1. O Papa, já se sabe, goza em determinadas circunstâncias, do carisma da infabilidade Doutrinal, e também do governo universal e imediato da Igreja militante. Porém nunca houve uma Doutrina da Bíblia ou da Igreja que afirmasse que os Papas fossem impecáveis ou que não pudessem errar. Enganar e pecar mortalmente. Os exemplos históricos são abundantes, como, para dar só dois exemplos a excomunhão e condenação à fogueira de Savonarola pelo Papa Alexandre VI, que mais tarde reconheceu ter sido injusto; e a excomunhão, pelo Papa Libério, de St. Atanásio de Alexandria, que foi o principal salvador da heresia Ariana (isto para não falar do papa sodomita e de outro tarado sexual que foi expulso de Roma pelos seus cidadãos).
A Infabilidade Papa também tem os seus limites, pois tem de respeitar os Dogmas de Fé já declarados, as doutrinas sobre Fé e Moral infalíveis e irreformáveis, ensinadas ao longo dos séculos em virtude da inerrância da Igreja, aceites e acolhidas pelos Doutores da Igreja e de todos os Santos.
Quando se escolhem e nomeiam Bispos que advogam publicamente as causas do alfabeto lgbtq+etc., está-se agressivamente subvertendo, desprezando e de novo crucificando Jesus Cristo e a Sua Igreja. A escolha pode ser cooperação formal, ser esse o motivo, pelo qual são consagrados, ou por outro motivo, sendo então uma cooperação material grave. De qualquer constitui pecado mortal, não só pelo escândalo (no sentido teológico e moral do termo), mas também pelos ensinamentos aos sacerdotes, aos seminaristas e ao povo em geral, desviando-os do caminho salvação e do Céu.
Não me parece possível conceber um mais monstruoso ódio maléfico para desviar e perverter assim as pessoas que sentem atração pelo mesmo sexo. Ainda para mais podendo-se remediar tal estado.
Dizia Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, que os diabos induziam tais tentações, mas que quando percebiam que se cedia a tais tentações achavam aquilo tão repugnante que se retiravam de imediato para não assistirem a tão execrandas javardices.
2. É tempo de pôr travão a estes vulcões de lama imunda! Todos os leigos, avós, pais, tios, professores e restantes familiares e responsáveis tendes de defender os vossos netos, filhos, sobrinhos e alunos, por palavras e obras, juntamente com o clero católico ortodoxo, bem como os religiosos e religiosas fiéis e demais pessoas de boa-vontade. Não é possível calar mais tempo, até porque teremos de responder perante Deus Omnipotente e Justíssimo e severo Juiz. Estamos em tempos em que contam muito mais os pecados de omissão (Mt. 25 ss.).
3. Não se propõem aqui, de modo nenhum, uma revolta contra a Igreja nem contra o Papado, mas em comunhão com a Igreja (militante, purgante e santificante) seguir os reformadores que contribuíram de forma decisiva e santa para a purificação e reforma da Igreja militante.
4. Tenho pleno consciência de que não sou ninguém, que nada valho. Mas mesmo assim desafio-vos a todos a aceitarem que nos reunamos, para trocarmos ideias e estratégias sobre como combater esta peste. Não terei que ser eu que ajunte e coordene, mas sei que seguramente encontrareis alguém qualificado para o fazer. Quietos e passivos é que não podemos permanecer. À Honra e Glória de Cristo. Ámem.
Padre Nuno Serras Pereira