sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

O deserto - Beato Charles de Foucauld

É preciso passar pelo deserto e aí permanecer para receber a graça de Deus; é lá que nos esvaziamos, que extraímos de nós tudo o que não é de Deus e que esvaziamos completamente esta pequena casa da nossa alma para deixar todo o espaço apenas para Deus. Os judeus passaram pelo deserto, Moisés viveu lá antes de receber a sua missão, São Paulo e São João Crisóstomo prepararam-se no deserto. [...] 

É um tempo de graça, é um período pelo qual toda a alma que quer produzir frutos tem necessariamente de passar. Ela precisa deste silêncio, deste recolhimento, deste esquecimento de todo o criado, no meio dos quais Deus estabelece o Seu reino e forma nela o espírito interior: a vida íntima com Deus, a conversa da alma com Deus na fé, na esperança e na caridade. Mais tarde, a alma produzirá frutos exactamente na medida em que o homem interior se tiver formado nela (Ef 3, 16). [...]


Não se dá o que se não tem e é na solidão, nesta vida apenas e só com Deus, neste recolhimento profundo da alma que esquece tudo para viver exclusivamente em união com Deus, que Deus Se dá inteiramente àquele que se dá assim a Ele. Dai-vos inteiramente somente a Ele [...] e Ele Se dará inteiramente a vós. [...] Vede São Paulo, São Bento, São Patrício, São Gregório Magno e tantos outros, quão longos tempos de recolhimento e de silêncio! Subi mais acima: olhai para São João Baptista, olhai para Nosso Senhor. Nosso Senhor não tinha necessidade disso, mas quis dar-nos o exemplo.

in Carta ao Pe. Jerónimo


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Só Cristo salva o Homem



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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Santo do dia - S.João da Cruz

Modo para chegar ao Tudo
Para chegares ao que não sabes,
Hás de ir por onde não sabes.
Para chegares ao que não gozas,
Hás de ir por onde não gozas.
Para vires ao que não possuis,
Hás de ir por onde não possuis.
Para vires a ser o que não és,
Hás de ir por onde não és.

Modo de possuir tudo
Para vires a saber tudo,
Não queiras saber coisa alguma.
Para vires a gozar tudo,
Não queiras gozar coisa alguma.
Para vires a possuir tudo,
Não queiras possuir coisa alguma.
Para vires a ser tudo,
Não queiras ser coisa alguma.

Modo para não impedir o tudo
Quando reparas em alguma coisa,
Deixas de arrojar-te ao tudo.
Porque para vires de todo ao tudo,
Hás de deixar de todo ao tudo.
E quando vieres a tudo ter,
Hás de tê-lo sem nada querer.
Porque se queres ter algo em tudo,
Não tens puro em Deus teu tesouro.

Indício de que se tem tudo
Nesta desnudez acha o espírito
sua quietação e descanso,
porque, nada cobiçando, nada
o impele para cima e nada
o oprime para baixo, porque
está no centro de sua humildade;
pois quando cobiça alguma coisa
nisto mesmo se fatiga.


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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Natal no Iraque - Aura Miguel

Imagine-se, de hoje a 15 dias, sem poder sair de casa para ir à Igreja celebrar o Natal. E que, mesmo dentro casa, reunido com a sua família e amigos, poderá perder a vida… só pelo simples facto de ser cristão. Pois é disso mesmo que, neste momento, têm medo os católicos iraquianos.

Hisham tem 29 anos e já recebeu duas ameaças de morte, por se recusar a abandonar o país. Wasim, com 67 anos, sente-se isolado e pensa seriamente em emigrar para a Síria, com medo que raptem a sua filha, jovem universitária. Shimoun, com 25 anos, continua a ter pesadelos desde o ataque sangrento à catedral e tenta resistir às pressões da família para emigrar para a Jordânia. Senah, com 69 anos, vive em Bagdad e é uma professora reformada.

Testemunha que a sua vida se resume a duas palavras: medo e esperança. Medo, por causa da Al-Qaeda e das suas milícias, que há muito definiram os cristãos como alvo a abater, e esperança pelo amor que tem à terra onde nasceu e pelo pedido que, nestes dias, fez chegar até nós.

“Este Natal será uma grande provação para os cristãos que aqui ficaram”, disse ela. “Peço aos nossos irmãos no estrangeiro que não se esqueçam de nós. Precisamos muito de sentir a vossa companhia”.


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Modernices



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Um pensamento simples - G.K. Chesterton

Muitos homens retornariam à fé e moral dos velhos tempos se conseguissem alargar as suas mentes o suficiente. É principalmente estreiteza mental que os mantém na rotina da negação. Mas esse alargamento é facilmente mal-entendido, porque a mente deve se alargar para perceber as coisas simples; ou mesmo as coisas auto-evidentes. Precisa-se de um esforço de imaginação para perceber os objectos óbvios contra um fundo óbvio; e especialmente os objectos grandes contra um fundo grande. Há sempre o tipo de homem que não consegue perceber nada excepto uma mancha na carpete, pois não consegue perceber a carpete. E isso tende à irritação, que ele pode perceber e transformar numa rebelião. Então há o tipo de homem que percebe somente a carpete, talvez porque seja uma carpete nova. Isso é mais humano, mas pode estar manchado de vaidade e mesmo vulgaridade. Há o homem que pode ver somente a sala acarpetada; e isso tenderá a isolá-lo demais das outras coisas, especialmente dos quartos dos empregados. Finalmente, há o homem com larga imaginação, que não se consegue sentar num cómodo acarpetado, ou mesmo no quarto de despejo, sem perceber, a todo o momento, o contorno de toda a casa contra seu fundo aborígene de terra e céu. Ele, compreenden que o tecto foi feito, desde o início, como uma protecção contra o sol ou a neve, e a porta contra o frio ou a lama, saberá melhor que o restante dos homens – e não pior – as regras internas. Ele saberá melhor que o primeiro homem que não deve haver mancha na carpete. Mas ele saberá, diferentemente do primeiro homem, porque há uma carpete.

Ele considerará da mesma maneira uma nódoa ou mancha nos registos de sua tradição ou credo. Não a explicará ingenuamente; não a desprezará. Ao contrário, ele a verá de maneira muito simples; mas ele também a verá de maneira muito ampla; e contra um fundo de coisas amplas. Fará o que seus críticos nunca farão, de forma alguma; ele verá as coisas óbvias e fará as perguntas óbvias. Pois quanto mais eu leio a crítica religiosa moderna, especialmente a que se refere à minha própria religião, mais me impressiono com a acanhada concentração e a incapacidade imaginativa de considerar o problema como um todo. Li recentemente uma condenação muito moderada de práticas católicas, vinda dos EUA, onde as condenações estão longe de ser moderadas. Ela toma a forma, de maneira geral, de um enxame de questões, perguntas que eu estaria muito disposto a responder. Contudo, estou vivamente consciente das grandes questões que não foram formuladas.

E sinto, acima de tudo, este facto simples e esquecido; que se certas acusações são ou não são verdadeiras em relação aos católicos, elas são inquestionavelmente verdadeiras em relação aos demais. Nunca ocorre ao crítico fazer algo tão simples quanto comparar o que é o católico com o que é não-católico. Uma coisa que nunca parece passar pela sua mente, quando ele discute o que é a Igreja, é a simples questão do que seria do mundo sem ela. O resto está aqui.


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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mais uma vez a ciência ganha à ética



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Frase do dia

"Os bispos têm o dever de emitir um juízo moral também sobre coisas que afectam a ordem política, quando o exigirem os direitos humanos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas." 

Papa Bento XVI


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Carregar onde diz 'Fullscreen'



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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

É impossível responder a este raciocínio brilhante

Comentário às palavras do Papa sobre o preservativo: "nossa !! isso foi uma mudança radical para o vaticano...é bom saber , pois nos dias de hoje muitos jovens estam iniciando sua vida sexual cedo de mais, e penso comigo que a descoberta, a criação do preservativo é um sinal que Deus deu capacidade ao ser humano a inventa-lo, porque sabia que o mundo chegaria a este ponto que estamos vendo. nada neste mundo nao existe por acaso, se a camisinha foi feita, é porque ela tem que ser usada, independente raça ou religião."


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domingo, 28 de novembro de 2010

A Unicef não percebe nada disto

A UNICEF queria uma aliança estratégica com a Igreja na América do Sul, mas sem deixar de promover o aborto, a pílula do dia seguinte, a ideologia de género e muitos outros tópicos que contradizem os ensinamentos da Igreja Católica. Levaram esta resposta do Presidente da Conferência Episcopal do Peru, D. José Antonio Eguren: 

“A UNICEF parece não entender que somos apóstolos e não meros trabalhadores sociais. Nós transmitimos o Senhor da Vida em cada obra social que fazemos. Se deixarmos de ser apóstolos, a perda da Igreja seria incalculável em termos da sua identidade. A isso se refere Jesus quando diz que se o sal perdesse o seu sabor, serviria só para ser pisado. Assim ao que a nós respeita, podem conservar o seu dinheiro, nós conservaremos a nossa Fé e o nosso compromisso com a dignidade humana.”


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Só 200 milhões



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Preservativo - João César das Neves

Os jornais andam cheios de uma notícia espantosa: o Papa mudou de posição sobre o preservativo, permitindo o seu uso. Têm-se multiplicado as análises sobre isto. Não parecem notar o nível de disparate. A Igreja condena o uso do preservativo não por obsessão irracional, mas porque ele cria «uma falsificação da verdade interna do amor conjugal» (Catecismo da Igreja Católica, 2370). Logo, a questão moral do preservativo coloca-se dentro do matrimónio, única situação onde a Igreja considera lícito o acto sexual.

Nos casos extraconjugais, onde o sexo contraria gravemente as leis da Igreja, a questão do preservativo é secundária. Foi isso que o Papa agora disse, repetindo a posição de sempre. Se alguém cometer o pecado gravíssimo de recorrer à prostituição, essa pessoa não se vai preocupar com o detalhe da regra de proibição de usar preservativo. É como o assaltante de um banco perguntar se deve preencher um impresso de levantamento. Isto só será novidade para quem nunca entendeu a posição da Igreja. O ponto de partida das notícias é a ideia falsa de que a Igreja Católica mantém uma proibição fanática e absoluta do preservativo. Como nunca se esforçaram por compreender essa doutrina, agora vêem mudanças onde não há.

Quando alguém, que não percebe um assunto, recebe uma informação nova sobre ele, que também não percebeu, é evidente que só pode dizer disparates. Face ao alarido é caso para perguntar se não são os jornais os obcecados com o preservativo.


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Incrível



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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vigília convocada pelo Papa





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Isto é um comunicado da Cáritas ou do Bloco de Esquerda?

1 - Na manhã do primeiro dia, 13 de Novembro, foram apresentados os resultados do projecto IGUALITAS, relativamente à situação da «Igualdade de Género» no seio da instituição. Um estudo de âmbito nacional, que pretende promover seja o conhecimento da situação entre mulheres e homens seja das relações de género na vida da Cáritas em Portugal. Esta temática tem sido sujeita a um forte debate na sociedade. Com uma taxa de sucesso elevada, cerca de 73% dos colaboradores/as profissionais responderam ao inquérito, o estudo envolveu 1268 colaboradores/as profissionais e voluntários destas instituições.

- A qualidade e o rigor desta iniciativa foram objecto de elogios. No entanto, ainda existe um caminho a percorrer, visto que a renovação de mentalidades é um processo lento. Numa breve observação da sociedade portuguesa, a taxa de emprego das mulheres ainda é mais baixa que a dos homens e são poucas aquelas que ocupam lugares de topo. O estudo - realizado pela Cáritas Portuguesa com outros parceiros - mostra que, ao nível do voluntariado, nestes organismos católicos se nota uma forte representação do sexo feminino, mas a classe dirigente é composta na maioria por homens. Alterar hábitos, sensibilidades e linguagens é uma forma de ultrapassar algumas barreiras existentes.


- No decorrer dos trabalhos foi também apresentado um caderno prático – composto por 7 fascículos - e cartazes sobre a «Igualdade de Género». Na elaboração destes instrumentos pedagógicos a equipa pretendeu que os posters divulgativos gerassem compromisso e operacionalização. O debate reflexivo sobre a «Igualdade de Género» está em curso, mas convém que tenha consequências nas organizações eclesiais. Não se trata de uma reivindicação. Todavia, apela-se a uma profunda transformação civilizacional e cultural. A Cáritas pode desempenhar um papel fulcral nas assimetrias de género e tomar a dianteira, com comportamentos e decisões.


Comunicado Final do Conselho Geral da Cáritas, 14-XI-2010


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Mensagem do Papa aos bispos italianos

“Todo verdadeiro reformador, de facto, é obediente à fé: não se move de forma arbitrária, nem se arroga falta de compromisso com o rito; não é amo, mas o guardião do tesouro instituído pelo Senhor e confiado a nós.”

“Dar voz a uma realidade perenemente válida exige portanto o sábio equilíbrio de continuidade e novidade, de tradição e atualização.”

“A Igreja inteira está presente em cada liturgia: aderir-se a sua forma é condição de autenticidade do que se celebra.”

Na sua mensagem, o Papa, recordando São Francisco de Assis, patrono da Itália, explica que a vida deste santo coincidiu precisamente com a reforma litúrgica do Papa Inocêncio III e do Concílio Lateranense IV. Esta reforma supôs, entre outras coisas, a introdução do “Breviário”, assim como a inclusão do termo “transubstanciação” na profissão de fé.

“Precisamente, São Francisco era um grande devoto da eucaristia. Da participação na Santa Missa e do receber com devoção a Santa Comunhão brota a vida evangélica de São Francisco e sua vocação para percorrer o caminho de Cristo Crucificado.”

O santo tinha também grande estima pelos sacerdotes convidava seus frades a recordar-lhes a importância de que levassem uma vida santa e coerente.

“O Santo de Assis não deixava de contemplar como o Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, se humilhou até se esconder, para nossa salvação, na pouca aparência do pão. Perante este dom, queridos irmãos, que responsabilidade de vida se desprende para cada um de nós.”

"Ciência e técnica levaram a conquistas indubitavelmente significativas e apreciáveis. Mas isto não preencheu o coração do homem porque boa parte desse progresso, aconteceu às custas dos valores fundamentais do cristianismo."


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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Parabéns Domingueira!

Nota: A fotografia não corresponde à aniversariante, Mariana Loureiro, mas sim a uma freira dominicana do tipo da Mariana (caso fosse freira dominicana)


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domingo, 21 de novembro de 2010

Isto deve estar quase a bater no fundo

Um casal americano, Alisha e Pete, engravidou. No entanto dizem que não estão seguros se devem ou não ser pais...isto depois de já o serem! O Estado “moderno” garante ao cidadão o direito de decidir a posteriori se quer ou não ser pai, através do aborto legal e gratuito. Vai daí, estes belos pais decidiram criar um blog onde qualquer cibernauta pode votar e decidir se devem abortar ou não. 

Assim de repente vários adjectivos me vêm à cabeça, mas é melhor não os escrever aqui. Já quase 300 mil pessoas votaram, e o aborto vai à frente. O mais chocante nisto tudo é que o blog está cheio de imagens do bebé, e de descrições da mãe sobre o próprio filho. Ei-lo: http://www.birthornot.com/
"Dec. 9th is the last day we could legally get an abortion in our state. This vote will remain open until 2 days prior to allow for the procedure if decided."


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Entre a violência e a esperança - Aura Miguel

No Iraque, a violência anti-cristã não pára de crescer. Esta perseguição religiosa agravou-se desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003. Barak Obama bem pode apregoar pelo mundo os valores da democracia, mas, no terreno, a situação está incontrolável. “Grupos armados fundamentalistas entram em bairros onde vivem os cristãos e matam indiscriminadamente os que se atravessam no seu caminho”, disse há dias um bispo caldeu.

A Al-Qaeda declarou os cristãos um alvo a abater e uma das acções mais terríveis foi executada, há pouco mais de 15 dias, durante a missa de domingo, na catedral siro-católica de Bagdad. O massacre causou 53 mortos e 60 feridos.


Ontem mesmo, aos microfones da Renascença, o arcebispo siro-católico, cuja catedral foi atacada, referiu-se ao medo com que muitos cristãos encaram o futuro, mas – ao mesmo tempo – deu-nos uma lição incrível de esperança, ao dizer que rezam e que, na altura, fizeram três dias de jejum para implorar a Deus força e paciência para permanecerem lá, onde nasceram, fiéis a Cristo.


Os bispos locais – e o próprio Papa – lançam sucessivos apelos aos responsáveis do mundo para pôr fim à violência. E este arcebispo, em concreto aos portugueses, pede orações. Mesmo que as potências mundiais e os campeões da democracia pareçam surdos a estes apelos, os cristãos do Iraque merecem as nossas orações.


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sábado, 20 de novembro de 2010

Habemus cardinalis


O Papa leu em latim cada um dos nomes dos "príncipes da Igreja", o que provocou fortes aplausos entre os assistentes e sorrisos dos novos cardeais. Com suas novas vestes vermelhas - um símbolo da vontade de dar o sangue pela Igreja - os cardeais entraram na basílica em uma procissão, enquanto eram saudados pelos assistentes e pela música de um órgão.

Durante a cerimónia, os novos cardeais prometerem obediência ao Papa. A principal tarefa dos cardeais é a de aconselhamento do pontífice. Com os novos integrantes, a Igreja Católica passa a ter agora 203 cardeais, sendo que 121 deles possuem idade inferior a 80 anos, o que lhes permite participar de um conclave para a escolha de um futuro papa. Dos 24 novos cardeais, vinte têm menos de 80 anos e poderão votar no conclave. in yahoo! noticias


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O que é o amor?



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Uma candidata a mártir à antiga

Papa pede libertação de cristã paquistanesa
Asia Bibi, 45 anos, foi acusada de blasfémia e condenada à morte.

"Eu não sou uma criminosa, não fiz nada de errado. Fui julgada por ser cristã. Eu acredito em Deus e no Seu grande amor. Se o juiz me condenou à morte por amor a Deus, estou orgulhosa de sacrificar minha vida por Ele."

Quando o juíz lhe propôs que se convertesse ao islão, para poder sair da prisão, respondeu: "Prefiro morrer como cristã do que viver como muçulmana."

Numa sociedade de mentalidade relativista, em que todas as religiões parecem ser partes diferentes da mesma verdade, todas com igual valor, esta frase é no mínimo chocante.


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Piada do dia

Two novices decided to ask their superior for permission to smoke a cigarette while they prayed. The first asked, but was told no. A little while later he spotted his friend smoking. “Why did the superior allow you to smoke, but not me?” he asked. His friend replied, “Because you asked if you could smoke while you prayed, and I asked if I could pray while I smoked!”


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A Sentença de um Não-Aborto ou o Aborto de uma Não-Sentença

O Supremo Tribunal de Justiça espanhol condenou uma administração regional de saúde e um laboratório a pagar uma pensão mensal vitalícia a uma criança nascida com síndrome de Down e, ainda, uma indemnização de 150 mil euros aos pais. Quer a pensão, quer a indemnização, são uma compensação pelo nascimento «indevido» do filho, que teria sido abortado se os pais tivessem conhecido a sua deficiência, a tempo de interromper legalmente a respectiva gravidez. Contudo, a negligência do laboratório impediu detectar o mongolismo da criança, pelo que se deu o seu «indevido» nascimento. Mas o dito supremo tribunal decidiu não só responsabilizar os organismos de saúde responsáveis pelo desconhecimento dessa penosa malformação congénita, como também indemnizar os pais pelo facto de, por este motivo, a não terem podido abortar.
Compreende-se que uma entidade especializada em diagnósticos pré-natais seja responsabilizada por um erro grosseiro, como foi, neste caso, ao que consta, uma troca de análises. O que já não parece razoável é que seja atendível juridicamente a pretensão de eliminar um filho, à conta de uma sua deficiência congénita com que não se contava e que, em teoria, poderia ter sido conhecida a tempo de interromper legalmente a dita gravidez. O Supremo Tribunal de Justiça hispânico, ao proceder deste modo, está na realidade a reconhecer um pretenso «direito à morte» do filho deficiente, o que, em termos práticos, implica a institucionalização jurídica do homicídio como um direito – talvez algum dia elevado à condição de direito fundamental ou, até, do mais desumano dos direitos humanos – e uma consagração jurídica do princípio da exterminação dos seres humanos portadores de graves limitações.
Se houve troca de dados, isto é, se houve um casal que ficou sem saber que o seu filho padecia trissomia 21, houve necessariamente outro que foi erradamente informado de que o filho tinha esta anomalia, não a tendo. Seria portanto lícito que também estes pais exigissem uma indemnização pelo erro laboratorial de que foram igualmente vítimas e que, supostamente, lhes terá causado não pouco sofrimento.
Mas – pode-se perguntar – que aconteceria se estes segundos pais alegarem agora que, por razões económicas prementes, era sua intenção inicial abortar legalmente o filho, mas que, depois de erradamente informados de que o mesmo era mongolóide, por compaixão acabaram por decidir não o fazer? Poderiam, agora, também eles exigir responsabilidades ao Estado e ao laboratório pelo «indevido» nascimento de um filho que, de outro modo, não teria sido dado à luz?!
Qualquer que seja a resposta a estas questões, uma coisa é certa: se, para o ordenamento jurídico, alguém inocente pode viver «indevidamente», então não há ninguém que possa viver «devidamente» e a vida é, juridicamente, não um direito inalienável da pessoa humana, mas tão só mais um interesse em jogo e, como tal, negociável.
Numa sociedade que não valoriza a vida humana, que subestima os portadores de deficiências profundas e aceita a sua inócua eliminação pré-natal ou terminal, não será de estranhar que, com este bizarro precedente, apareçam indivíduos sem escrúpulos apostados em fazer render, como no caso em apreço, um seu suposto «direito à morte». Afinal de contas, um filho deficiente que aufere mensalmente uma pensão vitalícia três vezes maior do que o salário mínimo nacional e ainda oferece o bónus de 150 mil euros a seus pais, é – não obstante a infelicidade da sua deformação, que obviamente nenhuma quantia, por avultada que seja, pode compensar – um «rico» filho. Sobretudo se comparado com tantas crianças em situação análoga que, contudo, não auferem o tratamento de excelência a que também teriam direito e cujas famílias são praticamente ignoradas pelo Estado, talvez pelo facto destes pais terem desejado, recebido e amado esses filhos desde os primórdios da sua gestação, com todas as suas particularidades que, como é evidente, em nada afectam a sua dignidade.
O rei Salomão, que a Bíblia exalta pela sua justiça e sabedoria, identificou a verdadeira mãe de um recém-nascido, reivindicado por duas mulheres, como sendo aquela que antes o queria são e salvo nas mãos de outra pessoa, do que morto em seu poder. Alguém que invoca a posteriori um pretenso «direito à morte» de um seu filho, seja ele qual for ou como for, certamente não merece um tão grande dom. Talvez não se possam evitar estas monstruosidades, mas é lamentável que a justiça se rebaixe ao extremo de legitimar tais propósitos.
De Espanha, decididamente, nem bons ventos, nem «indevidos» nascimentos. P. Gonçalo Portocarrero de Almada


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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Só em Ti encontro o sentido e o significado - Rui Corrêa d'Oliveira

Só se assusta com o que vai por esse mundo
quem põe a sua esperança
no que o mundo lhes tem para dar.

Não há dia em que não nos cheguem notícias de guerras e conflitos,

genocídios e torturas, e toda a espécie de catástrofes naturais,
mais parecendo que este já não é um lugar bom para viver.

Que seria de mim se não pudesse viver diante de Ti, à Tua Luz,

as tristezas e angústias da humanidade sofrida deste nosso tempo?

Não me canso de agradecer ter tido a Graça de Te conhecer, Senhor!

Pois só em Ti encontro o sentido e o significado,
a Esperança e a alegria que tornam a vida atractiva
e me fazem descobrir no mundo a beleza que nele puseste.

E de todas as coisas boas que criaste

que outra maior haverá para contemplar
que «a beleza do humano»?


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O eterno trilema



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Virtudes auxiliares da castidade

  • O pudor, que protege a intimidade e consiste na vergonha nascida do temor de realizar um acto indecoroso ou indigno. É uma espécie de sentinela de defesa da castidade.
  • A humildade, que faz desconfiar de si mesmo e confiar em Deus e fugir das ocasiões que põem em perigo a castidade.
  • A mortificação que disciplina o amor ao deleite desordenado e ataca o mal pela raíz. A prática da sobriedade e às vezes do jejum ou de alguma penitência exterior.
  • A laboriosidade, diligência e aplicação nos estudos e no cumprimento das próprias obrigações, que previne os males e perigos decorrentes da ociosidade.
  • A caridade, ou seja o amor de Deus, que, ao encher o coração, o desocupa de afectos desordenados (Deus caritas est).
  • A piedade, virtude que leva à devoção e à oração. Os católicos costumam ainda cultivar a devoção à Virgem Maria como protectora da virtude da castidade, também denominada "santa pureza".


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domingo, 14 de novembro de 2010

Prevejo um divórcio litigioso

Uma mulher natural de Taiwan casou consigo mesma, anunciou, hoje, domingo, a própria noiva depois da festa de casamento. Chama-se Chen Wei-yi, tem 30 anos, e transformou-se num fenómeno na sua página de Facebook, quando anunciou que pretendia casar consigo própria, no mês passado. E o projecto concretizou-se, ontem, Sábado, num hotel de Taipé, perante 30 convidados, entre amigos e familiares.

"Casar comigo mesma é uma forma de mostrar que sou confiante e que me aceito como sou", declarou Chen, segundo a agência France Presse. "Devemos amar-nos antes de podermos amar os outros. Devo casar comigo antes de casar com alguém especial", acrescentou.


As autoridades de Taiwan afirmaram que, actualmente, muitas mulheres preferem se casar mais tarde ou ficar solteiras, o que conduz a uma taxas de natalidade mais baixas do Mundo. in JN


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Porque não bater palmas na Missa?

Porque não se adequa à teologia da Missa que, conforme a Carta Apostólica Domenicae Cenae, de João Paulo II a 24/02/1980, exige respeito à sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam a bater palmas.

Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa, e gera um clima emocional que faz passar a assembleia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.

Porque o gesto de bater palmas olvida e esquece duas importantes observações do então Cardeal Joseph Raztinger sobre os desvios da Iiturgia: “A liturgia não é um show, um espectáculo que necessite de directores geniais e de actores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a actualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a Liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espectacular, de entretenimento. Desse modo, porém, acabou por dispersar o propium litúrgico, que não deriva daquilo que nós fazemos, mas do facto que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. 

Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente Outro que, através da comunidade, chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação activa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão... Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio".

Finalmente porque sendo a Iiturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório.
+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo Auxiliar de Niterói


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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um nome sem importância - P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Se há alguma importância em se chamar Ernesto, não há nenhuma em chamar-se Dora. Com efeito, a mulher que teve este nome não foi vedeta, nem actriz, não foi famosa, nem rica, não escreveu livros, nem foi conhecida pela sua beleza ou por outro atributo. Aliás, passou desapercebida, viveu e morreu discretamente, depois de uma vida de trabalho silencioso, sem mais história do que a história de uma vulgar empregada doméstica, que mais não foi do que isso mesmo, toda a sua vida.
Dora del Hoyo nasceu em 1914 em Espanha, mas em 1946 mudou-se para a capital italiana, onde viveu e trabalhou para a sua família: o Opus Dei. Como profissional, entregou-se de alma e coração às tarefas domésticas na sede da prelatura. Lavou pratos e tachos, limpou o pó, cozinhou, tratou das roupas, como qualquer dona de casa, até à data da sua morte, a 10 de Janeiro de 2004, em Roma. Aí repousa agora, ao lado da campa onde esteve sepultado o fundador, S. Josemaria Escrivá, e onde está agora o corpo de D. Álvaro del Portillo, primeiro prelado do Opus Dei. Os corpos deste bispo e desta empregada doméstica são os únicos que, de momento, se encontram na cripta da igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, onde antes estiveram os restos mortais de S. Josemaria, até à sua trasladação para o respectivo altar, por ocasião da sua beatificação e posterior canonização.
Quem imaginaria uma simples mulher-a-dias na necrópole dos Papas?! Ou uma pobre e desconhecida operária no mausoléu do Kremlin?! Ou uma velha criada enterrada entre os túmulos dos reis, em São Vicente de Fora?! Ou ainda uma cozinheira no panteão nacional de Santa Engrácia?! Contudo, a poucos centímetros de onde jazeu o fundador do Opus Dei e agora repousam os restos do seu sucessor, um só corpo recebeu sepultura: o de Dora del Hoyo, empregada doméstica.
No Opus Dei há alguns cardeais, bastantes bispos, milhares de sacerdotes, muitos já falecidos, alguns com fama de santidade mas, até à data, mais nenhum, salvo o primeiro sucessor do fundador, mereceu o privilégio outorgado a esta simples operária do lar. Muitos são os fiéis leigos defuntos do Opus Dei que, nestes quase noventa anos de serviço à Igreja e ao mundo, se notabilizaram pelo seu trabalho: catedráticos, generais, políticos, artistas, embaixadores, literatos, cientistas, almirantes, jornalistas, etc. No entanto, é uma empregada doméstica que ocupa aquela tão especial sepultura. Uma mulher a que não se ficou a dever nenhuma invenção, nenhuma novidade, nem sequer nenhuma receita memorável. Apenas serviu, serviu a Deus e aos homens, serviu a Igreja, servindo os seus irmãos e irmãs da prelatura e muitas outras almas. Com alegria, com devoção, com profissionalismo, com amor, com perseverança, com simplicidade e, sobretudo, sem se dar nenhuma importância, porque a não tinha.
Há uma meia dúzia de anos que Dora descansa no subsolo da igreja de Santa Maria da Paz. E, apesar de muitos fiéis visitarem a cripta, onde é bem visível o nicho com o seu nome, ninguém sabe, nem tem por que saber, a grandeza da sua vida prosaica, tão mariana. A sua singela presença naquele lugar, onde aguarda a ressurreição dos mortos, é tão apagada quanto foi a sua vida: não se deve a nenhum principesco favor, nem é demagogia barata, mas a genuína expressão de uma revolucionária verdade – a igual nobreza de todas as profissões humanas e a comum dignidade eclesial de todos os filhos de Deus.


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Frase (estranha) do dia

"Ao olhar para o passado do PR (Cavaco Silva), vejo que desempenhou a sua missão dentro daquilo que a Constituição lhe permite e também numa linha de defesa dos valores e interesses de todos."

D. Jorge Ortiga


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Uma boa desculpa para ir ao cinema (eu vou hoje!)





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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

1a leitura de hoje -> Carta a Tito 1,1-9

Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, em ordem à fé dos eleitos de Deus e ao conhecimento da verdade, que conduz à piedade, na esperança da vida eterna, prometida desde os tempos antigos pelo Deus que não mente e que, no devido tempo, manifestou a sua palavra, pela pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador:
a Tito, meu verdadeiro filho, pela fé comum, a graça e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador.

Deixei-te em Creta, para acabares de organizar o que ainda falta e para colocares presbíteros em cada cidade, de acordo com as minhas instruções.

Cada um deles deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, com filhos crentes, e não acusados de vida leviana ou de insubordinação.

Porque é preciso que o bispo, como administrador de Deus, seja irrepreensível, não arrogante, nem colérico, nem dado ao vinho, à violência ou ao lucro desonesto;

mas, antes, hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente,
firmemente enraizado na doutrina da palavra digna de fé, de modo que seja capaz de exortar com sãos ensinamentos e de refutar os contraditores.


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Vinde e comede!



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Que tal andas de presença de Deus? - S. Josemaria Escrivá

Falta-te vida interior, porque não levas à oração as preocupações dos teus e o proselitismo; porque não te esforças por ver claro, por fazer propósitos concretos e por cumpri-los; porque não tens visão sobrenatural no estudo, no trabalho, nas tuas conversas, na tua relação com os outros... – Que tal andas de presença de Deus, consequência e manifestação da tua oração? (Sulco, 447)

Tenho muita pena sempre que sei que um católico – um filho de Deus que, pelo Baptismo, é chamado a ser outro Cristo – tranquiliza a consciência com uma simples piedade formalista, com uma religiosidade que o leva a rezar de vez em quando (só se acha que lhe convém!); a assistir à Santa Missa nos dias de preceito – e nem sequer em todos –, ao passo que se preocupa pontualmente por acalmar o estômago, com refeições a horas fixas; a ceder na fé, a trocá-la por um prato de lentilhas, desde que não renuncie à sua posição... E depois, com descaramento ou com espalhafato, utiliza a etiqueta de cristão para subir. Não! Não nos conformemos com as etiquetas: quero que sejam cristãos de corpo inteiro, íntegros; e, para o conseguirem, têm que procurar decididamente o alimento espiritual adequado.


Vocês sabem por experiência pessoal – e têm-me ouvido repetir com frequência, para evitar desânimos – que a vida interior consiste em começar e recomeçar todos os dias; e notam no vosso coração, como eu noto no meu, que precisamos de lutar continuamente. Terão observado no vosso exame – a mim acontece-me o mesmo: desculpem que faça referências a mim próprio, mas enquanto falo convosco vou pensando com Nosso Senhor nas necessidades da minha alma – que sofrem repetidamente pequenos reveses, que às vezes parecem descomunais, porque revelam uma evidente falta de amor, de entrega, de espírito de sacrifício, de delicadeza. Fomentem as ânsias de reparação, com uma contrição sincera, mas não percam a paz.


(...) Agora insisto em que se deixem ajudar e guiar por um director de almas, a quem confiem todos os entusiasmos santos, os problemas diários que afectarem a vida interior, as derrotas que sofrerem e as vitórias. (Amigos de Deus, nn. 13–15)


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domingo, 31 de outubro de 2010

Senzas à conquista de santiago!

Depois de terem acabado com o blog, o guedes e eu decidimos dar o golpe de misericórdia nos tigrinhos e partiremos agora em conquista do quartel-general. A luta não deve ser difícil porque eles são poucos e estão desmoralizados, muitos já fugiram com medo. Como diz o Alvim: Até já! SEEEEEEEEEEENNNNNNNZZZZZZZAAAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSSSS


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sábado, 30 de outubro de 2010

Humildade e santidade - Santa Faustina

Ó humildade, flor da beleza, vejo como são poucas as almas que te possuem – será por seres ao mesmo tempo tão bela e tão difícil de conquistar? Ó sim, tanto por uma coisa como por outra. O próprio Deus tem nela a Sua predileção. Sobre a alma cheia de humildade entreabrem-se as eclusas celestes e derrama-se um oceano de graças. Ó como é bela a alma humilde; do seu coração, como de um turíbulo, sobe todo um perfume agradabilíssimo que atravessa as nuvens e alcança o próprio Deus, enchendo de alegria o Seu coração santíssimo. Deus não recusa nada a esta alma; ela é todo-poderosa e influencia o destino do mundo inteiro. A uma tal alma Deus a eleva até ao Seu trono. Quanto mais ela se humilha, mais Deus se debruça sobre ela, a segue com as Suas graças e a acompanha a cada momento com a Sua omnipotência. Essa alma está profundamente unida a Deus.



Ó humildade, implanta-te profundamente em todo o meu ser. Ó Virgem, a mais pura de todas as virgens e também a mais humilde, ajuda-me a atingir uma humildade profundíssima. Compreendo agora porque é que há tão poucos santos: é que poucas almas são verdadeira e profundamente humildes.


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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Parabéns Inês Sanches (ex Rodrigues)

Nota: Esta imagem não corresponde à Inês


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domingo, 24 de outubro de 2010

Por esse preço não arranjava nada melhorzinho?

O bilionário indiano Mukesh Ambani, de 53 anos, dono
da petroquímica Reliance Industries e o quarto homem mais rico do mundo, gastou mil milhões de euros para mandar construir a sua casa.

Tem 27 andares, 37 mil metros quadrados, três heliportos, nove elevadores, uma sala de cinema para 50 pessoas, salão de baile, ginásio, piscina, spa, paredes forradas com LCDs e um jardim.

A casa, em Bombaim, tem ainda seis andares de garagem
para a coleção de carros clássicos e desportivos.

Neste «modesto» lar, onde vive com a mulher e os três filhos, Mukesh Ambani conta com cerca de 600 empregados. in tvi24


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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Roubo de Igreja


Quem é do Sporting sabe bem o que é um roubo de igreja mas nem todos certamente saberão qual a origem desta expressão, que se perdeu na noite dos tempos. Pese embora os dez milhões de euros gastos nas comemorações do centenário republicano, não sobraram nem mil reis para recuperar um simbolo que é talvez o mais autêntico retrato daquilo que foram os primeiros dias desta nova era. Não, não me refiro àquela senhora incerta semi desnuda que povoa a capital um pouco por toda a parte. O clima antilclerical descrito pelos principais estudiosos desse tempo dá conta da expulsão dos bispos para fora das suas dioceses, do encerramento dos seminários, das perseguições a padres e, de menor importância mas historicamente relevante, da tomada da grande parte do património da Igreja, entre outro, da Igreja de S. António a Campolide. Este templo foi então transformado em armazém republicano até final da década de trinta, quando finalmente voltou a ser permitido o culto, sem que, no entanto, tenha sido restituida a propriedade do edifício. Com o passar dos anos, o desgaste natural foi-se acentuando e hoje o risco de derrocada é real. O que faz o Estado? Para além de gastar dez milhões a comemorar uma das efemérides com menor importância nos mais de 850 anos da história portuguesa, vem exigir ao povo de Deus que, se quiser o templo de volta, o templo que foi roubado e deixado apoderecer, com o telhado a cair, tem de pagar. Há ano e meio já o Provedor de Justiça alertara para esta tão peculiar forma de ética republicana. Até eu, habituado que estou a ver jogos do Sporting, fico escandalizado com tamanha vergonha. A final da Taça da Liga no Algarve, ao pé disto, é coisa de amadores. Perder um jogo na ultima jornada com três golos em claro off side, cedendo para o fcp na corrida à champions, deixa de fazer sentido. Perder um campeonato por causa de um golo com a mão... bom, isto se calhar até já é parecido. Enfim. Mas, roubar e querer vender de volta, agora sim, é um roubo e de grande categoria!

Talvez fosse altura de recordar ao nosso presidente, agora que estamos em pré-campanha eleitoral para o cargo, que afinal, em democracia não pode haver roubos de Igreja, que tudo não passou de um mal entendido, foi um ALD - aluguer de longa duração - cabendo ao arrendatário a restituição do locado no mesmo estado em que lhe foi entregue. Em português moderno, faz favor de fazerem obrinhas e de entregarem as chaves ao verdadeiro dono e legítimo proprietário.

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

(des)educação sexual nas escolas

"Mas o sexo também pode acontecer quando não existe amor. Isso é uma escolha pessoal, uma forma de estar na vida que devemos respeitar."

in Educar para uma Sexualidade Harmoniosa, dos 6 aos 12 anos


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domingo, 17 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Construir um casamento sólido - Pe. Rodrigo Lynce de Faria

«Penso assim desde os meus 14 anos. Já nessa altura, pude observar – na escola em que estudava – onde conduzia a frivolidade sexual de muitas amigas minhas. Mesmo estando em plena adolescência e sentindo dentro de mim uma certa “tendência hormonal” para a rebeldia, sempre pensei que a liberdade sexual que mais desejava era estar um dia felizmente casada e bem casada. Graças a Deus, é o que acontece hoje em dia».

São palavras de uma jovem e brilhante advogada durante um debate televisivo há uns anos atrás. Falava de um modo natural, claro, sem pretensões de impor a ninguém os “seus” valores. Simplesmente respondia – com um estilo um pouco introvertido, talvez devido à delicadeza do tema e à consciência de estar a falar diante das câmaras de televisão – às perguntas que lhe fazia o moderador desse debate.

«Pensava – embora tivesse uma certa vergonha de comunicar a qualquer pessoa esta minha convicção – que devia guardar-me para o matrimónio. Era um pensamento íntimo e livre. Não era nenhum tabu. Nem me sentia “reprimida” por não dar rédea solta às minhas tendências mais instintivas. Entendia – e continuo a pensar assim – que orientar essas tendências para o fim natural que elas possuem (a constituição de uma família) não me tornava uma pessoa anormal. Não me sentia menos mulher do que as outras que actuavam de um modo diferente, muito pelo contrário».

«Exigiu esforço manter-me fiel aos meus princípios? Sim, exigiu. Sobretudo o esforço de nadar contra a corrente. Algumas vezes, até tive a impressão de ser um pouco “exagerada”, fora de moda. Mas, agora, com o passar dos anos, não tenho dúvidas em afirmar que valeu a pena. Tenho a sensação de ter construído – também com a ajuda do meu namorado, que hoje é meu marido – um casamento sólido».

Viver um namoro de um modo genuinamente cristão não é uma questão de segunda categoria. E o problema não se reduz à “gravidez indesejada”. O verdadeiro problema é trivializar ou proteger a capacidade de amar. É verdade que, nos dias de hoje, está ‘na moda’ defender exactamente o contrário, mesmo entre pessoas que se dizem “cristãos coerentes”. No entanto, como a própria História não nos cansa de mostrar, nem sempre aquilo que ‘toda a gente diz ou defende’ corresponde à verdade, à visão “ecológica” do ser humano.

Não é muito difícil verificar que, quando se separa o exercício da sexualidade do matrimónio, perde-se facilmente a noção da diferença entre estar casado e não estar. E o casamento não é uma “simples e hipócrita cerimónia exterior que não acrescenta nada ao nosso amor” – declaração que, recentemente, ouvi a um par de pombinhos.

Casar-se é comprometer-se por amor. É evitar, entre outras coisas, que a entrega da mútua capacidade de amar seja uma aventura provisória, sem compromissos, enquanto se está à espera de que apareça alguém “melhor”. Desejar uma pessoa não é a mesma coisa que amá-la. Por isso, quem ama de verdade uma pessoa deseja casar-se – comprometer-se para sempre – com ela. Penso que não é necessário ser cristão para entender estas afirmações. Elas estão inscritas no coração dos homens e mulheres de boa vontade.


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Estamos a ficar velhos, é o que é...

Tanto que o "futuro" do filme Regresso ao Futuro (Back to the Future em estrangeiro) já passou:
Resta saber onde estão os carros e os que skates que voam e os casacos que nos secam quando estamos molhados.


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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Conselhos práticos - Didaquê

Meu filho, foge de todo o mal ou daquilo que se assemelhar ao mal. Não sejas irascível: a cólera leva ao crime. Não sejas ciumento, conflituoso nem violento: essas paixões originam mortes. Meu filho, não sejas sensual: a sensualidade é o caminho para o adultério. Não uses de linguagem licenciosa, nem tenhas um olhar atrevido: também isso engendra adultério. [...] Resguarda-te dos encantamentos, da astrologia, das purificações mágicas; recusa-te a vê-las e a ouvi-las: isso seria [...] perderes-te na idolatria. Meu filho, não sejas mentiroso, porque a mentira conduz ao roubo. Não te deixes seduzir nem pelo dinheiro nem pela vaidade, que também incitam a roubar. Meu filho, não murmures contra os outros: tornar-te-ás blasfemo. Não sejas insolente nem malévolo, pois isso também conduz à blasfémia.


Usa de mansidão: «Felizes os mansos, porque possuirão a terra» (Mt 5, 5). Sê paciente, misericordioso, sem malícia, cheio de paz e bondade. Respeita sempre as palavras que ouviste do Senhor (Is 66, 2). Não te engrandecerás a ti próprio, não abandonarás o teu coração ao orgulho. Não te aliarás aos soberbos, mas frequentarás os justos e os humildes. Receberás os acontecimentos da vida como dons, sabendo que é Deus quem dispõe sobre todas as coisas.


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terça-feira, 12 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A dança dos sexos - José António Saraiva

Mostrando a sua abertura a todas as opiniões, o SOL publicou na semana passada um artigo lapidar do presidente da ILGA, Paulo Côrte-Real, sobre transexuais.

Tratava-se de um texto extraordinário, pois o articulista dedicava-se a virar a realidade de pernas para o ar, chamando ao preto branco e ao branco preto.

Vejam-se as seguintes pérolas: «O que é um homem? , O que é uma mulher? , são perguntas de resposta praticamente impossível», afirmava, convicto, Côrte-Real. E adiantava que, sendo as respostas «objectivamente» impossíveis, tem de prevalecer a forma como o indivíduo se sente . Ou seja, aquilo a que o articulista chamava «identidade de género». Se alguém se sente mulher, deve ser considerado legalmente mulher e vice-versa.

Ora, como o comum dos mortais sabe, é objectivamente facílimo dizer se um indivíduo é homem ou mulher. É isso, aliás, uma das primeiras coisas que as ecografias às grávidas apuram: se o bebé é rapaz ou rapariga...

Subjectivamente é que pode haver dúvidas. Um homem pode sentir-se mulher ou o contrário. Não estamos aqui, portanto, perante nenhuma questão objectiva (como diz o artigo) mas no domínio da mais pura subjectividade. E, diria eu, na presença de um distúrbio de personalidade. Se um indivíduo é fisicamente um homem e tem dúvidas a esse respeito, existe aí um problema.

Também há indivíduos que se sentem plantas ou animais - e não é por isso que vamos considerá-los como tal.

Certa ocasião, o Rei D. Carlos foi visitar o Hospital Júlio de Matos e, durante a visita, um dos internados convenceu-o de que não era louco e estava ali por vingança de alguém. No fim da visita, o Rei, rendido aos argumentos do homem e à sua eloquência, disse-lhe que ia dar ordens para o soltarem. Aí, o doente, esfuziante de alegria, começou a dar saltos, a bater os braços e a gritar:
- Có-có-ró-có, có-có-ró-có-có!
Metendo no bolso a caneta com que ia assinar a ordem de soltura, o Rei desabafou:
- Cantaste a tempo!

Há pessoas que se sentem galinhas, ou cães, ou porcos. São distúrbios mentais. Não vejo que o caso das mulheres que se sentem homens e dos homens que se sentem mulheres seja de natureza muito diferente. Se não estamos perante distúrbios mentais, estamos, pelo menos, em presença de distúrbios de personalidade. Mas voltemos ao artigo.

Continuando na sua argumentação, o presidente da ILGA dizia que deve bastar um indivíduo sentir-se homem ou mulher, independentemente do seu corpo, para o Estado o dever aceitar como tal (passando a constar do BI, do passaporte, etc. o sexo pelo qual o indivíduo optar).
Para Côrte-Real, a mudança cirúrgica de sexo não deve ser condição obrigatória para o Estado conceder a um indivíduo a troca legal de sexo, dado o Estado não poder obrigar os cidadãos a fazer cirurgias. Assim, bastará o testemunho de especialistas sobre o modo como o indivíduo se sente .

Simplificando, uma pessoa vai ao registo, leva uma declaração médica a dizer que pertence ao género feminino ou masculino, os serviços passam-lhe documentos com a nova identidade - e o fulano vem do registo legalmente com um novo sexo (e um novo nome, obviamente).
Apetece dizer: importa-se de repetir?

A partir do momento em que uma pessoa não precise de mudar fisicamente para adquirir um novo sexo, podendo manter exactamente o mesmo aspecto, passaremos a viver num mundo onde as principais referências desaparecerão. Já não saberemos quem é homem e quem é mulher.

Imaginemos um cavalheiro que se dirige ao check-in do aeroporto, onde é atendido por uma funcionária que o trata por senhor . O homem apresenta um bilhete de avião passado em nome de uma Adelaide qualquer coisa. A funcionária diz-lhe que deve haver engano, porque o bilhete está em nome de uma senhora. O homem esclarece que, embora tenha aspecto de homem, é uma mulher - e exibe o BI onde consta o tal nome de Adelaide. A funcionária pede desculpa, envergonhada por ter provocado aquela confusão.
Enfim, uma trapalhada!

Mas a alternativa (isto é, a intervenção cirúrgica para mudança de sexo) não é melhor. Todos sabemos que estas operações são violentíssimas. A remoção do pénis, a colocação de implantes mamários, os choques de hormonas para os pêlos caírem, tudo isso tem consequências psicológicas devastadoras. Duvido que, depois disso, uma pessoa possa ter uma vida normal.

E por essa razão, não sendo eu psicólogo nem psiquiatra, permito-me fazer a seguinte pergunta: não seria mais razoável que os homens e mulheres que se sentem de outro sexo, em vez de se sujeitarem a brutais actos cirúrgicos, recorressem a acompanhamento psicológico para adequarem o modo como se sentem ao corpo que têm?

Não seria mais lógico que, em vez de tentarem violentar o corpo para o adequarem à ideia que têm de si próprios, tentassem adaptar a ideia que fazem de si próprios ao seu corpo?
Não fará mais sentido essas pessoas derrubarem alguns tabus mentais (porventura resultantes de traumas em criança, de danos provocados por violações ou torturas sexuais) do que tentarem contrariar a natureza, fazendo nascer uma mulher no corpo de um homem ou o contrário?

É certo que a personalidade de uma pessoa deve ser coerente com o seu corpo. Mas deverá ser o corpo a adaptar-se (sempre mal.) à personalidade ou a personalidade a tentar adaptar-se ao corpo?

Acresce que, por mais operações que se façam, um corpo de mulher nunca se transformará no de um homem e vice-versa. E isso provocará à mente que habita esse corpo novos distúrbios mentais.

Os transexuais serão sempre infelizes - e ainda mais se mudarem de corpo, porque constatarão a impossibilidade de mudarem fisicamente de género.

A única forma de os transexuais se sentirem menos diferentes não é tentarem mudar de corpo, contrariando brutalmente a natureza - mas procurarem resolver o conflito de personalidade que os habita, sendo capazes de pensar de acordo com o corpo que a natureza lhes destinou.

A mudança física de sexo revelar-se-á sempre uma cruel desilusão.


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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Emprego de sonho?

A astrofísica, Mazlan Othman, vai ser designada em breve, embaixadora das Nações Unidas para o Universo e estará encarregue de coordenar a resposta da espécie humana no caso de existir uma tentativa de contacto de extraterrestres.

Este novo cargo surge depois de terem sido descobertos um grande número de planetas que orbitam estrelas, o que volta a abrir a hipótese de que os humanos possam a vir a ser contactados por vida extraterrestre inteligente.

O plano de converter a Delegação das Nações Unidas para o espaço Exterior (UNOOSA) num organismo de coordenação para encontros com extraterrestres será previamente debatido pelas várias comissões das Nações Unidas antes de ser enviada para a Assembleia Geral. “Quando (os extraterrestres) nos disserem ‘levem-me ao vosso lider’, Othman será o mais próximo que teremos,” disse o perito em direito espacial Richard Crowther.

Othman ocupa actualmente o cargo de directora da Delegação das Nações Unidas para o espaço Exterior e as responsabilidades do seu novo cargo vão ser reveladas numa conferência, em Inglaterra na próxima semana. in ionline


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