domingo, 14 de junho de 2026

Um bom Sacerdote vítima de falsas acusações de abusos sexuais

“Com 93 anos, já não tenho tempo suficiente para limpar o meu nome de todas as mentiras sujas que me atiraram na praça pública, mas tenho sempre tempo para defender a honra da Igreja que Jesus Cristo fundou e os seus Sacramentos, e assim o farei até ao final da minha vida.”
 
O Padre Manuel Fernando Sousa e Silva, antigo Vigário Judicial, mais conhecido como Cónego Fernando, é um Sacerdote da Arquidiocese de Braga que nos últimos anos tem estado na ribalta mediática devido a queixas de supostos abusos sexuais que remontam há mais de 50 anos. A mais recente notícia sobre o caso surge do Grupo Vita, coordenado por Rute Agulhas, defensora das teorias de identidade género, que irá reunir-se esta semana em Roma com Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores (Tutela Minorum) para pôr em causa o justo arquivamento do processo do Cónego Fernando.
 
As acusações remontam a 2019 à paróquia de Joane, relacionadas com supostos toques impróprios e questões de teor sexual durante o Sacramento da Confissão, tendo sido feitas várias notícias e reportagens em órgãos de comunicação social, o que levou ao Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, a impôr ao sacerdote a obrigação de celebrar em casa e proibi-lo de confessar na Igreja de Joane, para além de indicação para não se pronunciar publicamente.
 
Em 2022, surgiram novas reportagens em canais televisivos, com os detractores com cara oculta e voz distorcida, e o recém-eleito Arcebispo D. José Cordeiro imediatamente deslocou-se à Paróquia de Joane pedir perdão ao povo pelos pecados supostamente cometidos. Não possibilitou o contraditório do Sacerdote acusado, assumindo a sua culpa, apesar de ninguém ter aparecido para dar testemunho na Comissão Arquidiocesana para a Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis, que esteve aberta de propósito no dia 8 de Outubro de 2022 para “ouvir em exclusivo” as supostas vítimas do Padre.

O Padre explica no direito de resposta que o problema começou com um desentendimento de um homem com o seu irmão já falecido, também Sacerdote na paróquia: “Confessei milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças, em vários pontos do país, mas o único sítio onde existiram queixas contra mim foi na terra onde um homem se incompatibilizou com o meu falecido irmão. Será coincidência?”.
 
O processo foi enviado para Roma para o Dicastério da Doutrina da Fé, que justamente o arquivou em 2023, mas a Arquidiocese demorou três anos para o noticiar publicamente, mantendo nesse tempo o Padre suspenso das suas funções, impedido de se defender, garantindo que a nuvem de acusações que pairavam perdurasse sem qualquer motivo aparente durante esse anos.
 
Apenas a 8 de Abril deste ano, foi divulgado o comunicado da Arquidiocese que deploravelmente mantém a suspeita sobre o Padre apesar do arquivamento pelo Dicastério e da falta de provas dos abusos supostamente cometidos : “uma eventual imprudência no exercício da função de confessor”.
 
A 21 de Maio, nova reportagem no programa da “Linha da Frente”, na RTP, reproduz os mesmos ataques ao Cónego Fernando, aparecendo duas pessoas em anonimato, e um terceiro chamado Manuel Nel Cunha, militante do Bloco de Esquerda que foi candidato pelo partido em listas locais, apresentado na reportagem simplesmente como “habitante de Joane”, que replica testemunhos de terceiros que teriam acontecido há mais de 50 anos.
 
A 8 de Junho, o Padre, depois de anos de silêncio forçado, respondeu à reportagem com um Direito de Resposta enviado à RTP e publicado no seu perfil de Facebook, desmontando ponto por ponto as alegações, questionando a “malevolência” da comunicação social que sempre assumiu a sua culpa, acusando a acção “destructiva” da Comissão Diocesana e a Arquidiocese que “desgraçadamente” apenas “colocou mais gasolina para a fogueira” com o comunicado de Abril.
 
Rematou o direito de resposta com a informação de que irá colocar “um processo-crime de difamação agravada contra os intervenientes” na reportagem.
 
Segue na íntegra o texto do direito de resposta do Padre:
 
Direito de Resposta do Cónego Fernando Sousa e Silva
 
No passado dia 21 de Maio de 2026, a RTP publicou uma reportagem no programa “Linha da Frente” onde fui incessantemente difamado, directa e indirectamente, com falsas alegações de “pedofilia”, “abuso sexual”, “abuso” da “inocência” de crianças, de gestos sexuais durante o Sacramento da Confissão, descrevendo-me caluniosamente como um “homem que mete a cabeça dos miúdos debaixo da batina”, “o padre a passar-nos as mãos nas pernas e a arfar”, “a gente entrava, ele punha logo a mão atrás das costas e puxava-nos para ele, bem juntinho a ele, colava a carinha junto à nossa” e que as crianças “não conseguiam respirar, vinham com falta de ar de estar ali tanto tempo debaixo de um saiote com a cabeça metida no meio das pernas.”
 
Estas falsas acusações foram proferidas por três pessoas durante a reportagem, duas delas mantendo-se no anonimato, a outra falando em nome de supostos terceiros e de alegados testemunhos com mais de cinquenta anos.
 
Acusações estas que surgiram originalmente de um homem que se incompatibilizou com o meu falecido irmão, também Sacerdote da paróquia, e continuou a campanha de difamação contra mim, mobilizando três pessoas de Joane que, desde 2022, aparecem sob cara oculta e voz distorcida em meios de comunicação a repetir as mesmas mentiras.
 
As difamações foram sabiamente escolhidas para dificultar a minha defesa, pois a grande parte das acusações refere-se a supostas perguntas e frases que proferi durante o Sacramento da Confissão, Sacramento esse, sobre o qual todos os Sacerdotes têm a obrigação de sigilo absoluto.
 
Sobre os alegados gestos e toques que me indiciam durante a Confissão, essa acusação só pode surgir de alguém desconhecedor da realidade Católica da altura, pois, como era recomendado, sempre atendi as pessoas do sexo feminino de qualquer idade num confessionário fechado de todos os lados e com porta, comunicando através do crivo do confessionário, o que torna impossível qualquer toque, muito menos de carácter sexual e a maior parte das vezes não sabia sequer quem estava a atender, nem as pessoas sabiam quem era o confessor. Confessionário esse, situado na nave da Igreja, à frente, no lado direito, de fácil visibilidade, onde ali perto esperavam mães pelos filhos e outras pessoas para se confessarem.
 
Ao longo da minha vida sacerdotal, que iniciei em 1956, fui reitor da Igreja dos Congregados em Braga, Director Espiritual do Seminário de Filosofia, Vigário Judicial da Arquidiocese de Braga, Director Espiritual da Legião de Maria, Secretário do Conselho Presbiteral de Braga, Vigário Episcopal dos Leigos, Secretário Diocesano da Pastoral, para além de orientar vários retiros de sacerdotes em Braga, Bragança-Miranda, Viana do Castelo, Lamego, Fátima, etc. Confessei milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças, em vários pontos do país, mas o único sítio onde existiram queixas contra mim foi na terra onde um homem se incompatibilizou com o meu falecido irmão. Será coincidência?
 
A esta ignomínia acresce a comunicação social sedenta de visualizações e cliques, que, sem respeito pela mais básica ética jornalística, sem procurar genuinamente o contraditório, reproduz como verdadeiras as alegações feitas em anonimato, colaborando e sendo cúmplices na difamação do meu nome e dignidade, juntando e misturando imoralmente na mesma reportagem um testemunho de violação noutra diocese com um caso de supostas palavras e gestos incorrectos na confissão. Será malevolência?
 
Infelizmente, a Comissão Diocesana para protecção de menores e pessoas vulneráveis da Arquidiocese de Braga conseguiu o feito de ser mais destructiva do que os proclamados inimigos da Igreja, pois durante o tempo deste martírio nunca me foi dada a oportunidade de me defender, tendo sido automaticamente assumido como culpado e impedido de exercer as minhas funções sacerdotais na igreja paroquial de Joane, durante a investigação, tal como a ordem, muitas vezes repetida, para me manter em silêncio, impedindo a minha defesa na praça pública e na comunicação social. Será prepotência?
 
Veio o justo desfecho e subsequente arquivamento da investigação pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (Roma) em Junho de 2023 e a Arquidiocese demorou 3 anos (!) para noticiar publicamente este arquivamento, por não provada a acusação, e libertar-me deste peso de infâmia. Desgraçadamente, o comunicado da Arquidiocese apenas colocou mais gasolina para a fogueira ao dizer que possa ter existido “uma eventual imprudência no exercício da função de confessor”, não me defendendo e, pelo contrário, incendiando de novo o escândalo na comunicação social. Será subserviência?
 
Com 93 anos, já não tenho tempo suficiente para limpar o meu nome de todas as mentiras sujas que me atiraram na praça pública, mas tenho sempre tempo para defender a honra da Igreja que Jesus Cristo fundou e os seus Sacramentos, e assim o farei até ao final da minha vida.
 
Informa-se assim que, para não haver dúvidas da falsidade das acusações, irei colocar um processo-crime de difamação agravada contra os intervenientes nesta peça jornalística e quaisquer outros que repitam as mesmas mentiras publicamente.
 
AMDG
 
Joane, 8 de Junho de 2026
Festa da Beata Maria do Divino Coração
 
Padre Manuel Fernando Sousa e Silva


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1 comentário:

emamrinelo disse...

Nao se riam da minha desgraca os meus inimigos mentirosos, nem troquem olhares de escarnio os que me odeiam sem motivo...Tu, Senhor, tambem viste. Nao fiques calado! Senhor, nao te afastes de mim. Desperta e levanta-te para me defenderes, meu Deus e meu Senhor = Sal. 36
Ja estamos naqueles tempos de que o Senhor nos fala e nos falou em que os perseguidos em Seu nome serao abencoados. Bem haja, querido sacerdote, e confie no Senhor e bem haja Pd. Silveira por nos trazer estas coisas de que nao nos falam e que conspiram pelo silencio...