sábado, 30 de junho de 2018

Os 70 anos do Cardeal Burke

O Cardeal Raymond Burke faz hoje 70 anos. Neste dia tivemos a honra de ouvir a Santa Missa na sua capela às 7 da manhã. Depois fomos recebidos pelo Cardeal, que nos garantiu o apoio e entusiasmo em relação ao trabalho desenvolvido pelo nosso blog. Da nossa parte garantimos que poderá contar sempre com as nossas orações.

Os nossos irmãos da Polónia foram mais pró-activos e encomendaram um bolo à medida para comemorar as 70 primaveras do Cardeal Burke.








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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Sobre a Impureza - Santo Afonso Maria de Ligório

São Tomás diz que, devido a todos os vícios, mais especialmente pelo vício da impureza os homens são lançados para longe de Deus. Além disso, os pecados da impureza em virtude do seu grande número são um mal imenso. 

Um blasfemador nem sempre blasfema, mas só quando está bêbado ou quando é provocado pela ira. O assassino cujo trabalho é matar os outros, em geral não comete mais que oito ou dez homicídios, mas os impuros são culpados de uma torrente incessante de pecados, por pensamentos, por palavras, por olhares, por complacências, e por toques, de modo que, quando vão a confissão eles acham impossível dizer o número de pecados que cometeram contra a pureza.

De acordo com São Gregório, a partir da impureza surgem a cegueira do entendimento, a destruição, o ódio a Deus e o desespero quanto à vida eterna. Santo Agostinho diz que, embora os impuros possam envelhecer o vício da impureza não envelhece neles. Por isso Santo Tomás diz que não há pecado em que o diabo se deleite tanto como neste pecado, porque não há outro pecado a que a natureza se apegue com tanta tenacidade. Ela adere ao vício da impureza tão firmemente que o apetite por prazeres carnais se torna insaciável. Vá agora, e diga que o pecado da impureza não é mais que um pequeno mal. Na hora da morte, você não dirá isso, todos os pecados dessa espécie lhe aparecerão como um monstro do inferno.

São Remigio escreve que, excepto as crianças, o número de adultos que são salvos é pequeno, por causa dos pecados da carne. Em conformidade com essa doutrina, foi revelado a uma santa alma que como o orgulho encheu o inferno de demónios da mesma forma a impureza o enche de homens.

Caríssimos irmãos, continuemos a orar a Deus para nos livrar desse vício, senão perderemos nossas almas. O pecado da impureza traz com ela a cegueira e obstinação. Todos os vícios produzem sombras no entendimento, mas a impureza produz em maior grau do que todos os outros pecados."

Santo Afonso de Ligório in Sermão sobre a Impureza (sermão para o 16º Domingo depois do Pentecostes)


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A Missa é para Deus




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quarta-feira, 27 de junho de 2018

Este vídeo destrói por completo a Ideologia de Género



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A Igreja Católica e a escravatura

Começo com uma citação do grande historiador Fernand Braudel (1902-1985): “O tráfico negreiro não foi uma invenção diabólica da Europa. Foi o Islão, desde muito cedo em contacto com a África Negra através dos países situados entre Níger e Darfur e dos seus centros mercantis da África Oriental, o primeiro a praticar em grande escala o tráfico negreiro (...). O comércio de homens foi um facto geral e conhecido de todas as humanidades primitivas. O Islão, civilização esclavagista por excelência, não inventou, tampouco, nem a escravidão nem o comércio de escravos”(10).

Aqui chegamos à escravidão negra. Muitos séculos ANTES da chegada dos brancos europeus à África, tribos, reinos e impérios negros africanos praticavam largamente a escravatura, exactamente como os berberes (e demais etnias muçulmanas). Os europeus do século XVI tinham verdadeiro pavor de deixar o litoral ou mesmo desembarcar dos seus navios e avançar para longe da costa e capturar escravos. Estes eram trazidos pelos próprios africanos, que tinham grandes mercados espalhados pelo interior do continente, abastecidos por guerras entre as tribos, ou mesmo puro sequestro. Isso pode ser facilmente comprovado, por exemplo, com a descrição do império de Mali feita pelo cronista muçulmano Ibn Batuta (1307-1377), um dos maiores viajantes da Idade Média, e o depoimento de al-Hasan (1483-1554) sobre Tumbuctu, capital do império de Songai. Ademais, havia tribos africanas que praticavam sacrifícios humanos, naturalmente de escravos. Às vezes, para interromper a chuva, mulheres negras (e escravas) eram crucificadas(11).

Entretando, a Igreja Católica condenava, reiteradamente, a escravidão. Há inúmeras bulas papais a respeito: Sicut Dudum (1435) – Eugénio IV manda libertar os escravos das ilhas Canárias; em 1462, Pio II instrui os bispos a pregarem contra o tratamento de escravos negros etíopes, e condena a escravidão como um “crime tremendo”; Paulo III, na bula Sublimus Dei (1537) recorda aos cristãos que os índios são livres por natureza (isto é, ao contrário dos negros, eles não praticavam a escravidão); em 1571 o dominicano Tomás de Mercado declarou desumana e ilícita a escravidão; Gregório XIV (Cum Sicuti, de 1591) e Urbano VIII (Commissum nobis, de 1639) condenaram a escravidão(12).

Paro no século XVII. Há muito mais(13). Mas qual é o resumo da ópera? Devemos estudar o passado, não inventá-lo.

Notas:
10. BRAUDEL, Fernand. Gramática das Civilizações. São Paulo: Martins Fontes, 1989, p. 138.

11. COSTA, Ricardo da. “A expansão árabe na África e os Impérios Negros de Gana, Mali e Songai (sécs. VII-XVI)”.In: NISHIKAWA, Taise Ferreira da Conceição. História Medieval: História II. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009, p. 34-53. 
13. Indico, como um excelente resumo da posição da Igreja, a leitura da Carta Apostólica In Supremo, de 3 de Dezembro de 1839, sobre a condenação da escravidão dos indígenas e do comércio dos negros. Há também uma obra com fontes primárias sobre o tema: BALMES, Jaime. A Igreja Católica em face da escravidão. São Paulo: Centro Brasileiro de Fomento Cultural, 1988.

in ricardocosta.com


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terça-feira, 26 de junho de 2018

17 sinais evidentes de falta de humildade

1. Pensar que o que fazes ou dizes está mais bem feito ou mais bem dito do que o que os outros fazem ou dizem;

2. Querer levar sempre a tua avante;

3. Discutir sem razão ou, quando a tens, insistir com teimosia e de maus modos;

4. Dar a tua opinião sem ta pedirem ou sem a caridade o exigir;

5. Desprezar o ponto de vista dos outros;

6. Não encarar todos os teus dons e qualidades como emprestados;

7. Não reconhecer que és indigno de toda a honra e estima, inclusive da terra que pisas e das coisas que possuis;

8. Citar-te a ti mesmo como exemplo nas conversas;

9. Falar mal de ti mesmo, para fazerem bom juízo de ti ou te contradizerem;

10. Desculpar-te quando te repreendem;

11. Ocultar ao Director Espiritual algumas faltas humilhantes, para que não perca o conceito que faz de ti;

12. Ouvir com complacência quem te louva, ou alegrar-te por terem falado bem de ti;

13. Doer-te que outros sejam mais estimados do que tu;

14. Negar-te a desempenhar ofícios inferiores;

15. Procurar ou desejar singularizar-te;

16. Insinuar na conversa palavras de louvor próprio, ou que dão a entender a tua honradez, o teu engenho ou destreza, o teu prestígio profissional...;

17. Envergonhar-te por careceres de certos bens.

S. Josemaria Escrivá in Sulco, 263


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Peguemos em nossas armas



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segunda-feira, 25 de junho de 2018

A grandeza de sofrer pelo amor de Deus

São Filipe Néri deu o seguinte conselho a uma pessoa que se queixava da sua cruz: "Meu filho, a grandeza do amor que se tem a Deus é medida pela grandeza do desejo de sofrer muito por amor de Deus; quem se impacienta com a cruz, achará uma outra mais pesada"; convém fazer da necessidade uma virtude. Os sofrimentos deste mundo são a melhor escola do desprezo do mundo; quem não se matricular nesta escola, merece dó porque é um infeliz.


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Padre português ordenado por Cardeal Burke em Rito Tradicional

O Cardeal Raymond Burke foi convidado para realizar as ordenações sacerdotais do Instituto Bom Pastor, um instituto de Rito Tradicional pertencente à Ecclesia Dei. Entre os 4 sacerdotes ordenados encontra-se um português. Este é um motivo de grande alegria para a Igreja em Portugal e no Mundo inteiro, louvado seja Deus! Rezemos pelo ministério do Padre António










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domingo, 24 de junho de 2018

Dois jogadores de joelhos para agradecer a Deus no final da partida

Romelu Lukaku, jogador da Bélgica, e Fidel Escobar, jogador do Panamá, protagonizaram um momento único no Mundial de Futebol, quando se ajoelharam simultaneamente em acção de graças no fim do jogo no qual os seus países se defrontaram.


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sexta-feira, 22 de junho de 2018

Papa Francisco diz que a Família apenas pode ser constituída por homem e mulher


Vídeo: Rome Reports
Legendas: Padre Augusto Bezerra


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Mons. Gänswein reza Vésperas Solenes e confere Crisma em Rito Tradicional

Mons. Georg Gänswein, Prefeito da Casa Pontifícia e secretário do Papa Bento XVI rezou as Vésperas Solenes e conferiu o sacramento da Confirmação em Rito Tradicional na Igreja da Santissima Trinità dei Pellegrini, em Roma.














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quinta-feira, 21 de junho de 2018

São João Bosco adverte: Evitar as más conversas a todo o custo!

Quantos jovens estão no inferno por ter dado ouvidos às más conversas! Esta verdade já a inculcava São Paulo, quando dizia que as conversas inconvenientes nem sequer se devem nomear entre cristãos, porque são a ruína dos bons costumes. Fazei de conta que as conversas são como os alimentos: por muito bom que seja um prato é suficiente que sobre ele caia uma só gota de veneno para dar a morte aos que dele comerem. 

O mesmo acontece com a conversação obscena. Uma palavra, um gesto, um gracejo basta para ensinar a malícia a um ou também a muitos meninos, os quais tendo vivido até então como inocentes cordeirinhos, por causa daquelas conversas e maus exemplos perdem a graça de Deus e se tornam infelizes escravos do demónio.

Poderá alguém dizer: Conheço as funestas consequências das más conversas; mas como se há de fazer? Estou numa casa, numa escola, num serviço, numa casa de negócio, num lugar onde se fazem más conversas. Infelizmente, meus caros jovens, sei que há desses casos; por isso vos indico o modo de sairdes dessa dificuldade sem ofender a Deus. Se são pessoas inferiores a vós, corrigi-as com rigor; dado o caso que sejam pessoas a quem não convenha admoestar , fugi, se vos for possível; não podendo, ficai firmes em não tomar parte nem com palavras, nem com os sorrisos e dizei no vosso coração: Meu Jesus, misericórdia.

E se, apesar destas precauções, vos achardes ainda em perigo de ofender a Deus, dar-vos-ei o conselho de Santo Agostinho, que diz: Apprechénde fugam, si vis reférre victóriam. Foge, abandona o lugar, a escola, a oficina, suporta todos os males deste mundo, ante que a morar num lugar ou tratar com pessoas que põem em perigo a salvação da tua alma. Porque diz o Evangelho, melhor é sermos pobres, desprezados, sofrer que nos cortem os pés e as mãos e até que nos arranquem os olhos e ir assim ao Céu, antes que ter tudo o que desejamos no mundo e depois perder-nos eternamente.


Pode às vezes acontecer que algum companheiro vos escarneça e se ria de vós, mas não importa: tempo virá em que o riso e o sarcasmo dos malvados se transmudará em pranto no inferno e o desprezo dos bons se converterá na mais consoladora alegria no Céu. Notai contudo que, permanecendo vós fiéis a Deus, acontecerá que os vossos mesmos detractores será obrigados a prezar a vossa virtude, já não se atreverão a molestar-vos com os seus perversos motejos. 

Onde se achava São Luis Gonzaga, ninguém já se atrevia a proferir palavras menos honestas, e si ele chegava na ocasião em que outros as pronunciavam, diziam logo: Silêncio! Aí vem o Luis. 


D. Bosco in 'O jovem instruído na prática de seus deveres religiosos'


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A boa vida e a boa morte de São Luís Gonzaga

A primeira coisa que aconteceu quando ele se tornou um Jesuíta foi que lhe disseram para dormir mais; disseram-lhe para comer mais. Uma das primeiras cartas que recebi do provincial dizia: "Ouvi dizer que andas a dormir menos do que precisas...dorme seis horas", portanto tenho tentado ser obediente desde então.

Depois de acabar o seu noviciado, Luís foi enviado para Milão. Foi em Milão que, ainda estudante, num dia durante as orações da manhã, ele teve uma revelação de que não iria viver muito e a sua alegria foi imensa. Com alguns artifícios, ninguém sabe como é que ele fez, conseguiu ter o pior quarto da casa. Entrava frequentemente em êxtase nas alturas mais inconvenientes - à mesa, na sala de aula e até mesmo no recreio. As suas meditações, disseram mais tarde os seus contemporâneos, eram quase sempre sobre os atributos de Deus. Por outras palavras, ele meditava na bondade, na sabedoria, na beleza de Deus e, a partir destas meditações dos atributos de Deus, ele ganhava uma alegria extraordinária.

Depois, em 1591, uma praga terrível chegou a Roma durante a qual os Jesuítas, incluindo o Padre Geral, saíram para as ruas para tratar dos feridos pela peste -- a doença é muito infecciosa, o Padre Geral levou os Jesuítas nesta obra de misericórdia. Luís, apesar da sua má saúde, conseguiu ter permissão para ir ajudar. Tomava conta dos doentes, encorajava-os, guiava-os nas suas orações, preparava-os para a morte. Escolhia as tarefas mais servis e menos apetecíveis.

Ele apanhou a doença. Durante a doença pediu o viático; ele achava que estava a morrer, mais tarde confessou que estava muito impaciente à espera da morte. Recuperou desta doença, mas depois ficou arrasado por uma febre que teve durante três meses. Sempre que conseguia levantava-se da cama à noite e rezava de joelhos diante do crucifixo.

Durante a sua doença mortal, o Pe. Berllarmino, um homem já de idade avançada na altura, ficava horas com o seu penitente e Luís pedia-lhe, "é possível ir logo para o Céu sem nennhum purgatório?", 'Sim, dizia Bellarmino, é possível'. "Bem, posso pedir essa graça?" 'Claro que podes.' Por isso ele pediu a graça de ir directamente para o Céu sem passar no purgatório.

Na noite antes de morrer, esteve em êxtase toda a noite. Com os membros da comunidade à sua volta, ele falava com o reitor que estava de pé junto da sua cama, "nós vamos, padre, nós vamos". O reitor disse, 'vamos onde?' "Vamos para o Céu". Por isso o reitor dizia com sentido de humor, "Iam achar que ele ia para Frascati' (essa era, já agora, uma Vila Jesuíta fora de Roma). Mesmo antes de morrer, ele pronunciou as palavras, "nas Vossas mãos" e morreu.

Foi canonizado em 1726 e as suas relíquias, onde eu já rezei muitas vezes, estão na Igreja de Santo Inácio em Roma. Ele escreveu muitas cartas que se guardaram e valem a pena ler. A 'Melhor Vida de Santo Inácio' foi escrita pelo mesmo Pe. Brodrick. Mas a 'Melhor Vida de S. Luís Gonzaga' é do Pe. Martindale. A vida que o Pe. Martindale escreveu de Luís tem imensas partes das suas cartas... dão boas meditações.

Fr. Hardon SJ in therealpresence.org


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terça-feira, 19 de junho de 2018

10 conselhos do Cardeal Burke para sobreviver à crise de confusão na Igreja

O Cardeal Raymond Leo Burke diz que a desorientação e erro entraram na Igreja "de forma diabólica", mas encoraja os católicos a permanecerem firmes na Fé, bem como corajosos e serenos, sabendo que a vitória de Cristo está já garantida.

Sublinhando que os ensinamentos de Cristo não podem mudar, o Cardeal sugeriu estas 10 ideias para ultrapassar a crise na Igreja: 

1 - Estudar o Catecismo com mais atenção e estar preparado para defender os ensinamentos da Igreja;

2 - Lembrar-se dos muitos sinais edificantes de fidelidade a Cristo por parte de muitos e bons fiéis, sacerdotes e bispos;

3 - Recorrer à Santíssima Virgem Maria, imitando a união do seu coração com Jesus;

4 - Invocar com frequência, ao longo do dia, a intercessão de São Miguel Arcanjo, porque existe um envolvimento diabólico na disseminação da confusão, divisão e erro dentro da Igreja;

5 - Rezar a São José diariamente para que proteja a Igreja da "confusão e divisão que são sempre obra de Satanás;

6 - Rezar aos grandes Papas santos que guiaram a Igreja em tempos difíceis;

7 - Rezar pelos Cardeais da Igreja para que tenham grande clareza e coragem;

8 - Estar sereno, sabendo que a nossa confiança está em Cristo, que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja, e evitar um desespero mundano que se expressa em maneiras agressivas e não caridosas.

9 - Estar pronto para aceitar ser considerado ridículo, a incompreensão, a perseguição, o exílio e até a morte para permanecer unido com Cristo na Igreja, seguindo o exemplo de Santo Atanásio e outros grandes santos.

10 - Preservar o amor ao Papa Francisco, rezando fervorosamente por ele e pedindo a intercessão de São Pedro em seu nome.

Edward Pentin in National Catholic Register


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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Missa celebrada pelo Papa Pio XII no Vaticano



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Quando alguém se humilha por causa dos seus defeitos acalma os outros

Quando um homem se humilha por causa dos seus defeitos, acalma os outros facilmente e satisfaz sem custo os que consigo se iravam. Deus protege e liberta o humilde, ama-o e consola-o. 

Inclina-Se para ele e dá-lhe grande graça; e, depois do seu abatimento, eleva-o à glória. Revela os seus segredos ao humilde, arrasta-o e convida-o docemente para Si. E ele, mesmo na confusão, vive em paz, porque se firma em Deus e não no mundo. [...]

Mantém-te tu em paz; e só então poderás pacificar os outros. O homem pacífico é mais útil do que o muito instruído. O apaixonado, porém, converte o bem em mal e acredita facilmente neste. O homem bom e pacífico converte todas as coisas em bem.

Aquele que está verdadeiramente em paz não suspeita mal de ninguém. Mas o que é descontente e inquieto é agitado por várias suspeitas. Nem descansa, nem deixa descansar os outros. Diz muitas vezes o que não devia dizer e omite fazer o que devia.

Preocupa-se com o que os outros têm de fazer, mas desleixa o que lhe compete. Tem, antes de tudo, cuidado contigo, e poderás então zelar pelo teu próximo.

in Imitação de Cristo (Tratado espiritual do século XV), Livro II - Caps. 2 e 3 


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sábado, 16 de junho de 2018

De "gay" a fundador de uma comunidade de vida religiosa

Querida Igreja, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas, vós não me deveis nada. Sou eu que vos devo tudo.

Querida Igreja Católica,

Como um ex-homossexual que voltou para vós à procura de Deus, gostaria que soubésseis que não, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Nunca, em nenhum momento, ao longos dos meus 43 anos levando um estilo de vida homossexual, eu me senti marginalizado pela Igreja. A Igreja nunca me abandonou. Jamais me senti como tivesse sido desamparado. Fui eu que me desamparei a mim mesmo. Nem por uma vez sequer eu me senti rejeitado pela Igreja, como se não tivesse lugar nela. Vossas portas sempre estiveram abertas para mim. Fui eu quem as atravessei e fui embora.

Vós tendes de saber que não houve um só dia, ao longo dos meus 43 anos, em que eu não reconhecesse o quão ofensivo a Deus era o meu comportamento. Olhando para trás, posso dizer honestamente que o obstáculo entre Deus e eu, posto por mim mesmo, constituiu um dos meus maiores sofrimentos. O que me manteve afastado da Igreja foi a minha estupidez e o meu sentimento de culpa. Vós me destes a verdade e eu a rejeitei.

Como isso pôde ter acontecido? Muito simples. Eu usava desculpas. Insistia em que não detinha nenhum autocontrole sobre o meu pecado. Entrei numa mentalidade de que talvez, por acaso, um Deus de Amor estivesse bem com tudo o que eu fazia. Qualquer que fosse a verdadeira razão para isto, achei muito mais fácil ocultar toda a minha culpa no recanto mais escondido da minha consciência. E, então, durante 43 anos, todo aquele pecado e toda aquela culpa permaneceram empoeirados e sem arrependimento algum.

Obrigado por me dar a coragem de proclamar o que me tendes ensinado há tanto tempo. Vós não me deveis nada. Sou eu que vos devo tudo.

Vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Fui eu quem ofendi a Deus, a Sua Igreja e os Seus ensinamentos. Fizestes a vossa parte. Proclamastes a verdade na caridade, mas eu ignorei-a. Eu tenho e assumo a total responsabilidade por meus caminhos pecaminosos. Fui eu quem rejeitei as muitas cruzes que o Senhor me deu. Fui eu quem enfrentei meus demónios. Fui eu quem rejeitei a salvação que vós me oferecestes.

Ao longo de meus 43 anos afastado da Igreja, Deus concedeu-me uma cruz após a outra e eu as rejeitei todas. Foi só em 2008, quando contraí o vírus da SIDA, que se abriram as portas da minha consciência. Foi naquele dia que eu percebi o quanto precisava de vós. Era chegada a hora de eu arrastar os meus pecados empoeirados e atravessar aquela porta que sempre esteve aberta para mim durante tantos anos.

Obrigado por me terdes acolhido de volta. Obrigado por me dar a coragem de proclamar o que me tendes ensinado há tanto tempo. Vós não me deveis nada. Sou eu que vos devo tudo.

Não, a Igreja não deve aos homossexuais um pedido de desculpas. As portas estão abertas. Aceite a verdade na caridade e saiba que Deus sempre o ajudará a carregar a sua cruz. Tome a sua cruz como eu tomei. Deus espera. Não tenha medo. A Igreja não é sua inimiga.

Eu estou velho agora e bastante afectado por problemas de saúde. Mal sou capaz de carregar a minha cruz. Mas eu estou onde quero estar. Perto de Deus, próximo da Sua Igreja e adorando a verdade que eu rejeitei durante tantos anos.

A Igreja deve pedir desculpas, no entanto, pelos seus Padres e Bispos favoráveis à homossexualidade, os quais estão colocando as almas dos homossexuais em grande perigo, por não lhes dar a verdade do Evangelho.

Em Cristo,
Ir. Christopher Sale - Fundador dos Irmãos do Padre Pio

(Via Padre Paulo Ricardo)


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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Cardeal Sarah visita um grande amigo antes de morrer

Cardeal Robert Sarah visita o Fr. Vincent-Marie de la Résurrection, Cónego Regular da Mãe de Deus, no seu leito de morte. O religioso sofria de uma doença degenerativa, esclerose múltipla, e o Cardeal tinha com ele uma relação bastante próxima, a ponto de lhe ter dedicado o seu livro "Deus ou nada". 

Os Cónegos Regulares da Mãe de Deus vivem na Abadia de Sainte-Marie de Lagrasse desde 2004, vivem a vida em comum, vida contemplativa e vida apostólica, e celebram exclusivamente a Missa Traditional.


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Nunca se viu um homem jejuar com discernimento e ser assaltado por maus desejos

Tal como os olhos sãos desejam a luz, assim o jejum efectuado com discernimento suscita o desejo da oração. Quando um homem começa a jejuar, deseja comunicar com Deus nos pensamentos do seu espírito. 

Com efeito, o corpo que jejua não suporta dormir toda a noite no seu leito. Quando o jejum sela a boca do homem, este medita em estado de contrição, o seu coração reza, o seu rosto está sério, os maus pensamentos deixam-no; é inimigo das cobiças e das conversas vãs. Nunca se viu um homem jejuar com discernimento e ser assaltado por maus desejos. O jejum feito com discernimento é uma grande casa que protege muito bem… 

Porque o jejum é a ordem que foi dada desde o início à nossa natureza, para não comer o fruto da árvore (Gn 2,17), e é daí que vem aquilo que nos engana… Foi também por aí que o Salvador começou, quando se revelou ao mundo no Jordão. Com efeito, depois do baptismo, o Espírito levou-o ao deserto, onde jejuou quarenta dias e quarenta noites. 

Todos os que partem para o seguir fazem doravante o mesmo: é sobre este fundamento que põem o início do seu combate, porque tal arma foi forjada por Deus… E quando agora o diabo vê essa arma na mão de um homem, este adversário e tirano tem medo. Ele pensa imediatamente na derrota que o Salvador lhe infligiu no deserto, recorda-se e a sua força é quebrada. Consome-se assim que vê a arma que nos deu aquele que nos conduz ao combate. Que arma pode ser mais poderosa e reanimar tanto o coração na sua luta contra os espíritos do mal?

Isaac o Sírio (século VII), monge perto de Mossul in 'Discursos ascéticos', 1.ª série, n.º 85 


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terça-feira, 12 de junho de 2018

Ajoelhar perante o Criador

Um dos milagres mais conhecidos de Santo António de Lisboa foi fazer com que uma mula se ajoelhasse perante o Santíssimo Sacramento. O animal, mesmo depois de estar 3 dias sem comer e enquanto estava sendo aliciado com alimento, prostrou-se diante do seu Criador e ali esteve em gesto de adoração durante bastante tempo.

Se até uma mula se ajoelha perante o Senhor, por que não nós?


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A homilia do Cardeal Sarah que se tornou viral

Peregrinação de Nossa Senhora da Cristandade 2018. Homilia da Missa de Segunda-feira de Pentecostes. Catedral Nossa Senhora de Chartres.

Queridos peregrinos de Chartres,

“A luz veio ao mundo,” diz-nos hoje o evangelho, “e os homens preferiram as trevas.”

E vocês, queridos peregrinos, acolheram a única luz que não engana? Acolheram a luz de Deus? Vocês caminharam durante três dias. Rezaram, cantaram, sofreram debaixo do sol e da chuva… Acolheram a luz em vossos corações? Renunciaram realmente às trevas? Escolheram seguir o Caminho, seguindo Jesus que é a luz do mundo?

Queridos amigos, permitam-me fazer essa pergunta radical, porque se Deus não é a nossa luz, tudo o resto se torna inútil. Sem Deus tudo é escuridão. Deus veio até nós, e se fez homem. Revelou-nos a única verdade que salva, foi morto para nos resgatar do pecado, e no Pentecostes, deu-nos o Espírito Santo e ofereceu-nos a luz da fé… mas nós preferimos as trevas!

Olhemos ao nosso redor! A sociedade ocidental decidiu organizar-se sem Deus. Ela está agora entregue às luzes cintilantes e enganadoras da sociedade do consumismo, do lucro a qualquer preço, do individualismo sem medida. Um mundo sem Deus é um mundo de trevas, de mentiras, e de egoísmo.

Sem a luz de Deus a sociedade ocidental tornou-se como um barco sem rumo na noite! Ela já não tem amor para receber os filhos, para os proteger desde o seio materno, para os preservar da agressão da pornografia. Privada da luz de Deus, a sociedade ocidental já não sabe respeitar os seus idosos, nem acompanhar no caminho da morte os seus doentes, nem dar lugar aos mais pobres e aos mais fracos. Ela foi entregue às trevas do medo, da tristeza e do isolamento. Não tem mais do que um vazio e um nada para oferecer. Deixa proliferar as ideologias mais loucas.

Uma sociedade ocidental sem Deus pode tornar-se o berço de um terrorismo ético e moral mais viral e mais destrutivo do que o terrorismo dos islâmicos. Lembrem-se que Jesus nos disse: “Não temais aqueles que matam o corpo e não podem matar a alma, antes temei Aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo no inferno.” (Mt 10, 28)

Queridos amigos, perdoem-me esta descrição, mas é preciso ser claro e realista. Se eu vos falo assim, é porque no meu coração de padre, de pastor, eu sinto muito por tantas almas perdidas, tristes, inquietas e sozinhas! Quem as conduzirá à luz? Quem lhes mostrará o caminho da verdade, o verdadeiro caminho da liberdade que é o caminho da Cruz? Vamos deixá-las entregar-se ao erro, ao niilismo sem esperança ou ao islamismo agressivo sem fazer nada?

Nós devemos gritar ao mundo que a nossa esperança tem um nome: Jesus Cristo, o único Salvador do mundo e da humanidade! Queridos peregrinos da França, vejam esta catedral! Os vossos antepassados construíram-na para proclamar a sua fé! Tudo, desde a sua arquitetura, a sua escultura, os seus vitrais, proclama a alegria de ser salvo e amado por Deus. Os vossos antepassados não eram perfeitos, eles não estavam livres de pecado. Mas eles queriam deixar a luz da fé iluminar as suas trevas!

Hoje também vós, povo da França, acordai! Escolham a luz! Renunciem às trevas! Como?

O evangelho responde: “Aquele que agir segundo a verdade vem para a luz”. Deixemos a luz do Espírito Santo iluminar as nossas vidas concretamente, simplesmente, e até às regiões mais íntimas de nosso ser profundo. Agir segundo a verdade é em primeiro lugar colocar Deus no centro da nossa vida, como a Cruz é o centro desta catedral.

Meus irmãos, escolhamos voltarmo-nos para Ele todos os dias! Agora, assumimos o compromisso de reservar todos os dias alguns minutos de silêncio para nos voltarmos a Deus, para lhe dizer: “Senhor reina em mim! Eu Te entrego a minha vida!”

Queridos peregrinos, sem silêncio não há luz. As trevas alimentam-se do barulho incessante do mundo, que impede-nos de nos voltarmos para Deus. Tomemos como exemplo a liturgia de hoje. Ela leva à adoração, ao temor filial e amoroso perante a grandeza de Deus. Ela culmina na consagração, onde todos juntos, voltados para o altar, o olhar fixo na Eucaristia, na cruz, comunicamos em silêncio, no recolhimento e na adoração. Queridos irmãos, amemos essas celebrações litúrgicas que nos fazem saborear a presença silenciosa e transcendente de Deus e nos fazem voltar para o Senhor.

Queridos irmãos padres, eu quero dirigir-me especialmente a vós. O Santo Sacrifício da Missa é o lugar onde vocês encontrarão a luz para o vosso ministério. O mundo em que vivemos pede a nossa atenção sem cessar. Nós estamos constantemente em movimento, sem nos preocuparmos de parar para tomar o tempo de procurar um lugar deserto e descansar um pouco, na solidão e no silêncio, na companhia do Senhor. Grande seria o perigo de nos encontramos somente como “trabalhadores sociais”. Então, nós não daríamos mais a luz de Deus mas a nossa própria luz, que não é aquela que os Homens esperam. Aquilo que o mundo espera dos padres é Deus e a Luz da sua Palavra proclamada sem ambiguidade nem falsificação.

Saibamos voltar-nos para Deus numa celebração litúrgica recolhida, cheia de respeito, de silêncio e marcada pela sacralidade. Não inventemos nada na liturgia, recebamos tudo de Deus e da Igreja. Não procuremos nela o espectáculo ou o sucesso. A liturgia ensina-nos: Ser sacerdote não é, em primeiro lugar, fazer muito, mas sim estar com o Senhor na cruz!

A liturgia é o lugar onde o homem encontra Deus cara a cara. A liturgia é o momento mais sublime onde Deus nos ensina a “reproduzir em nós a imagem do seu filho Jesus Cristo para que ele seja o primogénito de uma multidão de irmãos” (Rm 8, 29). Ela não é nem deve ser uma ocasião de ruptura, de luta ou de disputa.

Queridos irmãos sacerdotes, guardem sempre esta certeza: estar com Cristo na cruz, é isso que o celibato sacerdotal proclama ao mundo! O projecto, de novo proposto por alguns, de desamarrar o celibato do sacerdócio conferindo o sacramento da ordem aos homens casados (os viri probati) por, dizem eles, “razões ou necessidades pastorais” teria graves consequências, na verdade, de romper com a tradição apostólica. Nós fabricaríamos um sacerdócio à nossa medida humana, mas não perpetuaríamos, não prolongaríamos o sacerdócio de Cristo, obediente, pobre e casto. De facto, o sacerdote não é somente um “alter Christus” mas ele é verdadeiramente “Ipse Christus”, ele é o próprio Cristo! E é por isso que o caminho para seguir a Cristo e a Igreja será sempre um sinal de contradição!

A vocês queridos cristãos leigos, comprometidos na vida da Cidade, eu quero dirigir-me com força: “não tenham medo! Não tenham medo de levar a esse mundo a luz de Cristo!” O vosso primeiro testemunho deve ser sempre o vosso exemplo: Ajam segundo a verdade! Nas vossas famílias, na vossa profissão, nas vossas realidades sociais, económicas, políticas, que seja Cristo a vossa Luz!

Não tenham medo de testemunhar que a vossa alegria vem de Cristo! Eu peço-vos, não escondam a fonte da vossa esperança! Pelo contrário, proclamem, testemunhem, Evangelizem! A Igreja precisa de vós! Lembrem a todos que somente “Cristo crucificado revela o sentido autêntico da liberdade!” (Papa João Paulo II - Veritatis Splendor, 85). Com Cristo, libertem a liberdade hoje acorrentada pelos falsos direitos humanos, todos orientados para a autodestruição do Homem.

A vós, queridos pais, quero dirigir uma mensagem bem particular. Ser pai e mãe de família no mundo de hoje é uma aventura cheia de sofrimentos, de obstáculos e preocupações.  A Igreja vos diz: obrigada! Sim, obrigada pela doação generosa de vós mesmos! Tenham a coragem de educar o vossos filhos na luz de Cristo. Terão às vezes que lutar contra os ventos dominantes, suportar a zombaria e o desprezo do mundo. “Nós proclamamos um Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos.” (1 Cor 1, 23-23)

Não tenham medo! Não renunciem! A Igreja, pela voz dos Papas – especialmente todos desde a Encíclica Humanae Vitae, vos  confia uma missão profética: testemunhar perante todos a nossa alegria e confiança em Deus que fez de nós Guardiões Inteligentes da ordem natural. Vocês anunciam aquilo que Jesus nos revelou com a sua própria vida: “a liberdade realiza-se no amor, isto é, na doação de si mesmo.”

Queridos pais e mães de família, a Igreja ama-vos! Amem também vós a Igreja! Ela é a vossa Mãe. Não se misturem com quem dela faz troça porque eles somente vêm as rugas do seu rosto envelhecido pelos séculos de sofrimentos e provas. Ainda hoje, Ela é bela e brilha de santidade.

Por fim, quero agora dirigir-me a vocês, os mais jovens, que estão aqui em tão grande número! No entanto, peço-vos que escutem um “velho” que tem mais autoridade do que eu: o evangelista São João. Para além do exemplo da sua vida, São João deixou também uma mensagem escrita aos mais jovens. Na sua primeira carta, nós encontramos estas palavras emocionantes de um velho aos jovens das igrejas que ele tinha fundado, escutem a sua voz cheia de vigor, de sabedoria e de calor: “Eu escrevi para vós, jovens: vocês são fortes, a palavra de Deus permanece em vós, vocês venceram o Mal. Não amem o mundo, nem aquilo que está no mundo”  (1 Jo 2, 14-15).

O mundo que nós não devemos amar, comentava o padre Raniero Cantalamessa na sua homilia da Sexta-Feira Santa de 2018, é aquele ao qual não nos devemos conformar; não é, como sabemos, o mundo criado e amado por Deus, não são as pessoas do mundo para quem, pelo contrário, devemos sempre ir, especialmente aos pobres e aos últimos dos pobres para amá-los e servi-los humildemente… Não! O mundo que não devemos amar é outro: o mundo tal como ele se tornou sob o domínio de Satanás e do pecado. O mundo das ideologias que negam a natureza humana e destroem as famílias… as estruturas como a das Nações Unidas, que impõem uma nova ética mundial têm um papel decisivo e tornaram-se hoje um poder avassalador que chega às massas através das possibilidades ilimitadas da tecnologia.  

Em muitos países ocidentais, hoje é um crime rejeitar submeter-se a essas ideologias horríveis. É a isso que chamamos a adaptação ao espírito do tempo, o conformismo. Um grande poeta britânico, crente do século passado, Thomas Stearnus Eliot escreveu três versos que dizem muito mais do que livros inteiros: “Num mundo fugitivo, aquele que vai na direcção oposta terá sido visto como um desertor.”

Queridos jovens cristãos, se é permitido a um “velho”, como o foi São João, dirigir-se directamente a vocês, também eu vos exorto, e digo-vos: vocês venceram o Mal. Combatam toda a lei contrária à natureza que hoje querem impor, oponham-se a toda lei contra a vida, contra a familia. Sejam aqueles que tomam a direcção contrária! Atrevam-se a ir contra a corrente! Para nós cristãos, a direcção contrária não é um lugar, é uma Pessoa, é Jesus Cristo nosso Amigo e nosso Redentor. Uma tarefa é confiada muito particularmente a vocês: salvar o amor humano da trágica deriva na qual ele caiu. O amor que já não é a doação de si mesmo, mas possuir o outro quase sempre violenta e tiranicamente. Na cruz, Deus revelou-se como «agape» isto é, como amor que se entrega a si mesmo até a morte. Amar verdadeiramente é morrer pelo outro, como esse jovem policia francês Coronel Arnaud Beltrame!

Queridos jovens, vocês experimentam sem dúvida, nas vossas almas, a luta das trevas e da luz. Vocês são às vezes seduzidos pelos prazeres fáceis do mundo. De todo o meu coração de padre, eu digo-vos, não estejam divididos! Jesus vos dará tudo! Seguindo-o para serem Santos, vocês não perdem nada! Vocês ganham a única alegria que não decepciona nunca!

Queridos jovens, se hoje Cristo vos chama a segui-l’O como sacerdote, religioso ou religiosa, não hesitem! Digam «Fiat»! Um “Sim” entusiasta e sem condições. Deus quer precisar de vocês! Que graça, que alegria!

O Ocidente foi evangelizado pelos Santos e pelos Mártires. Vocês, jovens de hoje, vocês serão os santos e os mártires que as nações esperam para uma nova evangelização! As vossas pátrias têm sede de Cristo , não as decepcionem! A Igreja confia em vocês!

Eu rezo para que muitos de vocês respondam, hoje, nesta missa ao chamamento de Deus para segui-l’O, a deixar tudo por Ele, pela sua Luz.

Queridos jovens, não tenham medo, Deus é o único amigo que não faltará nunca. Quando Deus chama ele é radical, isso quer dizer que ele vai até o fim, até à raiz. Queridos amigos, nós não somos chamados a ser cristãos medíocres! Não, Deus chama-nos inteiramente até ao fim, à doação total, até ao martírio do corpo ou do coração.

Querido povo da França, foram os mosteiros que fizeram a civilização do vosso país! Foram os homens e mulheres que aceitaram seguir Jesus radicalmente até o fim que construíram uma civilização bela e pacífica, como esta catedral.

Povo da França, povos do Ocidente, vocês não encontrarão a paz e a alegria se não procurarem apenas a Deus! Voltem à Fonte! Voltem aos mosteiros! Sim, vocês todos atrevam-se a passar alguns dias num mosteiro! Neste mundo de tumulto, fealdade e tristeza, os mosteiros são oásis de beleza e alegria. Verão que é possível colocar Deus no centro de toda a nossa vida. Experimentarão a alegria que não passa!

Queridos peregrinos, renunciemos às trevas. Escolhamos a luz!

Peçamos à Santíssima Virgem Maria que nos ensine a dizer «Fiat», a dizer Sim plenamente como ela, que saibamos acolher a luz do Espírito Santo como ela. Neste dia em que graças às disposições do Santo Padre, o Papa Francisco, nós festejamos Maria Mãe da Igreja, pedimos a essa Mãe Santíssima que tenhamos um coração ardente para anunciar aos homens a Boa Nova, um coração generoso, um coração grande como o de Maria, com as dimensões da Igreja, com as dimensões do Coração de Jesus! Que assim seja.

Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos

(Tradução adaptada de Fratres in Unum)


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segunda-feira, 11 de junho de 2018

A incongruência da Ideologia de Género



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Apóstolo São Barnabé? Quem é?

Embora não eleito por Nosso Senhor, Barnabé faz parte do Colégio apostólico e, como São Paulo, é enumerado entre os primeiros propagadores da religião de Jesus Cristo. 

Descendente da tribo de Levi, Barnabé era natural da ilha de Chipre, onde a família possuía uma vivenda. Tinha então nome de José. Discípulo de Gamaliel em Jerusalém, fez belos progressos na estudo das ciências e, sendo homem de carácter puro e espírito generoso, associou-se aos discípulos de Nosso Senhor. Depois da Ascensão de Jesus Cristo, foi Barnabé um dos primeiros que venderam os bens e entregaram aos Apóstolos o troco da venda. Ao que parece, gozava  José de grande estima entre os Apóstolos, que lhe mudaram o nome para Barnabé, isto é, filha da consolação. 

Se dermos crédito a São Crisóstomo, o nome Barnabé foi-lhe dado por causa da grande habilidade de consolar os aflitos. O novo Apóstolo tomou logo parte activa na administração da Igreja, e foi ele quem apresentou São Paulo aos fiéis de Jerusalém, a São Pedro e São Tiago. A presença de Paulo em Jerusalém, do perseguidor que fora da Igreja, causava certo temor entre os cristãos; por isso tornava-se necessária uma recomendação especial; e, aliás, esta foi tão bem feita, que São Pedro não pôs dúvida em hospedar o antigo perseguidor em sua própria casa, pelo espaço de quinze dias.

Quatro ou cinco anos depois, vêmo-lo em Antioquia, para onde os Apóstolos o tinham mandado; pois a Igreja de Antioquia tinha feito grandes progressos.

As conversões tornaram-se tão numerosas, que Barnabé pediu o auxílio de São Paulo. Ambos trabalharam, com resultados esplêndidos na nova comunidade, e foram os fiéis de Antioquia os primeiros que receberam o nome de cristãos. Barnabé apresenta-se como Apóstolo zelosíssimo, cheio de fé e do Espírito Santo, sempre disposto para a luta contra as dificuldades, que se lhe opunham. A vida foi-lhe um continuado martírio, razão por que os Apóstolos, reunidos em Jerusalém, afirmaram em referência a ele e São Paulo, que esses dois Apóstolos sacrificaram a vida por amor do nome de Jesus Cristo. Foram eles os portadores das esmolas arrecadadas em Antioquia para os cristãos famintos em Jerusalém.

Aos Apóstolos, reunidos em oração, veio do Espírito Santo a inspiração de separar Paulo e Barnabé, para a pregação do Evangelho entre os pagãos. Para esse fim lhes impuseram as mãos, invocando sobre eles o Espírito Santo.

Sendo assim formalmente recebidos no Colégio dos Apóstolos, iniciaram os trabalhos apostólicos em Selêucia, na Síria. Associou-se-lhes João Marco, sobrinho de Barnabé, e os Apóstolos estenderam a missão a Salamina e Pafos no Chipre, e a Perge na Panfília. Foi lá que João Marco, com bastante pesar de Barnabé, se separou dos companheiros.

Paulo e Barnabé continuaram as viagens apostólicas e pregaram o Evangelho em Pisídia, na Icônia, licaônia e Listris. Os pagãos, estupefatos pelos milagres de que foram testemunhas oculares, julgaram ver em Paulo o deus Mercúrio; na figura impotente de Barnabé, porém, quiseram reconhecer o Deus Júpiter. Tão grande foi o entusiasmo pelos Apóstolos de Cristo, que quiseram construir um altar em sua honra e oferecer-lhes oblações, como a divindades, intento a que Barnabé e Paulo energicamente se opuseram.

Após longas viagens, voltaram a Antioquia, onde então se pronunciou o desacordo entre os cristãos por causa da observação da lei Mosaica. Barnabé e Paulo discordaram da opinião dos cristãos de origem judaica, que julgavam obrigatória a observação daquelas leis para todos os cristãos, mesmo para aqueles que tinham vindo ou viessem do paganismo.

Um Concílio apostólico, celebrado no ano de 51, em Jerusalém, decidiu essa questão no sentido favorável a Barnabé e Paulo.

Barnabé aliou-se outra vez a João Marco e com ele trabalhou ainda muitos anos na vinha do Senhor. É opinião de muitos que haja chegado até Milão. São Carlos Borromeu, fazendo referência a São Barnabé, chama-o Apóstolo de Milão. Barnabé morreu na ilha de Chipre, vítima do fanatismo religioso dos judeus, que o lapidaram. O corpo foi descoberto em 485. Sobre o peito se lhe achava uma cópia do Evangelho de São Mateus, feita por ele mesmo. 

in filhosdapaixao.com.br


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