasil  
37. Ibsen José Casas Noronha, Professor Universitário, Coimbra, Portugal
38. Pedro Affonseca, Presidente do Centro Dom Bosco e licenciado em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil   
39. Álvaro Mendes, Vice-Presidente do Centro Dom Bosco e Doutorado em Economia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Brasil   
40. Bruno Mendes, Director-Geral do Centro Dom Bosco, Doutorado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil    
41. Giuseppe Sorrentino, Professor de Matemática aposentado, Avezzano, Itália  
42. Eduardo Almeida, Licenciado em História pelaFaculdade de Letras da Universidade do Porto, Porto, Portugal    
43. João Augusto Lobato Rodrigues, Economista, Mestre em Desenvolvimento Regional e Doutorando em Gestão Social, Belém do Pará, Brasil    
44. Alexandra de Almeida Tété, Gestora, Licenciada em Relações Internacionais, Porto, Portugal        
45. Amadeu Fernandes, Engenheiro Mecânico, Viseu, Portugal         
46. CorradoGnerre, Guia Nacional do C3S, Benevento, Itália           
47. Diogo de Campos, Tradutor, Viana do Castelo, Portugal   
48. Luís Ferrand d’Almeida, Licenciado em Guia-Intérprete pelo Instituto Superior de Novas Profissões, Viseu, Portugal      
49. Maria da Graça Poças da Cruz Marcelino, Licenciada em História pela Universidade Nova de Lisboa, Viseu, Portugal  
50. Maria do Carmo Olazabal, Engenheira Biomédica, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Porto, Portugal        
51. Maria Francisca Gomes, Designer Multimédia, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, Porto, Portugal  
52. Paula Andrea Caluff Rodrigues, Arquitecta, Mestre em Património Cultural e Doutoranda em Comunicação, Linguagem e Cultura
, Belém do Pará, Brasil      
53. Pedro Sinde, Bibliotecário, Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto
, Mirandela, Portugal 
54. Miguel Lançós de Sottomayor, Oficial de Marinha
, Lisboa, Portugal      
55. Lara EngeMaggione, Engenheira Agrónoma
, Lisboa, Portugal    
56. Nicolau Pinto Coelho, Licenciado em Arquitectura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, Porto, Portugal      
57. Barbara Lambiase, Gráfica, Diplomada no sector dos Media, Munique, Alemanha    
58. Giuseppina Nigro, Aposentada, Roma, Itália            
59. GiovannaRuggeri, Dona de casa, Lumezzane, Itália           
60. Alessandra Perfetti, Desempregada, Licenciada em Filosofia pela UniversitàdegliStudidi Milano e licenciada em Psicologia Clínica pela UniversitàdegliStudidi Torino, Macerata, Itália                
61. Enrico Donà, pai de 4 filhos, Innsbruck, Áustria      
62. Elena Martinz, mãe de 4 filhos, Innsbruck, Áustria   
63. Mauro Reginato, pai de 2 filhos, Innsbruck, Áustria  
64. Martina Pappagallo, mãe de 2 filhos, Innsbruck, Áustria     
65. GüntherHofer, pai de 2 filhos, Innsbruck, Áustria    
66. FedericaSparpaglia, mãe de 2 filhos, Innsbruck, Áustria      
67. MaurizioSeghieri, pai de 2 filhos, Montecatini Terme, Pistoia, Itália                 
68. Irene Ibellani, mãe de 2 filhos, Montecatini Terme, Pistoia, Itália 

ESTUDANTES
 

69. Afonso de Almeida Tété Machado, Estudante de Medicina no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, Porto, Portugal   
70. Francisco José Ferrand d’Almeida, Estudante Universitário, Viseu, Portugal
71. Henrique José Ferrand d’Almeida, Estudante Universitário, Viseu, Portugal
72. Camila Caluff Rodrigues de Lima, Estudante de Direito, Belém do Pará, Brasil



[1] Cfr. Catecismo da Igreja Católica, n. 1601.

[2] Congregação para a Doutrina da Fé, Responsum da Congregação para a Doutrina da Fé a um dubium sobre a bênção de uniões de pessoas do mesmo sexo.

[3]Ibidem.

[4] Cfr. Código de Direito Canónico, cân. 751.


Os interessados em subscrever deverão enviar o nome, a profissão, a área de formação, a cidade e o país para christusvincit2021@protonmail.com



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terça-feira, 4 de maio de 2021

22 milhões de bebés do sexo feminino abortados na Índia

Uma investigação publicada recentemente no The Lancet estima que entre 1987 e 2016 tenham sido abortados mais de 22 milhões de bebés na Índia pelo simples facto de serem do sexo feminino. 

O aborto selectivo de bebés do sexo feminino é considerado aceitável na Índia. E é justificado pelo facto dos pais de uma jovem terem de pagar um dote ao noivo para que se realize o casamento. Um homem é também visto como estando preparado para proteger melhor os pais numa idade mais avançada e pode realizar os ritos hindus pelas almas dos pais e parentes. 

Os exames pre-natais vieram antecipar o conhecimento do sexo do bebé e permitir que mais facilmente aquela vida seja eliminada, caso se confirme que é uma menina.

Steven Mosher, presidente do Population Research Institute, estima que 550 mil bebés sejam abortados todos os anos na Índia por serem do sexo feminino.

Perante esta tragédia não se ouve a voz revoltada das feministas nem sequer dos jornalistas que denunciam agora uma pretensa catástrofe sanitária na Índia por causa da Covid-19. Dois pesos e duas medidas.


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Colóquio "A Beleza da Liturgia" - 7 de Maio, Chiado (Lisboa)

Para quem não puder estar presente, será transmitido nesta página:


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A Igreja é, sempre foi e sempre será Católica




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segunda-feira, 3 de maio de 2021

O milagre que levou à descoberta da Cruz onde Jesus foi crucificado

No dia 3 de Maio do ano 326 d.C., Santa Helena, mãe do Imperador Constantino descobriu a Vera Cruz em Jerusalém e levou-a para Roma. É neste dia que a Igreja celebra a Invenção (descoberta) da Santa Cruz.

Após aquela insigne vitória que Constantino obteve sobre Maxêncio, quando recebeu de Deus o sinal da Cruz do Senhor ["in hoc signo vinces"], Santa Helena, mãe de Constantino, tendo recebido uma revelação num sonho, foi a Jerusalém para procurar zelosamente a Cruz; aí ela cuidou de destruir a imagem de Vénus de mármore, que os gentios colocaram no lugar da Cruz, para tirar a memória da paixão de Cristo Senhor, e que aí permaneceu por cerca de 180 anos. O mesmo ela fez no presépio do Salvador, onde fôra posto um simulacro de Adónis, e no lugar da ressurreição, onde o fôra um de Júpiter.

Purgado, assim, o local da Cruz, por meio de profundas escavações foram encontradas três cruzes, e, separado delas, a inscrição que fôra colocada sobre a Cruz do Senhor; como não se sabia sobre qual das três ele deveria ser afixado, um milagre sanou a dúvida. Eis que Macário, bispo de Jerusalém, tendo elevado preces a Deus, levou cada uma das cruzes a três mulheres que sofriam de uma grave enfermidade, e, enquanto as demais nada aproveitaram para as mulheres, a terceira Cruz, levada à terceira mulher, curou-a imediatamente. 

Santa Helena, tendo encontrado a Cruz da salvação, construiu aí uma magnificentíssima igreja, na qual depositou parte da Cruz em urnas de prata, e outra parte entregou a seu filho, Constantino, que a levou a Roma, à igreja da santa Cruz de Jerusalém, edificada no palácio Sessoriano. Ela também entregou ao filho os cravos que trespassaram o santíssimo corpo de Jesus Cristo. Naquele tempo, Constantino sancionou uma lei para que, desde então, ninguém fosse condenado ao suplício da cruz, e aquilo que antes era castigo e maldição para os homens, passou a ser glória e objecto de veneração. 

in Breviário Romano


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domingo, 2 de maio de 2021

Católicos austríacos sobre as "bênçãos gays": Deus não pode abençoar um pecado



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Santo Atanásio: "Eles possuem os templos, vós a tradição da Fé apostólica"

No tempo da heresia ariana, Santo Atanásio de Alexandria, bispo, Padre da Igreja famoso por lutar quase sozinho contra esta heresia espalhada pelo mundo, escreveu uma carta aos católicos fiéis que perduravam, consolando-os.

Que Deus vos console. Sei ainda que não apenas vos entristece o meu exílio, mas também o facto de que enquanto eles [os arianos] obtiveram as igrejas através da violência, nesse entretanto vós fostes expulsos de vossos lugares. Eles então possuem os templos; vós, em troca, a tradição da Fé apostólica. É bem verdade que eles estão nas igrejas, mas fora da verdadeira Fé; enquanto vós estais fora dos edifícios, sem dúvida, mas a Fé está dentro de vós. Consideremos o que é maior, o edifício ou a Fé? Claramente a Fé verdadeira. Quem então perdeu mais, ou quem possui mais? Aquele que detém o edifício ou aquele que detém a Fé? Sem dúvida o edifício é bom, se a Fé Apostólica é pregada lá. Ele é santo se o Santo habita lá.

Porém, benditos são aqueles que pela fé estão na Igreja, habitam sobre os fundamentos da Fé e têm plena satisfação. Mesmo o grau mais elevado da fé, que entre vós permanece inabalável. Porque ela vos chegou da Tradição Apostólica, e frequentemente a execrável inveja desejou destruí-la, mas não foi capaz. Pelo contrário, eles é que se alijaram [da Fé] ao tentar destruí-la. Por isso é que foi escrito: "Vós sois o Filho do Deus vivo", Pedro confessou isso por revelação do Pai, e ouviu, "Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus."

Portanto, ninguém jamais prevalecerá contra a vossa Fé, meus queridíssimos irmãos. Porque se algum dia Deus vos devolver as igrejas (e pensamos que Ele o fará) ainda sem essa restauração das igrejas a Fé vos basta. E, falando sem as Escrituras, devo falar com muita veemência, é bom trazê-los para o testemunho das Escrituras, lembrem-se de que o Templo sem dúvida estava em Jerusalém; o Templo não estava deserto, forasteiros o invadiram, daí também o Templo estando em Jerusalém, aqueles exilados desceram para a Babilónia por decisão de Deus, que os provava, ou melhor, corrigia; enquanto lhes manifestava, em sua ignorância, punição [através] de inimigos sanguinários. 

E os forasteiros sem dúvida tinham a posse do Templo, mas não conheciam o senhor do Templo, ao passo que Ele não respondeu nem falou; eles foram abandonados pela verdade. E precisamente uma Fé tão viva supre para vós, por agora, a falta dos templos. Que proveito, então, tiraram eles do Templo?

Pois vejam que aqueles que detêm o Templo são acusados pelos que amam a Deus de torná-lo um covil de ladrões, e de transformar loucamente o Lugar Santo numa casa de comércio e numa casa de negócios judiciais para si mesmos, a quem era ilegal adentrá-lo. São essas coisas e outras piores ainda que ouvirmos daqueles que vieram de lá, caríssimos. Entretanto, realmente, eles crêem possuir a igreja, mas estão fora dela. E eles julgam-se na verdade, mas estão exilados e cativos e não obtêm vantagem da igreja. Porque a verdade das coisas é julgada…

Carta de Santo Atanásio aos fiéis perseguidos pelos arianos (356 d.C.)


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Maio, mês de Maria

Começa mais um mês de Maio que, na tradição católica, é chamado o “mês de Maria”, por ser consagrado a Nossa Senhora. Esta devoção é cheia de beleza e de sentido, e acontece no contexto litúrgico muito apropriado do Tempo Pascal e durante a estação da Primavera onde a própria natureza grita o louvor cósmico a Deus.

O mês de Maria é no fundo o desenvolvimento da belíssima antífona mariana do Tempo Pascal, “Regina Caeli”: “Rainha do céu, alegrai-vos! Aleluia! Porque aquele que merecestes trazer em vosso seio. Aleluia! Ressuscitou como disse! Aleluia! Rogai a Deus por nós! Aleluia!”. Para além de tudo isto, a própria Virgem Maria apareceu em Fátima aos Três Pastorinhos precisamente neste mês. 

O mês de Maria é uma excelente oportunidade para começar a rezar o terço todos os dias, como nos pediu Nossa Senhora em Fátima, para quem não o faz já. Refiro-me à oração que cada um pode fazer individualmente, mas também à oração do terço em família que é um verdadeiro caminho familiar de conversão e de santidade... e é tão simples! 

É muito oportuno que se dê um especial destaque à imagem de Nossa Senhora, com flores e velas. É importante que os pais promovam que os filhos participem activamente nestas liturgias familiares. Este mês é também uma excelente oportunidade para ir comprar imediatamente o importantíssimo “Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem”, de S. Luís Maria Grignion de Montfort, para ir lendo cada dia, e terminar o Mês fazendo a consagração a Jesus por meio de Maria. 

Bom mês de Maria! 

Padre Fernando António



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sábado, 1 de maio de 2021

São José, Artesão

Nos Evangelhos, Jesus é chamado de "filho do carpinteiro". De modo iminente, se reconhece nesta memória de São José a dignidade do trabalho humano, como dever e aperfeiçoamento do homem, exercício benéfico de seu domínio sobre a criação, serviço à comunidade, prolongamento da obra do Criador e contribuição ao plano da Salvação.

O Papa Pio XII (1955) instituiu a Festa de "São José Artesão", para dar um protector aos trabalhadores e um sentido cristão à Festa do Trabalho. Mas como nem todas as nações cristãs (EUA, por exemplo) comemoram a festa no dia 1º de Maio, a celebração de hoje é uma memória facultativa.

A figura de São José, o humilde e grande trabalhador de Nazareth, orienta para Cristo, o Salvador do homem, o Filho de Deus que compartilhou completamente a condição humana (cf GS 22; 32). Assim, antes de tudo, deve-se afirmar que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar da obra criadora de Deus e que o trabalho possui um autêntico valor humano. 

O Novo Testamento não atribui a São José uma palavra sequer. Quando começa a vida pública de Jesus, ele, provavelmente, já não mais vivia (de fato, nas núpcias de Canaã ele não é mencionado), mas não se sabe onde ou quando tenha morrido; nada se sabe de seu túmulo, embora seja conhecido o de Abraão, que é muito mais antigo. Os Evangelhos conferem-lhe o título de Justo: na linguagem bíblica, 'justo' é o que ama o espírito e a letra da Lei, como expressão e vontade de Deus. José descende da Casa de Davi, dele sabemos apenas que era um artesão que trabalhava a madeira. 

Não era um velho, como a tradição hagiográfica e certa iconografia o apresentam, segundo o cliché do “bom velho José” que tomou como esposa a Virgem de Nazareth para ser o pai putativo do Filho de Deus. Pelo contrário, era um homem no pleno vigor da idade, de coração generoso e rico de fé, certamente enamorado de Maria. Com ela noivou segundo os costumes da época. 

O noivado para os hebreus equivalia ao matrimónio, durava um ano e não permitia a coabitação nem a vida conjugal entre os dois; após este período, havia uma festa na qual a noiva passava a coabitar com o noivo, iniciando a vida conjugal. Se neste período a noiva concebesse um filho, o noivo dava-lhe seu nome, mas se a noiva era suspeita de infidelidade, podia ser denunciada no tribunal local. O procedimento a seguir era terrível: a adultera morreria apedrejada. 

Eis que no Evangelho de São Mateus lemos que “Maria, sua mãe, estava prometida em casamento a José e, antes de passarem a conviver, ela encontrou-se grávida pela acção do Espírito Santo. José, seu esposo, sendo um homem justo e não querendo denunciá-la publicamente, pensou em despedi-la secretamente” (Mt 1,18-19). Mas, enquanto ainda pensava em como fazer isto, eis que o Anjos do Senhor veio tranquilizá-lo: “José, Filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, porque O que nela foi gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus; ele, de fato, vai salvar o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,20-21). 

José pode aceitar ou não o projecto de Deus. Em toda vocação que se respeite, ao mistério do chamado corresponde sempre o exercício da liberdade, pois o Senhor nunca violenta a intimidade de suas criaturas, nem interfere nunca sobre seu livre arbítrio. Então, José pode aceitar ou não. Por amor a Maria, aceita. Nas Escrituras lemos que “fez conforme o Anjo do Senhor tinha mandado e acolheu sua esposa” (Mt 1,24). Ele obedeceu prontamente ao Anjo e, desse modo, disse o seu sim à obra da Redenção. Por isso, quando nós olhamos o sim de Maria devemos também pensar ao sim de José ao projecto de Deus.

Desafiando toda prudência terrena e indo além das convenções sociais e dos costumes da época, ele soube fazer vencer o amor, acolhendo o mistério da Encarnação do Verbo. Na multidão dos devotos de Nossa Senhora, sem dúvida, São José é o primeiro em ordem de tempo. Uma vez tomado conhecimento de sua missão, consagrou-se a Ela com todas as suas forças. Foi esposo, custódio, discípulo, guia e apoio: todo de Maria. (…) O que Maria e José viveram foi um verdadeiro matrimónio? É uma pergunta que se fazem seja os doutos que os simples. Sabemos que a convivência matrimonial deles foi vivida na virgindade (cf. Mt 1,18-25), ou seja, foi um matrimónio virginal, mas, contudo, vivido na comunhão mais verdadeira e completa. 

E se Maria vive de fé, São José não deixa por menos. Se Maria é modelo de humildade, nesta humildade se espelha também a humildade de seu esposo. Maria amava o silêncio, São José também: entre eles havia, nem poderia ser diferente, uma comunhão conjugal que era verdadeira comunhão de corações, cimentada por profundas afinidades espirituais. 

“Qualquer graça que se peça a São José será certamente concedida, quem queira crer faça o teste para que se convença”, dizia S. Teresa de Ávila. “Eu tomei como meu advogado e patrono o glorioso São José, e me recomendei a ele com fervor. Este meu pai e protector me ajudou nas necessidades em que me encontrava e em muitas outras mais graves nas quais estava em jogo minha honra e a saúde de minha alma. Vi que a sua ajuda foi sempre maior daquilo que poderia esperar...” ( cf. cap. VI da Autobiografia).

É difícil duvidar disso, se pensarmos que entre todos os santos o humilde carpinteiro de Nazareth é aquele mais próximo de Jesus e de Maria: o foi nesta terra, a maior razão o é no Céu. Porque ele foi o pai de Jesus, mesmo que adoptivo; e de Maria foi o esposo. São mesmo inúmeras as graças que se obtêm de Deus, por intercessão de São José. 

Padroeiro universal da Igreja por vontade de Papa Pio IX, é conhecido também como padroeiro dos trabalhadores e também dos moribundos e das almas purgantes, mas o seu patrocínio se estende a todas as necessidades, atende a todos os pedidos. 

São José é o padroeiro dos Pais, Carpinteiros, Trabalhadores, Moribundos, Ecónomos, Procuradores legais e da Família, mas em primeiro lugar é o Padroeiro da Igreja. Sob a sua protecção se colocaram Ordens e Congregações religiosas, associações e pias uniões, sacerdotes e leigos, doutos e ignorantes.

in Pale Ideas


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sexta-feira, 30 de abril de 2021

O problema da Liberdade segundo o Bispo Fulton Sheen

A liberdade está plantada no espírito. Só as criaturas espirituais e racionais são livres. Só o homem tem determinação própria. Porque, dotado de razão, pode assentar os seus próprios projectos e propósitos e escolher os meios de usá-los. Sua suprema liberdade é obtida quando age dentro da lei de seu ser e escolhe dentre as boas coisas com o fim de alcançar o mais completo enriquecimento e a plenitude de sua personalidade em Deus.

A base de nossa liberdade, bem sabemos, é nossa alma racional. Mas existe uma garantia externa de nossa liberdade, já que não somos puramente espirituais, mas porque somos compostos de corpo e alma, matéria e espírito, necessitamos de algum sinal visível e externo de nossa invisível liberdade espiritual. Ou, se o homem é livre porque tem uma alma espiritual, não deverá haver um sinal externo para essa liberdade interna, algo que possa chamar de seu no mundo exterior, assim como chama a sua alma propriedade dentro de si?

Liberdade significa responsabilidade ou domínio de seus actos. Como pode, porém, esta responsabilidade interna melhor revelar-se externamente do que por meio da posse de alguma coisa material sobre a qual se possa exercer controle? O homem é mais livre em seu íntimo, quando possui alguma coisa no mundo exterior que possa chamar de seu, que possa dar cunho a sua personalidade.

Se o homem não possuísse nenhuma coisa que se pudesse tornar responsável, não seria livre nem dentro, nem fora de si. Deem-lhe, porém, alguma coisa que possa afeiçoar à sua própria imagem e semelhança, assim como Deus o fez à sua imagem e semelhança e o homem será economicamente livre. Tal coisa é a propriedade privada.

A propriedade privada, então, é a garantia económica da liberdade, tal como a alma é sua garantia espiritual -- a prova de que é tão livre em seus actos externos quanto em seu foro íntimo; a garantia de que é a fonte da responsabilidade não apenas no que se refere ao que ele é, mas também ao que possui.

O direito à propriedade privada baseia-se na dignidade da pessoa humana e não num privilégio do Estado. O Estado pode confirmar o direito natural, mas em nenhum sentido o cria. O direito à propriedade está, portanto, fundado na natureza humana. Não é o Estado que nos dá este direito. O homem tem esse direito antes do Estado e o Estado não pode destruí-lo sem destruir a natureza do homem.

Pelo facto de a propriedade em suas relações externas ser o sinal da liberdade, é que a Igreja tem feito da larga distribuição da propriedade privada a pedra angular de seu programa social. 'A riqueza, constantemente aumentada pelo progresso económico e social, deve ser distribuída por entre os vários indivíduos e classes de modo tal que seja alcançado o bem comum de todos' (Quadragesimo Anno).

A Igreja, por saber que a propriedade privada é a garantia económica de uma pessoa ou família, luta por ela. Porque renunciar à propriedade é ficar alguém sujeito a outrem. Se renunciar ao meu direito à propriedade, ficarei sujeito, quer:

1 - Ao Estado ou coletividade, como no comunismo;
2 - Ao próximo, como o capitalismo selvagem o quer;
3 - A Deus, como no voto de pobreza (neste caso, ele tudo possui, mas a tudo renuncia, pois nada tem a desejar).

Porque a abolição da propriedade é o começo da escravidão, opõe-se a Igreja ao capitalismo selvagem que encerra a propriedade nas mãos de poucos e ao comunismo, que confisca inteiramente em nome da colectividade.

Profundamente interessada na liberdade do homem, recorre a Igreja a um meio eficaz: sugere-lhe aquilo que o fará livre, isto é, dá-lhe alguma coisa que ele possa chamar de seu.''

Bispo Fulton Sheen in 'O Problema da Liberdade'


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Santa Catarina de Sena recebeu de Jesus a coroa de espinhos

Enquanto Santa Catarina tratava os doentes foi visitada por Jesus que lhe ofereceu duas coroas: Uma de jóias e outra de espinhos. Perguntou-lhe, então: "Usarás a coroa de espinhos enquanto vives aqui na Terra e receberás a coroa de pedras preciosas na eternidade; ou usarás as jóias aqui na Terra e como tal usarás a coroa de espinhos daí em diante?" 

Catarina agarrou imediatamente a coroa de espinhos pressionando-a contra a sua cabeça. Tal como quando recebeu os estigmas, as marcas eram invisíveis durante a sua vida mas Catarina podia sempre senti-las na sua pele.


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quinta-feira, 29 de abril de 2021

Os namorados devem viver juntos? Não é boa ideia!

Devem ir morar com o vosso namorado? Parece uma boa ideia porque querem conhecer mesmo bem a pessoa antes de lhe entregar a vossa vida. A maior parte dos namorados que vivem juntos e pensam casar vêem este esquema como uma boa maneira de experimentar, uma forma de terem a certeza de que são compatíveis antes de darem o nó. Afinal de contas, quem é que quer passar por um divórcio?

Pondo de parte todos os factores espirituais relacionados com o sexo antes do casamento, devíamos dar uma olhadela ao que os investigadores descobriram sobre viver juntos antes do casamento. Dois investigadores resumiram os seus resultados de muitos estudos ao dizer que "a expectativa de uma relação positiva entre a união de facto e a estabilidade do matrimónio foi destruída nos últimos anos por estudos feitos em vários países do Ocidente."[1] O que os estudos descobriram é isto: se não se querem divorciar, não vivam juntos até se casarem.

Porque é que é assim? Pensem nos seguintes factos sobre viver juntos antes do casamento: a maior parte dos casais que vivem juntos acabam por nunca se casar, mas os que realmente se casam têm uma taxa de divórcio de quase 80% mais alta do que os que esperaram até ao casamento para viverem juntos.[2] 

Os casais que viveram juntos antes do casamento também têm mais conflitos no matrimónio e pior comunicação, e vão mais frequentemente aos conselheiros de matrimónios.[3] 

As mulheres que viveram com outra pessoa antes do casamento têm uma probabilidade três vezes maior para enganar os seus maridos dentro do casamento.[4] O Departamento de Justiça dos EUA descobriu que as mulheres que vivem com o namorado antes do casamento têm sessenta e duas vezes mais probabilidade de serem agredidas pelo namorado-lá-de-casa do que por um marido.[5] 

Além disso têm três vezes mais probabilidade de ficarem deprimidas do que as mulheres casadas,[6] e os casais têm menor satisfação sexual do que os que esperaram por casar.[7]

Do ponto de vista da duração do matrimónio, paz no matrimónio, fidelidade no matrimónio, segurança física, bem-estar emocional e satisfação sexual, a união de facto não é bem a receita para a felicidade. Até o USA Today diz: "Poderá isto ser verdadeiro amor? Façam o teste no namoro, não a viver juntos antes do casamento."[8] Mesmo que não pensem que o vosso namorado vai ser um abusador ou que vão ficar deprimidas, as taxas de divórcio falam por si mesmas.

Como todos nós, vocês sonham com um amor que dura. Se querem mesmo fazer essa relação durar, salvem o vosso casamento antes dele começar e não vão viver com o vosso namorado antes do casamento.

in ChastityProject.com

[1]. William G. Axinn and Arland Thornton, “The Relation Between Cohabitation and Divorce: Selectivity or Casual Influence?” Demography 29 (1992), 357–374.
[2]. Cf. Bennett, et al., “Commitment and the Modern Union: Assessing the Link Between Premarital Cohabitation and Subsequent Marital Stability,” American Sociological Review 53:1 (February 1988), 127–138.
[3]. Elizabeth Thompson and Ugo Colella, “Cohabitation and Marital Stability: Quality or Commitment?” Journal of Marriage and the Family 54 (1992), 263; John D. Cunningham and John K. Antill, “Cohabitation and Marriage: Retrospective and Predictive Consequences,” Journal of Social and Personal Relationships 11 (1994), 90.
[4]. Koray Tanfer and Renata Forste, “Sexual Exclusivity Among Dating, Cohabiting, and Married Women,” Journal of Marriage and Family (February 1996), 33–47.
[5]. Chuck Colson, “Trial Marriages on Trial: Why They Don’t Work,” Breakpoint, March 20, 1995.
[6]. Lee Robins and Darrell Regier, Psychiatric Disorders in America: The Epidemiologic Catchment Area Study (New York: Free Press, 1991), 64.
[7]. Marianne K. Hering, “Believe Well, Live Well,” Focus on the Family, September 1994, 4.
[8]. William Mattox, Jr., “Could This be True Love? Test It with Courtship, Not Cohabitation,” USA Today, February 10, 2000, 15A (usatoday.com).


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