sexta-feira, 16 de abril de 2021
quinta-feira, 15 de abril de 2021
Chesterton, o sexo e a família
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| Frances Chesterton, mulher de G.K. Chesterton |
Sexo é um instinto que produz uma instituição; e é positivo e não negativo, nobre e não básico, criativo e não destrutivo, precisamente porque produz esta instituição.
Esta instituição é a família; um pequeno estado ou associação de bem comum que tem centenas de aspectos, logo que se inicia, que não são de todo sexuais. Incluem estima, justiça, festa, decoração, instrução, camaradagem, confiança.
Sexo é a fechadura desta casa; e as pessoas românticas e imaginativas gostam de espreitar pela fechadura. Mas a casa é muito maior do que a fechadura. Porém, há gente que gosta de ficar à volta da fechadura sem nunca entrar na casa.
G.K. Chesterton in G.K.'s Weekly, 29 January 1928
Aniversário de D. Athanasius Schneider e uma Missa histórica
No passado dia 7 de Abril, D. Athanasius Schneider, Bispo auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria em Astana (Cazaquistão), celebrou o seu 60º aniversário.
Nesse dia celebrou a Santa Missa em Rito Romano Tradicional na Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro na capital do Cazaquistão. Assistiu do trono Sua Excelência Tomash Peta, Arcebispo Metropolita da Arquidiocese de Santa Maria em Astana.
Foi a primeira vez, desde a reforma litúrgica, que na Ásia Central se celebrou uma Missa Tradicional, na presença do Ordinário da Diocese, como Missa paroquial normal.
Rezemos pela importante missão de D. Athanasius.
quarta-feira, 14 de abril de 2021
terça-feira, 13 de abril de 2021
O Cardeal Ratzinger e as Missas privadas em Fontgombault
Em Julho de 2001, o Cardeal Ratzinger deslocou-se à Abadia Beneditina de Fontgombault para tomar parte de uma conferência internacional sobre Liturgia. O então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé ficou tocado ao ver dezenas de monges a celebrar cada um a sua Missa privada. O episódio é descrito por Nicolas Diat no seu livro 'Le grand bonheur':
«Para grande pesar dos monges, o Prelado deixou Fontgombault na Terça-Feira de manhã por volta das sete e meia. Antes de partir, Dom Forgeot convidou-o a entrar na igreja da abadia àquela notável das Missas privadas. O Cardeal ficou absorto, quase pasmo. Pôs-se a rezar de joelhos, no chão, durante um longo tempo, no fundo da igreja. Ao sair, disse em voz baixa ao Padre Abade, que ainda se lembra precisamente da sua inflexão de voz: "Esta é a Igreja Católica!"»
segunda-feira, 12 de abril de 2021
Profecia de Nossa Senhora em 'Tre Fontane"
Muitos dos meus filhos sacerdotes haverão de contaminar-se no espírito, internamente, e no corpo, externamente, isto é deixando os sinais externos de sacerdote. As heresias aumentarão. Os erros entrarão no coração dos filhos da Igreja. Existirão confusões espirituais e doutrinais, escândalos, lutas dentro da Igreja, internas e externas.
Rezai e fazei penitência. Amai-vos e perdoai-vos. Esta é a verdadeira acção, luzente e plena da caridade. É a mais bela penitência. A penitência mais eficaz é o amor.
Aparição a Bruno Cornacchiola na Gruta das Três Fontes (Tre Fontane) em Roma - 12 de Abril de 1947
sábado, 10 de abril de 2021
A deslealdade suprema para com Deus é a heresia
Alegoria do triunfo do Evangelho sobre a heresia e a serpente - Burchard Precht
A deslealdade suprema para com Deus é a heresia. É o pecado dos pecados, a coisa mais repugnante que Deus menospreza neste mundo perverso. No entanto, quão pouco compreendemos da sua odiosidade! É o poluir da verdade de Deus, que é a pior de todas as impurezas.
Ainda assim, quão levianamente a levamos! Olhamos para ela e permanecemos calmos. Tocamos-lhe e não estremecemos. Misturamo-nos com ela e não tememos. Vêmo-la tocar as coisas sagradas e não temos nenhuma sensação de sacrilégio. Respiramos o seu odor e não mostramos nenhum sinal de repugnância ou aversão. Alguns até travamos amizade com ela; e alguns até atenuamos a sua culpa.
Ainda assim, quão levianamente a levamos! Olhamos para ela e permanecemos calmos. Tocamos-lhe e não estremecemos. Misturamo-nos com ela e não tememos. Vêmo-la tocar as coisas sagradas e não temos nenhuma sensação de sacrilégio. Respiramos o seu odor e não mostramos nenhum sinal de repugnância ou aversão. Alguns até travamos amizade com ela; e alguns até atenuamos a sua culpa.
Nós não amamos o suficiente a Deus para estarmos zangados para Sua glória. Não amamos o suficiente o homem para sermos caridosamente verdadeiros com as suas almas. Perdendo o tacto, o paladar, a vista e todo o sentido do sagrado, podemos habitar no meio desta praga odiosa, numa tranquilidade imperturbável, reconciliados com a sua imundisse, não sem algumas profissões orgulhosas de admiração liberal, talvez até com uma demonstração solícita de simpatias tolerantes.
Porque é que estamos tão abaixo dos velhos santos, e até dos apóstolos modernos destes tempos posteriores, na abundância das nossas conversões? Porque não possuímos a austeridade antiga. Queremos o velho espirito de Igreja, o velho génio eclesiástico. A nossa caridade falta à verdade, porque não é severa; e não persuade porque é falsa.
Falta-nos devoção à verdade como verdade, como verdade de Deus. O nosso zelo pelas almas é fraco, porque não temos zelo pela honra de Deus. Agimos como se Deus fosse elogiado pelas conversões, em vez de pelo tremer das almas resgatadas por uma extensão de misericórdia.
Falta-nos devoção à verdade como verdade, como verdade de Deus. O nosso zelo pelas almas é fraco, porque não temos zelo pela honra de Deus. Agimos como se Deus fosse elogiado pelas conversões, em vez de pelo tremer das almas resgatadas por uma extensão de misericórdia.
Dizemos ao homem metade da verdade, a metade que melhor serve a nossa própria pusilanimidade e a sua presunção; e depois perguntamo-nos porque é que tão poucos estão convertidos, e porque é que desses poucos tantos apostatam. Somos tão fracos que nos surpreendemos que as nossas meias-verdades não tiveram tanto sucesso como a verdade-toda de Deus.
Onde não há ódio à heresia, não há santidade. Um homem que podia ser um apóstolo torna-se uma pústula na Igreja pela falta dessa abominação justa.
Onde não há ódio à heresia, não há santidade. Um homem que podia ser um apóstolo torna-se uma pústula na Igreja pela falta dessa abominação justa.
Padre Faber, C.O. in, The Precious Blood: The Price of Our Salvation (1860)
sexta-feira, 9 de abril de 2021
A importância dos Beneditinos - Papa Pio XII
Com efeito, enquanto nessa escura e convulsionada época da história o cultivo da terra, o amor do trabalho e da arte, o estudo das ciências e das letras, tanto religiosas como profanas, eram lançados, por uma espécie de desdém geral e sintomático, ao abandono, dos mosteiros beneditinos sai uma plêiade luminosa de agricultores, de artistas, de sábios, que nos salvaram incólumes os monumentos da velha literatura, conciliaram os velhos e os novos povos, em guerras constantes, reduzindo-os da barbárie renascente, das correrias, do saque, à moderação da moral humana e cristã, à abnegação do trabalho, à luz da verdade; reconstituíram, enfim, uma civilização enformada nos princípios do Evangelho.
Isso, porém, não é tudo. A base, a directriz, por assim dizer, suprema de toda a vida beneditina é que todo trabalho, seja ele qual for, intelectual ou manual, seja, antes de mais, para o monge, veículo que o eleve a Jesus Cristo e centelha que o inflame no seu amor perfeitíssimo. Não podem, com efeito, as coisas da terra, nem do universo, satisfazer as exigências espirituais do homem, que Deus criou para Si. […] Por essa razão, é absolutamente necessário que nada se anteponha ao amor de Cristo, que nada nos seja mais caro que o seu amor, que, numa palavra, nada absolutamente se anteponha a Cristo, que Se digna conduzir-nos à posse da vida eterna.
A este ardentíssimo amor de Jesus Cristo é necessário que corresponda o amor do próximo, porque a todos, indistintamente, devemos o ósculo fraterno da paz e o tributo solícito do nosso arrimo. Donde, enquanto a intriga e o ódio convulsionavam e lançavam os povos nos campos de batalha e, nessa confusão cósmica dos homens e das coisas, erguiam ao alto o facho sangrento da morte, do roubo, da miséria e das lágrimas, Bento legava a seus filhos este preceito santíssimo:
«Ponha-se particular cuidado e solicitude no recebimento dos pobres e viajantes estrangeiros, porque é na pessoa destes que principalmente se recebe a Cristo»; e «todos os hóspedes que se apresentarem no mosteiro se recebam como se fossem Cristo, porque Ele há-de dizer: fui hóspede e recebeste-me» (Mt 25, 35).
E mais ainda: «antes de tudo, haja o maior cuidado no tratamento dos doentes, sirvam-se com tal diligência como se fossem realmente Cristo, porque Ele disse: estive doente e me viestes visitar» (v. 36).
quinta-feira, 8 de abril de 2021
15 belas igrejas à volta do Mundo
1) Igreja de São Pedro e São Paulo – Vilna, Lituânia
As Carmelitas de Alençon e a Missa Tradicional
O Carmelo de Alençon saiu do centro da cidade rumo a Cussai, a 8 km de distância, com o objectivo de redescobrir a tranquilidade peculiar à espiritualidade carmelita. Em entrevista ao L’Homme Nouveau Carmelitas explicaram os motivos dessa mudança e também da razão pela qual assumiram o Rito Romano Tradicional tanto nas Missas como no Ofício Divino.
L’Homme Nouveau: Em 2013, decidiram abraçar a Missa Tradicional. Porquê essa mudança?
Irmã Marie-Isabelle de la Miséricorde: Já em 2007, com o Motu Proprio do Papa Bento XVI, havíamos pedido para celebrar a Missa Tradicional. Descobrimos que a dimensão sacrificial da Missa era pouco expressa na Missa celebrada diante do povo, enquanto o Rito Tradicional expressa perfeitamente a doutrina católica. Sublinho que a comunidade foi unânime nessa mudança.
O nosso Bispo, Mons. Habert, que sempre foi benevolente, não era nada contra, simplesmente pediu-nos que o fizéssemos gradualmente. Assim, começámos começámos a ter a Missa Tradicional graças aos sacerdotes da Fraternidade de São Pedro. É a eles que devemos muitas vocações. Na verdade, somos um dos únicos carmelos na Europa a ter adoptado completamente o Rito Tradicional e percebemos que muitos jovens desejam essa liturgia.
in riposte-catholique.fr
terça-feira, 6 de abril de 2021
A abissal diferença civilizacional entre a pandemia de 1918 e a de 2019
A Irmã Lúcia narra nas suas Memórias como foi a pandemia de 1918, a pneumónica ou gripe espanhola. A leitura dessa descrição mostra-nos a diferença civilizacional que existe quando vemos a reacção do mundo à pandemia de covid-19 ou vírus chinês. Comecemos pelo excerto das Memórias:
«A epidemia (pneumónica, de 1918) atingiu quase toda a gente. A mãe e minha irmã Glória andavam de casa em casa a tratar os doentes. Um dia, o ti Marto foi avisar o meu pai de que não deixasse a mãe nem as filhas andar por casa dos doentes a tratá-los, porque era uma epidemia que contagiava e podíamos, também nós, ficar doentes.
À noite, o pai, ao chegar a casa, proibiu a mãe e as filhas de irem às casas dos doentes para tratá-los. A mãe escutou, em silêncio, tudo o que o pai disse e depois respondeu:
– Olha, tu tens razão. É mesmo assim como tu dizes. Mas, olha lá, como podemos nós deixar morrer aquela gente, sem ter(em) quem lhe(s) chegue um copo de água? O melhor seria que viesses tu comigo e vias como as pessoas estão e se nós podemos deixá-los assim abandonados. E, apontando para uma grande panela que tinha pendurada na corrente da chaminé, sobre o braseiro da lareira, disse:
– Vês esta panela? Está cheia de galinhas. Algumas nem são nossas; trouxe-as de casa dos doentes, que as nossas não chegavam para tudo. Está a ferver, para fazer caldos, e já tenho aí as panelinhas que trouxe das suas casas, para lhos levar. Se tu quisesses vir comigo, ajudavas-me a levar as cestas com as panelas dos caldos e, ao mesmo tempo, vias e resolvíamos como se há de fazer.
O pai aceitou. Encheram as panelas de caldo e lá foram os dois, cada um com duas cestas, uma em cada mão. Daí a pouco, volta o pai com um bebé num bercinho e disse para a minha irmã Glória e para mim:
– Tomai conta deste menino. Os pais estão os dois de cama, com febre, e não podem olhar por ele.
Voltou a sair e, daí a pouco, regressou com mais duas crianças que já andavam, mas ainda não podiam valer-se, e disse:
– Tomai conta de mais estas duas, que não fazem senão chorar, à volta da cama dos pais, e eles estão com febre e não podem atendê-las.
E assim trouxe mais. Não me lembro quantas. No dia seguinte, vieram dizer que também em casa da tia Olímpia, estavam todos de cama com febre. Os meus pais lá foram também tratá-los. Aí, na ocasião, melhoraram todos, mas quatro ficaram sempre com algumas décimas de febre que os foram minando e, um após outro, em poucos anos, morreram quatro: o Francisco, a Jacinta, a Florinda e a Teresa.
Nesses dias, os meus pais não fizeram outra coisa mais que andar de casa em casa, a tratar dos doentes. O pai com o meu irmão Manuel tratavam também dos animais que estavam nos currais a gritar com fome, e tiravam o leite para se dar aos doentes e às crianças. (...) Foi tão grande a necessidade, que meus pais não hesitaram em deixar-me ir focar, algumas noites, em casa de uma viúva que vivia só com um filho que estava tuberculoso no último grau, para que ela pudesse descansar, sabendo que tinha ali uma criança de 11 anos, que chegasse ao filho um copo de água ou uma tigelinha de caldo, ou a chamasse, se ele precisasse de outa coisa. (...) Também advertiram o meu pai de que era temerário deixar-me ir a essa casa porque podia contagiar-me. O pai respondeu:
– Não há de Deus pagar-me com o mal o bem que eu faço por Ele!
E assim aconteceu! A confiança de meu pai não foi confundida, que tenho quase 82 anos e ainda não senti o mínimo de vestígio dessa doença!” (Memórias da Irmã Lúcia V, n.º 3, pp. 19-21)
O que vemos neste magnífico trecho? É muito simples: a Cristandade, isto é, a civilização cristã em acção exprimindo as suas virtudes: a caridade, amar o outro como a si mesmo, a heroicidade, a capacidade de sacrifício, a consciência de que estamos vivos e podemos morrer e de que morrer a fazer o bem é melhor do que viver covardemente encerrado em casa; e ainda, a confiança em Deus.
Um século volvido, temos a polícia a percorrer as estradas e altifalantes avisando: «Fique em casa»; e estamos proibidos «para nosso bem», naturalmente, de sair de casa, de ir trabalhar, de ir ajudar um vizinho, de ir ao hospital ver o nosso pai ou a nossa mãe pela última vez, ou de o ir buscar ao lar, ou de ir um funeral, etc., etc., etc..
Colocadas lado-a-lado, parecem duas civilizações diferentes. E são.
O que aconteceu, pois, entre as duas civilizações? Como chegámos a este ponto de extremo egoísmo e covardia? A resposta é simples: a Cristandade decaiu em Europa. Agora somos uma civilização sem esqueleto, sem dimensão vertical; em duas palavras: sem Deus.
Somos uma civilização que trocou as virtudes objectivas e universais, como as que enunciamos acima, por ‘valores’ subjectivos e individuais. E esta decadência civilizacional é incomparavelmente mais grave do que qualquer pandemia. Melhor dito: esta decadência civilizacional é muitíssimo mais contagiosa do que qualquer variante de covid.
Pedro Sinde in Sol
domingo, 4 de abril de 2021
Ressuscitou, aleluia!
quarta-feira, 31 de março de 2021
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