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sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Santa Sé diz que as falsas religiões são "expressões da vontade de Deus"

Três Dicastérios vaticanos: o Dicastério para a Doutrina da Fé, o Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos e o Dicastério para o Diálogo Inter-religioso, publicaram o documento 'O Caminho da Esperança: Nota por ocasião do 60.º aniversário de Nostra Aetate'. O Papa Leão XIV aprovou o texto a 22 de Junho.

As religiões podem tornar-se expressões da vontade de Deus

O §58 contém talvez a afirmação mais inquietante do documento: «As religiões são chamadas a transformar o mundo e a sociedade, de modo que se tornem expressões fraternas da vontade de Deus».

O Concílio Vaticano II «mudou» a compreensão da Igreja

O documento admite no §1 que a declaração Nostra Aetate do Vaticano II «marcou uma mudança profunda na compreensão e na expressão, por parte da Igreja, da sua relação com os seguidores de outras religiões».

Textos «sagrados» das religiões falsas

O §32 afirma que existe um critério universal de discernimento que se pode encontrar nos «textos sagrados» das várias religiões: a saber, se se acolhe ou se se rejeita a pessoa ferida caída à beira do caminho.

Os pagãos como «companheiros de caminho» para a verdade

O §33 cita o Papa Leão XIV, em Outubro de 2025, segundo o qual «os seguidores de outras religiões» são «companheiros de viagem no caminho da verdade».

Católicos e pagãos numa procura comum da verdade

Segundo o §50, o objectivo do diálogo é o «encontro» numa «procura partilhada da verdade»: «O seu fim é a compreensão mútua e a descoberta do que é justo e autêntico para todos.»

O diálogo inter-religioso como «lugar teológico»

O §51 considera o diálogo inter-religioso «um lugar teológico onde o Espírito Santo deseja ser ouvido através do encontro com o outro».

O proselitismo «já não» faz sentido

O §54 pede «uma verdadeira mudança de mentalidade», acrescentando que «a ideia de que o proselitismo é a única forma de se relacionar com o outro já não faz sentido num mundo que cada vez mais se assemelha a uma aldeia global interligada e em constante evolução».

A formulação final é que o Espírito Santo actua no seio das religiões dos povos e que somos sustentados pelo «tesouro espiritual das tradições religiosas».

in gloria.tv


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sexta-feira, 8 de agosto de 2025

Mulher "concelebra" Missa no Santuário de Loreto

No passado dia 28 de Julho os Bispos e sacerdotes da zona das Marche, em Itália, juntaram-se no Santuário do Loreto - onde se encontra a casa da Sagrada Família - para celebrar o Jubileu dos jovens. Acontece que na procissão de entrada pode ser vista uma mulher, envergando vestes clericais e uma alva. 

Testemunhas oculares dizem que a mulher ficou durante a Missa no presbitério, junto aos sacerdotes católicos. E, no momento da consagração, estendeu o braço significando que estaria a (tentar) concelebrar. Não se sabe quem era a senhora mas, em princípio, seria uma 'pastora' protestante.

Este é, obviamente, um caso grave de 'communicatio in sacris', condenado penalmente no Código de Direito Canónico. Pior do que isso, é uma ofensa a Nosso Senhor um escândalo para os fiéis.



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quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

O único modo de unir todos os Cristãos

Assim, Veneráveis Irmãos, é clara a razão pela qual esta Sé Apostólica nunca permitiu aos seus estarem presentes às reuniões de acatólicos uma vez que não é lícito promover a união dos cristãos de outro modo que não promovendo o retorno dos dissidentes à única verdadeira Igreja de Cristo, dado que outrora, infelizmente, eles se apartaram dela.

Dizemos à única verdadeira Igreja de Cristo: sem dúvida ela é a todos manifesta e, pela vontade de seu Autor, Ela perpetuamente permanecerá tal qual Ele próprio A instituiu para a salvação de todos. Pois, a mística Esposa de Cristo jamais se contaminou com o decurso dos séculos nem, em época alguma, poderá ser contaminada, como Cipriano o atesta: "A Esposa de Cristo não pode ser adulterada: ela é incorrupta e pudica. Ela conhece uma só casa e guarda com casto pudor a santidade de um só cubículo" (De Cath. Ecclessiae unitate, 6).

E o mesmo santo Mártir, com direito e com razão, grandemente se admirava de que pudesse alguém acreditar que "esta unidade que procede da firmeza de Deus pudesse cindir-se e ser quebrada na Igreja pelo divórcio de vontades em conflito" (ibidem).

Portanto, dado que o Corpo Místico de Cristo, isto é, a Igreja, é um só (1 Cor 12, 12), compacto e conexo (Ef. 4, 15), à semelhança do seu corpo físico, seria inépcia e estultície afirmar alguém que ele pode constar de membros desunidos e separados: quem pois não estiver unido com ele, não é membro seu, nem está unido à cabeça, Cristo (Cfr. Ef. 5, 30; 1, 22). 



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quarta-feira, 13 de março de 2024

Sodoma Supplicans põe fim ao diálogo com a Igreja Copta

Na sua sessão plenária, a Igreja Ortodoxa Copta decidiu suspender o diálogo com a Igreja Católica. Os coptas são a principal igreja ortodoxa do Egipto. Historicamente, o cisma veio da negação da natureza humana de Cristo.

A reunião contou com a participação de 110 dos seus 133 bispos. Foi liderada pelo Papa Tawadros II, a quem foi permitido celebrar uma liturgia na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, em Roma, no ano de 2018.

Citando as Escrituras, os coptas reafirmam a sua firme oposição à homossexualidade. Explicam que "qualquer bênção de tais relações, seja de que tipo for" é "uma bênção para o pecado" e "isto é inaceitável".

Frase-chave: "Foi decidido suspender o diálogo teológico com a Igreja Católica, reavaliar os resultados do diálogo alcançado desde o seu início, há vinte anos, e estabelecer novas normas e mecanismos para a continuação do diálogo".

adaptado de gloria.tv


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sábado, 28 de janeiro de 2023

Jovens Católicos rezam o Terço durante encontro ecuménico

Cerca de 15 jovens católicos de rito tradicional ajoelharam-se na igreja de Belle-Beille (França) para rezar o terço durante uma cerimónia ecuménica.

O Bispo de Angers, Mons. Emmanuel Delmas, tinha reunido várias "denominações" cristãs, durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a fim de promover a "abertura" e a "tolerância". Mas, quando os católicos começaram a rezar, o diácono Joël Caillé chamou a polícia.

O Bispo Delmas disse aos activistas dos meios de comunicação social que condenou "veementemente" a oração. Segundo ele, os jovens mostraram uma "falta de respeito pela oração" e pelo "carácter sagrado da igreja como lugar de unidade, paz e comunhão", o que, pelos vistos, exclui os católicos que rezam o terço.

Uma imagem reveladora publicada em Ouest-France.fr mostra os jovens católicos ajoelhados na igreja, no meio de pessoas secularizadas e envelhecidas.

in gloria.tv


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quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Papa Leão XII condena o falso Ecumenismo

É impossível ao autêntico Deus, o qual é a própria Verdade, o melhor e mais sábio Provedor, e o Recompensador dos homens bons, aprovar todas as seitas que professam falsos ensinamentos que são frequentemente inconsistentes uns com os outros e contraditórios, e conferir recompensa eterna aos seus membros... Por fé divina nós professamos um Senhor, uma fé, um baptismo... É por isso que professamos que não há salvação fora da Igreja.

Papa Leão XII in 'Carta Encíclica Ubi Primum' (5 de Maio de 1824)


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terça-feira, 14 de novembro de 2017

Desta vez em Paris: Católicos interromperam comemorações protestantes em Igreja Católica

À semelhança do que aconteceu há 2 semanas na Catedral de Bruxelas, um grupo de católicos interrompeu uma comemoração dos 500 anos da 'Reforma' protestante que decorria na igreja de Notre-Dame des Blancs Manteux, em Paris. Uma 'pastora' protestante fazia a sua pregação nessa igreja católica quando foi interrompida por este grupo de rapazes. O método de protesto foi o mesmo: Rezar o Terço de joelhos. E o resultado também: O sacrilégio ficou por ali e os rapazes católicos foram parar à prisão.


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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Encontro histórico entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill


Este é o abraço histórico entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill, Primaz da Igreja Ortodoxa Russa. O cisma de 1054 d.C fez com que várias igrejas ortodoxas abandonassem a Igreja Católica.

As primeiras palavras deste encontro foram do Papa Francisco: ""Somos irmãos", "Agora as coisas estão mais fáceis", "O que aconteceu hoje é vontade de Deus".

Foi também assinada uma declaração comum que, como não poderia deixar de ser, refere a falta de comunhão plena entre católicos e ortodoxos:

5. Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos de um passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: “Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós” (Jo 17, 21).

6. Conscientes da permanência de numerosos obstáculos, esperamos que o nosso encontro possa contribuir para o restabelecimento desta unidade querida por Deus, pela qual Cristo rezou. Que o nosso encontro inspire os cristãos do mundo inteiro a rezar ao Senhor, com renovado fervor, pela unidade plena de todos os seus discípulos. Em um mundo que espera de nós não apenas palavras mas gestos concretos, possa este encontro ser um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade!

O resto do documento pode ser lido aqui: Declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Kirill

Rezemos pela unidade dos cristãos.


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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Os Cristãos Ortodoxos Orientais e a sua Controvérsia Cristológica

Estes 70 milhões de Cristãos têm uma Eucaristia válida mas uma controvérsia sobre Cristo…

Existem cerca de 70 milhões de Cristãos Ortodoxos que não estão em plena comunhão com a Igreja Católica (com base em Roma) ou com os Ortodoxos (com base em Constantinopla). São os Cristãos Ortodoxos Orientais. Eles têm os sete sacramentos, prestam reverência à Mãe de Deus e aos santos, têm uma Eucaristia válida, rezam pelos fiéis defuntos e preservaram uma linha válida de sucessão apostólica.
armenian orthodox
Cristãos Arménios na Tradição Miafisita
Estes Cristãos Ortodoxos Orientais não aceitam o Concílio de Calcedónia em 451 d.C., que definiu dogmaticamente que Cristo é uma Pessoa Divina em duas naturezas (divina e humana).

Conheçam os Miafisitas

Os Cristãos Ortodoxos Orientais Pré-Calcedonianos rejeitaram este Concílio porque S. Cirilo de Alexandria falou de uma natureza (Grego: mia physis) em Cristo encarnado. De facto, o grande santo e doutor da Igreja, S. Cirilo, defendeu que Cristo tinha "uma natureza" ou "mia physis". Sendo assim, como é que então o Concílio ensinava "duas naturezas"?
coptic orthodox liturgy
Ortodoxos Coptas a celebrar a sua Sagrada Liturgia de São Tiago

As Seis Igrejas Ortodoxas

Monk_at_Prayer_1_
Um monge Etíope Ortodoxo a rezar
As Igrejas Cristãos "Miafisitas" pré-calcedonianas são:
  1. A Igreja Apostólica Arménia
  2. A Igreja Ortodoxa Siríaca
  3. A Igreja Síria Ortodoxa Malankara da Índia
  4. A Igreja Ortodoxa Copta do Egipto
  5. A Igreja Ortodoxa Etíope
  6. A Igreja Ortodoxa Eritreia

A Comunhão Ortodoxa Oriental de Igrejas

Esta comunhão das Igrejas Ortodoxas Orientiais é conhecida pelos seguintes termos:
  • Ortodoxos Orientias (para se distinguirem dos Ortodoxos Católicos Orientais)
  • Pré-calcedonianos (visto não aceitarem o Concílio de Calcedónia como os Católicos Romanos e Orientais aceitam)
  • Jacobitas (devido a Jacob Baradeus, o Bispo Miafisita de Edessa que morreu em AD 578)
  • Miafisitas (em honra ao termo usado por São Cirilo: mia physis ou "uma natureza")
  • Monofisitas (um termo pejorativo rejeitado pela Igreja Ortodoxa Oriental – eles preferem o termo Miafisita)

O Grande Debate entre 'Ek' ou 'En' "Duas Naturezas"

O grande debate entre os miafisitas Pré-Calcedonianos por um lado e os Católicos Calcedonianos e os Católicos Ortodoxos Orientais por outros, está centrado no uso dos termos em grego:
  • Os Pré-Calcedonianos insistem na frase de S. Cirilo "mia physis" (uma natureza) e a formulação de que Cristo encarnado está “ek duo physeon” (a vir de duas naturezas).
  • Os Calcedonianos (Roma e Constantinopla) permitem a frase de S. Cirilo "mia physis" (temos que a aceitar porque vem de um grande santo campeão da ortodoxia!) mas preferem a formulação de que Cristo está “en duo physesin” (em duas naturezas).
É importante notar que os pré-calcedonianos rejeitam o herege Eutiques e também acreditam correctamente que Cristo é consubstancial ao Pai e consubstancial com a humanidade. Parece que o herege Eutiques, condenado pelo Concílio de Calcedónia, não professava Cristo como consubstancial com o resto da humanidade. Esta é má teologia porque se Cristo não partilhasse a nossa natureza, Ele não nos podia salvar ou elevar.

São João Paulo II forja um Caminho em Direcção à União

O Papa São João Paulo II assinou um acordo com os Ortodoxos Coptas e os Ortodoxos Siríacos (ambos miafisitas) que reconhecia que a sua Cristologia está de acordo com a razão e a ortodoxia - perfeitamente de acordo com a Cristologia Católica Romana. A Igreja Católica reconhece que o debate foi essencialmente linguístico e político e vale a pena notar que TODA as igrejas miafisitas pertencem às Províncias Orientais de Bizâncio e eram de nações que não falavam grego. Assim, é muito pouco o que separa os Ortodoxos Orientais de se juntarem à comunhão plena com o Sucessor de São Pedro em Roma.
Com o recente martírio dos 21 Mártires Coptas e a perseguição dos Cristãos Siríacos, rezemos pela reunião de todos os seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo na Sagrada Eucaristia.
Escrevi uma pequena página sobre os Cristãos Coptas, que podem descarregar aqui.
Nota: S. Cirilo de Alexandria escreveu contra os nestorianos dizendo: "uma (mia) natureza da Palavra de Deus encarnada" (μία φύσις τοῦ θεοῦ λόγου σεσαρκωμένη - mía phýsis toû theoû lógou sesarkōménē). Apesar de Calcedónia ter ensinado "duas naturezas", tem que haver sempre uma forma de preservar a formulação de "uma natureza" de S. Cirilo. Para aprofundar podem ler John McGuckin (2004), Saint Cyril of Alexandria and the Christological Controversy, ISBN 0-88141-259-7 p. 140.

Taylor Marshall


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sábado, 25 de janeiro de 2014

Ecumenismo do século XXI - Papa Francisco e a unidade dos cristãos

Hoje, no dia da Conversão de S. Paulo, acaba a semana de oração pela Unidade dos Cristãos.

O pontificado do Papa Francisco não tem ficado atrás dos últimos dois e eis a prova:

.... nas Jornadas Mundiais da Juventude, na praia de Copacabana:



.... em plena semana de oração pela unidade dos cristãos:





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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ecumenismo - Pe. Hugo Santos, Capelão da UCP

De 4 a 6 de Janeiro de 1964, enquanto ainda continuavam os trabalhos do Concilio Vaticano II, o Papa Paulo VI peregrinou rumo à Terra Santa inaugurando, na época moderna, aquelas que seriam as mediáticas viagens apostólicas internacionais dos Sumos Pontífices. No dia 5 de Janeiro, em Jerusalém, o Papa encontrou-se com o Patriarca Atenágoras de Constantinopla, o bispo que preside na honra a todos os fiéis ortodoxos, e cujo predecessor, Miguel Cerulário, tinha sido excomungado pelos enviados de Roma a Constantinopla, no século XI, dando início formal ao Cisma do Oriente que progressivamente foi separando cristãos católicos e ortodoxos ao longo dos séculos. 

Deste encontro resultou um abraço fraterno e uma conversa em que Paulo VI, nas palavras que então dirigiu ao Patriarca, convida a um diálogo ecuménico que não seja marcado por “nenhuma questão de prestígio, de primado, que não seja aquele estabelecido por Cristo. Sem nenhuma ambição humana de prevalecer, de ter glória, vantagens. Mas de servir.” Estava iniciado o caminho que conduziria ao levantamento mútuo das excomunhões no dia 7 de Dezembro de 1965 ao terminar o Concílio Vaticano II.

Este foi o passo necessário que teve como desenvolvimento, em 1979, o estabelecimento da Comissão Internacional Conjunta da Igreja Católica e da Igreja Ortodoxa, pelo Papa João Paulo II e o Patriarca Demétrio de Constantinopla e cuja missão é o aprofundar de ambas as partes do conhecimento mútuo do património doutrinal, litúrgico e tradicional das Igrejas em ordem ao caminho da unidade que se manifesta sempre como dom de Deus.

Desde então, uma das dificuldades encontradas neste percurso é o entendimento comum sobre a missão do Papa, o chamado ministério petrino, visto que os ortodoxos reconhecem no sucessor de Pedro um primado de honra e de caridade, mas não de jurisdição, ou seja o Papa, para os ortodoxos, não teria um poder imediato, pleno e universal sobre todas as Igrejas particulares, como aquele que o Papa tem na Igreja Católica em relação a todas as dioceses, e por isso, na concepção ortodoxa do primado, o Papa teria apenas um poder representativo como sinal de unidade entre todas as Igrejas.

Já na sua encíclica Ut Unum Sint (1995) o Beato Joao Paulo II reconhece ser esta uma dificuldade no caminho da unidade e, por isso, sente uma “solicitação que me é dirigida para encontrar uma forma de exercício do primado que, sem renunciar de modo algum ao que é essencial da sua missão, se abra a uma situação nova.” (n. 95)

Em pleno Jubileu do Ano 2000, num clima de certa tensão e uma vez mais por causa do debate em torno do primado papal e do lugar que ocupam as Igrejas Orientais unidas a Roma, os trabalhos da Comissão Internacional são suspensos e adiados. Só voltam a ser retomados em 2006, no Pontificado de Bento XVI, o qual muito contribuiu com o seu empenho aquando da visita que este Papa fez a Istanbul, nome da antiga Constantinopla, ao actual Patriarca Bartolomeu.


Na sua exortação apostólica Evangelii Gaudium o Papa Francisco afirma que “pouco temos mudado nesse sentido” e que permance “aberto às sugestões tendentes a um exercício do meu ministério que o torne mais fiel ao significado que Jesus Cristo pretendeu dar-lhe e às necessidades actuais da evangelização.” (n.32)

O encontro anunciado para Maio, em Jerusalém, entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu de Constantinopla, cuja finalidade principal é comemorar o histórico encontro dos seus predecessores há 50 anos no mesmo local, pode servir de estímulo para recuperar um entusiasmo renovado no caminho da unidade visível das Igrejas e à reflexão do tipo de primado nelas exercido. O Papa afirma “que será uma peregrinação de oração”. De certo, também pela causa do ecumenismo.


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domingo, 11 de dezembro de 2011

Encontro inter-religioso - Papa Bento XVI em Assis


Trata-se do Vigário de Cristo, com alguns líderes religiosos (não sei dizer se estavam aqui todos presentes) no fim do encontro, na cripta de São Francisco, a rezar diante do Santíssimo Sacramento.

O senhor de púrpura à esquerda da foto é o Dr. Rowan Williams, chefe da Igreja Anglicana, prostrado de joelhos diante de Cristo Eucarístico. Ecumenismo de verdade é este! É claro que, provavelmente, os diversos líderes religiosos aí presentes estão apenas a fazer de "bons rapazes" diante do Rei dos Reis; mas a foto tem a força de um programa, de um objectivo a ser buscado, dum fim almejado pelo qual vale a pena trabalhar. 

Sim, queremos todos os homens reunidos, mas assim: reunidos aos pés de Cristo! E, como o estar sob o sol queima a pele ainda que não se atente para isso, oxalá o colocar-se diante do Sol da Justiça possa conceder algumas graças para estes homens que estão diante de Cristo e ao lado do Seu vigário – ainda que não o saibam. in Deus lo vult


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