domingo, 23 de outubro de 2022

37 seminaristas da FSSP foram tonsurados e receberam a batina















37 seminaristas da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro passaram a ser clérigos, tendo recebido a primeira tonsura. Receberam também a batina, que passam a ter de usar diariamente. 

Do seminário da FSSP nos Estados Unidos da América (em Denton) houve 16 tonsurados: 10 norte-americanos, 2 neo-zelandeses, 1 canadiano, 1 mexicano, 1 filipino e 1 polaco.

Do seminário na Alemanha (Wigraztabd) houve 21 tonsurados: 5 espanhóis, 4 franceses, 2 italianos, 2 alemães, 2 croatas, 2 suíços, 1 português, 1 brasileiro, 1 venezuelano e 1 checo.

Fotografias: fsspwigratzbad.blogspot.com


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sábado, 22 de outubro de 2022

D. Athanasius Schneider celebra Missa Pontifical em Pittsburgh

















Fotografias: Allison Girone

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O orgulho é a fonte do mal

Se o orgulho nos fez sair, a humildade far-nos-á voltar a entrar. Tal como o médico, depois de ter feito o diagnóstico, trata a causa do mal, também tu deves tratar a fonte do mal, que é o orgulho; desse modo, deixará de haver mal em ti. 

Foi para tratar o teu orgulho que o Filho de Deus desceu e Se fez humilde. Porque te orgulhes, se Deus Se fez humilde por ti. Talvez te envergonhe imitar a humildade de um homem; pois imita a humildade de Deus. O Filho de Deus fez-Se humilde, vindo sob a forma de homem. A ti, ordena-se que sejas humilde; não se te pede que te tornes um animal. Deus fez-Se homem. Tu, homem, conhece que és homem; a tua humildade consiste simplesmente em te conheceres.

Ouve a Deus que te ensina a humildade: «Não vim fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que Me enviou» (Jo 6,38). Vim, humilde, ensinar a humildade, como mestre de humildade. Aquele que vem a Mim incorpora-se a Mim e torna-se humilde. Aquele que adere a Mim será humilde; esse não faz a minha vontade, mas a vontade de Deus. Desse modo, não será lançado fora (Jo 6, 37), como quando era orgulhoso.

Santo Agostinho in 'Tratado sobre o evangelho de S. João 25'


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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Imperador Carlos de Áustria, inspiração para os políticos

Nesta fotografia vemos o Beato Carlos de Áustria e a sua mulher, Zita de Bourbon-Parma, ajoelhados durante a Santa Missa. Carlos e Zita casaram há 111 anos, no dia 21 de Outubro de 1911. 

O último Imperador do Império Austro-Húngaro levou uma vida exemplar, tendo a fé católica marcado profundamente a sua conduta, inclusive as suas decisões políticas. Um exemplo para os nossos políticos.

Beato Carlos de Áustria, rogai por nós.  


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Dia do Beato Carlos de Áustria

A Igreja celebra hoje, dia 21 de Outubro, de forma especial no Funchal, cidade do arquipélago da Madeira, Portugal, o Beato Carlos da Áustria (Carlos I de Habsburgo), que contribuiu diligentemente, pela sua condição régia, para o fortalecimento do reino de Deus.

O Beato Carlos I, imperador da Áustria e Rei da Hungria, nasceu a 17 de Agosto de 1887, em Persenbeug (Diocese de St. Pölten). A 21 de outubro de 1911, casou-se com a serva de Deus Zita de Bourbon-Parma. Deste casamento nasceram oito filhos. Com sua esposa e filhos levou uma vida de família exemplar – uma verdadeira Igreja doméstica, forjada pelo seu fervoroso amor ao Santíssimo Sacramento e devoção à Bem-aventurada Virgem Maria.

Em Novembro de 1916, com apenas 29 anos, tornou-se imperador da Áustria e rei da Hungria. Na conjuntura difícil da primeira guerra mundial, trabalhou por uma paz justa e duradoura; promoveu a justiça e a moral. Em 1919, após a revolução da Assembleia Nacional provisória, foi exilado para a Suíça para onde levou a esposa e os filhos.

A 19 de Novembro de 1921, o casal chegou à Madeira. Na Ilha, o Imperador passou os últimos quatro meses de vida, durante os quais deu exemplo de paciência, humildade e simplicidade, bem como sinais de um grande amor a Jesus Cristo.

Em todo este tempo viveu na pobreza e suportou sua doença com profunda confiança em Deus. Adormeceu santamente no Senhor vítima de grave doença respiratória no dia 1 de Abril de 1922, no Funchal, Ilha da Madeira, pronunciando o nome de Jesus.

Foi beatificado no dia 3 de Outubro de 2004 pelo Papa João Paulo II. A sua festa litúrgica é celebrada a 21 de Outubro, dia de aniversário do seu casamento.

ORAÇÃO

Senhor Nosso Deus, Vós que conduzistes o Beato Imperador Carlos, pelas vicissitudes deste mundo, do reinado terrestre à coroa reservada para ele nos céus, concedei-nos, por sua intercessão, que sirvamos ao vosso Filho e a nossos irmãos e, assim, alcancemos a vida eterna. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

domingo, 16 de outubro de 2022

A Inquisição e as bicicletas infantis

À luz da sua reputação aterradora será por certo uma surpresa, especialmente para quem acredita que milhões de pessoas morreram por causa da Inquisição Espanhola, saber que, durante os séculos XVI e XVII, foram sentenciadas à morte pela Inquisição, em todo o Império Espanhol (que ia da Espanha à Sicília e Perú) menos de 3 pessoas por ano [1]. 

O que significa que ao longo dos seus infames 345 anos [considerando três breves suspensões], a terrível Inquisição Espanhola foi, anualmente, cerca de catorze vezes menos letal do que as bicicletas infantis [2].

Theodore Beale in 'The Irrational Atheist' (pág. 219)

[1] Henry Kamen, The Spanish Inquisition: A Historical Revision. New Haven: Yale University Press, 1997, pág. 203;
[2] Facts About Injuries To Children Riding Bicycles. Safe Kids Worldwide.


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sábado, 15 de outubro de 2022

Santa Teresa de Ávila fala sobre a Presença Real de Nosso Senhor

Conheço uma pessoa a quem o Senhor deu uma fé tão forte, que quando ouvia alguém dizer que gostava de ter vivido na época em que Cristo, o nosso Bem, estava neste mundo, se ria consigo mesma. Dado que O possuímos, pensava ela, no Santo Sacramento de um modo tão verdadeiro como naquele tempo, que mais podemos desejar? E deitava-se a Seus pés; aí chorava em companhia de Maria Madalena, como se O tivesse visto com os olhos do corpo em casa do fariseu (Lc 7, 36ss). Mesmo quando não sentia devoção, a fé dizia-lhe que Ele estava verdadeiramente ali.

Com efeito, seria preciso ser-se mais estúpido do que se é e cegar-se voluntariamente para sentir a menor dúvida quanto a isto. Não se trata aqui de um trabalho da imaginação, como quando pensamos no Senhor na cruz ou em qualquer outra circunstância da Sua Paixão; aí representamos a coisa em nós mesmos, tal como ela se passou. Aqui, ela tem realmente lugar; é uma verdade certa, e não é necessário ir procurar o Senhor noutro sítio, bem longe de nós. 

Com efeito, sabemos que enquanto a matéria do pão não for consumida pelo calor natural do corpo, o bom Jesus está em nós; consequentemente, aproximemo-nos d'Ele. Quando Ele estava neste mundo, o simples contacto das Suas vestes curava os doentes; por que duvidar, se temos fé, de que Ele continua a fazer milagres quando está tão intimamente unido a nós? Por que não nos daria Ele aquilo que Lhe pedimos, uma vez que está na nossa própria casa?

in 'O Caminho da perfeição', 34/36


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Dia de Santa Teresa de Ávila

Esta é a igreja de Santa Maria della Scala, em Trastevere, onde se encontra o pé de Santa Teresa de Ávila. Esta grande santa espanhola fez, juntamente com São João da Cruz, a reforma da Ordem Carmelita.

Era mística, levitava muitas vezes em oração e foi atacada pelo demónio. É uma das poucas doutoras da Igreja, o que demonstra o seu contributo para a teologia.

Além disto tudo foi uma notável poetisa, como se pode ver:

Vossa sou, para Vós nasci,
Que quereis fazer de mim?

Soberana Majestade,
Eterna Sabedoria,
Bondade tão boa para a minha alma,
Vós, Deus, Alteza, Ser Único, Bondade,
Olhai para a minha baixeza,
Para mim que hoje Vos canto o meu amor.
Que quereis fazer de mim?

Vossa sou, pois me criastes,
Vossa, pois me resgatastes,
Vossa, pois me suportais,
Vossa, pois me chamastes,
Vossa, pois me esperais,
Vossa pois não estou perdida,
Que quereis fazer de mim?

Que quereis então, Senhor tão bom,
que faça tão vil servidor?
Que missão destes
a este escravo pecador?
Eis-me aqui, meu doce amor,
Meu doce amor, eis-me aqui.
Que quereis fazer de mim?

Eis o meu coração,
que coloco em Vossas mãos,
com o meu corpo, minha vida,
minha alma, minhas entranhas
e todo o meu amor.

Doce Esposo, meu Redentor,
para ser Vossa, me ofereci,
que quereis fazer de mim?
Dai-me a morte, dai-me a vida,
a saúde ou a doença
dai-me honra ou desonra
a guerra, ou a maior paz,
a fraqueza ou a paz plena,
a tudo isso, digo sim:

Que quereis fazer de mim?
Vossa sou, para Vós nasci,
Que quereis fazer de mim?


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quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Nossa Senhora do Pilar

Hoje é dia de Nossa Senhora do Pilar. Este é o título mais antigo de Nossa Senhora. A basílica do Pilar, em Saragoça (Espanha), é um Santuário privilegiado.

A tradição cristã traz a narrativa histórica da origem deste nome há mais de 1900 anos. Conta que a cada dia crescia o número de cristãos atraídos pela pregação e pelos milagres dos Apóstolos. Mas alguns judeus, em perseguição à Santa Igreja, maltratavam e matavam muitos cristãos. Os Apóstolos, indignados, começaram a pregar o evangelho a todos, segundo o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nas províncias da Espanha, foi São Tiago (Maior) o incumbido de pregar o Santo Evangelho, mas, antes de partir da Terra Santa, foi pedir a bênção de Maria Santíssima, assim como os outros Apóstolos. Ao abençoar São Tiago, a Virgem disse: ”Vai, meu filho, cumpre a ordem do teu Mestre, e por Ele te rogo que, naquela cidade da Espanha em que maior número de almas converteres à Fé, edifiques uma igreja em minha memória, conforme o que eu te manifestar”.

O apóstolo Tiago pregou, então, em muitas províncias da Espanha, até chegar a Saragoça, à margem do rio Ebro. Por lá, converteu oito varões a Jesus Cristo, com os quais se retirava à noite para as margens do rio, onde oravam e descansavam. Certa noite, ao descansar com os seus discípulos, Tiago ouviu vozes angélicas que cantavam: ”Ave Maria, gratia plena!” Ficando de joelhos, o apóstolo viu a Santíssima Virgem entre um coro de Anjos, sentada num pilar de mármore. Maria, então, com muito carinho, disse ao apóstolo: ”Eis aqui, meu filho, o lugar assinalado e destinado à minha honra, no qual, por teu cuidado e em minha memória, quero que seja edificada uma igreja. Conserva este pilar onde estou sentada, porque o meu Filho e teu Mestre enviou-o do Céu pelas mãos dos Anjos; junto a ele assentarás o altar da capela, e nele obrará a virtude do Altíssimo os portentos e maravilhas de minha intercessão, para com aqueles que, nas suas necessidades, implorarem o meu patrocínio. E este pilar permanecerá aqui até o fim do mundo, e nunca faltarão nesta cidade verdadeiros cristãos que honrem o nome de Jesus Cristo, meu Filho”. 

Esta é a origem do título Nossa Senhora do Pilar, muito invocado em Espanha. 

A capelinha primitiva foi sendo reconstruída e ampliada com o correr dos séculos, até se transformar na grandiosa basílica que acolhe, como centro vivo e permanente de peregrinações a numerosos fiéis que, de todas as partes do mundo, vão rezar à Virgem e venerar o seu Pilar.

Muito para além dos milagres espetaculares, a Virgem do Pilar é invocada como refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos. A Sua acção é sobretudo espiritual.

Consagração a Nossa Senhora do Pilar

Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!
Eu vos renovo, hoje e para sempre a consagração de todo o meu ser para que disponhais de mim para o bem de todas as pessoas.
Apenas vos peço, minha Rainha e Mãe da Igreja, força para cooperar fielmente na vossa missão de trazer o reino de Jesus ao mundo.
Ofereço-vos, portanto, Coração Imaculado de Maria, as orações e os sacrifícios deste dia, para que fiel à minha consagração, esteja disponíveis a colaborar convosco na construção de um mundo novo, ó Maria concebida sem pecado! 
Rogai por nós que recorremos a vós e por todos quantos recorrem a vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial, que vos venera com o título de Senhora do Pilar.
Salve Rainha…

in domluizbergonzini.com.br


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segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Carta de Santo Inácio a São Francisco de Borja sobre mortificação

São Francisco foi o 3º Superior Geral da Companhia de Jesus. Uns anos antes disso, Santo Inácio de Loyola  escreveu uma carta a São Francisco de Borja, IV Duque de Gândia, a propósito das mortificações que ele andava a fazer:

«A vossa maneira de proceder relativamente às coisas espirituais e corporais para o progresso da vossa alma deu-me uma boa razão para me regozijar em Nosso Senhor e dar-Lhe graças para sempre… Mas sentindo-me como me sinto no mesmo Senhor que os exercícios espirituais e corporais, bons para a nossa salvação em algumas circunstâncias e nem por isso noutras, devo dizer a vossa Senhoria as minhas opiniões sobre a matéria, visto que me pediu.

Primeiro de tudo, quanto ao tempo dedicado aos exercícios exteriores, eu cortá-los-ia em metade… Pelo que sei de vossa Senhoria, penso que seria melhor dedicar a outra metade ao estudo, ao governo das vossas terras e a conversas espirituais, sempre procurando manter a vossa alma calma, em paz, e disposta para o que quer que Nosso Senhor deseje trazer para ela. É, sem dúvida nenhuma, uma virtude e graça maior ser capaz de gozar do vosso Senhor em várias ocupações e lugares do que em apenas um.

Segundo, no que toca ao jejum e abstinência, aconselhar-lhe-ia, por amor de Deus, a cuidar e a fortificar o vosso estômago e os outros órgãos naturais, em vez de os enfraquecer. Quando um homem está de tal forma disposto [para Deus] que escolheria morrer do que cometer sequer a menor ofensa contra a Divina Majestade e quando, mais ainda, não está perturbado por nenhum ataque especial do demónio, do mundo ou da carne, como eu julgo ser o caso de vossa Senhoria, então, e este é um ponto que eu gostaria particularmente de lhe passar, visto que tanto o corpo e a alma pertencem ao seu Criador e Senhor, que vai exigir contas deles, não podeis deixar os vossos poderes naturais enfraquecerem-se. 

Se o corpo estiver doente, a alma não consegue funcionar como devia. Devemos amar e defender o corpo ao ponto de ele ser obediente e cooperador da alma, porque, com tal obediência e ajuda, a alma consegue dispor-se melhor para servir e louvar o nosso Criador e Senhor.

Terceiro, em relação ao castigo do corpo, eu evitaria de uma só vez qualquer forma de castigo que causasse o aparecimento de uma única gota de sangue. Em vez de procurar derramar o nosso sangue, é muito melhor procurar directamente o Senhor de todos nós e os Seus santos dons, tais como as lágrimas pelos nossos pecados, uma intensificação da nossa fé, esperança e caridade, a alegria em Deus e a paz espiritual, tudo com humildade e reverência à nossa santa Mãe, a Igreja, e aos seus líderes escolhidos. 

Cada um destes santos dons devia ser muito preferido a todas as acções corporais, que são boas só quando tendem a obter esses dons para nós. Não estou a dizer que eles [esses dons] deviam  ser procurados pelo contentamento que nos trazem. Mas, visto que sabemos que sem eles todos os nossos pensamentos, palavras e obras são confusos, frios e incómodos, desejamo-los para que essas coisas se tornem ardentes, lúcidas e rectas para o maior serviço de Deus.»

Esta carta foi escrita quando Santo Inácio, sempre vigilante, soube que São Francisco andava com práticas de mortificação muito austeras, que tinha aprendido com alguns amigos em Espanha, também Jesuítas. Só para termos ideia, o tipo de austeridade que São Francisco levava até receber a carta de Santo Inácio era qualquer coisa como acordar à meia-noite e ficar sete horas a rezar, querer sair um mês por ano para fazer retiro, rezar três Missas por dia, ...

Nuno CB


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