terça-feira, 19 de setembro de 2023

D. Athanasius Schneider publica um Credo contra a apostasia dos nossos tempos

Hoje, dia 19 de Setembro, a editora católica Sophia Institute Press publicou o livro "CREDO, Compêndio da Fé Católica" (daqui em diante: Compêndio), de D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Santa Maria em Astana, no Cazaquistão.

Escrito para os pequenos e para os simples, numa linguagem acessível e compreensível para pessoas não versadas em questões teológicas, sendo ao mesmo tempo exacto e fiel à doutrina da Igreja, este Compêndio apresenta a verdade da Fé e da Tradição católicas perante a complexidade do tempo em que vivemos.

É dever e responsabilidade de cada Bispo católico, assim como de Mons. Schneider, em virtude da sua consagração episcopal, transmitir a totalidade da fé, da moral e da sagrada liturgia estabelecidas pela Igreja. Tanto o Vigário de Cristo como os bispos não são donos do Depositum Fidei e da Sagrada Liturgia, nem podem dispor deles a seu bel-prazer, nem têm o poder de propor novas formas de expressão da doutrina católica, exceto no mesmo sentido e na mesma frase. A este respeito, o comentário de S. Vicente de Lerins no Commonitorium 8 é muito interessante:

«A autoridade do Apóstolo manifestou-se então com a sua maior severidade: 'Se nós mesmos ou um Anjo do Céu vos anunciar um Evangelho diferente daquele que vos anunciámos, seja anátema." (Gal 1, 8)

E porque é que S. Paulo diz "ainda que nós mesmos" e não "ainda que eu mesmo"? Porque quer dizer que, mesmo que Pedro, ou André, ou João, ou todo o colégio dos Apóstolos, proclamassem um Evangelho diferente daquele que vos anunciamos, é anátema. Um rigor tremendo, com o qual, para afirmar a fidelidade à fé primitiva, ele não se exclui nem a si mesmo nem aos outros Apóstolos.»

Nunca como hoje tanto do Magistério esteve à disposição do povo católico. E nunca se perdeu tanto a Fé como hoje. Trata-se de uma aparente contradição. A queda vertiginosa, no Ocidente depois do Concílio Vaticano II, da assistência à Santa Missa, dos baptismos, dos casamentos católicos, das primeiras comunhões, dos crismas, das vocações sacerdotais e consagradas, a perda da autoridade moral dos bispos em todos os países, o enorme abandono do ministério sacerdotal e dos votos religiosos, tudo isto aconteceu por motivos graves. Alguns atribuem uma situação tão dramática ao Concílio Vaticano II, outros ao chamado "espírito do Concílio", outros à situação atual do mundo, outros a uma combinação destes factores, mas o facto real está aí. Reconhecê-lo em toda a sua amplitude, profundidade e dramatismo, quer no seio da Igreja, quer no estado caótico do mundo actual (ambos concatenados), é o ponto de partida para procurar uma saída sobrenatural e natural para a atual crise que sofremos (segundo alguns, a maior da história da Igreja).

Por outro lado, ninguém pode negar que, perante a grave cisão da Cristandade provocada pela obra e desgraça de Martinho Lutero, nos seus vários aspectos religiosos, políticos, sociais e culturais, o Concílio de Trento e o movimento de "contra-reforma" a que deu origem, ao contrário do Vaticano II, tiveram o poder de enfrentar esta heresia e salvaguardar a Fé Católica na sua totalidade no seio da Igreja e reconquistar muitos países de raiz católica.

O Compêndio de Mons. Schneider, na sua exposição clara da Fé, da moral e da liturgia católicas, trata de muitos temas complexos da actualidade, nos quais reina uma grande confusão. Ele aborda-os sem medo de ninguém, excepto de Deus - a quem todos devemos prestar contas - sem os condicionamentos mentais e comportamentais impostos pelo compromisso com o mundo civil e eclesiástico - o que muitas vezes resulta num silêncio retumbante. Hoje temos o precioso testemunho da verdade do bispo de Tyler (Texas), D. Joseph Strickland, que todos devemos acompanhar com a oração.

Assim, o Compêndio, com mais de 400 páginas e 607 citações de documentos da Igreja, trata, entre outras coisas, de: +Transhumanismo, +Pentecostalismo, +O significado da perseguição à missa tradicional milenar e o problema da "obediência" que ela gera, +O culto da Mãe Terra, +Métodos asiáticos de meditação, +O sacerdócio ou diaconato feminino, +A utilização das redes sociais, +A ciência e a evolução, +A guerra justa, +A pena de morte, +A ideologia de género, +A modéstia, +As vacinas e os mandatos sanitários, +As religiões do mundo, +A verdadeira oração, +A complexa questão da liberdade religiosa e da liberdade de expressão, +Os escândalos na Igreja, +A infalibilidade, os graus de magistério e o erro, +A pornografia e a educação sexual, +O trabalho dominical e a forma como Deus deve ser adorado, +O comunismo e a maçonaria, +O globalismo, +O movimento carismático, +A maconha e o consumo de drogas, +O significado de uma autêntica renovação da Igreja, e muito mais.

Seria necessário um outro Credo ou Compêndio da Fé Católica, tendo em conta a existência do Catecismo da Igreja Católica, recentemente publicado, e do seu correspondente Compêndio? No Magistério posterior ao último XXI Concílio Ecuménico, o Concílio Vaticano II, a preponderância de citações e referências corresponde ao próprio Concílio Vaticano II - que é designado com a sugestiva expressão "O Concílio" (como indicando um ponto de viragem na vida da Igreja) - bem como citações auto-referenciais de documentos papais a partir de João XXIII. 

Em contrapartida, lendo o Compêndio de Mons. Schneider, vemos, pela primeira vez nos últimos 60 anos, uma exposição da fé, da moral e da liturgia católicas que contém numerosas citações do riquíssimo Magistério anterior ao Vaticano II, bem como do novo Magistério. Vemos aqui boas passagens do Vaticano II, por exemplo, da Sacrosanctum Concilium e, ao mesmo tempo, da Mediator Dei de Pio XII, da Quanta Cura de Pio IX, da Libertas Praestantissimus de Leão XIII, etc. A Igreja não começou em 1962: isto é muito notável e digno de registo.

O Compêndio de D. Athanasius Schneider também aborda, implicitamente, a questão acima discutida das causas da crise actual, descobrindo ambiguidades no próprio Vaticano II e em documentos posteriores, incluindo o Catecismo da Igreja Católica, bem como citando as contribuições do Magistério atual quando este está em continuidade com a fé e a Tradição da Igreja. Estas ambiguidades são surpreendentes porque, nas leituras frequentes destes documentos, escapam-nos muitas vezes afirmações que, numa análise mais atenta e no seu real significado, ou não são compatíveis ou diluem quase impercetivelmente a doutrina da Igreja. Neste texto não entrarei em pormenores sobre esta delicada questão, mas mais tarde, com o favor de Deus, espero trazê-la à luz.

Agradeço a Mons. Schneider o seu distinto trabalho e encorajo os leitores a adquirirem o Compêndio, já disponível para pré-venda no Sophia Institute Press ou na Amazon, em inglês. Esperemos que em breve o tenhamos em outras línguas. Rezemos para que a pureza da doutrina, da moral e da liturgia da Igreja volte a brilhar em breve, para que possamos distinguir sem dúvida o trigo do joio, para maior glória de Deus e salvação das almas.

Termino estas linhas citando o final do prólogo do autor do Compêndio:

«Que os santos Apóstolos, Padres e Doutores da Igreja intercedam por todos os que se servirem deste Compêndio, para que dele recebam muitos benefícios espirituais. A Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa terna Mãe, dignamente invocada na Igreja como Destruidora de todas as heresias e Trono da Sabedoria, nos proteja com o seu manto materno e rogue por nós, para que sejamos dignos das promessas do seu divino Filho, o Verbo feito carne, que é cheio de verdade e, estando no seio do Pai, nos revelou toda a verdade (cf. Jo 1, 14.18).»

Schola Veritatis in InfoCatólica


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O que é o milagre de São Januário e qual a sua importância?

O milagre consiste na liquefação do sangue de São Januário, que se encontra durante o resto do ano em estado sólido. Este milagre, que ocorre na igreja dedicado ao santo em Nápoles, acontece 3 vezes por ano:

- 19 de Setembro, dia de S. Januário;
- 16 de Dezembro, porque nesse dia, em 1631, foi feita uma procissão com as relíquias de S. Januário que impediu a iminente erupção do vulcão Vesúvio;
- no Sábado que antecede o primeiro Domingo de Maio, dia da primeira trasladação do corpo do santo.

As datas da liquefação do sangue de São Januário são celebradas com grande pompa e esplendor.

As relíquias são expostas ao público, e se a liquefação não se verifica imediatamente. iniciam-se preces colectivas. Se o milagre tarda, os fiéis convencem-se de que a demora se deve aos seus pecados. Rezam então orações penitenciais, como o salmo “Miserere".

Quando o milagre ocorre, o Clero entoa um solene Te Deum, a multidão irrompe em vivas. os sinos repicam e toda a cidade rejubila.

Entretanto, sempre que nas datas costumeiras o sangue não se liquefaz, isso significa o aviso de tristes acontecimentos vindouros, segundo uma antiga tradição nunca desmentida.

O sangue de São Januário está recolhido em duas ampolas de vidro, hermeticamente fechadas, protegido por duas lâminas de cristal transparente. A ampola maior possui 60 cm cúbicos de volume; a menor tem capacidade de 25 cm cúbicos. Em geral, o sangue endurecido ocupa até a metade da ampola maior; na menor, encontra-se disperso em fragmentos.

A liquefação do sangue produz-se espontaneamente, sob as mais variadas circunstâncias, independentemente da temperatura ou do movimento, o sangue passa do estado pastoso ao fluido e, até, fluidíssimo. A liquefação ocorre da periferia para o centro e vice-versa. Algumas vezes, o sangue liquefaz-se instantânea e inteiramente, ou, por vezes, permanece um denso coágulo em meio ao resto liquefeito. Varia o colorido: desde o vermelho mais escuro até o rubro mais vivo. Não poucas vezes surgem bolhas e sangue fresco e espumante sobe rapidamente até o topo da ampola maior.

Trata-se verdadeiramente de sangue humano, comprovado por análises espectroscópicas.

Há algumas peculiaridades, que constituem outros milagres dentro do milagre liquefação, há uma variação do volume: algumas vezes diminui e outras vezes aumenta até o dobro. Varia também quanto à massa e quanto ao peso. Em Janeiro de 1991, o Professor G. Sperindeo fazendo uso, com o máximo cuidado, de aparelhos de alta precisão, encontrou uma variação de cerca de 25 gramas. O peso aumentava enquanto o volume diminuía. Esse acréscimo de peso contraria frontalmente o princípio da conservação da massa e é absolutamente inexplicável, pois as ampolas encontram-se hermeticamente fechadas, sem possibilidade de receber acréscimo de substâncias do exterior.

A notícia escrita mais antiga e segura do milagre consta de uma crónica do século XIV. Desde 1659, estão rigorosamente anotadas todas as liquefações, que já perfazem mais de dez mil!

São Januário, rogai por nós.

adaptado de sangennaro.org.br


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segunda-feira, 18 de setembro de 2023

sábado, 16 de setembro de 2023

Índios canibais no Brasil

O combate ao vício de comer carne humana principiou muito antes da catequese própriamente dita. Na Bahia, em 1549, os padres liderados por Manuel da Nóbrega, chegaram a arrancar, em pleno terreiro, das mãos das velhas antropofagas, dispostas já a cozinha-lo para um banquete, o corpo morto de um índio. Tal audácia ia-lhes custando a vida. 

Com a ajuda de Tomé de Sousa saíram ilesos. E, com método e com a cooperação de Mem de Sá, que impôs sanções legais contra esse terrível costume, a antropofagia desapareceu em breve entre os índios que se punham em contacto com os Portugueses. Foi uma das primeiras conquistas morais dos Jesuítas. Entres os Tupis, o ritual antropofágico não existia sem a guerra movida por honra e vingança. Então, acabar com as guerras intertribais seria condição para impor-lhes a religião oficial do império português.

O ano de 1558 foi um marco da guerra à antropofagia, com a chegada de Mem de Sá ao Brasil. O terceiro governador-geral foi o principal responsável pelo combate ao costume indígena de comer carne humana, que tanto abominava aos jesuítas e dificultava a catequização. 

Simão de Vasconcellos conta que o alvoroço foi grande. Colonos portugueses, e indígenas chegaram a acusar o padre Manoel da Nóbrega de ser o responsável pelas medidas para eliminar os “antigos costumes”. Mas o governador Mem de Sá prosseguiu com a missão dada pelo Rei e, assim, “os bárbaros [da Bahia]” foram reduzidos “a quatro poderosas aldeas, de S. Paulo, de Santiago, S. João, e Espirito Santo.

Serafim Leite in Páginas de História do Brasil


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São Cornélio e São Cipriano, Mártires

A Igreja celebra hoje, 16 de Setembro, São Cornélio e São Cipriano, que por amor a Deus e zelo pela fé em Jesus Cristo sofreram o martírio no século III. Os testemunhos dos dois santos ajudam na compreensão de que o cristão, quando está firme no amor esponsal por Cristo e a Sua Igreja, não rejeita a fé, ainda que padeça duras incompreensões, até ao martírio de sangue.

São Cornélio, Papa e Mártir

Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado depois de um período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O Papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o novo Papa. Novaciano consagrou-se Bispo e proclamou-se Papa, isto é, antipapa. Com isso criou-se o primeiro cisma da Igreja.

A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adoptada em relação a um dos seus maiores problemas da época: os “lapsi”, nome dado aos sacerdotes e fiéis que tinham renegado a fé, separando-se da Igreja durante as perseguições por parte dos Imperadores romanos, mas que depois queriam voltar à Igreja.

Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adoptado um discurso e uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas contou sempre com o apoio incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África.

Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o Papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Civitavecchia, perto Roma.

No exílio, o Papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Encontrava um pouco de alegria nas cartas que recebia do Bispo Cipriano, seu admirador e amigo, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo.

Morreu em Junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem do Imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no Cemitério de São Calixto.

São Cipriano, Bispo e Mártir

Cipriano de Cartago, Bispo e Mártir, não deve ser confundido com outro Santo de mesmo nome que foi feiticeiro e é festejado com Santa Justina. 

Thascius Cecilianus Cyprianus nasceu em África em torno do ano de 200. Sendo pagão tornou-se advogado, professor e muito conhecido pela sua eloquência em defender os seus pontos de vista nos tribunais. Foi convertido para o cristianismo no ano 246 por Caecilius, um velho sacerdote, e tronou-se um renomado especialista em textos bíblicos.

Em 248, Cipriano tornou-se bispo de Cartago, hoje moderna Tunísia, mas teve que fugir logo depois para escapar a perseguição aos cristãos. Cipriano conseguiu reunir um Concílio em Cartago em 251, para discutir a questão dos "lapsi", e aí foi lido o seu grande trabalho chamado “De Catholicae Ecclesiase Unitate”.

Quando Cartago foi atingida pela praga, em 252, Cipriano trabalhou para ajudar as vítimas mas ele e os cristãos foram culpados pela epidemia e odiados pela população. Cipriano escreveu “De Mortalite” para consolar os cristãos naquele tempo de duros reveses. Pouco tempo depois, opôs-se à política de não necessidade de baptismo dos hereges defendida pelo Papa Estêvão I (254-257).

Entretanto, um decreto do Imperador Valeriano (253-260), proibindo aos cristãos de se reunirem, deu início a mais uma perseguição. Cipriano foi preso e foi-lhe dito que participasse das cerimonias religiosas pagãs oficias do Estado. Como se recusasse foi exilado numa cidade a 75 km de Cartago.

Em 258, Cipriano foi julgado por Calerius Maximus, um procônsul que ordenou que ele fosse decapitado no dia 14 de Setembro. Os ‘Actos do Martírio” não têm todos os detalhes da execução.

Ele foi pioneiro da literatura latino-cristã e teve um papel importante na Igreja Católica ocidental. Os seus escritos apresentam um zelo pastoral muito lúcido e contém inteligentes decisões. O seus tratados incluem “De Catholicae Ecclesiase Unitate”, sobre a natureza da unidade da Igreja , o “De Lapsis” sobre as condições em que esses cristãos poderiam retornar a Igreja e á fé, e “Ad Quirinam” uma compilação de textos bíblicos.

Uma das suas máximas era: “Não pode ter Deus por pai quem não tem a Igreja por mãe”.

São Cipriano, assim como São Cornélio são mencionados e invocados no Cânone Romano. Na arte litúrgica da Igreja aparece como um Bispo que segura uma palma e uma espada.


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sexta-feira, 15 de setembro de 2023

Stabat Mater Dolorosa



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Dia de Nossa Senhora das Dores

Para fazer companhia à nossa querida Mãe é tradição rezar um Pai-Nosso e sete Avé-Marias por cada uma das 'dores' de Maria:

1. A profecia de Simeão (Lc 2, 34-35)
2. A fuga para o Egipto (Mt 2, 13)
3. O Menino Jesus perdido e encontrado no Templo (Lc 2, 43-45)
4. Maria encontra Jesus a caminho do Calvário (Lc 23, 26)
5. Jesus morre na Cruz (Jo 19, 25)
6. Maria recebe o corpo de Jesus nos braços (Mt 27, 57-59)
7. O corpo de Jesus é colocado no Sepulcro (Jo 19, 40-42)


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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

D. Athanasius: Os futuros Papas agradecerão ao Bispo Strickland a sua fidelidade à Igreja Católica

Louvado seja Jesus Cristo! Vossa Excelência, Bispo Strickland, querido e estimado irmão no episcopado!

É para mim um privilégio e uma alegria exprimir-vos toda a minha gratidão e apreço pela vossa intrépida dedicação em manter, transmitir e defender intransigentemente a Fé Católica, que os Apóstolos entregaram à Igreja e com a qual todas as gerações de Católicos, especialmente os nossos antepassados, os nossos pais e mães, os nossos sacerdotes e religiosas catequistas, foram educados. Na verdade, podemos aplicar a V. Exa., caro Bispo Strickland, o que São Basílio afirmou no seu tempo: «A única acusação que agora é segura de garantir punição severa é a guarda cuidadosa das tradições dos Padres.» (Ep. 243)

Permitam-me que partilhe convosco as seguintes palavras, muito oportunas, do mesmo grande e santo Bispo:

«As doutrinas da verdadeira religião estão derrubadas. As leis da Igreja estão em confusão. A ambição dos homens, que não têm temor de Deus, precipita-se para os altos cargos da Igreja, e os cargos elevados são agora publicamente conhecidos como o prémio da impiedade. O resultado é que quanto mais um homem blasfema, mais apto o povo o considera para ser um Bispo. A dignidade clerical é uma coisa do passado. Há uma completa falta de homens que pastoreiem o rebanho do Senhor com conhecimento. Os eclesiásticos com autoridade têm medo de falar, porque aqueles que alcançaram o poder por interesse humano são escravos daqueles a quem devem a sua promoção. A fé é incerta; as almas estão encharcadas de ignorância porque os adulteradores da palavra imitam a verdade. As bocas dos verdadeiros crentes estão mudas, enquanto toda a língua blasfema se agita livremente; as coisas santas são pisadas.» (Ep. 92)

Vivemos, de facto, numa época como a descrita por São Basílio, com uma semelhança impressionante. As palavras de São Basílio na sua Carta ao Papa São Dâmaso, na qual pedia a ajuda e a intervenção eficaz do Papa, são plenamente aplicáveis à nossa situação actual:

«A sabedoria deste mundo ganha os maiores prémios na Igreja e rejeitou a glória da cruz. Os pastores foram expulsos e, em seu lugar, foram introduzidos lobos cruéis que apressam o rebanho de Cristo. As casas de oração não têm quem se reúna nelas; os lugares desertos estão cheios de multidões que se lamentam. Os mais velhos lamentam quando comparam o presente com o passado. Os mais jovens são ainda mais dignos de compaixão, pois não sabem do que foram privados.» (Ep. 90)

Caro Bispo Strickland, ao contrário de São Basílio, que se dirigiu ao Papa Dâmaso, infelizmente, V. Exa. não tem a oportunidade real de se dirigir ao Papa Francisco para o ajudar a manter zelosamente as santas tradições do passado. Pelo contrário, a Santa Sé colocou-o agora sob escrutínio e ameaça-o com intimidações e com a privação do cuidado episcopal do seu rebanho em Tyler, basicamente apenas pela única razão de que V. Exa., como São Basílio, Santo Atanásio e muitos outros bispos-confessores, está a manter as tradições dos Padres; apenas porque não está a silenciar a verdade, apenas porque não se está a comportar como não poucos dos bispos dos nossos dias, que - usando as palavras de São Gregório de Nazianzo - não estão a manter as tradições dos Padres. São Gregório de Nazianzo - «estão ao serviço dos tempos e das exigências das massas, deixando o seu barco ao sabor do vento que sopra no momento, e, como camaleões, sabem dar muitas cores à sua palavra.» (De vita sua Carmina 2, 11)

No entanto, caro Bispo Strickland, tem a felicidade de saber que todos os Papas do passado, todos os corajosos confessores-bispos do passado, todos os mártires católicos, que, nas palavras de Santa Teresa de Ávila, estavam «decididos a sofrer mil mortes por qualquer artigo do Credo» (A Vida de Teresa de Jesus, 25:12), o apoiam e encorajam. Além disso, os pequeninos da Igreja rezam por si e apoiam-no; são um exército cada vez maior, mas pequeno, de fiéis leigos - nos Estados Unidos e em todo o mundo - que foram colocados na periferia pelas altas esferas eclesiásticas, mesmo no Vaticano, cujas principais preocupações parecem ser agradar ao mundo e promover a sua agenda naturalista e a aprovação do pecado da actividade homossexual sob o pretexto de acolhimento e inclusão.

Caro Bispo Strickland, obrigado por estar decidido a "servir o Senhor, e não o tempo", como Santo Atanásio uma vez admoestou os bispos (Ep. ad Dracontium). Rezo para que mais bispos dos nossos dias possam, como vós, erguer a voz em defesa da Fé católica, proporcionando assim o alimento espiritual e a consolação a muitos católicos, que se sentem muitas vezes abandonados como órfãos.

Certamente, os futuros Papas agradecer-vos-ão pela vossa intrépida fidelidade à Fé Católica e às suas santas tradições, com a qual contribuístes para a honra da Sé Apostólica, em parte obscurecida e manchada pelo nosso tempo desfavorável.

São José, vosso patrono, o "servo bom e fiel", esteja sempre do vosso lado e a Bem-aventurada Virgem Maria, nossa doce Mãe celeste, destruidora de todas as heresias, seja a vossa força e refúgio.

Com profunda estima, unidos na santa batalha pela Fé e nas orações,
+ D. Athanasius Schneider


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A história da Exaltação da Santa Cruz

O dia 14 de Setembro, dia da Festa da Exaltação da Santa Cruz, comemora a gloriosa reconquista da Santa Cruz das mãos dos Persas.

Chosroes II, Rei da Pérsia, pegara em armas contra o império oriental romano (610), sob o pretexto de querer vingar as crueldades que o imperador Phocas tinha praticado contra o imperador Maurício. Phocas desapareceu e teve por sucessor Heráclio, governador da África. Este fez uma proposta de paz a Chosroes que este rejeitou. Uma cidade após outra caiu em poder dos Persas, sem que Heráclio lhes pudesse tolher os passos. Senhor de Jerusalém, Chosroes praticou as maiores atrocidades contra sacerdotes e religiosos, reduziu à cinza as igrejas, e entre outras preciosidades, levou também a parte do Santo Lenho, que Santa Helena tinha deixado na cidade Santa.

Heráclio pela segunda vez pediu a paz. O rei bárbaro respondeu-lhe com arrogância e orgulho: "Os Romanos não terão paz, enquanto não adorarem o sol, em vez de um homem crucificado". Vendo assim frustrados todos os esforços, Heráclio pôs toda confiança em Deus e em 622 marchou contra a Pérsia. Vitorioso no primeiro encontro, na Arménia, no ano seguinte o exército cristão conquistou Gaza, queimou o templo, junto com a estátua de Chosroes, que nele se achava. Chosroes foi assassinado pelo próprio filho, com o qual Heráclio celebrou a paz. Uma das primeiras condições desta paz foi a restituição do Santo Lenho, o qual Heráclio levou em triunfo para Constantinopla.

Uma vez livre do jugo dos Persas, Heráclio resolveu fazer a solene trasladação do Santo Lenho para Jerusalém. Na Primavera do ano de 629, com uma grande comitiva, foi à Cidade Santa, levando consigo a preciosa relíquia. Festas extraordinárias prepararam-se na Palestina. Em procissão soleníssima foi levada a Santa Cruz, para ser depositada na igreja do Santo Sepulcro, no monte Calvário. O Imperador tinha reservado para si a honra de a carregar. 

Chegada a procissão à porta da cidade que conduz ao Gólgota, Heráclio, como retido por forças invisíveis, não pôde dar mais um passo adiante. O patriarca Zacarias, que se achava ao lado do Imperador, levantou os olhos ao Céu e como por inspiração divina, disse-lhe: "Senhor! Lembrai-vos de que Jesus Cristo era pobre, enquanto vós andais vestido de púrpura; Jesus Cristo levava uma coroa de espinhos, quando na vossa cabeça vejo brilhar uma coroa preciosíssima; Jesus Cristo andava descalço, quando vós usais calçado finíssimo". 

Heráclio com humildade aceitou o aviso do patriarca. Sem demora tirou a coroa, trocou o manto imperial por uma túnica pobre, substituindo o rico calçado por sandálias e, tomando de novo o Santo Lenho, sem dificuldade alguma o levou até a última estação. Lá chegado, todo o povo se acercou da grande relíquia, venerando-a com muita fé. Muitos doentes recuperaram a saúde.

Para todos, o dia 14 de Setembro de 629 foi um dia de triunfo e da mais pura alegria. Deus ainda glorificou-o com muitos milagres.

Pe. João Batista Lehmann in 'Na Luz Perpétua' (Editora Lar Católico, 1950)


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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

Papa Francisco encontra-se com o Núncio dos EUA para discutir a demissão do Bispo Strickland

O Papa Francisco encontrou-se no dia 9 de Setembro com o Núncio dos EUA, Arcebispo Christophe Pierre, e o Prefeito dos Bispos, Arcebispo Robert Prevost, ambos neo-Cardeais, para discutir a demissão do Bispo Joseph Strickland, 64 anos, da diocese de Tyler, Texas. O site PillarCatholic.com informa que a demissão de Strickland era "a ordem do dia".

Os dois prelados apresentaram a Francisco os resultados de uma Visita Apostólica em Junho e algumas das acções públicas de Strickland que criticam o Papa Francisco e o seu Sínodo. A expectativa é que Francisco peça a demissão de Strickland.

O site PillarCatholic.com acrescenta que, dependendo da reação de Strickland, a força do incentivo à demissão poderá aumentar, referindo-se ao estranho caso do Bispo Richard Stika.

Já durante a visita, o Clero foi questionado sobre possíveis sucessores ao seu Bispo.

in gloria.tv


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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

O uso do Barrete Eclesiástico

O barrete litúrgico tem três pontas. Para todos os eclesiásticos, excepto os Cardeais (cor vermelha) e os Bispos (cor roxa), a cor do barrete é inteiramente preta, mesmo para os prelados de batina roxa; contudo estes últimos podem ter a borla do barrete roxa ou rosada.

I- Usa-se o barrete:

a) Nas funções litúrgicas:

1 - Para ir ao altar e ao se retirar no final os ministros revestidos, mesmo que seja só com manípulo e estola, inclusive o celebrante da Missa rezada;

2 - Durante elas, os ministros sagrados quando estão sentados, não obstante costume contrário (D. 3104); os ministros inferiores nunca usam barrete, salvo quando se sentam entre os do coro, como o fazem também estes quando estão sentados, mesmo durante a pregação. O pregador deve usar barrete (Coer. Ep. 1. c. 22. n. 3).

b) Nas procissões, o Clero dentro da Igreja vai com a cabeça descoberta, fora dela, com o barrete, os ministros paramentados, dentro e fora da Igreja, vão com o barrete.

Nas procissões com o SSmo. Sacramento e com a relíquia da Santa Cruz, o uso do barrete está proibido a todos, mesmo fora do Templo.

Em toda procissão, dentro e fora da Igreja, vão descobertos os acólitos, os cerimoniários e os demais encarregados de dirigir a procissão (D.2769 ad 6) e os que levam as relíquias, a Cruz, imagens e estandartes. Se o celebrante (D1048) leva o relicário, não se cobre com o barrete (D1043) nem os seus ministros assistentes.

II- Não se usa o barrete:

a) Em quaisquer funções na presença do Ssmo exposto, pública ou privadamente, mesmo que velado, nenhum eclesiástico, inclusive o pregador, pode usar o barrete, e qualquer costume contrário deve eliminar-se como abuso (D 488 e 2769);

b) Na administração dos sacramentos. Para a Penitencia é louvável usa-lo, já que o confessor faz as vezes de juiz; c) Para fazer inclinações e genuflexões, salvo o celebrante ao ir e voltar do altar levando o cálice nas mãos; d) Para dar alguma bênção: stando semper benedicat et aperto capite (Rit.Tit. IX. c.1; n. 7).

Nota: Se a procissão se verifica no interior da Igreja, todo o clero permanece com a cabeça descoberta, menos os que estão paramentados. Se a procissão sai da Igreja, cada qual coloca o barrete assim que estiver fora da Igreja, menos o Turiferário, o Crucífero, os Acólitos, e o Cerimoniário os quais sempre permanecem com a cabeça descoberta.

Padre Ambrosio Hays in 'Manual Litúrgico'


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A Igreja de Sempre









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domingo, 10 de setembro de 2023

Prosit! Bom proveito!

Embora já não seja muito comum, ainda há aqueles que cumprimentam os comensais com um: Bom proveito! É desejável que a refeição seja benéfica para as pessoas que a tomam. Sabe-se que às vezes isso não acontece e uma má digestão pode fazer passar horas difíceis e fastidiosas.

O pão é um alimento para o corpo e a sua digestão é útil para a pessoa.

Numa ocasião, uma multidão seguiu Jesus até Cafarnaum. No dia anterior, tinham visto a multiplicação de cinco pães alimentar mais de cinco mil pessoas. Era lógico que agora O seguissem. Mas Jesus adverte-os: "Não me procuram porque viram os milagres, mas porque comeram os pães e ficaram satisfeitos" (Jo 6, 26).

O pão que Jesus multiplicou era exactamente isso: pão.

Ainda não era a Eucaristia. Era mais um sinal dela. Jesus não veio para alimentar apenas os corpos, mas a pessoa. Por isso que acrescentou: "Não se dê a comida perecível, mas a comida que perdura para a vida eterna, que o Filho do Homem lhe dá, porque Deus a estabeleceu com o selo."

Esta é a grande diferença entre os dois pães: o primeiro é apenas um sinal e é usado apenas para o estômago; O segundo, por outro lado, é o mesmo Corpo de Cristo e aproveita para a vida eterna.

Por este motivo, é aconselhável não perder esses costumes:

Saudar com um "Bom proveito!" as pessoas que estão reunidas à mesa.

Saudar com um "Prosit!" aqueles que comungaram. No final da Missa, já na sacristia, o sacerdote diz aos restantes: Prosit (bom proveito / que aproveite)! Ao que os restantes respondem: In vitam aeternam (para a vida eterna)!

Joan Carreras in 'Primeros educadores' 


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sexta-feira, 8 de setembro de 2023

Um sacerdote explica como ter a certeza que ele morreu




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Natividade de Nossa Senhora

Na Igreja Católica não se celebra a data de nascimento mas sim a da morte, que é o dia da entrada na vida eterna. Apenas em três casos se comemoram as festas do dia do nascimento: Nosso Senhor Jesus Cristo (Natal); o nascimento de São João Batista; e a natividade da Santíssima Virgem.

A Natividade de Nossa Senhora é uma festividade religiosa celebrada pela Igreja Católica precisamente nove meses depois de comemorar a Imaculada Conceição da Virgem Maria.

Esta festa, mais antiga no Oriente, introduziu-se provavelmente na liturgia romana durante o século VII. O Papa Inocêncio IV deu-lhe Oitava no Concílio de Lião, em 1245. No último século, serviu esta data de 8 de Setembro para fixar nove meses antes, a 8 de Dezembro, a festa da Imaculada Conceição. A Santa Igreja, celebrando a Natividade da Santíssima Virgem, canta a aurora da redenção, que despontou com o aparecimento de Maria no mundo.

Eva deu os seus filhos à luz na dor, Maria dá à luz o filho de Deus com júbilo. Eva levava consigo as nossas lágrimas, Maria as nossas alegrias. Invoquemos a Virgem Santíssima com aquela invocação tão bela da sua ladainha: "Causa de nossa alegria".

No seu 'Sermão do Nascimento da Mãe de Deus', o Pe. António Vieira diz: 

“Perguntai aos enfermos para que nasce esta Celestial Menina. Dir-vos-ão que nasce para Senhora da Saúde;
perguntai aos pobres, dirão que nasce para Senhora dos Remédios;
perguntai aos desamparados, dirão que nasce para Senhora do Amparo;
perguntai aos desconsolados, dirão que nasce para Senhora da Consolação;
perguntai aos tristes, dirão que nasce para Senhora dos Prazeres;
perguntai aos desesperados, dirão que nasce para Senhora da Esperança;
os cegos dirão que nasce para Senhora da Luz;
os discordes: para Senhora da Paz;
os desencaminhados: para Senhora da Guia;
os cativos: para Senhora do Livramento;
os cercados: para Senhora da Vitória.

Dirão os pleiteantes que nasce para Senhora do Bom Despacho;
os navegantes: para Senhora da Boa Viagem;
os temerosos da sua fortuna: para Senhora do Bom Sucesso;
os desconfiados da vida: para Senhora da Boa Morte;
os pecadores todos: para Senhora da Graça;
e todos os seus devotos: para Senhora da Glória. E se todas estas vozes se unirem em uma só voz (…), dirão que nasce (…) para ser Maria e Mãe de Jesus”.

(Apud José Leite, SJ, op. cit., Vol. III, p. 33)

in Pale Ideas


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quinta-feira, 7 de setembro de 2023

Leão XIII contra a maçonaria

Todos devem evitar a familiaridade ou amizade com qualquer um que seja suspeito de pertencer à maçonaria ou a grupos afiliados. Conhecei-os pelos seus frutos e evitai-os. Toda familiaridade deve ser evitada, não apenas com aqueles ímpios libertinos que promovem abertamente o carácter da seita, mas também com aqueles que se escondem sob a máscara da tolerância universal, o respeito por todas as religiões.

Papa Leão XIII in Encíclica 'Custodi di quella Fede' sobre a Maçonaria (8/12/1892)


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Missas privadas na Abadia de Fontgombault



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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

FSSPX constrói mais uma igreja de grandes dimensões

A Fraternidade Sacerdotal de São Pio X está a construir uma grande igreja em Gavrus, uma aldeia de 600 habitantes nos arredores de Caen, em França.

A igreja segue o modelo das igrejas do século XVIII. Custará apenas 1,6 milhões de euros, estará concluída em 2025 e será financiada pelos fiéis.

O France3 considera a igreja "impressionante" e surpreende-se com o facto de uma comunidade construir uma igreja nova numa região onde muitas igrejas não são utilizadas ou estão em mau estado de conservação. Desde o Concílio Vaticano II, não foi construída nenhuma igreja nova na região.

in gloria.tv


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terça-feira, 5 de setembro de 2023

Padre Pio distribui a Sagrada Comunhão a um jovem casal

Nesta época, receber o Santíssimo Sacramento na mão era impensável e um sacrilégio condenado pela Igreja múltiplas vezes.


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A missão heróica de Madre Teresa no Líbano

Agosto de 1982. Em plena guerra do Líbano, a capital, Beirute, estava sob forte ataque das forças israelitas. Diante daquele cenário dramático encontra-se uma pequena freira, conhecida por Madre Teresa de Calcutá.

Madre Teresa conseguiu que fosse negociado um cessar fogo, quando todos diziam ser impossível. Ultrapassada essa "impossibilidade", foi pessoalmente resgatar as crianças de um orfanato que tinha sido abandonado por todos os trabalhadores, por causa dos bombardeamentos constantes na zona Oeste da cidade.

As crianças daquele orfanato eram "especiais", todas sofriam de alguma deficiência física ou mental. Aquela mulher deu-se ao trabalho de se deslocar a um país em guerra, arriscar a própria vida, e a dos que a acompanhavam, num contexto de guerra intensa para salvar crianças deficientes.

Hoje em dia grande parte dessas crianças são abortadas, por sugestão médica ou desejo dos pais, exactamente por serem "especiais". Madre Teresa deu a sua vida para proteger os mais frágeis, especialmente os bebés na barriga das suas mães. Com esta operação de salvação em Beirute mostrou, mais uma vez, que todas as vidas humanas têm dignidade, independentemente do que o mundo pensa delas.


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segunda-feira, 4 de setembro de 2023

Jesuítas em Espanha


21 representantes do jesuítas espanhóis reuniram-se, no Porto de Santa Maria, para definir que passos deve a Província espanhola seguir. Em 1965, quando acabou o Concílio Vaticano II, havia 3358 jesuítas em Espanha. Hoje há menos de 700, com idade média de 73 anos.

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domingo, 3 de setembro de 2023

São Pio X descreve em poucas linhas qual é a missão do Papa

O Nosso mandato apostólico exige de Nós que zelemos pela pureza da fé e pela integridade da disciplina católica. Exige de Nós que protejamos os fiéis do mal e do erro; especialmente quando o mal e o erro são apresentados numa linguagem dinâmica que, ocultando noções vagas e expressões ambíguas com palavras emotivas e sonantes, é susceptível de incendiar os corações dos homens na busca de ideais que, embora atraentes, são no entanto nefastos.

São Pio X (Papa) in Carta Apostólica 'Notre Charge Apostolique' (25/08/1910)


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sábado, 2 de setembro de 2023

O Rito Tradicional dá mais frutos

A Abadia Beneditina de Sainte-Marie de La Garde, fundada por Le Barroux em 2002, abençoou a pedra angular do novo edifício do mosteiro na diocese de Agen, em França, a 15 de Agosto.

A fundação começou com oito monges numa antiga quinta com estábulos e cresceu para cerca de 20. Passou a Abadia em 2021.

Nos próximos 16 anos, serão construídas três alas de estilo românico com refeitório, casa do capítulo, celas dos monges e sacristia (seis mil metros quadrados). Os alicerces já foram lançados. O refeitório será utilizado temporariamente como capela.







in gloria.tv


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Resumo da Rota de São Nuno 2023

A Rota de São Nuno é um campo de férias itinerante para rapazes, organizado pelos seminaristas portugueses, da Fraternidade Sacerdotal de São Pedro (FSSP).

O campo consiste numa caminhada de 7 dias, em Portugal, de mochila às costas e a dormir em tendas. Durante estes dias tentamos assegurar a formação espiritual através da Missa diária segundo a liturgia tradicional, catequeses, testemunhos, oração, etc. Sem esquecer a actividade física e cultural. 

Sempre sob a protecção de Nossa Senhora e de São Nuno de Santa Maria, Cristo há de reinar nos corações da juventude portuguesa!



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sexta-feira, 1 de setembro de 2023

113 anos da publicação do Juramento Anti-Modernista que todos os Bispos, Sacerdotes e Professores eram obrigados a professar

O Papa Pio X deparou-se com um movimento subversivo dentro da Igreja que visava alterar a doutrina de sempre com base num suposto aprofundamento do Dogma. Esse movimento chamava-se modernismo, apelidado pelo Papa como "soma de todas as heresias". Para o combater, São Pio X escreveu o decreto Lamentabili, a encíclica Pascendi e tornou obrigatório que todos os Bispos, Sacerdotes e Professores católicos fizessem este juramento anti-modernista. O Papa Paulo VI acabou com essa obrigação em 1967.

Em Latim:
Ego N. firmiter amplector ac recipio omnia et singula, quae ab inerranti Ecclesiae magisterio definita, adserta ac dedarata sunt, praesertim ea doctrinae capita, quae huius temporis erroribus directo adversantur.

Ac primum quidem: Deum, rerum omnium principium et finem, naturali rationis lumine per ea quae facta sunt (Rom 1,20), hoc est, per visibilia creationis opera, tamquam causam per effectus, certo cognosci, ideoque demonstrari etiam posse, profiteor.

Secundo: externa revelationis argumenta, hoc est facta divina, in primisque miracula et prophetias admitto et agnosco tamquam signa certissima divinitus ortae Christianae religionis, eademque teneo aetatum omnium atque hominum, etiam huius temporis, intellegentiae esse maxime accommodata.

Tertio: firma pariter fide credo Ecclesiam, verbi revelati custodem et magistram, per ipsum verum atque historicum Christum, cum apud nos degeret, proxime ac directo institutam eamdemque super Petrum, apostolicae hierarchiae principem, eiusque in aevum successores aedificatam.

Quarto: fidei doctrinam ab apostolis per orthodoxos patres eodem sensu eademque semper sententia ad nos usque transmissam, sincere recipio; ideoque prorsus reicio haereticum commentum evolutionis dogmatum, ab uno in alium sensum transeuntium, diversum ab eo, quem prius habuit Ecclesia; pariterque damno errorem omnem quo divino deposito, Christi sponsae tradito ab eaque fideliter custodiendo, sufficitur philosophicum inventum, vel creatio humanae conscientiae, hominum conatu sensim efformatae et in posterum indefinito progressu perficiendae.

Quinto: certissime teneo ac sincere profiteor, fidem non esse caecum sensum religionis e latebris «subconscientiae» erumpentem, sub pressione cordis et inflexionis voluntatis moraliter informatae, sed verum assensum intellectus veritati extrinsecus acceptae ex auditu, quo nempe, quae a Deo personali, creatore ac Domino nostro dicta, testata et revelata sunt, vera esse credimus, propter Dei auctoritatem summe veracis.

Me etiam, qua par est reverentia, subicio totoque animo adhaereo damnationibus, declarationibus, praescriptis omnibus, quae in encyclicis litteris Pascendi et in decreto Lamentabili continentur, praesertim circa eam quam historiam dogmatum vocant.

Idem reprobo errorem affirmantium, propositam ab Ecclesia fidem posse historiae repugnare, et catholica dogmata, quo sensu nunc intelleguntur, cum verioribus Christianae religionis originibus componi non posse.

Damno quoque ac reicio eorum sententiam, qui dicunt Christianum hominem eruditiorem induere personam duplicem, aliam credentis, aliam historici, quasi liceret historico ea retinere, quae credentis fidei contradicant, aut praemissas adstruere, ex quibus consequatur, dogmata esse aut falsa aut dubia, modo haec directo non denegentur.

Reprobo pariter eam Scripturae sanctae diiudicandae atque interpretandae rationem, quae, Ecclesiae traditione, analogia fidei et apostolicae Sedis normis posthabitis, rationalistarum commentis inhaeret, et criticam textus velut unicam supremamque regulam haud minus licenter quam temere amplectitur.

Sententiam praeterea illorum reiicio, qui tenent, doctori disciplinae historicae theologicae tradendae aut iis de rebus scribenti seponendam prius esse opinionem ante conceptam sive de supernaturali origine catholicae traditionis, sive de promissa divinitus ope ad perennem conservationem uniuscuiusque revelati veri; deinde scripta patrum singulorum interpretanda solis scientiae principiis, sacra qualibet auctoritate seclusa eaque iudicii libertate, qua profana quaevis monumenta solent investigari.

In universum denique me alienissimum ab errore profiteor, quo modernistae tenent in sacra traditione nihil inesse divini, aut, quad longe deterius, pantheistico sensu illud admittunt, ita ut nihil iam restet nisi nudum factum et simplex, communibus historice factis aequandum: hominum nempe sua industria, solertia, ingenio scholam a Christo eiusque apostolis inchoatam per subsequentes aetates continuantium.

Proinde fidem patrum firmissime retineo et ad extremum vitae spiritum retinebo, de charismate veritatis certo, quad est, fuit eritque semper in episcopatus ab apostolis successione, non ut id teneatur, quod melius et aptius videri possit secundum suam cuiusque aetatis culturam, sed ut numquam aliter credatur, numquam aliter intellegatur absoluta et immutabilis veritas ab initio per apostolos praedicata.
Haec omnia spondeo me fideliter, integre sincereque servaturum et inviolabiliter custoditurum, nusquam ab us sive in docendo sive quomodolibet verbis scriptisque deflectendo. Sic spondeo, sic iuro, sic me Deus adiuvet, et haec sancta Dei Evangelia.   

Em Português:
Eu, N., firmemente aceito e creio em todas e em cada uma das verdades definidas, afirmadas e declaradas pelo magistério infalível da Igreja, sobretudo aqueles princípios doutrinais que contradizem directamente os erros do tempo presente.

Primeiro: creio que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza e pode também ser demonstrado, com as luzes da razão natural, nas obras por Ele realizadas (Cf. Rm I 20), isto é, nas criaturas visíveis, como [se conhece] a causa pelos seus efeitos.

Segundo: admito e reconheço as provas exteriores da revelação, isto é, as intervenções divinas, e sobretudo os milagres e as profecias, como sinais certíssimos da origem sobrenatural da razão cristã, e as considero perfeitamente adequadas a todos os homens de todos os tempos, inclusive aquele no qual vivemos.

Terceiro: com a mesma firme fé creio que a Igreja, guardiã e mestra da palavra revelada, foi instituída imediatamente e directamente pelo próprio Cristo verdadeiro e histórico, enquanto vivia entre nós, e que foi edificada sobre Pedro, chefe da hierarquia eclesiástica, e sobre os seus sucessores através dos séculos.

Quarto: acolho sinceramente a doutrina da fé transmitida a nós pelos apóstolos através dos padres ortodoxos, sempre com o mesmo sentido e igual conteúdo, e rejeito totalmente a fantasiosa heresia da evolução dos dogmas de um significado a outro, diferente daquele que a Igreja professava primeiro; condeno de igual modo todo o erro que pretenda substituir o depósito divino confiado por Cristo à Igreja, para que o guardasse fielmente, por uma hipótese filosófica ou uma criação da consciência que se tivesse ido formando lentamente mediante esforços humanos e contínuo aperfeiçoamento, com um progresso indefinido.

Quinto: estou absolutamente convencido e sinceramente declaro que a fé não é um cego sentimento religioso que emerge da obscuridade do subconsciente por impulso do coração e inclinação da vontade moralmente educada, mas um verdadeiro assentimento do intelecto a uma verdade recebida de fora pela pregação, pelo qual, confiantes na sua autoridade supremamente veraz, nós cremos tudo aquilo que, pessoalmente, Deus, criador e senhor nosso, disse, atestou e revelou.

Submeto-me também com o devido respeito, e de todo o coração adiro a todas as condenações, declarações e prescrições da encíclica Pascendi e do decreto Lamentabili, particularmente acerca da dita história dos dogmas.

Reprovo outrossim o erro de quem sustenta que a fé proposta pela Igreja pode ser contrária à história, e que os dogmas católicos, no sentido que hoje lhes é atribuído, são inconciliáveis com as reais origens da razão cristã.

Desaprovo também e rejeito a opinião de quem pensa que o homem cristão mais instruído se reveste da dupla personalidade do crente e do histórico, como se ao histórico fosse lícito defender teses que contradizem a fé o crente ou fixar premissas das quais se conclui que os dogmas são falsos ou dúbios, desde que não sejam positivamente negados.

Condeno igualmente aquele sistema de julgar e de interpretar a sagrada Escritura que, desdenhando a tradição da Igreja, a analogia da fé e as normas da Sé apostólica, recorre ao método dos racionalistas e com desenvoltura não menos que audácia, aplica a crítica textual como regra única e suprema.

Refuto ainda a sentença de quem sustenta que o ensinamento de disciplinas histórico-teológicas ou quem delas trata por escrito deve inicialmente prescindir de qualquer ideia pré-concebida, seja quanto à origem sobrenatural da tradição católica, seja quanto à ajuda prometida por Deus para a perene salvaguarda de cada uma das verdades reveladas, e então interpretar os textos patrísticos somente sobre as bases científicas, expulsando toda autoridade religiosa, e com a mesma autonomia crítica admitida para o exame de qualquer outro documento profano.

Declaro-me enfim totalmente alheio a todos os erros dos modernistas, segundo os quais na sagrada tradição não há nada de divino ou, pior ainda, admitem-no, mas em sentido panteísta, reduzindo-o a um evento pura e simplesmente análogo àqueles ocorridos na história, pelos quais os homens com o próprio empenho, habilidade e engenho prolongam nas eras posteriores a escola inaugurada por Cristo e pelos apóstolos.

Mantenho, portanto, e até o último suspiro manterei a fé dos pais no carisma certo da verdade, que esteve, está e sempre estará na sucessão do episcopado aos apóstolos, não para que se assuma aquilo que pareça melhor e mais consoante à cultura própria e particular de cada época, mas para que a verdade absoluta e imutável, pregada no princípio pelos apóstolos, não seja jamais crida de modo diferente nem entendida de outro modo.

Empenho-me em observar tudo isto fielmente, integralmente e sinceramente, e em guardá-lo inviolavelmente, sem jamais disso me separar nem no ensinamento nem em género algum de discursos ou de escritos. Assim prometo, assim juro, assim me ajudem Deus e esses santos Evangelhos de Deus.

Dado em Roma, em São Pedro, a 1 de Setembro de 1910.

PIO PP. X.


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Santo Egídio (Gil), Abade e Confessor

Santo Egídio, também conhecido como São Gil, nasceu em Atenas, filho de pais nobres, no oitavo século e foi Abade do Monastério Beneditino de Rio Rhône, no local onde é hoje o Mosteiro de Saint-Gilles. A sua biografia foi escrita no século X.

De acordo com a Legenda Aurea, após passar dois anos em Arles, Giles tornou-se um eremita na nascente do Rio Ródano e também do Rio Gard, na região de Nimes. A sua única companhia era uma corça, enviada por Deus para alimentá-lo. Certo dia, um dos melhores caçadores de Vamba, Rei dos Visigodos, atirou uma flecha certeira contra a corça e, em vez dela morta, encontraram São Giles segurando a flecha e a corça. Diz a tradição que São Giles desviou a flecha na sua direção de modo a atingir a sua mão e não a corça.

O Rei, impressionado com o milagre e como forma de reparar o acto hediondo, disponibilizou médicos para cuidarem dos ferimentos da mão de Egídio e construiu um pequeno mosteiro para fixar o seu eremitério. Lá prosperou uma activa comunidade de monges, dos quais Giles se tornou abade. Mais tarde, Carlos Martel chamou-o para ser seu confessor.

Santo Egídio foi um dos santos mais populares da Idade Média. Vários milagres são creditados à sua intercessão, e ele é o padroeiro dos que cuidam das pessoas com problemas de locomoção (hoje seriam os fisioterapeutas) e ainda patrono dos aleijados (paraplégicos ou similares). É padroeiro dos Veterinários junto com São Brás. É invocado contra a convulsão da febre, contra o medo e a loucura. Por causa do milagre da confissão oculta de Carlos Martel, Santo Egídio é invocado em ajuda às confissões difíceis.

Na arte litúrgica da Igreja aparece mostrado ao lado de uma corça ou cuidando de uma, ou com uma flecha atravessada na mão e uma corça no colo. Ele é um dos Catorze Santos Auxiliares.

A absolvição de Carlos Martel

Antes da célebre vitória sobre os Sarracenos em Poitiers, Carlos Martel tinha cometido um pecado de incesto com a irmã. Cheio de remorsos, ele não ousava confessar o seu próprio pecado, tanto era infame a acção cometida.

Decide então dirigir-se a Provença, à presença de um abade muito conhecido na época, Santo Egídio (Gil), para pedir-lhe a absolvição deste pecado, mas sem ousar confessá-lo e mantendo segredo sobre o crime cometido.

Egídio celebrou uma Missa com essa intenção, quando eis que aparece um Anjo, que se colocou próximo ao altar com um livro na mão, sobre o qual estava escrita a culpa não confessada. Enquanto a celebração avançava, a escrita do livro ia-se desbotando, até desaparecer completamente e Carlos Martel foi absolvido.

A notoriedade de Santo Egídio era muito grande, mesmo antes de levar a cabo este milagre. 

in Pale Ideas


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