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sábado, 4 de maio de 2024

O Sacerdote que se sacrifica pelo seu povo

Qual é a recompensa dos sacerdotes por se comprometerem com uma vida de auto-disciplina e trabalho; uma morte prematura e miserável? A febre irlandesa matou, entre Liverpool e Leeds, mais de trinta padres: tanto jovens na flor dos seus dias como velhos que mereciam ter algum sossego depois de décadas de trabalho. 

Houve um Bispo que morreu no norte; mas o que é que um homem da sua classe eclesiástica tinha a ver com o esforço e o perigo do serviço aos doentes, excepto a obrigação que lhe vem da Fé cristã e da caridade? Sacerdotes voluntariaram-se para o perigoso serviço. O mesmo aconteceu no primeiro surto de cólera, aquela misteriosa motivação inspiradora. O que poderia motivar um grupo de hipócritas, durante o surto de uma doença mortal, a ir um atrás do outro numa longa marcha até a esperança perdida, e um após o outro perecendo? 

Assim, posso dizer, que é essa a missão de cada sacerdote. Ele está sempre pronto para se sacrificar pelo seu povo. Noite e dia, doente ou saudável, faça chuva ou faça sol, lá vai ele ele, depois de uma chamada de um doente. O facto de um paroquiano morrer sem os sacramentos por culpa dele é terrível para ele.

Cardeal John Henry Newman


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quinta-feira, 2 de junho de 2022

A histeria do Covid-19 criou 573 novos bilionários

573 pessoas tornaram-se bilionárias durante a histeria do Covid, relata a Oxfam. Em 2022, mais 263 milhões de pessoas cairão na pobreza extrema.

- As fortunas dos oligarcas/bilionários aumentaram mais nos primeiros 24 meses da histeria do Corona do que nos 23 anos anteriores combinados. A riqueza total dos bilionários do mundo é atualmente equivalente a 13,9% do PIB global e mostra um aumento de três vezes em relação a 2000 (4,4% na época).

- A histeria criou 62 novos bilionários na área da alimentação. Os oligarcas dos sectores da alimentação e energia aumentaram as suas fortunas em mil milhões de dólares a cada dois dias. Os preços dos alimentos e da energia estão nos níveis mais altos desde há décadas.

- As fortunas dos bilionários da alimentação e energia aumentaram 453 mil milhões de dólares nos últimos dois anos. Cinco das maiores empresas de energia (BP, Shell, Total, Exxon e Chevron) juntas fazem 2,6 milhões de dólares em lucros a cada segundo.

- As margens de lucro das empresas petrolíferas duplicaram durante a histeria, enquanto os custos de energia para os clientes devem aumentar 50% em 2022.

- Na indústria farmacêutica, 40 bilionários surgiram durante a histeria do Corona. Moderna e Pfizer lucram 1 milhão de dólares a cada segundo apenas com os seus monopólios de injeção Covid. 

As fortunas dos bilionários não aumentaram porque eles trabalham mais, os super-ricos [que também controlam os media] – manipulam o sistema impunemente há décadas, disse Gabriela Bucher, directora executiva da Oxfam International.

in Gloria Tv


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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Os efeitos nefastos das vacinas Covid nos militares americanos

Numa declaração sob juramento, os médicos militares dos EUA - Samuel Sigoloff, Peter Chambers e Theresa Long - revelaram dados sobre o estado de saúde do exército desde o início das vacinações contra a Covid.

Daniel Horowitz (TheBlaze.com) publicou os números no período entre Janeiro e Outubro de 2021:

• Aumento de 300% dos abortos em relação à média dos últimos 5 anos: de 1499 para 4182. O número de abortos registrados em 2020 – antes da vacinação – estava ligeiramente abaixo da média dos últimos cinco anos.

• Aumento de quase 300% no número de cancros: de 38700 para 114645.

• Aumento de 1000% nos problemas neurológicos: de uma média de 82000 para 863000.

• Aumento de 269% no número de enfartes do miocárdio

• Aumento de 291% na paralisia de Bell

• Aumento de 156% nas malformações congénitas em filhos de militares

• Aumento de 471% na infertilidade feminina

• Aumento de 467% em embolias pulmonares

Os médicos comentaram também o facto de terem sido confrontados com jovens soldados saudáveis ​​que apresentavam doenças extremamente incomuns, como cancro metastático repentino, doenças auto-imunes, distúrbios cardíacos e circulatórios desde o início das vacinações.



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domingo, 18 de abril de 2021

Normalidade no final da Missa celebrada pelo Papa Francisco

Domingo - 11 de Abril de 2021 - igreja Santo Spirito in Sassia (Roma)


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terça-feira, 6 de abril de 2021

A abissal diferença civilizacional entre a pandemia de 1918 e a de 2019

A Irmã Lúcia narra nas suas Memórias como foi a pandemia de 1918, a pneumónica ou gripe espanhola. A leitura dessa descrição mostra-nos a diferença civilizacional que existe quando vemos a reacção do mundo à pandemia de covid-19 ou vírus chinês. Comecemos pelo excerto das Memórias:

«A epidemia (pneumónica, de 1918) atingiu quase toda a gente. A mãe e minha irmã Glória andavam de casa em casa a tratar os doentes. Um dia, o ti Marto foi avisar o meu pai de que não deixasse a mãe nem as filhas andar por casa dos doentes a tratá-los, porque era uma epidemia que contagiava e podíamos, também nós, ficar doentes.

À noite, o pai, ao chegar a casa, proibiu a mãe e as filhas de irem às casas dos doentes para tratá-los. A mãe escutou, em silêncio, tudo o que o pai disse e depois respondeu:

– Olha, tu tens razão. É mesmo assim como tu dizes. Mas, olha lá, como podemos nós deixar morrer aquela gente, sem ter(em) quem lhe(s) chegue um copo de água? O melhor seria que viesses tu comigo e vias como as pessoas estão e se nós podemos deixá-los assim abandonados. E, apontando para uma grande panela que tinha pendurada na corrente da chaminé, sobre o braseiro da lareira, disse:

– Vês esta panela? Está cheia de galinhas. Algumas nem são nossas; trouxe-as de casa dos doentes, que as nossas não chegavam para tudo. Está a ferver, para fazer caldos, e já tenho aí as panelinhas que trouxe das suas casas, para lhos levar. Se tu quisesses vir comigo, ajudavas-me a levar as cestas com as panelas dos caldos e, ao mesmo tempo, vias e resolvíamos como se há de fazer.

O pai aceitou. Encheram as panelas de caldo e lá foram os dois, cada um com duas cestas, uma em cada mão. Daí a pouco, volta o pai com um bebé num bercinho e disse para a minha irmã Glória e para mim:

– Tomai conta deste menino. Os pais estão os dois de cama, com febre, e não podem olhar por ele.
Voltou a sair e, daí a pouco, regressou com mais duas crianças que já andavam, mas ainda não podiam valer-se, e disse:

– Tomai conta de mais estas duas, que não fazem senão chorar, à volta da cama dos pais, e eles estão com febre e não podem atendê-las.

E assim trouxe mais. Não me lembro quantas. No dia seguinte, vieram dizer que também em casa da tia Olímpia, estavam todos de cama com febre. Os meus pais lá foram também tratá-los. Aí, na ocasião, melhoraram todos, mas quatro ficaram sempre com algumas décimas de febre que os foram minando e, um após outro, em poucos anos, morreram quatro: o Francisco, a Jacinta, a Florinda e a Teresa.

Nesses dias, os meus pais não fizeram outra coisa mais que andar de casa em casa, a tratar dos doentes. O pai com o meu irmão Manuel tratavam também dos animais que estavam nos currais a gritar com fome, e tiravam o leite para se dar aos doentes e às crianças. (...) Foi tão grande a necessidade, que meus pais não hesitaram em deixar-me ir focar, algumas noites, em casa de uma viúva que vivia só com um filho que estava tuberculoso no último grau, para que ela pudesse descansar, sabendo que tinha ali uma criança de 11 anos, que chegasse ao filho um copo de água ou uma tigelinha de caldo, ou a chamasse, se ele precisasse de outa coisa. (...) Também advertiram o meu pai de que era temerário deixar-me ir a essa casa porque podia contagiar-me. O pai respondeu:

– Não há de Deus pagar-me com o mal o bem que eu faço por Ele!

E assim aconteceu! A confiança de meu pai não foi confundida, que tenho quase 82 anos e ainda não senti o mínimo de vestígio dessa doença!” (Memórias da Irmã Lúcia V, n.º 3, pp. 19-21)

O que vemos neste magnífico trecho? É muito simples: a Cristandade, isto é, a civilização cristã em acção exprimindo as suas virtudes: a caridade, amar o outro como a si mesmo, a heroicidade, a capacidade de sacrifício, a consciência de que estamos vivos e podemos morrer e de que morrer a fazer o bem é melhor do que viver covardemente encerrado em casa; e ainda, a confiança em Deus.

Um século volvido, temos a polícia a percorrer as estradas e altifalantes avisando: «Fique em casa»; e estamos proibidos «para nosso bem», naturalmente, de sair de casa, de ir trabalhar, de ir ajudar um vizinho, de ir ao hospital ver o nosso pai ou a nossa mãe pela última vez, ou de o ir buscar ao lar, ou de ir um funeral, etc., etc., etc..

Colocadas lado-a-lado, parecem duas civilizações diferentes. E são.

O que aconteceu, pois, entre as duas civilizações? Como chegámos a este ponto de extremo egoísmo e covardia? A resposta é simples: a Cristandade decaiu em Europa. Agora somos uma civilização sem esqueleto, sem dimensão vertical; em duas palavras: sem Deus.

Somos uma civilização que trocou as virtudes objectivas e universais, como as que enunciamos acima, por ‘valores’ subjectivos e individuais. E esta decadência civilizacional é incomparavelmente mais grave do que qualquer pandemia. Melhor dito: esta decadência civilizacional é muitíssimo mais contagiosa do que qualquer variante de covid.

Pedro Sinde in Sol


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sábado, 16 de janeiro de 2021

Faz sentido adiar o Baptismo por causa da Covid-19?

Tem havido bastante controvérsia sobre se - por razões de saúde - devem ser adiados os Baptismos. 

O Catecismo da Igreja Católica explica que o Baptismo é necessário como meio para a salvação da alma:

«1257. O próprio Senhor afirma que o Baptismo é necessário para a salvação. Por isso, ordenou aos seus discípulos que anunciassem o Evangelho e baptizassem todas as nações. O Baptismo é necessário para a salvação de todos aqueles a quem o Evangelho foi anunciado e que tiveram a possibilidade de pedir este sacramento. A Igreja não conhece outro meio senão o Baptismo para garantir a entrada na bem-aventurança eterna.»

Por isso mesmo, a Igreja Católica sempre enviou missionários para o Mundo inteiro, em ordem a que todas as pessoas pudessem conhecer Jesus Cristo e receber o Baptismo.  

E é também por causa da importância fulcral desse sacramento que o Código de Direito Canónico urge os pais a baptizarem os filhos nas primeiras semanas de vida:

«Cân. 867 — § 1. Os pais têm obrigação de procurar que as crianças sejam baptizadas dentro das primeiras semanas; logo após o nascimento, ou até antes deste, vão ter com o pároco, peçam-lhe o sacramento para o filho e preparem-se devidamente para ele.
§ 2. Se a criança se encontrar em perigo de morte, seja baptizada sem demora.»

Num baptismo apenas são necessárias as seguintes pessoas: sacerdote (em condições normais), baptizando e padrinhos. No caso de ser uma criança, os pais, ou pelo menos  o Pai ou a Mãe. 

Sendo necessárias tão poucas pessoas, não se percebe que um baptismo seja adiado por causa da Covid-19. Especialmente tendo em conta de quão importante é esse sacramento para a salvação das almas, que é a suprema lei da Igreja.

João Silveira


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

Afinal quem é o Salvador?

Parece - a acreditar nos grandes meios de comunicação social, nos políticos e muitos dignitários eclesiásticos - que pela primeira vez, celebrámos verdadeiramente o Natal. De facto, pelos vistos, a Salvação não está no Menino, Deus humanado, que sempre celebrámos, mas sim numa vacina, experimentada em linhas celulares derivadas de abortos provocados, que é incapaz de proteger do pecado e da morte eterna.

 

E, no entanto, a mais perigosa e mortal de todas as pandemias é a do pecado que nos traz a morte eterna. Este pecado de que ninguém fala, que ninguém combate, mas pelo contrário o promove sistematicamente, através de empresas gigantes sem escrúpulos, de poderes político-mundanos e, também, de um número, cada vez maior de dignitários eclesiásticos.

 

Ninguém se une para guerrear esta ruindade perversa, origem e nutridora de todos as outras malignidades.

 

Usam máscaras e desinfectantes para não serem contagiados e virem a padecer da Covid 19, mas não evitam, antes as procuram, as ocasiões de pecado. Recorrem aos médicos e aos hospitais para que lhes salvem a pele, mas são incapazes de buscarem um Padre para salvarem a alma. Tomam suplementos na expectativa de fortalecerem o sistema imunitário, mas não recorrem à Sagrada Eucaristia para se robustecerem contra a epidemia do pecado.

 

Sendo assim, não será de admirar que doravante o Natal passe a ser narrado e celebrado de um modo diferente. A comunicação social e os políticos proclamarão:


Anunciamos-vos uma grande alegria, hoje nasceu a vacina salvadora, que será para toda a humanidade. Isto vos servirá de sinal encontrareis frasquinhos acondicionados em sofisticados congeladores. Entretanto uma multidão de propagandistas e prelados, uns comprados outros submissos, anunciará: Glória às farmacêuticas nas eminências e paz na terra aos políticos do desenrascanço. Depois aparecem os especialistas vindos do ocidente, guiados pelo lucro luminoso, oferecendo seringas, desinfectantes e máscaras. E será melhor não continuar...

 

À honra de Cristo. Ámen.


Padre Nuno Serras Pereira



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quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

Bispo Strickland contra as vacinas que usam bebés abortados

O Bispo de Tyler (Texas), Joseph Strickland, comentou na sua conta de Twitter a questão de algumas vacinas contra a Covid usarem tecidos de bebés abortados:

«Toda a retórica sobre as vacinas desvia-se da simples verdade que foram assassinadas crianças, partes dos seus corpos foram usadas e voilá, temos uma vacina que nos dará mais alguns anos de vida. Ofendam-me como quiserem, vou continuar a falar em nome dos inocentes que foram MORTOS!»


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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

5 Bispos publicam declaração sobre vacinas derivadas de fetos humanos abortados

Cinco Bispos, entre eles um Cardeal, tornaram pública uma declaração na qual demonstram preocupação em relação à utilização de fetos abortados nas novas vacinas e explicam o que diz a doutrina moral católica sobre este tema:

Recentemente, constatou-se, a partir de serviços e de várias fontes de informação, que, em relação à emergência COVID-19, foram produzidas, em alguns países, vacinas que utilizam linhas celulares de fetos humanos abortados, noutros países está prevista a produção de tais vacinas. São cada vez mais numerosas as vozes de eclesiásticos (conferências episcopais, bispos e sacerdotais individuais) que afirmam que, na ausência de alternativas para uma vacinação com substâncias eticamente lícitas, seria moralmente lícito para os católicos utilizar as vacinas, apesar do uso de linhas celulares de crianças abortadas para o seu desenvolvimento.

Os defensores de tal vacina invocam dois documentos da Santa Sé (Pontifícia Academia para a Vida, Reflexões morais sobre vacinas preparadas a partir de células derivadas de fetos humanos abortados, de 9 de Junho de 2005, e Congregação para a Doutrina da Fé, Instrução Dignitas Personæ, sobre algumas questões bioéticas, de 8 de Setembro de 2008), que consentem o uso desta vacinação em casos excepcionais e por um tempo limitado com base no que, na teologia moral, é chamado de cooperação material, passiva e remota com o mal. Os documentos citados afirmam que os católicos que recorrem a esta vacinação têm, ao mesmo tempo, «o dever de manifestar o próprio desacordo a este respeito e de solicitar que os sistemas de saúde disponibilizem outros tipos de vacinas».
  

No caso das vacinas obtidas a partir de linhas celulares de fetos humanos abortados, vemos uma clara contradição: entre a doutrina católica, que rejeita categoricamente, e para além de qualquer sombra de ambiguidade, o aborto em todos os casos como um grave mal moral que clama por vingança ao céu (ver Catecismo da Igreja Católica 2268, 2270ss.), e a prática de considerar as vacinas derivadas de linhas de células fetais abortadas moralmente aceitáveis ​​em casos excepcionais de “urgência” – com base numa cooperação material, passiva e remota. Argumentar que tais vacinas podem ser moralmente lícitas se não houver alternativas é, em si mesmo, contraditório e não pode ser aceitável para os católicos. 

Devem-se recordar as seguintes palavras do Papa João Paulo II sobre a dignidade da vida humana não nascida: «Ora, a inviolabilidade da pessoa, reflexo da inviolabilidade absoluta do próprio Deus, tem a sua primeira e fundamental expressão na inviolabilidade da vida humana. É totalmente falsa e ilusória a comum defesa, que, aliás, justamente se faz, dos direitos humanos – como, por exemplo, o direito à saúde, à casa, ao trabalho, à família e à cultura, – se não se defende, com a máxima energia, o direito à vida, como primeiro e fontal direito, condição de todos os outros direitos da pessoa» (Christifideles Laici, 38). O uso de vacinas produzidas a partir de células de crianças não nascidas assassinadas contradiz a máxima energia em defender a vida por nascer.    

O princípio teológico da cooperação material é, certamente, válido e pode ser aplicado a toda uma série de casos (pagamento de impostos, uso de produtos de trabalho escravo, etc.). Todavia, este princípio dificilmente pode ser aplicado ao caso das vacinas obtidas a partir de linhas celulares fetais, porque aqueles que, consciente e voluntariamente, recebem tais vacinas, entram numa espécie de vínculo, embora muito remoto, com o processo da indústria do aborto. O crime do aborto é tão monstruoso que qualquer tipo de concatenação com este crime, mesmo que muito remota, é imoral e não pode ser aceite, em nenhuma circunstância, por um católico, uma vez que esteja plenamente ciente disso. Quem usa estas vacinas deve perceber que o seu corpo está a beneficiar dos “frutos” (embora tenham ocorrido uma série de processos químicos) de um dos maiores crimes da humanidade.

Qualquer ligação com o processo de aborto, mesmo o mais remoto e implícito, lançaria uma sombra sobre o dever da Igreja de dar firme testemunho da verdade de que o aborto deve ser completamente rejeitado. Os fins não podem justificar os meios. Estamos a viver um dos piores genocídios conhecidos pelo Homem. Milhões e milhões de bebés em todo o mundo foram massacrados no útero da mãe e, dia após dia, este genocídio oculto continua através da indústria do aborto e das tecnologias fetais e da pressão de governos e de organismos internacionais para promover tais vacinas como um dos seus objectivos. 

Os católicos não podem ceder agora; fazê-lo seria grosseiramente irresponsável. A aceitação destas vacinas da parte dos católicos, sob o fundamento de que envolvem apenas uma “cooperação remota, passiva e material” com o mal, faria o jogo dos seus inimigos e enfraqueceria o último reduto contra o aborto.    

O que mais pode ser o uso de linhas células embrionárias de bebés abortados senão a violação da ordem da criação dada por Deus, considerando que se baseia na já grave violação desta ordem matando um nascituro? Se o direito à vida não tivesse sido negado a essa criança, se as suas células (que, desde então, foram cultivadas várias vezes em tubo de ensaio) não estivessem disponíveis para a produção de uma vacina, não poderiam ser comercializadas. Assim, há uma dupla violação da sagrada ordem de Deus: de um lado, por meio do próprio aborto, e, do outro, através do atroz negócio de comercializar o tecido dos bebés abortados. 

Contudo, este duplo desprezo pela ordem da criação nunca pode ser justificado, mesmo com a intenção de preservar a saúde de uma pessoa por meio de uma vacinação baseada neste desprezo pela ordem da criação dada por Deus. A nossa sociedade criou uma religião substitutiva: a saúde tornou-se o bem maior, operação feita com a criação de um “deus” a quem se devem fazer sacrifícios. Neste caso, com uma vacinação que explora a morte de uma outra vida humana.

Ao examinar as questões éticas que envolvem as vacinas, devemos perguntar-nos: por que tudo isto se tornou possível? Por que a tecnologia baseada no homicídio surgiu na medicina, cujo objectivo é trazer vida e saúde? A investigação biomédica que explora os nascituros inocentes e usa os seus corpos como “matéria-prima” para os fins das vacinas, parece mais semelhante ao canibalismo. Devemos também considerar que, em última análise, para alguns na indústria biomédica, as linhas celulares dos bebés ainda não nascidos são um “produto”, o abortista e o fabricante da vacina são o “fornecedor” e os destinatários da vacina são os consumidores. A tecnologia baseada no homicídio está enraizada no desespero e termina no desespero. Devemos resistir ao mito de que “não há alternativas”. Ao contrário, devemos prosseguir com a esperança e a convicção de que existem as alternativas e que o engenho humano, com a ajuda de Deus, as pode descobrir. Esta é a única maneira para passar das trevas à luz e da morte à vida.  

O Senhor disse que, no fim dos tempos, até os eleitos serão seduzidos (cf. Mc 13, 22). Hoje, toda a Igreja e todos os fiéis católicos devem procurar urgentemente fortalecer-se na doutrina e na prática da fé. Ao lidar com o mal do aborto, os católicos devem, mais do que nunca, «afastar-se de toda a espécie de mal» (1 Ts 5, 22). A saúde física não é um valor absoluto. A obediência à lei de Deus e a salvação eterna das almas devem ter o primado. As vacinas derivadas das células de crianças não nascidas e cruelmente assassinadas têm um carácter claramente apocalíptico e podem pressagiar a marca da besta (cf. Ap 13, 16).        

Actualmente, alguns clérigos tranquilizam os fiéis afirmando que uma vacinação com uma vacina anti-COVID-19, preparada com linhas celulares de uma criança abortada, é moralmente lícita se não houver alternativas disponíveis, justificando-a com a chamada “cooperação material e remota” com o mal. Tais afirmações dos eclesiásticos são altamente anti-pastorais e contraproducentes, considerando o contínuo crescimento da indústria do aborto e das tecnologias fetais desumanas num cenário quase apocalíptico. 

É precisamente neste contexto actual, que provavelmente pode ainda piorar, que os católicos categoricamente não podem encorajar e promover o pecado do aborto, mesmo de forma muito remota e branda, aceitando a mencionada vacina. Portanto, como sucessores dos Apóstolos e dos Pastores, responsáveis ​​pela salvação eterna das almas, consideramos impossível ficar calados e adoptar uma atitude ambígua quanto ao nosso dever de resistir com a «máxima energia» (Papa João Paulo II) ao «crime abominável» do aborto (Concílio Vaticano II, Gaudium et Spes, 51).     

Esta nossa declaração foi escrita com o aconselhamento de médicos e cientistas de diversos países. Um contributo substancial veio também dos leigos, das avós, dos avôs, dos pais e das mães de família, dos jovens. Todas as pessoas consultadas, independentemente da idade, nacionalidade e profissão, recusaram, de forma unânime e quase instintiva, uma vacina preparada a partir de linhas celulares embrionárias de crianças abortadas e, ao mesmo tempo, consideraram inadequada a aplicação do princípio da “cooperação material e remota” e algumas analogias relacionadas a este caso. Isto é reconfortante e, simultaneamente, muito revelador, uma vez que a sua unânime resposta é mais uma demonstração da força da razão e do sensus fidei.     

Precisamos, mais do que nunca, do espírito dos confessores e dos mártires que evitaram a mínima suspeita de colaboração com o mal da sua época. A Palavra de Deus diz: «Sede irrepreensíveis e íntegros, filhos de Deus sem mancha, no meio de uma geração perversa e corrompida; nela brilhais como astros no mundo» (Fl 2, 15).            

12 de Dezembro de 2020, Memória de Nossa Senhora de Guadalupe

Cardeal Jānis Pujāts, Arcebispo Metropolita emérito de Riga (Letónia)
† Tomasz Peta, Arcebispo Metropolita da Arquidiocese de Maria Santíssima em Astana (Cazaquistão)
† Jan Paweł Lenga, Arcebispo-Bispo emérito de Karaganda (Cazaquistão)
       
† Joseph Edward Strickland, Bispo de Tyler (Estados Unidos da América)    
† Athanasius Schneider, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Maria Santíssima em Astana (Cazaquistão)

Tradução: diesirae.pt


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quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

França: Missa celebrada na rua porque Governo impõe limite de 30 fiéis na igreja

O Governo francês proibiu as Missas em França durante algumas semanas mas cedeu à pressão dos católicos e permitiu o regresso das Missas, com a restrição de estarem, no máximo, 30 fiéis dentro da igreja.

Alguns franceses, achando esse imposição inaceitável, preferiram ter a Santa Missa na rua.


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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Quando o remédio é pior do que a cura (qualquer semelhança com a situação actual não é pura coincidência)

Não tenho conhecimento de nenhuma outra máxima cujos efeitos práticos sejam mais perversos do que aquela que afirma ser a prevenção o melhor remédio.

Naturalmente, esta máxima, é verdadeira apenas em abstracto; se pudéssemos prever todos os males possíveis muito antes que viessem a acontecer, e se fôssemos capazes de modificá-los ou evitá-los sem esforço e sem prejudicar nada ou ninguém, obviamente deveríamos ficar contentes por poder fazê-lo. Mas isso é simplesmente impossível; todas as nossas antecipações em relação às coisas incertas tendem, necessariamente, a desorganizar as coisas certas.

É bem possível, por exemplo, que um belo dia eu venha a entalar um dedo numa das portas de minha casa. 

Os especialistas e cientistas modernos, juntamente com os modernos burocratas da saúde, da sociologia, e tutti quanti, agarram-se a essa possibilidade e julgam-se no direito de me ditar comportamentos e de me inundar de conselhos, que, invariavelmente, se dividem em dois grandes tipos: os que prescrevem que eu me prive de todas as minhas portas, e os que recomendam que eu me prive de todos os meus dedos.

Remover todas as portas da minha casa, incluindo a da rua, certamente impediria que uma delas me viesse, um dia, a estraçalhar um dedo, mas não creio que isso aumentasse, de facto, o meu conforto. 

Cortar todos os meus dedos à machadada, seguramente evitaria que, mais tarde, eu pudesse vir a ter um deles, preso numa porta, mas, nesse caso, não creio que se pudesse afirmar que a prevenção tinha sido melhor que a cura. 

No fundo, o que realmente importa, no que a medidas preventivas diz respeito, é saber se elas criam, ou não, uma atmosfera mórbida ao tentarem obsessivamente antecipar-se ao mal. Tornar-se-ão elas maléficas por estarem sempre a pensar no mal? 

Porque, estar-se sempre saudável sob tutela dos médicos e das autoridades sanitárias mais não é do que se deixar transformar num inválido imortal. 

Ser assim mantido perpetuamente saudável é, no fim de contas, o mesmo que estar perpetuamente doente. Pois o que define o inválido não é o perigo, que é o orgulho do herói, nem a dor, que é o orgulho do mártir, é, sim, a limitação - o facto de estar preso a uma vida anormal. 

Não, a prevenção não é melhor do que a cura. A cura é saudável, pois acontece num momento em que falta saúde. A prevenção é doentia, uma vez que acontece num momento em que há saúde.
 
Não há vantagem alguma em estar sempre com os olhos fechados por medo de ficar cego; esperar por ficar cego e, só então, ir a um oftalmologista não seria pior. 

Da mesma forma, arrancar toda a relva do jardim para evitar que um búfalo a coma, não faz sentido algum; seria bem melhor esperar por ele e, então, calma e humildemente, resolver o assunto – provavelmente com uma caçadeira.

Por essa razão eu sempre fui, por instinto, contrário a todas as formas de ciência ou ética que professem ser particularmente prescientes ou preventivas.

É sabido que alguns especialistas – os eugenistas, influenciados por doutrinas darwinistas, queriam ansiosamente matar certas criancinhas com medo que elas, quando crescessem, se tornassem más. Mas eu digo-lhes o seguinte: 

Não, meus caros especialistas, por favor, não matem as criancinhas, esperem que elas cresçam e se tornem más e, então (se tivermos sorte), talvez elas vos matem primeiro”.

G. K. Chesterton, 30 de Maio de 1908


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sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Santa Sé diz que fiéis devem voltar à Missa e podem comungar na boca

O Cardeal Sarah, Prefeito da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, enviou uma carta aos Presidentes da Conferências do Mundo inteiro sobre a questão dos sacramentos, especialmente da Santa Missa, nas condições

O documento, aprovado pelo Papa Francisco, apela veementemente aos fiéis que voltem às igrejas para assistir à Missa dominical, que não pode ser substituída por assistir à Missa através da internet.

Diz ainda que nenhuma limitação higiénica pode justificar "experiências rituais improvisadas" e que as rubricas previstas nos respectivos Ritos devem ser seguidas.

Nesse sentido, continua o texto, têm "os fiéis o direito de receber o Corpo de Cristo e adorar o Senhor presente na Eucaristia nas formas previstas, sem limitações que até mesmo possam ir além do previsto pelas normas higiénicas emanadas pelas autoridades públicas ou pelos Bispos."

Quer isto dizer que nenhuma autoridade de saúde ou autoridade eclesiástica (incluindo o Bispo diocesano e muito menos a Conferência Episcopal) pode proibir que um fiel receba a Sagrada Comunhão na boca. Um fiel não pode ser obrigado a receber a Comunhão na mão, ponto final. 

João Silveira


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segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Núncio Apostólico: Confinamento ajudou a promover o Rito Antigo

Para o Núncio da Santa Sé na Suíça, Mons. Thomas Gullickson, de 69 anos, as restrições ao abrigo do Covid-19 são exageradas.

Numa conferência on-line organizada pela Latin Mass Society confidenciou que como Núncio - como a maioria dos Núncios - "mesmo em tempos normais, vivo um pouco isolado". Portanto, o bloqueio não mudou muito a sua vida.

Gullickson identificou a Missa Tradicional como a “forma mais antiga de culto católico”, acha que as liturgias em Rito Antigo transmitidas ao vivo se saíram melhor do que as do Novus Ordo e dá graças por essa exposição inesperada a um público mais amplo.

Um jovem padre dominicano disse-lhe que o número de fiéis do Rito Antigo duplicou desde que o culto público foi retomado. O padre atribuiu o crescente interesse também às transmissões ao vivo. Isso atraiu, como de costume, especialmente famílias jovens.

Uma vez aposentado, Gullickson quer polir o seu latim porque o latim do direito canónico não lhe serve bem para os hinos do Breviário.

Não é nenhum mistério que Gullickson esteja cansado do seu cargo e planeie aposentar-se depois que a diocese de Chur receba um novo Bispo. As suas listas de candidatos foram rejeitadas várias vezes. Uma nova lista de candidatos anti-Igreja foi compilada nas suas costas. Parece conter o nome do abade de Einsiedeln. A eleição pelo capítulo da catedral está prevista para o final do Verão.

in gloria.tv


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quinta-feira, 9 de julho de 2020

Cardeais e Bispos fazem um importante Apelo à Igreja e ao Mundo

Chama-se "Apelo para a Igreja e para o Mundo aos fiéis Católicos e aos homens de boa vontade" e tem como primeiros signatários Prelados da Igreja Católica, como os Cardeais Gerhard Müller, Janis Pujats, Joseph Zen e os Bispos Carlo Viganò, Luigi Negri, Tomasz Peta, Athanasius Schneider, etc. O texto é um importante alerta sobre a grave crise que o Mundo atravessa e pode ser assinado aqui: Apelo para a Igreja e para o Mundo.

Num momento de grave crise, nós, Pastores da Igreja Católica, em virtude do nosso mandato, consideramos que é nosso dever sagrado dirigir um Apelo aos Nossos Irmãos no Episcopado, ao Clero, aos Religiosos, ao Povo santo de Deus e a todos os homens de boa vontade. Este Apelo é subscrito também por intelectuais, médicos, advogados, jornalistas e profissionais que concordam com o seu conteúdo, e é aberto à subscrição de quantos desejem fazê-lo.

Os factos demonstraram que, com o pretexto da epidemia do COVID-19, se chegou, em muitos casos, a violar os direitos inalienáveis ​​dos cidadãos, limitando, de modo desproporcional e injustificado, as suas liberdades fundamentais, entre as quais o exercício da liberdade de culto, de expressão e de movimento. 

A saúde pública não deve e não pode tornar-se um álibi para desprezar os direitos de milhões de pessoas em todo o mundo, e muito menos para que a Autoridade civil negligencie o seu dever de agir com sabedoria para o bem comum; isto é ainda mais verdadeiro à medida que crescem as dúvidas, levantadas por diversas partes, sobre a efectiva contagiosidade, perigosidade e resistência do vírus: muitas vozes autorizadas do mundo da ciência e da medicina confirmam que o alarmismo sobre o COVID-19, por parte dos media, não parece absolutamente justificado.

Temos razões para crer, com base nos dados oficiais relativos à incidência da epidemia no número de mortes, que existem poderes interessados ​​em criar pânico entre a população com o único objectivo de impor permanentemente formas de inaceitável limitação das liberdades, de controlo de pessoas, de rastreamento das suas deslocações. Estes métodos de imposição arbitrária são um prelúdio perturbador da criação de um Governo Mundial isento de qualquer controlo.

Acreditamos também que, em algumas situações, as medidas de contenção adoptadas, incluindo o encerramento das actividades comerciais, determinaram uma crise que prostrou sectores inteiros da economia, favorecendo a interferência de poderes estrangeiros, com graves repercussões sociais e políticas.

Estas formas de engenharia social devem ser impedidas por aqueles que têm responsabilidades governamentais, adoptando as medidas destinadas a proteger os seus cidadãos, de quem são representantes e em cujo interesse têm uma séria obrigação de agir. Da mesma forma, ajude-se a família, célula da sociedade, evitando penalizar injustificadamente as pessoas débeis e os idosos, forçando-os a dolorosas separações dos seus entes queridos. A criminalização dos relacionamentos pessoais e sociais também deve ser julgada como parte inaceitável do plano daqueles que promovem o isolamento dos indivíduos, a fim de melhor manipulá-los e controlá-los.

Pedimos à comunidade científica que esteja atenta para que os tratamentos para o COVID-19 sejam promovidos com honestidade para o bem comum, evitando escrupulosamente que interesses iníquos influenciem as escolhas dos governantes e dos organismos internacionais.

Não é razoável penalizar medicamentos que se mostraram eficazes, geralmente baratos, apenas porque se pretendem privilegiar tratamentos ou vacinas que não são igualmente válidas, mas que garantem às empresas farmacêuticas lucros muito maiores, agravando as despesas da saúde pública. Recordamos igualmente, como Pastores, que, para os Católicos, é moralmente inaceitável tomar vacinas nas quais seja usado material proveniente de fetos abortados.

Do mesmo modo, pedimos aos Governantes que estejam vigilantes para que sejam rigorosamente evitadas as formas de controlo dos cidadãos, seja através de sistemas de rastreamento, seja com qualquer outra forma de localização: a luta contra o COVID-19, por mais grave que seja, não deve ser o pretexto para favorecer intenções pouco claras de entidades supranacionais que têm fortíssimos interesses comerciais e políticos neste plano.

Em particular, deve ser dada a possibilidade aos cidadãos de recusarem estas limitações da liberdade pessoal, sem impor qualquer forma de penalização para aqueles que não pretendem fazer uso de vacinas, métodos de rastreamento e de qualquer outro instrumento análogo. Considere-se também a óbvia contradição em que se encontram aqueles que adoptam políticas de redução drástica da população e, ao mesmo tempo, se apresentam como salvadores da humanidade sem terem legitimidade alguma, seja política ou social. Finalmente, a responsabilidade política de quem representa o povo não pode absolutamente ser confiada a técnicos que até reivindicam para si mesmos formas de imunidade penal no mínimo inquietantes.

Apelamos energicamente a que os meios de comunicação se empenhem activamente para uma exacta informação que não penalize a discordância, recorrendo a formas de censura, como está a acontecer amplamente nas redes sociais, na imprensa e na televisão. A exactidão da informação exige que seja dado espaço a vozes que não estejam alinhadas com o pensamento único, permitindo aos cidadãos que avaliem conscientemente a realidade, sem serem fortemente influenciados por intervenções parciais.

Um confronto democrático e honesto é o melhor antídoto para o risco de impor subtis formas de ditadura, presumivelmente piores do que aquelas que a nossa sociedade viu nascer e morrer no passado recente.

Recordamos, por último, como Pastores responsáveis ​​pelo Rebanho de Cristo, que a Igreja reivindica firmemente a própria autonomia no governo, no culto, na pregação. Estas autonomia e liberdade são um direito inato que Nosso Senhor Jesus Cristo lhe concedeu para a prossecução das finalidades que lhe são próprias. Por este motivo, como Pastores, reivindicamos firmemente o direito de decidir autonomamente sobre a celebração da Missa e dos Sacramentos, assim como pretendemos absoluta autonomia nos assuntos que sejam da nossa imediata jurisdição, como as normas litúrgicas e os métodos de administração da Comunhão e dos Sacramentos.

O Estado não tem direito algum de interferir, por qualquer motivo, na soberania da Igreja. A colaboração da Autoridade Eclesiástica, que nunca foi negada, não pode implicar, por parte da Autoridade Civil, formas de proibição ou de limitação do culto público ou do ministério sacerdotal. Os direitos de Deus e dos fiéis são a lei suprema da Igreja, que esta não pretende, nem pode, derrogar. Pedimos que sejam eliminadas as limitações à celebração pública dos serviços religiosos.

Convidamos as pessoas de boa vontade a não se esquivarem do seu dever de cooperarem para o bem comum, cada um segundo o próprio estado e as próprias possibilidades e em espírito de fraterna Caridade. Tal cooperação, desejada pela Igreja, não pode, contudo, prescindir nem do respeito pela Lei natural, nem da garantia das liberdades dos indivíduos. Os deveres civis, aos quais os cidadãos estão vinculados, implicam o reconhecimento, por parte do Estado, dos seus direitos.

Somos todos chamados a uma avaliação, coerente com o ensinamento do Evangelho, dos factos presentes. Isto implica uma escolha de campo: ou com Cristo ou contra Cristo. Não nos deixemos intimidar nem assustar por aqueles que nos fazem crer que somos uma minoria: o Bem é muito mais difundido e poderoso do que aquilo que o mundo nos quer fazer crer. Estamos a lutar contra um inimigo invisível, que separa os cidadãos entre si, os filhos dos pais, os netos dos avós, os fiéis dos seus pastores, os estudantes dos professores, os clientes dos vendedores.

Não permitamos que, com o pretexto de um vírus, se apaguem séculos de civilização cristã, instaurando uma odiosa tirania tecnológica na qual pessoas sem nome e sem rosto possam decidir o destino do mundo, confinando-nos a uma realidade virtual. Se este é o plano a que se pretendem curvar os poderosos da terra, saibam que Jesus Cristo, Rei e Senhor da História, prometeu que «as portas do Abismo nada poderão» (Mt 16, 18).

Confiamos os Governantes e aqueles que regem o destino das Nações a Deus Omnipotente, para que os ilumine e os guie nestes momentos de grande crise. Lembrem-se de que, tal como a Nós, Pastores, o Senhor julgará pelo rebanho que nos confiou, também julgará os Governantes pelos povos de que têm o dever de defender e governar. Peçamos com fé ao Senhor para proteger a Igreja e o mundo. A Virgem Santíssima, Auxílio dos Cristãos, possa esmagar a cabeça da antiga Serpente e derrotar os planos dos filhos das trevas.


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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Cuidado! Sou um apóstata!!


Um sacerdote singularmente original resolveu acusar ferozmente de apóstata um amigo meu que se atreveu a advogar a possibilidade da Sagrada Comunhão na boca, nestes tempos de pandemia. Um apóstata, para quem não o saiba, é alguém que abjurou da Fé rejeitou-a inteiramente deixando, por isso, de pertencer à única Igreja de Jesus Cristo. A incriminação resultaria da desobediência à Conferência Episcopal Portuguesa (CEP)... 

E argumentava argutamente, este inteligentíssimo e eruditíssimo padre, que a lei universal da Igreja tendo sido elaborada antes desta pandemia carecia de qualquer validade, sendo que as orientações da CEP a abrogavam. É verdadeiramente extraordinário!

Na minha ignorância e obtusidade absolutas que poderei dizer senão isto:

1- A lei universal da Igreja sobre a Sagrada Comunhão tem, como deveria ser evidente, atrás de si uma experiência secular que passou por muitas pandemias e pestilências.

2- Qualquer indulto da lei universal da Igreja terá de ser pedido ao Vaticano, o qual poderá ou não aprovar. O que não sucedeu.

3- A desobediência a uma norma disciplinar nunca poderá ser considerada uma apostasia.

4- A CEP, e qualquer Bispo diocesano, não publicou nenhum Decreto que impusesse que a Sagrada Comunhão só podia ser dada na mão.

5- A CEP, tendo em vista a saúde dos Fiéis, aconselhou aquilo que alguns médicos lhe disseram ser de maior segurança. Tendo em conta que muitos outros médicos discordam desse parecer, a decisão da CEP é do âmbito ‘prudencial’ e poderá mesmo ser errónea. Os Senhores Bispos, enquanto tais, não têem qualificações científicas que lhes permitam pronunciar-se sobre o assunto. Por isso o seu parecer nada tem de Doutrinal.

6- A própria CEP qualifica a sua posição como Orientações. Estas indicações são dadas em vista da salvaguarda da saúde dos fiéis. Se essa saúde for salvaguardada por outros meios não se pode, de modo nenhum, qualificar os que Comungam na boca, ou os Padres, que lhes concedem a Sagrada Comunhão, como desobedientes.

7- Nenhum Sacerdote, tomadas as devidas precauções, pode negar a Sagrada Comunhão a quem a queira receber de joelhos e na boca.

8- É uma grande infelicidade gravemente abusiva que alguns Cardeais, Bispos e Superiores maiores obriguem os seus seminaristas e/ou noviços a Comungarem na mão e de pé. As Excelências Reverendíssimas e as Eminências têm o mesmo dever de acatar a lei da Igreja como os outros, ou mesmo mais que os outros, já que deviam dar o exemplo.

À honra de JESUS Cristo. Ámen.

Padre Nuno Serras Pereira


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domingo, 28 de junho de 2020

Comungar na boca em tempo de Covid

A Eucaristia é o que há de mais sagrado no mundo. Ao dizê-lo assim, parece que estamos a dizer muito e, no entanto, não dizemos quase nada, porque se poderia passar a ideia errada de que haveria outras coisas comparáveis, ainda que menos sagradas. 

No entanto, nada há de comparável, porque na Eucaristia está Deus em Si mesmo, em Sua completa, integral, real presença. É esta a certeza dos católicos. Sim, o mundo, naquele sentido que lhe dava São João, dirá que isto é uma loucura, e nós sabemos que é uma loucura, sabemos que é a loucura do amor de Deus pelos homens e sabemos também, por outro lado, que a sabedoria de Deus parece loucura aos olhos dos homens. 

A Eucaristia não é, por isso, coisa pouca, nem, naturalmente, a forma consequente como a recebemos, pois nos gestos expressamos justamente toda a reverência que devemos ao Criador, a fonte do nosso ser; e se não somos hipócritas, os gestos devem ser a expressão coerente, natural, da nossa crença. O Anjo de Portugal deu-nos em Fátima este exemplo, justamente, ao reverenciar a Sagrada Eucaristia prostrando-se com o rosto no chão.

Por esta razão, a Igreja veio a definir, durante séculos, como a única forma possível de receber tão alto sacramento, aquela que melhor expressa a completa reverência do crente: receber a Comunhão na boca e de joelhos, porque a Eucaristia é uma dádiva que nenhum crente merece e que, apesar disso, o Senhor quer dar, por ela Se quer dar ou, como nos mostram objectivamente os milagres eucarísticos, por ela nos quer dar o Seu Sagrado Coração. 

Vale a pena, por não ser muito conhecido, referir, apenas a título de exemplo, um milagre eucarístico contemporâneo e aprovado pela Igreja; em 2013, em Legnica, na Polónia, durante a Santa Missa de Natal, numa hóstia que caíra ao chão inadvertidamente, ao fim de alguns dias, depois de colocada, como define a Igreja, em água para se dissolver, apareceram manchas de sangue e depois tecido biológico. Foram entregues amostras a dois laboratórios, com pedido de identificação e a conclusão de ambos autonomamente foi a de que se tratava de músculo cardíaco humano em estado de agonia…

Quando se fala em receber a Eucaristia na boca ou na mão, é bom termos em mente a realidade de que se trata e, por isso, a reverência que devemos ao mais alto dos sacramentos, aquele em que o Rei dos reis se faz o mais humilde, vulnerável e pobre de todos.

À Igreja, e só à Igreja, foi dada a missão de custodiar e distribuir o Santíssimo Sacramento e, sendo este um mandato divino, nenhuma autoridade secular tem poder sobre ele.

Nos anos setenta, a Igreja permitiu, depois de pressão e desobediência por parte de países muito protestantizados, que as Conferências Episcopais que o quisessem pudessem pedir um indulto, isto é, uma excepção, para a Eucaristia poder ser distribuída na mão. Assim, nos países em que este indulto foi concedido é possível distribuir a comunhão na mão, mas isto é uma excepção, pois a norma, quer dizer, a forma preferida da Igreja para a recepção da Eucaristia é na boca. 

Como pode espantar que os Srs. Bispos se escandalizem por os crentes virem pedir apenas aquilo que é a norma? Como podem colocar-se numa posição tal que não os queiram ouvir? Venham sentir o cheiro das ovelhas que balem o seu lamento, o Senhor disse que o bom pastor deixaria noventa e nove para salvar apenas uma que se perdesse, como não deixaria então as noventa e nove apenas para ouvir o lamento de uma? Ouçam-nos, não se coloquem numa posição que não nos pode senão fazer pensar naquele clericalismo que o Papa Francisco tanto tem procurado combater.

Como esperavam que não houvesse crentes que se escandalizassem ao ler aquele documento, divulgado pela Conferência Episcopal, em que a Direção Geral de Saúde (sic!) define quais os “Passos necessários para comungar”? É nesse documento que a DGS (sic!) definiu que a comunhão é recebida apenas na mão.

A Eucaristia foi dada aos fiéis por Cristo; a tarefa dos sacerdotes é torná-la disponível; não é sua posse. E se o crente quer receber a Eucaristia na forma que sabe que é aquela que a Igreja recomenda e mais ama, então, os sacerdotes, os bispos, devem procurar encontrar formas seguras de fazê-lo e não desistir imediatamente, como se fosse uma coisa menor; e menos ainda deveriam entregar assunto tão grave nas mãos da DGS…

O Cardeal Robert Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, máxima autoridade vaticana nesta matéria, confrontado, recentemente, com a decisão da Conferência Episcopal Italiana de proibir a distribuição da comunhão na boca, respondeu de forma inequívoca (La Nuova Bussola Quotidiana, 2.5.2020): “Já existe uma regra na Igreja que tem de ser respeitada: os fiéis são livres de receber a Comunhão na boca ou na mão.” As conferências episcopais não deveriam respeitar as normas da Igreja? 

Em 2009, por causa da pandemia da gripe suína (gripe A, H1N1), a mesma Congregação foi questionada sobre a possibilidade de continuar a receber a Eucaristia na boca e a resposta foi esta: “Este Dicastério assinala que a sua Instrução Redemptoris Sacramentum (25 de março de 2004) claramente determina que ‘todo o fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a sagrada Comunhão na língua’ (n. 92)”.

Dir-se-ia que é um risco não razoável a distribuição da Eucaristia na boca, no entanto, mesmo esta questão é discutida entre virologistas! Por exemplo, a Conferência Episcopal Americana, fez-se aconselhar por uma equipa de dezasseis especialistas de várias áreas que confirmaram não haver mais risco na distribuição na boca do que na mão e, assim, nos Estados Unidos, a sua Conferência Episcopal decidiu que continua a ser o crente que escolhe como quer receber. O Professor Filippo Maria Boscia, Presidente da Associação de Médicos Católicos de Itália, vai mesmo mais longe, afirmando que a Comunhão na mão é mais perigosa; a Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC) endossa rigorosamente as declarações do Prof. Boscia; assim também o Dr. Fabio Sansonna, com mais de cem artigos científicos publicados; e ainda assim os especialistas a que recorreu a Arquidiocese de Portland, Oregon, etc. Os Srs. Bispos poderiam seguir o parecer da Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos, porque não o fizeram?

Sentimos, e cremos que é legítimo, que os Srs. Bispos deveriam ter defendido melhor a Sagrada Eucaristia, que deveriam preservar as normas que a Igreja, em sua sabedoria, definiu; sentimos que não querem ouvir todo o seu rebanho; sentimos que não deveriam ter entregado esta decisão, o ponto mais alto do Catolicismo, a uma entidade secular.

Jesus ensinou-nos que devemos dar a César apenas o que é de César e nunca a dar a César o que é de Deus e só de Deus é.

Pedro Sinde in paroquiadoamial.pt


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