sábado, 25 de maio de 2013

Provavelmente o melhor discurso do Papa Francisco (até agora)

Vésperas de Pentecostes com os movimentos, as comunidades, as associações e as agregações laicas. Praça de S.Pedro, 18 de Maio de 2013 


1ª Questão colocada ao Santo Padre

 “A verdade cristã é atraente e persuasiva porque responde à necessidade profunda da existência humana, anunciando de forma consistente que Cristo é o único Salvador de cada homem e de todos os homens”. Santo Padre, estas Vossas palavras calaram fundo em nós, exprimindo de modo direto e radical a experiência que cada um de nós deseja viver sobretudo no Ano da Fé e nesta peregrinação que esta noite nos trouxe aqui. Estamos diante de Vós para renovar a nossa fé, para a confirmar e reforçar. Sabemos que a fé não pode ser de uma vez por todas. Como dizia Bento XVI na Porta Fidei: “A fé não é um pressuposto óbvio”. Esta afirmação não se prende apenas com o mundo, com os outros, com a tradição de que provimos: esta afirmação prende-se antes de mais com cada um de nós. Damo-nos muitas vezes conta de como a fé é um rebento de novidade, um início de mudança, mas que depois tem dificuldade em abarcar a totalidade da vida e não se torna a origem de todo o nosso conhecer e agir.

Santidade, como conseguiu alcançar na vida a certeza da fé?

E que caminho nos indicais para que cada um de nós possa vencer a fragilidade da fé?



Questão colocada ao Santo Padre

Santo Padre, a minha experiência é uma experiência de vida quotidiana como tantas outras. Procuro viver a fé no meio de trabalho em contacto com os outros como testemunho sincero de ser bem recebido no encontro com o Senhor. Eu sou, nós somos “pensamentos de Deus” investidos de um Amor misterioso que nos deu a vida. Eu dou aulas numa escola e esta consciência dá-me um motivo para me apaixonar pelos meus rapazes e também pelos seus colegas. Verifico muitas vezes que muitos buscam a felicidade em inúmeros itinerários individuais onde a vida e as suas grandes questões se reduzem muitas vezes ao materialismo de quem tudo quer e continua permanentemente insatisfeito ou ao niilismo para o qual nada tem sentido. Pergunto a mim mesmo como a proposta da fé, que consiste num encontro pessoal, de uma comunidade, de um povo, pode alcançar o coração do homem e da mulher do nosso tempo. Fomos feitos para o infinito – “jogai a vida para as grandes coisas!”, dissestes recentemente -, e no entanto tudo à nossa volta e dos nossos jovens parece dizer que devemos contentar-nos com respostas medíocres, imediatas e que o homem deve adaptar-se ao finito sem nada mais buscar. Estamos por vezes intimidados como os discípulos na véspera do Pentecostes.



A Igreja convida-nos à Nova Evangelização. Penso que todos nós aqui presentes sentimos fortemente este desafio que está no íntimo das nossas experiências. Queria, pois, pedir-Vos, Santo Padre, que me ajudásseis a mim e a todos nós a saber como viver este desafio do nosso tempo. Qual é para Vós a coisa mais importante na qual todos os nossos movimentos, associações e comunidades devemos ter os olhos postos para pôr em prática aquilo a que fomos chamados? Como podemos comunicar hoje eficazmente a fé?



Questão colocada ao Santo Padre

Santo Padre, ouvi como emoção as palavras da Vossa audiência aos jornalistas após a Vossa eleição. “Como eu quisera uma Igreja pobre e para os pobres.” Muitos de nós estão empenhados em obras de caridade e justiça: somos parte ativa na presença enraizada da Igreja onde o homem sofre. Sou uma empregada, tenho a minha família e empenho-me pessoalmente como posso junto dos vizinhos e na ajuda aos pobres. Mas nem por isso me sinto satisfeito. Queria dizer como Madre Teresa de Calcutá: tudo é por Cristo. O que muito me ajuda a viver esta experiência são os irmãos e as irmãs da minha comunidade que se empenham no mesmo fito. E neste empenhamento somos sustidos pela fé e a oração. A necessidade é grande. Vós o recordastes: “Quantos pobres há ainda no mundo e quanto sofrimento encontram estas pessoas”. E a crise agravou tudo. Penso na pobreza que aflige tantos países e que também no mundo do bem-estar se veio juntar à falta de trabalho, aos movimentos migratórios de massa, às novas escravidões, ao abandono e à solidão de tantas famílias, de tantos anciãos e de tantas pessoas sem casa ou sem trabalho.

Queria perguntar-Vos, Santo Padre: como podemos eu e nós viver uma Igreja pobre e para os pobres? De que modo o homem que sofre é uma questão para a nossa fé? Que contributo concreto e eficaz podemos nós, movimentos e associações laicas, fornecer à Igreja e à sociedade para enfrentar esta grave crise que atinge a ética pública, o modelo de desenvolvimento, a política, em suma, uma nova maneira de ser dos homens e das mulheres?



Questão colocada ao Santo Padre

Caminhar, construir, confessar. Este Vosso “programa” para uma Igreja-movimento, pelo menos tal como a entendi ao ouvir a Vossa homilia no início do Pontificado, confortou-nos e animou-nos. Confortou-nos porque nos encontrámos numa experiência profunda com os amigos da comunidade cristã e com toda a Igreja universal. Animou-nos porque de certa forma Vós obrigaste-nos a sacudir o pó do tempo e da superficialidade da nossa adesão a Cristo. Mas devo dizer que não consigo superar o sentimento de perturbação que uma destas palavras causa em mim: confessar. Confessar, ou seja, testemunhar a fé. Pensamos em tantos dos nossos irmãos que sofrem por causa dela como ainda há pouco ouvimos. Nos que ao domingo de manhã têm de decidir se vão à Missa porque sabem que indo à Missa põem a vida em risco. Nos que se sentem cercados e discriminados pela fé cristã em muitos, em demasiados cantos do nosso mundo.



Perante estas situações parece-nos que o meu confessar, o nosso testemunho é tímido e tem peias. Queríamos fazer outra coisa, mas o quê? E como ajudar estes nossos irmãos? Como aliviar os seus sofrimentos nada podendo fazer ou bem pouco para mudar o seu contexto político e social?


Respostas do Papa Francisco



Boa noite a todos!


Estou contente por encontrar-vos e pelo facto de que todos nós nos encontramos nesta praça para rezarmos, estarmos unidos e esperarmos o dom do Espírito. Eu conhecia as vossas questões e pensei nelas – isto não é, pois, insciente! A verdade em primeiro lugar! Tenho-as escritas aqui. A primeira – “como pudestes alcançar na vida a certeza da fé e que caminho indicais para que cada um de nós possa vencer a fragilidade da fé?” – é uma questão histórica porque se prende com a minha história, a história da minha vida!


Tive a graça de crescer no seio de uma família na qual a fé era ensinada de uma forma simples e concreta, mas foi sobretudo a minha avó, a mãe do meu pai, que marcou o meu caminho de fé. Era uma mulher que nos explicava, que nos falava de Jesus, que nos ensinava o catecismo. Lembro-me sempre de que na Sexta-Feira Santa nos levava à noite à procissão das velas, que no fim da procissão chegava o “Cristo jacente” e que a avó nos mandava, a nós crianças, ajoelhar e dizia: “Olhem, está morto, mas amanhã ressuscita”. Recebi o primeiro anúncio cristão justamente desta mulher, a minha avó! Isto é lindíssimo. O primeiro anúncio em casa, com a família! E isto leva-me a pensar no amor de tantas mães e de tantas avós na transmissão da fé. São elas que transmitem a fé. Isto acontecia também nos primeiros tempos, porque São Paulo dizia a Timóteo: “Eu recordo a fé da tua mãe e da tua avó” (cfr. 2Tm, 1,5). Pensai nisto todas as mães que estão aqui, todas as avós. Transmitir a fé. Porque Deus nos coloca junto das pessoas que auxiliam o nosso caminho de fé. Não encontramos a fé no abstrato, não! Há sempre alguma pessoa que prega, que nos diz quem é Jesus, que nos transmite a fé, que nos dá o primeiro anúncio. E foi esta a primeira experiência de fé que tive.



Mas há um dia muito importante para mim: 21 de Setembro de 53. Andava pelos 17 anos. Era o “Dia do Estudante”, para nós o primeiro dia da Primavera, para vós o do Outono. Antes de ir para a festa, passei pela minha paróquia, encontrei um padre que não conhecia e senti necessidade de me confessar. Foi para mim uma experiência de encontro: encontrei alguém que estava à minha espera. Mas não sei o que aconteceu, não me lembro, não sei bem porque estava ali aquele padre que eu não conhecia, não sei porque sentira aquela necessidade de me confessar, mas o certo é que alguém estava à minha espera. À minha espera há muito. Depois da confissão senti que algo mudara. Eu não era a mesma pessoa. Sentira justamente como que uma voz, um chamamento: estava convencido de que devia ser sacerdote. 

Esta experiência na fé é importante. Dizemos que devemos procurar a Deus, ir ao Seu encontro pedir perdão, mas, quando não vamos, Ele espera. Ele está primeiro! Nós temos uma palavra espanhola que explica bem tudo isto: “O Senhor sempre nos primerea”, está primeiro, está à nossa espera! Esta é de facto uma grade graça: encontrar alguém que está à nossa espera. Tu, pecador, vais, mas Ele está à tua espera para te perdoar. É esta a experiência que os profetas de Israel descreviam dizendo que o Senhor é como a flor da amendoeira, a primeira flor da Primavera (cfr. Ger, 1, 11-12). Antes que desabrochem as outras flores, ei-lo, ei-lo que nos espera. O Senhor espera-nos. E, quando o buscamos, deparamos com esta realidade: que é Ele quem nos espera para nos acolher, para nos dar o Seu amor. E isto causa em ti uma estupefação tal que não acreditas, e assim vai nascendo a fé! Com o encontro de uma pessoa, com o encontro com o Senhor. Alguém dirá: “Não, eu prefiro estudar a fé nos livros!” É importante estudá-la, mas olha que isso não chega! 

O que importa é o encontro com Jesus, o encontro com Ele, e isto dá-te a fé, porque é justamente Ele quem ta dá! Também faláveis da fragilidade da fé, no que fazer para a vencer. O maior inimigo que a fragilidade tem é – curioso, hã? – o medo. Mas não tenhais medo! Somos frágeis e sabemos disso. Mas Ele é mais forte! Se fores com Ele, não há problema! Uma criança é fragilíssima – muitas vi hoje - , mas estava com o pai e com a mãe, estava a salvo! Com o Senhor estamos a salvo. A fé cresce com o Senhor, precisamente da mão do Senhor e isto faz-nos crescer e torna-nos fortes. Mas, se pensarmos que nos podemos desenvencilhar sozinhos… pensemos no que aconteceu a Pedro: “Senhor, nunca te renegarei!” (cfr. Mt, 26, 33-35), e depois o galo cantou e renegara-o três vezes! (cfr. Vv. 69-75). Pensemos: quando temos demasiada confiança em nós próprios, somos mais frágeis, mais frágeis. Sempre com o Senhor! E dizer com o Senhor significa dizer com a Eucaristia, com a Bíblia, com a oração… Mas também em família, com a Mãe, também com Ela, porque é Ela que nos leva ao Senhor; é a Mãe, é Ela que tudo sabe. Portanto rezar a Nossa Senhora e pedir-lhe que, como Mãe, nos torne fortes. Eis o que penso sobre a fragilidade, é pelo menos esta a minha experiência. Uma coisa que todos os dias me fortalece é rezar o Rosário a Nossa Senhora. Sinto uma força tão grande porque vou ao Seu encontro e sinto-me forte.



Passemos à segunda questão.



A primeira: Jesus. O que é mais importante? Jesus. Se não avançarmos com a organização, com outras coisas, coisas belas, mas sem Jesus, não avançamos, não adianta. Jesus é mais importante. Agora queria fazer uma pequena censura, mas fraternamente, cá para nós. Todos vós gritastes na praça: “Francisco, Francisco, Papa Francisco!”. Mas onde estava Jesus? Eu quereria que vós gritásseis: “Jesus, Jesus e o Senhor e está justamente entre nós!” Daqui para a frente nada de “Francisco”, mas “Jesus”!


A segunda questão é a oração. Olhar o rosto de Deus, mas sobretudo – e isto prende-se com o que disse antes – sentir-se olhado. O Senhor olha-nos: olha-nos primeiro. A minha experiência é o que experencio diante do sacrário (Tabernáculo) quando vou rezar à noitinha diante do Senhor. Por vezes adormeço um pouquito, é certo, porque um pouco da fadiga do dia nos faz adormecer. Mas Ele compreende-me. E sinto tanto conforto quando me olha. Pensamos que devemos rezar, falar, falar, falar… Não! Deixai-vos olhar pelo Senhor. Quando Ele nos olha, dá-nos força e ajuda-nos a testemunhá-Lo – porque a questão versava sobre a fé, não? Primeiro “Jesus”, depois “oração” – sentimos que Deus está sempre a amparar-nos com a mão. Sublinho agora a importância disto: deixar-se guiar por Ele. Isto é mais importante do que qualquer cálculo. Somos verdadeiros evangelizadores deixando-nos guiar por ele. Pensemos em Pedro; talvez estivesse a fazer a sesta depois de almoço e tivesse uma visão, a visão do lençol com todos os animais, e sentisse que Jesus lhe dizia algo, mas não compreendia. Nesse momento alguns não-hebreus vieram chamá-lo para ir a uma casa e viu como o Espírito Santo ali estava. Pedro deixou-se guiar por Jesus para chegar à primeira evangelização dos gentios, que não eram hebreus: coisa inimaginável naquele tempo (cfr. At. 10, 9-33). E assim a história toda, toda a história! Deixar-se guiar por Jesus. É justamente o líder; o nosso líder é  Jesus.


E terceira: o testemunho. Jesus, oração – oração, esse deixar-se olhar por Ele – e depois o testemunho. Mas eu queria acrescentar algo. Este deixar-se guiar por Jesus leva-nos às surpresas de Jesus. Podemos pensar que devemos programar a evangelização num tabuleiro, pensando nas estratégias, fazendo planos. Mas isto são instrumentos, pequenos instrumentos. O importante é Jesus e deixar-se guiar por Ele. Depois podemos fazer estratégias, mas isto é secundário.


Finalmente, o testemunho: a comunicação da fé só pode ser feita com o testemunho e isto é o amor. Não com as nossas ideias, mas com o Evangelho vivido na nossa existência e que o Espírito Santo faz viver em nós. É como que uma sinergia entre nós e o Espírito Santo, e isto conduz ao testemunho. A Igreja é levada adiante pelos Santos, que são justamente os que dão este testemunho. Como disse João Paulo II e também Bento XVI, o mundo de hoje precisa de muitos testemunhos. Não tanto de mestres, mas de testemunhos. Não falar muito, mas falar com a vida toda: a coerência de vida, precisamente a coerência de vida! Uma coerência de vida que é viver o cristianismo como um encontro com Jesus que me conduz junto dos outros e não como um facto social. Socialmente somos assim, somos cristãos fechados em nós. Não, isto não! O testemunho!



A terceira questão: “Queria, Santo Padre, perguntar-Vos como posso eu e podemos todos nós viver uma Igreja pobre e para os pobres. De que modo o homem que sofre constitui uma questão para a nossa fé? Que contributo concreto e eficaz podemos nós todos nós como movimentos e associações laicas dar à Igreja e à sociedade para enfrentar esta grave crise que afeta a ética pública.” Isto é importante! “O modelo de desenvolvimento, a política, em suma, uma nova maneira de sermos homens e mulheres?”.



Volto ao testemunho. Antes de mais viver o Evangelho é o principal contributo que podemos dar. A Igreja não é um movimento político nem uma estrutura bem organizada: não é isto. Nós não somos uma ONG, e, quando a Igreja se torna uma ONG, perde o sal, não tem sabor, é apenas uma organização vazia. E nisto sede astuciosos porque o diabo nos engana, porque o perigo do “eficientismo” existe. Uma coisa é pregar Jesus, outra é a eficácia, é ser eficiente. Não, isso é outro valor. O valor da Igreja é fundamentalmente viver o Evangelho e dar testemunho da nossa fé. A Igreja é o sal da terra e a luz do mundo, é chamada a manter presente na sociedade o fermento do Reino de Deus e fá-lo antes demais com o testemunho, o testemunho do amor fraterno, da solidariedade, da condivisão. Quando ouvimos alguém dizer que a solidariedade não é um valor, mas uma “atitude primária” que deve desaparecer… não dá! Está a pensar-se numa eficácia meramente mundana. 

Os momentos de crise, como os que estamos a viver – mas dissestes antes que “estamos num mundo de mentiras” – este momento de crise não consiste, estejamos atentos, a uma mera crise económica; não é uma crise cultural. É uma crise do homem: o que está em crise é o homem! Mas o homem é imagem de Deus! Por isso há uma crise profunda! Neste momento de crise não nos podemos preocupar apenas connosco, fechar-nos na solidão, no desânimo, no sentimento de impotência perante os problemas. Não vos fechais por favor! Isso é um Jesus perigo: fechamo-nos na paróquia, com os amigos, nos movimentos, com os que partilham as mesmas coisas connosco… Mas sabeis o que sucede? Quando a Igreja se fecha, adoece cada vez mais. Pensai num quarto fechado durante um ano; quando lá fordes, há um cheiro a bafio, há tanta coisa errada. Uma Igreja fechada é a mesma coisa: é uma Igreja doente. A Igreja tem de sair de si mesma. Para onde? Para as periferias existenciais sejam elas quais forem, mas sair. Diz-nos Jesus: “Ide por todo o mundo! Andai! Pregai! Dai testemunho do Evangelho!” (cfr. Mc 16, 15). 

E o que sucede se não sai de dentro de si mesma? Pode dar-se o que sucede a todos aqueles que saem de casa e andam na rua: um acidente. Mas eu digo-vos: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada, que sofreu um acidente, a uma Igreja doente de clausura! Saí, saí! Pensai no que diz o Apocalipse. Diz uma coisa bela: que Jesus está à porta e chama, chama para entrar no nosso coração (cfr. Ap 3,20). É este o sentido do Apocalipse. Mas perguntai isto a vós mesmos: quantas vezes Jesus está dentro e bate para sair e nós não O deixamos sair para nossa segurança, porque muitas vezes estamos fechados em estruturas caducas que só servem para fazer de nós escravos e não livres filhos de Deus? É importante ir ao encontro nesta livre “saída”; esta palavra pareceu-me muito importante: o encontro com os outros. Vivemos uma cultura do desencontro, uma cultura da fragmentização, uma cultura na qual deitamos fora o que não nos interessa, e todos sem negociar a nossa pertença. E há ou uma cultura do deitar fora. 

Mas convido-vos a pensar neste ponto – e faz parte da crise – nos anciãos que são a sabedoria de um povo, nas crianças… A cultura do deitar fora! Mas devemos ir ao encontro e criar com a nossa fé uma “cultura do encontro”, uma cultura da amizade, uma cultura onde encontremos irmãos, onde possamos falar também com os que a não pensam como nós, com os que têm outra fé, que não têm a mesma fé. Todos têm algo em comum connosco: são imagens de Deus, são filhos de Deus. Ir ao encontro de todos sem negociar a nossa fé. E outro ponto importante: com os pobres. Hoje – e dói ouvi-lo – encontrar um vagabundo morto de frio não é novidade. Hoje um escândalo é talvez notícia. Um escândalo: ah, isso é notícia! Hoje pensar que tantas crianças não têm comida não é notícia. Isto é grave, isto é grave! Não podemos ficar tranquilos! Ora… Mas é assim. Nós não podemos ser cristãos imaculados, esses cristãos demasiado educados, que falam de assuntos enquanto tomam chá tranquilamente. Não! Devemos tornar-nos cristãos corajosos e ir em busca dos que são a própria carne de Cristo! 

Quando vou confessar – ainda não posso, porque sair para me confessar… daqui não se pode sair, mas isto é outro problema – quando eu ia confessar na diocese precedente, apareciam uns quantos a quem perguntava sempre: “Mas dá esmola?” – “Sim, padre!”. “Ah, bom, bom”. E fazia outras duas perguntas: “Diga-me: quando dá esmola olha para aquele ou aquela a quem a dá?” – “Ah, não, não pensei nisso”. Segunda pergunta: “E quando dá a esmola, toca na mão daquele a quem a dá ou atira a moeda?” Eis o problema: a carne de Cristo, tocar na carne de de Cristo, assumir esta dor dos pobres. A piedade não é para nós cristãos uma categoria sociológica, filosófica ou cultural: não, é uma categoria teologal. Eu diria que é talvez a primeira categoria, porque esse Deus, o Filho de Deus, se baixou, se fez pobre para caminhar connosco. E é esta a nossa pobreza: a pobreza da carne de Cristo, a pobreza que o Filho de Deus nos trouxe com a Sua Encarnação. 

Uma Igreja pobre para os pobres começa por ir ao encontro da carne de Cristo. Se vamos ao encontro da carne de Cristo, começamos a compreender algo, a compreender o que é esta pobreza, a pobreza do Senhor. E isto não é fácil. Mas há um problema que não faz bem ao espírito dos cristãos: o espírito mundano, a mundanidade espiritual. Isto leva-nos a uma suficiência, a viver o espírito do mundo e não o de Jesus. A questão que colocáveis: como se deve viver para enfrentar esta crise que atinge a ética pública, o modelo de desenvolvimento, a política. Como se trata de uma crise do homem, uma crise que destrói o homem, é uma crise que despoja o homem da ética. Se, na vida pública, na política, não houver ética, uma ética de referência, tudo é possível e tudo pode ser feito. E, quando lemos os jornais, vemos como a falta de ética na vida pública faz tão mal à humanidade inteira.



Queria contar-vos uma história. Já o fiz duas vezes esta semana, mas fá-lo-ei uma terceira vez a vós. É a história que conta um midrash bíblico de um rabino do século XII. Ele conta-nos a história da construção da Torre de Babel e diz-nos que, para a construir eram preciso fazer tijolos. O que significa isto? Ir, misturar a lama, transportar a palha, fazer tudo e depois… ao forno. E, uma vez feito, o tijolo era levado para cima, para a construção da torre de Babel. Um tijolo era um tesouro por causa do trabalho todo que dava fazê-lo. Quando um tijolo caía, era uma tragédia nacional e o operário culpado era castigado; um tijolo era tão preciso que era um drama quando caía. Mas se um operário caía, não acontecia nada, era uma coisa totalmente diferente. Isto acontece hoje: se os investimentos nos bancos descem um pouco… tragédia… o que fazer? Mas se as pessoas morrem de fome, se não têm comida, se não têm saúde, não se faz nada! Eis a nossa crise atual! E o testemunho de uma Igreja pobre para os pobres vai ao encontro desta mentalidade.



A quarta questão: “Perante estas situações parece-me que o meu confessar, o meu testemunho é tímido, tem peias. Eu queria fazer mais, mas o quê? E como ajudar estes nossos irmãos, como aliviar os seus sofrimentos nada ou muito pouco podendo fazer para mudar o seu contexto político-social?”.



Para anunciar o Evangelho são necessárias duas virtudes: a coragem e a paciência. Eles (os cristãos que sofrem) são a Igreja da paciência. Sofrem e são mais mártires hoje que nos primeiros séculos da Igreja, são mais mártires! São nossos irmãos e irmãs. Sofrem! Levam a fé ao martírio. Mas o martírio nunca é uma derrota; o martírio é o mais alto grau do testemunho que devemos dar. Estamos no caminho do martírio, dos pequenos martírios; renunciar a isto, fazer aquilo… mas estamos no caminho. E eles, os pobrezinhos, dão a vida, mas dão-na – como sentimos a situação no Paquistão – por amor a Jesus, testemunhando Jesus. Um cristão deve ter sempre esta atitude de amor a Jesus, testemunhando Jesus. Um cristão deve ter sempre esta atitude de mansidão, de humildade, a mesma atitude que eles têm confiando em Jesus, entregando-se a Jesus. 

É bom precisar que muitas vezes estes conflitos não têm uma origem religiosa; há amiúde outras causas de tipo social e político, e infelizmente as pertenças religiosas são utilizadas como achas na fogueira. Um cristão deve sempre saber responder ao mal com o bem, mesmo que isto seja muitas vezes difícil. Nós procuramos fazer sentir a estes irmãos e a estas irmãs que estamos profundamente unidos – profundamente unidos! – à sua situação, que sabemos que eles são cristãos “entrados na paciência”. Quando Jesus vai ao encontro da Paixão, entra na paciência. Eles entraram na paciência: dai-lo a saber, mas também dai-lo a saber ao senhor. Pergunto-vos: vós rezais e por estes irmãos e estas irmãs? Rezais por eles? Não vou agora pedir que quem reza levante a mão: não. Não o perguntarei agora. Mas pensai bem nisso. Na oração quotidiana, dizemos a Jesus: “Senhor, olha para este irmão, olha para esta irmã que tanto sofre, que tanto sofre!” Eles experimentam o limite, justamente o limite entre a vida e a morte. E também para nós: esta experiência deve levar-nos a promover a liberdade religiosa para todos, para todos! Todos os homens e todas as mulheres devem ser livres na sua confissão religiosa seja ela qual for. Porquê? Porque esses homens e essas mulheres são filhos de Deus.



E assim creio ter dito algo acerca das vossas questões, peço desculpa se me alonguei demais. Obrigado e não esqueçais: nada de Igreja fechada, mas sim uma Igreja que sai para fora, para as periferias da existência. Que aí o Senhor nos guie. Obrigado.


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sexta-feira, 24 de maio de 2013

O Vaticano visto por dentro



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Dia de Nossa Senhora Auxiliadora: Regabofe nos Salesianos!

A festa de Maria Auxiliadora deve ser o prelúdio da festa eterna que deveremos celebrar todos juntos um dia no Paraíso" São João Bosco



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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Sobre o documentário “Pecado na Igreja” da RTP

Depois de contratar o maior mentiroso do País como comentador, a RTP provou hoje mais uma vez que está a seguir o caminho do jornalismo sensacionalista e rasca. O documentário feito pela jornalista Mafalda Gameiro não podia ser mais tendencioso e enganador. Os entrevistados foram escolhidos a dedo, e as respostas dos que não alinhavam totalmente com o que a jornalista defendia foram cortadas no ‘momento certo’.

Apresentar as 4000 denúncias de pedofilia que aconteceram nos últimos 10 anos na diocese de Boston (sic) sem dizer que os casos se passaram há décadas atrás e não são recentes é no mínimo pouco honesto. O mesmo, e ainda mais grave, quando se tenta associar a pedofilia ao celibato dos Padres.

Um dos “especialistas” entrevistados foi um brasileiro gay, que, por ser católico, se recusou a envolver com um padre, mas que ganha a vida como prostituto, e, segundo diz, tem clientes padres (tudo faz sentido). Outra “especialista”, com largo tempo de antena, foi uma trabalhadora do sexo (sic) que diz que a Igreja defende uma “falsa pureza”, para de seguida afirmar que no sexo não existe falta de pureza (não estivesse a própria interessada no negócio). Ambos falaram de padres como se fossem os seus clientes quase exclusivos, mas dada a incoerência dos seus discursos, e o propósito da entrevista a que foram sujeitos, a sua credibilidade fica um pouco abalada.

A ideia que se quis fazer passar é que TODOS os padres são infiéis ao celibato a que se sujeitaram livremente, o que lança uma sombra de suspeita sobre muitas pessoas que deram a vida por nós. Isto para não falar dos que são nossos amigos.

Aos (poucos) padres que se envolvem frequentemente com mulheres, com homens, com prostitutas, com prostitutos, com adolescentes ou com crianças, digo isto: o inferno é para sempre. E para sempre é muito tempo!


João Silveira


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Carta aberta a Teresa Caeiro, deputada do CDS - Sofia Costa Guedes

Querida Tegui (Teresa Caeiro),

Conheço-a há muitos anos e sempre a considerei como uma mulher de valores, de convicções, de combates. Olhei para si e admirava-a como política. Dum partido dito da Democracia Cristã. E por isso não podia deixar de lhe dizer o que sinto e como vejo hoje...

Como é mais do que evidente, Portugal e a Europa estão a viver um tempo duma mistura de “pré e pós” guerra. Vivemos um presente sem alicerces, sem seguranças, sem tecto . As pessoas não sabem onde andam, onde estão, quem são!!!? O que vão comer, onde se deitar, o que pensar, a quem obedecer. Sem rumo, sem caminho, perdem-se...

E porque será? Como chegamos a isto?

Não são os cursos de Direito, nem de Medicina, nem de Gestão ou Economia, de Relações Internacionais, nem sequer de Engenharia molecular e outros que podem dar a resposta. Porque a resposta está no homem, em cada homem.

A Antropologia talvez nos possa ajudar. Porque fala do ser humano, da sua identidade que é feminina e masculina. Que prova cientificamente e filosoficamente que são diferentes, com igual dignidade. Que não existe outra forma de ser senão homem e mulher! E que só nesta complementaridade pode nascer a vida! Nunca houve outra forma nem jamais haverá!!! Por mais que se inventem conceitos, esta verdade é imutável. É científico, é racional, é real!!!

Mas ainda há uma outra questão, as raízes cristãs são fundamentadas numa Pessoa: Jesus Cristo! Aquele que você e os democratas cristãos dizem acreditar. Aquele que nos deu as Bem-Aventuranças, para entendermos melhor os Mandamentos. Aquele que amou todos, se deu com todos, perdoou todos os que se arrependeram, mas que foi muito claro em relação ao Homem! Ele próprio se fez homem!!! Deu a vida por todos e cada um. Foi grande defensor das mulheres, sendo escândalo no seu tempo, mas sempre as olhou e tratou com o maior dos respeitos e dignidade.

O Cristianismo é o maior defensor da Natureza, porque foi Deus quem a criou. A Liberdade do Homem, também foi a premissa, mas disse-nos que só se é livre quando se escolhe a Verdade, o Bem!!! Tudo o resto aprisiona-nos, limita-nos e em última análise mata-nos. 

Foi por isso com enorme tristeza a vi ser minha representante no Parlamento e abster-se de defender os mais frágeis da nossa sociedade. A proposta de lei sobre a co-adoção de crianças por pares homossexuais é uma loucura! É matar toda uma genealogia natural que todos têm direito. É negar a identidade de uma pessoa!!! Já imaginou acontecer isso com o seu filho? Queira Deus que não aconteça, mas ..... o seu filho "cortar" consigo, sua mãe e tudo o que ela foi para ele, sobretudo o lhe ter dado vida?

E esta é mais uma de muitas “anormalidades” que a ideologia gay ou do género, tem conseguido injetar na nossa sociedade. Por isso ela está doente de morte!!! E você e tanto loucos, inconscientes deixam-se ir.... fora os que dormem...

Estou triste, mas acordada, serena e cheia de esperança, porque sei que a Vitória do Bem sobre o Mal já aconteceu! A nós cabe-nos escolher de que lado queremos estar.... porque nós ainda estamos no combate!!!

Pense nisso Tegui e embora continuando sua amiga, digo-lhe que não só não voto mais no CDS ou qualquer outro partido, como vou fazer campanha contra. Lutei 38 anos pelo direito e dever de votar. Agora já não acredito nesta forma de fazer política, porque o que se passa no Parlamento nada tem a ver com a realidade.

Um beijinho e que a Sabedoria de Deus ilumine a sua consciência.


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quarta-feira, 22 de maio de 2013

A humildade de S. Macário

Certo dia, S. Macário regressava à sua cela, trazendo consigo umas folhas de palmeira. Pelo caminho, o demónio veio ao seu encontro com uma foice de ceifeiro, e tentou atacá-lo, mas não conseguiu. Disse-lhe então o demónio: «Macário, sofro muitos tormentos por tua causa, porque não consigo vencer-te. Contudo, faço tudo o que tu fazes: tu jejuas, e eu não como; tu velas, e eu não durmo. Há só um aspecto em que me vences.» «Qual?» «A tua humildade. É ela que me impede de te vencer.» 

in Sentenças dos Padres do Deserto


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terça-feira, 21 de maio de 2013

Nossa Senhora de Fátima e Lenine - Pe. Gonçalo Portocarrero

Nossa Senhora de Fátima, aliás Maria de Nazaré, e Vladimir Ilitch Ulianov, mais conhecido por Lenine, têm algumas curiosas afinidades, que, se não forem meras coincidências, são inquietantes manifestações de um desígnio transcendente.

O primeiro facto que os relaciona é a “conversão da Rússia”, que ambos, embora de forma diametralmente oposta, se propuseram realizar. Lenine, através da revolução de Novembro de 1917, converteu o império ortodoxo dos czares na ateia URSS. Maria, a 13 de Julho de 1917, também se propôs converter a Rússia… mas no sentido contrário! Não é estranho que um revolucionário queira converter um Estado cristão num país ateu, mas tem que se lhe diga que alguém queira converter numa sociedade cristã um país que já o é, porque sabe que, entretanto, vai deixar de o ser! Com efeito, naquela altura ninguém podia supor necessária a conversão da Rússia, para voltar a ser o que na data já era! Terá sido mera casualidade que, antes de aparecido o mal, já tivesse sido preconizada a cura?!

A segunda ocorrência dá-se a 13 de Maio de 1917, dia da primeira aparição na Cova da Iria e data em que Lenine redige o seu “credo ateu”. Esta sua profissão de fé ateia – Dostoievski disse que os russos têm tanta fé que alguns até são ateus! – foi provocada pelo assassinato, em Sampetersburgo, a futura Leninegrado, de uma professora e das crianças a quem dava catequese.

Meras coincidências? Talvez. Mas para a ciência, como para a fé, não há acasos. O que a razão humana não consegue explicar cientificamente, a fé entende que pode ser uma manifestação da Providência que, como alguém disse, é Deus quando viaja incógnito pelos caminhos dos homens, fazendo-os divinos. in ionline


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A luta continua!




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segunda-feira, 20 de maio de 2013

Diálogo entre Frodo e Sam em As Duas Torres - Senhor dos Anéis

Sam: “As personagens dessas histórias…tinham uma série de hipóteses de voltar para trás, mas não o faziam. Eles continuavam…porque estavam agarrados a uma coisa.”
 
Frodo: “A que é que eles se agarravam, Sam?”
 
Sam: “A que existe algum bem e muito de bom neste mundo, Senhor Frodo. E que vale a pena lutar por isso.”



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Relâmpagos durante uma erupção vulcânica

Why does a volcanic eruption sometimes create lightning? Pictured above, the Sakurajima volcano in southern Japan was caught erupting in early January. Magma bubbles so hot they glow shoot away as liquid rock bursts through the Earth's surface from below. The above image is particularly notable, however, for the lightning bolts caught near the volcano's summit. Why lightning occurs even in common thunderstorms remains a topic of research, and the cause of volcanic lightning is even less clear.


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domingo, 19 de maio de 2013

O Papa Francisco, os pobres e o exorcismo

Na Vigília de ontem com os movimentos católicos o Papa Francisco mostrou mais uma vez como a sua relação com Jesus se reflecte na sua relação com os pobres e necessitados. Contou o Santo Padre, que quando se sentava no confessionário na sua diocese – agora já não se pode dar a esse luxo – fazia sempre 3 perguntas a quem se confessava: 1 – tem dado esmola aos pobres? 2 – quando dá esmola olha nos olhos do pobre? 3 – quando dá esmola toca na mão do pobre ou larga a moeda e vai-se logo embora?

Isto explica a verdadeira essência da esmola cristã. Não é apenas uma moeda que se pode dispensar, e se dá por descargo de consciência, mas antes um baixar-se para ir ao encontro do outro, do que não tem ninguém que o ame, ou que simplesmente olha para ele. As moedas são apenas um meio para um fim muito maior, que o outro sinta uma centelha do amor que Deus lhe tem. Daí que a luta contra a pobreza seja mais do que dar condições económicas a alguém, mas que aquela pessoa se sinta alguém.

No seguimento disso, hoje depois da Missa de Pentecostes, depois de ter dado a volta à Praça de S.Pedro, o Papa saiu do papamóvel no último corredor, onde tinham feito uma grande fila de pessoas deficientes mentais e motoras. Durante longos minutos o Santo Padre deteve-se a conversar, especialmente com os mais faladores, e a beijar um a um. Levou à prática o que tinha predicado no dia anterior, quando disse: “Tocar no corpo do pobre é tocar no corpo de Cristo.”

Um deles foi especialmente impressionante: um jovem que estava de cadeira de rodas, acompanhado por um Padre que conheço. Este Padre explicou ao Papa Francisco que o jovem sofria uma possessão demoníaca. O Papa deu-lhe uma bênção, que se traduziu logo ali num exorcismo. O jovem começou a gritar e as pessoas que estavam lá perto ficaram bastate impressionadas. É incrível o poder do Sucessor de Pedro, quando invoca o nome de Jesus Cristo não há quem lhe consiga resistir. Já tinha ouvido falar de exorcismos dos Papas anteriores, que tinham acontecido apenas com a bênção do Papa, mas nunca tinha testemunhado nada disso. O Papa Francisco deu mais um golpe no seu velho inimigo!


João Silveira


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sábado, 18 de maio de 2013

Encontro do Papa Francisco com os Movimentos Católicos


Hoje à tarde, no encontro do Papa com os movimentos católicos, a Praça de S.Pedro estava cheia, a Via della Conciliazione estava cheia, as ruas à volta estavam cheias…o ambiente estava incrível! O CL estava em clara maioria, e foi impressionante quando toda a praça se calou para cantar o Povera Voce. Depois o Papa esteve simplesmente brilhante, para mim foi o melhor discurso do Papa Francisco até agora, vale a pena ler! A Igreja está viva!


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Saudação de D. Manuel Clemente ao Patriarcado de Lisboa

Caríssimos diocesanos do Patriarcado de Lisboa,

Por nomeação do Santo Padre, o Papa Francisco, regressarei a Lisboa em julho próximo, para vos servir como Bispo Diocesano. É um regresso enriquecido por quanto aprendi na Igreja Portucalense, na grande generosidade e aplicação dos seus membros, a tantos títulos notáveis. Como sabeis, não é a primeira vez que um bispo portucalense continua o seu ministério entre vós: assim aconteceu designadamente com D. Tomás de Almeida, que daqui partiu para ser o primeiro Patriarca de Lisboa, em 1716.


De Lisboa trouxe eu para o Porto cinquenta e oito anos de vida convivida, como leigo e ministro ordenado, sob o pastoreio dos Cardeais Cerejeira, Ribeiro e Policarpo. De todos eles guardo larga e agradecida recordação, em especial do Senhor D. José Policarpo, de quem fui aluno e depois colaborador próximo no Seminário dos Olivais e no serviço episcopal, muito ganhando com a sua amizade, inteligência e conselho. A ele dirijo neste momento palavras sentidas de muita gratidão e estima, sabendo que posso contar com a sua sabedoria e experiência. Do Porto levo para Lisboa mais seis anos, plenos de vida pastoral intensa nesta grande Igreja e região, quer no dia a dia das suas comunidades cristãs, quer no dinamismo cívico e cultural dos seus habitantes e instituições.



Assim vos reencontrarei. As minhas palavras vão cheias do grande afeto que sempre mantive por todas e cada uma das terras e populações que, de Lisboa a Alcobaça e do Ribatejo ao Atlântico, integram o Patriarcado de Lisboa. Falo das comunidades cristãs e de quantos, ministros ordenados, consagrados e fiéis leigos, nelas dão o seu melhor nas diversas concretizações apostólicas. Falo das associações de fiéis e movimentos, dos institutos religiosos e seculares, das famílias, das instituições e iniciativas de todo o tipo em que a seiva evangélica dá bom fruto. E refiro-me também a todas as realidades sociais e cívicas onde se constrói aquele futuro melhor, justo e solidário de que ninguém de boa vontade pode e quer desistir. Da minha parte, contareis com tudo o que puder, n’ Aquele que nos dá força (cf. Fl 4, 13).


Saúdo com grande amizade os Senhores D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás, bem como todos os membros do cabido e do presbitério, do diaconado e dos serviços diocesanos, dos seminários, paróquias, institutos, associações e movimentos: Todos juntos, na complementaridade dos carismas e ministérios que o Espírito distribui, seremos o Corpo eclesial de Cristo, para que o seu programa vivamente continue, como o enunciou na sinagoga de Nazaré: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres…» (cf. Lc 4, 18 ss).

Vosso irmão e amigo, com Cristo e Maria,
+ Manuel Clemente
Porto, 18 de maio de 2013


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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dom Manuel Clemente é o novo Patriarca de Lisboa

Fontes não-oficiais garantem que a notícia será confirmada oficialmente amanhã




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D.Javier Echevarría sobre o Papa Francisco

Encomendei o Santo Padre a Santo Inácio de Loyola, cuja herança espiritual tantos frutos deu na Igreja. Estou convencido de que Santo Inácio intercederá pelo Papa atual; e pensei também na alegria que a sua eleição significaria para a Companhia de Jesus. Recordei a devoção que São Josemaria tinha por Santo Inácio, que cita numerosas vezes em “Caminho” e chama familiarmente Íñigo ou Inácio; considerava-o figura eminente de santidade, dessa entrega sem reservas que ele também propunha – por outras vias – a quem se aproximava do seu apostolado, e celebrou a Santa Missa no quarto do santo de Loyola.
 
D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei


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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os meus filhos são socialistas

Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estóicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.

Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Ele dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.

O segundo sintoma tem que ver com o aparecimento desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta.

Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém...

O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou mesmo as mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.

Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a “cultura democrática” em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.

A minha sorte é que os meus filhos crescem. Já os socialistas são crianças a vida inteira. 

Inês Teotónio Pereira in ionline


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Papa Francisco ontem na praça de S.Pedro

Veni Sancte Spiritus



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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Que vos estimeis, que vos ajudeis - S. Josemaria Escrivá

Com quanta insistência o Apóstolo S. João pregava o "mandatum novum"! "Amai-vos uns aos outros!". Pôr-me-ia de joelhos, sem fazer teatro – grita-mo o coração –, para vos pedir, por amor de Deus, que vos estimeis, que vos ajudeis, que vos deis a mão, que vos saibais perdoar. Portanto, vamos banir a soberba, ser compassivos, ter caridade; prestar-nos mutuamente o auxílio da oração e da amizade sincera. 
(Forja, 454)

Só por o filho voltar a Ele, depois de o atraiçoar, prepara um banquete. Que nos concederá, a nós, que procurámos ficar sempre ao Seu lado? Longe da nossa conduta, portanto, a lembrança das ofensas que nos tenham feito, das humilhações que tenhamos padecido – por mais injustas, grosseiras e rudes que tenham sido – porque é impróprio de um filho de Deus ter um registo preparado para apresentar depois uma lista de ofensas. Não podemos esquecer o exemplo de Cristo.

Não se muda a nossa fé cristã como quem muda um vestido: pode enfraquecer ou robustecer-se ou perder-se. Com esta vida sobrenatural revigora-se a fé e a alma aterra-se ao considerar a miserável nudez humana sem o auxílio divino. E perdoa e agradece: meu Deus, se contemplo a minha pobre vida não encontro nenhum motivo de vaidade e menos ainda de soberba; só encontro abundantes razões para viver sempre humilde e compungido. Sei bem que a melhor nobreza é servir.

Levantar-me-ei e percorrerei a cidade: pelas ruas e praças procurarei aquele que amo... E não apenas a cidade; correrei o mundo de lés a lés – por todas as nações, por todos os povos, por carreiros e atalhos – para conquistar a paz da minha alma. E descubro-a nas ocupações diárias, que não me servem de estorvo; que são – pelo contrário – o caminho e a ocasião de amar cada vez mais e de cada vez mais me unir a Deus. (Amigos de Deus, nn. 309–310)


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terça-feira, 14 de maio de 2013

França bane as palavras "Pai" e Mãe"

Em França o formulário de inscrição para a escola já vem com as palavras "Parent 1" e "Parent 2" em vez de "Père" et "Mère". Temos que banir da face da Terra essas palavras homofóbicas "Pai" e "Mãe", malditas sejam!


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Frase do dia

"Graças a Deus há uma geração jovem e que incomoda muito, incomoda e assusta. E isto alegra-me muito, porque é o futuro da Igreja. Uma geração jovem que quer seriedade. Temos que entender que o jovem de hoje não é o dos anos 60. O jovem dos anos 60 contestava; o jovem cristão de hoje quer redescobrir as suas raízes". 

D. Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju.


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13 de Maio de 1981

No dia 13 de Maio de 1981, duas balas cobardes fizeram tombar um gigante, mas Nossa Senhora de Fátima levantou-o.



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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Francisco e o diabo - Sandro Magister

Na pregação do Papa Francisco há um tema que aparece com uma frequência surpreendente: o diabo.

O mesmo tema aparece repetido com a mesma frequência no Novo Testamento. No entanto, a surpresa permanece, quanto mais não seja porque com as suas contínuas referências ao diabo o Papa Jorge Mario Bergoglio distancia-se da pregação actual da Igreja, que sobre ele cala ou reduz a metáfora.

Mais: está tão difundida a minimização do diabo que chega a projectar a sua sombra sobre as próprias palavras do Papa. Até agora a opinião pública, tanto a católica como a laica, parece despreocupada perante esta insistência sobre o diabo, ou, quanto muito, acenando uma indulgente curiosidade.

Seja o que for, uma coisa é certa. Para o Papa Bergoglio o diabo não é um mito, é uma pessoa real. Numa das suas homilias matutinas na capela da Domus Sanctae Marthae disse que não só há ódio no mundo em relação a Jesus e à Igreja, como, por trás deste espírito do mundo, está "o príncipe deste mundo".

"Com a sua morte e ressurreição Jesus resgatou-nos do poder do mundo, do poder do diabo, do poder do príncipe deste mundo. A origem do ódio está aqui: estamos salvos e esse príncipe do mundo, que não quer que sejamos salvos, odeia-nos e faz nascer a perseguição que desde os primeiros tempos de Jesus continua até hoje".

É preciso reagir ante o diabo - diz o Papa - como fez Jesus, que "respondeu com a palavra de Deus. Com o príncipe deste mundo não se pode dialogar. O diálogo entre nós é necessário; é necessário para a paz, é uma atitude que devemos ter entre nós para nos escutarmos e entendermos. E deve manter-se sempre. O diálogo nasce da caridade, do amor. Mas com este príncipe não se pode dialogar, pode apenas responder-se com a palavra de Deus que nos defende".

Francisco fala do diabo demonstrando que tem muito claros na sua mente os seus fundamentos bíblicos e teológico.

E precisamente para refrescar a mente sobre esses fundamentos no "L'Osservatore Romano" do dia 4 de Maio intervem o teólogo Inos Biffi, com um artigo que percorre a presença e o papel do diabo no Antigo e no Novo Testamento, tanto no que foi revelado e é evidente, como no que pertence a um "panorama oculto" e, em última análise, "aos imperscrutáveis caminhos" de Deus.


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domingo, 12 de maio de 2013

Procissão das velas no Santuário de Fátima

"Não ofendam mais a Deus, Nosso Senhor, que já está muito ofendido!" 
Nossa Senhora de Fátima



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sábado, 11 de maio de 2013

Oásis - Pe.Gonçalo Portocarro de Almada

Todos os anos é a mesma coisa. A partir dos primeiros dias do mês de Maio, dos mais variados locais do país, homens e mulheres fazem-se à estrada. Alguns caminham centenas de quilómetros, ao longo de vários dias, outros percorrem distâncias mais curtas. Muitos vão a pé, desgranando as contas do rosário, apoiados num bordão, de mochila às costas e bolhas nos pés.

Um destino comum: Fátima. Um denominador comum: a fé. Mas são muitas as idades, como variadas as condições económicas e sociais. Muitos vão pedir graças, alguns agradecer, muitos transportam encargos alheios. Mas há também quem leve apenas o seu rezar ou, se nem isso souber, tão só o seu olhar.

Talvez não haja povoação mais desinteressante, em termos humanos, do que Fátima. Mesmo as grandiosas basílicas não primam pela beleza. A paisagem natural é vulgar, quase banal. E as lojas de artigos religiosos, geralmente de gosto muito duvidoso, têm o condão de desanimar até o mais fervoroso crente.

Sei de pessoas que foram a Fátima pedir emprego e não o obtiveram. Doentes que imploraram a cura e não lograram debelar os seus males. Coxos, que coxos ficaram e ainda hoje o são. Mas não conheço ninguém, absolutamente ninguém, que tendo alguma vez peregrinado até à Cova da Iria, de lá não tenha trazido uma bênção de Deus.

Por isso, no deserto em que se converteu o mundo moderno, tão cheio de coisas supérfluas mas tão vazio do que é essencial, são precisos, mais do que nunca, estes oásis de espiritualidade. in jornal i


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O órgão - Papa Bento XVI

"O órgão, desde sempre e com razão, foi considerado o rei dos instrumentos musicais, porque abrange todos os sons da criação e dá ressonância à plenitude dos sentimentos humanos. Para mais, transcendendo, como toda a música de qualidade, a esfera simplesmente humana, transporta para o divino. A grande variedade dos timbres do órgão, do piano até ao fortissimo arrebatado, faz dele um instrumento superior a todos. Ele tem a capacidade de dar ressonância a todos os âmbitos da existência humana. As múltiplas possibilidades do órgão recordam-nos de certa maneira a imensidão e magnificência de Deus." 



Alte Kapelle de Ratisbona, 13 de Setembro de 2006


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sexta-feira, 10 de maio de 2013

Frase do dia

"O sexo é um instinto que produz uma instituição. E se é algo positivo e não negativo, bom e não mau, criador e não destruidor, é porque produz essa instituição chamada família: um pequeno Estado ou comunidade que, uma vez iniciada, tem centenas de aspectos que não são de nenhuma maneira sexuais. Inclui amor, festa, justiça, decoração, descanso, educação, apoio... O sexo é a porta de entrada dessa casa, mas qualquer casa é muito maior do que a sua porta".  

G.K. Chesterton (29 de Janeiro de 1928)


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quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ascensão do Senhor

"Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu." (Actos 1, 11)



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quarta-feira, 8 de maio de 2013

O escândalo de Westminster - Pe.Gonçalo Portocarrero

Isto de escândalos eclesiais já não devia surpreender ninguém, mas a verdade é que fiquei impressionado com as mais recentes notícias de Westminster, a diocese católica da capital do Reino Unido. E, mais uma vez, a questão tem que ver com os padres, que, como é sabido, têm sido recentemente motivo de muitas notícias no mundo anglo-saxónico, quase sempre pelos piores motivos.

Desta feita, é a própria diocese católica de Londres, Westminster, que toma a iniciativa de denunciar o problemático estado em que se encontra. Fá-lo por meio de um breve folheto de quatro páginas, divulgado a todos os seus fiéis, e que abre com a chocante fotografia de quatro candidatos ao presbiterado, prostrados no chão, como prescreve a liturgia da respectiva ordenação. 

Nas páginas seguintes, um gráfico ajuda a compreender a difícil situação da principal diocese britânica: em menos de uma década o número de seminaristas duplicou! Com efeito, se em 2004 eram apenas 17, na actualidade o seminário católico de Londres conta com 40 jovens, dos quais oito serão ordenados presbíteros este Verão!

É certamente extraordinário um incremento de 135% das vocações sacerdotais na principal diocese inglesa, precisamente no país em que a confissão religiosa maioritária, a Igreja Anglicana, não só permite a ordenação sacerdotal de homens casados, como também admite mulheres às sagradas ordens. Esta explosão de vocações é dramática a vários níveis. 

Do ponto de vista económico, representa um grave défice para a diocese londrina, que, por isso, lançou uma campanha de grande escala de angariação de fundos. Para os eternos defensores dos padres casados e da ordenação feminina, é um facto trágico, que quase os deixa sem argumentos. Para os católicos, é um milagre tão evidente que dispensa a fé, logo no ano em que os Papas Bento XVI e Francisco tinham pedido uma especial vivência desta virtude sobrenatural! in jornal i


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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Frase do dia

"Viveremos bem quando decidirmos fazer um exame de consciência todas as noites." 

S. João Maria Vianney


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Carta do Papa Francisco sobre o "casamento gay" na Argentina

Escrevo estas linhas aos que estão nos quatro mosteiros de Buenos Aires. O povo argentino deverá confrontar-se, nas próximas semanas, com uma situação cujo resultado pode ferir gravemente a família. Trata-se do projecto de lei sobre o matrimónio de pessoas do mesmo sexo.

Aqui estão em jogo a identidade e a sobrevivência da família: pai, mãe e filhos. Está em jogo a vida de tantas crianças que serão discriminadas de antemão, privando-se do amadurecimento humano que Deus quis que se desse com um pai e uma mãe. Está em jogo o rechaço directo à lei de Deus, gravada nos nossos corações.

Recordo uma frase de Santa Teresinha quando fala sobre a sua enfermidade de infância. Disse que a inveja do Demónio quis cobrar na sua família a entrada da sua irmã mais velha no Carmelo. Aqui também está a inveja do Demónio, através da qual entrou o pecado no mundo, que de modo manhoso pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher receberam o mandamento de crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Não sejamos ingénuos: não se trata de uma simples luta política. É a pretensão destrutiva do plano de Deus. Não se trata dum mero projecto legislativo (este é meramente o instrumento), mas duma acção do pai da mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus.

Jesus disse-nos que, para nos defendermos deste acusador mentiroso, nos havia de enviar o Espírito da Verdade. Hoje, a Pátria, perante esta situação, necessita da assistência especial do Espírito Santo para que brilhe a luz da Verdade no meio da obscuridade do erro. É necessário que este advogado nos defenda do encantamento de tantos sofismas com que se tenta justificar este projecto de lei, e que confundem e enganam até mesmo pessoas de boa vontade.

Por isto, recorro a vós pedindo oração e sacrifício, as duas armas invencíveis que Santa Teresinha confessava ter. Clamem ao Senhor para que envie o Espírito aos senadores que irão votar. Que não o façam movidos pelo erro ou por situações de conjunctura, mas segundo o que a lei natural e a lei de Deus prescreve. Peçam por eles, pelas suas famílias; que o Senhor os visite, os fortaleça e console. Peçam para que eles façam um bem à Pátria.

O projecto de lei será tratado no Senado depois de 13 de Julho. Olhemos para São José, para Maria, para o Filho, e peçamos com fervor que defendam a família argentina neste momento. Recordemos aquilo que Deus disse ao seu povo num momento de muita angústia: “esta guerra não é vossa, mas de Deus”. Que eles nos socorram, defendam e acompanhem nesta guerra de Deus.

Obrigado pelo que farão nesta luta pela Pátria. E, por favor, também vos peço que rezem por mim. Que Jesus vos abençoe e a Virgem Santa Maria cuide de vós.

Com carinho,
Cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires (22 de Junho de 2010)


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domingo, 5 de maio de 2013

Dia da Mãe: Santa Mónica rogai por nós

Túmulo de Santa Mónica, Basílica de Santo Agostinho (Roma)



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Dia da Mãe

"Uma mãe ajuda os filhos a crescer e quer que cresçam bem; por isso, educa-os para que não se deixem levar pela preguiça – que deriva de um certo bem-estar - a não se acomodarem a uma vida fácil, que se contenta unicamente a ter coisas. A mãe cuida dos filhos para que cresçam sempre mais, cresçam fortes, capazes de assumirem responsabilidades, de se empenharem na vida, de abraçarem grandes ideais. O Evangelho diz que, na família de Nazaré, Jesus 'crescia e se fortalecia, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele' (Lc 2,40)." 

Papa Francisco, ontem na Basílica de Santa Maria Maior


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sábado, 4 de maio de 2013

Escuta bem, Igreja em Portugal - Nota Pastoral da CEP

Escuta bem, com toda a atenção, Igreja em Portugal:
  — reúne-te à volta de Jesus, aprende a rezar e, com Jesus e como Jesus, vai  com alegria e ousadia sempre renovadas à procura e ao encontro dos teus  filhos e filhas;
— reveste-te sem ostentação nem riquezas, mas com humildade e verdade e com a ternura de Jesus Cristo;
— acolhe e vive o Evangelho como uma graça recebida, transmite-o com amor e fidelidade, e não como um produto para publicitar ou para colocar no  mercado;

— põe todo o esmero a preparar e oferecer, com carinho, verdadeiros itinerários  de iniciação e de formação cristã para crianças, adolescentes jovens e  adultos;
— redobra o teu empenho na preparação dos candidatos ao sacerdócio;
— fica sempre atenta e vigilante e sê persistente em tudo o que diz respeito à  formação permanente dos teus sacerdotes;

— reconhece os consagrados pela riqueza dos seus carismas como membros  ativos e indispensáveis no crescimento e na ação do Povo de Deus;
— cuida também da formação dos fiéis leigos, com especial atenção aos mais  comprometidos na vida da Igreja e da sociedade, e estimula-os a serem  verdadeiros discípulos de Jesus e seus missionários apaixonados e felizes no  coração do mundo;
— vela sempre, com afecto maternal, por todos os teus filhos e filhas, e nunca  deixes que se transformem em meros funcionários, perdendo o ardor e o  primeiro amor.


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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Frase do dia

"Não digas mentiras nem como desculpas. Deus é a verdade!" 

S. Pio de Pietrelcina


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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Welcome home




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"Acompanha os funerais de quem não tem ninguém"

Dentro do caixão segue mais um dos solitários de Lisboa. Um homem, sem nome, sem idade, sem história. À volta, ninguém. Ninguém para o chorar, para sentir a sua falta, ninguém para se despedir, naquele que é o derradeiro momento. No cortejo, além do padre e dos funcionários da funerária, só uma mulher. Em silêncio. Na mão, uma flor. 

Ana Campos Reis tem 60 anos e há dez que acompanha os funerais de quem não tem ninguém. Foi essa a missão que pediu para si quando se ligou à Irmandade de São Roque. Já terá assistido a perto de mil funerais. Mil almas que partiram sem deixar saudades. Muitas vezes, são verdadeiras almas penadas de quem nada se sabe. Nem nome, nem idade, nem história. Como este homem que agora avança, devagarinho, até à última morada, no Cemitério de Benfica. Ao caminhar, uns passos atrás da urna, Ana Campos Reis pensa: «Quem és tu? Quem foste? De onde vieste? O que terá sido a tua vida para que tenhas acabado assim, só, sem vivalma que te venha chorar?» Depois, reza. 

Quando são mortos com nome, a enfermeira da Santa Casa da Misericórdia procura a sua história, tenta saber quem eram, que vida foi a sua, se alguma vez lhe passaram pelas mãos, no seu trajeto de vida. «O que mais me dói são as crianças. Os bebés. Os fetos. Normalmente dou-lhes um nome. Teresa. João. Rita. Onde estão os teus pais? O que falhou para não estarem aqui, no teu último momento? Porque é que tiveste uma vida tão curta?» 

Todos estes mortos solitários têm direito a uma oração, sentida, todos recebem uma rosa vermelha, todos têm a presença, fiel, de uma mulher que vive e viveu toda a vida com os olhos postos nos outros. Uma mulher de fé, apesar de toda a miséria e abandono a que já assistiu em mais de quarenta anos de trabalho na Misericórdia de Lisboa. Uma mulher de fé, apesar de ter perdido um filho, num acidente, em plena juventude. «Essa foi a mais aguda de todas as dores. E talvez seja por isso que é para mim tão importante estar aqui, nos funerais dos que não têm ninguém. Sinto-me sempre perto do meu filho, nestes momentos. Rezo por quem partiu mas rezo também por ele. É, de certo modo, uma forma de estarmos juntos outra vez.» in DN


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quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dia de S. José Operário

"Quero dirigir-me em particular a vocês adolescentes e jovens: empenhem-se nos vossos deveres diários, nos estudos, no trabalho, nas relações de amizade, na ajuda ao próximo; o vosso futuro depende também de como souberem viver estes preciosos anos da vida. Não tenham medo do compromisso e não olhem com medo para o futuro; mantenham viva a esperança: existe sempre uma luz no horizonte." 

Papa Francisco, hoje na Missa


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