sexta-feira, 29 de outubro de 2021
quarta-feira, 27 de outubro de 2021
Como São Francisco lidou com um pecado de Frei Leão
A impressão causada pelo Santo e por sua conversação foi tanta que o aristocrata ofereceu-lhe como propriedade, o monte Alverne, para se poder retirar e recolher em suas orações e contemplações. Ora aí se escondia um grande malfeitor, a quem chamavam o Lobo por ser terrível nas suas rapinas e feroz nas suas crueldades. S. Francisco, com a sua reconhecidíssima paciência, grande mansidão e profunda humildade alcançou a conversão desta fera.
O extraordinário Níkos Kazantzákis, prémio Nobel da literatura, era um escritor admirável. Infelizmente só li três livros dele: Os irmãos inimigos, O Cristo recrucificado e a vida de S. Francisco de Assis. Não obstante as suas posições filosóficas, com as quais não concordo, era arguto e tinha intuições magníficas. Por exemplo, na sua biografia do Santo de Assis pega na narração do Irmão Lobo do Monte Alverne e cria uma história extraordinária, que eu ainda não encontrei nas Fontes Franciscanas, mas que, de qualquer modo, retrata, quanto a mim, na perfeição a mentalidade e o modo de ser de S. Francisco.
O Irmão Lobo, apesar de convertido, não tinha alcançado ainda o estado de perfeição. Daí que não só resolveu banquetear-se, numa quaresma, como seduziu, Frei Leão, Padre e confessor de S. Francisco. Toda a tentação foi desenvolvida com aparências de bem. Afinal todo o repasto magnífico com suas guloseimas eram um dom de Deus! Frei Leão, deixou-se seduzir e repastou-se gulosamente com o Irmão Lobo. No dia seguinte, caindo em si, e muito arrependido, vai “confessar” o seu pecado ao Diácono S. Francisco.
O Santo deteve-se em silêncio, como que meditando em seu coração, até que retorquiu: Frei Leão o teu pecado é grave, como penitência eu farei um jejum rigoroso em tais e tais dias. Isto é, S. Francisco assumiu sobre si o pecado do outro unindo-se vicariamente a Jesus Cristo de modo a reparar a ofensa e a implorar o perdão. Disse a verdade, mas não condenou, não repreendeu, não acusou, pelo contrário ofereceu-se ao Crucificado para que participando nos Seus sofrimentos pudesse alcançar a Graça do arrependimento e da conversão dos que por fraqueza pecaram.
Um dos Santos franciscanos, muito desconhecido (mais um...), S. Francisco Solano, a certa altura da sua vida foi mandado exercer o cargo de Mestre de Noviços - (para quem não está por dentro desta deste jargão diga-se, com pouco rigor) diga-se, para nos entendermos, que o noviciado é a recruta dos frades. Ora, S. Francisco Solano acompanhou durante esses anos noviços, com muitos defeitos e não poucos pecados. Mas contrariamente a outros Mestres não se irritava, pelo menos exteriormente, não ralhava, não repreendia.
Porém, às ocultas empenhava-se com grande sacrifício e generosidade em compensar ou reparar aquilo em que eles tinham falhado. Se faltavam à oração ou nela eram descuidados, se não faziam as penitências devidas nem os trabalhos próprios da sua educação tudo isso ele fazia pela calada oferecendo-se por eles. O resultado desta formação, considerada original ou mesmo singular, foi um fortalecimento e ainda um renascimento das vocações. Mais tarde foi mandado para as missões na América do Sul onde continuou o seu trabalho extraordinário. Agiu à maneira de S. Francisco, por isso não admira a fecundidade apostólica que obteve.
Poderemos nos dias de hoje conseguir, através deste método, os frutos apostólicos, que S. Francisco e muitos dos seus sucessores alcançaram? Eu creio que sim.
Padre Nuno Serras Pereira
terça-feira, 26 de outubro de 2021
Pode um Papa ser deposto? Responde São Roberto Belarmino
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
Tonsuras e Tomadas de Batina no Seminário de Wigratzbad
Diocese dos Açores lamenta a "linguagem inadequada" em exame de consciência
domingo, 24 de outubro de 2021
sábado, 23 de outubro de 2021
A luta da Igreja contra a heresia para conservar a santa doutrina
Os deveres dos pais e dos filhos segundo Santo António Maria Claret
Quando o Cardeal Wojtyla "desobedeceu" ao Papa Paulo VI
sexta-feira, 22 de outubro de 2021
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
110 anos do Casamento entre Carlos de Áustria e Zita de Bourbon-Parma
segunda-feira, 18 de outubro de 2021
Uma Igreja de cócoras, não é a Igreja que Cristo quis
É tristíssimo verificar que a Igreja tem estado de cócoras, ao longo dos últimos anos, diante do poder político-económico...
A sua submissão e subjugação aos poderes do grande capital selvagem das big-tech e aos políticos com eles conluídos é enormemente assustadora.
Limito-me a fazer somente umas perguntas inocentes:
1. Por que é que temos assistido a crescentes nomeações e promoções de Bispos e Cardeais que comprovadamente são favoráveis, e incentivam, os objectivos, antes inconfessáveis, mas actualmente descarados, da ideologia lgbtiq+, chegando aos extremos de perseguir os Sacerdotes fiéis às verdades de sempre proclamadas pela Igreja?
2. Quando ouvimos, o sucessor de Pedro, afirmar imperativamente que a ‘Sagrada Comunhão não é uma recompensa para os santos, mas sim um remédio para os pecadores’, podemos perguntar-nos o que é que se tenta exprimir com este dito, uma vez que ele inteiramente ambíguo?
a) O que é que aí se entende por pecadores? Os que vivem habitualmente em estado objectivo de pecado grave ou mortal? - mas isso seria convidá-los ao sacrilégio contínuo. Ou os penitentes que reconhecendo embora as suas faltas leves, se dirigem, arrependidos, com Fé ao Santíssimo Sacramento que os pode e de facto os purifica alimpando-os?
b) Sucede, ademais, que a Igreja sempre ensinou que as coisas santas são dadas aos santos, pois, como Jesus ensinou, não se podem dar pérolas aos porcos. Os santos são aqueles que em virtude do baptismo são feitos participantes da Santidade de Deus, o único verdadeiramente SANTO, e perseveram nessa Graça que lhes foi, sem mérito algum da sua parte, concedida. Como é que se pode afirmar que a Sagrada Comunhão, na Igreja/Oriental e Ortodoxa a Comunhão seja dada imediatamente após o baptismo e afirmar concomitantemente que Ela é um remédio para os pecadores? É impossível afirmar que um bebé recentemente baptizado seja um pecador, uma vez que está totalmente santificado.
c) Quando é afirmada que a Sagrada Comunhão é um remédio para os pecadores, de novo importa perguntar, o que se entende por pecadores? (Estes slogans, muito correntes neste pontificado, são frases talismãs que nos dispensam de pensar, e que inevitavelmente ao bloquear a nossa mente nos manipulam de uma forma subreptícia ou mesmo subliminar.)
De facto, se por pecadores se entende aqueles que estão em pecado venial, mas que arrependidos procuram a reconciliação e comunhão com Deus; o dito é certíssimo. Porém, se se trata de pecados graves ou mortais, sem prévio arrependimento nem confissão sacramental, a afirmação é ímpia, mesmo herética.
d) É curioso, a meu parecer, que este slogan tenha, tanto quanto sei, aparecido somente a propósito da ‘liberalização’ da Sagrada Comunhão para casais adúlteros (“recasados pelo civil”) proporcionada pela Amoris laeticia e subsequentes interpretações; e agora muito inesperadamente a propósito de conceder ou não a Sagrada Comunhão ao Presidente, que se diz católico, mais poderoso da terra.
e) O actual Presidente dos EUA tem um historial político e religioso demasiado conhecido para poder ser ignorado. Examinando-o atentamente só se pode chegar à conclusão que as Sagradas Comunhões que tem feito somente lhe têem prejudicado, ou envenenado, a alma (como S. Paulo advertiu). De facto, o seu crescendo furioso e exponencial contra a vida humana e a família, patente a todos, evidencia de um modo categórico que as Comunhões sacrílegas que tem feito têm-no, infelizmente, tornado um cúmplice do Diabo.
À honra e Glória de Cristo. Ámen.
Padre Nuno Serras Pereira
domingo, 17 de outubro de 2021
Se ele se ajoelha para receber Jesus por que não o fazemos também?
Cardeal Burke voltou a celebrar a Santa Missa e exorta a oração diária do Terço
sábado, 16 de outubro de 2021
Como o relatório Kinsey influenciou a nossa Sociedade
sexta-feira, 15 de outubro de 2021
quinta-feira, 14 de outubro de 2021
Tábua de madeira que Santa Teresa de Ávila usava como almofada
Renomado "Bispo" Anglicano converte-se ao Catolicismo
quarta-feira, 13 de outubro de 2021
Testemunho de uma jovem que assistiu ao Milagre do Sol em Fátima
segunda-feira, 11 de outubro de 2021
10ª Peregrinação Summorum Pontificum em Roma: 29 a 31 de Outubro
- Como é já habitual, iniciaremos a peregrinação na Sexta-Feira 29 de Outubro, às 17 horas, na Igreja de Santa Maria dos Mártires do Panteão, com o canto das Vésperas.
- No dia seguinte, Sábado 30 de Outubro, às 9h30, na Igreja dei Santi Celso e Giuliano, Via del Banco di Santo Spirito, 52, não muito longe do Tibre, encontrar-nos-emos para a adoração do Santíssimo Sacramento.
- Depois, no Sábado 30 de Outubro, às 10h30, da Igreja dei Santi Celso e Giuliano, partiremos para a Basílica de São Pedro, através da Ponte Sant'Angelo e pela Via della Conciliazione.
- No Sábado 30 de Outubro, às 11h30, a Missa principal da peregrinação será celebrada na Basílica de São Pedro, no altar da Cátedra.
- E no Domingo 31 de Outubro, às 11h00, na Igreja da Trinità dei Pellegrini, Piazza della Trinità dei Pellegrini, 1, terá lugar a missa de encerramento da nossa peregrinação.
Para o bom desenrolar da peregrinação, precisamos da vossa ajuda e agradecemos antecipadamente a todos aqueles que poderão apresentar-se para colaborar.
Meu bom São Filipe Néri, que haveis fundado a Confraria da Santíssima Trindade, para acolher e assistir os peregrinos que acorrem a Roma, à vossa benévola protecção também nós nos acolhermos. Ajudai a nossa peregrinação nesta Cidade, Mãe e Mestra. Uni, vos rogamos, a vossa súplica àquela que elevamos ao Príncipe dos Apóstolos, nós que acorremos junto do seu túmulo.
Iluminai com o vosso sorriso, vos rogamos, e com o vosso sentido de humor a nossa fé sujeita às trevas do mundo moderno.
Rogamo-vos, enfim, ò bom São Filipe, vos digneis apoiar os nossos esforços para fazer resplandecer nas nossas paróquias, nas nossa Nações e no mundo inteiro, a santa liturgia romana, tal como a haveis praticado, para maior glória de Deus e para a conversão, consolação e salvação de incontáveis almas.
Assim seja.
Padre Claude Barthe, Capelão da Peregrinação






































