quinta-feira, 24 de novembro de 2022

São João da Cruz, um dos maiores místicos da Igreja

A vida de São João da Cruz é magnífica e desconcertante. Nasceu em Fontiveros, província de Ávila (Espanha) pelo ano de 1542. O seu nome de baptismo era João de Yepes e, juntamente com a também doutora da Igreja Santa Teresa d'Ávila, reformou a Ordem Carmelita. 

João era 27 anos mais novo do que a sua amiga Teresa, que o chamava de “pequeno Séneca”, por causa da sua baixa estatura. Amavelmente, chamava-o de “meio homem”, mas não hesitava em considerá-lo pai da sua alma. Dizia que não era possível conversar com ele sobre Deus sem vê-lo em êxtase. 

São João da Cruz foi um grande mestre da vida espiritual. O resumo da sua vida monástica encontra-se nestas palavras: “Não faças coisa alguma, nem digas palavra alguma, que Cristo não faria ou não diria se se encontrasse nas mesmas circunstâncias e tivesse a mesma saúde e idade.” “Nada peças a não ser a cruz, e precisamente sem consolação, pois isso é perfeito.” “Renuncia aos teus desejos e encontrará o que o teu coração deseja.” Aos 21 anos de idade ingressou na Ordem dos Carmelitas.

Foi atacado por uma grande desilusão pelo relaxamento da vida monástica em que viviam os conventos carmelitas. Em dado momento encontrou-se com Santa Teresa, a reformadora do Carmelo feminino, passando a fazer o mesmo junto ao Carmelo masculino. Nessa época era um jovem frade de 26 anos, extremamente sério, físicamente franzino. 

Logo em seguida fundou em Durvelo o primeiro convento dos carmelitas descalços. Foi então que mudou o seu nome para João da Cruz. Esse regresso à mística religiosidade do deserto custou ao santo maus tratos físicos e difamações, chegando a ser preso em 1577 durante oito meses, no cárcere de Toledo. Foi exactamente aí que floresceu a sua grande poesia espiritual. Escreveu “A noite escura da alma”, “A subida do monte Carmelo”, “Cântico espiritual”, e “Chama de amor viva”.

São João de Cruz foi um dos maiores místicos da História da Igreja, por isso é normal que os seus pensamentos nos toquem a alma e o coração:

"O amor consiste em despojar-se e desapegar-se, por Deus, de tudo o que não é Ele."

"Para possuir Deus plenamente, é preciso nada ter; porque se o coração pertence a Ele, não pode voltar-se para outro."

"Para buscar a Deus, requer-se um coração despojado e forte, livre de tudo o que não é puramente Deus."

"Que felicidade o homem poder libertar-se da sensualidade! Isto não pode ser bem compreendido, a meu ver, senão por quem o experimentou. Só então verá claramente como era miserável a escravidão em que se estava."

"Adquire-se a sabedoria através do amor, do silêncio e da mortificação; grande sabedoria é saber calar e não inserir-se em ditos ou fatos e na vida alheia."

"O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo Amado."

"Quem não busca a cruz de Cristo não busca a glória de Cristo."

"Quando tiveres algum aborrecimento e desgosto, lembra-te de Cristo crucificado e cala-te."

"Quando tiveres teus desejos apagados, tuas afeições na aridez e angústias, e tuas faculdades incapazes de qualquer exercício interior, não sofras por isso; considera-te feliz por estares assim. É Deus que te vai livrando de ti mesmo, e tirando-te das mãos todas as coisas que possuis."

"O que busca satisfação em alguma coisa não está livre para que Deus o plenifique de seu inefável sabor."

"Ainda que estejas no sofrimento, não queiras fazer a tua vontade, pois terás assim o dobro de sofrimento."

"A alma que verdadeiramente ama a Deus não deixa de fazer o que pode para achar o Filho de Deus, seu Amado. Mesmo depois de haver empregado todos os esforços, não se contenta e julga não ter feito nada."

"A alma que busca a Deus e permanece em seus desejos e comodismo, busca-o de noite, e, portanto, não o encontrará. Mas quem o busca através das obras e exercícios da virtude, deixando de lado seus gostos e prazeres, certamente o encontrará, pois o busca de dia."

"A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer sente-se impedida em sua liberdade e contemplação."

"Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos."

"Quem se queixa ou murmura não é cristão perfeito, nem mesmo bom cristão."

"Quem souber morrer a tudo terá vida em tudo."


blogger

terça-feira, 22 de novembro de 2022

A diferença entre morrer em estado de graça ou em pecado mortal



blogger

Dia de Santa Cecília

Hoje é dia Santa Cecília, padroeira dos músicos e artistas. Martirizada em Roma, por volta do ano 180, o seu corpo foi encontrado incorrupto 14 séculos depois, no ano 1599. O seu túmulo, juntamente com esta belíssima escultura de Stefano Maderno, encontram-se na Basílica de Santa Cecília, em Trastevere (Roma).


blogger

segunda-feira, 21 de novembro de 2022

Frei Junípero e a capacidade de suportar as críticas e a maldicência

Frei Junípero, um dos primeiros discípulos e companheiros de São Francisco de Assis, não conseguia manter-se em silêncio quando era repreendido ou quando alguém lhe fazia uma observação desagradável. Para se corrigir desse defeito fez o propósito de, durante seis meses, não dar réplica nem mesmo às mais pesadas injúrias que eventualmente lhe fossem feitas.

Essa luta contra si mesmo custou-lhe grandes sacrifícios. Certa vez, ao ser insultado de forma brutal, fez um tal esforço para se conter que sentiu subir-lhe aos lábios uma golfada de sangue que vinha do seu peito. Nesse dia, muito aflito, o bom frade entrou numa igreja, prostrou-se diante de um crucifixo e exclamou:

– Vede, meu Senhor, o que suporto por amor a Vós!

Então, cheio de temor e encanto, viu o divino Crucificado despregar do madeiro a mão direita e colocá-la sobre a chaga aberta pela lança do centurião, enquanto que lhe dizia:

– E Eu, o que suporto por amor a ti? Profundamente emocionado, Junípero era outro homem ao levantar-se. Ele, que antes não conseguia aturar sem sofrimento qualquer pequena injúria, passou a receber com alegria as mais graves ofensas, como se fossem pedras preciosas para ornar a sua alma.


blogger

1700 pessoas na Peregrinação Summorum Pontificum 2022 em Roma



blogger

sábado, 19 de novembro de 2022

Gretl, o canário de Pio XII

É sabido que o Papa Pio XII tinha um grande amor aos animais, em especial ao seu canário - Gretl. Mas de onde veio o canário?

Certo dia, Sua Santidade estava a passear nos jardins do Vaticano quando reparou num canário deficiente. Ele não atravessou para o outro lado. Não ordenou a um jardineiro para se livrar do pássaro. Como o Bom Samaritano, pegou nele cuidadosa e ternamente, levou-o de volta para o Vaticano (que já havia visto animais de estimação papais antes, p.e. o cão de Leão XIII) e tomou conta dele até o canário ficar saudável e forte. 

Depois disto, o pássaro só estava contente, quando na presença do Santo Padre. Quando o Papa fazia a barba o pássaro voava à volta dele e até pousava na sua cabeça, apreciando uma intimidade que nenhum outro, homem ou animal, possuia. Foi um momento muito triste quando a Irmã Pasqualina carregou o pássaro de volta para um Vaticano que não conheceria mais Pio XII.[1]

Abria a porta da gaiola, o canário voava pelo escritório do Papa, e quando este levantava o braço, pousava no dedo dele, falavam disto e daquilo, o Papa punha-se a escrever (à máquina), por exemplo uma Encíclica ou uma carta, o canário voava e quando se cansava voltava pacificamente para a gaiola.[2]

Homem de Deus, ele alimentava-se da oração. Quando rezava, às vezes ficava tão absorto que não ouvia qualquer pessoa que o chamasse, nem reparava no canário que costumava pousar e piar sobre as suas mãos juntas.[3]

São Tomás de Aquino ensina-nos que os animais, como o próprio nome indica, possuem alma (ainda que material e portanto irracional, mas sensitiva) e a sua ligação ao homem é, portanto, uma significativa para ele. Isto apenas mostra a virtude do Papa Pio XII.

 PF

Notas:
1.  corbiniansbear.blogspot.pt
2. porabrantes.blogs.sapo.pt
3. Pe. Ernesto Buonaiuti - Contemporâneo de Sua Santidade Pio XII


blogger

quinta-feira, 17 de novembro de 2022

A redenção do Padre X

Foi num dia de Novembro, há alguns anos, que enterrámos o Padre X. Um sacerdote com quase noventa anos, que confessava todos os dias, e quase durante todo o dia, numa igreja nos subúrbios de uma grande cidade e ajudou a servir a todos, mesmo nos trabalhos mais humildes. Nenhum dos seus paroquianos conhecia o "grande milagre silencioso" que ele vivera aos quarenta e dois anos de sua vida.

Alguns anos depois de ter sido ordenado sacerdote, ele abandonou tudo; e, para evitar provocar escândalo aos seus paroquianos, partiu para um país distante para "refazer a sua vida", como ele disse.

A sua vida não foi exemplar: duas uniões civis fracassaram, graças a Deus sem nenhum filho. Não faltou o álcool, também. Com a consciência entorpecida foram passando os anos, um após outro, sem grandes horizontes ou sacrifícios especiais, enquanto trabalhava como contabilista num armazém e vivia uma vida infeliz; muitas vezes com manifestações de ateísmo.

Um dia, sentado no seu escritório, enquanto fazia os últimos balanços do mês, ouviu uma voz que gritou pedindo ajuda: Um padre, um padre! Na entrada do prédio, um grupo de pessoas cercou uma jovem desmaiada no chão. Um amigo, ajoelhado, tentou reanimá-la. Ele era médico e tinha percebido que era um ataque cardíaco agudo, que deixava poucas possibilidades de sobrevivência. Mais uma vez gritou procurando por um sacerdote. 

X chegou naquele momento e quando viu a jovem em agonia, que abriu os olhos e olhou para ela reviveu todo o seu passado como um terremoto na sua alma. "Tu es sacerdos in aeternum - para sempre - secundum ordinem Melchisedech." As palavras da sua ordenação surgiram vigorosamente na sua cabeça e no seu coração.

O médico amigo da moribunda, quando o viu chegar, percebeu a expressão no seu rosto e perguntou-lhe sem hesitar: você é padre? X sentiu um calafrio por todo o corpo. Como é que aquele homem poderia saber? Ele hesitou e finalmente respondeu: sim.

Absolva-a imediatamente, ela está prestes a morrer! Ela fez um aborto há algumas semanas, estava com uma depressão profunda e queria pedir desculpas ao Senhor pelo seu pecado. Absolva-a, por favor!

As palavras da absolvição sacramental vieram imediatamente à sua boca. Com voz trémula disse: "Eu te absolvo dos seus pecados, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". E os seus olhos ficaram húmidos.

Demorou alguns meses até deixar o Espírito Santo entrar na sua alma, mas finalmente abriu as portas do seu coração, depois de uma visita a um Santuário da Virgem Maria. Ele não chegara a pedir uma dispensa de seus deveres sacerdotais. Seria possível voltar ao ministério sacerdotal?

O seu Bispo já havia falecido. Depois de pensar um pouco decidiu falar com um Bispo de uma diocese longe da sua diocese de origem. A sua Mãe também havia morrido e ele não tinha irmãos nem outros laços familiares. Tudo começou de novo.

Um padre amigo, e seu companheiro de seminário, esteve ao seu lado durante todo o processo de reintegração. O Diabo sabe como tentar nesses momentos, mas falhou. Uns exercícios espirituais e a recepção amigável do Bispo deixaram-no em paz. X, arrependido de todo o coração, voltou a exercer o seu ministério. A primeira vez que ele vestiu a batina, e se viu ao espelho, chorou amargamente. Lembrou-se de São Pedro.

Ernesto Juliá in Infocatolica
Tradução: Senza Pagare


blogger

A capela móvel "Santa Teresinha"

Esta era a capela móvel "Santa Teresinha" na antiga diocese de Monterrey-Fresno (Califórnia). Levava o Santo Sacrifício da Missa aos que não tinham acesso a uma igreja. Era uma bênção para muitos imigrantes sul-americanos que trabalhavam nas zonas mais rurais da diocese. A fotografia terá sido tirada entre os anos 20 e os anos 30, do séc. XX.


blogger

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Santa Gertrudes, a Grande

Santa Gertrudes nasceu na Alemanha a 6 de Janeiro de 1256 e ficou órfã muito jovem. Quando tinha cinco anos  foi levada para a Abadia Beneditina em Helfta, na Saxónia, para ser educada pelas freiras de lá. Era uma criança adorável e de raciocínio rápido que respondeu bem a quem a ensinou.

Ao terminar os estudos, aos 15 ou 16 anos, Gertrude ingressou na comunidade de Helfta. Era forte de carácter e personalidade e tornou-se numa presença vivificante no mosteiro. Quando jovem, porém, Gertrude não era muito piedosa e ficou tão absorta nos seus estudos seculares que negligenciou o chamamento espiritual. Aos 24 anos, começava a achar as rotinas do mosteiro cansativas. Durante o Advento de 1280, suportou uma severa provação emocional e espiritual. Pouco depois do seu 25º aniversário, a 27 de janeiro de 1281, Gertrudes experimentou um encontro repentino e inesperado com Cristo ressuscitado, que ela considera a sua “conversão”. No fundo do coração ela ouviu Cristo dizer-lhe: “Não tenhas medo. Eu vou salvar-te e libertar-te.”

Em 1289, Gertrudes ouviu Cristo pedir-lhe que escrevesse um relato das muitas graças que havia recebido. Relutantemente, Gertrude escreveu uma curta autobiografia espiritual, chamada "O Arauto da Bondade Amorosa de Deus". Nele, descreve o seu despertar, que tornou Cristo tão real que ela foi capaz de superar todas as resistências dentro de si mesma e gradualmente mover-se em direcção à entrega incondicional ao amor de Deus. A sua vida espiritual foi baseada nas escrituras e nutrida na liturgia. A sua oração era centrada em Cristo, especialmente na Sua humanidade representada pela imagem do Sagrado Coração, o tesouro divino da graça. 

Santa Gertrudes experimentou um amor intenso pela Eucaristia, um abraço amoroso do pecador, amizade pelos rejeitados e uma confiança duradoura na misericórdia de Deus. À medida que amadurecia, os seus olhos abriam-se para o mistério do amor de Cristo na Igreja e para a sua missão evangelizadora no mundo.

Santa Gertrudes morreu a 16 de Novembro de 1301 ou 1302, mas o seu legado espiritual continua vivo na Igreja, especialmente na sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus:

“Ó coração que difunde a gentileza;
Ó coração que transborda de bondade amorosa;
Ó coração que transborda de caridade;
Ó coração que destila prazer;
Ó coração cheio de compaixão!
Ó querido coração, absorve o meu coração totalmente em ti.
Concede-me, querido Jesus, que te ame em todas as coisas e acima de todas as coisas, que me apegue a ti com fervor e tenha esperança em ti sempre.
Amém."

Santa Gertrudes, a Grande, rogai por nós!

in stgertrude.org


blogger

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Novembro, o mês das Almas

Estamos a viver o mês das Almas. Tempo propicio para reflectirmos nos Novíssimos do homem: Morte, Juízo, Inferno ou Paraíso. 

A nossa vida neste mundo é uma passagem, muito breve, comparada com a eternidade. Precisamos aproveitar o tempo para nos convertermos e sermos realmente melhores. Rezar pelas Almas Benditas do Purgatório, faz-nos pensar na eternidade, nas contas que todos um dia, teremos que dar a Deus Nosso Senhor.

Perguntemo-nos:

1. A vida que levo agrada a Deus e faz-me feliz?
2. Qual o meu defeito dominante, o meu pecado maior e mais frequente?
3. Luto para não ofender a Deus, a mim próprio e ao meu semelhante?
4. Conto com a Graça de Deus, a Sua força, para mudar o que tenho que mudar? 
5. Quero realmente esforçar-me por ser melhor cristão? 

Aproveitemos para fazer uma boa confissão. Talvez não a façamos há anos! Procuremos um sacerdote para abrirmos a nossa alma e pedirmos orientação para a nossa vida espiritual. Peçamos às Almas Santas do Purgatório que nos alcancem a graça da conversão, enquanto com toda a fé por elas rezamos:

"Eterno Pai, eu Vos ofereço o Preciosíssimo Sangue de Jesus, derramado na Sua Paixão, na Cruz; em união com as Lágrimas de Nossa Senhora e todas as Dores do Seu Imaculado e Doloroso Coração; com a intercessão de S. Miguel Arcanjo, de todos os Anjos e Santos, para aliviar as Almas do Purgatório. Eu vos ofereço o Sangue da Agonia , para expiar as suas faltas de oração. O Sangue da cruel Flagelação, para expiar as suas faltas de pureza. O Sangue da Coroação de Espinhos, para expiar as suas faltas de humildade. O Sangue do Caminho do Calvário, para expiar as suas faltas de cumprimento do dever. O Sangue do Alto da Cruz, para expiar as suas faltas de Caridade."

Pai Nosso e Avé Maria.

V. Dai-lhes Senhor o eterno descanso.
R. Entre os esplendores da luz perpetua.

V. Que descansem em paz.
R. Ámen.

Viva Jesus, Maria e José.
Deus vos abençoe.

Pe. Henrique José Maçarico


blogger

A superioridade da Igreja Católica

A Igreja contém o que o mundo não contém. A própria vida não atende tão bem como a Igreja a todas as necessidades de viver. A Igreja pode orgulhar-se da sua superioridade sobre todas as religiões e sobre todas as filosofias.

Onde têm os estóicos e os adoradores do passado um Menino Jesus? Onde está a Nossa Senhora dos muçulmanos, a mulher que não foi feita para nenhum homem e que está sentada por cima de todos os Anjos? Qual é o S. Miguel dos monges de Buda, cavaleiro e clarim que guarda para cada soldado a honra da espada? Quem poderia representar S. Tomás de Aquino na mitologia do bramanismo, ele que restabeleceu a ciência e o raciocínio da Cristandade?

E o mesmo nas filosofias ou heresias modernas. Como passaria Francisco, o Trovador, entre os calvinistas e, ainda, entre os utilitaristas da escola de Manchester? Como passaria Joana d'Arc, uma mulher, esgrimindo a espada que conduzia os homens à guerra, entre os Quakers ou a seita tolstoiana dos pacifistas? 

E, entretanto, homens como Bossuet e Pascal são tão lógicos e tão analistas como qualquer calvinista ou utilitarista, e inumeráveis santos católicos passaram as suas vidas predicando a paz e evitando as guerras.

Gilbert Keith Chesterton in  'O Homem Eterno'


blogger

domingo, 13 de novembro de 2022

Peregrinação Summorum Pontificum 2022: Missa Solene na Basílica de São Pedro

O momento alto da peregrinação foi a Missa Tradicional celebrada no Altar da Cátedra, na Basílica de São Pedro. Segundo os números da Basílica, estavam mais de 1000 fiéis e cerca de 200 clérigos. Deo gratias!















Fotografias: Stuart Chessman


blogger

sábado, 12 de novembro de 2022

Diálogo entre D. Quixote e Sancho Pança sobre a Morte

Em Novembro, a morte é lembrada, de maneira especial, pela Igreja. Memento mori. Este diálogo entre D. Quixote e Sancho Pança ajuda a relativizar muitas vaidades, quezílias e ódios de estimação que temos no dia-a-dia:
 
(D. Quixote pergunta): Não viste representar alguma peça onde entrem reis, imperadores e pontífices, cavaleiros, damas e outras personagens? Uma faz de rufião, outra de embusteiro, este de mercador, aquele de soldado, outro de simples discreto, outro de namorado simples, e, acabada a comédia, e despindo-se os seus trajes, ficam todos os representantes iguais?
 
— Tenho visto, sim — respondeu Sancho.
 
— Pois o mesmo — disse D. Quixote — acontece no trato deste mundo, onde uns fazem de imperadores, outros de pontífices, e, finalmente, todos os papéis que podem aparecer numa comédia; mas, em chegando ao fim, que é quando se acaba a vida, a todos lhe tira a morte as roupas que os diferençam, e ficam iguais na sepultura.
 
— Óptima comparação! — disse Sancho. — Apesar de não ser tão nova que eu não a ouvisse já muitas e diversas vezes, como a do jogo de xadrez, no qual, enquanto dura, cada peça desempenha o seu papel especial, e, quando acaba, todas se misturam, se juntam e se baralham , e se metem num saco, que é o mesmo que dar com a vida no sepulcro.»


blogger

Novena pelas Almas do Purgatório

Orações iniciais para todos os dias da novena:

Acto de Contrição

Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Criador e Redentor meu, em quem firmemente creio e espero e a Quem amo mais que a mim mesmo, mais do que todas as coisas; pesa-me, Senhor, de todo o meu coração por vos ter ofendido. Por serdes Vós quem sois tão bom, santo, amável e adorável; pesa-me também, porque com os meus pecados tenho merecido as penas do Purgatório, e, quem sabe, se também os tormentos eternos do Inferno. Proponho, ajudado com a Vossa graça, nunca mais pecar, fugir de todas as ocasiões de ofender-Vos, confessar-me, corrigir e emendar os meus erros e perseverar até à morte na Vossa amizade. Peço-vos, meu Deus, esta graça, pelo amor que tendes às benditas Almas do Purgatório, pelos méritos da Vossa paixão e pelas dores da Vossa aflictíssima Mãe. Ámen.

Oração inicial

Ó Pai Eterno, amoroso e misericordioso, que impelido pela Vossa infinita misericórdia, tanto amastes o Mundo, a ponto de lhe dardes o vosso Filho Unigénito, para que aqueles que n’Ele crerem não pereçam, mas vivam eternamente. Permitireis acaso, ó Senhor, que sofram ainda por muito tempo no Purgatório essas Almas queridas, filhas Vossas e esposas de Jesus Cristo, que as comprou com o preço infinito do Seu Sangue? Tende piedade dessas aflitas prisioneiras e livrai-as das suas penas e tormentos. Tende também compaixão da minha pobre Alma, livrando-a do abismo do pecado. E se a Vossa justiça, não satisfeita ainda, exige maior reparação pelas faltas que cometeram, ofereço-vos os actos de virtudes que praticar durante esta novena. Nada, ou muito pouco, valem todos eles, é verdade; mas eu vo-los ofereço unidos aos merecimentos de Jesus Cristo, às dores de Sua Mãe Santíssima e às virtudes heróicas de todas as Almas justas que até hoje têm vivido no Mundo. Compadecei-vos dos vivos e dos defuntos e concedei-nos a todos a graça de cantarmos um dia no Céu os triunfos da Vossa misericórdia. Ámen.

Meditar o dia da novena e depois fazer as orações finais.

Primeiro dia

Consideração: São muitas as penas que sofrem as benditas Almas do Purgatório; mas a maior de todas é o pensamento de que foram elas próprias a causa dos seus sofrimentos pelos pecados que cometeram em vida.

Oração:
Ó Jesus, Salvador meu! Eu, que tantas vezes tenho merecido o Inferno, que pena não experimentaria agora, se me visse condenado, ao pensar que eu próprio fora a causa da minha condenação? Dou-Vos infinitas graças pela paciência que tendes tido em me suportar.
Amo-vos, meu Deus, sobre todas as coisas, porque sois a Bondade Infinita; arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da perseverança; tende piedade de mim e das benditas Almas que sofrem no ardente fogo do Purgatório.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Avé-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: Formar a generosa resolução de rezar todos os dias da novena em sufrágio das benditas Almas.

Fazer as orações finais (ver mais abaixo)

Segundo dia

Consideração: A pena que em segundo lugar atormenta excessivamente as benditas Almas é a recordação do tempo que perderam durante a sua vida, durante o qual teriam podido adquirir maiores méritos para o Céu; e a lembrança de que esta perda é para sempre irreparável, pois que com a vida termina o tempo de merecer.

Oração:
Infeliz de mim, Senhor! Que, por espaço de tanto anos, tenho vivido sobre a Terra, durante os quais só tenho merecido os castigos do Inferno.
Dou-vos infinitas graças por me concederdes ainda tempo para remediar o mal que tenho feito. Arrependo-me, meu Deus, de vos ter ofendido, a Vós que sois infinitamente bom. Auxiliai-me para que, daqui até ao fim da minha vida, empregue todos os momentos unicamente em servir-vos e amar-vos. Tende piedade de mim e dessas Almas benditas que sofrem no Purgatório.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com as vossas poderosas súplicas. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Avé-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: Assistir pela manhã, e sempre que se possa, ao Santo Sacrifício da Missa, em sufrágio das Almas do Purgatório.

Fazer as orações finais (ver mais abaixo)

Terceiro dia

Consideração: Outra pena das maiores, que afligem as benditas Almas do Purgatório, é a consideração dos pecados que estão expiados. Na vida presente não se conhece bem a fealdade dos pecados, mas compreende-se claramente na outra, e esta é uma das mais vivas dores que sofrem as Almas no Purgatório.

Oração:
Ó meu Deus! Amo-vos sobre todas as coisas porque sois a Bondade Infinita; pesa-me de todo o meu coração de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos; concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e das Almas santas que estão ainda a purificar-se naquele fogo abrasador.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Avé-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: Pela manhã procuraremos sofrer com paciência os trabalhos que Deus nos enviar e as ofensas do nosso próximo, em sufrágio das benditas Almas.

Fazer as orações finais (ver mais abaixo)

Quarto dia

Consideração: Uma outra pena que muito aflige no Purgatório as Almas, esposas de Jesus Cristo, é o pensamento de que, durante a vida, desgostaram com suas culpas aquele Deus a quem tanto amam. Têm-se visto penitentes morrer de dor, ao meditar que ofenderam um Deus tão bom. Muito melhor que nós, conhecem as Almas do Purgatório quão amável é Deus, e por conseguinte amam-No com todas as forças do seu coração, e, ao meditar que o desgostaram nesta vida, experimentam uma dor superior a qualquer outra.

Oração:
Ó meu Deus! Porque sois a infinita bondade, arrependo-me de todo o meu coração de vos ter ofendido, antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança; tende piedade de mim e daquelas santas Almas que sofrem ainda no fogo do Purgatório e que vos amam de todo o seu coração.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: Formemos o propósito de beijar pela manhã três vezes a terra, em sufrágio das benditas Almas, e em satisfação das palavras altivas que dissermos; e, se quisermos humilhar-nos mais, poderemos fazer com a língua uma pequena Cruz no chão.

Fazer as orações finais (ver mais abaixo)

Quinto dia

Consideração: Outra pena que tortura horrivelmente as benditas Almas do Purgatório é o terem de sofrer os ardores de um fogo abrasador sem saber quando terão fim os seus tormentos. É verdade que têm certeza de ver-se um dia livres deles; mas é um tormento gravíssimo para elas a incerteza do tempo em que hão de acabar.

Oração:
Ó Senhor! Que grande desgraça seria a minha, se me tivésseis precipitado no Inferno, nesse lugar de tormentos donde com certeza nunca mais tornaria a sair! Amo-vos sobre todas as coisas, Bondade Infinita, e arrependo-me de vos ter ofendido; antes quero morrer que tornar a ofender-vos.
Concedei-me a graça por intermédio das santas Almas que estão ainda a acabar de purificar-se no fogo do Purgatório.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Avé-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: Não comer nada fora das horas costumadas, ou fazer alguma mortificação corporal em sufrágio das Almas do Purgatório.

Fazer as orações finais (ver mais abaixo)

Sexto dia

Consideração: Quanto maior é a consolação que as benditas Almas do Purgatório sentem, proporcionada pela recordação da Paixão de Jesus Cristo, por cujos méritos se salvaram, e do Santíssimo Sacramento do Altar, que tantas graças lhes dispensou e dispensa ainda, por meio de Missas e comunhões por elas aplicadas, tanto mais as atormenta o pensamento de não terem correspondido durante a vida a estes dois grandes benefícios do amor de Jesus Cristo.

Oração:
Ó meu Senhor Jesus Cristo! Vós morrestes também por mim e tendes vos dado muitas vezes a mim na Sagrada Comunhão; e eu sempre vos tenho correspondido com negra ingratidão; mas agora amo-vos sobre todas as coisas meu sumo Bem. Arrependo-me de todo o coração de vos ter ofendido e prefiro antes a morte que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e tende piedade de mim e das Almas que ainda sofrem no Purgatório.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Avé-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: Aplicar em sufrágio das Almas do Purgatório uma indulgência parcial que se pode lucrar por cada vez que se disser devotamente: “Jesus, Maria e José, eu vos dou meu coração e minha alma”.

Fazer as orações finais (ver mais abaixo)

Sétimo dia

Consideração: Aumenta também o sofrimento das benditas Almas do Purgatório a lembrança dos benefícios particulares que receberam de Deus, como o ter nascido em país católico, ter recebido o Batismo e haver Deus esperado que fizessem penitência de seus pecados para conseguirem o perdão dos mesmos; porque todos estes favores lhes fazem conhecer agora melhor a ingratidão com que corresponderam a Deus.

Oração:
Ó meu Deus! Quem tem sido, mais ingrato do que eu? Vós tendes me esperado com tanta paciência, tendes-me tantas vezes e com tanto amor perdoado os meus crimes, e eu, depois de tantas promessas, tenho voltado a ofender-vos novamente. Oh! Não me precipiteis no Inferno. Ó Bondade Infinita! Arrependo-me sinceramente de vos ter ofendido e antes quero morrer, do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança e compadecei-vos de mim e das Almas que gemem ainda no fogo do Purgatório.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Avé-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: Dar uma esmola em sufrágio das Almas do Purgatório.

Fazer as orações finais (ver mais abaixo)

Oitavo dia

Consideração: Outra pena que muito tortura as benditas Almas do Purgatório, é o pensamento de que, durante a sua vida, Deus usou para com elas de muitas misericórdias especiais que não dispensou a muitas outras; e a lembrança também de que com os seus pecados O obrigaram muitas vezes a retirar-lhes a sua amizade e a condená-las ao Inferno, posto que depois lhes haja concedido o perdão e a graça da salvação.

Oração:
Senhor, eu sou um desses ingratos que, depois de ter recebido de Vós tantas graças, tenho desprezado o vosso amor e vos obriguei a condenar-me ao Inferno. Mas agora, ó Bondade Infinita, prometo que vos amarei sempre sobre todas as coisas; arrependo-me, de toda a minha Alma, de vos ter ofendido e antes quero morrer, que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança, e tende piedade de mim e das Almas do Purgatório.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Ave-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: O maior sufrágio que de nós reclama as benditas Almas, e o mais importante para nós e agradável a Deus, é fazermos por elas uma boa confissão, não calando pecado algum, e com verdadeira dor e arrependimento.

Fazer as orações finais (ver mais abaixo)

Nono dia

Consideração: São grandes todas as penas que sofrem as Almas no Purgatório; o fogo, o tédio, a escuridão, a incerteza do tempo em que hão de ver-se livres de todos estes tormentos; mas a maior de todas é o verem-se separadas do seu divino Esposo e privadas dos prazeres da sua companhia.

Oração:
Ó meu Deus! Como tenho eu podido viver tantos anos longe de Vós e privado de vossa graça? Ó Bondade Infinita, amo-vos sobre todas as coisas; arrependo-me, de todo o meu coração, de vos ter ofendido e antes quero morrer do que tornar a ofender-vos. Concedei-me a graça da santa perseverança, e não permitais que torne a cair outra vez no vosso desagrado. Peço-vos que tenhais compaixão das santas Almas do Purgatório, as alivieis nos seus tormentos e abrevieis o tempo do seu desterro, admitindo-as o mais depressa possível à graça de vos amarem para sempre no Céu.
E Vós, Maria, Mãe de Deus, socorrei-as com vossas poderosas súplicas, e rogai também por nós, que estamos ainda em perigo de nos condenarmos. Ámen.

5 Pai-Nossos e 5 Avé-Marias pelas Almas que mais sofrem.

Obséquio: Formemos uma firme resolução de oferecer todas as nossas obras satisfatórias em sufrágio das necessitadas Almas do Purgatório.

Orações finais

Encomendamos agora a Jesus Cristo e à sua Santíssima Mãe todas as Almas do Purgatório e, em especial, as dos nossos parentes, benfeitores, amigos e inimigos e, sobretudo, as daqueles por quem temos obrigação de pedir. 

Súplicas a Nosso Senhor Jesus Cristo, para que, pelas dores da sua Paixão, Se compadeça das Almas do Purgatório:

Ó dulcíssimo Jesus, pelo suor de sangue que derramastes no Horto de Getsémani, tende piedade das Almas do Purgatório.
Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa crudelíssima flagelação, tende piedade das Almas do Purgatório.
Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores da Vossa coroação de espinhos, tende piedade das Almas do Purgatório.
Ó dulcíssimo Jesus, pelas dores que sofrestes levando a Cruz, tende piedade das Almas do Purgatório.
Ó dulcíssimo Jesus, pela imensa dor que sofrestes ao separar-se a Vossa Alma do Vosso sacratíssimo Corpo, tende piedade das Almas do Purgatório.

Encomendemo-nos a todas as Almas do Purgatório, dizendo:

Ó Almas benditas, já que pedimos a Deus por vós, que tão amadas sois do Senhor, e tendes a certeza de nunca mais O perder, pedi-lhe por nós também, que estamos ainda em perigo de condenar-nos e perder a Deus para sempre. Ámen.

V. Dai-lhes, Senhor, o eterno descanso.
R. Entre os esplendores da luz perpétua.
V. Descansem em paz.
R. Ámen.
V. Senhor, ouvi a minha súplica.
R. E eleve-se até Vós o meu clamor.

Oremos: 
Ó Deus, Criador e Redentor de todos os homens, concedei às Almas de vossos servos e servas (e, em especial, à Alma de [nome]…) a remissão de todos os seus pecados, a fim de que, por nossas humildes súplicas, obtenham da Vossa misericórdia o perdão que sempre desejaram. Vós, que viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Ámen.


Oração às benditas Almas, livres do Purgatório pelos nossos sufrágios (Para o último dia da novena)

Ó felizes e bem-aventuradas Almas, que tivestes a graça de entrar na pátria celestial! Felicitamo-vos com toda a efusão do nosso coração e em nome de toda a Igreja vos damos mil felicitações. Alegramo-nos convosco; unimos nossa alegria à dos Santos e Bem-aventurados; juntamos nossos louvores aos que vós rendeis ao Criador por tão imenso favor. Sim, Almas ditosas, regozijai-vos. 

Já não há para vós tristezas nem angústias; acabaram-se já os perigos e as tentações. Agora tendes a paz, a felicidade, a alegria, o gozo, a consolação e o eterno descanso dos bem-aventurados. Que glória pra vós se com os nossos sufrágios antecipamos a vossa eterna felicidade! Triunfai, pois, reinai e gozai do Céu, mas não esqueçais de nós, que ainda combatemos sobre a Terra; olhai-nos com compaixão, porque estamos rodeados de numerosos e terríveis inimigos. 

Já que sois tão poderosas perante Deus, rogai pelos vossos devotos, para que sejamos fiéis e constantes no serviço de Deus e possamos também louvá-Lo e bendizê-Lo um dia convosco eternamente na glória celeste. Ámen.

Santo Afonso Maria de Ligório


blogger