Cruzadas! Queimas de bruxas! Inquisição! Sacerdotes pedófilos! Já ouvi tudo isto antes. Todo o católico ouviu.
Realidade Histórica
Contudo, se se conhece a realidade por detrás destes eventos históricos, aprende-se depressa que há mais hype da Lenda Negra, histeria ateísta e ignorância secularista do que realidade histórica nestas acusações. Pior ainda, aqueles que usam estas palavras contra os católicos enganaram-se a si próprios, pensando que nós recuamos de horror à sua menção, como um vampiro perante uma tigela de sopa de alho. Apesar de si mesmos, os ignoratti (i. é, os ignorantes da história) e os aliterati (i. é, os que esperam proteger a sua ignorância da história recusando ler livros de história) agraciam-nos com uma grande bênção ― eles nada sabem sobre estes eventos para além das mentiras de Dan Brown.
Inquisição Espanhola
Na realidade, só 3.000 pessoas morreram na Inquisição Espanhola, e nenhuma delas às mãos de sacerdotes católicos. Em vez disso, a tortura e as execuções eram tratadas por funcionários seculares a trabalhar para o governo espanhol. Na verdade, a maior parte dos inquisidores eram leigos a estudar para advogados seculares e a esperança de avançar nas suas carreiras.
Sacerdotes Pedófilos
Sacerdotes pedófilos? Mesmo um é um horror, mas, graças a Deus, só 0,004 por cento dos sacerdotes católicos nos últimos 70 anos foram correctamente acusados de pedofilia.
Causas das Guerras
Religião a principal causa de guerras? De modo nenhum. A Enciclopédia da Guerra de Gordon Martel diz que só 7 por cento das guerras foram travadas por razões religiosas. Isso significa que o secularismo e os dedicados a ele são responsáveis por 93 por cento das guerras.
Mortes por Não-Crentes
Quanto ao disparate sobre quem matou o maior número de pessoas, os “vencedores” são os não-crentes. O ateu Mao Zedong matou 80 milhões de pessoas com a ajuda dos seus assistentes ateus. O ateu Estaline matou outros 20 milhões de pessoas, maioritariamente deixando-os morrer de fome. O jihadista mais mau que o mundo alguma vez conheceu, Tamerlão, só matou 17 milhões de pessoas na sua vida. No total, os ateus mataram 275 milhões de pessoas nos últimos dois séculos, incluindo lançar o primeiro genocídio da Era Moderna ― o Massacre Vendeano ― contra católicos não-combatentes ― homens, mulheres, crianças, idosos e inválidos.
Mito Budista Pacífico
Mas o facto mais estúpido, pernicioso e risível nas mãos desajeitadas de ateus fundamentalistas intelectualmente deficientes é o mito de que os budistas são o povo mais pacífico do mundo. A actual atenção mediática ao genocídio/limpeza étnica contra os Rohingya pelos pacíficos budistas da Birmânia tem andado há muitos anos. A violência é orquestrada pelo monge budista U Wirathu ― o homem que os editores da revista Time em 2013 identificaram na capa com a headline, “A Cara do Terror Budista”. Foi este monge gentil quem comparou os muçulmanos à carpa africana ― uma espécie invasora ― insistindo que eles são inerentemente violentos, propensos a reproduzir-se depressa, e querem comer os da própria espécie.
Violência Budista em Sri Lanka
Recordemos também os igualmente pacíficos budistas do Bodu Bala Sena ou Força de Poder Budista (BBS) do Sri Lanka, que massacram cristãos e muçulmanos. O monge pacifista-chefe, Galagoda Aththe Gnanasara Thero, fala do seu budismo em termos de raça, alegando que os não-budistas (i. é, cristãos) são racialmente inferiores e alvos válidos para extermínio.
Budismo Violento Histórico
Mas argumenta-se entre os ignorantes que este budismo violento é uma perturbação moderna. Nada poderia estar mais longe da verdade. O príncipe Ashoka (272-232 a. C.), tendo adoptado o budismo, lançou o *putsch* militar/massacre da maior parte do subcontinente indiano, criando o primeiro império budista do mundo. Sem entrar em pormenores gore, poucos são tão estúpidos que pensem que o príncipe estava a libertar alguém pacificamente. O sangue de 100.000 soldados e civis mancha as mãos deste devoto e pacífico budista.
Budistas Japoneses na II Guerra Mundial
Recorde-se também que muitos dos japoneses que atacaram Pearl Harbor eram budistas, assim como os gentis, pacíficos e amantes da paz cientistas budistas que comandaram a Unidade 731 e os outros centros de investigação bio-química/campos de extermínio em que civis e POWs americanos, chineses, filipinos e coreanos foram torturados e submetidos a experiências médicas. Budistas também capitaneavam e tripulavam os navios da morte japoneses onde POWs aliados foram similarmente torturados até à morte.
Samurai Zen
Mas apesar dos livros de história estarem repletos de budistas e da sua violência, os anticristãos erguem-nos como o paradigma do “amor e compaixão”. Parece que se esqueceram que os samurais japoneses eram todos devotos do Zen Budismo ― a permutação mais “pacífica” do budismo pacífico. Mas os samurais dificilmente eram pacifistas ― eram guerreiros sedentos de sangue que matavam por ordem, se o preço fosse o certo.
Vítimas Católicas
Mas de todas as vítimas da violência budista nos últimos 500 anos, foram os católicos que sofreram o pior. O imperador vietnamita do século XVI Minh Mạng impôs grandes restrições ao catolicismo, condenando-o como uma “doutrina heterodoxa” simplesmente porque os católicos se aliaram a Duyệt, o seu rival ao trono. Minh Mạng emitiu um édito imperial que forçava todos os missionários a parar a evangelização e, uma vez Duyệt morto, ordenou a humilhação póstuma dele, a profanação do seu túmulo, a execução de 16 parentes católicos e as prisões dos seus colegas católicos. Mais de 300.000 cristãos morreram nas várias perseguições resultantes. Os 117 santos proclamados representam os muitos mártires desconhecidos.
Perseguições na Coreia
Os católicos coreanos não se saíram melhor contra os budistas. Houve quatro grandes perseguições lideradas por budistas na península coreana ― a Perseguição Ki-hae de 1839, a Perseguição Pyong-o de 1846, a Perseguição Pyong-in de 1866 e a actual opressão comunista. Antes dos horrores cometidos por ateus comunistas na Coreia do Norte, onde os católicos foram efectivamente exterminados nesse país, a perseguição anterior teve lugar em 1866, na qual 50 por cento de todos os católicos foram mortos.
Isso ascende a aproximadamente 10.000 católicos mortos às mãos de budistas coreanos ao longo de 100 anos. De todos estes mártires, 79 foram beatificados em 1925 e 24 mais em 1968. Todos juntos, 103 mártires foram canonizados pelo Papa S. João Paulo II a 6 de Maio de 1984. Ademais, o Papa Francisco beatificou Paulo Yun Ji Chung e 123 dos seus companheiros em Agosto de 2014. Actualmente, a Coreia tem o quarto maior número de santos no mundo católico.
Mártires no Japão
Os 26 Mártires Católicos do Japão foram crucificados pelos budistas de mente aberta nesse país a 5 de Fevereiro de 1597 em Nagasaki. Ao longo de um período de 15 anos, a perseguição continuou esporadicamente. Entre 1617 e 1632, 205 missionários e cristãos nativos foram executados pela sua fé. São conhecidos colectivamente como os 205 Mártires Católicos do Japão. O ensino cristão desintegrou-se até à chegada de missionários ocidentais no século XIX.
Os 16 Mártires do Japão (1633–1637) eram um grupo de missionários da Província Filipina da Ordem Dominicana que foram massacrados por recusarem negar Cristo. Os 188 Mártires do Japão (1603-1639) eram leigos e sacerdotes religiosos mortos porque acreditavam no Príncipe da Paz. Foram beatificados a 24 de Novembro de 2008 pelo Papa Bento XVI. Os Mártires Recoletos Agostinhos (1632) eram dois agostinhos espanhóis chegados ao Japão de Manila para evangelizar os japoneses. As autoridades budistas japonesas pacíficas descobriram e caçaram-nos. Foram presos e martirizados a 11 de Dezembro de 1632.
Rebelião Shimabara
Contudo, estes benditos mártires não são o número total de cristãos mortos às mãos de budistas japoneses. Os nomes da maior parte deles só são conhecidos por Deus. Por exemplo, em 1637 d. C., uma das piores perseguições da história cristã teve lugar na Rebelião de Shimabara. O líder era um devoto samurai católico de 15 anos chamado Amakusa Shiro Tokisada. Tokugawa Iemitsu, o pacífico shogun budista, queria erradicar o cristianismo e os cristãos do Japão e lançou um cerco de um ano a 40.000 católicos entrincheirados no Castelo de Hara. Perderam a guerra e todos os 40.000 foram torturados e crucificados. Felizmente, havia tantos budistas presentes no Japão, senão as coisas teriam corrido muito mal para os católicos ali.
Outros Mártires Asiáticos
Os Mártires de Songkhon foram massacrados pelo governo budista xenófobo da Tailândia a 16-26 de Dezembro de 1940. Foram beatificados pelo Papa S. João Paulo II a 22 de Outubro de 1989. Outras perseguições no reino produziram ainda mais mártires. Os Santos Mártires da China, também conhecidos como S. Agostinho Zhao Rong e os seus 119 companheiros, eram 87 católicos chineses e 33 missionários ocidentais, martirizados entre meados do século XVII até 1930 d. C. Adicionalmente, 30.000 convertidos chineses morreram na Rebelião dos Boxers quando budistas xenófobos massacraram missionários cristãos e outros estrangeiros.
A 15 de Janeiro de 1648, os manchus anticristãos invadiram a região de Fujian e torturaram e mataram o sacerdote dominicano S. Francisco Fernández de Capillas enquanto ele rezava o Rosário. É considerado o protomártir da China. Incontáveis outros cristãos foram massacrados desde então, incluindo cinco missionários espanhóis no século XVIII (1715–1747) como resultado das manobras do imperador budista Yongzheng e do seu sucessor, o imperador Qianlong.
Em 1748 d. C., dois bispos dominicanos e 4 sacerdotes foram mortos neste período, incluindo: Bispo Pedro Sanz, Bispo Francisco Serrano, Joaquim Royo, João Alcober e Francisco Diaz. No início do século XIX, mais 25 cristãos foram martirizados. Os Mártires de Shanxi (9 de Julho de 1900, também conhecido como Massacre de Taiyuan) eram frades franciscanos que incluíam dois bispos: S. Gregório Grassi e Francisco Fogolla. Os Mártires do Hunan do Sul eram mais 100 frades franciscanos e irmãs religiosas e vários salesianos mortos a 25 de Fevereiro de 1930 em Li-Thau-Tseul.
Os comunistas ateus são a mais recente permutação de ódio contra cristãos na China. Isto tem sido ininterrupto desde 1950 com o eclodir da Guerra da Coreia. O número total de mártires católicos na China é difícil de contar, mas uma estimativa é de aproximadamente 2-3 milhões nos últimos 500 anos.
Dalai Lama e Tibete
Mas e os Dalai Lamas? Até os pacíficos líderes xenófobos da escola Gelug ou “Chapéu Amarelo” do budismo tibetano têm sangue cristão nas mãos. O 13.º Dalai Lama ordenou aos seus monges massacrarem 500 famílias católicas tibetanas e arrasarem igrejas, orfanatos, escolas e hospitais em Março de 1905.
Resposta aos Críticos
Quando apresento esta informação a pessoas que têm uma visão Disney do budismo, elas insistem depressa que o número de cristãos mortos por budistas é incomparável ao número de budistas mortos por cristãos. Contudo, quando perguntadas pela fonte desta informação, elas caem apenas em disparate reaquecido da Lenda Negra, onde, magicamente, os sentimentos são de alguma forma mais importantes que os factos. As minhas recomendações de que leiam livros em vez de mentirem ao longo de uma conversa nunca caem bem a esta malta.
Angelo Stagnaro in National Catholic Register
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