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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Como receber e usar o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo

No dia 16 de Julho de 1251, Nossa Senhora apareceu a São Simão Stock e disse:

"Recebe, diletíssimo filho, este Escapulário de tua Ordem como sinal distintivo e a marca do privilégio que eu obtive para ti e para todos os filhos do Carmelo; é um sinal de salvação, uma salvaguarda nos perigos, aliança de paz e de uma protecção sempiterna. Quem morrer revestido com ele será preservado do fogo eterno."

Qualquer pessoa pode usar o Escapulário, reduzido a um pequeno pedaço de pano. Deve, no entanto, rezar diariamente orações marianas, como por exemplo 3 Avé Marias antes de dormir, pela santa pureza.

Como receber e usar o Escapulário

1 - Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário.

2 - Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez.

3 - Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo.

4 - Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção.

5 - Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme.

6 - Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora.

7 - Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote.

Em 1910, São Pio X concedeu a permissão para se usar uma medalha de metal, devendo ter em uma das faces o Sagrado Coração e na outra a Santíssima Virgem. Deve ser levada ao pescoço ou de outra maneira conveniente, ganhando-se com o seu uso quase todas as indulgências e privilégios concedidos aos pequenos escapulários. O Santo Papa desse modo quis atender aos apelos dos missionários de zonas tórridas em favor dos nativos, porquanto os pedaços de lã dos escapulários ficavam logo em condições intoleráveis devido ao intenso calor, às vezes sendo ninho de vermes. 

Porém, para se gozar todos os privilégios, é necessário que se tenha recebido a bênção e a imposição do escapulário de lã. Ao contrário do que se dá com o escapulário de lã, no qual basta só o primeiro ser bento, cada medalha-escapulário que se troca precisa ser benta. A recepção deve ser feita com o escapulário de tecido. 

O Papa Pio XI, por decreto (1925), aprovou o escapulário protegido por plástico ou outro material qualquer; mas o escapulário tem que ser de lã.

in Pale Ideas


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quinta-feira, 16 de julho de 2026

Aparição de Nossa Senhora do Carmo: 16 de Julho de 1251

Pelo ano de 1222, dois cruzados ingleses levaram para a Inglaterra alguns Carmelitas que habitavam o Monte Carmelo. Um homem penitente, austero, logo se uniu a eles. Era Simão Stock. Consta que tivesse ele recebido um aviso de Nossa Senhora que viriam da Palestina Monges devotos de Maria e que deveria unir-se a eles. Vieram depois tantos Carmelitas para a Europa que foi preciso nomear um Superior-Geral. 

Em 1245, foi ele [Stock] eleito para desempenhar este cargo. Encontrou dificuldades quase insuperáveis. Mandou que os Carmelitas estudassem: isto gerou uma discórdia interna, pois não queriam os mais velhos que os contemplativos estudassem. O clero secular revoltou-se contra eles e pediu a Roma a sua supressão. Diante de tanta oposição, Simão Stock, aos 90 anos, retirou-se para o mosteiro de Cambridge, no Ducado de Kent, e pediu a protecção de Maria. Rezava na sua cela quando viu um clarão, na noite de 16 de Julho de 1251. Rodeada de anjos, Maria Santíssima entregou-lhe o Escapulário, dizendo-lhe: “Recebe, filho queridíssimo, este Escapulário da tua Ordem: isto será para ti e todos os Carmelitas um privilégio. Quem morrer revestido dele não sofrerá o fogo eterno”.

John Haffert, no seu livro, fez questão de documentar a historicidade do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo. E o maior inimigo do Escapulário do Carmo foi o anglicano Launoy, dizendo ser uma lenda. O livro de Launoy foi colocado no Índice dos Livros Proibidos. O Papa Bento XIV, um dos mais sábios teólogos de todos os tempos, não se limitou apenas a condenar Launoy, mas disse claramente que só alguém que despreza a Religião poderia negar a autenticidade da Visão do Escapulário. Apesar disto, o livro de Launoy continuou a ser citado, e as dúvidas persistiram.

Foi devido a tais ataques que se fez um estudo mais apurado e se descobriu o livro denominado “Viridarium”, escrito em 1398 pelo Frei João Grossi, Superior Geral dos Carmelitas. Era um homem santo e letrado, célebre na Igreja pela actividade exercida para terminar com o Grande Cisma do Ocidente. Consultou os companheiros que conviveram com São Simão Stock. Apresenta ele um Catálogo dos santos Carmelitas, dizendo que o nono é Simão Stock, o sexto Superior Geral da Ordem. Descreveu como aconteceu a Aparição, a 16 de Julho de 1251. Contou que São Simão Stock morreu em Bordéus, na França, quando visitava a Província de Vascónia em 1261. Assim registra sobre a Aparição:

“Simão Stock suplicava a Virgem gloriosa, Mãe de Deus, patrona da Ordem, de dotar de algum privilégio os Frades que levavam o Seu nome. E um dia, enquanto recitava devotamente uma oração, a gloriosa Virgem Maria Mãe de Deus apareceu, acompanhada por uma multidão de anjos, e, trazendo na mão o escapulário da Ordem, disse: 'Eis o privilégio que concedo a ti e a todos os filhos do Carmelo. Quem morrer revestido deste hábito será salvo'.”

Infelizmente, a biblioteca de Bordeaux foi queimada um século depois da Aparição de Nossa Senhora do Carmo, por funcionários municipais, por causa de uma peste, com medo da propagação do contágio. Para completar, Henrique VIII, rei da Inglaterra, ao se separar de Roma e fundar a seita anglicana, mandou arrasar as bibliotecas católicas.

Um carmelita contemporâneo de São Simão Stock, que vivia na Palestina, escreveu um livro intitulado: “Chronica de multiplicatione Religionis Carmelitarum per Provinciais Syriae et Europae; et de perditione Monasteriorum Terrae Sanctae”. Nesta obra, contava as terríveis perseguições e dissenções que arruinavam a Ordem do Carmo, antes da Aparição de Nossa Senhora. Opinava ele que eram fomentadas por Satanás. Declarava ele que a Santíssima Virgem apareceu ao Prior Geral, São Simão Stock e que, após a Visão de Nossa Senhora do Carmo, o Papa não só aprovara a Ordem, mas ordenara que se empregassem censuras eclesiásticas contra todo aquele que, daí em diante, fosse contra os Carmelitas. O Papa mandou cartas a todos os Arcebispos e Bispos, exortando-os a tratar com mais caridade e consideração os seus amados irmãos Carmelitas e permitissem a construção de mosteiros adequados.

Um ano depois da aparição de Nossa Senhora do Carmo, o Rei da França, Henrique III, em 1252, publicou diplomas de proteção real à Ordem recentemente transplantada para o seu reino.

Enfim, já centenário, chegando a Bordéus (França), quando se dirigia a Tolouse para o Capítulo Geral da Ordem, entregou a sua alma a Deus, a 16 de Maio de 1265. Do seu túmulo saíram raios de luz durante 15 dias depois de sepultado, o que levou os religiosos a comunicarem o portento ao Bispo. Este chegou ao túmulo, acompanhado do clero e de muito povo. Tendo constatado o fenómeno, mandou que se abrisse o sepulcro, aparecendo o corpo do santo emitindo raios de luz e exalando delicada fragrância. Por volta do ano 1276, o culto a Simão Stock foi confirmado para o convento de Bordeaux, pela autoridade da Santa Sé, e mais tarde para os de toda a Ordem carmelitana.

Um ano após a morte de São Simão Stock, o Papa Urbano IV concedeu privilégios aos membros que compunham a Confraria do Carmo. Ora, o Papa só dá privilégios a associações bem constituídas.

Quinze anos depois da morte de S. Simão Stock, foi sepultado em Arezzo, a 10 de Janeiro de 1276, o Papa Gregório X, que governou a Igreja, desde 1271. Consta que antes de ser Papa usava o Escapulário. Em 1830, quando foi exumado o seu corpo para ser colocado num relicário de prata, foi encontrado intacto o Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, de seda de carmezim, com precioso bordado a ouro, como convinha por Papa. Encontra-se, hoje, no museu de Arezzo, como um dos tesouros. Este é o primeiro Escapulário pequeno conhecido na História.

Em 1820, numa Assembleia, em Florença, Itália, os 40 Carmelitas reunidos falam do Escapulário, ocorrendo o mesmo, em Julho de 1287, em Montpelier, França. As constituições de 1324, 1357 e 1369 dizem que o Escapulário é o hábito especial da Ordem e que os Carmelitas devem usá-lo.

Diante disto, John Haffert diz: “Conclui-se, portanto, que a Aparição da Santíssima Virgem a Simão Stock é, historicamente, certíssima”. Uma vez demonstrada a historicidade da Aparição de Nossa Senhora do Carmo, John Haffert analisa o cumprimento da Promessa de Maria, através dos sete séculos. Conta ele fatos e mais fatos ocorridos com o que, na vida, trouxeram o Escapulário de Nossa Senhora.

Houve vários Papas que eram devotos do Escapulário, tais como Inocêncio IV, João XXII, Alexandre V, Bento XIV, Pio VI, Clemente VII, Urbano VII, Nicolau V, Xisto IV, Clemente VII, Paulo III, São Pio V, Leão XI, Alexandre VII, Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Bento XV, o Pio XI e Pio XII. Além de usarem o Escapulário, estes Papas estimularam e aconselharam os católicos a usá-lo e premiaram esta devoção, aprovando os seus privilégios e cumulando de favores as Confrarias do Carmo.

A devoção dos Papas: Bento XV o pontífice da paz, chamou o Escapulário de a “arma dos cristãos” e aconselhava aos seminaristas que o usassem. Pio IX gravou no seu cálice a seguinte inscrição: “Pio IX, confrade Carmelita”. Leão XIII, pouco antes de morrer, disse aos que o cercavam: “Façamos agora a Novena da Virgem do Carmo e depois morreremos”. Pio XI escrevia, em 1262, ao Geral dos Carmelitas: “Aprendi a conhecer e a amar a Virgem do Carmo nos braços de minha mãe, nos primeiros dias de minha infância”. Pio XII afirmava: “É certamente o Sagrado Escapulário do Carmo, como veste Mariana, sinal e garantia da proteção e salvação ao Escapulário com que estavam revestidos. Quantos, nos perigos do corpo e da alma, sentiram a proteção Materna de Maria”.

Houve também inúmeros santos que usaram o Escapulário, como, por exemplo, Santo Afonso de Ligório, São Pedro Claver, São Carlos Borromeu, São Francisco de Sales, São João Maria Baptista Vianney, Beato Baptista Mantovano, São Pompílio Pirrotti, São João Bosco, Santa Teresa de Ávila, Santa Terezinha do Menino Jesus, São João da Cruz, Santa Maria de Jesus e Santa Teresa Benedita da Cruz, entre muitos.

Nossa Senhora do Carmo, rogai por nós!


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sábado, 9 de maio de 2026

Nossa Senhora que corre na praça em Sulmona (Itália)

De longe, a Virgem reconhece o Filho Ressuscitado. Num ápice, o manto negro e o lenço caem, deixando ver um esplêndido vestido verde, revestido d'ouro e uma rosa encarnada, enquanto se levantam 12 pombas no ar. Ao meio-dia em ponto, Nossa Senhora começa assim o seu percurso, entre os aplausos das pessoas.

Quando Nossa Senhora chega junto do seu Filho, os irmãos da confraternidade abraçam-se, muitas vezes derramando lágrimas de comoção. É uma tradição que se renova há muitos anos graças à Confraternidade de Santa Maria do Loreto em Sulmona.


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sexta-feira, 27 de março de 2026

As Sete Dores de Nossa Senhora no início da Semana Santa

Esta Sexta-Feira antes da Semana Santa é tradicionalmente dedicada a Nossa Senhora das Dores, que, nos acontecimentos que se aproximam, viu cumprida a profecia de Simeão quando disse que uma espada trespassaria o seu coração. Esta meditação nas sete dores de Nossa Senhora é muito útil para rezar diariamente, especialmente nestes dias até à Páscoa.

Primeira Dor
Pela dor que sofrestes ao ouvir a profecia de Simeão, de que uma espada trespassaria o vosso Coração, Mãe de Deus, ouvi a nossa prece.
Ave Maria...

Segunda Dor
Pela dor que sofrestes quando fugistes para o Egipto, apertando ao peito virginal o Menino Jesus, para salvar das fúrias do ímpio Herodes, Virgem Imaculada, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Terceira Dor
Pela dor que sofrestes quando da perda do Menino Jesus por três dias, Santíssima Senhora, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Quarta Dor
Pela dor que sofrestes quando viste o querido Jesus com a Cruz ao ombro, a caminho do calvário, virgem Mãe das Dores, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Quinta Dor
Pela dor que sofrestes quando assististes à morte de Jesus, crucificado entre dois ladrões, Mãe da Divina graça, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Sexta Dor
Pela dor que sofrestes quando recebestes nos vossos braços o corpo inanimado de Jesus, descido da Cruz, Mãe dos Pecadores, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...

Sétima Dor
Pela dor que sofrestes quando o Corpo de Jesus foi depositado no sepulcro, ficando vós, na mais triste solidão, Senhora de todos os povos, ouvi a nossa prece.
Avé Maria...


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quarta-feira, 25 de março de 2026

Explicação do Angelus

A oração do Angelus é uma meditação a respeito do Natal, feita através de três pontos essenciais, com muita brevidade. Ela é eminentemente lógica e bem construída. Porém, em todas as coisas da Igreja, por cima de uma estrutura lógica e coerente, resplandece um universo de imponderáveis de unção e sacralidade que é uma verdadeira beleza, e que formam um todo com essa estrutura lógica e racional.

Vejamos como é a História do Natal no Angelus:

1º ponto: O Anjo do Senhor anunciou a Maria, e Ela concebeu do Espírito Santo;
2º ponto: Eis aqui a Escrava do Senhor, faça-se em mim segundo a Vossa vontade;
3º ponto: O Verbo Divino encarnou e habitou entre nós.

São três aspectos do Natal. O primeiro glorifica a mensagem angélica. O segundo, a atitude de Nossa Senhora de inteira obediência a essa mensagem. O terceiro glorifica o facto do Verbo não só ter encarnado, mas ter habitado entre nós.

Nestes três pontos está condensada toda a História do Natal de uma forma tão sintética, breve, lógica e densa, que não se devia acrescentar nada. Cada ponto é seguido da recitação de uma Ave-Maria, que é uma glorificação de Nossa Senhora, por esse aspecto daquela verdade que o Anjo anunciara.

Este é o mais importante acontecimento da História da Humanidade. E a maior honra para o género humano é o Verbo ter encarnado e habitado entre nós. Por isso, tornou-se hábito na piedade católica recitar o Angelus pela aurora, ao meio-dia e depois, pelo crepúsculo.

Nas três etapas principais do dia, repetir essas verdades e louvar Nossa Senhora a respeito delas, pedindo-lhe graças a propósito dessas verdades. Como é bonito o Angelus rezado pela manhã, ao meio-dia e no fim do trabalho, às 6 horas da tarde! 

Tem-se a impressão de um vitral que vai mudando de colorido, o Angelus também vai mudando de matizes: como é diferente o Angelus rezado ao meio-dia, quando o ritmo de trabalho é intenso, e o Angelus rezado no crepúsculo, quando tudo se reveste de uma suavidade, de uma espécie de começo de recolhimento. A Igreja criou esta jóia que é o Angelus promove-a nas várias horas do dia, para tirar dela toda a beleza.

As coisas católicas são todas construídas na Fé com uma espécie de instincto do Espírito Santo para serem bem feitas. Nelas encontra-se um mundo de harmonias.

No Angelus há a harmonia admirável entre a maior clemência, simplicidade, profundeza de conceitos, e uma beleza indefinível que tem enfeites poéticos, literários, que não entram em choque com a Fé, mas, pelo contrário, são um complemento dela.

Imaginem se o Angelus tivesse sido encomendado por um ministro ou presidente da República: decreto nº X mil e tanto: compunha-se uma oração para ser recitada de manhã, ao meio-dia e à tarde de todos os dias, todos os anos, todos os séculos. Viria uma oraçãozinha relâmpago, com um disparate qualquer, vazio, seco. Poderia aparecer tudo, mas não apareceria o Angelus.

Falta ao Homem de hoje essa plenitude de espírito por onde as coisas se ordenam na linha da lógica, da coerência, da beleza com tanta naturalidade que a gente nem percebe o que está por detrás disso, por ser tão bem pensado, bem sentido, bem realizado, bem rezado e, sobretudo, bem acreditado. 

Procuremos, então, o espírito da Igreja Católica em todas as coisas da vida. Dos bons tempos da Igreja, da Tradição da Igreja. E sujeitando tais coisas a uma análise racional, saem sóis de dentro, saem belezas umas após as outras, que é, exatamente, a riqueza inexaurível do espírito católico. Desse modo, qualquer coisa simples se mostra uma verdadeira maravilha.

O Angelus rezado pelo camponês, pelo padre, pelo cruzado, pelo guerreiro da Reconquista da Espanha, pelo trapista: cada um dá um dos mil coloridos de um vitral. É tão simples, tão fácil, tão normal que, por isso mesmo, é uma verdadeira jóia.

Isto deve levar-nos a ser cada vez mais devotos do Angelus - não o omitindo em nenhuma ocasião - lembrá-lo na nossa oração matinal, lembrando de tudo quanto existe no Angelus.

Plinio Corrêa de Oliveira


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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Nobel de Medicina e agnóstico rende-se à Virgem: "Os milagres de Lourdes são inexplicáveis"

Danila Castelli é uma mulher italiana que sofria de grave hipertensão e, após visitar Lourdes em 1989, ficou completamente curada. Este caso ficou conhecido como o milagre oficial número 69 a ser reconhecido pela Igreja Católica neste santuário mariano desde a aparição da Virgem à jovem Santa Bernadette, em 1858.

Desde aquela data registaram-se mais de 7 mil curas "inexplicáveis" em Lourdes, ainda que apenas umas dezenas tenham sido consideradas milagre, tendo em conta as rigorosas condições estabelecidas para o estudo de cada caso.

No entanto, o debate sobre as aparições e curas em Lourdes dura há décadas, e o desprezo e as críticas dos ateus mais beligerantes contrastam com o respeito e consideração de profissionais de reconhecido prestígio, face a um fenómeno religioso que não deixa ninguém indiferente. Como exemplo, cite-se o Prémio Nobel da Medicina, e Prémio Príncipe de Astúrias, Luc Montagnier. Este médico francês tornou-se famoso por ter descoberto o vírus do HIV bem como outros importantes contributos para a ciência.

É de extremo interesse conhecer a opinião de este reconhecido cientista, e ex-director do Instituto Pasteur, acerca de Lourdes, um lugar que exige ter uma enorme fé. Esta opinião ficou registrada no livro que recolhe os diálogos entre Montagnier e o monge cisterciense Michel Niassaut, sob o título Le Moine et le Nobel.

“Não há por que negar nada”

Num momento específico, a conversa versou acerca das curas inexplicáveis em Lourdes. Que opinião teria um Nobel da Medicina e não-crente sobre o assunto? A sua resposta significaria um exemplo de coerência para o mundo da ciência. “Quando um fenómeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de negar nada”, afirmou peremptoriamente Luc Montagnier. E continuando neste sentido, o Nobel da Medicina assegurou que “nos milagres de Lourdes há algo inexplicável”.

Além disso, Montagnier critica a conduta de alguns dos seus colegas, e diz neste livro que “muitos cientistas cometem o erro de rejeitar o que não entendem. Não gosto dessa atitude. Frequentemente cito a frase do astrofísico Carl Sagan: A Ausência de prova não é prova de ausência”.

“Os Milagres são inexplicáveis” Neste sentido, acrescentou ,“relativamente aos milagres de Lourdes que estudei, creio que realmente se trata de algo inexplicável (…) Não consigo entender estes milagres mas reconheço que há curas que não estão previstas no estado actual da ciência”.
Tendo sido quem descobriu o vírus do HIV, Montagnier teve uma enorme relevância na segunda metade do século XX e, apesar das críticas tradicionais do mundo anticatólico referentes ao posicionamento da Igreja face à Sida, este cientista louva o papel do mundo católico face a estes dramas.

“Colaboração com a Igreja”

De facto, relata que “o meu colega dos Estados Unidos da América, Robert Gallo, teve uma audiência com o Papa (João Paulo II), tentando perceber qual o modo em que seria possível aumentar a nossa colaboração com as equipas que trabalham na sombra nas missões Católicas em África. Ali tratam-se pessoas infectadas com Sida e faz-se prevenção contra a propagação do vírus”.

Este importante, e muitas vezes esquecido, trabalho, é muito destacado por este Prémio Nobel. “As ordens religiosas cristãs têm um papel muito positivo no cuidado dos doentes. Reconheço que, no âmbito da atenção hospitalar, a Igreja foi pioneira”.

O trabalho vital da Igreja contra a Sida

“Pude contactar de perto, ao longo destes largos anos de investigação sobre a Sida, e sobretudo ao princípio, com pacientes condenados a uma morte inevitável. Frequentemente, a fé e proximidade da Igreja ajudaram-nos a fazer frente à doença, e com que cada doente não se sentisse abandonado. Foi por esta experiência que sempre reconheci a contribuição pioneira e inestimável da Igreja no campo da atenção hospitalar”, afirmou o cientista francês.

A estima do agnóstico Montagnier pela Igreja é grande. Inclusivamente ofereceu-se, e ajudou a João Paulo II, a travar o avance de Parkinson de que sofria. Na sua opinião, se os valores cristãos prevalecessem no mundo, o planeta ganhara imenso. “Há 2000 milhões de cristãos, de entre os quais 1100 são católicos. Os seus bons sentimentos fazem-se presentes” mas não são os que governam o mundo. Seria bom, considera, que o amor ao próximo conduzisse o mundo.

A relação de outro prémio Nobel com Lourdes

No entanto, Montagnier não é o único Prémio Nobel em relação com Lourdes. Muito mais longe foi Alexis Carrel, Nobel de Medicina em 1912. De facto, a sua relação com estas curas levou-o, inclusivamente, à conversão ao catolicismo. Em 1903 Carrel era um jovem médico ateu. Quando um colega que iria acompanhar como médico a um grupo de peregrinos a Lourdes não pode ir, pediu-lhe que fora ele a substituí-lo. Aceitou ir somente para comprovar pessoalmente a falsidade dos milagres que se atribuíam naquele lugar. Mas ali, justamente, assistiu pessoalmente a um deles, facto que transformou a sua vida. Visitou uma mulher tuberculosa moribunda. Observou e analisou todos os sintomas. Sem sombra de dúvida, morreria em breve. 

O Milagre produziu-se diante dos seus olhos. Saiu das piscinas e tudo tinha desaparecido. Este facto produziu a sua conversão, que narrou num livro que originou um escândalo para o naturalismo céptico dominante naquele tempo em França.  

in
 religionenlibertad


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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O mais célebre louvor mariano da Antiguidade

São Cirilo de Alexandria, por ocasião do final do Concílio de Éfeso, no ano 431 (no qual se proclamou a maternidade divina de Maria), deixou-nos o mais célebre louvor mariano da Antiguidade:

Nós Vos saudamos, ó Maria, Mãe de Deus,
venerável tesouro de toda a terra,
lâmpada inextinguível, coroa da virgindade,
ceptro da verdadeira doutrina, templo indestrutível,
morada d’Aquele que nenhum lugar pode conter,
Mãe e Virgem, por meio da qual nos santos Evangelhos
é chamado bendito O que vem em nome do Senhor.

Nós vos saudamos, ó Maria, que trouxestes
no Vosso seio virginal Aquele que é imenso e infinito.

Por Vós, a Santa Trindade é glorificada e adorada.
Por Vós, a Cruz preciosa é adorada no mundo inteiro.
Por Vós, o Céu exulta.

Por Vós, se alegram os anjos e os Arcanjos.
Por Vós, o diabo tentador foi precipitado no inferno.
Por Vós, a criatura do género humano, sujeito à insensatez da idolatria,
chega ao conhecimento da verdade.

Por Vós, o santo baptismo purifica os que crêem.
Por Vós, nos vem o óleo da alegria.
Por Vós, os povos são conduzidos à penitência.


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Festa de Nossa Senhora do Ó

Celebrada a 18 de Dezembro, a festa de Nossa Senhora do Ó é também conhecida por 'Expectação do Parto de Nossa Senhora'. Não é mera espera humana, mas uma esperança que toca a Divina Esperança. É o Emanuel, Deus Connosco, que está para chegar.

É uma das festas marianas mais antigas. A sua origem remonta ao séc. VI, mais concretamente ao 10º Concílio de Toledo. Um dos seus grandes promotores foi Santo Ildefonso, mais tarde Bispo de Toledo, bastante citado por São Luís Maria no 'Tratado da Verdadeira Devoção'. A festa da Expectação do Parto da Beatíssima Virgem Maria passou a ser celebrada sete dias antes do dia de Natal. 

No canto das Vésperas, de 17 a 23 de Dezembro, as antífonas do Magnifica têm início com o vocativo “Ó”.

17 de Dezembro: Ó Sabedoria, que saístes da boca do Altíssimo (Eclo 24,3), e atingis até os confins de todo o universo e com força e suavidade governais o mundo inteiro (Sb 8,1): Ó, vinde ensinar-nos o caminho da prudência! (Is 40,14);

18 de Dezembro: Ó Adonai, guia da casa de Israel (Mt 2,6), que aparecestes a Moisés na sarça ardente e lhe destes vossa lei sobre o Sinai: Vinde salvar-nos com seu braço poderoso! (Jr 32,21);

19 de Dezembro: Ó Raiz de Jessé, ó estandarte levantado em sinal para as nações! (Is 11,10); ante vós se calarão os reis da terra e as nações implorarão misericórdia (Is 52,15): Vinde salvar-nos! Libertai-nos sem demora! (Hab 2,3);

20 de Dezembro: Ó Chave de David, Ceptro da casa de Israel, que abris e ninguém fecha, que fechais e ninguém abre (Is 22,22): Vinde logo e libertai o homem prisioneiro, que, nas trevas e na sombra da morte, está sentado (Sl 106,10);

21 de Dezembro: Ó Sol nascente justiceiro, resplendor da Luz eterna (Hab 3,4): Ó vinde e iluminai os que jazem nas trevas e, na sombra do pecado e da morte, estão sentados (Lc 1,78);

22 de Dezembro: Ó Rei das nações, desejado dos povos (Ag 2,8): Ó Pedra angular, que os opostos unis (Ef 2,20): Ó vinde e salvai este homem tão frágil, que um dia criastes do barro da terra! (Gn 2,7);

23 de Dezembro: Ó Emanuel: Deus-connosco, nosso Rei Legislador (Is 32,22), Esperança das nações e dos povos Salvador (Gn 49,10): Vinde enfim para salvar-nos, ó Senhor e nosso Deus!


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quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Há 100 anos Nossa Senhora pediu à Irmã Lúcia a devoção dos primeiros Sábados

Há 100 anos, a 10 de Dezembro de 1925, Nossa Senhora apareceu à Irmã Lúcia em Pontevedra. A vidente tinha então 18 anos e vivia de maneira oculta, sob o nome de Maria das Dores, como postulante da Congregação de Santa Doroteia. Eis a aparição descrita pelas palavras da própria Irmã Lúcia:

«Em 10 de Dezembro de 1925, a Santíssima Virgem apareceu, tendo junto a Ela, levado por uma nuvem luminosa, o Menino Jesus. A Santíssima Virgem pôs a mão no seu ombro e mostrou, ao mesmo tempo, um Coração rodeado de espinhos que Ela segurava na outra mão. Nesse mesmo momento, o Menino disse: 

"Tem compaixão do Coração da tua Santíssima Mãe, coberto de espinhos com que homens ingratos O trespassam a todo o momento, sem que haja alguém que faça um acto de reparação para os tirar."

Então a Santíssima Virgem disse: "Olha, Minha filha, o Meu Coração, rodeado de espinhos com que homens ingratos O trespassam a todo o momento pelas suas blasfémias e ingratidões. Ao menos tu faz por Me consolar e anunciar em Meu nome que prometo assistir na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação, a todos aqueles que, no primeiro Sábado de cinco meses seguidos, recebam o sacramento da Confissão, recebam a Sagrada Comunhão, rezem cinco dezenas do Rosário, e Me façam companhia durante quinze minutos, enquanto meditam nos quinze mistérios do Rosário, com a intenção de fazerem reparação ao Meu Imaculado Coração."»

Resumindo, as condições para ganhar o privilégio dos 5 primeiros Sábados são

1 - Confissão. Pode ser feita uma semana antes ou depois do primeiro Sábado, contanto que se esteja em estado de graça (sem pecados mortais) no momento da comunhão reparadora;
2 - A Comunhão reparadora na Missa do primeiro Sábado.
3 - Rezar o terço nesse dia.
4 - Meditação durante 15 minutos os 15 mistérios do Rosário nesse dia.
Em todas estas quatro práticas, deve estar presente a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria.


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sábado, 29 de novembro de 2025

12 notáveis privilégios de Maria Santíssima

Uma alma verdadeiramente católica deve exultar ao tomar conhecimento de dons especialíssimos concedidos por Deus a nossa Mãe celeste.

Um dos temas que mais atrai a ira dos protestantes é a devoção devida a Nossa Senhora. Incompreensões e calúnias de todo género circulam a esse propósito.

Discutindo com protestantes, acabei por constatar que, na raiz dessa posição, está sempre presente o orgulho. E este vício manifesta-se num ponto fundamental: o igualitarismo. Para uma pessoa orgulhosa, tudo aquilo que o outro possui, e ele não, é considerado um rebaixamento. Segundo tal mentalidade, para se evitar isso dever-se-iam suprimir todas as desigualdades. Aceitar-se-ia, quando muito, Deus como único ser diferente, mas nada de santos e criaturas privilegiadas.

Essa é uma mentalidade anti-católica. Para uma pessoa de mentalidade católica, o facto de outro possuir algo que ela não tem não representa uma afronta, não constitui uma agressão. Mas, pelo contrário, sentimo-nos felizes reconhecendo e amando a hierarquia estabelecida por Deus.

Arquitectura da Criação

Dito isto, compreende-se que um católico, quanto mais conheça privilégios de Nossa Senhora, sinta-se especialmente comprazido. E, realmente, Deus Nosso Senhor cumulou-A com uma série de privilégios altíssimos. O que é perfeitamente arquitectónico no plano da criação.

O primeiro privilégio, do qual decorrem muitos outros, é a Imaculada Conceição, mediante a qual Nossa Senhora foi preservada do pecado original. Convinha que a Mãe de Deus fosse isenta de qualquer mancha de pecado.

Desse privilégio decorre a ausência da inclinação para praticar o mal. A Mãe de Deus não experimentava nenhuma das más inclinações que podem levar ao pecado, e, graças à sua fidelidade, não cometeu a mínima imperfeição.

Igualmente — e este é o terceiro privilégio — Nossa Senhora teve um parto miraculoso e sem dor. Quando Adão e Eva pecaram, Deus disse a Eva: “Darás à luz com dor os filhos” (Gen 3, 16). Sendo Nossa Senhora isenta do pecado original, compreende-se que o parto d'Ela não pagasse tributo à dor. O que é explicável, pois não convinha que a vinda do Salvador — alegria do Universo — ocorresse em meio à dor, mas sim numa atmosfera de júbilo.

Um quinto privilégio: o seu corpo não se corrompeu no túmulo. A perda da vida acarreta a destruição da matéria, mas no caso d'Ela a morte não teve poder sobre a matéria. Nada se alterou, nada se perdeu. Por isso a sua morte é comparada ao sono, à Dormição. 

O quarto privilégio foi a sua santa morte. A morte é fruto do pecado original. Disse Deus a Adão: “Tu és pó e em pó te hás de tornar” (Gen 3, 19). Como a Virgem Santíssima foi concebida sem pecado original, não havia razão para Ela morrer. Poderia ir directamente para o Céu, sem passar pela morte. Entretanto, Nossa Senhora desejou não ficar isenta dessa provação, pela qual até seu Divino Filho tinha passado. Por isso faleceu, mas de morte tão suave que, na linguagem católica, fala-se em Dormição da Beatíssima Virgem Maria. A sua morte não foi causada por doença ou velhice. Dominava-a tal amor de Deus, que Ela morreu mais propriamente devido a esse amor.

Obra-prima da Criação

Um sexto privilégio é a plenitude das graças recebidas. Deus é grandioso, generoso, porquanto cria sem nenhuma necessidade de criar, fazendo-o porque assim o quer. E, ao criar, Deus decidiu que ao menos uma mera criatura recebesse tudo o que é possível a um ente criado receber. Assim, recebeu Ela já no primeiro instante do seu ser todas as graças possíveis.

Então, manifesta-se um sétimo privilégio. Em tese, seria possível Ela a receber e rejeitar. Mas Nossa Senhora foi inteiramente fiel à graça, que A preservou de toda imperfeição.

Um oitavo privilégio foi a maternidade divina. Deus é a Sabedoria, e tudo o que faz decorre de uma razão altíssima. Qual seria o sentido de existir uma criatura a mais perfeita possível, isenta do pecado original e cheia de graça, e não lhe tocar uma vocação superior? Seria como uma obra de arte que não fosse exposta ao público e permanecesse fechada num cofre. Nossa Senhora é a obra-prima da criação, sendo lógico, portanto, que recebesse uma vocação proporcional à sua especialíssima situação. E que vocação pode haver mais alta do que a de ser Mãe de Deus?

Maternidade e virgindade

Tratemos de um nono privilégio. Deus quis que a Sua Mãe fosse Virgem. Por quê? Não é regra comum da vida que maternidade e virgindade sejam incompatíveis? A virgindade não é apenas algo físico, mas corresponde também a um estado de alma. Quis Deus que as mães votem um amor especial, do ponto de vista natural, pelos seres que geraram. Mas para Nossa Senhora Ele almejava mais. Ela devia ser dotada de todo o amor possível de Mãe, mas concomitantemente, de todo o desapego das coisas do mundo que a virgindade produz nas almas. E, Nossa Senhora, a mais perfeita das mães, devia ter alma de Virgem, a fim de fazer o mais perfeito sacrifício possível e praticar o supremo desapego: entregar seu próprio Filho para ser imolado, com vista a redimir nossos pecados.

Um décimo privilégio de Nossa Senhora: Assunção aos Céus, em corpo e alma. Compreende-se igualmente que, segundo o plano divino, um ser tão perfeito deveria receber um prémio perfeito. Em contraste com os outros seres mortais, Ela está no Céu em corpo e alma.

Dispensadora das graças

Tendo-a chamado a Si, de forma tão privilegiada, compreende-se que Deus A tenha coroado como Rainha do Céu e da Terra. Este é o décimo-primeiro privilégio.

Finalmente, o décimo-segundo: a omnipotência que Jesus Cristo lhe concedeu, estabelecendo-A como dispensadora de todas as graças. Tal privilégio, altíssimo sem dúvida alguma, é também um extraordinário prémio para todos nós. Afinal, quem se beneficia dele? Nossa Senhora recebe todas as graças para as distribuir aos outros. Ela é a dispensadora, Aquela que entrega.

Voltamos ao início do artigo. Poderia alguém, com espírito de fé, lamentar tais privilégios? Posso eu sentir-me diminuído pelo facto de ser Ela a dispensadora de todas as graças? Como não ficar jubiloso ao saber que tão perfeita Mãe dispõe do poder de espargir entre os seus filhos as graças divinas? Peçamos então o poderoso auxílio d'Ela. E rezemos pela conversão daqueles a quem o orgulho cega, não querendo entender a beleza de uma Mãe tão cheia de privilégios, que a todos eleva.

Valdis Grinsteins in catolicismo.com.br


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sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Novena da Imaculada Conceição

Oração para todos os dias (29 de Novembro a 7 de Dezembro)

Deus vos salve, Maria, cheia de graça e bendita mais do que todas as mulheres, Virgem singular, Virgem soberana e perfeita, eleita para Mãe de Deus e preservada por Ele de toda a culpa desde o primeiro instante da vossa Concepção. Tal como por Eva nos veio a morte assim nos vem a vida por vós, que pela graça de Deus fostes eleita para ser Mãe do novo povo que Jesus Cristo formou com o Seu Sangue.

 

A vós, puríssima Mãe, restauradora da caída linhagem de Adão e Eva, vimos confiantes e suplicantes nesta novena, para rogar que nos concedais a graça de sermos verdadeiros filhos vossos e de vosso Filho Jesus Cristo, livres de toda a mancha de pecado.

 

Confiantes, Virgem Santíssima, que haveis sido feita Mãe de Deus não apenas para vossa dignidade e glória, senão também para salvação nossa e proveito de todo o género humano. Sabendo que jamais se tenha ouvido dizer que um de quantos tem acudido à vossa protecção e implorado o vosso socorro tenha sido desamparado.

 

Não me deixeis, pois, porque se me deixais me perderei. Que eu tampouco quero deixar-vos, antes bem, cada dia quero crescer mais na vossa verdadeira devoção.

 

Alcançai-me principalmente estas três graças:

A primeira, não cometer nenhum pecado mortal;

A segunda, um grande apreço à virtude cristã,

A terceira, uma boa morte.

 

Além disso, dai-me a graça particular que vos peço nesta novena (fazer aqui o pedido que se deseja obter).

 

Rezar a oração do dia correspondente (ver abaixo)

  

Bendita a Vossa Pureza!

Eternamente bendita!
Que até Deus Se delicia
Com tão graciosa beleza!
A Vós, celeste Princesa
Sagrada Virgem Maria
Vos ofereço neste dia
Alma, vida e coração!
Olhai-me com compaixão!
Não me deixeis, ó Maria!

 

Rezar três Ave-Marias

 

A tua Imaculada Concepção, oh! Virgem Mãe de Deus, alegrou o Universo inteiro.

 

Oração Final

 

Oremus! Deus meu, que pela Imaculada Concepção da Virgem preparastes digna habitação ao Vosso Filho: Vos rogamos que, como a haveis preservado de toda a mancha em previsão dos méritos da morte do Vosso Filho, assim nos concedais, por sua intercessão, chegar a Vós limpos de pecado. Pelo mesmo Cristo Senhor nosso. Amen.

 

Primeiro dia - 29 de Novembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como preservastes a Maria do pecado original na sua Imaculada Concepção, e nos concedestes o grande beneficio de nos livramos dele por meio do teu Santo Baptismo, assim vos rogamos humildemente que nos concedais a graça de nos portarmos sempre como bons cristãos.

 

Segundo dia - 30 de Novembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como preservastes Maria do pecado mortal em toda a sua vida e a nós nos dais as graças para evitá-lo e o Sacramento da confissão para remedia-lo, assim vos rogamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos concedais a graça de não cometer mais nenhum pecado mortal, e se acontecer tão terrível desgraça, a graça de sair dele quanto antes por meio de uma boa confissão.

 

Terceiro dia - 1 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como preservastes Maria do pecado venial em toda a sua vida, e a nós nos pedes que purifiquemos mais e mais as nossas almas para sermos dignos de vós, assim vos rogamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos concedais a graça de evitar os pecados veniais e a de procurar e obter cada dia mais pureza e delicadeza de consciência.

 

Quarto dia - 2 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como livrastes a Maria da inclinação ao pecado e lhe destes domínio perfeito sobre todas as suas paixões, assim vos rogamos humildemente, por intercessão de Maria Imaculada, nos concedais a graça de ir domando as nossas paixões e destruindo as nossas más inclinações, para que vos possamos servir com verdadeira liberdade de espírito e sem imperfeição.

 

Quinto dia - 3 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como, desde o primeiro instante da sua Concepção, destes a Maria mais graça do que a todos os Santos e Anjos do Céu, assim vos rogamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos inspireis um apreço singular da divina graça que Vós nos adquiristes com o Vosso sangue, e nos concedais o aumentar mais e mais com as nossas boas obras e com a recepção dos Santos Sacramentos, especialmente o da Comunhão.

  

Sexto dia - 4 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como, desde o primeiro momento, destes a Maria, com toda a plenitude, as virtudes sobrenaturais e os dons do Espírito Santo, assim vos suplicamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos concedais a nós a abundancia destes mesmos dons e virtudes, para que possamos vencer todas as tentações e tenhamos muitos actos de virtude dignos da nossa profissão de cristãos.

  

Sétimo dia - 5 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como destes a Maria, entre as demais virtudes, uma pureza e castidade eximias, pelas quais é chamada Virgem das virgens, assim vos suplicamos, por intercessão da tua Mãe Imaculada, nos concedais a dificilíssima virtude da castidade.

 

Oitavo dia - 6 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como destes a Maria a graça de uma ardentíssima caridade e amor de Deus sobre todas as coisas, assim vos rogamos humildemente, por intercessão da vossa Mãe Imaculada, nos concedas um amor sincero a vós - Oh! Deus Senhor nosso! Nosso verdadeiro bem, nosso benfeitor, nosso Pai - e que antes queiramos perder todas as coisas que ofender-Vos com um pecado que seja.

 

Nono dia - 7 de Dezembro

 

Oh! Santíssimo Filho de Maria Imaculada e benigníssimo Redentor nosso:

Tal como haveis concedido a Maria a graça de ir ao Céu e de ser nele colocada no primeiro lugar depois de Vós, vos suplicamos humildemente, por intercessão de Maria Imaculada, que nos concedais uma boa morte, que recebamos bem os últimos sacramentos, que expiremos sem mancha nenhuma de pecado na consciência e vamos ao Céu para sempre.



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