A celebração da Missa Pontifical no fim de Outubro, na Basílica de Santa Maria Maior - em vez da Basílica de São Pedro - pode ser descrita como um «prémio de consolação», disse D. Athanasius Schneider à Gloria.tv.
É «triste», afirmou, que a estes católicos não seja permitido celebrar a Missa em São Pedro.
Ao mesmo tempo, Santa Maria Maior é a igreja mariana mais importante da Cristandade. Tanto Pio V - que codificou a Missa tradicional para sempre - como Francisco - que a restringiu - estão ali sepultados.
D. Athanasius tenciona rezar com os fiéis pela paz litúrgica e para que a Missa tradicional volte a ser celebrada sem restrições.
Quando lhe foi perguntado se o Papa Leão XIV poderia inverter o rumo de Francisco, Mons. Schneider respondeu: «Humanamente falando, não creio. Mas ainda há Deus.» A peregrinação rezará por Leão XIV, pedindo a Deus que lhe conceda muitas graças.
D. Athanasius chama à supressão da Missa tradicional uma «grande injustiça». Identifica a confusão na fé e a anarquia litúrgica como outras aflições da Igreja.
Quanto à Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX), Mons. Schneider disse ter a impressão de que Roma não estava genuinamente interessada em encontrar uma solução. O Superior-Geral, Padre Davide Pagliarani, escreveu várias cartas a Leão XIV sem receber uma única resposta. Schneider descreveu as cartas como muito respeitosas e reverentes.
Na reunião de Fevereiro com o Cardeal Fernández, Roma apresentou o que D. Athanasius Schneider chama «exigências máximas»: a aceitação do Concílio Vaticano II no seu conjunto e da bondade da Missa Nova. «São dois pontos-chave que a FSSPX não pode aceitar, porque comprometeriam a integridade da fé.»
Em contraste, disse Mons. Schneider, no acordo do Vaticano com a China comunista a Santa Sé foi a extremos para acomodar o governo, inclusivamente nas nomeações episcopais, a fim de evitar um cisma. Este arranjo é «contrário ao direito divino», porque a Igreja não é nacional e não pode, em última análise, ser governada pelo Partido Comunista.
Mons. Schneider vê uma razão ideológica por detrás da severidade pastoral para com a FSSPX: um esforço para estabelecer a ideologia do Modernismo no interior da Igreja. Descreve os diálogos ecuménicos e inter-religiosos como um abalo à pureza da fé. Mesmo quando o Novus Ordo é celebrado correctamente, diz ele, os seus textos continuam problemáticos e, no mínimo, doutrinalmente muito ambíguos. No seu entender, o Vaticano quer que todos aceitem este programa.
D. Athanasius Schneider descreve a FSSPX como a última realidade que resta na Igreja a resistir categoricamente a tais ambiguidades. Crê que se pretende silenciar esta voz e alinhá-la com o rumo geral.
Depois das consagrações episcopais de 1 de Julho, Mons. Schneider visitou vários apostolados da FSSPX e ficou com uma impressão muito positiva, tanto do clero como dos leigos. Continuam a rezar pelo Santo Padre e procuram contacto com os bispos locais: «É um bom sinal de que há um genuíno espírito católico.»
in gloria.tv
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