quinta-feira, 1 de outubro de 2026

"Ao entardecer da vida serás examinado no amor"

São João da Cruz, confessor e doutor da Igreja, foi o responsável pela reforma da Ordem Carmelita, juntamente com S. Teresa de Ávila e é considerado um dos maiores místicos de sempre. A Igreja diz que o seu zelo e o sucesso dos seus esforços causaram-lhe provações humilhantes, que lhe ensinaram a subir, dentro da “noite escura”, até à experiência mística do “nada” do homem diante da Majestade Divina.

Algumas frases da sua autoria:


"A mosca que pousa no mel não pode voar; a alma que fica presa ao sabor do prazer, sente-se impedida na sua liberdade e contemplação."


"O mais leve movimento duma alma animada de puro amor é mais proveitoso à Igreja do que todas as demais obras reunidas."


"O demónio teme a alma unida a Deus como ao próprio Deus."


"O afecto e o apego da alma à criatura torna-a semelhante a esta mesma criatura. Quanto maior a afeição, maior a identidade e semelhança, porque é próprio do amor tornar aquele que ama semelhante ao amado."


"O amor não consiste em sentir grandes coisas, mas em despojar-se e sofrer pelo amado."


"A pessoa que caminha para Deus e não afasta de si as preocupações, nem domina as suas paixões, caminha como quem empurra um carro encosta acima."


"A constância de ânimo, com paz e tranquilidade, não só enriquece a pessoa, como a ajuda muito a julgar melhor as adversidades, dando-lhes a solução conveniente."


in São João da Cruz, Obras


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1 comentário:

Maria José Martins disse...

Quanto mais leio os Pensamentos destes Santos, mais reconheço a falta de Profundidade Espiritual que existe, hoje, na maioria de nós, Católicos, e o seu CONTRASTE com as "doutrinas da Nova Era", onde o prazer imediato, o gozo, o EU e sempre EU estão em primeiríssimo lugar, não importando as consequências, ou que doa a quem doer!
Que pena, a Igreja ter deixado de aconselhar a leitura destes Santos DOUTORES, com provas dadas, Escolhidos de forma Especial por Deus, e PERDER TEMPO com TEORIAS e DISSERTAÇÕES de Teólogos sem Fé, puramente racionais e mundanas, tão cheias de heresia e se sensualidade, como Jesus refere, na Obra, "O Evangelho como me foi revelado", de Maria Valtorta!