sexta-feira, 4 de abril de 2025

S. Isidoro de Sevilha sobre os que ensinam com soberba e não com caridade

Os mestres irados, por causa da sua fúria, convertem o tom do ensino em enorme crueldade e, pela mesma razão, prejudicam mais os seus súditos mais do que os ajudam.

Há muitos que, quando ensinam, não são humildes na exposição, mas antes arrogantes. E mesmo as coisas boas que pregam não são anunciadas por desejo de correção, mas por vício de grandiloquência.

Muitos há que ensinam não com a intenção de construir, mas para se engrandecer, e não são sábios para tirar proveito (para a Vida Eterna), mas querem ensinar para parecer sábios.

Há uma perversa imitação dos presbíteros arrogantes, que imitam os santos no rigor da disciplina mas desprezam-nos no afecto da caridade. Querem parecer rígidos pela severidade mas não querem dar exemplos de humildade, preferem ser terríveis do que como mansos e afáveis.

Os doutores soberbos sabem mais sobre ferir do que curar. É Salomão quem o testemunha (Ps. XIV, 9): Na boca dos insensatos está a vara da sua soberba, porque repreendendo com rigor ferem e não sabem ter simpatia através da humildade.

Quem aceita, por caridade de coração e humildade de consciência, curar os males do pecado alheio, faz bem. Mas quem repreende o criminoso com um coração orgulhoso ou odioso não corrige, mas fere. Porque tudo o que o protervo ou irado profere é a fúria de quem ofende, não a direção de quem corrige.

De tal forma que quanto mais tentam corrigir, mais aprofundavam a ferida e a rejeição; e mais favorecem imobilidade dos fiéis, pois não conquistavam a sua confiança.


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quinta-feira, 3 de abril de 2025

Nada como um jantar com os amigos



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Católicos confrontam o Arcebispo de Madrid


Mons. José Cobo Cano foi criticado por ter feito um acordo com o governo socialista de Pedro Sánchez, graças ao qual ficou em risco o Mosteiro Beneditino do Valle de los Caídos, onde está erigida a maior cruz do Mundo.


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quarta-feira, 2 de abril de 2025

Há 20 anos morria o Papa João Paulo II

Aqui ainda o jovem Padre Wojtyla, de batina preta.



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terça-feira, 1 de abril de 2025

O Papa Gregório XIII e o dia das mentiras

Foi graças ao Papa Gregório XIII que o ano civil começou a começar no dia 1 de Janeiro. Em 1582 o Papa reformou o calendário Juliano, instaurando, através da bula "Inter Gravissimas" o calendário Gregoriano, que usamos hoje em dia.

O calendário Juliano tinha originado uma diferença de 10 dias entre o equinócio da Primavera e o dia 21 de Março. Para resolver esse problema a reforma incluiu um salto de 10 dias no calendário: o dia 4 de Outubro de 1582 (Quinta-Feira) foi seguido pelo dia 15 de Outubro (Sexta-Feira).

O início do ano civil passou de dia 1 de Abril, ou últimos dias de Março, para o dia 1 de Janeiro. 

A reforma foi adoptada imediatamente por Portugal, Espanha, Itália e Polónia; e seguidamente por França e os outros países católicos europeus.

Os países protestantes adiaram essa reforma, preferindo "estar em desacordo com o Sol a estar de acordo com o Papa". Os mais apegados à tradição juliana, que continuaram a celebrar a passagem do ano no dia 1 de Abril, foram alvo de chacota e de algumas partidas, e daí surgiu a tradição do Dia das Mentiras (Poisson d'Avril ou April Fool’s).


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