sexta-feira, 19 de maio de 2023

Peregrinação de Pentecostes 2023

Mensagem do Director de Peregrinos da Peregrinação Paris-Chartres:

«Estamos muitos felizes por acolher peregrinos estrangeiros na peregrinação de Paris a Chartres (este ano serão cerca de 1400, provenientes de mais de 40 países e dos 5 continentes), mas queremos também que peregrinações semelhantes à de Paris-Chartres se desenvolvam em todo o mundo, no Pentecostes ou noutras alturas do ano.

Por isso, somos MUITO favoráveis a que os peregrinos portugueses organizem uma peregrinação em Portugal como capítulo "Anjos da Guarda" no fim-de-semana de Pentecostes.»

Os capítulos Anjos da Guarda são constituídos por grupos que, nos seus países, rezam ou fazem peregrinações locais em união com a Peregrinação Paris-Chartres, que é a maior peregrinação Tradicional do Mundo e acontece todos os anos no Pentecostes.

Aproveitem a oportunidade de fazer parte deste grande evento, participando na Peregrinação de Pentecostes entre Fátima e Dornes.


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quarta-feira, 17 de maio de 2023

Um católico pode ser a favor do "casamento gay"?

A 3 de Junho de 2003, a Congregação para a Doutrina da Fé emitiu um documento assinado pelo seu prefeito, Cardeal Joseph Ratzinger, sobre o reconhecimento legal das uniões entre pessoas do mesmo sexo. O documento é muito claro ao explicar que nenhum católico pode ser favorável a qualquer tipo de união desse género.

ARGUMENTAÇÕES RACIONAIS
CONTRA O RECONHECIMENTO LEGAL
DAS UNIÕES HOMOSSEXUAIS
De ordem relativa à recta razão
A função da lei civil é certamente mais limitada que a da lei moral. A lei civil, todavia, não pode entrar em contradição com a recta razão sob pena de perder a força de obrigar a consciência. Qualquer lei feita pelos homens tem razão de lei na medida que estiver em conformidade com a lei moral natural, reconhecida pela recta razão, e sobretudo na medida que respeitar os direitos inalienáveis de toda a pessoa. As legislações que favorecem as uniões homossexuais são contrárias à recta razão, porque dão à união entre duas pessoas do mesmo sexo garantias jurídicas análogas às da instituição matrimonial. Considerando os valores em causa, o Estado não pode legalizar tais uniões sem faltar ao seu dever de promover e tutelar uma instituição essencial ao bem 
comum, como é o matrimónio.

Poderá perguntar-se como pode ser contrária ao bem comum uma lei que não impõe nenhum comportamento particular, mas apenas se limita a legalizar uma realidade de facto, que aparentemente parece não comportar injustiça para com ninguém. A tal propósito convém reflectir, antes de mais, na diferença que existe entre o comportamento homossexual como fenómeno privado, e o mesmo comportamento como relação social legalmente prevista e aprovada, a ponto de se tornar numa das instituições do ordenamento jurídico. 

O segundo fenómeno, não só é mais grave, mas assume uma relevância ainda mais vasta e profunda, e acabaria por introduzir alterações na inteira organização social, que se tornariam contrárias ao bem comum. As leis civis são princípios que estruturam a vida do homem no seio da sociedade, para o bem ou para o mal. «  Desempenham uma função muito importante, e por vezes determinante, na promoção de uma mentalidade e de um costume  ». As formas de vida e os modelos que nela se exprimem não só configuram externamente a vida social, mas ao mesmo tempo tendem a modificar, nas novas gerações, a compreensão e avaliação dos comportamentos. A legalização das uniões homossexuais acabaria, portanto, por ofuscar a percepção de alguns valores morais fundamentais e desvalorizar a instituição matrimonial.

De ordem biológica e antropológica
Nas uniões homossexuais estão totalmente ausentes os elementos biológicos e antropológicos do matrimónio e da família, que poderiam dar um fundamento racional ao reconhecimento legal dessas uniões. Estas não se encontram em condição de garantir de modo adequado a procriação e a sobrevivência da espécie humana. A eventual utilização dos meios postos à sua disposição pelas recentes descobertas no campo da fecundação artificial, além de comportar graves faltas de respeito à dignidade humana, não alteraria minimamente essa sua inadequação.

Nas uniões homossexuais está totalmente ausente a dimensão conjugal, que representa a forma humana e ordenada das relações sexuais. Estas, de facto, são humanas, quando e enquanto exprimem e promovem a mútua ajuda dos sexos no matrimónio e se mantêm abertas à transmissão da vida.

Como a experiência confirma, a falta da bipolaridade sexual cria obstáculos ao desenvolvimento normal das crianças eventualmente inseridas no interior dessas uniões. Falta-lhes, de facto, a experiência da maternidade ou paternidade. Inserir crianças nas uniões homossexuais através da adopção significa, na realidade, praticar a violência sobre essas crianças, no sentido que se aproveita do seu estado de fraqueza para introduzi-las em ambientes que não favorecem o seu pleno desenvolvimento humano. Não há dúvida que uma tal prática seria gravemente imoral e pôr-se-ia em aberta contradição com o princípio reconhecido também pela Convenção internacional da ONU sobre os direitos da criança, segundo o qual, o interesse superior a tutelar é sempre o da criança, que é a parte mais fraca e indefesa.

De ordem social
A sociedade deve a sua sobrevivência à família fundada sobre o matrimónio. É, portanto, uma contradição equiparar à célula fundamental da sociedade o que constitui a sua negação. A consequência imediata e inevitável do reconhecimento legal das uniões homossexuais seria a redefinição do matrimónio, o qual se converteria numa instituição que, na sua essência legalmente reconhecida, perderia a referência essencial aos factores ligados à heterossexualidade, como são, por exemplo, as funções procriadora e educadora. Se, do ponto de vista legal, o matrimónio entre duas pessoas de sexo diferente for considerado apenas como um dos matrimónios possíveis, o conceito de matrimónio sofrerá uma alteração radical, com grave prejuízo para o bem comum. Colocando a união homossexual num plano jurídico análogo ao do matrimónio ou da família, o Estado comporta-se de modo arbitrário e entra em contradição com os próprios deveres.

Em defesa da legalização das uniões homossexuais não se pode invocar o princípio do respeito e da não discriminação de quem quer que seja. Uma distinção entre pessoas ou a negação de um reconhecimento ou de uma prestação social só são inaceitáveis quando contrárias à justiça. Não atribuir o estatuto social e jurídico de matrimónio a formas de vida que não são nem podem ser matrimoniais, não é contra a justiça; antes, é uma sua exigência.

Nem tão pouco se pode razoavelmente invocar o princípio da justa autonomia pessoal. Uma coisa é todo o cidadão poder realizar livremente actividades do seu interesse, e que essas actividades que reentrem genericamente nos comuns direitos civis de liberdade, e outra muito diferente é que actividades que não representam um significativo e positivo contributo para o desenvolvimento da pessoa e da sociedade possam receber do Estado um reconhecimento legal especifico e qualificado. As uniões homossexuais não desempenham, nem mesmo em sentido analógico remoto, as funções pelas quais o matrimónio e a família merecem um reconhecimento específico e qualificado. Há, pelo contrário, razões válidas para afirmar que tais uniões são nocivas a um recto progresso da sociedade humana, sobretudo se aumentasse a sua efectiva incidência sobre o tecido social.

De ordem jurídica
Porque as cópias matrimoniais têm a função de garantir a ordem das gerações e, portanto, são de relevante interesse público, o direito civil confere-lhes um reconhecimento institucional. As uniões homossexuais, invés, não exigem uma específica atenção por parte do ordenamento jurídico, porque não desempenham essa função em ordem ao bem comum.

Não é verdadeira a argumentação, segundo a qual, o reconhecimento legal das uniões homossexuais tornar-se-ia necessário para evitar que os conviventes homossexuais viessem a perder, pelo simples facto de conviverem, o efectivo reconhecimento dos direitos comuns que gozam enquanto pessoas e enquanto cidadãos. Na realidade, eles podem sempre recorrer – como todos os cidadãos e a partir da sua autonomia privada – ao direito comum para tutelar situações jurídicas de interesse recíproco. Constitui porém uma grave injustiça sacrificar o bem comum e o recto direito de família a pretexto de bens que podem e devem ser garantidos por vias não nocivas à generalidade do corpo social.


COMPORTAMENTOS DOS POLÍTICOS CATÓLICOS
PERANTE LEGISLAÇÕES FAVORÁVEIS
ÀS UNIÕES HOMOSSEXUAIS
Se todos os fiéis são obrigados a opor-se ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, os políticos católicos são-no de modo especial, na linha da responsabilidade que lhes é própria. Na presença de projectos de lei favoráveis às uniões homossexuais, há que ter presentes as seguintes indicações éticas.

No caso que se proponha pela primeira vez à Assembleia legislativa um projecto de lei favorável ao reconhecimento legal das uniões homossexuais, o parlamentar católico tem o dever moral de manifestar clara e publicamente o seu desacordo e votar contra esse projecto de lei. Conceder o sufrágio do próprio voto a um texto legislativo tão nocivo ao bem comum da sociedade é um acto gravemente imoral.

No caso de o parlamentar católico se encontrar perante uma lei favorável às uniões homossexuais já em vigor, deve opor-se-lhe, nos modos que lhe forem possíveis, e tornar conhecida a sua oposição: trata-se de um acto devido de testemunho da verdade. 


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Santa Missa




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Até no Santuário de Lourdes se canta o Avé de Fátima



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domingo, 14 de maio de 2023

13 de Maio do ano 609: os demónios foram expulsos do Panteão

No ano 608, o imperador bizantino Focas entregou o Panteão (templo dos deuses pagãos em Roma) ao Papa Bonifácio IV e foi organizada uma cerimónia evocativa para o consagrar a Deus. No dia 13 de Maio de 609, uma enorme multidão reuniu-se perto do Panteão para testemunhar o acontecimento. 

As crónicas relatam o caos e os gritos arrepiantes que se faziam sentir a partir do interior: os demónios pagãos sabiam o que estava prestes a acontecer. As portas foram abertas e o Papa, diante da entrada, começou a recitar as fórmulas do exorcismo. Os gritos dos ídolos aumentaram de intensidade e a comoção ensurdeceu os ouvidos dos espectadores.  

O medo apoderou-se da multidão e ninguém conseguia manter-se de pé, vendo e ouvindo aquele terrível espectáculo. Só Bonifácio IV resistiu e, destemido, rezou e consagrou o Panteão a Cristo. Diz-se que os demónios abandonaram o antigo templo de forma caótica e com grande estrondo, fugindo pelo "olho" aberto da cúpula e pelas portas principais.  Terminada a cerimónia, o Papa dedicou o edifício a Nossa Senhora dos Mártires, em memória, dos muitos cristãos mortos por causa daqueles ídolos imundos.

in 'Il Settimanale di Padre Pio', n. 48


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Há 13 anos, o Papa Bento disse estas palavras enigmáticas em Fátima

Iludir-se-ia quem pensasse que a missão profética de Fátima esteja concluída
. Na Sagrada Escritura, é frequente aparecer Deus à procura de justos para salvar a cidade humana e o mesmo faz aqui, em Fátima, quando Nossa Senhora pergunta: “Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em acto de reparação pelos pecados com que Ele mesmo é ofendido e de súplica pela conversão dos pecadores?” (Memórias da Irmã Lúcia, I, 162).

Então eram só três, cujo exemplo de vida irradiou e se multiplicou em grupos sem conta por toda a superfície da terra, nomeadamente à passagem da Virgem Peregrina, que se votaram à causa da solidariedade fraterna. Possam os sete anos que nos separam do centenário das Aparições apressar o anunciado triunfo do Coração Imaculado de Maria para glória da Santíssima Trindade.

Papa Bento XVI, 13 de Maio de 2010


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sexta-feira, 12 de maio de 2023

Vigília no Santuário de Fátima: Procissão das Velas



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Santa Joana Princesa

Santa Joana nasceu no dia 6 de Fevereiro de 1452. Era filha de Dom Afonso V, rei de Portugal e de sua mulher D. Isabel. Ficou órfã de mãe aos 4 anos de idade e, aos 15, tomou os encargos do governo da casa real. 

Levava vida penitente, usando cilício sob as vestes reais e passando as noites em oração. Jejuava frequentemente e como divisa ou insígnia real usava uma coroa de espinhos. Os pobres, os enfermos, os presos, os religiosos viam nela a sua protectora e amparo. 

Conservava um livro onde anotava os nomes de todos os necessitados, o grau de pobreza de cada um e o dia em que deveria ser dada a esmola. Por ocasião da Semana Santa, lavava os pés de doze mulheres pobres e presenteava-as com roupas, alimentos e dinheiro. 

Apesar de pretendida por muitos príncipes, entre eles o filho de Luís XI da França, e para espanto de todos, em 1471 recolheu-se, temporariamente, no mosteiro de Odivelas. Dali foi para o mosteiro de Aveiro, onde viveu despojada de tudo até a morte, no dia 12 de Maio de 1490. Em 1693 foi beatificada pelo papa Inocêncio XII.

in Evangelho Quotidiano


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quinta-feira, 11 de maio de 2023

Católicos protestaram e o Cardeal Roche fugiu

No dia 10 de Maio, os bispos franceses organizaram, em Paris, um encontro sobre Liturgia com a presença do Cardeal Arthur Roche, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos.

Quando os católicos tomaram conhecimento do evento, e se organizaram para lá aparecer, o Cardeal Roche cancelou a sua presença em cima da hora e enviou em seu lugar o seu secretário, Mons. Viola. Os católicos compareceram de facto, exibindo faixas onde se lia "Não à guerra litúrgica".

Durante a Missa na igreja de Honoré d'Eylau, os bispos fecharam as portas e expulsaram os católicos. No final, os prelados saíram da igreja por uma porta das traseiras. Dois bispos chegaram mesmo a afastar os fiéis que pediam uma bênção.

Por fim, dois sacerdotes, disfarçados com roupas de leigo, disseram aos católicos para os "deixarem em paz".

in gloria.tv


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Confessar em primeiro lugar os piores pecados

"Quando vamos à confissão devemos acusar em primeiro lugar os nossos piores pecados, e das coisas que mais nos envergonhamos. Deste modo confundimos o demónio e recebemos mais frutos da nossa confissão."

São Filipe Néri


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Consagração da maior igreja da FSSPX

Foi consagrada a Imaculada, a maior igreja que a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X tem. Este enorme templo, com capacidade para 1500 lugares sentados, encontra-se em Saint Mary's, no Kansas (Estados Unidos da América).

A consagração de uma igreja em Rito Tradicional é uma cerimónia pouco comum, desde a reforma litúrgica. Dura cerca de 3 horas, sendo celebrada depois a Missa Pontifical, o que eleva o tempo da cerimónia a cerca de 5 horas.

Contém rituais com uma simbologia riquíssima:

- O Bispo asperge as paredes da igreja do lado de fora e depois bate à porta da igreja com o báculo para que se abra, entrando, juntamente com clero, seguido pelos fiéis;
- É desenhado um X com cinza no qual o Bispo escreve o alfabeto grego e depois latino;
- Todas as cruzes são ungidas com óleo e incensadas;
- As relíquias são trazidas em procissão por diáconos e colocadas no altar que é de seguida ungido com óleo;
- São colocados grãos de incenso em 5 locais do altar (4 cantos e em cima do local onde estão colocadas as relíquias e se há-de rezar a Santa Missa) que ardem enquanto se canta de joelhos o Veni Creator Spiritus.











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quarta-feira, 10 de maio de 2023

A devoção perdida ao Santíssimo Sacramento

Quebec (Canadá), 1942. Sacerdote leva a Sagrada Comunhão a um doente e toda a Família se ajoelha para receber Nosso Senhor em sua casa. 


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terça-feira, 9 de maio de 2023

11 faltas que nos privam da ajuda de Deus

Devemos empregar todo o cuidado em nos tornarmos, por culpa própria, ainda mais fracos do que já somos. Certas faltas, de que não fazemos conta, podem ser a causa de Deus nos negar a luz sobrenatural, tornando-se assim o demónio mais forte contra nós. Tais faltas são:

1. O desejo de passar por sábios ou nobres aos olhos do mundo;
2. Vaidade no vestir;
3. A busca de comodidades supérfluas;
4. O costume de se dar por ofendido com qualquer palavra mais forte ou com uma simples falta de atenção;
5. O desejo de agradar a todos à custa do bem espiritual;
6. A negligência das práticas de piedade por respeitos humanos;
7. As pequenas desobediências;
8. Pequenas aversões contra alguém;
9. Pequenas murmurações;
10. Pequenas mentiras ou gozos;
11. O tempo perdido em conversas ou curiosidades inúteis.

Resumindo: todo o apego à coisas criadas, toda a satisfação do amor próprio podem oferecer ao nosso inimigo ocasião para nos precipitar no abismo; estas faltas cometidas com deliberação, roubar-nos-ão, pelo menos, os socorros abundantes do Senhor, que nos preservam, sem dúvida alguma da queda do pecado.

Santo Afonso Maria de Ligório in 'Escola da Perfeição Cristã'


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Peregrinação de Pentecostes 2023

Peregrinação de 26 a 28 de Maio, Domingo de Pentecostes 🔥

Inscrições: https://tinyurl.com/2wtr3fy3

• Esta peregrinação é um dos capítulos Anjos da Guarda da peregrinação Paris-Chartres, à qual está unida em oração e organização
• Aberta a todas as idades e condições físicas (cerca de 55 kms)
• O percurso está relacionado com a Festa do Espírito Santo em Tomar e em Dornes
• Possibilidade de entrar no dia 26 (sexta-feira) à noite se não puder ir de manhã
• Custo: 55€ para adultos e 35€ para menores de idade (quem não puder pagar fale com os organizadores)
• Vagas limitadas


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domingo, 7 de maio de 2023

As várias igrejas 'sui iuris' dentro da Igreja Católica

Tradição Litúrgica Latina

- Igreja Latina (Romana)

Tradição Litúrgica Bizantina

- Igreja Greco-Católica Ucraniana (1595)
- Igreja Greco-Católica Melquita (1726)
- Igreja Católica Bizantina Grega (1829)
- Igreja Católica Bizantina Rutena (1646)
- Igreja Católica Bizantina Eslovaca (1646)
- Igreja Católica Búlgara (1861)
- Igreja Greco-Católica Croata (1611)
- Igreja Greco-Católica Macedónica (1918)
- Igreja Católica Bizantina Húngara (1646)
- Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma (1697)
- Igreja Católica Ítalo-Albanesa (esteve sempre em comunhão)
- Igreja Católica Bizantina Russa (1905)
- Igreja Católica Bizantina Albanesa (1628)
- Igreja Católica Bizantina Bielorrussa (1596)

Tradição Litúrgica de Alexandria 

- Igreja Católica Copta (1741)
- Igreja Católica Etíope (1846)

Tradição Litúrgica de Antioquia

*Rito litúrgico maronita
- Igreja Maronita (esteve sempre em comunhão)
*Rito litúrgico siríaco
- Igreja Católica Siro-Malancar (1930)
- Igreja Católica Siríaca (1781)

Tradição Litúrgica Arménia

-Igreja Católica Arménia (1742)

Tradição Litúrgica Caldeia

- Igreja Católica Caldeia (1692)
- Igreja Católica Siro-Malabar (1599)



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sábado, 6 de maio de 2023

Nossa Senhora que corre ao encontro de Jesus ressuscitado

Foi mais uma vez cumprida a tradição na cidade de Sulmona (Itália): Nossa Senhora correu ao encontro do Seu Filho quando O viu pela primeira vez depois da Ressurreição.

Este evento foi fotografado pela primeira vez em 1861, existindo ainda essa fotografia na Confraternidade de Santa Maria do Loreto. Mas existem relatos que provam que remonta ao Séc. XVII, há cerca de 400 anos.

Quando Nossa Senhora chega perto de Jesus, os membros da confraternidade abraçam-se jubilosamente, simbolizando a imensa alegria que uniu Mãe e Filho naquele encontro histórico.


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sexta-feira, 5 de maio de 2023

A Missa de São Pio V é uma barreira contra a heresia

A Missa de São Pio V é uma barreira contra a heresia: os protestantes diziam e dizem que todos os fiéis são sacerdotes e que o padre não tem nenhum sacerdócio especial. A Missa de São Pio V fixa de modo insofismável a distinção entre o padre que celebra, que sacrifica, e o povo que se junta ao sacerdote em posição subalterna, para participar do sacrifício.

Os protestantes negavam que a Missa fosse um verdadeiro sacrifício. Era apenas uma Ceia. A Missa de São Pio V afirma de modo peremptório que a Missa é um verdadeiro sacrifício.

Os protestantes negavam, e negam, que a Missa seja um sacrifício propiciatório. No máximo aceitam que se diga um sacrifício de acção de graças. A Missa de São Pio V marca indelevelmente o caráter propiciatório da Missa. 

É pois uma barreira a invasão herética. Daí o explicável apego que a ele (ao rito da Missa de S. Pio V) têm fiéis que amam a Igreja e amam a Jesus Cristo, porque o apego e o amor à doutrina e Revelação de Jesus Cristo é sinal de verdadeiro amor ao mesmo Jesus Cristo, segundo a expressão d'Ele mesmo: 'Quem me ama, guarda a minha palavra' (Jo XIV, 23)."

D. António de Castro Mayer


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quinta-feira, 4 de maio de 2023

Latim, língua da Igreja

Em 25 de Março de 1961, L’Osservatore Romano publicava na primeira página um artigo, assinado com três estrelas, intitulado Latino, lingua della Chiesa, onde se defendia vigorosamente a necessidade que a Igreja tinha de uma língua “universal, imutável e não vulgar“. 

O artigo desenvolvia, em termos amplos e articulados, a afirmação de São Pio X, segundo a qual “a língua latina é considerada, por direito, a língua própria da Igreja“, e a passagem de Pio XI na Epístola Officiorum omnium, de 1 de Agosto de 1922, segundo a qual a Igreja “exige, pela sua própria natureza, uma língua que seja universal, imutável e não vulgar“. Vale a pena recuperar as teses de fundo do referido artigo ao qual nunca foi dada uma resposta convincente:

“O primeiro requisito da língua da Igreja, ensina o Pontífice, é ser universal. Esta língua deve servir, na ordem da instituição eclesiástica, para colocar o centro da Igreja em contato rápido, seguro e igual, com todos os raios que se dirigem a este centro. Se, em discursos proferidos em ocasiões solenes perante este ou aquele povo, os Pontífices não hesitam em usar as respectivas línguas nacionais, já quando se devem dirigir à família católica universal, o uso desta ou daquela língua moderna, própria de uma comunidade singular, seria um favorecimento dessa mesma comunidade, em prejuízo das restantes. 

A Igreja, que, com palavras de São Paulo, proclama ‘ubi non est gentilis et iudaeus […] barbarus et Scyta, servus et liber‘ (Col 3, 11; Gal 3,28; Rom 10,12), não tirará nunca do prato da balança, com o objetivo de favorecer os interesses terrenos de um povo em detrimento de outros, o peso dos valores eternos da qual é a guardiã. Nem em caso algum forçará os povos com menor poder político ou cultural a inclinarem-se diante dos mais fortes, como os feixes no sonho profético de José (Gen 37, 6ss). 

Donde o uso do latim que não é uma língua própria de nenhum povo, nem favorece nem desfavorece parcialmente qualquer deles, cumprindo assim uma condição essencial que tem de ter, na ordem cristã, uma língua universal.

O uso do latim por parte da Igreja não tem apenas a função negativa de eliminar parcialidades e ressentimentos. A facilidade que ele proporciona aos sacerdotes de todo o mundo de compreenderem, prontamente e com precisão e uniformidade, os actos de magistério, de legislação, de exortação do Sumo Pontífice; a possibilidade de seguirem, nos Acta Apostolicae Sedis, as disposições dos dicastérios romanos; a possibilidade de acederem directamente, durante o seu tempo de estudo, e depois, às obras dos Padres e dos grandes mestres; o uso de uma terminologia precisa, imutável, universal; a difusa capacidade que é o fundamento da ciência, de aceder às fontes originais; a rápida compreensão dos textos litúrgicos; e, finalmente, a comunhão numa supercultura que enriquece e não diminui as culturas nacionais; tudo isto constitui um feixe de ligações que contribui para ressaltar a unidade de todos os membros da Igreja, da ordem sacerdotal antes de mais, e, mediante ela, também a de todos os fiéis.

Pio XI (Epístola Officiorum omnium, de 1º de agosto de 1922): ‘É disposição providencial que o latim proporcione aos cristãos mais cultos de cada nação um poderoso vínculo de unidade, permitindo-lhes conhecer mais profundamente aquilo que se refere à Santa Madre Igreja e manter uma coesão mais íntima com o Chefe da família’. E Pio XII resumia e confirmava: ‘A liturgia latina é um vínculo precioso da Igreja Católica.

Além do requisito da aptidão para a universalidade étnica e geográfica, a língua da Igreja deve possuir, afirma o Sumo Pontífice, o atributo da imutabilidade: ‘A Igreja, que está destinada a durar até o fim dos séculos, exige pela sua natureza própria, uma língua que seja imutável.’ É um fato que as línguas vivas estão em permanente mutação; e, quanto mais os povos que as falam participam dos movimentos da história, tanto mais as suas línguas se alteram. […]

O terceiro requisito da língua da Igreja, prossegue o Sumo Pontífice, é que não seja vulgar. Não seria natural que a Igreja, a quem o Senhor pede que ‘olhe propícia para as tribulações da plebe, os perigos dos povos, os gemidos dos prisioneiros, a miséria dos órfãos, as privações dos desterrados, o abandono dos fracos, o desespero dos doentes, a decadência dos velhos, os anseios dos jovens, os votos das virgens, os lamentos das viúvas’ , e que aplica a esta humanidade sofredora as palavras do seu Divino Fundador: ‘Vós sois todos irmãos’, e o comentário de Paulo: ‘Em Cristo, não há judeus nem grego, nem escravo nem homem livre’, a ninguém ocorrerá pensar que a Igreja se deixe tomar por um horaciano desígnio em favor do ‘profanum vulgus‘. 

O vulgus são as massas imensas da vida quotidiana, com os seus interesses e as suas paixões. E a Igreja, se por um lado aprende e usa também o obscuro dialecto de uma pequena tribo do Congo ou da Amazónia, a fim de evangelizar estes filhos que Cristo lhe confiou, por outro lado sente a necessidade e o dever de confiar o sagrado depósito das suas verdades a uma língua que não se identifique com esta ou aquela de um povo singular, nem esteja genericamente ao nível de paixões e de interesses particulares. 

E também estes requisitos de elevação vai encontrá-los no latim, que, por isso, é ‘uma arca de incomparável excelência’ (Pio XII, discurso Magis quam) para as verdades eternas e imutáveis. Se o latim lhe não tivesse sido oferecido pela Providência no começo da sua longa história, ela ter-se-ia visto forçada a procurar uma língua que possuísse os três requisitos que o Papa Pio XI especificou: ‘Dado que o latim realiza plenamente esta tríplice exigência’, conclui o Pontífice, ‘consideramos ter sido disposto pela Divina Providência que ele se tivesse admiravelmente colocado ao serviço da Igreja docente’

Roberto De Mattei in 'O Concílio Vaticano II – Uma história nunca escrita'


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Leão XIII contra os socialistas

Ainda que os socialistas, abusando do próprio Evangelho, a fim de enganarem mais facilmente os espíritos incautos, tenham adoptado o costume de o torcerem em proveito da sua opinião, entretanto a divergência entre as suas doutrinas depravadas e a puríssima doutrina de Cristo é tamanha, que maior não podia ser. 

Pois ’que pode haver de comum entre a justiça e a iniquidade? Ou que união entre a luz e as trevas?’ (2 Cor. 6, 14) 

Papa Leão XIII in Encíclica 'Quod Apostolici Muneris'


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Sacerdote Jesuíta destrói ídolos em África

O Padre Peter Ryan SJ visitou o seu irmão William, um sacerdote Fidei Donum de Washington, na sua paróquia missionária no Togo, África Ocidental. Durante a visita, apareceu uma delegação de uma família importante que tinha decidido renunciar ao seu ídolo ancestral e pediu ao Padre William que o destruísse.

Várias outras famílias vizinhas juntaram-se a eles. O grande dia começou com uma Missa, seguida de uma procissão de centenas de pessoas desde a igreja até às casas, onde foi utilizada água benta e sal exorcizado. O Padre Peter esmagou entusiasticamente os ídolos com uma marreta antes de queimar os seus restos.

Os fiéis cantaram "Yesu enye dzidula! (Jesus é o vencedor!). Por fim, o santuário pagão foi demolido e uma grande cruz foi colocada no meio dos escombros.

in gloria.tv


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quarta-feira, 3 de maio de 2023

O milagre que levou à descoberta da Cruz onde Jesus foi crucificado

No dia 3 de Maio do ano 326 d.C., Santa Helena, mãe do Imperador Constantino descobriu a Vera Cruz em Jerusalém e levou-a para Roma. É neste dia que a Igreja celebra a Invenção (descoberta) da Santa Cruz.

Após aquela insigne vitória que Constantino obteve sobre Maxêncio, quando recebeu de Deus o sinal da Cruz do Senhor ["in hoc signo vinces"], Santa Helena, mãe de Constantino, tendo recebido uma revelação num sonho, foi a Jerusalém para procurar zelosamente a Cruz; aí ela cuidou de destruir a imagem de Vénus de mármore, que os gentios colocaram no lugar da Cruz, para tirar a memória da paixão de Cristo Senhor, e que aí permaneceu por cerca de 180 anos. O mesmo ela fez no presépio do Salvador, onde fôra posto um simulacro de Adónis, e no lugar da ressurreição, onde o fôra um de Júpiter.

Purgado, assim, o local da Cruz, por meio de profundas escavações foram encontradas três cruzes, e, separado delas, a inscrição que fôra colocada sobre a Cruz do Senhor; como não se sabia sobre qual das três ele deveria ser afixado, um milagre sanou a dúvida. Eis que Macário, bispo de Jerusalém, tendo elevado preces a Deus, levou cada uma das cruzes a três mulheres que sofriam de uma grave enfermidade, e, enquanto as demais nada aproveitaram para as mulheres, a terceira Cruz, levada à terceira mulher, curou-a imediatamente. 

Santa Helena, tendo encontrado a Cruz da salvação, construiu aí uma magnificentíssima igreja, na qual depositou parte da Cruz em urnas de prata, e outra parte entregou a seu filho, Constantino, que a levou a Roma, à igreja da santa Cruz de Jerusalém, edificada no palácio Sessoriano. Ela também entregou ao filho os cravos que trespassaram o santíssimo corpo de Jesus Cristo. Naquele tempo, Constantino sancionou uma lei para que, desde então, ninguém fosse condenado ao suplício da cruz, e aquilo que antes era castigo e maldição para os homens, passou a ser glória e objecto de veneração. 

in Breviário Romano


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terça-feira, 2 de maio de 2023

A revolução de D. José Ornelas

Na primeira entrevista depois de ter sido reeleito presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas provocou a indignação de muitos fiéis católicos ao pôr a possibilidade de se acabar com o celibato sacerdotal ou de “ordenar” mulheres.

Em relação ao celibato, diz o Bispo de Leiria-Fátima, que foi o Concílio de Trento que acabou com os “padres casados”. Em primeiro lugar, o celibato sacerdotal foi vivido na Igreja desde os primeiros séculos. É uma prática apostólica. Ainda que fossem ordenados homens casados, deixavam as suas mulheres (com a autorização destas) para serem sacerdotes.

Em segundo lugar, o Concílio a partir do qual se deixou de ordenar homens casados foi o II Concílio de Latrão (1139) e não o Concílio de Trento (1545-1563). É uma falha grave que um Bispo demonstre publicamente desconhecer a história do celibato sacerdotal; ainda para mais partindo desse ponto de vista errado para dar a sua opinião que o celibato pode (e deve?) acabar.

D. José Ornelas diz ainda que a ordenação sacerdotal de mulheres é um assunto que está em cima da mesa. Alerta apenas para as questões culturais que podem dificultar a aceitação desta mudança. Mas é doutrina da Igreja que uma mulher nunca poderá ser ordenada sacerdote. O sacerdote tem de ser um homem, tal como Nosso Senhor Jesus Cristo. O próprio Papa João Paulo II, na carta apostólica ‘Mulieris dignitatem’ (1988), diz que a Igreja não tem autoridade para ordenar mulheres.

O presidente da CEP falou ainda sobre as uniões “homossexuais” e sobre os “recasados”. Fê-lo de tal maneira que se fica a ideia que na Igreja nada está garantido, tudo pode mudar. No edifício eclesial não restará pedra sobre pedra, desde que isso signifique que a Igreja se adapte ao “mundo moderno”.


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O grande Santo Atanásio

Hoje é dia de Santo Atanásio. Este grande Bispo lutou contra a heresia ariana, que proclamava Jesus Cristo apenas como a mais perfeita das criaturas, negando que fosse Deus. Este erro crasso chegou a ser defendido por grande parte dos Bispos Católicos.

No Concílio de Niceia (325 d.C.) as duas partes digladiaram-se e Atanásio deu uma coça argumentativa aos arianos, destruindo por completo a sua tese absurda. Os Bispos hereges não mais se esqueceram disso e, 10 anos depois, no Sínodo de Tiro, pagaram a uma mulher para dizer que o Bispo Atanásio a tinha violado quando o recebeu em sua casa.

Diante da acusadora, um sacerdote de seu nome Timóteo, fingiu ser Atanásio e perguntou à suposta vítima: "Mulher, fui eu que fiquei em tua casa e te violei?" Ela, chorando de indignação, respondeu que sim, sob juramento, e pediu aos juízes que o punissem. Foi assim descoberta a mentira e a mulher foi expulsa dali sem demora.

Mesmo tendo Atanásio sido ilibado da falsa acusação, foi nesse Sínodo deposto enquanto Bispo de Alexandria e expulso da sua diocese. Foi o primeiro dos três desterros impostos a Santo Atanásio, dentro da própria Igreja, por defender a doutrina católica. É uma referência essencial nos dias que correm.

Santo Atanásio, rogai por nós.


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segunda-feira, 1 de maio de 2023

Diácono italiano ordenado no Gabão pelo Instituto Cristo Rei e Sumo Sacerdote




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Festa de São Filipe e São Tiago, Apóstolos

Até 1955, quando o Papa Pio XII instituiu a festa de São José Artesão, este dia 1 de Maio era dedicado a São Filipe e São Tiago (menor).

São Filipe era natural de Betsaida, na Galileia. Nosso Senhor chamou-o aos apostolado no mesmo dia em que São Pedro e Santo André. Segundo Clemente de Alexandria, teria sido Filipe aquele Apóstolo que pediu ao Divino Mestre licença para sepultar o pai, e de Nosso Senhor recebeu a resposta: "Segue-me e deixa os mortos sepultarem os mortos".  

São Crisóstomo diz de São Felipe que fora casado e tivera algumas filhas. Obedecendo à voz do Divino Mestre, tornou-se Apóstolo. Tendo conhecido de perto a Jesus, convidou também Natanael a associar-se ao Messias. Três dias depois, acompanhou Nosso Senhor às bodas de Caná. Decorrido um ano, foi recebido entre os Apóstolos.  

Foi Filipe a quem, no dia da multiplicação dos pães, perguntou Jesus onde havia de arranjar comida para tanta gente. Certa ocasião, em que vieram alguns pagãos para ver Jesus, foram Filipe e André que os apresentaram ao Divino Mestre.  

Quando Jesus, no discurso da despedida, repetidas vezes se referiu ao nome do Eterno Pai, pediu-lhe Felipe que lhes mostrasse o Pai, e Jesus respondeu-lhe: "Felipe, quem vê a mim, vê ao Pai".

São estas as únicas referências que as Escrituras fazem a São Filipe. Escritores competentes entendem que algumas filhas de São Felipe se casaram e que o pai, depois de ter pregado na Judeia, se dirigiu à Cesareia. Reza mais a história, que Filipe foi crucificado em Hirápolis, lapidado e sepultado com duas filhas. A morte deste Apóstolo não deve ter acontecido antes do ano 80, porque foi neste ano que o seu discípulo, São Policarpo, se converteu à religião de Cristo.

As relíquias de São Filipe estão guardadas numa igreja de Roma que é consagrada a São Felipe e São Tiago. Um braço, que existia em Constantinopla, foi, no ano de 1204, transportado para Florença.  

São Tiago, cognominado o Menor, recebeu, devido à grande santidade, o título de Justo. São Paulo chama-o "irmão de Nosso Senhor", por causa do parentesco próximo com Jesus Cristo. Era filho de Alfeu e Maria. Era irmão do Apóstolo Judas Tadeu e de Simão, o Zelador. Chamado por Jesus, no segundo ano da sua vida pública, Tiago com o irmão Tadeu, foi incorporado ao Colégio dos Apóstolos. Bem poucas vezes encontramos o nome deste Apóstolo nas narrações evangélicas.

De quão alta estima gozava da parte de Nosso Senhor prova é ter Jesus Cristo distinguido a São Tiago com uma aparição particular depois da gloriosa Ressurreição. Antes de subir ao Céu, Jesus Cristo deu ao Apóstolo o dom da ciência, como recompensa de sua santidade.

Segundo São Jerónimo e Epifânio, Nosso Senhor, antes de subir ao Céu, teria recomendado a São Tiago a Igreja de Jerusalém. Certamente por esse motivo, os Apóstolos, antes da separação, deixaram São Tiago como primeiro Bispo de Jerusalém. Santo Epifânio elogia em São Tiago a grande pureza, vivendo extraordinariamente uma vida santa e austera.

A após a morte do governador Festo e o do Sumo Sacerdote Anás, os cristãos foram duramente perseguidos pelos Judeus, tendo São Tiago sido martirizado pelo Conselho após testemunhar a verdadeira Fé. Tal aconteceu em 10 de Abril do ano 62, quando tinha 96 anos. 

As suas últimas palavras foram: "Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem". O corpo foi sepultado no lugar do martírio e, após oito anos, Jerusalém foi destruída. Os Judeus reconheceram nisso o castigo de Deus, tendo o corpo em 572 sido transferido para Constantinopla, e hoje encontra-se na Igreja dos Doze Apóstolos, em Roma, juntamente com o corpo de São Filipe. 

in Página do Oriente


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