sábado, 9 de novembro de 2024

Dedicação da Basílica de São João de Latrão

Archibasilica Sanctissimi Salvatoris et Sanctorum Iohannes Baptista et Evangelista in Laterano, chamada geralmente apenas de São João de Latrão ou Basílica de Latrão, é a Catedral da Diocese de Roma e a Sé Episcopal oficial do Bispo de Roma, o Papa. É a mais antiga e a primeira entre as cinco basílicas papais do Mundo. 

Quando o imperador romano Constantino se converteu ao Cristianismo, por volta do ano 312 dC, doou ao Papa Melquíades o Palácio do Latrão, que ele havia mandado construir, na colina chamada Celio, para a sua mulher, Fausta. Pelo ano 320 dC, foi aí construída uma igreja, a Igreja do Latrão, a primeira de todas as igrejas do Ocidente, por data e por dignidade. É tida como a mãe de todas as igrejas da cidade de Roma e do Mundo. Foi consagrada pelo Papa Silvestre, no dia 9 de Novembro do ano 324, com o nome de Basílica do Santo Salvador, foi a primeira igreja publicamente consagrada. 

A Arquibasílica foi dedicada duas vezes. Primeiro, o Papa Sérgio III dedicou-a a São João Baptista, no século X, em homenagem ao recém-consagrado baptistério da Arquibasílica. Depois, o Papa Lúcio II dedicou-a a São João Evangelista, no século XII. Por isso, os dois são considerados co-patronos, mas, como indica a inscrição na fachada, continua tendo como patrono principal Cristo Salvador. 

Durante mais de dez séculos, os Papas tiveram a sua residência nas suas proximidades, e entre os seus muros realizaram-se 5 concílios ecuménicos:

1. Primeiro Concílio de Latrão — de 18 de Março a 6 de Abril de 1123, sob Papa Calisto II — o 9º concílio ecuménico debateu a questão das investiduras, a independência da Igreja perante o poder temporal, ponto fulcral da reforma gregoriana.

2. Segundo Concílio de Latrão — em Abril de 1139, sob Papa Inocêncio II — o 10º concílio ecuménico estabeleceu que apenas os celibatários poderiam receber as ordens sagradas na Igreja Ocidental e pôs fim ao cisma do antipapa Anacleto II.

3. Terceiro Concílio de Latrão — em Março de 1179, sob Papa Alexandre III — o 11º concílio ecuménico estabeleceu as normas para a eleição do Papa (maioria de 2/3) e da nomeação de bispos (idade mínima de 30 anos). Também houve a excomunhão dos barões franceses que apoiavam os Cátaros.

4. Quarto Concílio de Latrão — de 11 de Novembro a 30 de Novembro de 1215, sob o Papa Inocêncio III — o 12º concílio ecuménico determinou que qualquer cristão chegado ao uso da razão é obrigado a receber os sacramentos da Confissão e Eucaristia na Páscoa. Há a condenação dos Albigenses, Maniqueístas e Valdenses. E também há a definição de Transubstanciação.

5. Quinto Concílio de Latrão — 10 de Maio de 1512 a 16 de Março de 1517 sob Papa Júlio II e Papa Leão X — foi o 18º concílio ecuménico, o último antes da Reforma Protestante e no qual houve a Condenação do concílio cismático de Pisa (1409-1411) e do Conciliarismo. Reforma da Igreja.

Semidestruída por incêndios, por guerras e pelo abandono, foi reconstruída sob o pontificado de Papa Bento XIII e foi de novo consagrada no ano de 1726.

Arquibasílica e Catedral de Roma, a primeira de todas as igrejas do mundo, ela é o primeiro sinal exterior e sensível da vitória da Fé cristã sobre o paganismo ocidental. Durante a era das perseguições, que se estendeu pelos primeiros três séculos da História da Igreja, qualquer manifestação de Fé se revelava perigosa, e por isso os cristãos não podiam celebrar o seu Deus abertamente. Para todos os cristãos saídos das catacumbas, a Basílica do Latrão foi o lugar no qual podiam finalmente adorar e celebrar publicamente Cristo Salvador. Aquele edifício de pedras, construído para honrar o Salvador do Mundo, era símbolo da vitória, até então escondida, do testemunho dos numerosos mártires. Sinal tangível do templo espiritual que está no coração do cristão, é um convite a agradecer Àquele que se fez carne e que, morto e ressuscitado, vive na eternidade.

A Basílica de São João de Latrão está localizada dentro dos limites da cidade de Roma, mas fora das fronteiras do Vaticano propriamente dito. Apesar disso, tanto ela como os edifícios vizinhos gozam de direitos extraterritoriais como uma das propriedades da Santa Sé, de acordo com o Tratado de Latrão de 1929. 

Junto à Basílica encontra-se a Escada Santa (Scala Sancta), uma escada com degraus de mármore emoldurado por madeira. De acordo com a tradição católica, é a escadaria que levava ao pretório de Pôncio Pilatos em Jerusalém e que, portanto, terá sido santificada pelos passos de Jesus Cristo durante a Sua Paixão. Os degraus de mármore podem ser vistos através de aberturas nas molduras de madeira. Eles foram transladados de Jerusalém para o Palácio Laterano no século IV, por ordem de Santa Helena, a mãe do Imperador Constantino. Em 1589, o Papa Sisto V realocou-os na posição actual, em frente à antiga capela palatina conhecida como Sancta Sanctorum.

O aniversário da sua dedicação, celebrado originariamente apenas em Roma, é comemorado hoje em toda a Igreja.

in Pale Ideas


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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

4 cristãos recusaram esculpir estátuas pagãs e foram martirizados

Hoje a Igreja comemora os Quatro Santos Coroados (Santi Quattro Coronati): Castório, Cláudio, Nicóstrato e Sinfrónio. Estes eram quatro irmãos, escultores em Sirmium (hoje na Sérvia). O seu trabalho era notável e ganhou fama em todo o Império Romano. De tal maneira que o próprio Imperador, Dioclesiano, encomendou-lhe uma obra. Deveriam esculpir uma estátua do deus da Medicina, Esculápio (Aesculapius).

Os afamados escultores, sendo cristãos, recusaram-se a produzir uma estátua de um deus pagão. Tendo sido irredutíveis nesta recusa mostraram-se disponíveis para a pagar com a vida. E por isso foram martirizados na província romana da Panónia, por se terem recusado a colaborar na idolatria, pecado contra o Primeiro Mandamento da Lei de Deus.

Foram considerados mártires, dignos de veneração e coroados com todo o género de honras por parte da Igreja. Têm uma Basílica com o seu nome em Roma, no Monte Célio, entre o Coliseu e a Basílica de São João de Latrão.

Que grande diferença para os nossos dias, nos quais estátuas de deuses pagãos - estátuas como a da 'Pachamama' - recebem veneração e honras em várias igrejas de Roma, e até no Vaticano, durante o Sínodo da Amazónia. Outrora os cristãos preferiam ser mortos a esculpir uma estátua de um ídolo, hoje são os próprios membros da hierarquia da Igreja que as levam para dentro das igrejas, promovendo a idolatria, um grave pecado contra a mais importante das Leis Divinas.

É urgente organizar actos de desagravo pelas graves ofensas têm sido feitas contra Nosso Senhor.


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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

A Fraternidade Sacerdotal de São Pedro continua a crescer

Neste momento, a FSSP tem 583 membros: 386 sacerdotes, 15 diáconos e 182 seminaristas. A idade média dos membros é de 39 anos.

No ano passado foram ordenados 18 sacerdotes e morreram 15. A FSSP trabalha em 151 dioceses, tendo 255 lugares de culto em Rito Romano Tradicional.


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Missa de Requiem no Forte Hood (Texas)




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quarta-feira, 6 de novembro de 2024

Dia de São Nuno de Santa Maria

Este é o estandarte do Santo, nascido D. Nuno Álvares Pereira.

Corajoso como poucos, não só na História de Portugal mas do Mundo. Além dessa virtude, era um cavalheiro com as outras todas. Sendo um génio militar era temido pelos seus inimigos, que, concomitantemente, o admiravam pela bravura e fama de santidade.

Depois de proteger o seu País e a sua gente - vencendo todos os inimigos terrenos que tinha para vencer - e sendo um homens mais ricos na Europa, fechou-se numa cela durante o resto da vida, para rezar e fazer penitência. Como donato Carmelita, cabiam-lhe os trabalhos mais “humilhantes” e cumpria-os na perfeição, sem hesitar.

São Nuno é sem dúvida um exemplo de homem viril, sem medo, dos quais Portugal e o Mundo tanto precisam neste momento.


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terça-feira, 5 de novembro de 2024

Sacerdote, quem és?

Sacerdote, tu não és tu porque és Deus. Tu não és para ti porque és servo e ministro de Cristo. Tu não és teu porque és para a Igreja.

Tu não és para ti porque és o mediador entre Deus e os homens. Tu não te bastas porque és pecador. Tu não és para ti mesmo porque não és nada.

Oh sacerdote! Quem és, então? Tudo e nada!

Tem cuidado contigo, para que não se diga de ti o que disseram de Cristo na Cruz: «salvou os outros e não pode salvar-se a si mesmo».

São Norberto


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D. Athanasius Schneider: O Vaticano II prometeu uma Primavera mas chegou um amargo Inverno

Os pais de D. Athanasius Schneider ajudaram a organizar “Missas secretas” durante a era das “catacumbas” do regime soviético em que cresceu, disse em entrevista ao DailyWire.com. Crescer numa “Igreja perseguida” e receber a fé católica como “leite materno” foi uma das maiores dádivas da sua vida.

Quando se mudou para a Alemanha Ocidental, nos anos 70, após o Concílio Vaticano II, ficou “chocado” ao ver as mudanças radicais que tinham sido introduzidas na Missa, com a nova “falta de reverência, sacralidade e seriedade”.

Acrescentou que a sua família “não aceitou as novidades da falta de respeito durante a Santa Missa” e continuou a receber a Sagrada Comunhão de joelhos.

D. Athanasius lamenta que muitas liturgias se tenham tornado numa espécie de entretenimento [aborrecido] com os homem no centro, acrescentando que Deus foi empurrado para fora do centro para “nos adorarmos a nós próprios”.

Depois do Concílio Vaticano II, “muitas coisas” que eram ensinadas claramente pela Igreja tornaram-se “ambíguas, incertas” e começou uma “perseguição dentro da Igreja”.

Recorda ainda que o Vaticano II prometeu uma Primavera, “mas não houve Primavera. Pelo contrário, a evidência é tão óbvia - houve um Inverno, não uma floração”.

D. Athanasius Schneider considera que o problema mais profundo da crise da Igreja é o facto de esta “querer agradar ao mundo”, tentando obter “o reconhecimento e a simpatia do mundo. Mas isso é uma ilusão”.

in gloria.tv


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segunda-feira, 4 de novembro de 2024

Dia de São Carlos Borromeu

Hoje é dia de São Carlos Borromeu. Nesta fotografia vê-se o seu coração, que se encontra conservado na igreja de Ambrósio e São Carlos, na Via del Corso, em Roma.

Como Arcebispo de Milão, São Carlos teve um papel muito activo na Igreja, especialmente depois do Concílio de Trento, que acabou em 1563. Foi o “inventor” dos confessionários, tal como hoje os conhecemos (ou conhecíamos), e dos seminários (antes disso a formação dos sacerdotes era quase sempre feita acompanhando um sacerdote ou sacerdotes).

Fundou 6 seminários e 740 escolas de catecismo. Fundou também muitos hospitais e instituições de ajuda aos doentes e pobres, especialmente necessárias quando a peste assolou a cidade de Milão. A sua preocupação pelos mais necessitados foi de tal forma grande que passou a ser conhecido por “pai dos pobres”.

Podemos perceber que foi um homem com um grande coração.

São Carlos Borromeu, rogai por nós


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domingo, 3 de novembro de 2024

Como receber Indulgências Plenárias no mês de Novembro

Ao fiel que visitar um cemitério, e rezar pelos defuntos, concedem-se indulgências aplicáveis à alma de alguém que já tenha morrido e esteja no Purgatório. A Indulgência será Plenária (apaga todas penas dos pecados veniais e penas temporais) de 1 a 8 de Novembro (só se pode receber uma indulgência por dia). Nos restantes dias a indulgência é parcial.

Que devo fazer para receber essa Indulgência Plenária, de modo a poder aplicá-la ao perdão das minhas penas ou pelas almas do Purgatório?

Para conseguir a Indulgência Plenária é preciso ir ao cemitério, rezar devotamente pelos defuntos e cumprir estas 4 condições:

1) Confissão Sacramental – cada confissão vale para as indulgências obtidas até 15 dias antes e para as que serão obtidas até 15 dias depois de se ter confessado;
2) Comunhão Eucarística – é necessária uma comunhão para cada indulgência;
3) Oração pelas intenções do Papa – rezar para cada indulgência;
4) Exclusão de qualquer apego ao pecado, mesmo venial.

Tenho de me confessar, comungar e rezar pelo Papa no mesmo dia?

As 4 condições podem ser preenchidas em dias diversos, antes ou após a realização da obra prescrita (neste caso visitar o cemitério e rezar pelas almas dos mortos); mas a comunhão, a oração pelas intenções do Santo Padre e o desapego ao pecado têm que ser feitos nesse mesmo dia. 

Quais as orações devo fazer pelas intenções do Santo Padre?

A condição da oração nas intenções do Sumo Pontífice pode ser plenamente cumprida rezando um Pai-Nosso e Avé-Maria; mas é facultado a todos os fiéis que recitarem qualquer outra oração conforme a sua piedade e devoção para com o Pontífice Romano.

É muito importante sublinhar que, para lucrar qualquer indulgência plenária, é imprescindível que não tenhamos nenhum apego ao pecado, mesmo pecados veniais. Portanto, qualquer pessoa que se continue a cometer pecados com certa frequência, como vícios e outro tipo de pecados que se repetem, mesmo que sejam veniais, sem nem sequer lutar para se afastar deles, não conseguirá lucrar uma indulgência plenária, apenas parcial.

Não fui ao cemitério, nem rezei pelos defuntos, ou pelas intenções do Papa, nem me confessei e não comunguei no Dia de Finados. E agora, posso ainda conseguir as indulgências para as almas do Purgatório?

Sim. Para aqueles que não foram ao cemitério no Dia de Finados, não se confessaram, não comungaram e/ou não rezaram pelo Papa ainda o poderão fazer em qualquer do dia (ou dias) até ao dia 8 de Novembro, e assim observarem todas as condições de modo a obterem a indulgência plenária.

adaptado de comosercristacatolica.blogspot.com


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sábado, 2 de novembro de 2024

História do Dia dos Fiéis Defuntos

A Igreja Católica celebra o “Dia dos Fiéis Defuntos” neste dia 2 de Novembro. Hoje as Missas são celebradas por intenção dos falecidos. É um dia propício para rezar pelos fiéis defuntos e também para meditar sobre os novíssimos do homem: Morte, Juízo, Inferno, Paraíso. 

O costume de rezar pelos mortos existe desde os primórdios do Cristianismo, e foi conservado pelas comunidades Cristãs. A criação da data deve-se a Santo Odilon, ou Odílio, abade do mosteiro beneditino de Cluny (França). Em 998 d.C., o monge supôs que, do mesmo modo que havia um dia para a celebração de "Todos os Santos" (1 de Novembro), deveria haver também um dia dedicado à celebração de todos os fiéis falecidos que não estavam colocados na lista dos Santos canonizados pela Igreja. Então, determinou que os monges rezassem por todos os mortos, conhecidos e desconhecidos, religiosos ou leigos, de todos os lugares e de todos os tempos. Três séculos depois o Papa adoptou o dia 2 de Novembro como o Dia dos Fiéis Defuntos.

A Igreja oficializou a celebração em 1311, e, em 1915, o Papa Bento XV estendeu a solenidade a toda a Igreja. Mas desde os primeiros séculos, os cristãos já visitavam os túmulos dos outros cristãos para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva.

Santo Isidório de Sevilha chegou a afirmar que o facto de se oferecer sufrágios e orações pelos mortos é um costume tão antigo na Igreja que pode ter sido ensinado pelos Apóstolos. 

A Doutrina Católica evoca algumas passagens bíblicas que fundamentam a celebração (cf. Tobias 12,12; Job 1,18-20; Mt 12,32 e II Macabeus 12,43-46), e apoia-se numa prática de quase dois mil anos.

Dia dos Fiéis Defuntos e Purgatório.

O Purgatório faz parte da doutrina escatológica da Igreja e é a condição de purificação pela qual as almas devem passar para apresentarem-se sem mancha diante de Deus. Trata-se de uma intervenção da misericórdia de Deus. A doutrina do Purgatório veio definida no segundo Concílio de Lião, em 1274.

Mas, desde o primeiro século, os cristãos rezam pelos falecidos; costumavam visitar os túmulos dos Mártires nas Catacumbas para rezar pelos que morreram sem martírio. No século IV já encontramos a “Memória dos Mortos” na celebração da Missa (no Canon). Desde o século V a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) determinam que se deve dedicar um dia por ano aos mortos. 

O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia dos Fiéis Defuntos celebra todos os que morreram não estando em estado de graça total, mais precisamente os que se encontram em estado de purificação de suas faltas e, assim, necessitam de nossas orações.

O Dia dos Fiéis Defuntos, portanto, é o dia em que a Igreja celebra o cumprimento da missão das pessoas queridas que já faleceram, através da elevação de preces a Deus por seu descanso junto a Ele. Neste dia, as igrejas e os cemitérios são visitados, os túmulos são decorados com flores, e milhares de velas são acesas.

O que acontece segundo as Escrituras com os seres humanos na hora da morte?

No livro de Hebreus 9, 27 se lê que após a morte segue-se o juízo. E Jesus contou sobre a situação dos mortos Lc 16, 19-31. Nessa parte bíblica destacamos quatro ensinos de Jesus: a) que há consciência após a morte; b) existe sofrimento e existe bem estar; c) não existe comunicação de mortos com os vivos; d) a situação dos mortos não permite mudança. Cada qual ficará no lugar da sua escolha em vida. Os que morrem no Senhor gozarão de felicidade eterna (Ap 14, 13) e os que escolheram viver fora do propósito de Deus, que escolheram o caminho largo (Mt 7, 13-14) irão para o lugar de tormento consciente de onde jamais poderão sair. 

adaptado de Pale Ideas


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sexta-feira, 1 de novembro de 2024

quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Halloween: exaltação do horror, do macabro e do demoníaco

Desde há algumas décadas que este mês de Outubro em que nos encontramos se tornou um tempo de frenética preparação da noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, que para muitos já não é mais a noite de Todos-os-Santos, mas tornou-se a noite de Halloween. 

Este acontecimento é hoje em dia uma moda, infelizmente comum na nossa cultura cristã, que serve sobretudo para a instrumentalização da internet, da imprensa escrita e de toda a comunicação social, que tende a divulgá-la. As vitrines das pastelarias, decoradas à moda do Halloween; o negócio dos brinquedos, as revistas para crianças, os sítios da internet chamam constantemente a atenção da sociedade para o Halloween; até as escolas são decoradas com fantasmas, cabeças de abóbora e máscaras monstruosas, que constituem uma real exaltação do macabro.

Tendo em vista essa noite, produzem-se fatos de bruxa, de fantasmas, de demónios, de vampiros, de lobisomens, de esqueletos, de monstros sanguinários e nessa noite organizam-se também manifestações deliberada e gravemente ofensivas em relação à nossa fé cristã, como por exemplo o que aconteceu numa grande discoteca de Roma em que na noite de Halloween se exibiu um fantoche que representava um sacerdote, enforcado pelos pés, com a cabeça para baixo.

O objectivo latente desta festa não é apenas comercial, mas é também e sobretudo o de induzir a opinião pública, em particular as crianças, os adolescentes e os jovens, a familiarizar-se com a mentalidade ocultista e da magia, estranha e hostil à cultura cristã (por vezes com a desculpa de aprofundar o conhecimento da cultura celta). E tudo isto enquanto assistimos à tentativa recorrente de eliminar os crucifixos dos locais públicos e, nas proximidades do Natal, também à proibição de montar o Presépio e de apresentar a mensagem espiritual do Natal nas escolas, nas mesmas escolas onde se promove a festa do Halloween, que é a exaltação da realidade espiritual maléfica, isto é de todas as formas que encarnam o mal, a morte, o medo, o macabro, o demoníaco.

Na noite de Halloween também se regista um aumento impressionante das práticas do ocultismo e de todos os rituais do satanismo, dado que aquela noite corresponde, segundo o calendário das bruxas, à vigília do Ano novo satânico, na qual o ritual de iniciação e consagração a Satanás ocorre em moldes perversos e desumanos.

Assim o Halloween, em vez de promover os valores, as atitudes e os comportamentos morais e espirituais que edificam a personalidade das crianças e dos jovens e consequentemente da sociedade de amanhã, propõe desvalores que não constroem mas destroem, que não elevam mas brutalizam o ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus e criado para O conhecer, amar e servir.

Por isso são bem-vindas na noite do 31 de Outubro para o 1º de Novembro, as vigílias de oração que acontecem em tantas igrejas, as celebrações da fé cristã com a presença de grupos, cantores ou compositores de musica cristã contemporânea, as procissões com as imagens dos Santos e também as representações teatrais das suas vidas, noites de saudável convívio para as crianças e palestras para as famílias, com jogos inspirados na boa tradição e com jantar para todos, que se vão difundindo um pouco por todo o lado, substituindo-se à aberrante exaltação e celebração do horror proposto pelo Halloween.

Traduzido e adaptado dum texto do Padre Francesco Bamonte, ICMS, exorcista da Diocese de Roma e Presidente da Associação Internacional de Exorcistas


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quarta-feira, 30 de outubro de 2024

Corte Pontifícia acompanha o Papa João XXIII

A Corte Pontifícia assistiu o Sucessor de Pedro durante séculos até ter sido suprimida pelo Papa Paulo VI com o Motu Proprio 'Pontificalis domus' (28/03/1968), e substituída pela "Prefeitura da Casa Pontifícia".

A Corte Pontifícia era constituída pela Capela Pontifícia e a Família Pontifícia. A primeira auxiliava o Sumo Pontífice nas suas funções de chefe espiritual da Igreja Católica, especialmente na celebração dos sacramentos; a segunda assistia o Papa nas suas funções de chefe de Estado e estavam relacionadas com o poder temporal e nas actividades do dia-a-dia.



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terça-feira, 29 de outubro de 2024

O celibato está sob ataque cerrado

O celibato está sob ataque cerrado. O mundo quer o fim do celibato porque odeia o celibato. O mundo não entende como é que alguém voluntariamente se pode privar do prazer carnal, visto como o único fim do acto conjugal (que já nem conjugal é).

Dizem que o celibato dos Padres foi inventado apenas há 1000 anos (como se fosse coisa pouca) e que antes disso era tudo à grande. Mas isso não é verdade. Os Apóstolos (os primeiros Bispos) apesar de serem casados, na sua maioria, deixaram as mulheres para seguir Jesus, quando Ele os escolheu. A partir daí viveram em continência perfeita, sem qualquer relação conjugal com as suas mulheres.

O mesmo aconteceu aos sacerdotes logo nos primeiros séculos da Igreja. Por escassez de 'mão-de-obra', digamos assim, eram escolhidos também homens casados para serem ordenados Padres. As mulheres deles tinham de dar o assentimento, porque tinham com eles um vínculo indissolúvel. Depois disso vivam separados e vivam em continência.

O Concílio de Elvira (300-305 d.C.) diz que os sacerdotes se devem abster das esposas e não gerar filhos, e se algum o fizer deve ser declarado decaído do estado clerical. O Can. III do Concílio de Niceia (325 d.C.) diz que os sacerdotes apenas podem viver com a Mãe, uma irmã ou uma tia.

São Jerónimo, Doutor da Igreja e um dos 4 principais Padres da Igreja do Ocidente não deixa margem para dúvidas numa carta 'ad Pammachium':

"Cristo é virgem, virgem é Maria; mostraram a cada um dos sexos a preeminência da virgindade. Os Apóstolos são ou virgens, ou após o casamento, continentes. Escolhem-se para bispos, sacerdotes e diáconos, quer virgens, quer viúvos, ou pessoas que em todo caso, depois do sacerdócio, observam para sempre a continência."

Já se percebeu que o celibato está associado ao sacerdócio desde o seu início, por isso deixem o celibato em paz. Se 2000 anos de Padres não conseguiram acabar com ele também não vão ser vocês a conseguir.



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segunda-feira, 28 de outubro de 2024

São Judas Tadeu, o "bi-primo" de Jesus

S. Judas era “bi-primo” de Jesus. O seu pai, Cleofas (também chamado Alfeu) era irmão de S. José (pai de Jesus) e a sua mãe, Maria Cleofas era irmã de Maria (mãe de Jesus).

Diz a tradição que S. Judas era parecido fisicamente com Nosso Senhor. Santa Brígida da Suécia (religiosa do séc. XIV) teve uma visão em que Jesus lhe disse que gostava tanto do seu “bi-primo” que qualquer coisa que lhe pedissem por sua intercessão seria concedida. S. Judas passou então a ser o santo das causas impossíveis. 

Se alguém tiver algum “pedido impossível” este é o dia certo para pedir a S. Judas. As relíquias deste apóstolo e S. Simão, apóstolo, estão no altar principal da Capela de S. José, que se encontra na Basílica Vaticana. 

S. Simão e S. Judas Tadeu, rogai por nós!


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domingo, 27 de outubro de 2024

Festa de Cristo-Rei




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Viva Cristo Rei!

Dos mártires daqueles dias, nenhum chamou tanto a atenção do público no México e no resto do mundo como o Jesuíta Miguel Agustín Pro. Pro foi morto por um pelotão de fuzilamento em frente das câmaras dos jornais que o governo trouxera para gravar o que esperava ser o constrangedor espetáculo de um padre implorando por misericórdia. Foi uma das primeiras tentativas modernas de usar os meios de comunicação social para a manipulação da opinião pública com propósitos anti-religiosos. 

Mas, ao invés de vacilar, Pro demonstrou grande dignidade, pedindo apenas a permissão de rezar antes de morrer. Após alguns minutos de prece, levantou-se, ergueu seus braços em forma de cruz – uma tradicional posição de oração mexicana – e, com voz firme, nem desafiante, nem desesperada, entoou de forma comovente palavras que desde então se tornaram famosas: "Viva Cristo Rey".


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sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Encontro Pax Liturgica 2024

No Encontro Pax Liturgica - um conjunto de conferências que antecede a Peregrinação Summorum Pontificum em Roma - estão presentes algumas figuras de peso da Igreja: Cardeal Robert Sarah, Cardeal Gerhard Müller e o Bispo Marian Eleganti.

Estão também presentes o Superior-Geral do Instituto do Bom Pastor, Padre Luis Barrero e o Prior-Geral do Instituto de Cristo Rei e Sumo Sacerdote, Mons. Gilles Wach (o único que não está nesta fotografia).

No total estão presentes cerca de 30 clérigos, religiosos e seculares; e cerca de 150 leigos.


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quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Missa privada celebrada pelo Cardeal Burke



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Quem é o Arcanjo São Rafael?

Hoje é dia de São Rafael, um dos sete espíritos que estão sempre de pé na presença de Deus e que oferecem o incenso da adoração deles e a dos homens. Conhecemo-lo pelo livro de Tobias:

"Quando oravas com lágrimas e sepultava os mortos eu apresentava ao Senhor as tuas orações." 

Como o anjo que vinha agitar as águas da piscina Probática, veio Rafael curar a cegueira de Tobias. O seu título de médico admirável e de companheiro de viagem do jovem Tobias deu-lhes jus a ser invocado pelos viajantes e nos perigos mais difíceis da vida. 

Louvamos, com sentimentos de veneração, todos os Príncipes da Corte Celeste, mas particularmente São Rafael, médico e companheiro fiel, que sujeitou o demónio ao seu império. 

Ó Cristo, rei de bondade, Vós que nos concedestes tão grande protector, não deixeis que o inimigo nos faça mal. (Hino de Vésperas)

Bento XV estendeu a festa de São Rafael a toda a Igreja.

Dom Gaspar Lefebvre in 'Missal Quotidiano e Vesperal'. Bruges, Bélgica; Abadia de S. André, 1960


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quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Belíssima carta de Sammy Basso sobre a morte

Morreu Sammy Basso, biólogo italiano de 28 anos, doente de progeria e um dos mais velhos sobreviventes conhecidos da doença.

A progeria, também conhecida como Síndrome de Hutchinson-Gilford, é causada por uma mutação num único gene que faz com que os doentes envelheçam mais depressa do que o normal. As pessoas que nascem com progeria vivem normalmente até aos meados da adolescência ou até aos vinte e poucos anos. Apenas 130 casos de progeria foram identificados em todo o mundo.

Em 2021, Basso concluiu um mestrado em biologia molecular e contribuiu para esforços significativos de investigação para compreender e tratar a doença. A 5 de outubro de 2024, morreu subitamente de complicações cardiovasculares enquanto jantava com a família e amigos num restaurante em Asolo, perto de Treviso.

Na carta que Sammy Basso escreveu para o seu funeral, afirmou “Ele, o nosso Deus, o único Deus verdadeiro, é a causa primeira e o fim de todas as coisas”. Excertos da sua carta:

“Pensemos na morte de uma forma positiva: se ela não existisse, provavelmente não terminaríamos nada na nossa vida, porque há sempre o amanhã. A morte, pelo contrário, faz-nos saber que não há sempre um amanhã, que se queremos fazer alguma coisa, o momento é agora! Mas para um cristão, a morte é também outra coisa! Uma vez que Jesus morreu na cruz como sacrifício por todos os nossos pecados, a morte é a única forma de viver verdadeiramente, é a única forma de regressar finalmente à casa do Pai, é a única forma de ver finalmente o Seu rosto. E, como cristão, enfrentei a morte. Não queria morrer, não estava preparado para morrer, mas estava preparado. A única coisa que me deixa melancólico é não estar presente para ver o mundo mudar e seguir em frente. Quanto ao resto, espero que no meu último momento tenha podido ver a morte como São Francisco, cujas palavras me acompanharam durante toda a minha vida. Espero que também eu tenha sido capaz de acolher a morte como “irmã morte”, da qual nenhum ser vivo pode escapar. Se fui digno em vida, se carreguei a minha cruz como me foi pedido, agora estou com o Criador”.

“Estou agora com o meu Deus, o Deus dos meus pais, na sua casa indestrutível. Ele, o nosso Deus, o único Deus verdadeiro, é a causa primeira e o fim de todas as coisas. Perante a morte, nada tem sentido senão Ele. Por isso, embora não seja necessário dizê-lo, pois Ele sabe tudo, tal como vos agradeci, também eu gostaria de lhe agradecer. Devo toda a minha vida, todas as coisas boas, a Deus. A fé acompanhou-me e, sem a minha fé, não seria o que sou. Ele mudou a minha vida, tomou-a, fez dela algo de extraordinário, e fê-lo na simplicidade da minha vida quotidiana. Nunca se cansem, meus irmãos, de servir a Deus e de agir de acordo com os seus mandamentos, porque sem Ele nada tem sentido e porque todas as nossas acções serão julgadas e decidirão quem viverá para sempre e quem terá de morrer”.

“Não fui certamente o melhor dos cristãos, fui certamente um pecador, mas isso não importa agora: o que importa é que dei o meu melhor e que o faria de novo. Nunca vos canseis, meus irmãos, de carregar a cruz que Deus atribuiu a cada um de nós, e não tenhais medo de ser ajudados a carregá-la, como Jesus foi ajudado por José de Arimateia”.

in gloria.tv


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terça-feira, 22 de outubro de 2024

Wigratzbad: Seminarista português recebe batina e tonsura












20 seminaristas da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro, que vivem em Wigratzbad (Alemanha), receberam a batina e foram tonsurados na igreja de Nossa Senhora de Lindau, pelo Bispo Wolfgang Haas.

Rezemos por eles.


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segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Madre Angélica em defesa da Missa em Latim

O Latim é o idioma perfeito para a Missa. É a língua da Igreja, que nos permite melhor fazer oração verbal sem distracções. 

Como sabem, o propósito da Missa é rezar e estar associados à crucifixão e ao glorioso banquete de que participamos na Sagrada Comunhão. Ele está ali. No entanto, muito disto se deteriora com o vernáculo.

Durante a Missa em Latim, tens um missal para se quiseres segui-La na tua língua. É quase mística. Isto dá-te uma consciência dos Céus. Da incrível humildade de Deus que se manifesta em forma de pão e vinho. 

O amor que Ele teve por nós e o Seu desejo de permanecer connosco até ao fim dos tempos é simplesmente impressionante. Podes concentrar-te nesse amor, porque não te distrais com a tua própria língua. Podes ir a qualquer parte do mundo e saber sempre o que está a acontecer. É contemplativo, porque à medida a que a Missa se desenrola, podes fechar os olhos e visualizar o que realmente sucede. [O Calvário.] Podes senti-lo. 

Podes olhar para o Oriente e dar-te conta de que Deus chegou e está realmente presente. Com o sacerdote voltado para o povo, é apenas algo entre o povo e o sacerdote. Muitas (demasiadas) vezes é só uma espécie de get-together (encontro de amigos) e Jesus é quase esquecido.

Madre Angélica in 'Little Book of Life Lessons and Everyday Spirituality'


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A vida épica de São Hilarião, Abade

Hilarião nasceu de pagãos em Tabatha, na Palestina, por volta do ano 291 da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Foi enviado para estudar em Alexandria, onde adquiriu boa reputação por causa da sua vida e inteligência. Aí abraçou a religião de Jesus Cristo e fez grandes progressos na fé e no amor. 

Ia com frequência à Igreja, era cuidadoso no jejum e na oração, e não dava valor aos prazeres e luxúrias do mundo. Quando o nome de Santo Antão se tornou famoso no Egipto, Hilarião fez uma viagem ao deserto com o propósito de o ver. Ali permaneceu dois meses com ele, a fim de aprender o seu modo de vida, e depois voltou para casa. 

Depois da morte de seu pai e de sua mãe, deu tudo o que tinha aos pobres. Antes de completar o décimo quinto ano de idade, foi para o deserto e construiu ali uma pequena casa, que mal dava para ele, e onde costumava dormir no chão. O pedaço de pano de saco com que se vestia nunca o lavava nem o mudava, dizendo que o pano de cabelo era uma coisa que não valia a pena limpar. Tinha grande interesse em ler e meditar as Sagradas Escrituras. 

A sua alimentação consistia nuns poucos figos e numas papas de legumes, que não comia antes do pôr do sol. O seu domínio de si e a sua humildade eram inacreditáveis. Com estas e outras armas, venceu diversos e temíveis ataques do demónio e expulsou inúmeros espíritos malignos dos corpos dos homens em muitas partes do Mundo. 

Construiu muitos mosteiros e ficou famoso pelos milagres. Aos 80 anos adoeceu. Perto do último suspiro, disse: “Sai, porque receias? Sai, alma minha! Por que te encolhes? Serviste duramente a Cristo durante 70 anos e tens medo da morte?" E, com estas palavras, expirou.

in Breviário Romano


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sábado, 19 de outubro de 2024

São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil

São Pedro de Alcântara, de nome de baptismo Juan de Garabito y Vilela de Sanabria (Alcântara, 1499 — Arenas de San Pedro, 18 de Outubro de 1562), foi um frade franciscano espanhol que fez grandes reformas na sua ordem religiosa, a Ordem dos Capuchinhos, no Reino de Portugal. 

Nasceu em 1499, em Alcântara, Estremadura, Espanha. Filho de Pedro Garavita, governador, e a sua era mãe membro de uma família nobre de Sanabia. Estudou gramática e filosofia em Alcântara, e leis canónicas e civis na Universidade de Salamanca. Franciscano com 16 anos em Manjarez, fundou o convento em Babajoz com 20 anos e serviu como seu superior. Ordenado em 1524, com 25 anos, ele era notável pregador. Um recluso por natureza, vivia no convento de Santo Onóphrius, um local remoto onde ele poderia estudar e rezar entre as missões. 

Não obstante essa reclusão, foi indicado Provincial Franciscano para o Mosteiro de São Gabriel na Estremadura, em 1538. Trabalhou em Lisboa, em 1541, ajudando à reforma da Ordem. Em 1555, iniciou as reformas "Alcântarinas", hoje conhecidas como a "Estrita Observância". Amigo e confessor de Santa Teresa d'Ávila, ajudou-a em 1559 durante o trabalho de reforma da sua Ordem. Místico e escritor, os seus trabalhos foram usados por São Francisco de Sales.  

Morreu a 18 de Outubro de 1562 na Estremadura de causas naturais. Foi canonizado em 1669 pelo Papa Clemente IX. Indicado pelo Papa Pio IX em 1862, como Padroeiro do Brasil. É também padroeiro de Estremadura, Espanha (indicado em 1962) e dos vigias, também em 1962.  

«Com a proclamação da República no Brasil, São Pedro de Alcântara foi discretamente esquecido, provavelmente porque seu nome lembrava o dos imperadores e, além disso, mostrava o quanto havia de positiva ligação entre o Império e a Religião. Porém, seu nome ainda continua a ser lembrado nos missais da Igreja Católica. E foi num destes missais que se encontra a oração transcrita a seguir, a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil, conforme consta no índice do missal. 

Oração a São Pedro de Alcântara, Padroeiro do Brasil

Ó grande amante da Cruz e servo fiel do divino Crucificado, São Pedro de Alcântara; à vossa poderosa protecção foi confiada a nossa querida Pátria brasileira com todos os seus habitantes. Como Varão de admirável penitência e altíssima contemplação, alcançai aos vossos devotos estes dons tão necessários à salvação. Livrai o Brasil dos flagelos da peste, fome e guerra e de todo mal. Restituí à Terra de Santa Cruz a união da fé e o verdadeiro fervor nas práticas da religião.  

De modo particular, vos recomendamos, excelso Padroeiro do Brasil, aqueles que nos foram dados por guias e mestres: os padres e religiosos. Implorai numerosas e boas vocações para o nosso país. Inspirai aos pais de família uma santa reverência a fim de educarem os filhos no temor de Deus não se negando a dar ao altar o filho que Nosso Senhor escolher para seu sagrado ministério.

Assisti, ó grande reformador da vida religiosa, aos sacerdotes e missionários nos múltiplos perigos de que esta vida está repleta. Conseguí-lhes a graça da perseverança na sublime vocação e na árdua tarefa que por vontade divina assumiram.

Lá dos Céus onde triunfais, abençoai aos milhares de vossos protegidos e fazei-nos um dia cantar convosco a glória de Deus na bem-aventurança eterna. Assim seja!»

“Adoremus – Manual de Orações e Exercícios Piedosos” – Por Dom Frei Eduardo, O.F.M. – XX Edição Bahia – Tipografia de São Francisco – 1942, p. 284


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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

São Lucas Evangelista visto de perto

São Lucas, o evangelista (do grego antigo Λουκᾶς, Lukás) é, segundo, a tradição, o autor do Evangelho de São Lucas e dos Actos dos Apóstolos - o terceiro e quinto livros do Novo Testamento. A sua festa é celebrada no dia 18 de Outubro. É o santo padroeiro de médicos e pintores. 

Chamado por Paulo de "O Médico Amado"(Colossenses 4, 14), pode ter sido um dos cristãos do primeiro século que conviveu pessoalmente com os doze apóstolos. A primeira referência a Lucas encontra-se na Epístola a Filemon de Paulo de Tarso, no versículo 24. É mencionado também na epístola aos Colossenses (4, 14), bem como na segunda epístola a Timóteo (4, 11).

Lucas foi o primeiro iconógrafo, pintou a Virgem Maria, Pedro e Paulo. E por isso é que as guildas medievais de São Lucas, na Flandres, ou a Accademia di San Luca ("Academia de São Lucas") em Roma - associações imitadas noutras cidades europeias durante o século XVI - reuniam e protegiam os pintores.

O que diz a Bíblia sobre Lucas

Lucas foi o companheiro de Paulo, e segundo a quase unânime crença da antiga igreja, escreveu o evangelho que é designado pelo seu nome, e também os Actos dos Apóstolos. É mencionado apenas três vezes pelo seu nome no N.T. (Cl 4, 14 - 2 Tm 4, 11 - Fm 24). 

Pouco se sabe a respeito da sua vida. Têm alguns julgado que ele foi do número dos setenta discípulos, mandados por Jesus a evangelizar (Lc 10, 1) - outros pensam que foi um daqueles gregos que desejavam vê-lo (Jo 12, 20) - e também considerando que Lucas é uma abreviação de Lucanos, já têm querido identificá-lo com Lúcio de Cirene (At 13, 1).

Dois dos Padre da igreja dizem que era sírio, natural de Antioquia. Na verdade não parece ter sido de nascimento judaico (Cl 4, 11). Era médico (Cl 4,14). Não foi testemunha ocular dos acontecimentos que narra no Evangelho (Lc 1, 2), embora isso não exclua a possibilidade de ter estado com os que seguiam a Jesus Cristo. 

Parece que Lucas se juntou a Paulo em Trôade (At 16, 10), e foi com ele até à Macedónia - depois viajou com o mesmo Apóstolo até Filipos, onde tinha amigos, ficando provavelmente ali durante algum tempo (At 17, 1).

Cerca de 7 anos mais tarde, quando Paulo, dirigindo-se a Jerusalém, visitou Filipos, Lucas juntou-se novamente a ele (At 20, 5). 

Se Lucas era aquele ‘irmão’, de que se fala em 2Co 8, 18, o intervalo devia ter sido preenchido com o activo ministério.

Lucas acompanhou Paulo a Jerusalém (At 21.18) e com ele fez viagem para Roma (At 21, 1). Nesta cidade esteve com o Apóstolo durante a sua primeira prisão (Cl 4, 14 - Fm 24) - e achava-se aí também durante o segundo encarceramento, precisamente pouco antes da morte de Paulo (2Tm 4, 11). São Paulo diz nas suas cartas quando preso: "Lucas é a minha única companhia". Durante o martírio de Paulo, Lucas nunca saiu do seu lado.

Lucas, o pintor 

Lucas conversou muito com a mãe de Jesus e com São João. De acordo com a Igreja Católica Grega, São Lucas andava sempre com uma pintura de Nossa Senhora com ele, e essa foi o instrumento de varias conversões. 

São Lucas foi um grande artista e grande escritor, e as suas narrativas inspiraram grandes escritores e grandes mestres da arte. A pintura de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que se encontra na Basílica de Santa Maria Maior em Roma, terá sido pintada por ele.

Pinturas excepcionais de São Lucas são as de Roger van Weyden na Pinacoteca de Munique, na Alemanha, a de Jean Grossaert em Praga e a de Rafael na Academia de São Lucas em Roma.

Embora alguns afirmem que ele sofreu o martírio, a opinião mais aceite é a de que faleceu de morte natural aos 84 anos de idade, na Bitínia. Mas, como enfrentou muitos perigos pela fé de Cristo, é considerado por muitos como mártir.

As suas relíquias, que no século IV se achavam em Tebas da Beócia (Grécia), foram trasladadas para Constantinopla em 357, a pedido do Imperador Constâncio, filho de Constantino, tendo sido depositadas na igreja dos Santos Apóstolos com as de Santo André e São Timóteo.

O Cardeal Barónio diz que São Gregório Magno levou para Roma a cabeça de São Lucas, quando voltou da Nunciatura em Constantinopla, e a depositou na igreja do mosteiro de Santo André, que ele tinha fundado no Monte Célio. Hoje em dia, o corpo deste Evangelista é venerado na cidade de Pavia, em Itália.

Se se aplicam aos quatro evangelistas as representações simbólicas mencionadas pelo profeta Ezequiel, São Lucas é representado pelo boi, como emblema dos sacrifícios, pois ele é o evangelista que mais insiste no sacerdócio de Jesus Cristo.

adaptado de santossanctorum.blogspot.com


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quinta-feira, 17 de outubro de 2024

Cinco Santos cujos corpos estão incorruptos



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Santa Margarida foi mensageira entre Jesus e São Cláudio La Colombière

Desde as visões de Jesus a Santa Maria Margarida Alacoque a devoção ao Sagrado Coração de Jesus começou a crescer na Igreja. Mas houve outra personagem na História, um santo sacerdote jesuíta, que também teve o seu papel a cumprir. Disse Jesus a Santa Margarida:

"O carisma do Padre La Colombière [SJ] consiste em conduzir as almas a Deus. Por isso os demónios o hão-de obstaculizar de todas as maneiras. Mesmo pessoas consagradas a Deus o vão fazer sofrer, e não hão de aprovar aquilo que ele dirá nas suas pregações para as conduzir ao Senhor. Mas que a bondade de Deus seja o seu apoio nas suas cruzes na medida da confiança que ele puser n’Ele…" 

"Dirige-te ao meu servo (Cláudio La Colombiere) e diz-lhe da minha parte para fazer o possível para implantar esta devoção e assim dar esta alegria ao meu Coração. Acrescenta também que não se desencoraje por causa das dificuldades que encontrará nesta empresa, porque não faltarão certamente. Deve saber, porém, que é omnipotente aquele que desconfia completamente de si mesmo e se fia unicamente em Mim…"

São Claude La Colombière foi confessor de Santa Maria Margarida Alacoque até à sua morte, no dia 15 de Fevereiro de 1682.


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