quinta-feira, 25 de julho de 2013

Visita do Papa à favela - Discurso à comunidade de Varginha



Queridos irmãos e irmãs,

Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros deste País. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um "cafezinho", falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós... Mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui, visitar a Comunidade de vocês que hoje representa todos os bairros do Brasil. 

Como é bom ser bem ac olhido, com amor, generosidade, alegria! Basta ver como vocês decoraram as ruas da Comunidade; isso é também um sinal do carinho que nasce do coração de vocês, do coração dos brasileiros, que está em festa! Muito obrigado a cada um de vocês pela linda acolhida! Agradeço a Dom Orani Tempeste ao casal Rangler e Joana pelas suas belas palavras. 

1. Desde o primeiro instante em que toquei as terras brasileiras e também aqui junto de vocês, me sinto acolhido. E é importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim porque quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo - não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate na sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”! E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração!

E o povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão.

Quero encorajar os esforços que a sociedade brasileira te m feito para integrar todas as partes do seu corpo, incluindo as mais sofridas e necessitadas, através do combate à fome e à miséria. Nenhum esforço de “pacificação” será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma. Lembremo-nos sempre: somente quando se é capaz de compartilhar é que se enriquece de verdade; tudo aquilo que se compartilha se multiplica! A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!

2. Queria dizer-lhes também que a Igreja, «advogada da justiça e defensora dos pobres diante das intoleráveis desigualdades sociais e económicas, que clamam ao céu» (Documento de Aparecida, 395), deseja oferecer a sua colaboração em todas as iniciativas que signifiquem um autêntico desenvolvimento do homem todo e de todo o homem. Queridos amigos, certamente é necessário dar o pão a quem tem fome; é um acto de justiça. Mas existe também uma fome mais profunda, a fome de uma felicidade que só Deus pode saciar. 

Não existe verdadeira promoção do bem-comum, nem verdadeiro desenvolvimento do homem, quando se ignoram os pilares fundamentais que sustenta m uma nação, os seus bens imateriais: a vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência e remédio contra a desagregação social; a educação integral , que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde , que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano. 

3. Queria dizer uma última coisa. Aqui, como em todo o Brasil, há muitos jovens. Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo. A Igreja está ao lado de vocês, trazendo-lhes o bem precioso da fé, de Jesus Cristo, que veio «para que todos tenham vida, e vida em abundância» (Jo 10,10).

Hoje a todos vocês, especialmente aos moradores dessa Comunidade de Varginha, quero dizer: Vocês não estão sozinhos, a Igreja está com vocês, o Papa está com vocês. Levo a cada um no meu coração e faço minhas as intenções que vocês carregam no seu íntimo: os agradecimentos pelas alegrias, os pedidos de ajuda nas dificuldades, o desejo de consolação nos momentos de tristeza e sofrimento. Tudo isso confio à intercessão de Nossa Senhora Aparecida, Mãe de todos os pobres do Brasil, e com grande carinho concedo-lhes a minha Bênção.


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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Papa emociona-se no fim da Missa no Santuário da Aparecida



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Rock in Rio - Pe.Gonçalo Portocarrero de Almada

Muitas centenas de milhares de raparigas e de rapazes de todo o mundo já estão no Rio de Janeiro. Para um novo Rock in Rio? Não, desta vez não? ou talvez sim, porque se o Papa é Pedro e Pedro é a rocha, então o Papa no Brasil, para as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), é mesmo? Rock in Rio!



Há outros grandes eventos mundiais em que comparecem alguns milhares de jovens, mas nunca tantos quantos os que vão às JMJ. Não há, no mundo inteiro, nenhum acontecimento cultural, artístico, desportivo ou político que reúna tanta gente nova.

Se não é o rock and roll, o que os leva ao Rio? 

A novidade deste Papa? Mas, com os antecessores, aconteceu o mesmo. A festa? A verdade é que há festivais mais agradáveis e animados do que as JMJ, onde as incomodidades são muitas e escassas as diversões. O fascínio de uma nova doutrina? Não parece, porque a mensagem da Igreja tem dois mil anos e, logo por azar, é sempre a mesma. 

A resposta está no alto do Corcovado: "Vinde a Mim todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei." (Mt 11, 28) 

Há uma juventude rebelde que é contra a ditadura do relativismo e a escravatura da droga e do sexo. Há uma juventude que não se deixa corromper pelo poder, nem comprar pelo dinheiro. Há uma juventude que procura um sentido para a vida e que deseja uma solidariedade global. Há uma juventude sedenta de verdade e de justiça social. Há uma juventude cristã capaz de gerar, por amor, um mundo novo. Bendita loucura, de que só a juventude apaixonada é capaz!


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600 mil jovens na abertura oficial da JMJ Rio 2013




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terça-feira, 23 de julho de 2013

Vigília pelas crianças - 23 de Julho às 21h em frente à Assembleia


Programa:20H - Organizadores estarão no local para contacto com as autoridades policiais.
21H-22H - Intervenção de várias personalidades da sociedade portuguesa. (5 min/ cada um).
22H-22H30 - Vigília de Silêncio/ Meditação pessoal e Oração. (Neste tempo os participantes farão silêncio/ oração/ meditação conforme a sua crença ou religião.) Todos são bem vindos; Cristãos das mais variadas confissões, Budistas, Hindus, Muçulmanos, Judeus ou outra, e ainda quem não tem qualquer religião, pois esta causa não é religiosa mas sim civilizacional.
22H30 - Fim da Vigília Cívica pelas crianças.

Sejam criativos e apareçam um pouco antes.
Tragam uma T-Shirt alusiva à Vigília.
Tragam um Cartaz e uma vela.
Tragam muita fé e coragem.

Nota: As autoridades estão informadas da contra-manifestação (proibida pela Lei) que está marcada pelos movimentos apoiantes da "co-adopção homossexual", e tomarão os cuidados necessários para garantir a nossa segurança. Não temos nada a temer!


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O Papa Francisco chegou ao Rio!

"Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: A paz de Cristo esteja com vocês!"


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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Papa fará trajecto de papamóvel pelo centro do Rio de Janeiro

A programação do primeiro dia da visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro inclui um trajeto de papamóvel pelas ruas do Centro do Rio de Janeiro na próxima segunda-feira, 22. Todo o Séquito Papal se deslocará para o Palácio Guanabara, de helicóptero, não acompanhando o Santo Padre no passeio de papamóvel pela cidade. O Papa vem ao Rio para participar da Jornada Mundial da Juventude (JMJ Rio2013).
Ao desembarcar na base área do aeroporto Galeão, às 16h, o Papa Francisco segue de carro fechado até a Catedral Metropolitana. Lá, o Santo Padre embarcará no papamóvel, no qual circulará por ruas do centro da cidade. As informações foram divulgadas pelo Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio2013.

O trajeto previsto é: Avenida República do Chile, Avenida Rio Branco, Rua Araújo Porto Alegre, Avenida Graça Aranha, Avenida Nilo Peçanha e novamente na Avenida Rio Branco em direção ao Teatro Municipal. Do Municipal, o Papa Francisco seguirá em carro fechado até o 3º COMAR (ao lado do Aeroporto Santos Dummont), onde embarca no helicóptero que o levará até o Palácio Guanabara. 

“A decisão corresponde à vontade do Santo Padre de aproximar-se, desde sua chegada, da população e atende, ainda, a questões logísticas ligadas ao deslocamento pela cidade”, de acordo com nota oficial do COL.

Estar com os brasileiros
De acordo com o monsenhor Joel Portella Amado, coordenador geral da JMJ Rio2013, a mudança de trajeto do Papa foi feita em conjunto com as autoridades brasileiras e de segurança do Vaticano. “A mudança de trajeto do Papa foi um planejamento feito em conjunto entre as autoridades brasileiras e as autoridades de segurança da Santa Sé em virtude principalmente da mobilidade da cidade. O Papa por um lado quer estar com as pessoas, mas não quer atrapalhar a mobilidade da cidade”, destacou.

O Papa Francisco pediu para estar com as pessoas não só na chegada ao Rio, mas em todos os dias da Jornada. “O Santo Padre gosta de estar com as pessoas, gosta de estar próximo, gosta desse contato. Quando estivemos com ele em Roma em janeiro, foi o primeiro pedido que ele fez ‘Eu quero estar com os brasileiros’’’, disse.

Segurança e mobilidade são dois critérios que têm sido pensados desde o início da Jornada, de acordo com o coordenador. “O Papa chega na igreja mãe da cidade que ele visita e termina o trajeto num grande centro cultural, e passando por algumas ruas onde o nosso povo vive, onde nosso povo trabalha, sofre se alegra. É o coração da cidade. É uma parte do centro histórico do Rio de Janeiro”, completou. in rio2013.com


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domingo, 21 de julho de 2013

Frase do dia

"A verdade é que o próprio Concílio Vaticano II não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se a um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; no entanto, muitos o interpretaram como se fosse o super dogma, que tira importância a todos os outros Concílios." 

Cardeal Joseph Ratzinger - Alocução aos Bispos do Chile, 13 de Julho de 1988


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A cortesia cristã, fonte de vida


Estou sentado agora mesmo no aeroporto de Dallas/Fort Worth. Estou a caminho de Denver para falar numa conferência de Catholic Media.

Acabei de me esquivar com sucesso do labirinto de sofrimento da Administração de Segurança dos Transportes (AST). O meu cinto e sapatos já estão de volta. Já recolhi os meus apetrechos. Estou assustado com a enorme falta de humanidade com que os trabalhadores da AST nos tratam, e como os passageiros os tratam da mesma forma em resposta.

É uma partida de ping-pong de falta de respeito.
Depois, fui comprar um chá verde. Mais uma vez, os clientes em linha são frios para os trabalhadores do bar. Um alien podia assumir que os clientes estão a ser forçados a comprar alguma coisa que não querem a alguém de que não gostam. Os trabalhadores do bar fazem o máximo para sorrir e atender os pedidos.

Quando eu fiz o meu pedido, tentei fazer uma pequena experiência. Disse, "Bom dia minha senhora, eu queria um chá verde e uma garrafa de água. Muito obrigado.  Teria muito gosto. Tenha um bom dia.

Um sorriso e alguma simpatia pessoal transformou imediatamente as senhoras por trás da caixa. Dar-lhes um sorriso e alguma coisa pessoal foi como dar um garrafão cheio de água fresca a um homem a morrer de sede num deserto árabe. Um sorriso pode ser fonte de vida. Ah, e ao contrário dos meus amigos na fila, eu acabei por receber um feliz e brilhante serviço das senhoras atrás do bar.

Sabe bem agir com cortesia. Quem me dera ter cumprimentado o pessoal da AST com um pequeno sorriso e uma palavra simpática. Talvez até um "Deus o abençoe."

Podem chamar-lhe teologia de avançar por um aeroporto. Nós cristãos não devíamos agir com cortesia? Falamos tanto sobre a teologia do corpo humano e da dignidade da vida humana. Não devíamos também mostrar cortesia ao pessoal da TSA e do café? "Sorrir" não devia fazer parte da teologia do corpo? A cara é o espelho da alma. Devia acontecer que as pessoas em qualquer lado pensassem implicitamente "Os cristãos têm alegria. Gosto deles. Talvez me torne um deles?" Taylor Marshall




PS: Isto não tem nada a ver. Acabei de ver no aeroporto, numa montra, uma revista (the Atlantic) com um título de capa que diz "O que os heterossexuais podem aprender dos casais gay: Porque é que os homossexuais têm relações mais felizes e com mais significado que os heterossexuais." Qualquer coisa assim. A guerra dos media está a decorrer. Eles não vão parar até terem a vitória total. Keep Calm and Keep Scapulars On...


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sábado, 20 de julho de 2013

Os três adventos do Senhor - Pierre de Blois

Há três adventos do Senhor: o primeiro pela carne, o segundo pela alma e o terceiro pelo julgamento. O primeiro aconteceu a meio da noite, segundo as palavras do Evangelho: «A meio da noite, ouviu-se um brado: 'Aí vem o noivo, ide ao seu encontro!'» (Mt 25,6). E esse primeiro acontecimento já se deu, pois Cristo foi visto na terra e conversou com os homens (cf Br 3,38).

Estamos agora no segundo advento, desde que estejamos de forma que Ele possa vir até nós, pois Ele disse que se O amarmos Ele virá e fará de nós Sua morada (cf Jo 14,23). Este segundo advento está pois, para nós, envolto em incerteza, pois quem, senão o Espírito de Deus, conhece aqueles que são de Deus? (cf 1Co 2,11) Aqueles em quem o desejo das coisas celestes transporta para fora de si próprios sabem bem quando Ele virá; contudo, eles «não sabem de onde vem nem para onde vai» (Jo 3,8).

Quanto ao terceiro advento, é certo que acontecerá, mas é muito incerto quando, pois nada é mais certo que a morte e nada mais incerto que o dia da morte. «Quando disserem: 'Paz e segurança', então se abaterá repentinamente sobre eles a ruína, como as dores de parto sobre a mulher grávida e não poderão escapar» (cf 1Ts 5,3). Assim, o primeiro advento foi humilde e escondido, o segundo é misterioso e cheio de amor, o terceiro será estrondoso e terrível. No seu primeiro advento, Cristo foi julgado injustamente pelos homens; no segundo faz-nos justiça, através da Sua graça; no último julgará todas as coisas com equidade — Cordeiro no primeiro advento, Leão no último, Amigo cheio de ternura no segundo.


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Famílias de Plástico? Não, obrigado! - Pe. Gonçalo Portocarrero

No centro da questão sobre a adopção está a noção de família. Alguns entendem-na como uma realidade natural, irreformável na sua essência, mas outros acham que a família é um produto essencialmente cultural e, portanto, susceptível de adaptação às novas realidades sociais e políticas.

De facto, a família romana não coincide com a medieval, nem esta com a actual. A família pagã, por exemplo, admite o divórcio e o aborto, mas a cristã exige a indissolubilidade do vínculo e o respeito pela vida humana desde a concepção. Contudo, quer na Roma pagã, quer na Idade Média cristã, quer mais modernamente, a família é sempre entendida em função do matrimónio, ou seja, da união estável de um homem e uma mulher. Na antiguidade clássica, embora a homossexualidade fosse aceite e até socialmente prestigiada, nunca se admitiu que a união de duas pessoas do mesmo sexo fosse casamento. Não por um preconceito cultural, ou religioso, que o não havia, mas por uma razão de ordem natural. Também no resto do mundo e desde sempre, não obstante a diversidade das culturas e religiões, a família surge da união de pessoas de diferente sexo. Por isso, 97% das uniões estáveis são entre homem e mulher, enquanto só 3% se estabelecem entre parceiros do mesmo sexo.

Porquê? Porque só a união do homem com a mulher é conjugal e princípio de vida. Não se trata, portanto, de uma característica de uma época ou de um lugar, nem de uma imposição ideológica ou transcendente, mas de um imperativo da natureza humana, que é perene e universal. Com efeito, é a natureza que exige a complementaridade do feminino e do masculino, para o bem dos cônjuges e para a procriação. É isto o matrimónio natural, que é o fundamento ecológico da família.

Outra coisa são as uniões não naturais, que são, de per si, infecundas. Mas, como pretendem ser como as famílias, querem ter filhos e, por isso, recorrem à adopção. É humano dar um pai e/ou uma mãe a quem os não tem, porque é natural ter um pai e uma mãe. Mas não é natural ter duas mães ou dois pais, como também não é natural dar uma criança a quem opta por uma união que, como é óbvio, necessariamente exclui a geração. Aliás, a procriação medicamente assistida mais não é, precisamente, do que um método de inseminação artificial.

Como se hão-de chamar, então, estas famílias? Se naturais não são, só podem ser artificiais. Mas, uma «família artificial» é como uma «flor de plástico»: se é de plástico, não é uma flor. Uma família artificial não só não é natural, como também não é uma verdadeira família, mas um seu sucedâneo ou imitação. Pelo contrário, o que é genuíno, como o casamento e a família natural, é verdadeiro e, portanto, necessariamente bom.


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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Segui-lo-ás em tudo o que te pedir - S. Josemaria Escrivá

Quem cultiva uma teologia incerta e uma moral relaxada, sem freios; quem pratica, a seu capricho, uma liturgia duvidosa, com uma disciplina de hippies e um governo irresponsável, não é de admirar que propague contra os que só falam de Jesus Cristo invejas, suspeitas, acusações falsas, ofensas, maus tratos, humilhações, intrigas e vexames de todo o género.

Quando admiramos e amamos deveras a Santíssima Humanidade de Jesus, descobrimos, uma a uma, as suas Chagas. E nesses tempos de expiação passiva, penosos, fortes, de lágrimas doces e amargas que procuramos esconder, sentiremos necessidade de nos meter dentro de cada uma daquelas Feridas Santíssimas: para nos purificarmos, para nos enchermos de alegria com esse Sangue redentor, para nos fortalecermos. Recorreremos a elas como as pombas que, no dizer da Escritura, se escondem nos buracos das rochas na hora da tempestade. Escondemo-nos nesse refúgio, para encontrar a intimidade de Cristo: e veremos que o seu modo de conversar é aprazível e o seu rosto formoso, porque os que sabem que a sua voz é suave e grata, são os que receberam a graça do Evangelho, que os faz dizer: Tu tens palavras de vida eterna.

Não pensemos que, nesta senda da contemplação, as paixões se calam definitivamente. Enganar-nos-íamos se supuséssemos que a ânsia de procurar Cristo, a realidade do seu encontro e do seu convívio e a doçura do seu amor nos tornavam pessoas impecáveis. Embora não lhes falte experiência disso, deixem-me, no entanto, recordá-lo. O inimigo de Deus e do homem, Satanás, não se dá por vencido, não descansa. E assedia-nos, mesmo quando a alma arde inflamada no amor de Deus. Sabe que nessa altura a queda é mais difícil, mas que – se conseguir que a criatura ofenda o seu Senhor, ainda que seja em pouco – poderá lançar naquela consciência a grave tentação do desespero. (Amigos de Deus, nn. 301–303)


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quarta-feira, 17 de julho de 2013

O que são as indulgências?



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Encíclica Sacerdotailis Caelibatus - Papa Paulo VI

Testemunho do passado e do presente
13. Este coro de objecções parece que sufoca a voz secular e solene dos Pastores da Igreja, dos mestres de espírito, do testemunho vivido duma legião sem número de santos e de fiéis ministros de Deus, que fizeram do celibato objecto interior e sinal exterior da sua alegre e total doação ao mistério de Cristo. Não, esta voz é ainda forte e serena; não vem só do passado, vem do presente também. Constantemente atentos como estamos a observar a realidade, não podemos fechar os olhos a este facto magnífico e surpreendente: na santa Igreja de Deus, em todas as partes do mundo onde ela levantou felizmente as suas tendas, ainda hoje há inumeráveis ministros sagrados - subdiáconos, diáconos, presbíteros e bispos - que vivem de modo ilibado o celibato voluntário e consagrado; e, ao lado destes, não podemos deixar de notar as falanges imensas de religiosos, religiosas, e também de jovens e leigos, todos fiéis ao compromisso da perfeita castidade: vivem-na, não por desprezo do dom divino da vida, mas por amor superior à vida nova que brota do mistério pascal; vivem-na com austeridade corajosa, com religiosidade alegre, dum modo exemplar e íntegro, e mesmo com relativa facilidade. Este grandioso fenómeno prova a realidade singular do reino de Deus, vivo no seio da sociedade moderna, à qual presta o humilde e benéfico serviço de "luz do mundo" e de "sal da terra" (cf. Mt 5, 13-14). Não podemos calar a nossa admiração: neste fenómeno, sopra indubitavelmente o Espírito de Cristo.

Confirmada a validez do celibato
14. Julgamos portanto que a lei vigente do celibato consagrado deve, ainda hoje, acompanhar firmemente o ministério eclesiástico; deve tornar possível ao ministro a sua escolha, exclusiva, perene e total, do amor único e supremo de Cristo e a sua dedicação ao culto de Deus e ao serviço da Igreja, e deve ser característica do seu estado de vida, tanto na comunidade dos fiéis como na profana.

aqui fica o link para quem quiser ler o resto.


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Frase do dia

"There are not more than 100 people in the world who truly hate the Catholic Church. But there are millions who hate what they perceive to be the Catholic Church." 

Archbishop Fulton Sheen


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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Portugal precisa de mais exorcistas - Pe. Duarte Sousa Lara

O Pe. Duarte Sousa Lara, exorcista da diocese de Lamego, afirmou hoje num encontro com jornalistas que não é possível, em Portugal, dar resposta a todos os pedidos de ajuda que surgem por causa de questões relacionadas com exorcismos. «Não consigo dar respostas a todas as pessoas, que depois se viram para outras práticas não ligadas a Deus à procura de soluções e acabam por aprofundar ainda mais os seus problemas», refletia o exorcista de Lamego, que considera que seria «bom que houvesse mais gente com formação nesta área» em Portugal. 

O sacerdote de Lamego, que recebe centenas de pedidos de ajuda, faz exorcismos todas as semanas a pessoas da diocese e fora da mesma, já que no país apenas seis dioceses têm exorcistas nomeados e capacitados para o serem. No entanto, nem todos os pedidos de ajuda que chegam são possessões demoníacas. «De 100 pedidos de ajuda que recebo, seleciono cerca de 20 para os receber pessoalmente e desses apenas cerca de 5 precisam de exorcismo», conta. Das pessoas que não são exorcizadas, muitas são encaminhadas para psicólogos ou psiquiatras, pois são pessoas que precisam de ajuda, mas não deste tipo. «Encaminho muita gente para psicólogos e psiquiatras, e também recebo alguns que vêm recomendados por esses profissionais», relata.

No encontro desta manhã, o Pe. Sousa Lara começou por afirmar que o afastamento da religião por parte das pessoas tem feito aumentar a necessidade de exorcismos. «Antigamente havia poucos casos de distúrbios porque as pessoas recebiam os sacramentos e tinham prática de vida cristã, mas hoje tudo mudou», considera. As pessoas tornam-se assim mais suscetíveis à possessão demoníaca. «Quando não se recorre a Deus para resolver os problemas, temos de recorrer a alguém, e portanto vão à "concorrência"», refere o sacerdote, que inclui os feitiços tribais, o Reiki, os «professores bambos e todos os outros que se veem nos anúncios de jornais» no mesmo grupo de técnicas que podem trazer espíritos demoníacos em vez de os afastar.

Esta questão da existência do Demónio tem sido debatida durante toda a história da humanidade. O Pe. Sousa Lara explica que ela está bem fundamentada na Bíblia. «Os anjos são seres intermédios entre nós e Deus, e foram criados bons. No entanto, há anjos que, tendo sido criados bons por Deus, se revoltam e escolhem o Mal, e são eles quem influencia o Homem para se associarem à sua revolta contra Deus», diz. Deus não fica impávido e sereno perante isto, e foi por isso que enviou o seu Filho à terra. Começou aí a ganhar a batalha, «continuando sempre a respeitar a liberdade de cada um» ao continuar a permitir que o Mal exista por opção das pessoas ou desses seres intermédios.

É por isto que muitas pessoas, hoje, voltaram a recorrer aos exorcistas, e o Pe. Sousa Lara dá o exemplo de Itália, onde, por causa do trabalho do Pe. Amorth, exorcista, se passaram de 30 exorcistas há uns anos atrás para 300 hoje em dia, com um gabinete próprio que procura dar resposta às várias solicitações. No entanto, Portugal tem uma realidade muito distinta. «Não há essa formação nos seminários, e alguns sacerdotes que são nomeados exorcistas esperam nunca ter de vir a fazer um, por isso assim fica difícil» responder a todos os pedidos. O sacerdote de Lamego considera que ter mais sacerdotes preparados seria o ideal. «O exorcismo muda a vida das pessoas. Antes não iam para o Céu, agora ajudam outros a chegar lá», sustenta, para explicar depois que isto é algo que precisa muito da vontade da pessoa para se realizar. «A libertação está muito ligada à decisão da pessoa, e nós mudamos de mentalidade muito devagar, por isso muitas vezes é preciso acompanhar a pessoa antes de fazer o exorcismo, quase como uma direção espiritual», conclui.

Pode encontrar mais informações no sítio Web do Pe. Sousa Lara em www.santidade.net . Para ver uma série de respostas simples às principais questões relacionadas com o demónio, dadas pelo Pe. Sousa Lara, clique aqui. Ricardo Perna in Família Cristã


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Frase do dia

"É precisamente entre os castos que se contam os homens mais íntegros, sob todos os aspectos. E entre os luxuriosos predominam os tímidos, os egoístas, os falsários e os cruéis, que são características de pouca virilidade." 

Caminho, 124


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domingo, 14 de julho de 2013

Frase do dia

"Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem (Bento XVI)... Não me passa pela cabeça renunciar ao conselho de uma pessoa assim, se o fizesse seria disparatado da minha parte!" 

Papa Francisco referindo-se a Bento XVI, num telefonema ao escritor, jornalista e seu ex-aluno Jorge Milia


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sábado, 13 de julho de 2013

Filme sobre a beatificação de Dom Álvaro del Portillo




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Relativismo relativo ou relatividade da verdade

Noutra ocasião dizíamos que o relativismo e o ateísmo absolutos são incompatíveis[i]. Pois quem afirma ser verdade que Deus não exista, não poderia negar a existência da verdade. De modo que o ateísmo absoluto mostra-nos que o relativismo não pode ser absoluto, só pode ser relativo.

E isso é comprovado se partimos da afirmação dos que dizem que o relativismo não nega a existência da verdade, mas somente diz que ela é sempre relativa. De facto, a afirmação de que “tudo é relativo” é muito comum nos nossos dias e pode significar algo equivocado e também algo certo. Equivocado quando quer significar que duas afirmações contraditórias podem, ao mesmo tempo, ser verdadeiras. Pois quem afirma isso deveria aceitar que duas afirmações contraditórias não podem ser contemporaneamente verdadeiras (uma vez que essa é a contraditória da afirmação anterior). Mas quem diz que duas afirmações contraditórias podem e não podem ao mesmo tempo ser verdadeiras, não sabe realmente do que fala. A inteligência e a linguagem humanas, se querem continuar a ser reconhecidas como tal, não aceitam contradições.

“Tudo é relativo” pode significar também algo bem preciso: que a verdade indica sempre uma relação. De facto, a verdade acontece quando se afirma aquilo que é, ou se nega aquilo que não é. Por outras palavras, a verdade acontece quando a inteligência apreende o que as coisas são e as expressa em juízos. De modo que “tudo é relativo” significa que toda verdade é relativa a uma inteligência: a de quem a conhece.

E a inteligência pode ser tanto a divina quanto a humana. A divina fundamenta toda verdade natural existente, porque Deus pensa todas as coisas e depois cria-as (inclusive o processo evolutivo). E a correspondência daquilo que as coisas são com o pensado por Deus sobre as coisas é a verdade natural de todas elas, intrínseca às mesmas. O intelecto humano, por sua vez, não conhece todas as verdades, mas está em potência para conhecê-las. Sendo assim, a relação do intelecto divino com as coisas é essencial para as coisas, pois sem essa relação as coisas não podem existir; a relação do intelecto humano com as coisas naturais é acidental, pois ainda que o homem não as conhecesse, essas existem e são dotadas de uma racionalidade e de leis próprias e cognocíveis. Santo Tomás de Aquino chega a dizer que se não houvesse nenhuma inteligência, nem a divina nem a humana (o que é impossível), não haveria nenhuma verdade[ii].

Então a afirmação “tudo é relativo” implica que duas afirmações contraditórias possam ser verdadeiras? Evidentemente não, pois afirmar que duas contraditórias são verdadeiras implica aceitar que duas afirmações contraditórias não são verdadeiras, o que é um absurdo. Dizer que cada verdade é relativa a um intelecto quer dizer que a verdade só existe porque é conhecida por Deus e pode ser conhecida pela inteligência humana, mas não implica que a inteligência humana conhece infalivelmente a verdade. A inteligência humana não é nem a divina nem a angélica e pode equivocar-se. Mas também só essa inteligência pode reconhecer o próprio erro.

Sendo assim, quando uma afirmação é verdadeira a sua contraditória necessariamente será falsa. Isso quer dizer que se uma pessoa diz “isso que está diante de mim é um computador”, não pode dizer no mesmo tempo “isso que está diante de mim não é um computador”. Quem está certo da verdade da primeira afirmação, não pode aceitar a verdade da segunda. Isso é o princípio básico de coerência do pensamento e da linguagem humana. Quem nega esse primeiro princípio torna-se incapaz de fazer qualquer afirmação, de raciocinar, de dialogar, de viver em sociedade. Torna-se, para continuar com o exemplo de Aristóteles, semelhante a um vegetal, com quem não é educado discutir.

E quando alguém diz: “isso é a tua verdade, mas não é a minha verdade”, faz algum sentido? Certamente nesse caso deve-se analisar o conteúdo das duas afirmações e ver se ambas são realmente contraditórias e depois investigar se ambas são falsas, ou se alguma é verdadeira. No caso de que uma seja verdadeira, a sua contraditória será necessariamente falsa. E isso não implica discriminação com ninguém, pois é próprio de pessoas de inteligência considerar mais o que se diz do que quem o diz, num diálogo. Pode ocorrer que as duas afirmações não sejam contraditórias, mas verdades complementares, ou duas falsidades. É necessário saber, então, qual é o critério último para que uma afirmação seja verdadeira ou falsa. Já iniciamos aqui uma resposta, mas a aprofundaremos em outra ocasião.

O que importa agora é deixar claro que toda verdade se refere a uma inteligência. Nesse sentido, toda verdade é relativa, inclusive a verdade divina, relativa à inteligência (Logos) de Deus. E isso é o justo relativismo da verdade. Por outro lado, afirmar um relativismo absoluto, ou seja, dizer que toda afirmação é necessariamente verdadeira (ou necessariamente falsa), inclusivé aquelas contraditórias, significa afirmar algo tão ilógico e antinatural que seria melhor não dizer nada: “sobre o que não se pode falar, deve-se silenciar”[iii]. 

Pe.Anderson Alves in Zenit


[ii] S. Tomás de Aquino, De Veritate q. 1, a. 2.
[iii] L. WITTGENSTEIN, Tractatus logico-philosophicus, prop. 7.


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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cristianismo cresce no mundo, mas diminui na Europa - M. Introvigne

A Europa está a tornar-se menos religiosa, menos cristã e menos católica. Mas o mundo está a tornar-se mais crente.

Em 28 de Junho de 2013, o mais credível Centro de estatística religiosa do mundo, o “Center for the Study of Global Christianity” (Centro para o Estudo do cristianismo global), em South Hamilton (Massachusetts), dirigido por Todd M. Johnson, publicou o seu muito aguardado relatório, intitulado "O cristianismo no seu contexto global, 1970-2020", que oferece uma ampla série de estatísticas até 2013, e uma projecção até 2020.

O resultado essencial desta extensa investigação estatística pode ser resumido numa frase: o mundo está-se tornando, não menos, mas pelo contrário cada vez mais religioso; e, em particular, está aumentando o número de cristãos e de católicos.

Contudo, este aumento depende da África e da Ásia; enquanto que as Américas se mantêm estáveis e a Europa se torna menos religiosa, menos cristã e menos católica. O relatório observa, com razão, que a eleição dum Papa argentino é um símbolo eloquente desta deslocação epocal do centro da vida religiosa e cristã para longe da Europa.

As pessoas que se declaram religiosas, no mundo, aumentaram de 82%, em 1970, para 88%, em 2013; e este número aproximar-se-á de 90% em 2020. Este aumento é devido à queda do império soviético, a perda de credibilidade do comunismo e ao avanço da religião na China, que o regime não consegue parar. Mas - como foi observado na reunião anual do CESNUR (Centro de Estudos sobre as Novas Religiões), que se realizou de 21 a 24 de junho de 2013 em Falun, Suécia - também depende de um factor demográfico. As pessoas religiosas têm mais filhos, tanto no Sul do mundo, como na Europa e na América do Norte — o que, a longo prazo, irá conter as perdas, mesmo nestas regiões.

Isto explica também porque é que as formas mais "liberais" ou progressistas de religião estão destinadas a pesar menos no futuro: elas podem ainda ganhar a guerra dos media, mas perdem, a cada dia, a guerra mais importante, que é a do número de filhos e de berços.

O mundo torna-se também mais cristão, e ao mesmo tempo mais muçulmano. Em 1970, cristãos e muçulmanos juntos representavam 48% da população mundial; em 2020 serão 57,2%. Os cristãos vão subir em 2020 para 33,3%; e os muçulmanos para 23,9%. Um habitante do planeta, em cada três, será cristão; e quase um, em cada quatro, será muçulmano.

Porém, em 1970, apenas 41,3% dos cristãos viviam no Sul do mundo - Ásia, África e América Latina – enquanto que, em 2020, serão 64,7%. Na África, onde, desde há alguns anos, os cristãos são maioria relativa, superando os muçulmanos, os cristãos serão, em 2020, quase 50%, a maioria absoluta.

Na Ásia e na África, o cristianismo cresce a uma taxa de duas vezes a do crescimento da população em geral, e isto vale também para a Igreja Católica. Contrariamente a um mito muito difundido – a Igreja Católica está com um declínio ligeiro na América Latina, devido ao crescimento não apenas do protestantismo, mas também do número de pessoas que não frequentam nenhuma igreja.

As pessoas que não frequentam nenhuma Igreja já são a maioria na Europa Ocidental; e, em 2020, serão dois terços da população, embora a Itália permaneça, e é provável que se mantenha, entre os principais países europeus, aquele onde a maior percentagem de pessoas se dizem cristãs nas pesquisas de opinião pública - oitenta por cento – ainda que estas afirmações não se traduzam depois em contacto regular, e muitas vezes nem mesmo irregular, com as instituições religiosas.

Os Estados Unidos continuam a ser o primeiro país do mundo em número de pessoas que se declaram como cristãos, embora este número tenha diminuído de 90,9% em 1970, para 80, 1% actualmente; e se preveja que desça para 78,1%, em 2020.

Em 2020, os EUA serão o único país "ocidental" no “top ten” do número de cristãos, uma lista que, em 1970, incluía a Itália e a Espanha, e que agora, depois dos Estados Unidos, inclui o Brasil, a China, o México, a Rússia, as Filipinas, a Nigéria, o Congo, a Índia e a Etiópia.

Em 2020, mais de setecentos milhões, em dois biliões e meio de cristãos (isto é, mais de um quarto), serão pentecostais e carismáticos — incluindo carismáticos católicos — e, curiosamente, o país com a maior percentagem de pentecostais e carismáticos na população total (23%) será o Congo.

Por razões de zelo missionário — mas também, como já se disse, por razões de demografia —, o segmento "evangélico", isto é, conservador, do protestantismo está crescendo a um ritmo duplo relativamente ao total da população mundial, enquanto que o protestantismo histórico "progressista" continua a perder membros, com um declínio que parece irreversível e mundial.

Estes dados fornecem uma imagem contraditoria relativamente ao martelar contínuo dos meios de comunicação social, sobre a secularização e o declínio da religião, que toma a Europa Ocidental pelo mundo.
 
Também nos dizem que a religião, como muitas outras realidades sociais, está intimamente relacionada com a demografia. As religiões avançam, e as formas mais conservadoras de religião ultrapassam as formas ditas progressistas, por uma série complexa de razões, entre as quais não podemos ignorar a constatação de que um casal mais religioso e conservador tende a ter mais filhos.

As grandes agências e os fortes poderes que promovem a irreligiosidade e o secularismo conhecem perfeitamente estas estatísticas. E é por isso que - fazendo ressoar o bombo da cultura popular com romances como "Inferno", de Dan Brown - insistem tanto nas políticas anti-natalistas.

Porque sabem que - apesar de todas as suas considerações triunfalistas sobre a secularização necessariamente vencedora – existe contra eles é uma bomba-relógio que já começou a contar. Em cada dez crianças nascidas no mundo, nove nascem em famílias que se declaram religiosas; e seis nascem num contexto que é cristão conservador ou muçulmano. Enquanto que os "progressistas", e os fãs do secularismo, têm cada vez menos filhos.


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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Não temas, vai ter com Ele - Papa Francisco

Talvez alguém possa pensar: o meu pecado é tão grande, o meu afastamento de Deus é como o do filho mais novo da parábola, a minha incredulidade é como a de Tomé; não tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja à espera precisamente de mim. Mas é precisamente por ti que Deus espera! Só te pede a coragem de ires ter com Ele. 

Quantas vezes, no meu ministério pastoral, ouvi repetir: "Padre, tenho muitos pecados"; e o convite que sempre fazia era este: "Não temas, vai ter com Ele, que está a tua espera; Ele resolverá tudo". Ouvimos tantas propostas do mundo ao nosso redor; mas deixemo-nos conquistar pela proposta de Deus: a proposta d’Ele é uma carícia de amor. Para Deus, não somos números; somos importantes, antes, somos o que Ele tem de mais importante; apesar de pecadores, somos aquilo que Lhe está mais a peito.

in Tomada de Posse da Cátedra na Basílica de S. João de Latrão, 7/IV/2013 


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terça-feira, 9 de julho de 2013

Frase do dia

"Sempre que a tentação lhe desagradar, não há o que temer. Se a tentação lhe desagrada é porque não quer senti-la." 

S. Pio de Pietrelcina


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5 coisas que uma filha precisa de ouvir do pai

Eu sou pai de quatro filhos fantásticos, três dos quais são meninas. A mais velha tem 8 anos e, a cada ano que passa, fui-me tornando mais conservador no que lhes diz respeito. Eu não sou um defensor do porte de armas, mas seria se fosse preciso para estar de pé na varanda fazendo uma espera ao primeiro tipo que se atrevesse a pedir para andar com uma das minhas filhas...

Agora a sério, gosto muito de ter filhas. Para um homem, ter uma filha é uma coisa que o suaviza e lhe traz uma certa ternura ao espírito. Nesse sentido, gostava de partilhar 5 coisas que qualquer filha precisa ouvir do pai:
1) És bonita, e gosto muito de ti

Devia dizer isso à sua filha pelo menos uma vez por dia, e se calhar mais que isso. Dizer só de vez em quando, não chega. Não sou psicólogo, mas as filhas que sabem que o pai gosta delas, crescem com maior confiança e tendem a evitar procurar estima nos lugares errados.

Ouvir dizer que é bonita é como oxigénio para a alma da sua filha. Faça-o muitas vezes de maneiras variadas e criativas.

2) A tua mãe é bonita e gosto muito dela

O melhor presente que pode dar à sua filha é mostrar-lhe como um homem trata uma mulher. Deixe-a ver em sim, mesmo que de forma limitada, o amor gratuito vindo de Deus entre um homem e uma mulher.

Diga à sua mulher diariamente que ela é linda, que a ama, e que está contente por ter casado com ela. Diga-lhe que está comprometido com ela para toda a vida. E diga estas coisas, de vez em quando, diante dos filhos.


3) És de Deus e foste criada para a sua glória 

As meninas frequentemente lutam contra a insegurança numa série de questões: o peso, a aparência, os amigos. Talvez, por vezes, se sintam subestimadas ou sem importância, mesmo numa casa onde há amor. É por isso que você, como pai, tem de lembrar-lhes muitas vezes que são uma criação especial, que foram amorosamente formadas pelo Criador à Sua imagem. 

Lembre-lhes as palavras de David: «Eu Vos louvo porque me fizestes como um prodígio», do salmo 139. Deve ser uma passagem muito usada na sua Bíblia e interiorizada nas suas filhas para os momentos de dúvida. 

4) Estás perdoada 

As suas meninas hão-de errar. Hão-de pecar. Vão decepcionar. Se a boa notícia que o evangelho traz não estiver no coração da família, podem crescer sem saber como fazer, nem o que fazer, com os pecados pessoais. 

Tente evangelizar a sua filha e tente que ela o siga. Treine nela a prática cristã vital do arrependimento e do perdão. Arrependimento para o pecado próprio e perdão para o pecado dos outros. Faça-lhe saber que Jesus está sempre pronto para dar novos reforços de graças. Faça-lhe saber que essas graças são não só para ela, mas também para aqueles que a ferirem.

5) Vales muito

Não deixe que sua filha beba o veneno cultural que mede o valor de uma mulher pela sua auto-suficiência ou pela sua destreza em desfazer-se da sua pureza. Nem por um momento a deixe ser dominada pela mentira de que o desregramento sexual é mais do que uma escravidão da pior espécie, é mais que a forma como o inimigo rouba a criatividade, a beleza e a finalidade para que foi criada.

Ensine-a o que deve procurar num homem (dica: não os "bonecos" que vê na TV). Torne-a ciente da bela imagem de feminilidade pintada pelo Criador. A sua auto-estima, a sua consciência de si mesma, o seu valor, estão ligadas à sua vocação, surpreendente, de filha de Deus.


Daniel Darling


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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Papa Francisco visita Lampedusa, a ilha dos imigrantes


O Papa Francisco foi hoje à ilha de Lampedusa (sul de Itália), na primeira visita oficial fora de Roma. É por ali que muitos imigrantes ilegais, provenientes de países africanos, tentam entrar na Europa. Foi assim uma homenagem aos milhares de imigrantes que morreram a tentar chegar a esta ilha, e também uma chamada de atenção aos países europeus para este drama humanitário.

Seguindo o exemplo de Jesus, como a Beata Teresa de Calcutá e tantos outros católicos, o Papa foi ter com os mais miseráveis, com os que são desprezados pela sociedade.


"A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros, faz-nos viver como se fôssemos bolas de sabão: estas são bonitas mas não são nada, são pura ilusão do fútil, do provisório. Esta cultura do bem-estar leva à indiferença a respeito dos outros; antes, leva à globalização da indiferença. Neste mundo da globalização, caímos na globalização da indiferença. Habituamo-nos ao sofrimento do outro, não nos diz respeito, não nos interessa, não é responsabilidade nossa!"


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Uma armadilha por detrás dum sorriso - Carlo Climati

O drama da supremacia do mais forte sobre o mais fraco é a fonte da maioria dos problemas da História da humanidade: guerras, injustiças, desigualdade social, fome e pobreza. É o mesmo mecanismo que caracteriza um dos fenómenos mais inquietantes dos últimos tempos: o aumento do interesse pelo esoterismo e pela superstição. O que é o esoterismo? 

Com esta palavra, engloba-se tudo o que é reservado apenas ao conhecimento de um pequeno círculo de pessoas. Por exemplo, um particular tipo de magia ou as técnicas para a leitura da mão ou das cartas. O esoterismo é algo misterioso, secreto, oculto. Por isso, pode também se tornar uma forma de exercer poder sobre quem está a passar por um momento de fraqueza ou de dificuldade.

Uma das formas mais perigosas do esoterismo é o espiritismo, que hoje se manifesta sob várias máscaras: desde as clássicas sessões de "comunicação" com os mortos até os fenómenos da "psicografia", através do qual os mortos ditam palavras ou frases. Há também quem afirme livrar as casas de "espíritos" e quem garanta gravar as "vozes" dos mortos ou tirar "instantâneas" de "entidades" misteriosas. E não faltam, naturalmente, os jovens que se divertem improvisando sessões espíritas “por brincadeira”, com base naquilo que vêem nos filmes.



O mais grave neste fenómeno é a exploração da dor. Certos espíritas, à procura de dinheiro fácil, aproveitam-se dos momentos de fragilidade das pessoas que sofrem a perda de um ente querido. Eles propõem um caminho que, à primeira vista, parece dar alívio. Mas, com o tempo, tornar-se uma forma de escravidão e conduz à dependência e alienação.

Historicamente, o esoterismo sempre esteve em desacordo com o cristianismo. Jesus é o anti-esotérico por excelência. É o homem que combate os rituais vazios, os comerciantes do sagrado e o desperdício de palavras. É um Deus que simplifica tudo e que se declara presente onde quer que haja pessoas reunidas em seu nome.

É na simplicidade da mensagem do Evangelho que podemos encontrar as respostas para as questões da vida. Não na fuga oferecida por certos espíritas. Observemos com atenção o rosto sorridente e amigável de quem finge aliviar a dor das pessoas: podem ser rostos de lobos disfarçados de cordeiros. in Zenit


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domingo, 7 de julho de 2013

Confissões IX, 10 - Santo Agostinho

Suponhamos uma alma onde se calaram as agitações da carne, onde se calaram todas as ilusões da terra, do mar, do ar e até do céu. Suponhamos que essa alma faz silêncio – silêncio dos sonhos e dos devaneios da imaginação – e se suplanta a si mesma, não pensando mais em si. Suponhamos que nela se cala igualmente qualquer língua, qualquer signo passageiro, em suma, que tudo nela é silêncio, uma vez que, ouvindo, todas as coisas lhe dizem: «Não fomos nós que nos fizemos a nós mesmas, mas fez-nos Aquele que permanece para sempre» (cf Sl 99,3.5) e, tendo dito isto, se calam de imediato porque despertam os nossos ouvidos para Aquele que as fez. 

Suponhamos que Deus Se põe a falar só Ele, já não através dessas criaturas, mas através de Si mesmo, de modo a ouvirmos o Seu Verbo não por meio da língua da carne, nem da voz de um anjo, nem do estrondo de uma nuvem (Ex 19,16), nem dos enigmas das parábolas, mas para O ouvirmos a Ele próprio, que amamos em todas estas coisas, e assim o nosso pensamento atinge a eterna Sabedoria que permanece acima de todas as coisas: porventura não será isto que significa «Entra na alegria do teu Senhor»? (Mt 25,21)


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Frase do dia


«Quando comungamos, 
a vida divina de Cristo ressuscitado penetra em nós…
Sabeis o que diz S. Agostinho 
acerca de Cristo que Se entrega na Eucaristia: 
“Somos nós, diz, que O comemos, 
mas, na realidade, é Ele que nos absorve.” 
Ele comunica-nos a Sua Vida 
e nós convertemo-nos n’Ele; 
essa Vida que Ele difunde 
cria uma união entre Ele e nós.»



Venerável P. Maria-Eugénio do Menino Jesus in Movidos pelo Espírito


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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Novos santos: Papa João Paulo II e Papa João XXIII


Grande notícias em relação a santos, beatos e afins:
 
- Foi reconhecido o segundo milagre por intercessão do Papa João Paulo II, que será canonizado ainda este ano, juntamente com o Papa João XXIII.

- Foi reconhecido o primeiro milagre por intercessão de D.Álvaro del Portillo, primeiro sucessor de S.Josemaria Escrivá, o que indica que poderá ser beatificado brevemente. 

- Foram reconhecidas as virtudes heroicas da portuguesa Maria Isabel da Santíssima Trindade, religiosa e fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres.
 


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Papa Francisco e Papa Bento juntos no Vaticano


Surprise Surprise! Papa Francisco e Papa Bento juntos hoje, na Consagração do Vaticano a São Miguel Arcanjo e a São José. Disse o Papa Francisco: “São Miguel defende o Povo de Deus sobretudo do inimigo por excelência, que é o Diabo. E São Miguel vence, pois é Deus que age nele.”



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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Frase do dia

"Não repreendas quando sentes a indignação pela falta cometida. – Espera pelo dia seguinte, ou mais tempo ainda. – E depois, tranquilo e com a intenção purificada, não deixes de repreender. – Conseguirás mais com uma palavra afectuosa, do que ralhando três horas. – Modera o teu génio." 

S. Josemaria Escrivá


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Como falar com um amigo ou alguém muito próximo ateu

Ateus: Dawkins, Harris, Hitchens

Neste post, queria partilhar convosco aquilo que penso ser  a maneira mais proveitosa para falar com ateus. Mas primeiro...

Ontem à noite tive uma experiência triste ao saber que um dos meus primos é ateu. Eu digo triste porque toda a minha esperança nesta vida vem da minha fé em Cristo.  Se eu não tivesse Cristo, não sei o que é que me iria acontecer.

Não estou a dizer que os ateus não podem ser naturalmente felizes ou mesmo naturalmente virtuosos. No entanto, eu sou um homem de fé. Sou Católico. Acredito no Céu e no Inferno. Quero que todas as pessoas que eu encontro vão para o Céu... não para o Inferno. Com a eternidade em vista, temos que ser intencionais naquilo que verdadeiramente interessa. Portanto, como é que partilhamos a nossa Fé com eficácia?

Eu conheço muitos ateus. Tenho amigos e família que são ateus. Falamos abertamente sobre Deus, a moral e a vida depois da morte. Lamentavelmente, eu era mais agressivo na minha aproximação. Não penso que a agressão ou a argumentação (por muito lógica que seja) funcione.

Então o que é que funciona?

Permitam-me que sugira que primeiro rezem, segundo lugar mantenham a calma. Em terceiro, perguntem ao vosso amigo ateu isto: "Tu acreditas no amor?"

Por outras palavras, o amor é real? Passem o vosso tempo a discutir o amor. O amor é um instinto? É uma paixão? Será o amor um fenómeno hormonal? O amor é uma virtude? É uma "força"? É uma "coisa"? De onde é que vem o amor?

O amor é uma grande forma de começar. Muito poucas pessoas vão rejeitar a existência do amor. Isso é uma coisa óptima! Têm aí um sítio para começar.

Por muito que goste de Tomás de Aquino, percebo que muitos ateus fiquem na mesma com as cinco vias de Tomás. A maior parte dos ateus não são crentes não por causa de argumentos filosóficos de causalidade. A maior parte dos ateus não acredita porque experienciaram um grande mal no mundo.

Por isso não comecem com a causalidade ou com o mal! Comecem com a ideia de amor e dêem início a uma boa conversa. Penso que vão descobrir uma maneira de andar para a frente se aplicarem a esta aproximação a aproximação da graça, do amor, da oração e da penitência pesoal.

Lembrem-se. Só podem partilhar Deus  (que é Amor) correctamente se falarem e agirem por amor. Se saírem zangados ou a julgar tudo, esqueçam. Taylor Marshall


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terça-feira, 2 de julho de 2013

Nalgumas tentações a única solução é fugir! - Papa Francisco

É tão difícil cortar com uma situação pecaminosa. É difícil! Mesmo numa tentação, é difícil! Mas a voz de Deus diz-nos esta palavra: "Foge! Tu não podes lutar, porque o fogo, o enxofre, hão-de matar-te. Foge!"

Santa Teresinha do Menino Jesus ensinou-nos que, às vezes, nalgumas tentações, a única solução é fugir e não ter vergonha de fugir, reconhecer que somos fracos e temos de fugir. E o nosso povo em sua sabedoria simples, diz um pouco ironicamente: 'soldado que foge, serve para outra guerra'. Fugir para avançar na estrada de Jesus.
 
Ante o pecado, fugir sem nostalgia. A curiosidade não ajuda, faz mal! "Mas, neste mundo tão pecador, como se faz? Como será este pecado? Gostava de saber... ". Não, deixa! A curiosidade vai te fazer mal! Fugir e não olhar para trás! Nós somos fracos, todos, e devemos defender-nos.

A terceira situação é na barca: é o medo. Quando se dá uma grande agitação no mar, a barca é coberta pelas ondas. "Salva-nos, Senhor, estamos perdidos!" Dizem eles. Medo! Também isso é uma tentação do diabo: ter medo de avançar na estrada do Senhor.

Olhar para o Senhor, contemplar o Senhor. Isso dá-nos este deslumbramento, tão belo, de um novo encontro com o Senhor. 'Senhor, eu tenho esta tentação: quero ficar nesta situação de pecado; Senhor, eu tenho a curiosidade de conhecer como é que são estas coisas; Senhor, eu tenho medo.'

E eles olharam para o Senhor: 'Salva-nos, Senhor, estamos perdidos'. E veio o deslumbramento de um novo encontro com Jesus.

Não somos ingénuos nem cristãos tíbios, somos valentes, corajosos. Somos fracos, mas temos de ser corajosos na nossa fraqueza. E a nossa coragem, muitas vezes deve manifestar-se numa fuga sem olhar para trás, para não cair na má nostalgia. Não ter medo." 


in Homilia na Casa de Santa Marta, 02/07/2013


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Frase do dia

"Podereis ir a outro confessor, há muitos que vos digam o contrário, mas eu não vos aconselho a que o façais. O mesmo digo eu, apesar de ser pecador." 

S. João Maria Vianney


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Símbolo «Quicumque» - Santo Atanásio

A fé católica é esta : que veneremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, não confundindo as Pessoas, nem dividindo a substância. Porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, e outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual à Sua glória e coeterna à Sua majestade. Tal como o Pai, assim é o Filho e o Espírito Santo; incriado o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo. [...] O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus; contudo, não são três deuses, mas um só Deus.

A fé verdadeira consiste em que acreditemos e confessemos que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus gerado da substância do Pai antes do início dos tempos; é homem nascido da substância de Sua Mãe no tempo. Perfeito Deus e perfeito homem, que subsiste com alma racional e carne humana, igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade. 

E embora seja Deus e homem, não há dois cristos, mas um único Cristo; um, não porque a divindade se tenha dissolvido na carne, mas porque a humanidade foi assumida por Deus. Absolutamente uno, não por confusão das substâncias, mas pela unidade da Pessoa. Pois assim como a alma racional e o corpo constituem um só homem, assim também Deus e homem constituem um só Cristo. O Qual padeceu pela nossa salvação, desceu à mansão dos mortos e ao terceiro dia ressuscitou. Subiu aos céus, onde está sentado à direita de Deus Pai omnipotente, de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.


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O bispo de Roma e o bispo de Lisboa - 29/06/2013




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