quarta-feira, 11 de setembro de 2024

11 de Setembro e a derrota do Império Otomano na Batalha de Viena

O dia 11 de Setembro (de 2001) não foi escolhido por acaso. Alguns séculos atrás, a 12 de Setembro de 1683, sucedeu a mais vergonhosa e definitiva derrota que sofreu o Império Otomano, quando a Santa Liga Católica, uma união de estados do Sacro Império Romano-Germânico, liderada pelo rei polaco João III Sobieski, derrotou o exército do vizir otomano Kara Mustafa Paşa e impediu a dominação islâmica da Europa Cristã.

Por causa da sua posição estratégica como porta de entrada para os Estados Papais, os muçulmanos atacaram a Áustria com o objetivo de terminar a sua conquista da Europa pelo Sudeste, afim de construir uma mesquita no local da Catedral de São Pedro, no Vaticano.

A Batalha de Viena foi o auge de uma história de centenas de anos de guerra entre o mundo cristão e o islâmico, motivo pelo qual um dos jogadores mais importantes no tabuleiro era o Beato Marco D'Aviano, um monge capuchinho que teve a sua vida marcada pela luta na tentativa de proteger a Civilização Cristã e, finalmente, converter os islâmicos.

Depois de derrotados em Viena, os Otomanos foram sendo sucessivamente derrotados até à sua derrota final e dissolução do Império Otomano em 1918, quando acabou a Primeira Guerra Mundial. No entanto, o fim do avanço Otomano foi definitivamente conquistado pelos portugueses no mar e pela Liga em terra.

in Tradutores de Direita


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Sincretismo religioso

No vôo papal de Timor para Singapura foram distribuídos estes cartões de “oração” para as diferentes religiões. Incluindo a “oração” muçulmana, que omite a referência à Trindade e cita o Corão. No vôo papal…


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terça-feira, 10 de setembro de 2024

São Nicolau de Tolentino, Taumaturgo

Nicolau nasceu nas Marcas, em Itália, no ano de 1245, fruto das preces de seus pais a São Nicolau de Bari. Como São Zacarias e Santa Isabel, eles já estavam avançados em anos e não tinham filhos. Fizeram então a promessa àquele Santo de ir visitar seu santuário no reino de Nápoles, se suas preces fossem ouvidas. O que ocorreu no mês de Setembro de 1245 com o nascimento de um menino, que recebeu o nome de seu protector.

Ainda pequeno, Nicolau fugia de tudo o que fosse efeminado, mundano, e mesmo dos divertimentos das outras crianças. A sua pureza era angélica. Fugia das mulheres imodestas e dos meninos maliciosos, e aplicava-se em imitar as virtudes que brilhavam nos bons cristãos. Servia os pobres na casa paterna com as suas próprias mãos. A sua devoção profunda e o seu porte, faziam os fiéis crerem que ele via a Cristo com os olhos corporais. “Se Deus conservar a vida deste menino – diziam – será, um dia, um grande Santo”.

Nicolau era puro e tão piedoso, que o Menino Jesus lhe aparecia na hóstia no momento da elevação. Jovem ainda, mas já senhor de uma prebenda de cônego, um dia ficou tão tocado pelo sermão de um eremita de Santo Agostinho, que decidiu entrar para a Ordem.

Ordenado sacerdote em 1270, apesar de já ser um religioso consumado, Nicolau mostrou bem o muito que pode a graça do Sacramento da Ordem em uma alma bem disposta. Sendo já santo, o novo sacerdote logo deixou ver, quando estava no altar, brilhar a virtude com novo esplendor. O seu rosto se inflamava com o fogo do amor divino, e escorriam lágrimas de amor de seus olhos.

Enviado para o eremitério de Pésaro, uma vez, quando ia celebrar o Santo Sacrifício, apareceu-lhe uma alma do Purgatório pedindo que celebrasse a Missa por ela. Como Nicolau estava encarregado da Missa conventual, e só se podia então celebrar uma Missa por dia, respondeu que não lhe era possível atendê-la. Viu então uma multidão de almas que esperavam por uma Missa sua para se livrar do Purgatório.

Nicolau foi apresentar o problema ao seu Superior, e obteve dele licença para, durante uma semana, celebrar o Santo Sacrifício por intenção dessas santas almas. Aquela primeira alma apareceu-lhe de novo, vindo agradecer-lhe a caridade. Junto com ela vinham várias outras almas do purgatório que tinham sido libertadas graças às celebrações do santo.

Enviado para Tolentino, Nicolau aí passou os últimos 30 anos de sua vida, edificando a todos. Foi assaltado pelo demónio numa guerra contínua, sendo por ele tão maltratado, inclusive fisicamente, que ficou semi-inválido para o resto da vida.

Narram-se muitos prodígios operados pelo Santo. Um deles foi,  como Santo Elias, multiplicar a farinha de generosa mulher que lhe dera tudo o que tinha, ficando na miséria. Outra mulher, que só dava à luz a nados-mortos, recorreu a ele, e Deus fez com que, depois disso, fosse mãe de numerosa prole. Curou também outra mulher da cegueira e muitas pessoas de várias doenças. O remédio ordinário que São Nicolau usava nessas curas era fazer o Sinal da Cruz sobre a pessoa enferma.

Por fim, o Santo foi favorecido nos últimos seis meses de vida com a visão e a música harmoniosa dos Anjos. Via muitas vezes a Santíssima Virgem e Santo Agostinho, que lhe davam a gozar antecipadamente as doçuras celestiais.

O Santo expirou no dia 10 de Setembro de 1306, nos braços de Nossa Senhora e de Santo Agostinho, e foi canonizado no dia 1 de Fevereiro de 1446. Foi incluído no Martirológio em 1585.

in IPCO


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segunda-feira, 9 de setembro de 2024

Mons. Georg Gänswein tomou posse como Núncio Apostólico na Lituânia




Em Vilnius, o ex-secretário do Papa Bento XVI apresentou as suas credenciais ao presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda. Mons. foi também nomeado Núncio na Letónia e na Estónia.



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São Pedro Claver, o escravo dos escravos

Evangelizar os pobres, sarar os corações atribulados, proclamar a redenção dos cativos

Ontem, 30 de Maio deste ano de 1627, festa da Santíssima Trindade, saíram de uma grande nau muitos negros trazidos das margens dos rios de África. Fomos ter com eles, levando dois cestos de laranjas, limões, bolachas e outras coisas; e dirigimo-nos para as suas barracas. Parecia que entrávamos noutra Guiné.

Tivemos de atravessar por entre grande multidão até chegar aos doentes, que eram muito numerosos e estavam deitados no chão húmido e lamacento. Alguém se lembrou de o entulhar com fragmentos de telhas e tijolos para diminuir a humidade. Tal era a cama destes infelizes, que além disso estavam nus, sem qualquer roupa que os protegesse.

Tirámos as nossas capas e fomos buscar tábuas para fazer um estrado. Depois, forçando o caminho por entre os guardas, para ali transportámos os doentes. Em seguida distribuímo-los em dois grupos: de um grupo encarregou-se o meu companheiro com um intérprete; do outro encarreguei me eu. 

Entre eles havia dois quase a morrer: estavam frios e mal se lhes sentia o pulso. Levámos brasas numa telha para junto dos moribundos, deitámos perfumes nas brasas, até esvaziar duas sacas que tínhamos trazido. Depois, cobrindo-os com as nossas capas – pois eles nada tinham com que se cobrir e não podíamos perder tempo a pedir roupas aos seus senhores – conseguimos que fizessem uma inalação daqueles vapores e recuperassem o calor e a respiração. Era de ver a alegria com que nos olhavam!

Assim lhes falámos, não com palavras mas com obras; e na verdade, estando eles persuadidos de que tinham sido trazidos para ali a fim de serem comidos, de nada teriam servido outros discursos. Sentámo-nos depois, ou ajoelhámo-nos junto deles, lavámos-lhes os rostos e os corpos com vinho, procurando alegrá-los com carinho e fazer lhes o que naturalmente se faz para levantar o moral dos doentes.

Depois tratámos de os preparar para o Baptismo. Explicámos-lhes os admiráveis efeitos deste sacramento para o corpo e para a alma. E quando, respondendo às nossas perguntas, deram mostras de terem compreendido, passámos a um ensino mais completo sobre um só Deus que premeia ou castiga segundo os merecimentos de cada um, etc. Exortámo-los a fazer o acto de contrição e a manifestar o arrependimento dos pecados que tivessem cometido, etc.

Finalmente, quando já pareciam suficientemente preparados, falámos dos mistérios da Santíssima Trindade, da Encarnação e da Paixão; e, mostrando-lhes num quadro a imagem de Cristo crucificado sobre uma pia baptismal, para a qual correm os rios de sangue provenientes das chagas de Cristo, rezámos com eles, na sua língua, o acto de contrição.

São Pedro Claver in 'Carta de 31 de Maio de 1627' (A. Valtierra, S.I., San Pedro Claver, Cartagena, 1964, pp. 140-141)


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domingo, 8 de setembro de 2024

Família Francesa compra e restaura uma capela em ruínas

Em criança, Armelle Lepeltier passava frequentemente pela capela de Saint-Joseph em Molières (Mayenne). O edifício estava abandonado, degradado e coberto de vegetação. Em 2018, com o seu marido Raphaël, decidiram restaurá-la com os seus filhos, a fim de a devolver ao culto. O apelo a donativos para a Chapelle Saint-Joseph de Molières em Chemazé ainda está aberto no site da Fondation du Patrimoine.

Vídeo: Le Figaro



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Festa da Natividade da Virgem Santíssima. Onde nasceu Nossa Senhora?

Para entender a escassez de informações nos primeiros séculos da Igreja, sobre a vida de Nossa Senhora, convém levar em conta as particularidades daquela época.

O mundo pagão, por efeito da decadência em que se encontrava, era politeísta, ou seja, os homens adoravam simultaneamente vários deuses. Os pagãos não achavam ilógico nem absurdo que existissem várias divindades, ou que elas não fossem perfeitas. Pior ainda. Consideravam normal que os deuses dessem exemplo de devassidão moral, sendo, por exemplo, adúlteros, ladrões ou bêbados. Obviamente, nem todos os deuses eram apresentados como subjugados por esses vícios, mas o facto de haver vários deles nessas condições dificultava que os pagãos entendessem a noção católica do verdadeiro e único Deus, de perfeição infinita.

Por isso a primitiva Igreja teve muito cuidado ao apresentar Nossa Senhora como Mãe de Deus, pois aqueles povos, com forte influência do paganismo, rapidamente tenderiam a transformá-la numa deusa. Apenas após a queda do Império Romano do Ocidente e a sucessiva cristianização dos povos começou a Igreja – que nunca negou a importância fundamental da Virgem Santíssima na história da salvação – a colocar Nossa Senhora na evidência que lhe compete e a exaltar as suas maravilhas. E com isso, a fazer um bem indescritível às almas dos fiéis.

É fácil compreender por que nesse longo período, cerca de 400 anos, muitas informações a respeito da Santíssima Virgem se tenham perdido e outras se encontrem em fontes não inteiramente confiáveis. Não obstante, a Tradição da Igreja conservou fielmente aqueles atributos d’Ela que eram necessários para a integridade da fé dos católicos. O essencial foi transmitido, e, para um filho que ama a sua Mãe, qualquer dado a respeito d’Ela é importante.

Entre esses dados, sobre os quais um véu de mistério permaneceu, está o local em que nasceu Nossa Senhora.

Belém, Seforis, ou Jerusalém

Três cidades disputam a honra de ter sido o local de nascimento da Mãe de Deus.(1)

A primeira é Belém. Deve-se essa tradição ao facto de Nossa Senhora ser de estirpe real, da casa de David. Sendo Belém a cidade de David, foi essa a razão pela qual São José e a Virgem Santíssima – ambos descendentes do Profeta-Rei – dirigiram-se àquela localidade, por ocasião do censo romano que ordenava que todos se registrassem no lugar originário das suas famílias. Por isso, o Menino Jesus nasceu em Belém, e é aclamado, no Evangelho, como Filho de David. O principal argumento dos que sustentam a tese de que Nossa Senhora nasceu em Belém encontra-se num documento intitulado 'De Nativitate S. Mariae', incluído na continuação das obras de São Jerónimo.

Outra tradição assinala a pequena localidade de Seforis, poucos quilómetros ao norte de Belém, como o local do nascimento da Virgem. Tal opinião tem como base que já na época do Imperador Constantino, no início do século IV, foi construída uma igreja nessa localidade para celebrar o facto de ali terem residido São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora. Santo Epifânio menciona tal santuário. Os defensores de outras hipóteses assinalam que o facto de os genitores da Virgem Santíssima terem morado lá não indica necessariamente que Nossa Senhora tenha nascido naquela localidade.

A hipótese que congrega maior número de adeptos é a de que Ela nasceu em Jerusalém. São Sofrónio, Patriarca de Jerusalém (634-638), escrevendo no ano 603, afirma claramente ser aquela a cidade natal de Maria Santíssima.(2) São João Damasceno defende a mesma posição.

A festa da Natividade

Na Igreja católica celebramos numerosas festas de santos. Havendo, felizmente, milhares de santos, comemoram-se milhares de festas. Ocorre que não se celebra a data de nascimento do santo, mas sim a da sua morte — correspondendo ao dia da entrada dele na vida eterna. Apenas em três casos comemoram-se as festas no dia do nascimento: Nosso Senhor Jesus Cristo (Natal); o nascimento de São João Baptista; e a natividade da Santíssima Virgem.

A festa da Natividade era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Segundo uma bela tradição, tal festa teve início quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, em consequência de uma revelação, no ano 430. Um senhor de Angers encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 8 de Setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no Céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam em razão da sua alegria pelo nascimento de Nossa Senhora durante a noite daquele dia.(3)

Em Roma, já no século VII, encontra-se o registro da comemoração de tal festa. O Papa Sérgio tornou-a solene, mediante uma grande procissão.

Posteriormente, Fulberto, Bispo de Chartres, muito contribuiu para a difusão dessa data em toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concilio de Lyon, estendeu a festividade a toda a Igreja.

Comemoração na actualidade

Por uma série de motivos curiosos, a festa da Natividade é celebrada muito especialmente em Itália e em Malta. Sendo o povo italiano muito vivo e propenso a celebrações familiares, isso não surpreende.

Em Malta, a principal comemoração da festa consiste numa solene procissão na localidade de Xaghra.(4)

Na cidade de Florença, no dia da festa, numerosas crianças dirigem-se ao rio Arno levando pequenas lanternas, que são colocadas na água e lentamente vão atravessando a cidade.

Na Sicília, na localidade de Mistretta, a população celebra a festa representando um baile entre dois gigantes. À primeira vista, pareceria que isto nada tem a ver com a natividade. Mas corresponde a uma tradição: foi encontrada uma imagem de Santa Ana com Nossa Senhora ainda menina. Levada à cidade, a imagem misteriosamente retornou ao local onde havia sido achada, e os habitantes julgaram que só poderia ter sido levada por gigantes. Proveio daí esse costume.

Em Moliterno, ao contrário, existe o lindo e pitoresco costume de as meninas da localidade fixarem pequenas candeias nos chapéus de seus trajes típicos. Em determinado momento desaparecem as outras luzes e só permanecem as das meninas, que executam uma dança regional.

Curiosamente, em muitas localidades as luzes desempenham papel determinante na festa. Podemos conjecturar uma razão: a Natividade de Nossa Senhora representou o prenúncio da chegada ao mundo da Luz de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Valdis Grinsteins in catolicismo.com.br

Notas:

2. Nuevo Diccionario de Mariologia, Ediciones Paulinas.
3. La fête angevine N.D. de France, IV, Paris, 1864, 188.


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sábado, 7 de setembro de 2024

In Sæcula Sæculorum



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Bispo suíço: A Missa em latim tem orações profundas, exprime melhor a centralidade de Cristo

Monsenhor Marian Eleganti, antigo bispo auxiliar de Chur, na Suíça, deu uma entrevista ao Kath.ch, o portal dos meios de comunicação social dos bispos suíços. Pontos principais.

- Sou muito crítico em relação ao processo sinodal. Vejo o perigo de que certas agendas, já estabelecidas, o determinem e controlem desde o início. Isto não é uma verdadeira escuta.

- Creio que em tais processos, os editores que formulam os documentos finais são o fator decisivo - não necessariamente o Espírito Santo.

- Hoje, a chamada ‘realidade da vida’ é usada como outra ‘fonte de revelação’.

- Embora o Papa Francisco tenha escrito sinodalidade na sua bandeira, ele tem um estilo de liderança muito autoritário.

- Intervém no processo sinodal e dirige-o, por exemplo, retirando questões importantes da assembleia plenária e delegando-as em comissões que trabalham de forma autónoma.

- Muitos vêem as acções do Papa como contraditórias.

- Quando era acólito, vim a conhecer a Missa Tridentina e, depois do Concílio, fui treinado no Novus Ordo. Por tal, o rito antigo não me é estranho. Quando era miúdo, aprendi todas as orações em latim e estava sempre nervoso para não cometer erros. Celebro a Missa em Novus Ordo”.

- A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP) aproximou-se de mim. O Padre Martin Ramm, de Thalwil, que eu respeito muito, procurava um bispo para administrar o Crisma em Rito Antigo. Aprendi de novo este rito. É por isso que agora estão a chegar mais pedidos. Porque é que os hei-de recusar?

- A liturgia tridentina não é um 'workshop' e exprime muito mais a centralidade de Deus e de Jesus Cristo. Tem orações muito profundas que eu gosto muito de rezar em termos de conteúdo. Gosto muito das orações que acompanham sacerdote enquanto reza.

- Não percebo porque é que as orações foram abandonadas na reforma litúrgica, porque ajudam o padre a sintonizar-se com este mistério, a entrar nele e a celebrá-lo.

in gloria.tv


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Fiéis de joelhos ao passar o Santíssimo Sacramento levado a casa de um doente por um Sacerdote

Eslováquia. Anos 60.


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sexta-feira, 6 de setembro de 2024

São Macário derrotou o Demónio através da Humildade

Certo dia, São Macário regressava à sua cela, trazendo consigo umas folhas de palmeira. Pelo caminho, o demónio veio ao seu encontro com uma foice de ceifeiro, e tentou atacá-lo, mas não conseguiu. 

Disse-lhe então o demónio: «Macário, sofro muitos tormentos por tua causa, porque não consigo vencer-te. Contudo, faço tudo o que tu fazes: tu jejuas, e eu não como; tu velas, e eu não durmo. Há só um aspecto em que me vences.» «Qual?» «A tua humildade. É ela que me impede de te vencer.» 

in 'Sentenças dos Padres do Deserto'


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quinta-feira, 5 de setembro de 2024

'Cappella dei Principi' - Basílica de São Lourenço, Florença




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D. Fernando Rifan celebra Missa Pontifical na Catedral de Montes Claros

A convite do Bispo local, D. Fernando Rifan, Superior da Administração Apostólica São João Maria Vianney, deslocou-se até à diocese de Montes Claros para uma Missa Pontifical na Catedral. O objectivo foi celebrar o 12º aniversário do apostolado de Missa Tradicional naquela diocese, organizado pela Sociedade da Santíssima Virgem Maria.








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quarta-feira, 4 de setembro de 2024

Santuário de Fátima organiza um encontro com a controversa teóloga espanhola Cristina Inogés

A polémica e heterodoxa teóloga espanhola Cristina Inogés, formada numa faculdade protestante, é a próxima convidada dos 'Encontros da Basílica' organizados pelo Santuário de Fátima em Portugal.

“Através da palavra, da música ou de ambas, os Encontros da Basílica são uma oportunidade de aprendizagem e um convite à introspeção. A próxima sessão não será diferente e terá lugar no dia 8 de Setembro, tendo como oradora a teóloga Cristina Inogés Sanz. “Fizeste-mo a mim (Mt 25,40): imperativos da dignidade do outro“ é o tema da palestra que começa às 15h30, na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima”, lê-se no site do santuário mariano português.

Como se não houvesse bons teólogos católicos, o Santuário de Fátima escolheu convidar e promover Cristina Inogés Sanz que “propõe uma reflexão sobre o imperativo moral cristão de respeitar a dignidade e os direitos dos outros. Muitas vezes aliviamos a nossa consciência acreditando que basta pertencer à Igreja, mas não é assim. Para dizer que pertencemos à Igreja, temos, antes de mais, de ser Igreja na nossa vida quotidiana. Não é por respeito, mas para não pôr em risco a dignidade de ninguém”, diz a nota que acompanha o anúncio do encontro.

Quem é Cristina Inogésé conhecida pelas suas posições heréticas em muitos domínios. Esta teóloga, formada numa universidade protestante, expressou repetidamente o seu desejo de que a Igreja aceitasse e abençoasse a homossexualidade e deixasse de considerar os seus actos como pecaminosos. A “mãe” sinodal nomeada pelo Papa Francisco para participar no Sínodo também deseja que, no futuro, as mulheres se vistam como padres.

Num exercício de omnipotência, chegou mesmo a dizer que a Igreja deveria rever a teologia de todos os sacramentos.

in infovaticana


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terça-feira, 3 de setembro de 2024

São Pio X denuncia os inimigos da Igreja

Nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.

E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.

Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, vangloriam-se, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem.

Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que  meneiam eles o machado.

Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias:  porquanto, fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há consequências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos. 

Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera. Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formadas numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação. Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los a melhores sentimentos e, para este fim, a princípio os tratamos com brandura, em seguida com severidade e, finalmente, bem a contragosto, servimo-nos de penas públicas.

Papa São Pio X in Carta Encíclia 'Pascendi dominici gregis'


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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Alguém sabe o que é a Fé?

A palavra "Fé" surge muitas vezes no que dizemos, ouvimos e lemos mas nem sempre é simples precisar o que é realmente a "Fé". Deixamos aqui a definição que ensina a Igreja, que é muito conveniente saber de cor para poder explicar às outras pessoas. 

§ 2º - Da Fé  

860)  Que é a Fé?  
A  Fé e uma virtude sobrenatural, infundida por Deus em nossa alma, pela qual nós, apoiados na autoridade do mesmo Deus, acreditamos que é verdade tudo o que Ele revelou e por meio da Santa Igreja nos propõe para crer.  

861)  Como conhecemos as verdades reveladas por Deus?  
Conhecemos as verdades reveladas por Deus, por meio da Santa Igreja que é infalível, isto é, por meio do Papa, sucessor de São Pedro, e por meio dos Bispos que, em união com o Papa, são sucessores dos Apóstolos, os quais foram instruídos pelo próprio Jesus Cristo.  

862)  Temos nós a certeza de que são verdadeiras as doutrinas que a Santa Igreja nos ensina?  
Sim, temos a certeza absoluta de que são verdadeiras as doutrinas que a Santa Igreja nos ensina, porque Jesus Cristo empenhou a sua palavra, que a Igreja nunca se enganaria.  

863)  Com que pecado se perde a Fé?  
A  Fé perde-se negando ou duvidando voluntariamente, ainda que seja de um só artigo que nos é proposto para crer.  

864)  Como recuperamos a Fé?  
Recuperamos a Fé perdida, arrependendo-nos do pecado cometido e crendo de novo tudo o que crê a Santa Igreja.    

§ 3º - Dos mistérios  

865)  Podemos compreender todas as verdades da Fé?  
Não; não podemos compreender  todas as verdades da Fé, porque algumas destas verdades são mistérios. 

866)  Que são os mistérios?  
Os mistérios são verdades superiores à razão, as quais devemos crer, ainda que não as possamos compreender.  

867)  Por que devemos crer os mistérios?  
Devemos crer os mistérios, porque os revelou Deus, que, sendo Verdade e Bondade infinitas, não pode enganar-Se, nem enganar-nos.  

868)  São porventura os mistérios contrários à razão?  
Os mistérios são superiores, porém não contrários à razão; e até a própria razão nos persuade a admiti-los.  

869)  Por que os mistérios não podem ser contrários à razão?  
Os mistérios não podem ser contrários à razão, porque é o mesmo Deus quem nos deu  a luz  da razão, e quem  revelou os mistérios, e Ele não pode contradizer-Se a Si mesmo. 

in Catecismo de São Pio X


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A morte do justo

"Ninguém no seu leito de morte se arrependeu de ter sido católico."
São Thomas More


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domingo, 1 de setembro de 2024

Cardeal preside a Eucaristias com toda a gente sentada





O Cardeal Sebastian Francis, da Malásia, participou numa “Conferência Episcopal Regional sobre Comunicações Sociais” no Centro 'Laudato Si' em Sibu, Sarawak, de 10 a 14 de Junho.

O encontro reuniu 35 responsáveis pelas comunicações sociais das nove dioceses católicas da Malásia e do Brunei.

As Eucaristias foram celebradas em mesas de reunião em forma de U. O Cardeal Francis presidiu ou co-presidiu a estas eucaristias. Todo o clero estava sentada, incluindo durante a consagração.

Não foi necessário um missal para a Missa celebrada pelo Cardeal. Telefones, brochuras e garrafas de água estavam sobre as mesas.

Para a comunhão, foi distribuído um cálice com hóstias para cada um se servir e passar de mão em mão. O abuso litúrgico foi denunciado por “Veritate Fideles” numa rede social (29 de Agosto).

in gloria.tv


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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

O martírio de São João Baptista e a perseguição dos justos

Hoje a Igreja celebra o martírio de São João Baptista. Herodes errou, julgando-se obrigado a cumprir o juramento. Se jurar é tomar a Deus por testemunha da verdade do que se diz ou do que se promete, claro está que, um juramento falso é um grande pecado, como pecado é também prometer, sob juramento, praticar uma acção má. O juramento, em si é bom e santo, por ser um acto de religião. Pelo juramento apela-se a Deus, que é a Verdade suprema. 

São três as condições que justificam o juramento: A verdade, a justiça e o motivo justo. Afirmar, com juramento, uma inverdade, é um gravíssimo pecado chamado perjúrio. "Não abusarás do nome do Senhor teu Deus; o Senhor não deixará impune a profanação de seu nome. Não farás juramento falso em meu nome e não profanarás o nome do teu Deus, pois eu sou o Senhor", prescrevem as Escrituras. 

A vida seria insuportável se não tivéssemos certeza absoluta da justiça de Deus, que põe tudo nos devidos termos, isto é, que dá à virtude a recompensa que merece e, ao pecado o justo castigo. Se assim não fosse, o martírio de São João Baptista e tantas e tantas injustiças e atrocidades clamorosas, não teriam solução. 

O que se observou sempre e até hoje se observa é que os justos sofrem, enquanto os maus gozam. Os justos são perseguidos e desprezados, enquanto os maus são estimados e festejados. Vemos nessa circunstância, aparentemente monstruosa, a actuação da justiça divina. Não há homem que não seja pecador e pelos pecados não provoque a justiça divina, como também não existe alguma criatura humana que não tenha boas qualidades, merecimentos naturais. 

O pecado deve ser punido onde quer que seja encontrado – também o pecado do justo reclama castigo. Eis por que os justos já sofrem aqui na Terra para não lhes ser comprometida a felicidade no Céu. A virtude, as boas obras, devem ser recompensadas, onde quer que se apresentem – também a boa obra do pecador reclama galardão. Não podendo ser compensada no Céu, recebe a paga na Terra, o que é de inteira justiça. Não é mau sinal, pois, se a vida parece uma corrente contínua de sofrimentos. 

"A quem Deus ama, castiga" – é observação feita em todos os tempos. Louvemos, pois, a justiça de Deus e não nos deixemos arrastar para a crítica, murmuração e desespero. A verdade está na palavra de Nosso Senhor, que na parábola do mau rico faz Abraão dizer-lhe: "Meu filho, lembra-te que recebeste o teu quinhão de bens durante a vida, ao passo que Lázaro só teve males; agora ele está aqui e tu sofres". 

in farfalline.blogspot.pt


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quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Fora da Igreja é possível tudo excepto a salvação

Fora da Igreja é possível tudo excepto a salvação. É possível ter honras, é possível ter Sacramentos, é possível cantar Alelulias, é possível responder Ámen, é possível possuir o Evangelho, é possível ter Fé no nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, é possível pregar; mas em nenhum lugar, senão na Igreja Católica, é possível encontrar a salvação. 

Santo Agostinho (referindo-se aos Donatistas) in 'Sermo ad Caesariensis Ecclesia plebem'


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segunda-feira, 26 de agosto de 2024

Sobre o suposto número exagerado de relíquias da Cruz na qual Jesus foi crucificado

O herético Calvino, em tom de gozo, afirmou que as relíquias da Santa Cruz que são veneradas nas igrejas de todo o mundo são tantas que com elas se poderia construir um navio.
 
No entanto, de acordo com os cálculos feitos no século XIX por Charles Rohault de Fleury, depois de ter estudado os 'ligna crucis' conhecidos, cálculos que foram confirmados no século XX por Michael Hesemann, a Cruz original teria um volume de 36.000 cm³, enquanto as peças documentadas com mais de um centímetro mal chegariam a 4.000.
 
Isto quer dizer que as relíquias da Santa Cruz, veneradas em todo o mundo, são pouco mais de 10% do volume original da Cruz.

Bruno de la Inmaculada in Adelante la Fe


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domingo, 25 de agosto de 2024

Papa Bento explica a necessidade de se ajoelhar na Liturgia

Existem ambientes, não pouco influentes, que tentam convencer-nos de que não há necessidade de ajoelhar-se. Dizem que é um gesto que não se adapta à nossa cultura (mas, a qual se adapta então?); que não é conveniente para o homem maduro, que vai ao encontro de Deus e se apresenta erguido. 

Pode ser que a cultura moderna não compreenda o gesto de ajoelhar-se, na medida em que é uma cultura que se afastou da Fé e já não conhece Aquele diante de quem ajoelhar-se é o único gesto adequado, e, mais ainda, um gesto interiormente necessário. Quem aprende a crer também aprende a ajoelhar-se.

Uma Fé ou uma liturgia que não conhecessem o acto de pôr-se de joelhos estariam doentes num ponto central. 

Cardeal Joseph Ratzinger in 'Introdução ao Espírito da Liturgia'


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sábado, 24 de agosto de 2024

O Sudário de Turim corresponde a um pedaço de linho de 55-74 d.C.

Investigadores italianos utilizaram uma nova técnica de raios X para estudar o Sudário de Turim. Os resultados foram publicados na revista Heritage. Os cientistas do Instituto de Cristalografia do Conselho Nacional de Investigação estudaram oito amostras de tecido do Sudário.

Utilizando uma técnica chamada dispersão de raios X a grande ângulo (WAXS), analisaram a celulose do linho - longas cadeias de moléculas de açúcar que se degradam lentamente com o tempo.

O estudo baseou-se nas condições em que o Sudário foi conservado: Presume-se que tenha sido mantido a uma temperatura de cerca de 22,5 graus Celsius e a uma humidade relativa de cerca de 55% durante 13 séculos, antes de ser levado para Chambery, em França, na década de 1350.

Os perfis de dados eram totalmente compatíveis com medições análogas efectuadas numa amostra de linho de 55-74 d.C. de Masada, na região do Mar Morto. As amostras foram também comparadas com linhos semelhantes dos séculos XIII e XIV, mas nenhuma coincidia.

O Dr. Liberato De Caro, um dos cientistas envolvidos no estudo, rejeitou um teste de 1988 que concluiu que o sudário era “provavelmente uma falsificação medieval”. Argumenta que estes testes podem ter sido afectados por contaminação e que a datação por carbono-14 utilizada em 1988 “não era fiável”.

O estudo, o segundo em 2024, concluiu que o sudário data do tempo de Cristo. Este é o quarto estudo a chegar a esta conclusão em pouco mais de uma década.

Outro estudo de 2024 foi um teste de isótopos que mostrou que o linho usado para fazer o linho foi cultivado no Médio Oriente.

in gloria.tv


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quinta-feira, 22 de agosto de 2024

A devoção ao Imaculado Coração de Maria

Hoje a Igreja celebra o dia do Imaculado Coração de Maria. A devoção ao Imaculado Coração de Maria consiste na veneração do Coração de Maria, Mãe de Jesus, e ganhou grande destaque com as Aparições de Fátima. Mas a origem deste culto pode ser encontrada nas palavras do Evangelista Lucas, onde o Coração de Maria aparece como uma arca de tesouros (Lc 2, 19) que guarda as mais santas lembranças. 
 
Entretanto foi aumentando, tendo-se desenvolvido por obra de grandes Santos como São Bernardo, Santa Gertrudes, Santa Brígida, São Bernardino de Sena e São João Eudes (1601-1680), que foi um grande promotor da festa litúrgica do Imaculado Coração de Maria e que, já em 1643, começou a celebrá-la com os religiosos de sua congregação. Em 1648, consegue do Bispo de Autun (França) a concessão da festa. Em 1668, a festa e os textos litúrgicos são aprovados pelo Cardeal delegado de toda a França, enquanto Roma se negava, por diversas vezes, a confirmar a festa. 
 
Foi apenas após a introdução da festa do Sagrado Coração de Jesus, em 1765, que será concedida, aqui e ali, a faculdade de celebrar a festa do Coração de Maria, tanto que o Missal Romano de 1814 a elenca ainda entre as festas “pro aliquibus locis”. São João Eudes, nos seus escritos, nunca separou os dois Corações de Jesus e de Maria, e enfatiza a união profunda da Mãe com o Filho de Deus encarnado, cuja vida pulsou por nove meses ritmicamente com aquela do Coração de Maria.
 
A festa foi instituída oficialmente em 1805, pelo Papa Pio VII. Cinquenta anos mais tarde, Pio IX aprovou a Missa e o Ofício próprios. O Papa Pio XII estendeu, em 1944, a toda a Igreja, em perene memória da Consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria, realizada por ele em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial.
 
Em 1948, o Papa Pio XII convida a todos os Católicos a se consagrarem ao Imaculado Coração de Maria através da Encíclica Auspicia Quaedam, onde diz: 
 
“E como o nosso predecessor de imortal memória Leão XIII, nos albores do século XX, quis consagrar todo o género humano ao Sacratíssimo Coração de Jesus, também nós, como que representando a família humana por ele redimida, quisemos solenemente consagrá-la ao coração imaculado de Maria virgem. Desejamos que todos façam o mesmo, sempre que a oportunidade o aconselhar; e não só em cada diocese e cada paróquia, mas também em cada família. Assim esperamos que desta consagração particular e pública nasçam abundantes benefícios e favores celestiais. Seja presságio desses favores celestes e penhor de nossa benevolência paterna a bênção apostólica que damos com efusão de coração a cada um de vós, veneráveis irmãos, a todos aqueles que de boa mente corresponderem a esta nossa carta de exortação, e de um modo particular as caríssimas crianças.” (1 de Maio de 1948).
 
O culto do Imaculado Coração de Maria recebeu um forte impulso após as Aparições de Fátima, em 1917. Os Pastorinhos viram que Nossa Senhora tinha sobre a palma da mão direita um Coração cercado de espinhos que penetravam nele, fazendo-o sangrar horrivelmente. Era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, a pedir reparação...
 
A Irmã Lúcia, nas suas memórias, conta que depois da visão do inferno (13 de Julho de 1917), Nossa Senhora disse:
 
“(…) para salvar as almas (...) Deus quer estabelecer no mundo a Devoção ao Meu Imaculado Coração”. 
 
Deus escolheu o Imaculado Coração de Maria, sem mancha e sem pecado, para que, assim como a salvação do mundo veio por Ela na pessoa de Jesus Cristo, também é por meio d'Ela que nós haveremos de ser salvos. Nossa Senhora afirma: “Se fizerem o que eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão a paz”.
 
A Liturgia da festa ressalta a intensa actividade espiritual do Coração da primeira discípula de Cristo, e apresenta Maria propensa, no íntimo do seu coração, à escuta e ao aprofundamento da palavra de Deus. Maria meditou no seu Coração os eventos em que foi envolvida juntamente com Jesus, enquanto procurava penetrar o mistério de tudo aquilo: guardar e meditar no seu Coração todas as coisas, fez com que descobrisse a vontade do Senhor. 
 
Com este seu modo de agir, Maria ensina-nos a viver em profunda união com o Verbo de Deus, a viver saciando-nos e abeirando-nos d'Ele, e também a encontrar Deus na meditação, na oração e no silêncio. Maria ensina-nos a reflectir sobre os acontecimentos da nossa vida quotidiana e a descobrir neles Deus que se revela, inserindo-Se na nossa história.
 
O objecto primário da festa do Coração Imaculado de Maria é a Sua pessoa. O objecto secundário é o Coração simbólico, isto é, o coração físico da Virgem, por ser o símbolo do seu amor e de toda sua vida íntima. Sendo a expressão de todos os seus sentimentos, afectos, e da sua ardentíssima caridade para com Deus, para com o Seu Filho e para com todos os homens, que lhe foram confiados solenemente por Jesus agonizante na Cruz.
 
Esta Festa do Imaculado Coração de Maria sugere o louvor e acção de graças ao Senhor por nos haver dado uma Mãe tão poderosa e misericordiosa, à qual nos podemos dirigir confiadamente em qualquer necessidade. Inspira também que conduzamos uma vida segundo o Coração de Deus, e que peçamos à Virgem Santa a chama de uma ardente caridade.
 
adaptado de 'Pale Ideas'


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