Mostrar mensagens com a etiqueta Pastorinhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pastorinhos. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 13 de outubro de 2023

Professor Universitário descreve o milagre do Sol, a 13 de Outubro em Fátima

[3-12-1917] Dia de S. Francisco Xavier

Ex.mo Snr.

Releve-me V. Ex.ª a demora em responder à pergunta por V. Ex.ª feita em carta dirigida a minha mulher, acerca dos extraordinários acontecimentos de Fátima, na parte relativa ao sol, nas horas do meio dia.

Foram os seguintes: 1º Os fenómenos duraram uns 8 a 10 minutos; 2º O sol perdeu o seu brilho ofuscante, tomando o aspecto da lua podendo ser encarado facilmente, 3º O sol por três vezes, durante esse periodo de tempo, manifestou um movimento rotatório na periferia, faiscando chispas de luz nos seus bórdos, à semelhança do que se dá com as rodas de artificio, de fogo muito conhecidas, 4º Esse movimento rotatório dos bórdos do sol, 3 vezes manifestado e 3 interrompido, era rápido e durou 8 ou 10 minutos, pouco mais ou menos; 5º A seguir, o sol tomou a côr violácea e depois alaranjada espalhando essas côres por sobre a terra, readquirindo por fim o seu brilho e fulgor, impossível de ser encarado com a vista. 6º Foi pouco depois do Meio-Dia e perto do zénite, (o que é importantíssimo) que estes factos se deram.

Peço a V. Exª o favor de me dizer se confirma esta narrativa.

Relatam o Sr. Bispo de Portalegre e a Sr.ª D. Maria de Jesus Raposo que estando com outras pessoas em Torres Novas, no dia 20 de Outubro findo pelas [NOTA: não é possível compreender o que está escrito no original] horas do dia viram o movimento de rotação do sol e mudança de côres.

Diz a mesma Senhora que essas manifestações do sol foram muito diferentes das de Fátima e não tiveram a importância de 13 de Outubro findo.

É urgente saber quais as diferenças, pois ela assistiu a ambas. Desejo esclarecimentos sobre as diferenças.

O sol é incomparavelmente maior do que a terra, sendo que tem um movimento próprio de rotação demorado, e não é feito em poucos momentos ou minutos por 3 vezes.

Respondendo a V. Ex.ª, direi, que não considero os fenómenos vistos e observados no sol, como astronómicos do sol propriamente dito, mas sim meteorológicos da atmosfera da terra sobre a imagem solar, e quanto à côr e aspecto do brilho semelhante à lua, e tambem quanto à vista da rotação.

É muitíssimo para reter a hora do Meio-Dia, perto do zénite, na qual os fenómenos meteorológicos têm menos intensidade sobre o sol.

Nos fins de tarde, estando o sol perto do horizonte, em que são grandes as evaporações, as quais são atravessadas pelos raios solares. E assim há muitos cambiantes formosos ao pôr-do-sol em diversas côres e oscilações nas atmosfera, principalmente no tempo de verão. Devem ser mais difíceis de produzir os fenómenos observados em Fátima ao Meio-Dia do que, pela manhã e à tarde, o que dá muito maior valor e importância àquele.

Até agora ninguém via as rotações faiscantes do sol e agora todos as vêem muitos dias e vezes. Muito será imaginação.

Desejo fazer algumas perguntas a algum observatório meteorológico do país e talvez ao observatório astronómico de Coimbra. Há um assunto de que V. Ex.ª não fala que se afigura a mim mais importante e singular talvez do que o relativo ao sol.

Diz que no local das aparições todas, e no momento em que elas bem se manifestavam, elevava-se sempre uma nuvem ao céu partindo da terra.

E mais se diz que a nuvem foi mais intensa no dia em que as crianças estavam presas. É um fenómeno repetido 6 vezes. É verdade? Há testemunhas de todas elas?

Na última aparição viu toda a minha familia a nuvem, e como estava a alguma distancia julgaram que havia lume e incenso no local. Por uma pessoa minha parenta e por outras que estavam perto das crianças verificou-se não haver lume algum.

Este fenómeno repetido 6 vezes, a horas certas, é para mim dos mais importantes, e porque se produziu junto a tantas e tantas pessoas. Admiro a pouca importância que se liga a este ponto das aparições, que não consta que se desse em Lourdes.

Não tem explicação alguma, com as suas repetições, senão sobrenatural. Convinha obter testemunhas para as manifestações todas do aparecimento da nuvem de fumo. Considero miraculoso. Considero miraculosas também manifestações extraordinárias do sol no dia 13 ao Meio-Dia. Mas convém arranjar testemunhas oculares que mostrem ou digam as diferenças grandes das manifestações de 13 e as tais que todos agora querem ver e não viam até agora.

Admiro que V. Ex.ª não fale das declarações da rapariga sobre a paz e o regresso das tropas portuguesas em breve a Portugal. Como concilia V. Ex.ª estas declarações? Desejava que V. Ex.ª me dissesse alguma coisa sobre este ponto. É verdade que este assunto é material e profano mas envolve uma profecia, que era muito importante na actualidade. Haverá equivoco da rapariga? Em verdade ainda se pode realizar tudo isto. Será início os factos ocorridos na Rússia e o armistício?

É indispensável separar a rapariga de tantas e tantas perguntas. Repito que é urgente evitar as múltiplas perguntas.

Meu filho José Maria não se nega a fazer uma narração do que presenciou em Fátima, segundo ele me disse. Mas faria mais força se V. Ex.ª lhe escrevesse uma carta directamente, fazendo o pedido, não dizendo V. Ex.ª que foi indicação minha.

Desculpe V. Ex.ª esta carta com as minhas observações e declarações francas e leais, como é mister.

Para mim pedia o favor d’uma A. M. por minha intenção, pois muito careço.

Com toda a consideração
De. V. Eª,

Att.to ob.do ag.do
Gonçalo de Almeida Garrett

Carta do Prof. Gonçalo Almeida Garrett (Prof. de Matemáticas, Univ. Coimbra), enviada ao Cónego Manuel Nunes Formigão - Reproduzida na íntegra na Documentação Crítica de Fátima, Vol. III – 1, pp. 771-774 (Doc. 334)


blogger

domingo, 20 de fevereiro de 2022

Dia de São Francisco e Santa Jacinta Marto, Pastorinhos de Fátima

Apesar de bastante novos, os Pastorinhos tinham muita Fé - acreditavam verdadeiramente em Deus e em tudo o que Ele revelou - e tinham também bastantes virtudes, entre elas a coragem. Imaginem crianças que são presas injustamente e ameaçadas de serem postas num caldeirão de azeite a ferver; no entanto, vivem essa experiência desta maneira:

«Quando, passado algum tempo, estivemos presos, a Jacinta, o que mais Ihe custava era o abandono dos pais; e dizia, com as lágrimas a correrem-lhe pelas faces:
– Nem os teus pais nem os meus nos vieram ver. Não se importaram mais de nós!
– Não chores-lhe disse o Francisco.
– Oferecemos a Jesus, pelos pecadores.

E levantando os olhos e mãozinhas ao Céu, fez ele o oferecimento:
– Ó meu Jesus, é por Vosso amor e pela conversão dos pecadores.

A Jacinta acrescentou:
 
– É também pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.
 
Quando, depois de nos terem separado, voltaram a juntar-nos em uma sala da cadeia, dizendo que dentro em pouco nos vinham buscar para nos fritar, a Jacinta afastou-se para junto duma janela que dava para a feira do gado. Julguei, a princípio, que se estaria a distrair com as vistas; mas não tardei a reconhecer que chorava. Fui buscá-la para junto de mim e perguntei-Ihe por que chorava:

– Porque – respondeu – vamos morrer sem tornar a ver nem os nossos pais, nem as nossas mães! E com as lágrimas as correr-lhe pelas faces: – Eu queria sequer, ver a minha mãe!
– Então tu não queres oferecer este sacrifício pela conversão dos pecadores?
– Quero, quero. E com as lágrimas a banhar-lhe as faces, as mãos e os olhos levantados ao Céu, faz o oferecimento:

– Ó meu Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores, pelo Santo Padre e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Os presos que presenciaram esta cena quiseram consolar-nos:

– Mas vocês – diziam eles – digam ao Senhor Administrador lá esse segredo. Que Ihes importa que essa Senhora não queira?
– Isso não! – respondeu a Jacinta com vivacidade. – Antes quero morrer.

Determinámos, então, rezar o nosso Terço. A Jacinta tira uma medalha que tinha ao pescoço, pede a um preso que Ihe pendure em um prego que havia na parede e, de joelhos diante dessa medalha, começamos a rezar. Os presos rezaram connosco, se é que sabiam rezar; pelo menos estiveram de joelhos.
Terminado o Terço, a Jacinta voltou para junto da janela a chorar.

– Jacinta, então tu não queres oferecer este sacrifício a Nosso Senhor? – Ihe perguntei.
– Quero; mas lembro-me de minha mãe e choro sem querer.

Então, como a Santíssima Virgem nos tinha dito que oferecêssemos também as nossas orações e sacrifícios para reparar os pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria, quisemos combinar a oferecer cada um pela sua intenção. Oferecia um pelos pecadores, outro pelo Santo Padre e outro em reparação pelos pecados contra o Imaculado Coração de Maria. Feita a combinação, disse à Jacinta que escolhesse qual a intenção por que queria oferecer.

– Eu ofereço por todas, porque gosto muito de todas.


blogger

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Irmã Lúcia explica a eficácia do Terço

Nossa Senhora em Fátima insistiu que se rezasse o Terço. A pastorinha Lúcia explica porquê:

Repare, Senhor Padre, que a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à recitação do Rosário. 

E deu-nos esta eficácia de tal maneira que não há problema temporal ou espiritual, por mais difícil que seja, na vida pessoal de cada um de nós, das nossas famílias, das famílias do mundo ou das comunidades religiosas, ou mesmo da vida dos povos e nações, que não possa ser resolvido pelo Rosário. 

Não há problema, afirmo-lhe, por mais difícil que seja, que não possamos resolver rezando o Rosário. Com o Rosário, salvar-nos-emos. Santificar-nos-emos. Consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas. 

Irmã Lúcia, em entrevista ao Padre Fuentes, 1957


blogger

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Dia dos Pastorinhos de Fátima

O texto que passo a citar mudou a minha vida. Trata-se da conversa que Lúcia, na presença dos seus primos Francisco e Jacinta Marto, teve com Nossa Senhora na primeira aparição em Fátima:
– Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.
– De onde é vossemecê? perguntei.
– Sou do Céu.
– E o que é que Vossemecê me quer?
– Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.
– E eu também vou para o Céu? – Sim, vais.
– E a Jacinta? – Também.
– E o Francisco? – Também, mas tem que rezar muitos Terços.

(Pausa para fazer uma pergunta: Se o Francisco teve que rezar muitos Terços para ir para o Céu o que terei eu que fazer???)

– Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?
– Sim, queremos.
– Ide pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.
Nossa Senhora ainda acrescentou: Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.

João Silveira


blogger

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Nossa Senhora de Fátima coroada em Londres

No passado Domingo, 19 de Fevereiro, Nossa Senhora de Fátima foi coroada pelo Cardeal Nichols em Londres. Neste vídeo os fiéis cantam o 'Avé de Fátima', na despedida da Santíssima Virgem.




blogger