sábado, 30 de setembro de 2017

Se Deus aparecesse nos noticiários

Se Deus aparecesse nos noticiários que lugar restaria à liberdade humana, ao livre arbítrio e à Fé? Como poderíamos duvidar de uma evidência?

Como faria o homem o caminho da confiança, de volta a uma relação entretanto traída? Não! A maior razão da Fé reside na salvaguarda da liberdade humana; em reganhar uma confiança entretanto perdida pela Queda. 

É preciso viver a revolução permanente, contra o espírito da época, contra a heresia da moda. Só assim se obtém o perdão e o regresso a casa.

G.K. Chesterton


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sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Oração a São Miguel Arcanjo (pequeno exorcismo)

Sancte Michael Archangele, defende nos in proelio, contra nequitiam et insidias diaboli esto praesidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiae caelestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute, in infernum detrude. Amen. 

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate, sede o nosso auxílio contra as maldades e as ciladas do demónio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere. E vós, Príncipe da Milícia Celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno a satanás e aos outros espíritos malignos que vagueiam pelo mundo para perdição das almas. Ámen.


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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Profeta Jeremias descreve o que acontece a quem defende a verdade


Seduziste-me, SENHOR, e eu me deixei seduzir! Tu me dominaste e venceste. Sou objecto de contínua irrisão, e todos escarnecem de mim. Todas as vezes que falo é para proclamar: «Violência! Opressão!»

A palavra do SENHOR tornou-se para mim motivo de insultos e escárnios, dia após dia. A mim mesmo dizia: «Não pensarei nele mais! Não falarei mais em seu nome!» Mas, no meu coração, a sua palavra era um fogo devorador, encerrado nos meus ossos. 

Esforçava-me por contê-lo, mas não podia. Ouvia invectivas da multidão: «Cerco de terror! Denunciai-o! Vamos denunciá-lo!» Os que eram meus amigos espiam agora os meus passos: «Se o enganarmos, triunfaremos dele, e dele nos vingaremos.» O SENHOR, porém, está comigo, como poderoso guerreiro. 

Por isso, os meus perseguidores serão esmagados e cobertos de confusão, porque não hão-de prevalecer. A sua ignomínia nunca se apagará da memória. Mas Tu, SENHOR do universo, examinas o justo, sondas os rins e os corações. 

Que eu possa contemplar a tua vingança contra eles, pois a ti confiei a minha causa! Cantai ao SENHOR, glorificai o SENHOR, porque salvou a vida do pobre da mão dos malvados. 

Jr 20, 7-13


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terça-feira, 26 de setembro de 2017

A influência de um Padre nos seus paroquianos

Relato de um viajante que passou por Ars, à época de São João Maria Vianney, o Cura d'Ars: Três homens arrastavam com dois cavalos uma árvore cortada. Chegando a um riacho, o Fontblin, um dos cavalos recuou, pisou em falso e caiu, ferindo-se. Os homens acudiram, tirando o animal da penosa situação. Nenhum dos três deu sinal de cólera, nem proferiram imprecações, nem surraram o pobre animal. Tão grande domínio de si era para mim coisa nunca vista!

O Padre Vianney recomendava aos seus paroquianos o "Abençoai, Senhor" e a acção de graças antes e depois das refeições, e a recitação do Angelus, três vezes ao dia, onde quer que se achassem e sem quaisquer respeitos humanos. Assim que as três badaladas soavam pelo vale e transpunham as pequenas colinas, cessava o trabalho. Os homens descobriam a cabeça. As mulheres juntavam as mãos. 

Todos rezavam as orações prescritas pelo zeloso pároco. Mas tal proceder merecia zombarias dos aldeões vizinhos. Diziam eles: se fordes atrás de vosso cura ele vos converterá em capuchinhos! Mas essas pilhérias em nada abatiam o bom ânimo dos fiéis paroquianos que respondiam: O nosso Cura é um santo e a ele devemos obedecer.

De 1830 a 1845, chegavam diariamente a Ars entre 300 a 400 pessoas. Durante o último ano em que o santo viveu, segundo afirma Francisco Pertinand, o número de peregrinos chegou a 80 mil, contando só os que usavam carro de serviço. O total dos peregrinos chegaria a cento e vinte mil. Nestes tempos, o abnegado e santo pároco permanecia no Confessionário durante 16 a 18 horas por dia.

Francis Trochu in 'O Santo Cura d'Ars'


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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Peregrinação Summorum Pontificum: Missa Solene em Rito Dominicano

O celebrante desta Missa Solene em Rito Dominicano foi o Rev. Pe. Dominique-Marie de Saint-Laumer, Prior-Geral da Fraternidade de São Vicente Ferrer.

Até ao Concílio de Trento existiam numerosos ritos celebrados em latim. A partir do momento em que a missa foi codificada, os ritos que existiam há mais de 200 anos foram reconhecidos na bula Quo Primum, promulgado pelo Papa Pio V no dia 14 de Julho de 1570.

O rito dominicano permaneceu inalterado desde o séc. XIII, quando a ordem dominicana foi fundada. É uma variação no Rito Romano. Mas diferenças entre o Rito Dominicano e o Romano são numerosas e até variam dentro da expressão da Missa (Baixa, Cantada ou Alta). Por exemplo, na Santa Missa dominicana, o celebrante usa o amizade sobre a cabeça até o início da Missa e prepara imediatamente o cálice ao chegar ao altar.

No Rito Dominicano não se diz o Introibo ad altare Dei nem o Salmo 42 Judica me, em vez disso, diz-se Confitemini Domino quoniam bonus, ao que o acólito responde Quoniam in saeculum misericordia ejus. São Domigos é mencionado num Confiteor abreviado. Tanto o Gloria como o Credo iniciam-se no centro do altar e concluem-se no Missal. 


O cálice é levado em procissão ao altar durante o canto da Glória. Depois, enquanto o subdiácono lê a Epístola, o diácono desdobra o corporal. Quando acaba a Epístola, o diácono prepara o cálice. O cálice é depois removido do altar pelo subdiácono e levado ao celebrante, que está sentado no lado da Epístola. O celebrante verte então o vinho e a água, e o cálice é levado de volta ao altar. Ocorrem algumas variações de postura e posição em relação ao Rito Romano, e a incensação dos ministros dá-se durante o canto do Prefácio, ao contrário do Rito Romano.

No Ofertório há uma oblação simultânea do Hóstia e do Cálice e apenas uma oração, o Suscipe Sancta Trinitas.

O Cânone romano é usado de acordo com o Vetus Ordo do Rito Romano, mas o sacerdote tem posturas ligeiramente diferentes para algumas partes do Cânone: as suas mãos estão dobradas, e imediatamente após a consagração, para o Unde et Memores, ele estende os seus braços em forma de cruz.

O Agnus Dei é dito imediatamente após o Pax Domini e depois são ditas as orações Hæc sacrosancta commixtio, Domine Iesu Christe e Corpus et sanguis. Na Comunhão o padre recebe a Hóstia com a sua mão esquerda. Nenhuma oração é dita no Comunhão do Precioso Sangue. 

Na Pax, é usado o instrumenta pacis (porta paz). Depois de o sacerdote ter deixado cair uma pequena parte da Hóstia no Cálice, imediatamente após a recitação do Agnus Dei, o padre recita a fórmula de mistura e beija o cálice. O diácono aproxima-se pelo lado direito do sacerdote, pega no porta paz e apresenta-o ao sacerdote para que o beije. Depois, o diácono beija ele próprio o porta paz e desce os degraus até ao subdiácono. Apresenta-o para ele beijar, dizendo Pax tibi et Ecclesiae Dei sanctae. Entrega-lhe então o porta paz para que possa realizar o mesmo rito com os dois acólitos. O subdiácono prossegue para "dar a paz" aos frades no coro antes de devolver o instrumenta pacis ao altar, colocando-o no lado da Epístola em relação ao corporal.

Esta foi uma lindíssima liturgia final para uma peregrinação maravilhosa que permitiu testemunhar a nossa Tradição Católica.

Deo gratias!

















in lmswrexham.weebly.com


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Recordar Fátima: Pórtico do Santuário




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domingo, 24 de setembro de 2017

62 académicos católicos fazem "correcção filial" ao Papa Francisco

Com uma iniciativa que já não acontecia na Igreja há 700 anos, 62 católicos notáveis, entre clero e leigos, tornaram público um documento no qual alertam para as heresias que têm sido apoiadas durante o pontificado do Papa Francisco e pedem, filialmente, ao Santo Padre que ensine e afirme sem equívocos a doutrina católica. Este é o texto que apresenta o documento:

Uma carta de vinte e cinco páginas, assinada por 40 clérigos católicos e académicos leigos, foi enviada ao Papa Francisco no dia 11 de Agosto último. Como até o momento o Santo Padre não deu qualquer resposta, o documento é tornado público hoje, 24 de Setembro de 2017, Festa de Nossa Senhora das Mercês e da Virgem de Walsingham (Norfolk, Inglaterra, 1061).

Com o título latino“Correctio filialis de haeresibus propagagatis” (literalmente, “Uma correcção filial em relação à propagação de heresias”), a carta ainda está aberta à adesão de novos signatários, já tendo sido firmada até o momento por 62 clérigos e académicos de 20 países, representando também outros que não carecem da liberdade de expressão necessária.

Nela se afirma que o Papa, através de sua Exortação apostólica Amoris laetitia, bem como de outras palavras, actos e omissões a ela relacionados, manteve sete posições heréticas referentes ao casamento, à vida moral e à recepção dos sacramentos,resultando na difusão das mesmas no interior da Igreja Católica. Essas sete heresias são expostas pelos signatários em latim, a língua oficial da Igreja.

Esta carta de correcção contém três partes principais. Na primeira, os signatários explicam a razão pela qual lhes assiste, como fiéis católicos praticantes, o direito e o dever de emitir tal correcção ao Sumo Pontífice. –– Porque a lei da Igreja exige das pessoas competentes que elas rompam o silêncio ao verem que os pastores estão desviando o seu rebanho. Isso não implica nenhum conflito com o dogma católico da infalibilidade papal, porquanto a Igreja ensina que, para que as declarações de um Papa possam ser consideradas infalíveis, ele deve antes observar critérios muito estritos.

O Papa Francisco não observou esses critérios. Não declarou que essas posições heréticas constituem ensinamentos definitivos da Igreja, nem afirmou que os católicos devem acreditar nelas com o assentimento próprio da fé. A Igreja ensina que nenhum Papa pode declarar que Deus lhe revelou qualquer nova verdade nas quais os católicos deveriam acreditar.

A segunda parte da carta é fundamental, uma vez que contém a própria “correcção”. Nela se enumeram as passagens em que Amoris laetitia insinua ou encoraja posições heréticas, e depois as palavras, actos e omissões do Papa Francisco que mostram, além de qualquer dúvida razoável, que ele deseja que os católicos interpretem essas passagens de uma maneira que é, de facto, herética. Em particular, o Pontífice apoiou directa ou indirectamente a crença de que a obediência à Lei de Deus pode ser impossível ou indesejável e que a Igreja deve às vezes aceitar o adultério como um comportamento compatível com a vida de um católico praticante.

A última parte, chamada “Nota de Esclarecimento”, discute duas causas desta crise singular. Uma delas é o “Modernismo”. Teologicamente falando, o Modernismo é a crença de que Deus não dotou a Igreja com verdades definitivas, as quais Ela deve continuar a ensinar exactamente do mesmo modo até o fim dos tempos. Os modernistas afirmam que Deus se comunica apenas com as experiências humanas sobre as quais os homens podem reflectir, de modo a fazerem asserções diferentes sobre Deus, a vida e a religião; mas essas declarações são apenas provisórias, e nunca dogmas imutáveis. O Modernismo foi condenado pelo Papa São Pio X no início do século XX, mas renasceu em meados desse século. A grande e contínua confusão causada pelo Modernismo na Igreja Católica obriga os signatários a descrever o verdadeiro significado de “fé”, “heresia”, “revelação” e “magistério”.

Uma segunda causa da crise é a aparente influência das ideias de Martinho Lutero sobre o Papa Francisco. A carta mostra como Lutero, fundador do protestantismo, teve ideias sobre o casamento, o divórcio, o perdão e a lei divina que correspondem às que o Papa promoveu através de suas palavras, actos e omissões. A Correctio filialis também destaca os elogios explícitos e sem precedentes que o Papa Francisco fez do heresiarca alemão.

Os signatários não se aventuram a julgar o grau de consciência com que o Papa Francisco propagou as sete heresias que enumeram,mas insistem respeitosamente para que condene tais heresias, as quais ele sustentou directa ou indirectamente.

Os signatários professam sua lealdade à Santa Igreja Católica, assegurando ao Papa as suas orações e solicitando-lhe a Bênção apostólica.


A correcção propriamente dita, que consiste na explanação das sete heresias foi escrita em latim. Aqui fica a tradução para português: 

Através destas palavras, actos e omissões, bem como das passagens acima mencionadas do documento Amoris laetitia, Sua Santidade apoiou, directa ou indirectamente, e propagou dentro da Igreja, com um grau de consciência que não procuramos julgar, tanto por ofício público como por acto privado, as seguintes proposições falsas e heréticas:

1. “Uma pessoa justificada não tem a força, com a graça de Deus, para cumprir as exigências objetivas da lei divina, como se a observância de qualquer um dos mandamentos de Deus fosse impossível aos justificados; ou como significando que a graça de Deus, quando produz a justificação do indivíduo, não produz invariavelmente e por sua própria natureza, a conversão de todo pecado grave, ou não é suficiente para a conversão de todo pecado grave.”

2. “Os católicos que obtiveram um divórcio civil do cônjuge com o qual estão validamente casados e contraíram um matrimónio civil com alguma outra pessoa durante a vida de seu cônjuge, e que vivem more uxore com seu parceiro civil, e que escolhem permanecer nesse estado com pleno conhecimento da natureza do seu acto e com pleno consentimento do acto pela vontade, não estão necessariamente em estado de pecado mortal e podem receber a graça santificante e crescer na caridade.”

3. “Um fiel católico pode ter pleno conhecimento de uma lei divina e voluntariamente escolher violá-la, mas não estar em estado de pecado mortal como resultado desse acto.”

4. “Uma pessoa que obedece a uma proibição divina pode pecar contra Deus por causa desse acto de obediência.”

5. “A consciência pode reconhecer que actos sexuais entre pessoas que contraíram um casamento civil, mesmo que uma delas esteja casada sacramentalmente com outra pessoa, podem às vezes ser moralmente lícitos, ou sugeridos ou até mandados por Deus.”

6. “Os princípios e as verdades morais contidos na revelação divina e na lei natural não incluem proibições negativas que proscrevem absolutamente certos tipos de actos, na medida em que eles são gravemente ilícitos em razão de seu objecto.”

7. “Nosso Senhor Jesus Cristo quer que a Igreja abandone sua disciplina perene de negar a Eucaristia aos divorciados recasados, e de negar a absolvição aos divorciados recasados que não expressem nenhuma contrição por seu estado de vida e o propósito firme de emenda nesse particular.”

O documento na sua totalidade pode ser lido aqui em português: Correctio filialis de haeresibus propagagatis

Se algum académico se quiser juntar ainda a esta iniciativa basta enviar um email para: info@correctiofilialis.org

Qualquer pessoa pode assinar esta petição de apoio à correcção filial: Support by the Catholic Laity for the Filial Correction of Pope Francis

Rezemos pela Santa Igreja Católica, esposa de Cristo e nossa Mãe.


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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quando te prepararas para disseminar o marxismo mas o inesperado acontece



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A violência em Charlottesville, o racismo e o aborto


Do dia para a noite

A violência vem de trás, mas agudizou-se recentemente quando a câmara de Charlottesville (no Estado de Virginia, EUA) decidiu remover o monumento ao General Robert E. Lee, por ele ter lutado na guerra civil americana pelo lado confederado. Um grupo de nacionalistas brancos saiu à rua a contestar. Foi-lhe ao encontro uma contra-manifestação e, no enfrentamento, morreu mais uma pessoa. Foi este o ponto de partida de outra reacção exaltada à conta da qual já voaram bastantes outras estátuas dos seus pedestais e há planos para retirar mais 720, no conjunto dos EUA.

Duas das estátuas voadoras são de Roger Brooke Taney, primeiro uma em Baltimore e, dois dias depois, outra em Annapolis, ambas no Estado de Maryland. Em ambos os casos, a operação decorreu literalmente do dia para a noite. Em Annapolis, capital do Estado, eram precisamente as 2 horas da madrugada de quinta para sexta-feira (18 de Agosto de 2017). Para não perderem tempo a reunir-se, os membros do executivo estadual votaram por correio electrónico, de modo que foi só chamar o guindaste e esperar pela noite, para evitar perturbações da ordem pública. Será que alguém aprende a lição?

Recordemos quem foi este Roger Brooke Taney, por que é que lhe erigiram estátuas e o que ele fez de mal.

Roger Taney foi um funcionário político e depois um magistrado com prestígio em meados do século XIX. Embora se soubesse que era católico, fez parte do gabinete do Presidente dos EUA, foi Secretário da Guerra e Secretário do Tesouro. Foi o primeiro católico a desempenhar cargos de responsabilidade e, durante muitos anos, o único. Em 1836, bateu um recorde semelhante, como primeiro católico eleito Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça.

Foi nesta função que lhe incumbiu, em 1857, ser o redactor da sentença «Dred Scott», aprovada por 7 dos 9 juízes do Supremo Tribunal. É daqui que vem toda a animosidade contra Roger Taney, ainda que não imediatamente, porque a generalidade dos juristas da época concordava com ele, como se depreende da esmagadora maioria que votou a sentença. Depois da sua morte, Taney teve mais de um século para ser lembrado como ilustre e para lhe erguerem estátuas. Até que passaram 160 anos e as coisas mudaram.

Dred Scott e a mulher eram escravos que reclamavam o direito à liberdade e a sentença do Supremo interpretou a lei em sentido desfavorável. Taney opunha-se pessoalmente à escravatura, que considerava «uma mancha no carácter da América», e no início da carreira tinha libertado todos os seus escravos. Além disso, era pró-unionista, contra os confederados. Contudo, contra a sua convicção pessoal, Roger Taney declarou que a Constituição norte-americana não protegia os negros. O acórdão pergunta-se retoricamente se os negros podem ser cidadãos e responde. «Pensamos que não, porque isso não vem na Constituição e, na altura, a palavra “cidadão” não pretendia incluir os negros. (...) Pelo contrário, na época eles eram considerados subordinados e seres de classe inferior, que tinham sido subjugados pela raça dominante».

Isto foi escrito em meados do século XIX?! É tão parecido com os acórdãos do Tribunal Constitucional de Portugal e de tantos países!

A Constituição defende a absoluta inviolabilidade da vida humana... mas os bebés antes de nascerem não são humanos; ...e as pessoas doentes também não; ...nem os idosos. A Constituição fala do casamento... mas, a palavra pode significar outra coisa, mesmo intrinsecamente estéril. A Constituição fala na liberdade de educação e proíbe o Estado de tomar posição a favor de qualquer doutrina ...mas quem duvida que a opinião do Ministério é a única certa?! A Constituição reconhece o direito a conhecer os próprios pais ...mas a PMA proíbe que a criança saiba quem é o pai, para ter o direito a saber que tem duas mães. Além disso, entre o conceito de pai e de mãe há tantos géneros...

Durante algum tempo, as ideologias conseguem impor as coisas mais estapafúrdias. Parece que não há limite, com a ajuda de uns juristas de formação positivista, que vão para além do imaginável, incluindo as próprias convicções morais. Até que chega o momento exaltado em que as lindas estátuas voam, do dia para a noite.

José Maria C.S. André in Correio dos Açores, 27-VIII-2017


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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Peregrinação Summorum Pontificum: Adoração, Procissão e Missa Pontifical na Basílica de São Pedro

A manhã começou cedo com Adoração Eucarística em Santa Maria in Vallicella (Chiesa Nuova) conduzida pelo Pe. Jean-Cyrille Sow (FSSP), recém-nomeado pároco da Igreja Trinità dei Pellegrini. Seguiu-se uma procissão através da Cidade Eterna, encabeçada por Sua Excelência o Arcebispo Guido Pozzo.

O número quase interminável de clérigos e fiéis chegou finalmente à Basílica do Vaticano para a Santa Missa no Altar da Cátedra de São Pedro, celebrada por Mons. Pozzo, que substituiu Sua Eminência Cardeal Carlo Caffarra, que faleceu muito recentemente. Descanse em paz.



















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terça-feira, 19 de setembro de 2017

Peregrinação Summorum Pontificum: Missa Solene em Santa Maria Sopra Minerva

Santa Maria Sopra Minerva é uma basílica que se encontra na Piazza della Minerva, perto do Panteão, no centro de Roma, numa zona conhecida como Campus Martius. A igreja foi construída directamente sobre as ruínas de um templo dedicado à deusa egípcia Isis, que foi erradamente atribuída à deusa grega/romana Minerva. A basílica está ao cuidado da Ordem Dominicana. 

Respondendo ao desafio lançado pelo Arcebispo Guido Pozzo (secretário da Pontifícia Comissão 'Ecclesia Dei') que todos os institutos e ordens sacerdotais tradicionais comemorassem em Roma o 10º aniversário do Motu Proprio Summorum Pontificum, grande parte dos membros do Instituto de Cristo Rei Sumo Sacerdote esteve presente na Missa Solene celebrada pelo seu Prior Geral, Monsenhor Gilles Wach, na presença de Sua Eminência o Cardeal Raymond Leo Burke. Os fiéis acorreram também em grande número.












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