segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Peregrinação Summorum Pontificum 2019: Procissão até ao Vaticano

A Peregrinação Summorum Pontificum levou a Roma centenas de fiéis católicos que apoiam o Rito Romano Tradicional. Um dos momentos altos dessa Peregrinação, que acontece todos os anos no final de Outubro, é a procissão pelas ruas de Roma desde a igreja de San Lorenzo in Damaso até à Basílica de São Pedro, no Vaticano.








Fotografias: Don Elvir Tabakovic


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Christus Vincit! Christus Regnat! Christus Imperat!



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sábado, 26 de outubro de 2019

A irracionalidade do comunismo compulsivo

Se os camponeses possuírem o direito à propriedade isso significa que os comunistas não têm nenhum direito ao seu comunismo compulsivo.

Os camponeses não são, como supõem quer capitalistas quer comunistas, pessoas ignorantes e acéfalas. Eles são apenas pessoas com ideias diferentes; muito melhores, por sinal. As suas ideias são humanas, como a humanidade; muito mais humanas do que o humanismo.

Tenho grande simpatia pelos camponeses e pela sua repulsa pelo comunismo compulsivo. 

O comunismo não é tanto bizarro, é mais limitado. É sacrificar tudo a um único sentimento. O sentimento de partilha é nobre, mas não é um substituto de todos os outros sentimentos, como dar e receber, como quando um homem oferece hospitalidade em sua casa. 

Transformar todas as casas privadas em casas públicas não é um sentimentalismo irracional, é um asceticismo irracional. 

G.K. Chesterton in 'The Surprising Softness of the Comunists' (6 de Setembro de 1919)


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Nem os Cartuxos se atrevem a imitar as penitências do Cura d'Ars

Na antiga casa paroquial de Ars conservam-se como troféu de vitória as disciplinas e os cilícios do Cura d'Ars, o P. João Maria Vianney. Mas o seu principal instrumento de penitência não está ali; deixaram-no na igreja: é o confessionário.

Pode-se dizer que o servo de Deus ali se crucificou livremente. Foi 'um mártir da confissão', conforme as palavras de uma testemunha de sua vida. Bem poderia ter fugido dos pecadores, se retirado para um claustro ou para o deserto, mas por amor às almas permaneceu no seu posto. Ele, que passara a juventude no meio dos campos, respirando o ar puro das montanhas da terra natal, nos dias em que o tempo aprazível convida a passear, permanecia naquela caixa, prisioneiro dos pecadores! Coração delicado e sensível, amigo das belezas naturais, percorrera em tempos idos o risonho vale de Fontblin, onde farfalhavam as faias.

Estava separado disso tudo apenas por algumas casas e pelos muros da sua igreja. Entretanto, por trinta anos, privou-se voluntariamente de gozar da frescura, do encanto e das tranquilas alamedas!

Algumas horas de confessionário bastam para alquebrar o sacerdote mais robusto. Sai-se dele com os membros entumecidos, a cabeça congestionada e incapaz de fixar um pensamento. Perde-se o sono e o apetite, e a quem quiser passar, todos os dias, longas horas assentado, faltar-lhe-ão as forças. Pois bem, conforme escreveu a condessa de Garets, o Cura d'Ars impôs-se um trabalho que extenuaria seis confessores. 'Eis, diz o Pe. Raymond, que o viu exercer este ministério, eis o que sempre me pareceu milagroso e superior às forças humanas: Que um sacerdote tão achacado e dum regime tão austero pudesse, de qualquer maneira, passar a vida no confessionário!... A minha saúde, graças a Deus, é excelente, contudo, confesso que me seria impossível suportar aquele modo de vida durante uma semana, e o mesmo ouvi dizer por outros sacerdotes acostumados a confessar em peregrinações'.

Sim; foi ali entre aquelas tábuas, naquele ataúde antecipado, onde o Cura d'Ars mais teve que sofrer. No Verão, a igreja era como um forno. O calor no confessionário, como ele mesmo dizia, dava-lhe uma ideia do inferno. Algumas vezes tinha que ouvir confissões com compressas na fronte, a tal ponto o torturavam as enxaquecas. Era por este motivo que trazia o cabelo muito curto na parte anterior da cabeça. Nos dias de tempestade ou de forte calor, o ar estava tão viciado na estreita nave do templo que o heróico confessor sentia náuseas e não as podia evitar, a não ser aspirando um vidro de vinagre ou de água de colónia. No Inverno, pelo contrário, naquela região de Dombes, sobretudo quando sopra o vento dos Alpes, até as pedras se fendem. Muitas vezes, refere o P. Dubouis, desmaiou no confessionário, ora por causa do frio, ora por causa das suas enfermidades. Perguntei-lhe uma ocasião: 'Como pode V. Revma estar tantas horas assim num tempo tão cruel, sem nada para lhe aquecer os pés?'

-- 'Ah! meu amigo, é por uma razão muito simples: Desde Todos os Santos até a Páscoa não sinto que tenho pés'.

O cónego Aleixo Tailhades, de Montpellier, que passou com ele parte do Inverno de 1838, conta que 'os pés do pobre Cura se achavam tão lastimados que a pele dos calcanhares saía com as meias quando à noite se descalçava'. Para atenuar a dureza da tábua em que se assentava, experimentaram colocar sobre ela umas almofadas de palha. Ele rejeitou-as. (...)

A assiduidade do P. Vianney no confessionário e os sofrimentos que nele suportava teriam bastado para fazê-lo alcançar um grau de alta santidade. Mas procurando as mortificações com o mesmo ardor com que outros buscam os prazeres, jamais estava saciado de penitência. Impôs-se o sacrifício de nunca olhar para uma flor, de não comer frutas e de não tomar uma gota de água em dias de grande calor. Jamais espantava as moscas que lhe pousavam na fronte. Permanecia ajoelhado sem apoio algum. Impusera-se a lei de nunca manifestar os desgostos e de ocultar todas as repugnâncias da natureza. Dominava a curiosidade ainda a mais legítima: nem sequer manifestou o desejo de ver a estrada de ferro que passava a poucos quilómetros de Ars, e que cada dia trazia para ele tão grande número de peregrinos.

O seu coração estava sem pecado, e contudo, jejuou durante 40 anos jejuou e flagelou-se pelos pecadores. Vimo-lo no princípio do seu apostolado como tomava sangrentas disciplinas para obter de Deus a conversão dos seus paroquianos. Quando estes se converteram, não deixou, apesar disso, que os seus instrumentos de penitência se enferrujassem. A diminuição das forças obrigou-o a servir-se menos deles e a tratar com menos crueldade o seu cadáver. Algumas vezes teve que fazer intervalos entre as flagelações e deixar que as feridas cicatrizassem para poder novamente flagelar-se. (...)

Trazia em cada braço um bracelete de ferro eriçado de pontas agudas. 'Pela rigidez dos seus movimentos e pela maneira como se movia, no púlpito e no altar, era fácil ver, diz a senhora de Garets, que estava coberto de cilícios e de outros instrumentos de penitência'. Uma vez o cilício provocou-lhe uma ferida que causou inquietação pelo perigo da gangrena.

Tais mortificações debilitavam-no ainda mais. Como poderia este sacerdote manter-se em pé quando vivia daquilo que a outros faria morrer? Depois das suas 'loucuras da juventude', daqueles jejuns completos de dois ou três dias, que a princípio se impunha, resignar-se-ia, em vista da sua debilidade e do seu trabalho, a tomar o alimento necessário? (...) 

Pura ilusão! Consentiu em comer todos os dias era contudo muito pouca coisa. O jejum, até então nunca interrompido, continuou da mesma maneira. De ordinário, ao meio-dia, entrava na cozinha do orfanato, e ali num canto do fogão esperava-o uma tigela de leite ou sopa. Quase nunca chegava a saborear a comida. Às vezes, além da sopa, comia alguns gramas de pão torrado. Durante muito tempo não tomava nada durante manhã. Em 1834, estando muito fraco, foi obrigado por Mons. Devie a tomar um quebra-jejum. Desde então, depois da Missa, sorvia um pouco de leite, mas nos dias de jejum nem disso se servia.

Nas Quaresmas de 1849, 1850 e 1851, diz o Irmão Atanásio que ele comia só uma vez por dia. Foi visto aceitar algumas vezes um pouco de sobremesa, ou seja, um pouco de doce; mas nos últimos anos também disso se absteve. Até à sua grave doença de 1843, nunca tomava nada à noite. (...)

Quinhentos gramas de pão duravam mais de uma semana. 'Vi um dia no seu aposento, refere o Sr. Camilo Monnin, um pãozinho com aparentes sinais de ter sido roído por um rato; de facto, era um pedaço de pão que o servo de Deus havia tomado para alimentar-se durante uma grande parte do dia'. (...)

'Para chegar a essa sobriedade excessiva ter-lhe-ia custado horrivelmente'. Assim se expressou o conde de Garets, testemunha emocionante de uma existência totalmente mortificada.

E se para apreciar o Cura d'Ars penitente é mister ouvir um especialista em matéria de penitência, eis aqui um padre da Grande Cartuxa: 'Vemo-nos obrigados a confessar, nós os solitários eremitas, monges e penitentes de toda a classe, que não nos atrevemos a seguir o Cura d'Ars senão com o olhar de nossa afectuosa admiração, e que não somos dignos de beijar os seus pés, nem a poeira dos seus sapatos.'''

Francis Trochu in 'O Santo Cura d'Ars' (Edit. Líttera Maciel, 1997, pp. 334-337)


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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Votos perpétuos num Mosteiro Beneditino

Missa Solene com profissão de votos perpétuos num Mosteiro Beneditino situado no Kansas, Estados Unidos. Os professos estão prostrados no chão e cobertos com um pano negro que simboliza a morte para o mundo. Fotografia dos anos 50. 


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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Papa Leão XII condena o falso Ecumenismo

É impossível ao autêntico Deus, o qual é a própria Verdade, o melhor e mais sábio Provedor, e o Recompensador dos homens bons, aprovar todas as seitas que professam falsos ensinamentos que são frequentemente inconsistentes uns com os outros e contraditórios, e conferir recompensa eterna aos seus membros... Por fé divina nós professamos um Senhor, uma fé, um baptismo... É por isso que professamos que não há salvação fora da Igreja.

Papa Leão XII in 'Carta Encíclica Ubi Primum' (5 de Maio de 1824)


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terça-feira, 22 de outubro de 2019

A visão assustadora do Papa João Paulo II sobre o Islão

Mons. Mauro Longhi, quando ainda era estudante, acompanhou o Papa João Paulo II em algumas viagens. O sacerdote italiano contou que, em 1992, o Papa João Paulo II lhe relevou que tinha tido uma visão inquietante sobre o futuro da Europa: 

O Papa disse-me: "Diga isto àqueles que vai encontrar na Igreja do terceiro milénio. Vejo a Igreja afligida por uma ferida mortal. Mais profunda, mais dolorosa do que as deste milénio", referindo-se ao comunismo e ao nazismo. "Chama-se islamismo. Eles vão invadir a Europa. Eu vi as hordas vindo de Ocidente ao Oriente, e disseram-me o país de cada um: Marrocos, Líbia, Egipto, e assim por diante para o Oriente".

O Santo Padre acrescentou: "Eles vão invadir a Europa; a Europa será como um sótão com velharias, sombras, teias de aranha, relíquias familiares. Vocês, a Igreja do terceiro milénio, têm de conter a invasão. Não com os exércitos, os exércitos não serão suficientes, mas com a Fé, vivendo-a com integridade”.

Aqui fica a conferência na qual o sacerdote italiano falou dessa revelação: Mons. Mauro Longhi


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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Estátua pagã do Sínodo da Amazónia lançada ao Rio Tibre

Um católico anónimo entrou na igreja de Santa Maria in Traspontina, em plena Via della Conciliazione (que conduz ao Vaticano), retirou de lá as estátutas de Pacha Mama, a "Mãe Terra", "divindade" de vários povos indígenas e lançou-as ao Rio Tibre, o rio que atravessa Roma. Durante o Sínodo da Amazónia, a igreja de Santa Maria in Traspontina tem sido palco de várias cerimónias estranhas, para dizer o mínimo, com a presença de ídolos pagãos. 


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4 seminaristas portugueses receberam a Batina na Alemanha

15 seminaristas receberam a tonsura e a batina no Seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro em Wigratzbad, na Alemanha. 

Dentre esses estavam 4 portugueses que entraram na vida clerical, com a tonsura, e receberam a veste sacerdotal, a batina. A partir de agora estão obrigados a usar a batina diariamente, a não ser que exista um motivo de força maior que o impeça.

A oração da tonsura é um bonito resumo da vida sacerdotal: 

Oremos ao Senhor Jesus Cristo, caríssimos irmãos, por estes seus servos, apressados por Seu amor a despojarem-se do seu cabelo. Que Ele lhes dê o Espírito Santo, para os fazer perseverar para sempre no hábito da religião e para os proteger dos impedimentos do mundo e das ambições mundanas; afim que, com esta mudança exterior, a Sua mão divina lhes conceda um aumento de virtude, abra os seus olhos de toda a cegueira espiritual e humana, concedendo-lhes a luz eterna da Graça. Vós que viveis e reinais com Deus Pai, na unidade do Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. R. Amen.

Rezemos por todos estes seminaristas, especialmente pelo Miguel, Pedro, Manuel e Vasco.















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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Cardeal Newman fala sobre o aparente triunfo dos inimigos da Igreja

Outrora, era uma fonte de perplexidade para quem crê, como lemos nos salmos e nos profetas, ver que os maus tinham êxito onde os servos de Deus pareciam fracassar. E o mesmo se passa ao tempo do Evangelho. E no entanto a Igreja possui este privilégio especial, que mais nenhuma outra religião tem, de saber que, tendo sido fundada aquando da primeira vinda de Cristo, não desaparecerá antes do Seu regresso.

Contudo, em cada geração, parece que sucumbe e que os seus inimigos triunfam. O combate entre a Igreja e o mundo tem isto de particular: parece sempre que o mundo a vence, mas é Ela que de facto ganha. Os seus inimigos triunfam constantemente, dizendo-a vencida; os seus membros perdem frequentemente a esperança. Mas a Igreja permanece. […] Os reinos fundam-se e desmoronam; as nações espraiam-se e desaparecem; as dinastias começam e terminam; os príncipes nascem e morrem; as coligações, os partidos, as ligas, os ofícios, as corporações, as instituições, as filosofias, as seitas e as heresias fazem-se e desfazem-se. Elas têm o seu tempo, mas a Igreja é eterna. E contudo, no seu tempo, elas parecerem ter uma grande importância. […]

Neste momento, muitas coisas põem a nossa fé à prova. Não vemos o futuro; não vemos que o que parece agora ter êxito não durará muito tempo. Hoje, vemos filosofias, seitas e clãs alastrarem, florescentes. A Igreja parece pobre e impotente. […] Peçamos a Deus que nos instrua: temos necessidade de ser ensinados por Ele, estamos cegos. Quando as palavras de Cristo puseram os apóstolos à prova, eles pediram-Lhe: «Aumenta a nossa fé» (Lc 17,5). 

Procuremo-Lo com sinceridade: nós não nos conhecemos; temos necessidade da Sua graça. Qualquer que seja a perplexidade a que o mundo nos induza […], procuremo-Lo com um espírito puro e sincero. Peçamos humildemente que nos mostre o que não compreendemos, que suavize o nosso coração quando ele se obstina, que nos dê a graça de O amarmos e de Lhe obedecermos fielmente na nossa procura.

Cardeal John Henry Newman in 'Sermões sobre os temas do dia', nº 6, «Fé e Experiência», 2.4


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terça-feira, 15 de outubro de 2019

Uma coisa tão pequena como perdoar - Santa Teresa de Ávila

Vede aqui como os santos se alegravam com as injúrias e perseguições, porque assim tinham alguma coisa a apresentar ao Senhor quando Lhe pediam. Que fará uma tão pobre como eu, que tão pouco tenha tido a perdoar, e tanto que se lhe perdoe? 

Coisa é esta, irmãs, para olharmos muito a ela: uma coisa tão grave e de tanta importância como é o perdoar-nos Nosso Senhor as nossas culpas com coisa tão pequena, como é o nós perdoarmos. E ainda destas pequenezes tenho tão pouco a oferecer, que a troco de nada me haveis de perdoar, Senhor! Aqui tem lugar a vossa misericórdia. Bendito sejais Vós, por me sofrerdes, a mim, tão pobre!

in «Caminho de Perfeição», cap. 36, 1-6 


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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Sínodo da Amazónia vs São Francisco Xavier

A propósito do Sínodo da Amazónia, a Rádio Renascença entrevistou o Padre Joaquim Fonseca, que "passou mais de 40 anos em missão em várias regiões do Brasil, incluindo a Amazónia". Transcrevo aqui uma parte da entrevista:


«Sem padres suficientes para chegar a todo o lado, a Igreja tem de contar mais com a ajuda dos leigos, defende o padre Joaquim. Se há comunidades indígenas onde a figura mais importante é a mulher “isso deve ser tido em conta”. 

Quanto à possibilidade de ordenação de homens casados, que vai ser discutida no sínodo, prefere falar na criação de novos ministérios. “Para fazer uma evangelização nova é necessário encontrar também novos ministérios, novos serviços na Igreja, provavelmente até uma nova maneira de ser sacerdote nessas comunidades. 

E se a Amazónia é uma realidade muito diferente da Europa, ou até de São Paulo ou do Rio de Janeiro, isso significa que o padre, os ministros da Palavra, os ministros das comunidades, também têm de ser diferentes”.»

Depois de 50 anos de Missas mal celebradas, abusos litúrgicos, leigos a fazerem o papel de padres e padres a fazerem o papel de leigos; 50 anos a dizer que isto de ser padre ou ser leigo é tudo a mesma coisa, da debandada de milhares e milhares de sacerdotes e seminaristas, do encerramento de seminários; 50 anos a dizer que não é preciso evangelizar porque Deus é amor e vão todos para o Céu, quer queiram quer não; 50 anos depois de tudo isto, e muito mais, aparecem as queixas que não há padres nem missionários suficientes. E a solução seria criar "novos ministérios" e uma "nova maneira de ser sacerdote".

Não foi essa a abordagem dos grandes missionários. Missionários como São Francisco Xavier, que não precisou de deixar de ser sacerdote como sempre tinha sido nem teve de inventar "ministérios" para evangelizar populações inteiras. Esta passagem da carta que São Francisco escreveu a Santo Inácio no dia 15 de Janeiro de 1544 mostra bem a diferença entre as duas abordagens:

«É tão grande a multidão dos que se convertem à fé de Cristo, nesta terra onde ando, que, muitas vezes, me acontece sentir cansados os braços de baptizar; e não poder falar, de tantas vezes dizer o Credo e os Mandamentos, na sua língua, deles, e as outras orações, com uma exortação que sei na sua língua, na qual lhes declaro o que quer dizer cristão, e que coisa é paraíso, e que coisa inferno, dizendo-lhes quais são os que vão a um e quais a outro. 

Mais que todas as outras orações, digo-lhes muitas vezes o Credo e os Mandamentos. Há dia em que baptizo toda uma povoação e, nesta Costa onde ando, há trinta povoações de cristãos.»


João Silveira


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domingo, 13 de outubro de 2019

"Estar por dentro da História é deixar de ser Protestante" - Cardeal Newman

O Cardeal John Henry Newman foi um teólogo notável que se converteu do Anglicanismo ao Catolicismo em 1845. Foi nomeado Cardeal pelo Papa Leão XIII em 1879. Foi beatificado pelo Papa Bento XVI no dia 19 de Setembro de 2010. Foi canonizado pelo Papa Francisco no dia 13 de Outubro de 2019.


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Testemunho do Milagre Sol e o primeiro automóvel em Fátima

O Engenheiro Mário Godinho, natural de Pé de Cão, no concelho de Torres Novas escreveu um texto sobre as Aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria, onde esteve em 1917. Mário Godinho levou até Fátima o primeiro automóvel quando ali se dirigiu para assistir às Aparições.

A nossa residência fica a 30 quilómetros da Cova da Iria. Em fins de Maio de 1917, chegou-nos a notícia de que, perto de Fátima, a Virgem Santíssima haveria aparecido no dia 13 desse mês a três pequenos pastores. Dei à notícia o valor de boato popular, sem forma ou consistência, baseada em crendices do burgo, sem foros de verdade. Estava-se no período da 1ª Grande Guerra Mundial, em que os espíritos viviam acabrunhados pelos temores de tão temerosa catástrofe. 

Meu irmão era médico e estava em França, na guerra, incorporado do C.E.P., e eu era oficial miliciano e esperava a mobilização que me enviasse para a guerra também. Minha mãe, fervorosa devota do culto da Virgem Santíssima, ao chegar-lhe a notícia das Aparições na Cova da Iria, não duvidou em acreditar firmemente no facto. Aguardou-se a confirmação do fenómeno; porém minha mãe manifestou o desejo de ir à Cova da Iria presenciar o caso e pediu-me para a conduzir ali, de automóvel. Para isto vim de Lisboa onde me encontrava a fazer o serviço militar. 

Possuíamos então um automóvel «Peugeot» de matrícula S - 2015 e nele fomos à Cova da Iria, no dia 13 de Julho de 1917, por uma estrada má e esburacada, até um local isolado, pleno de cercas muradas com pedra solta, em paisagem triste e erma. ponteada de azinheiras sombrias, com aspecto sedento. Em dada altura vimos, num pequeno vale, uma dezena de pessoas, oriundas certamente de aldeias vizinhas: era ali o falado lugar. 

Lá estavam os três pastores, com velas acesas. Depois das infalíveis perguntas, soubemos que a Virgem havia aparecido sobre uma pequena azinheira, de aspecto arbustivo (na região também se lhe chama carrasqueira). Minha mãe, na sua fé resoluta e robusta, colheu dessa carrasqueira uma haste com algumas folhas (verificado o milagre e aceite pela Igreja, anos depois tive o prazer de enviar a Sua Santidade o Papa Pio XII três destas folhas, por mão de Sua Eminência o Senhor Cardeal Patriarca que com Sua Santidade se ia encontrar).

Nesse dia 13 de Julho, interrogámos os Videntes, para o que os trouxemos de automóvel para a Fátima. Aí lhes fiz talvez a primeira fotografia da sua vida. Infelizmente, agora que escrevo esta notícia em 1961, perdi de todo o negativo dessa fotografia e possuo apenas uma má reprodução de ensaio de laboratório e que acompanha este relato. Não refiro aqui o que apurámos nos interrogatórios, o que os Videntes repetiram depois centenas de vezes, a tantas pessoas que lhes pediram esse relato e que é do conhecimento geral. 

Mais tarde a Lúcia chegou a estar em minha casa, onde de novo a interrogámos, pois tinha vindo com um rancho de pessoal para apanhar azeitona nesta minha povoação. Eu porém, sem motivos fortes que me fizessem acreditar na veracidade das Aparições, continuava indiferente ao que não tinha como sobrenatural.

Voltámos à Cova da Iria no dia 13 de Outubro desse mesmo ano de 1917. Nesse dia eu ia muito aborrecido, pois estava na convicção de que íamos contribuir para uma farsa censurável, com as centenas de pessoas que então já ali se encontravam, arrastadas pela força que por vezes domina e sugestiona multidões e é contagiosa. Porém, no momento em que era anunciada a Aparição, e que me encontrava dentro do carro, fui chamado por minha irmã e tendo saído olhei para o sol. 

Então quase que fiquei extasiado com o prodígio de que não podia duvidar: num céu radioso, o sol podia ser encarado de frente e de olhos bem abertos, sem pestanejarmos, como se olhássemos para um disco de vidro despolido, iluminado por detrás, irisado na sua periferia, tendo como que um movimento de rotação e que se aproximava de nós, e tudo à volta ficava irreal, como se a Terra houvesse sido divinizada. 

E o Sol não tinha o fulgor que nos fere a vista em dias normais, pois era um disco majestoso, magnético, que nos atraía e revoluteava no céu imenso, a afirmar-nos que o seu brilho desaparecia em homenagem a maior brilho, que nessa hora iluminava a Terra e que provinha da Virgem Maria. Não posso afirmar quanto tempo durou o fenómeno, mas pelo que me ficou da recordação vivida há 44 anos, julgo que tenha durado cerca de 10 minutos.

Impressionados, voltámos para casa. acreditando, enfim, que qualquer coisa de divino se passara. Porém essa certeza firmou-se definitivamente ao notarmos que minha mãe havia sido miraculada, como passo a relatar:

Havia largos anos, minha mãe sofria de um tumor no saco lacrimal do olho esquerdo, que tinha o volume de um tremoço. Durante anos foi tratada pelos médicos; mas periodicamente avolumava o mal, e no dia 13 de Outubro lá ia bem patente. Porém ao regressar, e já em casa, notou que o tumor havia desaparecido por completo, não voltando mais a aparecer, nem a sentir o mais ligeiro incómodo durante os 35 anos que ainda viveu.

Passaram-se os anos e o cinema começou a lançar filmes sobre a Fátima, em que também apareceu o falado automóvel, o primeiro que ali havia ido. Felizmente os realizadores nunca tiveram a possibilidade de saber ou descobrir qual o carro e seu condutor. Como eu não desejava o incómodo nem os inconvenientes da publicidade, conservei-me sempre quieto e calado, no meu anonimato; e se faço agora esta revelação, de ter sido eu com o meu «Peugeot» S - 2015, é porque já não corro esse perigo imenso da aborrecida publicidade, tanto mais que os meus quase 70 anos me protegem desses incómodos.

Guardo ainda avaramente uma folha da azinheira verdadeira, sobre a qual assentaram os benditos Pés da Santíssima Virgem. Estou viúvo, desconsolado na ausência temporária de minha saudosa Esposa, e vivo da sua memória, implorando as graças que a Santíssima Virgem tem lançado sobre mim, esperando que Ela um dia me estenda Suas benditas Mãos para a Eterna glória.

25 de Novembro, 1961

Este artigo foi publicado em Fevereiro de 1962 na revista "Stella"


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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Nike vende ténis com "água benta"

A Nike resolveu comercializar os, chamados, "Sapatos de Jesus". Trata-se de uns ténis com um pequeno crucifixo, com uma pinta encarnada na pala (simbolizando o sangue derramado), com uma bolsa na sola que contem "água benta" e com a inscrição Mt 14, 25, que corresponde à passagem do evangelho de São Mateus na qual Jesus caminha sobre as águas.

A edição dos sapatos foi limitada e esgotou em poucos minutos. Cada exemplar custava cerca de 3000€.

Os ténis levantaram bastante polémica. A maior questão prende-se com o uso da água, que a marca diz que é proveniente do Rio Jordão e terá sido depois abençoada por um sacerdote. Se for verdade, e a água for mesmo benzida, essa bênção desaparece assim que é vendida.

Isto porque o valor dos ténis foi inflacionado pelos adereços que lhe foram acrescentados, incluindo o facto da água estar benzida. Isto corresponde ao pecado de simonia- venda de bens sacros - e faz com que o objecto em questão perca a bênção; neste caso a água deixa de estar abençoada.

Quem comprou aqueles sapatos realmente anda sobre a água. Mas não sobre água benta.

João Silveira


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Ave, o Theotokos!

Hoje a Igreja celebra o primeiro dogma mariano: a Divina Maternidade de Maria. Primeiro, como razão de todos os outros. "Bem-aventurado é o ventre da Virgem Maria que carregou o filho do Eterno Pai."

O dogma que declara verdade de fé que Maria é Mãe de Deus foi proclamado pelo Concílio de Éfeso, no ano 431.

A controvérsia era chefiada, de um lado, pelo Patriarca de Constantinopla, Nestório, bispo famoso como orador sacro, como líder e organizador, como conhecedor das Escrituras; por outro lado, o Patriarca de Alexandria, Cirilo, também exímio pregador, teólogo refinado, excelente bispo. Ambos tinham seguidores: bispos, padres e leigos.

Nestório ensinava que Maria era só mãe do Cristo-homem, porque lhe parecia absurdo uma criatura ser mãe do Criador. Cirilo contestava com veemência, afirmando que não podia haver dois Cristos, um homem e outro Deus. E havendo um Cristo só, embora com duas naturezas inseparáveis, Maria era Mãe do Cristo-homem e Mãe do Cristo-Deus, portanto a sua maternidade era tão divina quanto humana, ela era verdadeiramente Theotokos, Mãe de Deus. O Concílio deu razão a Cirilo e declarou herética a posição de Nestório.

Nossa Senhora recebeu todas as graças extraordinárias, o que fez dela única e a mais bela criatura do universo e da economia da salvação. O ponto de partida dessas graças, no entanto, é o facto dela ser mãe de Nosso Senhor Jesus Cristo, ou seja, a Mãe de Deus.

Reza a oração colecta deste dia: "Deus, que fostes satisfeito que à mensagem do Anjo o Vosso Verbo se fizesse carne no ventre da Beata Virgem Maria, concedei aos Vossos suplicantes, que acreditando que ela seja a verdadeira Mãe de Deus, possamos ser assistidos pelas suas intercessões junto de Vós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo..."

Esta maternidade faz de Maria Mãe de todo o homem, pois todo o homem é filho de Deus.

São Boaventura, em louvor da Virgem compôs este hino à sua Maternidade Divina: "Os coros dos anjos, com vozes incessantes, te proclamam: santa, santa, santa, ó Maria, Mãe de Deus, mãe e virgem ao mesmo tempo! Os céus e a terra estão cheios da majestade vitoriosa do Fruto do teu ventre! O glorioso coro dos apóstolos te aclama Mãe do Criador! Celebram-te todos os profetas, porque deste à luz o próprio Deus! A imensa assembléia dos santos mártires te glorifica como Mãe do Cristo. A multidão triunfante dos confessores prostra-se diante de ti, porque és o Templo da Trindade!"

Maria concebeu Jesus no seu coração antes de O carregar abaixo do coração. Os Seus corações sincronizaram-se nesta concepção e desde então só deixaram de o estar quando Cristo morreu. Sincronizemos os nossos corações com o Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria.

Maria, Mater Dei, ora pro nobis!

PF


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Membros do Sínodo da Amazónia foram "libertados" das batinas

O Cardeal Lorenzo Baldisseri anunciou, na aula sinodal, que os membros poderiam deixar de usar batina e começar a usar clergyman. O Secretário Geral do Sínodo da Amazónia começou por avisar que seria uma notícia que deixaria os Bispos e sacerdotes "contentes". Mas avisou para que não se apressassem a enviar as batinas de regresso aos seus países, porque ainda serão necessárias no dia 27, dia do encerramento do Sínodo.



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quarta-feira, 9 de outubro de 2019

A Igreja acreditava no modelo heliocêntrico? Com provas, sim.

Quando se fala do caso Galileu muitos acham que a Igreja Católica defendia que a Terra estava no centro do universo. No entanto, como em toda a sua história, a Igreja não toma posições científicas - quando quer falar recorre ao saber científico da altura.

Eram os próprios astrónomos do século XVII que defendiam um modelo astronómico com a Terra no centro do Sistema Solar e não o Sol. Galileu não estava a falar contra a Igreja, estava a falar contra todos os cientistas.

Isto fica muito claro numa famosa passagem de S. Roberto Bellarmino, o Cardeal Inquisidor que teve várias conversas pessoais e amigáveis com Galileu.

"Se houver alguma prova efectiva de que o Sol se encontra no centro do universo, de que a Terra se encontra no terceiro céu e de que o Sol não gira à volta da Terra, mas a Terra à volta do Sol, teremos de proceder com grande circunspecção na explicação das passagens da Escritura que parecem ensinar o contrário, preferindo admitir que as não compreendemos do que declarar que é falsa uma opinião que se tenha demonstrado ser verdadeira. Por mim, contudo, não acreditarei que tais provas existem enquanto não mas mostrarem."

Carta de S. Roberto Bellarmino a Paolo Foscarini (1615)

O Cardeal Jesuíta S. Roberto Bellarmino foi canonizado e declarado Doutor da Igreja pelo Papa Pio XI em 1930.


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Libertar-se da Sensualidade

"Que felicidade o homem poder libertar-se da sensualidade! Isto não pode ser bem compreendido, a meu ver, senão por quem o experimentou. Só então verá claramente como era miserável a escravidão em que se estava."

São João da Cruz


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terça-feira, 8 de outubro de 2019

30 novos Seminaristas em Wigraztbad, incluindo 4 portugueses

Neste ano entraram 30 seminaristas para o Seminário da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro em Wigratzbad (Alemanha): 17 para a parte francesa e 13 para a parte alemã do seminário. 

Entre os 17 que ingressaram na secção francesa estão 4 portugueses: Rodrigo, Duarte, Miguel e João. Estes juntaram-se a outros 5 portugueses que entraram no seminário nos últimos anos. 

Rezemos por estes seminaristas, especialmente pelos portugueses.


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sábado, 5 de outubro de 2019

Não há Paixão sem Pureza




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A Irmã Lúcia pedia que se rezasse esta oração sem cessar

ORAÇÃO POR PORTUGAL

Majestade Divina, Senhor da vida e da morte, dos que Vos amam e dos que Vos perseguem!

Por intercessão da Santíssima Virgem de Fátima, Rainha da Paz e nossa Mãe, Vos pedimos que não deixeis a nossa Pátria onde Maria ergueu o Seu trono, venha a ser dominada e destruída por obra dos Vossos inimigos.

Enviai os Vossos Santos Anjos a todos os locais da nossa terra e permiti que eles possam desenvolver as suas potências em todos os seus recantos, para que o inimigo não venha a triunfar na nossa Pátria.

Nós queremos formar um exército de almas que rezam para que Vós, Deus Uno e Trino, estendais a Vossa Mão poderosa sobre este povo que é de Maria Vossa Mãe.

Permiti, ó Deus, que as nuvens tempestuosas que pairam sobre a humanidade e tendem a espalhar-se e a submergir a nossa Pátria, sejam afastadas. Só Vós podeis salvar-nos!

Pela Vossa graça e especial protecção da nossa Padroeira Maria Imaculada e do Anjo Custódio de Portugal, permiti, ó Deus, que a nossa terra nunca seja aniquilada pelo inimigo.

Deus Santo, Deus Forte, Deus Todo-Poderoso, Deus Imortal, em união com todos os Santos Anjos, pedimo-Vos auxílio e Benção para a nossa Pátria, por Jesus Cristo Nosso Senhor. Ámen.


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sexta-feira, 4 de outubro de 2019

São Francisco de Assis gritava pelas ruas: "O Amor não é amado"

O camponês perguntou: Que aconteceu, irmão, por que choras? O Irmão (S. Francisco) respondeu: Meu irmão, o meu Senhor está na Cruz e perguntas por que choro? Quisera eu ser neste momento o maior oceano da terra, para ter tudo isso de lágrimas. Quisera que se abrissem ao mesmo tempo todas as comportas do mundo e se soltassem as cataratas e os dilúvios para me emprestarem mais lágrimas. 

Mas ainda que juntemos todos os rios e mares, não haverá lágrimas suficientes para chorar a dor e o amor do meu Senhor crucificado. Quisera ter as asas invencíveis de uma águia para atravessar as cordilheiras e gritar sobre as cidades: o Amor não é amado! O Amor não é amado! Como é que os homens se podem amar uns aos outros se não amam o Amor?

Inácio Larrañaga in Irmão de Assis (Biografia de S. Francisco de Assis)


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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

4 teses do Sínodo da Amazónia que não são Católicas


Numerosos Bispos e Sacerdotes escreveram um curto documento resumindo as mais graves preocupações em relação ao Sínodo da Amazónia que tem lugar durante este mês no Vaticano.

Ao Santo Padre e aos Padres Sinodais

Nós, numerosíssimos prelados, sacerdotes e fiéis católicos de todo o mundo, vimos fazer presente que o Instrumentum laboris preparado para a próxima assembleia do Sínodo levanta interrogações sérias e suscita graves reservas, pela contradição tanto com pontos individuais da doutrina católica, ensinada desde sempre pela Igreja, como com a fé no Senhor Jesus, único Salvador de todos os homens. Extraímos do documento, seguindo o método clássico, quatro proposições em forma de "teses", usando as proprias ideias fundamentais do documento. Em consciência e com toda a sinceridade, o ensinamento por elas transmitido é inaceitável.

1 – A diversidade da região amazónica, sobretudo aquela religiosa, evoca um novo Pentecostes (IL 30): respeitá-la é reconhecer que há outros caminhos de salvação, sem os reservar exclusivamente à própria fé. Aliás, há grupos cristãos não católicos que ensinam outras maneiras de ser Igreja, sem censuras, sem dogmatismos, sem disciplinas rituais, e a Igreja católica deveria integrar alguns destas formas eclesiais (IL 138). Reservar a salvação exclusivamente ao próprio credo é destrutivo para esse mesmo credo (IL 39).

Esta última afirmação contida no n. 39 é particularmente escandalosa.

Contra, entre outros: Dominus Jesus 14 e 16.

2 – Um ensino da teologia pan-amazónica que tenha especialmente em conta os mitos, ritos e celebrações das culturas originais, é necessário para todas as instituições educativas (IL 98 c 3). Os ritos e as celebrações não cristãs são propostos como «essenciais para a saúde integral» (IL n. 87), e pede-se que «adaptem o ritual eucarístico às suas culturas» (IL n. 126, d). Sobre os ritos, ainda: IL nn. 87, 126.

Contra: Dominus Iesus 21.

3 – Entre os lugares teológicos (isto é, fontes da teologia, como a Sagrada Escritura, os Concílios, os Padres), encontramos o território [da Amazónia] e o grito dos seus povos (IL, nn. 18, 19, 94, 98 c 3, 98. d 2, 144).

Contra, entre outros: Dei Verbum 4, 7, 10.

4 – Sugere-se que se confira a ordenação a pessoas idosas com família e que se confira «ministérios oficiais» a mulheres. Propõe-se assim uma nova visão do sacramento da Ordem que não provém da Revelação, mas dos usos culturais dos povos amazónicos (que prevêem uma rotação na autoridade). Dever-se-ia então proceder a uma separação entre o sacerdócio e o munus regendi (IL 129 a 2, 129 a 3, 129 c 2).

Esta separação entre sacerdócio e munus regendi mina as bases eucarísticas do ministério da autoridade na Igreja.

Contra: Lumen gentium 21; Presbyterorum Ordinis 13.
Contra também: Sacerdotalis cælibatus, na totalidade e, em especial, 21 e 26; Odinatio sacerdotalis 1, 3 e 4; Pastores dabo vobis 26 e 29.

Grupo de trabalho Coetus Internationalis Patrum


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terça-feira, 1 de outubro de 2019

Durante a Missa Deus desce dos Céus

A Santa Missa não é um "serviço religioso" nem uma aula de Bíblia, é o Céu na Terra: é onde Deus vem ter connosco.


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