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quinta-feira, 16 de abril de 2026

99 anos do Papa Bento

O Papa Bento XVI faria hoje 99 anos de vida. Rezemos pela sua alma.

A dada altura do seu pontificado (2008/2009), por conselho de um santo Bispo, o Papa passou a distribuir exclusivamente a Sagrada Comunhão de joelhos e na boca. Quem queria comungar das mãos do Papa Bento era assim que iria receber Jesus sacramentado. E assim deve ser sempre.



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domingo, 8 de fevereiro de 2026

Concílio de Trento contra a Comunhão na mão

Na comunhão sacramental, sempre foi o costume da Igreja de Deus que os leigos recebam a comunhão pelas mãos dos sacerdotes e os sacerdotes por si mesmos (Cân. 10), costume que, por ser de tradição apostólica, é de razão e de direito que se mantenha.
 
(Sessão XIII, 11 de Outubro de 1551 - Decreto sobre a Eucaristia, cap. VIII)


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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Acto de petição para rezar depois de comungar

Senhor Jesus, vós conheceis a minha fraqueza e as necessidades da minha alma: concedei-me a graça de me tornar melhor. Socorrei a vossa santa Igreja. Abençoai os meus pais, superiores, amigos e inimigos, e dai-nos a todos a graça de estar reunidos um dia no Céu.


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quarta-feira, 18 de junho de 2025

Santo Efrém atesta que a Sagrada Comunhão se recebia na boca

Na antiga Igreja siríaca, o rito da distribuição da comunhão era comparado com a cena da purificação do profeta Isaías por parte de um dos serafins. Num dos seus sermões da Semana Santa, Santo Efrém (séc. IV) deixa falar Cristo com estas expressões:

"O carvão trazido santificou os lábios de Isaías. 
Sou Eu que, trazido agora a vós por meio do pão, vos santifiquei. 
A tenaz que viu Isaías e com a qual foi pegado o carvão do altar, era a figura de Mim no grande sacramento. 
Isaías viu-Me, assim como vós Me vedes agora estendendo a Minha mão direita e levando às vossas bocas o pão vivo. 
A tenaz é Minha mão direita. 
Eu faço as vezes do Serafim. 
O carvão é o Meu Corpo. 
Todos vós sois Isaías." 

(Sermone in hebdomada sancta, 4, 5.)

Esta descrição permite a conclusão de que na Igreja siríaca no tempo de Santo Éfrem a santa Comunhão era distribuída directamente na boca.

in “Cum Amore ac Timore” - O modo de distribuir a Sagrada Comunhão


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quarta-feira, 30 de abril de 2025

Está de regresso a balaustrada para a Comunhão dos féis

Um número crescente de paróquias nos Estados Unidos está a restaurar as balaustradas, segundo noticiou o NcRegister.com, citando três exemplos.

- O Padre Matthew Tomeny MIC, do Santuário Nacional da Divina Misericórdia em Stockbridge, Massachusetts, instalou a balaustrada em Fevereiro de 2025. Relatou que "as pessoas ficaram muito entusiasmadas" e deram "muito feedback positivo". É evidente um "maior sentido de reverência". O Padre Tomeny também sublinhou que nenhum documento da Igreja, incluindo o Concílio Vaticano II, alguma vez pediu a remoção da balaustrada ou teia.

- O Padre Kwiatkowski, da Igreja de Santa Ana em Richmond Hill, Geórgia, instalou uma balaustrada em Julho de 2024. Observou que agora "cerca de 90% das pessoas ajoelham-se para receber a Comunhão", acrescentando que "isso cria um ambiente de reverência". O Padre Kwiatkowski afirmou ter visto pessoas que normalmente recebem a Comunhão na mão optarem por recebê-la na boca ao verem outros paroquianos ajoelharem-se para comungar.

- O Padre John De Celles instalou uma balaustrada na Igreja de São Raimundo de Peñaforte, em Springfield, Virgínia, em 2020. Foi "entusiasticamente recebido pelos paroquianos". Constatou que agora "cerca de 80-90% das pessoas se ajoelham". A maioria dos que não se ajoelham tende a fazê-lo por dificuldades físicas em ajoelhar-se e levantar-se, ou por serem visitantes da igreja.

in gloria.tv


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domingo, 2 de fevereiro de 2025

Família de D. Athanasius ficou chocada ao ouvir falar de comunhão na mão

Quando, em 1973, a minha família deixou a União Soviética e nós dissemos adeus ao Pe. Janis Pawlowski, ele deu-nos esta advertência: "Quando forem para a Alemanha, por favor não vão às igrejas onde a Sagrada Comunhão é dada na mão." Quando ouvimos estas palavras, todos nós tivemos um choque profundo. Não poderiamos imaginar que este Sacramento Divino e Santíssimo poderia ser recebido de uma forma tão banal. 

Hoje em dia, uma parte considerável dos que recebem a Santa Comunhão habitualmente na mão, especialmente a geração mais jovem que não conheceu a maneira de receber a Comunhão ajoelhado e na língua, já não tem a fé católica plena na real Presença, porque tratam a Hóstia consagrada quase da mesma forma exterior como tomam alimentação normal. O gesto exterior minimalista tem uma ligação causal com o enfraquecimento, ou mesmo a perda, da fé na Presença Real de Jesus Cristo na Hóstia consagrada.

D. Athanasius Schneider em entrevista a 'Adelante la Fe'


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sábado, 14 de dezembro de 2024

Cardeal pede que os fiéis não se ajoelham para comungar porque "perturba o fluxo da procissão"

O Cardeal Blaise Cupich de Chicago, EUA, publicou uma nota sobre a liturgia a 11 de Dezembro, principalmente para desencorajar o ajoelhar-se para receber a Sagrada Comunhão.

Entre muitas palavras, a frase principal é esta: "A norma estabelecida pela Santa Sé para a Igreja Universal e aprovada pela Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos é que os fiéis se dirijam juntos como uma expressão do seu avançar como Corpo de Cristo e recebam a Sagrada Comunhão de pé."

E, "Certamente a reverência pode e deve ser expressa inclinando-se antes de receber a Sagrada Comunhão, mas ninguém deve envolver-se num gesto que chame a atenção para si próprio ou perturbe o fluxo da procissão."

in gloria.tv


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terça-feira, 10 de dezembro de 2024

Brigitte Macron recebe a Comunhão apesar de ser "recasada"

Impressionante a falta de piedade com que se recebeu o Santíssimo Sacramento 
em Notre Dame


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quinta-feira, 13 de junho de 2024

Santo António, a mula e o Santíssimo Sacramento

Disputando Santo António com um herege obstinado sobre a verdade do Sacramento, depois que não valeram razões, Escrituras, nem argumentos contra a sua obstinação, veio a um partido, que todos sabeis: que ele fecharia a sua mula três dias sem lhe dar de comer, que ao cabo deles a traria à presença de Santo António, quando estivesse com a Hóstia nas mãos, e que, se aquele animal assim faminto deixasse de se arremessar ao comer que ele lhe oferecesse, por adorar e reverenciar a Hóstia, ele então creria que estava nela o corpo de Cristo. 

Assim o propôs obstinadamente o herege, e assim o aceitou Santo António, não só sobre todas as leis da razão, senão ainda parece que contra elas. O mistério da Eucaristia distingue-se de todos os outros mistérios que confessamos em ser ele por antonomásia o mistério da Fé. Os brutos distinguem-se dos homens em que os homens governam-se pelo entendimento, e os brutos pelos sentidos. Pois, se o Santíssimo Sacramento é o mistério da fé, como deixa Santo António prova dele no testemunho de um animal que se governa só pelos sentidos? Porque era Santo António. 

Antes de Santo António vir ao mundo, era o Santíssimo Sacramento mistério só da fé, e só podia testemunhar nele entendimento; mas, depois de Santo António vir ao mundo, ficou o Sacramento mistério também dos sentidos, e por isso podiam já os sentidos dar testemunho nele: bem se viu nos mesmos dois sentidos de gostar e ver.

Amanheceu o dia aprazado, veio a mula faminta, e após dela toda a cidade de Tolosa, assim católicos como hereges, para ver o sucesso. Posto o bruto à porta da igreja, aparece Santo António com a Hóstia consagrada nas mãos, e o herege, com os manjares do campo, naturais daquele animal, que tinha prevenidos. Mas, oh! poder da divindade e omnipotência! Por mais que o herege aplicava o comer aos olhos e à boca do bruto, ele, como se fora racional, dobrou os pés, dobrou as mãos, e, metendo entre elas a cabeça, com as orelhas baixas, esteve prostrado e ajoelhado por terra, adorando e reverenciando a seu Criador. 

Vede se dizia eu bem que Santo António é o sal e a luz da mesa do Santíssimo Sacramento, e sal para o sentido do gosto, e luz para o sentido da vista. O herege tentava aquele animal pelo sentido da vista e pelo sentido do gosto: pelo sentido da vista, pondo-lhe o comer diante dos olhos; e pelo sentido do gosto, quase metendo-lhe o comer na boca. Mas aqueles dois sentidos, posto que irracionais, estavam tão suspensos e tão satisfeitos no manjar divino, que tinham presente: o sentido do gosto com tal sabor, e o sentido da vista com tal luz, que nem quis ver com os olhos, nem tocar com a boca, o comer que o herege lhe oferecia. Confessando, porém, a mesma boca e os mesmos olhos, confessando o mesmo sentido de gostar e o mesmo sentido de ver, a verdade e presença real de Cristo no Sacramento. Julgai agora se é já o Sacramento mistério dos sentidos. 

Até agora dizia a Igreja: Praestet fides supplementum sensuum defectui (Supra a fé o que falta aos sentidos) mas, à vista de Santo António, mude o hino, e diga: Praestet sensus supplementum filei defectui (Supram os sentidos o que faltar à fé) porque a fé, que faltou ao herege, a supriram os sentidos do animal. O gosto, saboreado naquele sal: Vos estis sal – a vista, alumiada por aquela luz: Vos estis lux.


Oh! que grande passo este para parar aqui o sermão à vista deste bruto e deste herege! À vista deste herege, que dirá quem tem nome de católico? À vista deste bruto, que dirá quem tem o nome de homem? A reverência do bruto e a irreverência do herege, tudo é confusão nossa. O bruto venera sem conhecer, o herege não venera porque não conhece. Se o bruto venera o Santíssimo Sacramento sem conhecer, eu, que sou homem racional, que conheço, por que tenho tão pouca reverência? Se o here­ge não venera porque não conhece, e porque não crê, eu, que creio, e que conheço, porque tenho tão pouca reverência? 

Ah! Portugal! Ah! Espanha! que por este pecado te castiga Deus. Quem viu os templos dos hereges, e o silêncio e respeito que neles se guarda, pode chorar mais esta miséria. Nos templos dos hereges, ainda que exterior, há reverência, e falta o Sacramento; nos templos de muitos católicos há o Sacramento, e falta a reverência. Vede qual é maior infelicidade! Os dois sentidos que no bruto mos­traram maior reverência são os que em nós mostram maior devassidão. Os olhos, onde está o sentido do ver, a língua, onde está o sentido do gostar, que é o que fazem na presença do Santíssimo Sacramento? Que é o que falam aquelas línguas sacrílegas, quando deveriam venerar aquele Sacramento com a oração e com o silêncio? 

Que é o que olham, e para onde, aqueles olhos inquietos e loucos, quando deveram estar enle­vados naquela Hóstia de amor, ou pregados na terra, de modéstia e de confusão. Que fazeis, ó divino sal, e divina luz do Sacramento? Saboreai como sal estas línguas, alumiai como luz estes depravados olhos. Sarai estas línguas como sal, posto que línguas tão sacrílegas mais mereciam salmouradas; alumiai estes olhos como luz, posto que olhos tão descompostos mais mereciam ser cegos.

Padre António Vieira: Sermão de Santo António - São Luís do Maranhão (1653)

in Ad te levavi


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domingo, 9 de junho de 2024

Não havia comunhão na mão na Igreja dos primeiros séculos

D. Athanasius Schneider é bispo auxiliar da diocese de Astana (Casaquistão), uma ex-república soviética com 26% de cristãos, maioritariamente ortodoxa mas com uma pujante comunidade católica. 

Segundo D. Athanasius Schneider, o costume de comungar na mão é "completamente novo", posterior ao Concílio Vaticano II, e não tem raízes nos tempos dos primeiros cristãos, ao contrário do que se alega com frequência. 

Na Igreja primitiva era necessário purificar as mãos antes e depois do rito, e a mão estava coberta com um corporal, de onde se tomava a forma directamente com a língua: "Era mais uma comunhão na boca do que na mão", afirmou Schneider. De facto, depois de comungar a Sagrada Hóstia o fiel devia recolher da mão, com a língua, qualquer pequena partícula consagrada. Um diácono supervisionava esta operação. Nunca se tocava com os dedos: "O gesto da comunhão na mão tal como o conhecemos hoje era totalmente desconhecido" entre os primeiros cristãos. 

Aquele gesto foi substituído pela administração directa do sacerdote na boca, uma mudança que teve lugar "instintiva e pacificamente" em toda a Igreja. A partir do século V, no Oriente, e no Ocidente um pouco mais tarde. O Papa S. Gregório Magno no século VII já o fazia assim, e os sínodos franceses e espanhóis dos séculos VIII e IX sancionavam quem tocasse na Sagrada Forma. 

Afirma ainda D. Athanasius Schneider que a prática que hoje conhecemos da comunhão na mão nasceu no século XVII em meios calvinistas, onde não se acreditava na presença real de Jesus Cristo na eucaristia. "Nem Lutero", que acreditava nessa presença, embora não na transubstanciação, "o teria feito", disse o prelado. "De facto, até há relativamente pouco tempo os luteranos comungavam de joelhos e na boca, e ainda hoje alguns o fazem assim nos países escandinavos".  

in religionenliberdad.com


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domingo, 2 de junho de 2024

Comunhão Espiritual alargada

Especialmente quem está privado da Comunhão sacramental pode valer-se desta Comunhão espiritual que pode ser feita em qualquer lado e a qualquer hora do dia:

Pelo † Sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus † Nosso Senhor dos nossos † inimigos; em nome do PAI † e do FILHO † e do ESPÍRITO SANTO. Amém. 

Rezar o Confiteor (1) ou o Acto de Contrição (2), não é preciso rezar os dois.

(1) CONFITEOR. Curvar a cabeça e o tronco em sinal de humilhação e arrependimento e dizer:

CONFÍTEOR Deo omnipoténti, beátæ Maríæ semper Vírgini, beáto Michaéli Archángelo, beáto Joánni Baptístæ, sanctis Apóstolis Petro et Paulo, et ómnibus Sanctis, quia peccávi nimis cogitatióne, verbo et ópere: mea culpa, mea culpa, mea máxima culpa. Ideo precor beátam Maríam semper Vírginem, beátum Michaélem Archángelum, beátum Joánnem Baptístam, sanctos Apóstolos Petrum et Paulum, et omnes Sanctos, oráre pro me ad Dóminum, Deum nostrum.

Manter-se curvado e dizer:

MISEREÁTUR nostri omnípotens Deus, et, dimíssis peccátis nostris, perdúcat nos ad vitam ætérnam. Amen.

Fazer o sinal da Cruz, rezando:

INDULGÉNTIAM, absolutiónem, et remissiónem peccatórum nostrórum tríbuat nobis omnípotens et miséricors Dóminus. Amen.

(2) ACTO DE CONTRIÇÃO:

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós Quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Rezar uma Avé Maria, pedindo à Virgem Maria para vir morar no nosso coração e fazer dele um lugar mais digno para receber Nosso Senhor Jesus Cristo.

COMUNHÃO ESPIRITUAL

A vossos pés me prostro, oh meu Jesus!, e vos ofereço o arrependimento do meu coração contrito que mergulha no nada diante da vossa santa presença. Adoro-vos no Sacramento do vosso amor, a inefável Eucaristia, e desejo receber-vos na pobre morada que vos oferece a minha alma. Esperando a felicidade da Comunhão sacramental, quero possuir-vos em espírito. Vinde a mim, já que eu venho a Vós, oh meu Jesus!, e que o vosso amor inflame todo o meu ser na vida e na morte. Creio em Vós e espero em Vós. Assim seja.
 
ALMA DE CRISTO

Alma de Cristo, santificai-me.
Corpo de Cristo, salvai-me.
Sangue de Cristo, inebriai-me.
Água do lado de Cristo, lavai-me.
Paixão de Cristo, confortai-me
Ó bom Jesus, ouvi-me.
Dentro de vossas chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de vós. Do espírito maligno, defendei-me. Na hora da morte, chamai-me, e mandai-me ir para Vós, para que com os vossos Santos vos louve, por todos os séculos. Amém.

ORAÇÃO REPARADORA DIÁRIA

Uma pobre Clarissa falecida apareceu à sua Abadessa que rezava por ela e lhe disse: "Fui directamente para o Céu porque, tendo recitado todas as noites esta oração, paguei todas as minhas dívidas e fui preservada do Purgatório":

Eterno Pai, pelas mãos de Nossa Senhora das Dores, ofereço-Vos o Sacratíssimo Coração de Jesus, com todo o Seu amor, com todos os Seus sofrimentos e todos os Seus méritos: para expiar todos os pecados que cometi hoje e durante toda a minha vida passada. Glória ao Pai...

Eterno Pai, pelas mãos de Nossa Senhora das Dores, ofereço-Vos o Sacratíssimo Coração de Jesus, com todo o Seu amor, com todos os Seus sofrimentos e todos os Seus méritos: para purificar o bem que eu fiz mal hoje e durante todo a minha vida passada. Glória ao Pai...

Eterno Pai, pelas mãos de Nossa Senhora das Dores, ofereço-Vos o Sacratíssimo Coração de Jesus, com todo o Seu amor, com todos os Seus sofrimentos e todos os Seus méritos: para compensar o bem que eu deixei de fazer hoje e durante toda a minha vida passada. Glória ao Pai...

ACTO DE ABANDONO DE SÃO PIO X 

Ó meu Deus, creio na vossa infinita bondade; não apenas nesta bondade que cobre o mundo, senão nesta bondade particular e muito pessoal que tem em vista esta miserável criatura que sou eu, e que tudo dispõe para seu maior bem. Por isso, Senhor, mesmo quando não vejo, quando não entendo, quando não sinto, creio que o estado no qual me encontro e tudo o que me ocorre é obra do Vosso amor, e com todas as forças da minha alma prefiro-o a qualquer outro estado que me seria mais agradável, mas que me aproximaria menos de Vós. Ponho-me entre as vossas mãos, fazei-me o que quiseres, deixando-me como único consolo o de obedecer-vos.   

(100 dias de indulgência a cada vez; indulgência plenária uma vez por mês. - Bento XV, 6 de Dezembro de 1915)

in Thesaurus Precum


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quinta-feira, 30 de maio de 2024

Missa de Corpus Christi: A doutrina revelada na Liturgia

A Festa de 'Corpus Christi' foi instituída pelo Papa Urbano IV no dia 11 de Agosto de 1264 com a bula 'Transiturus'. O Papa pediu a vários teólogos que escrevessem hinos de louvor ao Santíssimo Sacramento, para a festa do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor que ia começar a ser celebrada por toda a Igreja.

S. Tomás de Aquino foi o primeiro a apresentar os seus hinos. Isto foi o suficiente para que mais nenhum teólogo quisesse apresentar outros hinos, dada a enorme beleza dos hinos de S. Tomás. Entre estes textos estavam os famosos: Adoro Te Devote, Pange Lingua e também o hino Lauda Sion Salvatorem.

Este último é cantado na na Sequência (antes do Evangelho) da Santa Missa da solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue do Senhor.

Aqui fica o texto original de S. Tomás, bem como a sua tradução. Um verdadeiro exemplo de como a liturgia faz brilhar a doutrina Católica em todo o seu esplendor.

Texto Latino
Tradução em português
Lauda Sion Salvatórem
Lauda ducem et pastórem
In hymnis et cánticis.

Quantum potes, tantum aude:
Quia major omni laude,
Nec laudáre súfficis.

Laudis thema speciális,
Panis vivus et vitális,
Hódie propónitur.

Quem in sacræ mensa cœnæ,
Turbæ fratrum duodénæ
Datum non ambígitur.

Sit laus plena, sit sonóra,
Sit jucúnda, sit decóra
Mentis jubilátio.

Dies enim solémnis ágitur,
In qua mensæ prima recólitur
Hujus institútio.

In hac mensa novi Regis,
Novum Pascha novæ legis,
Phase vetus términat.

Vetustátem nóvitas,
Umbram fugat véritas,
Noctem lux elíminat.

Quod in cœna Christus gessit,
Faciéndum hoc expréssit
In sui memóriam.

Docti sacris institútis,
Panem, vinum, in salútis
Consecrámus hóstiam.

Dogma datur Christiánis,
Quod in carnem transit panis,
Et vinum in sánguinem.

Quod non capis, quod non vides,
Animósa firmat fides,
Præter rerum ordinem.

Sub divérsis speciébus,
Signis tantum, et non rebus,
Latent res exímiæ.

Caro cibus, sanguis potus:
Manet tamen Christus totus,
Sub utráque spécie.

A suménte non concísus,
Non confráctus, non divísus:
Integer accípitur.

Sumit unus, sumunt mille:
Quantum isti, tantum ille:
Nec sumptus consúmitur.

Sumunt boni, sumunt mali:
Sorte tamen inæquáli,
Vitæ vel intéritus.

Mors est malis, vita bonis:
Vide paris sumptiónis
Quam sit dispar éxitus.

Fracto demum Sacraménto,
Ne vacílles, sed memento,
Tantum esse sub fragménto,
Quantum toto tégitur.

Nulla rei fit scissúra:
Signi tantum fit fractúra:
Qua nec status nec statúra
Signáti minúitur.
Louva, Sião, o Salvador,
Louva o guia e o pastor
Com hinos e cânticos.

Quantos possas, tanto ouses,
Porque está acima de todo o louvor
E nunca o louvarás suficientemente.

É-nos hoje proposto um tema
Especial de louvor:
O pão vivo que dá a vida.

O pão que na mesa da sagrada ceia
Foi distribuído aos doze,
Como nos foi dado sem ambiguidades.

Ressoem pois os louvores, sonoros,
Cheios de amor. Seja formosa e jovial
A alegria das almas.

Porque celebramos o dia solene
Que nos recorda a instituição
Desde banquete.

Na mesa do novo Rei,
A Páscoa da Nova Lei
Põe fim à Páscoa antiga.

O rito novo rejeita o velho,
A realidade dissipa as sombras
Como o dia dissipa a noite.

O que o Senhor fez na ceia
Mandou-no-lo fazer
Em sua memória.

E nós intruídos pelo mandado divino
Consagramos o pão e o vinho
Em hóstia de salvação.

É dogma de fé para os cristãos
Que o pão se converte na carne
E o vinho no sangue do Salvador.

O que não compreendes nem vês,
Diz-to a fé viva; porque se opera
Fora das leis naturais.

Debaixo de espécies diferentes,
Que são apenas sinais exteriores,
Ocultam-se realides sublimes.

O pão é comida, e o vinho é bebida;
Mas debaixo de cada uma das espécies
Cristo está totalmente.

E quem o recebe não o parte
Nem divide, mas recebe-o
Todo inteiro.

Quer o recebam mil, quer um só,
Todos recebem o mesmo,
Nem recebendo-o podem consumi-lo.

Recebem-no os bons e os maus igualmente,
Porém com efeitos diversos:
Os bons para vida e maus para morte.

Morte para os maus e vidas para os bons:
Consideremos como são diferentes os efeitos
Que produz o mesmo alimento.

Quando a hóstia é dividida,
Não vacile a tua fé porque o Senhor
encontra-se sempre todo debaixo
do pequeno fragmento ou da hóstia inteira.

Nenhuma coisa a pode dividir:
apenas os sinais foram divididos
sem a menor alteração da realidade divina que esses mesmos sinais significam.

Quem estiver interessado em cantar:



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