sexta-feira, 18 de maio de 2018

10 pensamentos imperdíveis do Arcebispo Fulton Sheen

1 - “Quando um homem ama uma mulher ele tem de se tornar digno dela. E quanto maior for a sua virtude, o seu nobre caráter, quanto mais ela for devota à verdade, à justiça, à bondade, mais um homem tem de aspirar a ser digno dela.”

2 - “Ouvir confissões de freiras é como ser ‘apedrejado’ até à morte por pipocas.”

3 - “Nós tornamo-nos naquilo que amamos. Se amarmos o básico, tornamo-nos no básico. Mas se amarmos o que é nobre, tornamo-nos nobres.”

4 - “Quem é que vai salvar a nossa Igreja? Não olheis para os padres. Não olheis para os Bispos. Depende de vós relembrarem os nossos padres para serem padres e aos nossos Bispos para serem Bispos.”

5 - “Os princípios morais não dependem dos votos da maioria. Errado é errado mesmo se toda a gente estiver errada. Certo é certo mesmo se ninguém estiver certo.”

6 - “Se não viveres segundo aquilo em que acreditas, acabarás a acreditar naquilo que vives.”

7 - “Nunca serás feliz se a tua felicidade depender somente daquilo que tu desejas. Muda o teu foco. Encontra um novo centro, será o que Deus quiser, e ninguém poderá tirar a tua alegria.”

8 - “Coisas partidas são preciosas. Nós comemos pão partido porque partilhamos da morte de Nosso Senhor. Flores partidas dão perfume. Incenso partido é usado em adoração. Um navio partido salvou Paulo e muitos outros passageiros na sua ida para Roma. Às vezes, a única maneira que Deus tem para entrar nalguns corações é partindo-os.”

9 - “O Terço é a melhor terapia para as almas atormentadas, infelizes, temerosas e frustradas, precisamente porque envolve o uso simultâneo de três poderes: o físico, o vocal e o espiritual, nesta ordem.”

10 - “Não julgues a Igreja Católica através daqueles que quase não vivem segundo o seu espírito, mas através do exemplo daqueles que mais próximo dele vivem.”

in Blog in HEart


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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entretanto em Roma...

Chiesa di Santa Maria in Campitelli


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Eutanásia e Religião: É e não é

Creio que é compreensível, embora inaceitável, que expoentes da Igreja afirmem sem pejo que a questão da eutanásia não é religiosa nem confessional. Isto que afirmam, aduzindo vários argumentos racionais, terá, imagino eu, a intenção, aliás aparentemente justa, de evitar um confronto religioso entre crentes e não crentes, que poderia prejudicar a defesa e promoção da vida humana em todas as fases da sua existência.

Não obstante, creio que seria melhor ensinar que esta questão não é somente religiosa mas também racional, isto é, afirmar que de si a Lei Natural poderá ser entendida e reconhecida por todos como fundamento da recusa absoluta da “eutanásia/suicídio assistido”, uma vez que está inscrita na razão humana. 

Mas que a religião verdadeira, Revelada, não só confirma, purifica e facilita esse conhecimento como exige da parte dos crentes, católicos e cristãos em geral, um empenho determinado na repulsa dessa ignóbil monstruosidade que se traduza num dever iniludível de rejeição total de propagandear, de votar favoravelmente, ou mesmo de se abster, ou promulgar qualquer tipo de “lei” que admita a legalização ou despenalização da eutanásia/suicídio assistido. A não ser assim não nos podemos admirar que haja muitos católicos e demais cristãos - como aconteceu aquando da liberalização do aborto provocado - que cuidem que a sua atitude e comportamento diante desta abominação nada tenha a ver com a sua Fé, que podem ser excelentes cristãos demitindo-se do combate contra ou mesmo do favorecimento destas infâmias.

Esta é uma de entre muitas outras razões por que afirmo que a Igreja não pode, absolutamente, renunciar ao anúncio, em todas as circunstâncias, de Jesus Cristo, que é a Verdade, necessária à Salvação, à Liberdade e ao Bem-comum de todos, crentes e não crentes.

Uma das muitas outras coisas que a Igreja, principalmente através dos seus Pastores, tem a obrigação estrita e gravíssima de anunciar, é a de que a “eutanásia” ou o “suicídio assistido” são totalmente incompatíveis com a Fé Cristã e com a dignidade, intrínseca e incomensurável de toda e qualquer pessoa humana, independentemente do estado em que se encontra. Por isso, constitui um pecado gravíssimo cooperar com a eutanásia ou com o suicídio assistido, principalmente pela aprovação (ou concordância) da legalização destas atrozes crueldades, quer pela prática delas. 

Para que não subsistam dúvidas: quem propagandear, votar ou promulgar uma “lei” que legalize quer a eutanásia quer o suicídio assistido será responsável perante a Justiça de Deus por todas as matanças (assassínios) que forem praticadas em virtude dessa despenalização/legalização; terão também que responder diante do Tribunal Divino por todas as consequências directas e indirectas dessa cabanagem hedionda e brutal. Quem o fizer consciente e livremente não se poderá salvar a não ser que se arrependa verdadeiramente e se converta genuinamente, procurando com a máxima exigência reparar, tanto quanto lhe for possível, a tremendíssima malícia em que ocorreu e para a qual contribui-o. Isto, independentemente de ser ou não cristão, pois esta gravíssima incumbência é ‘património’ comum de todos. 

O que significa que independentemente da confissão religiosa, ou não, de cada qual, todos serão julgados severissimamente diante d'Aquele que embora infinitamente misericordioso é igualmente infinitamente Justo, não podendo pois contradizer minimamente a Sua Justiça em nome da Sua misericórdia.
À honra de Cristo. Ámen

Pe. Nuno Serras Pereira - 14. 05. 2018


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terça-feira, 15 de maio de 2018

TABOR: Um grande campo de férias

Começa este ano um grande campo de férias: TABOR. Além das actividades normais de um campo de férias terá formação católica, muito necessária nos dias que correm, e também Missa Tradicional. 

No Monte Tabor, São Pedro disse a Jesus: "Senhor, como é bom estarmos aqui, façamos três tendas..." (Mt 17, 4). Não sei se vão ser precisas tendas mas não tenho qualquer dúvida que vai ser muito bom ir ao TABOR.

Entre família e amigos todos conhecemos alguém entre os 16 e os 25 anos que esteja livre na semana de 21 a 28 de Julho, a quem possamos falar do TABOR. É muito provável que essa pessoa nos venha a agradecer.


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segunda-feira, 14 de maio de 2018

Carta pastoral por ocasião do 50º aniversário da encíclica Humanae vitae

Carta escrita pelos Bispos do Cazaquistão no dia de Nossa Senhora de Fátima

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Queridos irmãos e irmãs em Cristo! O ano corrente está marcado pelo memorável evento do 50º aniversário da encíclica Humanae vitae, com a qual o Beato Paulo VI confirmou a doutrina do Magistério constante da Igreja com respeito à transmissão da vida humana. Os Bispos e os Ordinários do Cazaquistão querem aproveitar esta ocasião propícia para honrar a memória e a importância perene desta encíclica.

Durante a última reunião de todos os nossos sacerdotes e Irmãs religiosas em Almaty foram feitos amplos debates sobre o tema da preparação dos jovens para o sacramento do matrimónio. Foi feita a proposta de transmitir aos jovens as verdades mais importantes do Magistério da Igreja em relação ao matrimónio cristão e à santidade da vida humana desde o momento da sua concepção.

Proclamamos com a voz do Magistério da Igreja como a podemos perceber na encíclica Humanae vitae e em outros documentos dos Pontífices Romanos as seguintes verdades exigentes do “jugo suave e do fardo leve” (Mt 11, 30) de Cristo:

· Chamando a atenção dos homens para a observância das normas da lei natural, interpretada pela sua doutrina constante, a Igreja ensina que qualquer ato matrimonial deve permanecer aberto à transmissão da vida” (Paulo VI, Encíclica Humanae vitae, 11).
· É de excluir de igual modo, como o Magistério da Igreja repetidamente declarou, a esterilização direta, quer perpétua quer temporária, tanto do homem como da mulher. É, ainda, de excluir toda a ação que, ou em previsão do ato conjugal, ou durante a sua realização, ou também durante o desenvolvimento das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação. Não se podem invocar, como razões válidas, para a justificação dos atos conjugais tornados intencionalmente infecundos, o mal menor, ou o fato de que tais atos constituiriam um todo com os atos fecundos, que foram realizados ou que depois se sucederam, e que, portanto, compartilhariam da única e idêntica bondade moral dos mesmos. Na verdade, se é lícito, algumas vezes, tolerar o mal menor para evitar um mal maior, ou para promover um bem superior, nunca é lícito, nem sequer por razões gravíssimas, fazer o mal, para que daí provenha o bem; isto é, ter como objeto de um ato positivo da vontade aquilo que é intrinsecamente desordenado e, portanto, indigno da pessoa humana, mesmo se for praticado com intenção de salvaguardar ou promover bens individuais, familiares, ou sociais. É um erro, por conseguinte, pensar que um ato conjugal, tornado voluntariamente infecundo, e por isso intrinsecamente desonesto, possa ser coonestado pelo conjunto de uma vida conjugal fecunda” (Paulo VI, Encíclica Humanae Vitae, 14).

· “Quando, portanto, mediante a contracepção, os esposos tiram à prática da sua sexualidade conjugal a potencial capacidade procriativa da mesma, arrogam-se um poder que pertence só a Deus: o poder de decidir em última istância a vinda à existência de uma pessoa humana. Arrogam-se o atributo de serem não os cooperadores do poder criador de Deus, mas os depositários últimos da nascente da vida humana. Nesta perspectiva, a contracepção deve ser considerada, objectivamente, tão profundamente ilícita que não pode nunca, por razão alguma, ser justificada. Pensar ou dizer o contrário, equivale a supor que na vida humana possam apresentar-se situações em que é lícito não reconhecer Deus como Deus” (João Paulo II, Discurso aos sacerdotes participantes num seminário de estudos sobre «A procreacão responsável», 17 de setembro de 1983).

· Muitos pensam que o ensino cristão, se bem que seja verdadeiro, não é viável, ao menos em determinadas circunstâncias. Como a Tradição da Igreja tem sempre ensinado, Deus não nos manda nada que seja impossível, mas cada mandamento implica a graça que ajuda a liberdade humana a cumpri-lo. A oração constante, o recurso frequente aos sacramentos e o exercício da castidade conjugal são necessários. […] Hoje mais que nunca, o homem está de novo começando a sentir a necessidade da verdade e da reta razão na sua experiência diária. Estejam sempre preparados para dizer sem equívocos, a verdade sobre o bem e o mal com respeito ao homem e à família(João Paulo II, Discurso aos participantes na reunião de estudo sobre a procriação responsável, 5 de junho de 1987).

· A carta encíclica Humanae vitae constitui um significativo gesto de coragem ao reafirmar a continuidade da doutrina e da tradição da Igreja. […]  Este ensinamento não só manifesta a sua verdade inalterada, mas revela também a clarividência com a qual o problema é tratado. […] O que era verdade ontem, permanece verdadeiro também hoje. A verdade expressa na Humanae vitae não muda; aliás, precisamente à luz das novas descobertas científicas, o seu ensinamento torna-se mais actual e estimula reflectir sobre o valor intrínseco que possui(Bento XVI, Discurso aos participantes num Congresso Internacional no 40mo aniversário da encíclica "Humanae vitae", 10 de maio de 2008).
· “A encíclica Humanae Vitae está inspirada na intocável doutrina bíblica e evangélica que convalida as normas da lei natural e os ditames insuprimíveis da consciência sobre o respeito da vida, cuja transmissão foi confiada à paternidade e à maternidade responsáveis. Aquele documento é hoje de nova e mais urgente atualidade por causa das feridas que as legislações públicas infligiram à santidade indissolúvel do vínculo matrimonial e à intocabilidade da vida humana desde o seio materno. […] Diante dos perigos que temos delineado e diante de dolorosas defecções de carácter eclesial ou social, sentimo-nos impulsados, como Pedro, a acudir a Ele como a única salvação e a gritar: "Senhor, a quem iremos? Vós tendes palavras de vida eterna" (Jo 6, 68)” (Paulo VI, Homilia, 29 de junho de 1978).

Toda a história humana deu suficientes provas do facto que o verdadeiro progresso da sociedade depende em grande medida das famílias numerosas. Isso vale ainda mais para a vida da Igreja. O Papa Francisco lembra-nos esta verdade: Dá consolação e esperança ver muitas famílias numerosas que acolhem os filhos como um autêntico dom de Deus. Eles sabem que cada filho é uma bênção” (Papa Francesco, Audiência geral, 21 de janeiro de 2015).

Que as seguintes palavras de são João Paulo II, o papa da família, sejam luz, fortaleza, consolação e alegre coragem para os casais casados católicos e para varões e mulheres jovens que se preparam para a vida do matrimónio e da família cristã.  

· Temos uma particular confirmação de que o caminho de santidade percorrido em conjunto, como casal, é possível, é belo, é extraordinariamente fecundo e fundamental para o bem da família, da Igreja e da sociedade. Isto convida-nos a invocar o Senhor, para que sejam cada vez mais numerosos os casais capazes de fazer transparecer, na santidade da sua vida, o "grande mistério" do amor conjugal, que tem origem na criação e se realiza na união de Cristo com a Igreja (cf. Ef 5, 22-33). Como qualquer caminho de santificação, também o vosso, queridos esposos, não é fácil. Sabemos quantas famílias são tentadas nestes casos pelo desencorajamento. Penso, sobretudo, em todos os que vivem o drama da separação; penso nos que devem enfrentar a doença e em quem sofre a desaparecimento prematuro do cônjuge ou de um filho. Também nestas situações se pode dar um grande testemunho de fidelidade no amor, tornado ainda mais significativo pela purificação através da passagem pelo crisol do sofrimento. Caríssimos esposos, nunca vos deixeis vencer pelo desalento: a graça do Sacramento ampara-vos e ajuda-vos a elevar continuamente os braços para o céu como Moisés, do que nos falou a primeira Leitura (cf. Êx 17, 11-12). A Igreja acompanha-vos e ajuda-vos com a sua oração, sobretudo nos momentos difíceis. Ao mesmo tempo, peço a todas as famílias que, por sua vez, amparem os braços da Igreja, para que nunca deixe de realizar a sua missão de interceder, confortar, orientar e encorajar” (João Paulo II, Homilia para a beatificação dos Servos de Deus Luigi Beltrame Quattrocchi y Maria Corsini, 21 de outubro de 2001).
· Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja também a Mãe da «Igreja doméstica» e, graças ao seu auxílio materno, cada família cristã possa tornar-se verdadeiramente uma «pequena Igreja», na qual se manifeste e reviva o mistério da Igreja de Cristo. Seja Ela, a Escrava do Senhor, o exemplo de acolhimento humilde e generoso da vontade de Deus; seja Ela, Mãe das Dores aos pés da Cruz, a confortar e a enxugar as lágrimas dos que sofrem pelas dificuldades das suas famílias. E Cristo Senhor, Rei do Universo, Rei das famílias, como em Caná, esteja presente em cada lar cristão a conceder-lhe luz, felicidade, serenidade, fortaleza(João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris consortio, 86).

Astana, 13 de Maio de 2018, Memória da Bem-Aventurada Virgem Maria de Fátima

Vossos Bispos e Ordinários:
+ José Luis Mumbiela Sierra, Bispo da diocese da Santíssima Trindade em Almaty e Presidente da Conferência dos Bispos Católicos de Cazaquistão
+ Tomash Peta, Arcebispo Metropolita da arquidiocese de Maria Santíssima em Astana
+ Adelio Dell’Oro, Bispo de Karaganda
+ Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar da arquidiocese de Maria Santíssima em Astana
Sac. Dariusz Buras, Administrador Apostólico de Atyrau
Reverendíssimo Protopresbítero Mitrado Vasyl Hovera, Delegado da Congregação para as Igrejas Orientais para os fiéis greco-católicos de Cazaquistão e Ásia Central


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Oração a Nossa Senhora de Fátima para obter 50 dias de indulgência

Virgem Imaculada, que pelo vosso santo Rosário extinguistes outrora no seio da Igreja a nefasta heresia dos Albigenses, por ele libertastes a cristandade do perigo muçulmano e robustecestes a piedade dos fiéis; extingui também no povo português pela prática mais intensa da vossa devoção os germens de morte que fazem definhar a sua Fé, libertai-o de todos os perigos internos e externos que ameaçam a pureza de seus costumes, fortalecei-o mais e mais, fazendo rejuvenescer nele o genuíno espírito de piedade que no passado o fez um povo cristianíssimo, fidelíssimo e evangelizador.

E já que por uma inefável prova de celestial predileção vos dignastes visitar este povo que se ufana de ser vassalo vosso, mostrando-lhe dos montes da Fátima quão caro é ao vosso Coração, não deixeis nunca, Mãe amorosíssima, de o acalentar com esse mesmo amor de predileção.

Descansai sobre ele olhares de misericórdia, fazei-lhe sentir mais e mais vossa suavíssima proteção e os doces atrativos do vosso Coração que é coração de mãe.

Abençoai, ó Virgem Imaculada, a terra que vos dignastes visitar, atraí a vós todos os portugueses, atenteai-lhes os tesoiros do vosso amor, revelai-lhes os arcanos de vosso Coração materno, fazei de cada coração português um órgão que vibre de amor por vós e de Portugal inteiro um Santuário de amor que corresponda com seu filial afeto ao vosso carinho maternal e assim mereça agora e sempre ser chamado – a Terra de Santa Maria. – Assim seja.

Pode imprimir-se e concedemos 50 dias de indulgência aos fiéis, por cada vez que recitarem esta oração com um Padre Nosso e uma Avé Maria pelas necessidades da Santa Igreja.

Leiria, 20 de Janeiro de 1927
† JOSÉ, BISPO DE LEIRIA


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domingo, 13 de maio de 2018

sábado, 12 de maio de 2018

Bons ventos vêm de África

As vocações estão em crise no nosso meio, mas florescem noutras latitudes. É o caso de África. A Igreja africana sabe o que é sofrer, oprimida por ditaduras, fustigada por guerras e perseguida por terroristas… Mas a fé cristã e as vocações crescem! Enquanto isso, nós, na Europa, por vezes, vamos vivendo um cristianismo medíocre, em vez de nos concentrarmos no essencial.

É precisamente o que assinalam as recentes declarações do Cardeal John Onaiyekan, Arcebispos de Abuja, na Nigéria. À rádio pública austríaca ORF, disse que está admirado com o facto de a Igreja da Europa estar tão obcecada em dar a comunhão aos divorciados recasados, em vez de se preocupar com as suas igrejas que «estão cada vez mais vazias» (ao contrário das da Nigéria) e «muitas pessoas já não vêm».

Também o Cardeal Robert Sarah (natural da Guiné Conacri), no seu livro “Deus ou nada” (ed. Lucerna, Cascais 2016, pág. 333 a 336) diz que a questão dos recasados «não é um desafio urgente para as Igrejas de África ou da Ásia», mas «trata-se de uma obsessão de certas Igrejas ocidentais»; e que a Igreja de África se compromete «a manter inalterado o ensinamento de Deus e da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimónio».

É assim que Igreja africana permanece fiel à doutrina e fiel à verdade do matrimónio indissolúvel, enquanto nós andamos aqui perdidos em discussões estéreis e confusas. Não vemos os nossos irmãos africanos preocupados com estas questões: estão mais preocupados em manter a fé viva. Aliás, é a fé, constantemente provada pelo fogo, que os mantém firmes nas adversidades. Vozes proféticas dizem que África «é a grande esperança de Igreja».

Pe. Orlando Henriques in 'O Amigo do Povo'


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sexta-feira, 11 de maio de 2018

Missa Solene com assistência pontifical de Mons. Luigi Negri

Foi celebrada uma Missa Solene para comemorar o 500º aniversário da consagração do altar da Basílica Canonical de Santa Maria in Vado, em Ferrara (Itália). Foi naquele local que se deu o Milagre Eucarístico do Prodigioso Sangue na Páscoa de 1171. 

O milagre aconteceu quando perante Pietro de Verona, um Cónego que duvidada da Presença Real, jorrou um enorme fluxo do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, que ainda hoje em dia é visível na parede da Basílica.

A liturgia esteve a cargo da Opera Familia Cristi, um instituto diocesano ligado à Ecclesia Dei. A Santa Missa contou com a assistência pontifical de Mons. Luigi Negri, Bispo emérito de Ferrara. 







Fotografias: Messainlatino.it


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Quando ninguém reconheceu o Padre Américo por não estar de batina

Mandei fazer um fato de sobrecasaca, dos quatro metros de pano que alguém me ofereceu, mas logo houve de me arrepender de não ter antes feito batina, porquanto a malta dos gaiatos, nas esquinas e ruas por onde passei com o dito fato, titubeavam em acenos indecisos e duvidosos um «olha que não é ele». 

Ora, eu quero ser sempre eu - eu Padre vestido de batina - em todo o tempo e lugar sem erros nem ilusões. E fui mostrar a Lisboa a mestria das tesoiras de Coimbra. Resultado? Ninguém me conheceu. Vim derreado e arrependido da minha loucura. Prometi não mais o fazer. O Padre é da batina e a batina é do Padre. Doutra forma ninguém lhe liga. Assim se deu comigo.

Por causa da minha batina, tenho sofrido as do cabo. Tenho sido apupado, escarnecido, apontado com desprezo - ui! Um homem de saias! Isto mesmo tenho ouvido eu muitas vezes, da boca daqueles por quem eu ando e padeço. Não desarmo. A batina é sinal de bênção e de maldição. Se estes me apontam com desprezo, por causa da batina, aqueles não me conhecem sem ela. Visto-a por causa de todos. 

Os primeiros hão-de reconhecer o valor do homem que a veste e hão-de correr atrás dele para chorarem seus pecados de encontro à batina que odeiam. Os segundos, conhecendo-me por causa dela, correm para mim e louvam o Pai Celeste. A minha batina!

Quantos anos, e lutas e encontradelas e apertos, e desilusões e lágrimas e dores para a comprar?! Quantas?"

in 'O pai Américo era assim' - Coimbra, 1958 - Biografia do Padre Américo Monteiro de Aguiar (fundador da Obra da Rua, Casa do Gaiato)


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quarta-feira, 9 de maio de 2018

França: Centenas de muçulmanos convertidos ao Catolicismo

Mais de 4258 adultos – um aumento de cerca de 40% em relação ao ano passado – receberam o baptismo na Igreja Católica, em França, este ano na vigília da Páscoa. 

Entre esses havia 280 pessoas que renunciaram ao islamismo, um número que vem crescendo nos últimos anos, segundo a Conferência Episcopal da França (CEF) citada pelo “Times of Israel”. 

Na vigília da Páscoa é celebrada a Missa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, durante a qual tradicionalmente é dado o baptismo aos catecúmenos.

Perto de 60% dos adultos tinha entre 18 e 35 anos. 53% e provinha de famílias de tradição cristã. 22% até à conversão diziam-se “sem religião”, ou ateus. O número dessas conversões aumentou 35% nos últimos dez anos.

Os dados foram comunicados à agência France Press pelo Pe. Vincent Feroldi, director do Serviço Nacional para as Relações com os Muçulmanos da CEF, que destacou que “até 2016, o número desses casos estava sempre abaixo de 200.”

A renúncia do Islão é problemática, pois o Corão condena-a como apostasia intolerável, merecedora da morte aplicável imediatamente e sem julgamento pelo primeiro que o puder fazer. 

Muitos pedem que o baptismo seja recebido “com certa discrição” e fora das festas da Páscoa para não serem vistos. Por isso o número anual total de baptismos de ex-maometanos pode ser bastante superior.

Via 'Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião'


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segunda-feira, 7 de maio de 2018

A pílula quase me matou

Fico sempre espantado quando sei de pessoas que praticam yoga e são vegetarianas, mas não têm pejo nenhum em ingerir diariamente um produto cancerígeno: a pílula anticonceptiva.

Veja-se a história desta mulher, que afirma que esteve quase a morrer por causa da pílula – e deixou de a tomar. Este texto foi escrito por uma mulher chamada Colleen Wachob, que conta a sua história em MindBodyGreen.com

«Tudo começou numa típica manhã de sábado: fui à minha aula de Strala Yoga, depois fui com uma amiga petiscar vegetariano ao Hampton Chutney, e a seguir fomos as duas ver montras para o SoHo.

Eu tomava a pílula há uma década e nunca tinha tido problemas. Na verdade, agradava-me tomar anticonceptivos e achava que me fazia bem: não tinha de me preocupar com a acne; podia ser eu a marcar o início do período e fazer de maneira que não me calhasse ao fim-de-semana; e tinha até a impressão de ter menor probablidade de vir a contrair cancro dos ovários.

Sabia que a pílula anticonceptiva tinha alguns riscos. Mas sentia-me saudável e cheia de energia. Como nunca tinha fumado, não me ocorreu que corresse riscos. Além disso, tomava a pílula há anos, pelo que presumi que se tivesse de ter problemas já os teria tido.

Mudei radicalmente de perspectiva em Maio, quando fui parar ao banco de um hospital com trombos nos dois pulmões. Os médicos estão convencidos de que estes trombos – que podem ser fatais – foram provocados pela pílula anticonceptiva.»

Mas então por que é que ela tomava a pílula? A questão é essa. Os anticonceptivos são de tal maneira normais e omnipresentes, que as pessoas já nem pensam no assunto. É como ter um micro-ondas: a pessoa desconfia de que talvez faça mal, mas como toda a gente tem, também compra um.

Conclui esta mulher:

«Sei agora que as pílulas anticonceptivas com estrogénios fazem mal, porque podem provocar trombos. Ao longo dos anos, os médicos têm-me falado dos muitos efeitos maravilhosos da pílula para a saúde, mas raramente referem os efeitos secundários.

Olhando para trás, pergunto a mim própria se terei passado por alto algum sinal de que a pílula era tóxica. E parece-me que sim. Sempre tive o sistema circulatório um bocado em baixo: pernas inchadas, em especial quando com o calor e depois de andar de avião; andava sempre com frio e ficava com os dedos roxos quando a temperatura descia, o que deverá ser síndrome de Raynaud.

Daqui para o futuro, vou fazer muito mais perguntas acerca do tipo de comprimidos que tomo. E vou prestar mais atenção ao meu corpo. Sei que o meu corpo fez o que pôde para me dizer que se passava qualquer coisa. Devia ter lido blogues católicos, e ficava a saber que a pílula está a dar cabo dela. A pílula é mesmo uma coisa má. É cancerígena. 

Basta entrar no Google News em qualquer dia da semana, para se lerem notícias de mulheres que abriram processos judiciais contra os fabricantes de anticonceptivos. 

Há muito tempo que a Igreja Católica anda a dizer: "Não façam isso." Mas as pessoas não prestam atenção porque acham que a Igreja é um grupo de velhos misóginos que quer controlar as mulheres. Há muito tempo que a Igreja anda a dizer que a pílula é antinatural e faz mal à vida espiritual. Além disso, pode matar. Talvez porque a relação alma/corpo funcione mesmo.

Quer dizer que neste caso a Igreja tem razão. Mas admitir que a Igreja tem razão neste caso obriga-nos a perguntar: então, e se a Igreja também tiver razão noutros casos?»


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As virtudes são formadas pela oração




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sexta-feira, 4 de maio de 2018

Deus não gosta de condenar mas sim de salvar

"Deus reserva muitas coisas para o julgamento futuro, mas algumas delas são julgadas agora, para que aqueles cujo julgamento tarda sejam tomados de receio e se convertam. Pois Deus não gosta de condenar mas sim de salvar, e por isso é paciente com os maus para que eles se tornem bons."

Santo Agostinho in Sermão 18; PL 38, 128


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Bispo português explica a importância da Missa Antiga nos nossos dias

Sobre a Constituição da Sagrada Liturgia, tive a ocasião de escrever este ano, após 50 anos do Concílio, algumas considerações nas Pedras Vivas, no Jornal da Madeira e revi a legislação Pontifícia do Papa João Paulo II sobre a faculdade do uso do Missal Romano editado em 1962 pelo Papa João XXIII, e em 1988 com a carta apostólica Ecclesia Dei. O Papa Bento XVI, com a carta apostólica sob forma de Motu próprio, regularizou o uso do «rito tradicional» ou «missa tridentina», também chamada a «missa de sempre» de S. Pio V. 

Ao ser convidado pelos Cavaleiros de Colombo (Knights of Columbus) para nos Estados Unidos promover a Liga de Orações (Gebetsliga), para a canonização do beato Carlos de Áustria, a organização dos «cavaleiros» procurou informar-se se eu sabia latim, e conhecia o canto gregoriano para a celebração da Eucaristia, devido a terem adaptado o «rito antigo», ou «rito romano clássico», em latim, como fora regulamentado pelos Papas para a Igreja latina. 

A minha resposta foi afirmativa. Durante os dez primeiros anos de sacerdócio celebrei a missa em latim, cantei todas as missas em gregoriano, tanto no Funchal, como em Roma, e nos países onde estudei línguas (França, Inglaterra, Alemanha, Jordânia e Israel). Além disso, como aluno das Universidades Gregoriana e Bíblico, sempre tive aulas e exames em latim. Após o Concílio, já em Roma, celebrei a missa em italiano e português, tendo usado o latim nos grandes santuários internacionais como Lourdes, Roma, Londres, Paris e Jerusalém.

Na visita pastoral aos Estados Unidos às comunidades portuguesas celebrei sempre em português e inglês. Desta maneira o encontro com os Cavaleiros de Colombo proporcionou-me um conhecimento actual da enorme expansão do rito tradicional, ou latim, nos Estados Unidos, o que acontece também em grande escala no Canadá, Brasil, Argentina, França, Suíça e, de forma mais reduzida noutros países católicos do mundo. Portugal é conhecido por não ter celebrações em latim, a não ser algumas partes do Cânone em Fátima, sendo a língua de Cícero cada vez mais desconhecida de padres e bispos portugueses. De facto, na diocese do Funchal durante os 25 anos de ministério episcopal nunca celebrei pontifical ou missa solene em latim e, em relação com o canto gregoriano, procurei que ele não se extinguisse, como recomenda a Congregação para o Culto Divino, ao menos para as melodias simples. 

Quem reabrir os documentos conciliares encontrará na Constituição sobre a Sagrada Liturgia (nº 36, §1): “Deve conservar-se o uso do latim nos Ritos Latinos, salvo o direito particular”, e (nº 101, §1), diz-se que, conforme à tradição secular do rito latino, a língua a usar no Ofício Divino é o latim, contudo o ordinário pode dar a «faculdade de usar uma tradução em vernáculo». Quanto à Música Sacra, (no cap. VI nº 116), «a Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana, o canto gregoriano», não «excluindo todos os outros géneros de música sacra». 


Atmosfera de oração e reverência 


A visita de Outubro aos Estados Unidos apresentou-me um panorama espiritual novo na celebração da Eucaristia que muito me impressionou, tanto na missa em latim, como em grego, nos ritos orientais dos católicos ucranianos. Até alguns jovens acólitos e meninos da catequese, respondiam e cantavam em latim, e em grego no rito oriental de São João Crisóstomo. É certo que os fiéis participam normalmente no culto em inglês, mas um vasto número de jovens padres, leigos e fiéis descobrem na missa tradicional o sentido sagrado ou do celeste que se atenuou na missa em língua vernácula, dizendo que se colocou o homem no centro da celebração e não Cristo Senhor. 

O Concílio Vaticano II privilegiou na liturgia a “acção de Deus” ou “acção de Cristo”. Existe um perigo latente, o sacerdote pode pensar que ele é o centro da liturgia, e o rito pode apresentar o aspeto de teatro ou performance de um apresentador de televisão. O celebrante não é o protagonista da ação litúrgica, não é o ponto de referência, para ter mais sucesso perante o público. Embora não seja para imitar mas os budistas e os muçulmanos demonstram reverência a Deus quando oram, colocando a cabeça por terra.

O uso do latim apoia a universalidade da Igreja e da unidade dos fiéis, mas os missais ao lado do texto latino devem ter uma tradução na própria língua, como encontrei na catedral de Washington e noutras igrejas. É opinião comum dos que optaram pelo latim que a missa mantém melhor o silêncio interior e exterior e uma atmosfera de oração e reverência.

É permitida a missa em latim em todas as circunstâncias? Tudo foi regulamentado pelo Papa Bento XVI que, na Carta Apostólica, afirma que o Missal Romano promulgado por Paulo VI é a expressão ordinária da «lex orandi» (lei de orar) no rito latino; o missal romano, aprovado por São Pio V e reeditado pelo Papa João XXIII, deve ser considerado como expressão extraordinária da mesma «lei de orar» e gozar da devida honra pelo seu uso venerável e antigo, são dois usos do único rito romano. Por isso “é licito celebrar o sacrifício da missa segundo a edição típica do missal romano promulgado pelo beato João XXIII em 1962, e nunca abrogado, como forma extraordinária da liturgia da Igreja”. 

Na Missa com ausência de povo, o celebrante pode celebrar tanto num rito como noutro, com excepção do Tríduo Pascal, e não necessita de autorização da Sé Apostólica nem do seu Ordinário. As comunidades ou Institutos de Vida Apostólica, nos conventos ou oratórios próprios, podem usar o missal de Pio V e, se quiserem de um modo frequente ou habitual, precisam da decisão dos seus Superiores Maiores. Nas paróquias, se houver um número notável de fiéis que prefira a missa em latim, aconselha-se o pároco a acolher o seu pedido, sob orientação do bispo diocesano para evitar a discórdia e desunião na Igreja. O bispo pode erigir uma paróquia pessoal para a celebração antiga. 

Estas permissões foram concedidas a 7 de Julho de 2007 por Bento XVI e permitem compreender a sua expansão em centenas e milhares de igrejas nos EUA e noutros países. Celebrei num mosteiro de carmelitas que escolheu o rito latino e, em New York, no centro de Manhattan, na igreja dos Santos Inocentes celebra-se todos os dias a missa em latim com canto gregoriano às 18h, assim como se reza todas as semanas a missa pelas crianças não nascidas, devido aos abortos. Devo afirmar que nas igrejas onde celebrei em latim nunca faltou o número suficiente de padres e acólitos para o pontifical romano nem uma numerosa participação de fiéis que, algumas vezes, cantavam o gregoriano da própria festa. 

Não o escrevo para ser imitado, mas entre os padres mais novos e alguns mais velhos, há uma natural procura da Missa em latim e canto gregoriano, levando alguns padres a um estudo mais profundo da língua latina. Que posso dizer destes factos? “Admiro-me com as turbas”, como dizia o Padre António Vieira. Afirmo também que não me envergonho de saber latim, nem cantar gregoriano, ou vestir os paramentos que usei nos primeiros anos do meu sacerdócio. O que torna o sacrifício eucarístico impuro, o que mancha e envergonha o espírito não são as vestes, o latim ou o cântico, mas o que São Paulo escreve ao discípulo Tito: “Todas as coisas são puras para os puros, mas para os impuros e infiéis nada é puro, porque o seu espírito e a sua consciência estão contaminados” (Tito 1, 15ss). 

Funchal, 10 de Novembro de 2013 
† Teodoro, Bispo emérito do Funchal


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