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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Charles de Foucauld descreve como Deus o tirou dos maus caminhos

Ia-me afastando mais e mais de Vós, meu Senhor e minha vida, e a minha vida começava a ser uma morte, ou antes, era já uma morte a vossos olhos. E neste estado de morte me conserváveis ainda. 

A fé tinha desaparecido por completo, mas o respeito e a estima haviam permanecido intactos. Concedíeis-me outras graças, meu Deus, mantínheis em mim o gosto pelo estudo, pelas leituras sérias, pelas coisas belas, a repugnância pelo vício e pela fealdade. Fazia o mal, mas não o aprovava nem o amava. Dáveis-me essa vaga inquietação de uma má consciência que, por adormecida que esteja, nem por isso está morta.

Nunca senti esta tristeza, este mal-estar, esta inquietação, senão nessa altura. Era, pois, um dom vosso, meu Deus; que longe estava eu de suspeitar de que assim fosse! Que bom sois! E, ao mesmo tempo que impedíeis a minha alma, por essa invenção do vosso amor, de se afundar irremediavelmente, preserváveis o meu corpo: pois se tivesse morrido nessa altura, teria ido para o inferno. Os perigos da viagem, tão grandes e tão numerosos, de que me fizestes sair como que por milagre! A saúde inalterável nos lugares mais malsãos, apesar de tão grandes fadigas! 

Ó meu Deus, como tínheis a vossa mão sobre mim, e quão pouco eu a sentia! Como me protegestes! Como me abrigastes sob as vossas asas, quando eu nem sequer acreditava na vossa existência! E, enquanto assim me protegíeis, e o tempo ia passando, parecia-Vos que tinha chegado o momento de me reconduzir ao cercado.

Desfizestes, apesar de mim, todos os laços maus que me teriam mantido afastado de Vós; desfizestes mesmo todos os laços bons que me teriam impedido de ser, um dia, todo vosso. Foi a vossa mão, e só ela, que fez disto o começo, o meio e o fim. Que bom sois! 

Era necessário fazê-lo, para preparar a minha alma para a verdade; o demónio é excessivamente senhor de uma alma que não é casta, para nela deixar entrar a verdade; não podíeis entrar, meu Deus, numa alma onde o demónio das paixões imundas reinava como senhor. Queríeis entrar na minha, ó Bom Pastor, e fostes Vós que dela expulsastes o vosso inimigo.

Charles de Foucauld (1858-1916), eremita e missionário no Saara in 'Retiro em Nazaré', Novembro de 1897


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terça-feira, 9 de junho de 2020

Deus criou um Mundo perfeito

De acordo com a maioria dos filósofos Deus, ao criar o Mundo, escravizou-o. De acordo com o Cristianismo, ao criá-lo, tornou-o livre. Deus escreveu, não tanto um poema, mas antes uma peça. Uma peça que Ele planeou de modo perfeito, mas que foi deixada necessariamente à disposição de actores e produtores humanos, que a tornaram numa grande confusão.

G.K Chesterton in Ortodoxia


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segunda-feira, 20 de abril de 2020

A mão de Deus e a mão dos homens

O cenário internacional da Primavera de 2020 é novo, inesperado e dramático. O que domina é a confusão porque ninguém pode dizer que sabe realmente o que aconteceu: de onde vem o Coronavírus, quando desaparecerá e como deve ser enfrentado. É certo, porém, que, no fundo deste cenário, continuam a combater-se na história duas cidades, Civitas Dei e Civitas diabuli: o seu fim é aniquilarem-se uma à outra. São as duas cidades de que fala Santo Agostinho: «Uma é a sociedade dos homens devotos, a outra dos rebeldes, cada uma com os anjos que lhe pertencem, em que de uma parte é superior o amor a Deus e da outra o amor próprio» (De Civitate Dei, liv. XIV, c. 13, 1).     
     
Esta luta mortal foi evocada, com palavras eficazes, por Pio XII no seu discurso, de 12 de Outubro de 1952, aos homens da Acção Católica. O Papa afirmava que o mundo estava ameaçado por um inimigo muito pior do que aquele representado, no século V, por Átila, “flagelo de Deus”: 

«Ó, não Nos pergunteis qual é o “inimigo”, nem que vestes usa. Encontra-se por toda a parte e no meio de todos; sabe ser violento e subtil. Nestes últimos séculos, tentou provocar a desintegração intelectual, moral e social da unidade no misterioso organismo de Cristo. Queria a natureza sem a graça; a razão sem a fé; a liberdade sem a autoridade; por vezes, a autoridade sem a liberdade. É um “inimigo” que se tornou cada vez mais concreto, com uma crueldade que ainda nos deixa atónitos: Cristo sim, Igreja não. Depois: Deus sim, Cristo não. Por fim, o grito ímpio: Deus está morto; mais: Deus nunca existiu. E aqui está a tentativa de edificar a estrutura do mundo sobre fundações que Nós não hesitamos em apontar como as principais responsáveis da ameaça que paira sobre a humanidade: uma economia sem Deus, um direito sem Deus, uma política sem Deus».         

A este terrível inimigo, a escola de pensamento contra-revolucionário, referindo-se ao ensinamento dos Papas, deu o nome de Revolução: um processo histórico plurissecular que tem como meta a destruição da Igreja e da Civilização cristã. A Revolução tem como seus agentes todas as forças secretas que actuam, de forma pública ou oculta, para este fim. Os contra-revolucionários são aqueles que se opõem a este processo de dissolução e que combatem pela instauração da Civilização cristã, a única civilização digna deste nome, como recorda São Pio X (Encíclica Il fermo proposito de 11 de Junho de 1905).               

O conflito entre revolucionários e contra-revolucionários continua na época do Coronavírus. É lógico que cada um deles tenta tirar o máximo proveito da nova situação. A existência de perturbadoras manobras revolucionárias para aproveitamento dos acontecimentos não significa, porém, que estas forças tenham criado a situação em que nos encontramos, nem que a controlam e dirigem. Os representantes dos mais diversos governos, da China aos Estados Unidos, da Grã-Bretanha à Alemanha, da Hungria à Itália, impuseram, nos seus países, as mesmas medidas sanitárias, como a quarentena, de que, no início, alguns deles desconfiavam. 

Estes líderes políticos terão sido dominados por uma ditadura sanitária que lhes foi imposta pelos virologistas? Mas os virologistas, por seu turno, que inicialmente estavam divididos, porque alguns deles consideravam o Coronavírus apenas uma “má influência”, foram agredidos pela realidade e, hoje, concordam sobre a necessidade de medidas mais drásticas para conter o vírus. A verdade é que a ciência médica mostrou-se incapaz de erradicar o vírus. A escolha da quarentena, a mesma que é feita há milénios diante de uma grave epidemia, nasce do bom senso, não da sua específica competência médica.       

O problema não é, naturalmente, apenas sanitário, e, na sociedade interligada, o vírus poderia ter as suas mais graves consequências nos campos económico e social. Mas a solução deste tipo de problemas, que se agravam em todo o mundo, depende dos políticos, não dos médicos. E se a classe política internacional, para tomar as suas decisões, se abriga atrás do ecrã das autoridades de saúde, é por causa da inadequação daqueles que actualmente governam o mundo. O fracasso político é paralelo ao sanitário. Como esquecer que a suprema autoridade sanitária internacional, a Organização Mundial de Saúde, há trinta anos anunciava «um mundo sem epidemias», graças ao projecto “Saúde para todos até ao ano 2000”, com a consequência de, em muitos países, os fundos dedicados à saúde terem sido cortados ou direccionados principalmente para as doenças raras? 

O director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, politicamente próximo da China comunista, foi, a 28 de Janeiro de 2020, a Pequim, onde, após um encontro com o presidente Xi Jinping, comunicou ao mundo que, em Wuhan, estava tudo controlado, minimizando a extensão da catástrofe. Só depois de muitas hesitações é que a OMS tomou nota da realidade, continuando a mentir sobre o número de contágios e de mortes por ela provocados, que certamente não são superestimados, mas subestimados.          

Aos problemas económicos e sociais, juntam-se, como consequência de um prolongado bloqueio e de uma radical mudança de vida imposta pelo Coronavírus, aqueles, igualmente graves, de ordem psicológica e moral. Mas aqui a palavra, mais do que aos médicos e aos políticos, caberia aos sacerdotes, aos bispos e, por último, ao supremo pastor da Igreja universal. No entanto, a imagem que o Papa Francisco deu no Tríduo Pascal é a de um homem abatido e deprimido, incapaz também ele de fazer frente à catástrofe com as armas espirituais de que dispõe. O mesmo pode-se dizer da grande maioria dos bispos. A classe eclesiástica, desprovida de sérios estudos teológicos e de autêntica vida espiritual, revela-se tão inadequada quanto a classe política para orientar o seu rebanho na escuridão do tempo presente.                 

Nesta situação, o que deveriam fazer os contra-revolucionários, os fiéis da Tradição, os católicos zelosos cheios de espírito apostólico? Qual deveria ser a sua estratégia diante das manobras das forças das trevas?                     

Deveriam, antes de mais, mostrar que está a colapsar um mundo, aquele mundo globalizado que os projectos disformes de Bill Gates e dos seus amigos não serão capazes de manter em pé, apesar de todos os esforços. O fim deste mundo, filho da Revolução, foi anunciado, há cem anos, em Fátima, e o horizonte que enfrentamos não é a hora da ditadura final do Anticristo, mas a do triunfo irreversível do Imaculado Coração de Maria, precedido pelos castigos anunciados por Nossa Senhora caso a humanidade não se tivesse convertido. Hoje, mesmo entre os melhores católicos, há uma resistência psicológica a falar de castigos, mas o conde Joseph de Maistre adverte: «O castigo governa toda a humanidade; o castigo guarda-a; o castigo vigia enquanto os homens de guarda dormem. O homem sábio considera o castigo como a perfeição da justiça» (Le serate di San Pietroburgo, trad. it. Rusconi, Milano 1971, p. 31).    

São Carlos Borromeu lembra, por sua vez, que «entre todas as outras correcções que a Sua divina Majestade manda, é habitual atribuir-se, de modo especial, à Sua mão o castigo da peste» e explica este princípio com o exemplo de David, o rei pecador, a quem Deus deu a escolher, como castigo, entre a peste, a guerra e a fome. David escolheu a peste com estas palavras: «Melius est ut incidam in manus Domini, quam in manus hominum»[1]. Portanto, conclui São Carlos, «a peste, entre a guerra e a fome, é muito especialmente atribuída à mão de Deus» (Memoriale ai Milanesi di Carlo Borromeo, Giordano Editore, Milano 1965, p. 34).           

É hora de reconhecer a mão misericordiosa de Deus nos flagelos que começam a atingir a humanidade.         

Roberto de Mattei in Corrispondenza Romana
Tradução: diesirae.pt

[1] Trad.: É melhor que eu me coloque nas mãos de Deus que nas mãos dos homens.


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

3 ideias a não perder em Star Wars Rogue One

O novo Star Wars já estreou. Vale muito a pena verem o filme com amigos. Vão-se divertir imenso, mas também porque há ideias boas para retirar do filme. 

(Atenção: no fim há spoilers que contam o fim do filme)

1. Divina Providência

Chirrut, um dos personagens mais importantes, é um guardião das minas de cristais de sabres de luz. Apesar de não ser Jedi, Chirrut tem uma relação muito próxima com a Força que lhe dá grande agilidade em combate e uma enorme segurança. Chirrut é cego mas, pela confiança que tem na Força, consegue ver muito mais do que qualquer outro personagem.

Isto lembra a confiança dos Cristãos na Divina Providência. Os Cristãos sabem que Deus sustenta continuamente o Universo e que os protege mesmo nas piores adversidades. Por isso é que, mesmo numa situação difícil, é possível viver em paz, sabendo que Deus está a ver. Os Cristãos que vivem assim, como foi o caso dos Santos, vêem muito mais longe do que os outros, pois vêem o mundo com um olhar sobrenatural. 

É verdade que há momentos de muita dor e que não passam, ao ponto de quem sofre pensar que Deus não existe. Mas confiar em Deus não é fácil, apesar de simples. Na verdade, no filme, Chirrut também sabe que confiar na Força não é fácil, por isso é que ele está constantemente a repetir para si que confia na Força (“I am one with the Force, the Force is with me.”) Ele repete isto não para se unir mais à Força mas para confiar mais, para se convencer a si mesmo disso. Os Cristãos também usam há séculos truques não para que Deus os proteja, mas para se lembrarem da presença de Deus. Os Santos repetiam continuamente jaculatórias (como “Jesus, eu confio em Vós”) para confiarem mais em Deus. Como mostra a história de Chirrut neste Star Wars, a repetição vocal e contínua de uma pequena oração é útil para a vida espiritual e tem grandes efeitos na vida real.

2. Coisas pequenas

Este novo Star Wars, ao contrário dos outros, não pertence a uma trilogia. É um filme sobre uma história secundária que conta como a Aliança Rebelde roubou os planos da Estrela da Morte, essenciais para o episódio IV. Sem esta história, nunca o Luke Skywalker, a Princesa Leia e o Han Solo se teriam tornado amigos e mudado a história do universo (e do cinema). Este filme dá voz a membros da Aliança Rebelde que nem sequer sabíamos que existiam. Estas pessoas tinham vidas valiosas que ganharam forma através de decisões complicadas que tiveram de tomar ao longo do filme. 

Todas os grandes sucessos têm sempre coisas aparentemente pequenas, mas muito valiosas, por trás. Uma grande construção torna o arquitecto famoso, mas por trás há imensas pessoas envolvidas: engenheiros, construtores, empresas de materiais, os professores que ensinaram todas estas pessoas, ... Isto é especialmente verdade na vida Cristã. Quando Jesus diz em Lc 16, 10 que “quem é fiel no pouco, também é fiel no muito”, está a demonstrar a importância das coisas pequenas para uma vida grande. O caminho de santidade ensinado por Santa Teresinha é inteiramente feito de coisas pequenas. E São Josemaria ensinou que quem não souber viver os pequenos sacrifícios do dia-a-dia, nunca conseguirá ser verdadeiramente Santo e vencer os grandes obstáculos que a vida lhe porá à frente. Como Cristãos gostamos de ver o louvor das coisas pequenas precisamente porque isso nos mostra que mesmo as coisas que parecem mais pequenas têm um fruto muito grande. E este novo Star Wars mostra isso. 

3. Esperança

O filme acaba de uma forma totalmente inesperada. Todos os heróis do filme morrem, mas nenhuma das suas mortes foi em vão. No filme, cada personagem morre imediatamente depois de completar a sua missão. Mas o interessante é que nenhum deles sabe se o que fez foi bem sucedido ou não. Todos os Rebeldes que foram roubar os planos da Estrela da Morte morrem sem nunca saber se a Aliança Rebelde recebeu os planos. Pior ainda, o que eles viam era que tudo parecia falhar. Mas, ainda assim, eles fizeram o que tinham a fazer. Porquê? Porque estavam alimentados pela esperança de que iam conseguir.

A Igreja Católica ensina que a Esperança é a virtude pela qual temos a certeza da Ressurreição. Tal como disse Nossa Senhora em Fátima, no fim, “o meu Imaculado Coração Triunfará.” Todas as acções dos Cristãos devem ser animadas pela certeza de que, se forem fiéis, no fim da vida vão para o Céu. Vemos isso na ousadia dos Santos que fizeram coisas impensáveis aos olhos do mundo e que mesmo assim sucederam. Um Cristão fiel é um verdadeiro rebelde contra as modas do mundo. Como diz Jyn Erso, a personagem principal do filme, “we have hope. Rebellions are built on hope.” E o filme a seguir a este chama-se “Uma Nova Esperança.” Também pelos mártires e pelos santos, vê-se que a esperança de um Cristão, dá esperança a muitos outros por gerações fora.

Nuno CB

English Version (via Google Translator):

The new Star Wars: Rogue One is already out. You should watch the movie with friends. Not only you will have lots of fun, but there are also great ideas to take from the film.

(Warning: there are some spoilers in the end)

1. Divine Providence

Chirrut, one of the most important characters, is a guardian of the mines of lightsaber crystals. Although not a Jedi, Chirrut has a close relationship with the Force that gives him a great agility in combat and an enormous sense of security. Chirrut is blind but, due to his trust in the Force, he can see more than any other character.

This reminds us of the trust that Christians have in Divine Providence. Christians know that God continually sustains the Universe and protects them, even before the worst adversities. That is why, even in a difficult situation, it is possible to live in peace, knowing that God is watching. The Christians who live like this, as the Saints did, see beyond what others see, for they see the world with a supernatural look.

It is true that there are times of much pain that take long to go away. They so hard to the point of thinking that God does not even exist. But trusting in God is not easy, although it is simple. In fact, in the film, Chirrut also knows that relying on the Force is not easy, that is why he is constantly repeating to himself that he trusts the Force. "I am one with the Force, the Force is with me," he says. He repeats this not to join the Force more but to trust more, to convince himself of it. Christians have also used these tricks for centuries, not for God to protect them, but to remember the presence of God. The Saints continually repeated their aspirations (like "Jesus, I trust in You") to trust God more. As Chirrut's story in this Star Wars episode shows, the vocal and continuous repetition of a little prayer is useful for the spiritual life and has great effects in real life.

2. Small things

This new Star Wars, unlike the others, does not belong to a trilogy. It is a film about a secondary story that tells how the Rebel Alliance stole the Death Star plans, leading up to Episode IV. Without this story, Luke Skywalker, Princess Leia and Han Solo would never have become friends and changed the history of the universe (and of cinema). This film gives voice to members of the Rebel Alliance that we did not even know existed. These people had valuable lives that took shape through the complicated decisions they had to make throughout the film.

All great successes always have seemingly small things behind, that are at the same time very valuable. A great building makes the architect famous, but behind  it there are many people involved: engineers, builders, material companies, teachers who taught all these people, ... This is especially true in the Christian life. When Jesus says in Luke 16:10 that "he who is faithful in the least is also faithful in much," he is demonstrating the importance of small things to a great life. The path of holiness taught by St. Theresa is entirely made up of small things. And Saint Josemaría taught that anyone who does not know how to live the small sacrifices of everyday life will never be truly holy and overcome the great obstacles that life will put before him. As Christians, we like to see the praise of small things precisely because it shows us that even things that look smaller have a large fruit. And this new Star Wars shows it.

3. Hope

The film ends in a completely unexpected way. All the heroes in the movie die, but none of these deaths were in vain. In the movie, each character dies immediately after completing his or her mission. But the interesting thing is that none of them knew if what they did was successful or not. All the Rebels who were stealing the Death Star's plans die without ever knowing whether the Rebel Alliance received the plans. Even worse, what they saw made it seem that everything was failing. And yet, they did what they had to do. Why? Because they were moved by the hope that they would succeed.


The Catholic Church teaches that Hope is the virtue by which we are assured of the Resurrection. As Our Lady at Fatima said: in the end, "my Immaculate Heart will triumph." All the actions of Christians should be moved by the certainty that, if they are faithful, they will go to Heaven at the end of their lives. We see that in the audacity of the Saints, who did unthinkable things in the eyes of the world and yet succeeded. A faithful Christian is a true rebel against the trends of this world. As Jyn Erso, the lead character in the film, says, "we have hope. Rebellions are built on hope." And so the film following this is "A New Hope. From the martyrs and saints, we see that the hope of one Christian gives hope to many others, for generations to come.


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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Deus está connosco: A Cruz no meio do tornado

Há poucos dias atrás, a cidade de Oklahoma, nos Estados Unidos da América, foi atingida por fortes tornados. Depois da tormenta, um estudante tirou uma fotografia a um pedaço de madeira, em forma de cruz, pendurado em cabos eléctricos.

A legenda da fotografia foi "God is with us" (Deus está connosco).



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sábado, 10 de janeiro de 2015

A Providência Divina segundo Isaías

 Providência Divina - Pietro da Cortona (Palácio Barberini)
Ai daquele que discute com quem o formou, vaso entre os vasilhames de terra! Acaso diz a argila ao oleiro: Que fazes? Acaso diz a obra ao operário: És incompetente?

Ai daquele que ousa dizer a seu pai: Por que me geraste? E à sua mãe: Por que me concebeste?

Eis o que diz o Senhor, o Santo de Israel e seu criador: Pretendeis pedir-me conta do futuro, ditar-me um modo de agir? 

Fui eu quem fez a terra, e a povoou de homens; foram minhas mãos que estenderam os céus, e eu comando todo o seu exército. 

Isaías 45, 9-12



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